Criptococose
Criptococose
Agente etiológico
Levedura amplamente encapsulada, cuja cápsula é rica em polissacarídeos, constituindo o
principal fator de virulência do fungo.
Epidemiologia
● Fungo oportunista e cosmopolita.
● Associado principalmente a excretas secas de pombos e outros ambientes ricos
em matéria orgânica.
● O fungo permanece viável por longos períodos no ambiente.
● Não é considerado uma zoonose, pois os animais não transmitem diretamente a
doença ao ser humano; tanto humanos quanto animais se infectam pela mesma
fonte ambiental.
Contágio e patogenia
A infecção ocorre pela inalação de propágulos (leveduras ou basidiósporos) presentes
no ambiente.
Sequência da infecção:
Após a infecção:
● O animal pode desenvolver resposta imune eficiente e controlar a infecção,
permanecendo em latência.
● Em situações de imunossupressão, ocorre multiplicação do fungo e
desenvolvimento da doença clínica.
Período de incubação
Pode variar de meses a anos, devido à capacidade do fungo de permanecer em latência.
Formas clínicas
A porta de entrada é o trato respiratório.
● Pulmonar;
● Neurológica (meningoencefalite);
● Tegumentar;
● Ocular.
Forma tegumentar
Lesões
● Lesões gelatinosas devido ao acúmulo da cápsula polissacarídica.
● Granulomas em pulmões, sistema nervoso central, pele e outros órgãos.
Diagnóstico
Triagem
● Citologia:
○ Imprint;
○ Aspirado por agulha fina;
○ Lavado broncoalveolar;
○ Líquor (quando há acometimento do SNC).
Tratamento
O antifúngico mais utilizado é o fluconazol, principalmente nos casos de acometimento do
sistema nervoso central devido à boa penetração no líquor.