Aves venenosas !!! ???
• O Pitohui é um pássaro da família
ORIOLIDAE conhecido também como
pitohui encapuzado.
• Pitohui (Pitohui dichrous) é nativo de
Papua Nova Guiné.
• Insetos produtores de toxinas
(besouros Melyridae) abasteçam as
penas venenosas do pitohui.
Contém batracotoxina (especificamente homobatracotoxina) em sua pele,
penas e tecidos.
Primeira ave cientificamente documentada como venenosa.
Os nativos das ilhas onde vive a ave não a comem, sabendo que o veneno
causa dormência e paralisia da boca.
• Ifrit de capa azul (Ifrita kowaldi) é uma espécie de passeriforme
pequeno família monotípica também conhecido como ifrita de capa azul.
• O ifrit de capa azul excretam batracotoxina em suas penas e pele para se
defenderem de predadores.
Ifrita kowaldi Colluricincla megarhyncha
• Little Shrikethrush (Colluricincla megarhyncha) é uma espécie de ave da
família Colluricinclidae, também apresenta batracotoxina.
• O ornitorrinco macho produz veneno principalmente durante a primavera,
especialmente durante a época de acasalamento.
• Este veneno é utilizado em lutas contra outros machos, principalmente para
estabelecer domínio e competir por fêmeas.
• O veneno do ornitorrinco é produzido nas glândulas femorais (glândulas
crurais), localizadas nas patas traseiras. Essas glândulas se conectam a 2
esporões do calcâneo que, por sua vez, estão presos a um pequeno osso
que fornece um melhor ângulo de ataque com sua articulação.
• O veneno do ornitorrinco é composto por 19 peptídeos diferentes e componentes
adicionais não proteicos, conforme indicam os estudos. Três tipos de compostos
que o compõem foram identificados:
• Defensinas: produzidas pelo sistema imunológico do ornitorrinco, são semelhantes
às encontradas no veneno de répteis, aranhas, peixes e estrelas-do-mar, embora
nesses mamíferos tenha evoluído de forma divergente.
• Nanométricos: neurotoxinas associadas à atrofia muscular.
• Fatores de crescimento nervoso: esses peptídeos estão relacionados à
hiperalgesia, pois favorecem a ramificação e a criação de terminações nervosas.
• O veneno do ornitorrinco é
mortal para pequenos
animais, mas não para os
humanos. Além disso, ele
não é um caçador. Portanto,
seus predadores são
claramente mais mortíferos
do que ele e as fêmeas não
possuem veneno.
LORIS LENTO MAIOR (Nycticebus coucang)
• É um mamífero da ordem dos primatas, nativo da Ásia, especificamente da
Indonésia, Malásia, Singapura e Tailândia, classificado como em risco de
extinção. É um animal pequeno, medindo entre 27 e 38 cm, pesando entre 600 a
685 gramas.
• Este pequeno mamífero venenoso produz uma toxina no nível do seu cotovelo
que pode depois lamber e acumular com sua saliva e posteriormente transferi-la
se morder uma presa, embora isso seja raro de ocorrer.
• Além disso, as fêmeas cobrem seus filhotes com essa toxina, o que pode ajudá-
los a repelir predadores.
• A toxina é composta por uma proteína semelhante a um alérgeno, que pode matar
ratos, pequenas aves ou répteis. Se um ser humano consumir carne de loris lento
maior, pode ter efeitos adversos.
LORIS LENTO PIGMEU (Nycticebus pygmaeus)
• Outro pequeno primata, classificado também como em risco de extinção e nativo
do Camboja, Laos e Vietnã. Pesam de 120 a cerca de 500 gramas e medem de 15
a 25 cm de comprimento.
• As glândulas sudoríparas do cotovelo foram modificadas e produzem uma toxina
perigosa para as pessoas, pois assim como a espécie anterior, eles lambem e
transformam sua saliva em um composto venenoso.
• Embora seja muito raro que mordam alguém, se isso acontecer, o veneno pode
causar um choque anafilático, havendo pelo menos um caso confirmado.
DONINHA-FEDORENTA (Mephitis mephitis)
• A doninha-fedorenta é nativa do Canadá e dos Estados Unidos, tendo baixo risco
de extinção. Este exemplo de mamífero venenoso distingue-se por sua cor preta
com uma faixa branca que percorre todo o centro superior do corpo.
• Pesa entre 700 gramas e 3 quilos, enquanto seu tamanho varia de 45 a 80
centímetros. Sua defesa consiste na produção de um forte odor em sua
glândula anal, que pode ser expelido até 2 metros de distância, que não é apenas
malcheiroso, mas se entrar em contato com os olhos de uma pessoa, pode causar
cegueira temporária.
ALMIQUI DE CUBA (Solenodon cubanus)
• Esta espécie de mamífero venenoso é semelhante a um roedor, com um focinho
longo e patas com dedos bem diferenciados e garras longas.
• Está classificado como em risco de extinção e faz parte da fauna de Cuba. Tem
uma massa média de 1 kg e o tamanho varia entre 28 a cerca de 40 cm.
• Este pequeno animal possui glândulas submaxilares que produzem veneno,
que pode ser excretado entre os dentes e é capaz de matar suas presas e até
mesmo outros membros da espécie.
MUSARANHO DE CAUDA CURTA DO NORTE (Blarina brevicauda)
• Este musaranho é classificado como de menor risco de extinção e é nativo do
Canadá e dos Estados Unidos. É um animal pequenino, medindo entre 7,5 e 10 cm
de comprimento, e pesando cerca de 18 a 30 gramas. Tem uma cor cinza,
praticamente uniforme em todo o corpo.
• As glândulas submaxilares produzem uma substância tóxica que o
musaranho pode injetar quando morde. É capaz de matar suas presas, que
podem ser maiores, como salamandras, cobras, aves e sapos.
• Nos humanos, essa substância pode causar uma forte dor por dias, mas só
mordem um humano se forem agarrados.
MUSARANHO-DE-ÁGUA (Neomys anomalus)
• Esta espécie de mamífero venenoso é classificada como de menor risco de
extinção e está presente em países da Europa e alguns da Ásia, podendo-se citar
Áustria, Bélgica, Irã, Portugal, França, Espanha, Rússia e Ucrânia, entre outros.
• Mede de cerca de 10 a 1,65 cm e pesa de 7 a 16 gramas.
• Possui glândulas que produzem uma toxina do tipo narcotizante, útil para
adormecer suas presas, que são invertebrados de que se alimenta.
• Não são conhecidos efeitos sobre os seres humanos
MUSARANHO DA ÁGUA DA EURÁSIA (Neomys fodiens)
• É uma espécie de mamífero venenoso amplamente distribuído por países da
Europa e Ásia, classificada como de menor risco de extinção. Seu pelo superior é
de cor escura, mas a região da barriga é clara. Mede entre 0,6 e 10 cm de
comprimento e pesa de 10 a 20 gramas. Devido aos seus hábitos semiaquáticos,
seu corpo possui uma série de adaptações que lhe permitem se mover habilmente
na água.
• Assim como a espécie anterior, sua saliva é misturada com uma substância
narcotizante.
MORCEGO-VAMPIRO (Desmodus rotundus)
• Esta espécie de morcego se estende do México até a Argentina, e seu estado de
conservação o coloca na categoria de menor risco de extinção. Este tipo de
morcego é de cor marrom acinzentado com a barriga mais clara, com pesos de
15 a 50 gramas. Embora esse mamífero voador não produza veneno, sua
alimentação é baseada no consumo de sangue de vertebrados,
predominantemente gado, mas também pode se alimentar de cobras, lagartos,
sapos, crocodilos e até mesmo humanos.
• Para se alimentar, ele usa seus dentes adaptados como uma navalha para
romper a pele da vítima e drenar o sangue, mas como sua saliva contém um
composto anticoagulante, o sangue continuará a sair enquanto o morcego-
vampiro estiver sugando.
RATO-DE-CRISTA-AFRICANO (Lophiomys imhausi)
• É uma espécie de roedor nativo da África, de países como Eritreia, Etiópia, Quênia,
Somália, Sudão, Uganda, entre outros. Mede cerca de 32 a 46 cm e pesa cerca de
um quilo. Possui projeções ósseas no crânio que o tornam único. Esses mamíferos
venenosos possuem glândulas que produzem mau cheiro, e por muito tempo
pensou-se que produziam uma substância venenosa, porque já houve relatos de
cães convulsionando após comer um rato-de-crista-africano.
• No entanto, já se sabe que esse animal tritura uma planta venenosa e depois se
unta com ela, o que é uma ótima estratégia para dissuadir seus predadores de
atacá-lo.
ALÉM DOS MAMÍFEROS VENENOSOS MENCIONADOS
ANTERIORMENTE, OUTROS PODEM SER CITADOS:
•Loris lento de Bengala (Nycticebus bengalensis);
•Lóris-delgado-vermelho (Loris tardigradus);
•Solenodonte-haitiano (Solenodon paradoxus);
•Morcego-vampiro-de-perna-peluda (Diphylla ecaudata);
•Morcego-vampiro-de-asas-brancas (Diaemus youngi).