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Abelhas

to no birifo
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Abelhas

Guia sobre
acidentes
A sua relação com a humanidade é de longa
data. Isso pode ser verificado nos registros de sua
imagem, do uso de própolis e mel, em diversas
civilizações antigas. Na atualidade, acredita-se
que contribuam com aproximadamente 1/3 da
alimentação humana.

Vista parcial do mosaico da Praça Vital Brazil,


no Instituto Butantan
As abelhas
Insetos fundamentais à preservação e equilíbrio de diversas formas de
vida, porque auxiliam na manutenção e reprodução de muitos vegetais.
Durante suas coletas de néctar e pólen, podem dispersar sementes ou
transferir o pólen da parte feminina de uma flor à parte masculina da
outra - o que garante variabilidade genética entre os vegetais. Portanto,
são importantes agentes de polinização. Além disso, compõe a base de
diferentes cadeias alimentares.
Porém, no contato com as pessoas e/ou animais podem ocorrer acidentes.
No Brasil, a maior parte deles, 40%, ocorre no verão (entre dezembro e
março), período em que algumas espécies se reproduzem. Conhecer mais
sobre esses insetos e suas relações com o meio socioambiental pode nos
auxiliar na sua preservação e a evitar os acidentes.
Quantas espécies conhecemos?
Pelo mundo são conhecidas mais de 20 mil espécies. O Brasil conta com
uma variedade delas, incluindo cerca de 300 espécies da tribo Meliponini,
popularmente chamadas de abelhas sem ferrão como a uruçu (Melipona
scutellaris), a mandaçaia (Melipona quadrifasciata), a tiúba (Melipona
fasciculata), dentre outras. Atualmente, 90% das que ocupam o território
brasileiro correspondem às abelhas africanizadas (Apis mellifera scutellata
Lepeletier). Tais abelhas resultaram do cruzamento entre subespécies
europeias (Apis mellifera ligustica - italiana, Apis mellifera mellifera - alemã,
Apis mellifera carnica - austríaca) e uma africana (Apis mellifera scutellata),
que foram introduzidas no Brasil para aumentar a produção de mel. As
abelhas africanizadas são mais agressivas, resistentes, produtivas e se
espalharam rapidamente por todo território brasileiro.

Você sabe como elas vivem?


A maior parte das espécies é solitária, ou seja, não vive em colmeias.
Nesse caso, uma única fêmea coleta alimento, deposita ovos, constrói e
defende seu ninho. Logo após cumprir essas tarefas, morre, antes mesmo
dos seus filhos nascerem. Os ninhos podem ser construídos em orifícios
de madeira em decomposição, na terra, por exemplo.
Entre as abelhas sociais, há diferentes graus de sociabilidade, as
espécies totalmente sociais vivem em colmeias, que podem se formar
em locais variados como formigueiros, cupinzeiros, ninhos de aves
abandonados, troncos de árvores e construções. Essa sociedade é
formada por pelo menos uma rainha, zangões e operárias. A principal
função da rainha é depositar ovos. Os zangões são responsáveis por
copular com a princesa, que posteriormente se tornará uma rainha. As
operárias realizam diversas funções, dentro e fora do ninho, já que são
elas que voam em busca de resinas, água, pólen e néctar. A figura 1,
mostra uma colmeia da espécie Apis mellifera e a figura 2 traz aspectos
da morfologia externa de uma abelha operária dessa mesma espécie.
Figura 1. Colmeia da espécie Apis mellifera
Cabeça Antena

Tórax

Abdomên

Língua ou
Glossa

Pernas

Asas

Ferrão

Figura 2.. Morfologia externa de operária Apis mellifera


Aparelho Ferroador

Reservatório
Glândula de veneno
de veneno

Musculatura

Musculatura Bulbo do
ferrão

Ferrão

Palpo do
ferrão
Como é o seu ciclo de vida?
Durante sua vida, as abelhas passam por transformações, ou ciclos de
vida, tais fases foram classificadas em: ovo, larva, pupa e adulta.
O período de cada fase e o tempo de vida é diferente entre
as espécies e indivíduos. Considerando a espécie de abelha
africanizada, o tempo máximo de vida aproximado para a rainha,
zangão e operária é, respectivamente, de 2 anos ou mais, até 80 dias
e entre 20 e 40 dias.

Larva

Ovo Pupa

Adulta

Esquema do ciclo de vida ocorrido em uma operária de abelha africanizada

O que comem?
Sua alimentação consiste em pólen, néctar e água, coletados diretamente
das flores. O néctar é utilizado para a produção de mel.
Como evitar acidentes?
Evite se aproximar dos ninhos de abelhas sem vestuário e equipamento
adequados (máscara, macacão, botas, fumigador, luvas etc).
Não caminhe ou corra na rota de vôo percorrida pelas abelhas. Esteja
sempre atento, principalmente ao entrar em matas ou áreas rurais.
Não realize atividades próximas às colmeias, pois barulhos como sons
de motores e vibrações, bem como odores fortes e cores escuras podem
desencadear o comportamento agressivo.
As Apis mellifera possuem hábito de enxameamento, quando saem
em grupo de suas colmeias em busca de um novo lar, o que pode
acontecer devido a ataques de outros animais, envelhecimento da
colmeia etc. Nesse trajeto, a rainha fica exposta, o que intensifica a
agressividade dos demais indivíduos, que devem protegê-la. Ao se
deparar com um enxameamento, deve-se manter a calma e afastar-se
lentamente, sem movimentos bruscos.
A remoção de colmeias em locais públicos ou domiciliares deve
ser feita por profissionais devidamente treinados e equipados,
preferencialmente ao entardecer ou à noite, quando os insetos estão
mais tranquilos. Para que seja realizada essa remoção, entre em
contato com o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de sua cidade,
Unidade de Vigilância em Saúde - UVIS (SP), apicultores ou empresas
particulares. Dê preferência às equipes devidamente preparadas para
realizar o manejo dos ninhos, ou seja, a realocação do ninho em outro
ambiente isento de riscos, e não a remoção!

JAMAIS coloque JAMAIS cutuque os JAMAIS embrulhe o


fogo nos ninhos ninhos com galho, ninho com um saco
bambu ou qualquer plástico
objeto
O que acidentes com abelhas
podem causar?
As reações desencadeadas por sua picada variam de acordo com o
local, o número de ferroadas e o histórico alérgico da pessoa.
Nos casos de ferroada única, em geral, os sintomas ocorrem apenas
na região da picada e/ou próximo a ela com: dor local, vermelhidão,
coceira e inchaço que podem durar horas ou dias. Porém, vale
ressaltar que uma picada pode causar uma reação anafilática, que
pode levar a pessoa ao óbito.
Já nos acidentes com múltiplas picadas, geralmente acima de 100,
ocorre o envenenamento sistêmico do organismo. A pessoa evolui com
dor, calor e coceira generalizada, cólica abdominal, pressão baixa,
dor de cabeça, náuseas e falta de ar. Além disso, complicações como
insuficiência renal aguda e insuficiência respiratória, podem ocorrer.
No Brasil, considerando-se o período entre 2000 e 2017, foram
notificados 138.674 acidentes com abelhas. Desse total, 410 casos
evoluíram a óbito. Tais acidentes são considerados de interesse da
saúde pública e devem ser notificados aos órgãos de saúde da região
onde ocorreram.
Quais são os primeiros socorros?
Em caso de acidente, recomenda-se:

1 2

Remover o(s) ferrão(ões) da pele


Lavar a região afetada com agulha ou lâmina, sem
com água fria pressioná-lo(s). Ao pressionar o
ferrão, mais veneno será injetado
no acidentado

3 4

Aplicar compressas de água Procurar o serviço de saúde


fria para aliviar a dor mais próximo

Em caso de múltiplas picadas, levar o acidentado rapidamente ao


serviço de saúde, se possível junto com exemplares dos insetos que
provocaram o acidente.
Na cidade de São Paulo, o Hospital Vital Brazil (HVB), localizado
no Instituto Butantan (Avenida Vital Brasil, 1500), é referência no
atendimento a acidentes por animais peçonhentos, mantêm os serviços
de pronto-atendimento, internação e orientação telefônica
(11) 2627-9529, (11) 2627-9530 e (11) 3723-6969 (24h) para esses
tipos de acidentes.
Textos e organização OLIVEIRA, M. L; CUNHA, J. C. Abelhas
Laboratório de Coleções Zoológicas e africanizadas Apis mellifera scutellata Lepeletier,
Escola Superior do Instituto Butantan 1836 (Hymenoptera: Apidae: Apinae) exploram
Carolina Almeida de Moura recursos na floresta amazônica? Acta Amazonica,
Jessica Carolina Fernandes Moraes v.35, n.3, 2005.
Guilherme da Silva Lopes
Vitor Moreira Lima SANTOS, A. M. M. S. Abelha africanizada
Ester Aparecida Ely de Almeida (Apis mellifera L.) em áreas urbanas no Brasil:
Larissa Rocha de Carvalho necessidade de monitoramento de risco de
Livia Essi Alfonsi acidentes. Revista SUSTINERE, v.4, n.1, p.117-
Maria Teresa Ghiuro Valentini Abdullatif 143, 2016.

Referências bibliográficas EMBRAPA. Sistemas de Produção: Produção


BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Acidentes por de Mel. Embrapa Meio-Norte. Distrito Federal:
animais peçonhentos - Abelhas, 2020. Disponível EMBRAPA,2003
em [Link]
acidentes-por-animais-peconhentos-abelhas. Acesso Revisão técnica
em: 04 de março de 2020. Flávia Virginio
Ester Aparecida Ely de Almeida
MEDEIROS, C. R. Himinopteros de Importância Larissa Rocha de Carvalho
Médica. Org. FRANÇA, F. S. et al, In. Ceila Maria Sant´Ana Malaque
AnimaisPeçonhentos no Brasil: Biologia, Clínica
e Terapêutica dos acidentes. São Paulo: Sarvier, Imagens
2009. Eli Campos de Oliveira

MEDEIROS, C. R; FRANÇA, F. S. Acidentes por Design gráfico


abelhas e vespas. Org. FRANÇA, F. S. et al, Carolina Julião Avancini -
[Link] Peçonhentos no Brasil: Biologia, Clínica Núcleo de Produções Técnicas
e Terapêutica dos acidentes. São Paulo: Sarvier,
2009. Apoio
Fundação Butantan

Realização

ESCOLA
SUPERIOR Laboratório de Coleções
INSTITUTO Zoológicas do Instituto Butantan
BUTANTAN
Abelhas

Guia sobre
acidentes
A sua relação com a humanidade é de longa
data. Isso pode ser verificado nos registros de sua
imagem, do uso de própolis e mel, em diversas
civilizações antigas. Na atualidade, acredita-se
que contribuam com aproximadamente 1/3 da
alimentação humana.

Vista parcial do mosaico da Praça Vital Brazil,


no Instituto Butantan
As abelhas
Insetos fundamentais à preservação e equilíbrio de diversas formas de
vida, porque auxiliam na manutenção e reprodução de muitos vegetais.
Durante suas coletas de néctar e pólen, podem dispersar sementes ou
transferir o pólen da parte feminina de uma flor à parte masculina da
outra - o que garante variabilidade genética entre os vegetais. Portanto,
são importantes agentes de polinização. Além disso, compõe a base de
diferentes cadeias alimentares.
Porém, no contato com as pessoas e/ou animais podem ocorrer acidentes.
No Brasil, a maior parte deles, 40%, ocorre no verão (entre dezembro e
março), período em que algumas espécies se reproduzem. Conhecer mais
sobre esses insetos e suas relações com o meio socioambiental pode nos
auxiliar na sua preservação e a evitar os acidentes.
Quantas espécies conhecemos?
Pelo mundo são conhecidas mais de 20 mil espécies. O Brasil conta com
uma variedade delas, incluindo cerca de 300 espécies da tribo Meliponini,
popularmente chamadas de abelhas sem ferrão como a uruçu (Melipona
scutellaris), a mandaçaia (Melipona quadrifasciata), a tiúba (Melipona
fasciculata), dentre outras. Atualmente, 90% das que ocupam o território
brasileiro correspondem às abelhas africanizadas (Apis mellifera scutellata
Lepeletier). Tais abelhas resultaram do cruzamento entre subespécies
europeias (Apis mellifera ligustica - italiana, Apis mellifera mellifera - alemã,
Apis mellifera carnica - austríaca) e uma africana (Apis mellifera scutellata),
que foram introduzidas no Brasil para aumentar a produção de mel. As
abelhas africanizadas são mais agressivas, resistentes, produtivas e se
espalharam rapidamente por todo território brasileiro.

Você sabe como elas vivem?


A maior parte das espécies é solitária, ou seja, não vive em colmeias.
Nesse caso, uma única fêmea coleta alimento, deposita ovos, constrói e
defende seu ninho. Logo após cumprir essas tarefas, morre, antes mesmo
dos seus filhos nascerem. Os ninhos podem ser construídos em orifícios
de madeira em decomposição, na terra, por exemplo.
Entre as abelhas sociais, há diferentes graus de sociabilidade, as
espécies totalmente sociais vivem em colmeias, que podem se formar
em locais variados como formigueiros, cupinzeiros, ninhos de aves
abandonados, troncos de árvores e construções. Essa sociedade é
formada por pelo menos uma rainha, zangões e operárias. A principal
função da rainha é depositar ovos. Os zangões são responsáveis por
copular com a princesa, que posteriormente se tornará uma rainha. As
operárias realizam diversas funções, dentro e fora do ninho, já que são
elas que voam em busca de resinas, água, pólen e néctar. A figura 1,
mostra uma colmeia da espécie Apis mellifera e a figura 2 traz aspectos
da morfologia externa de uma abelha operária dessa mesma espécie.
Figura 1. Colmeia da espécie Apis mellifera
Cabeça Antena

Tórax

Abdomên

Língua ou
Glossa

Pernas

Asas

Ferrão

Figura 2.. Morfologia externa de operária Apis mellifera


Aparelho Ferroador

Reservatório
Glândula de veneno
de veneno

Musculatura

Musculatura Bulbo do
ferrão

Ferrão

Palpo do
ferrão
Como é o seu ciclo de vida?
Durante sua vida, as abelhas passam por transformações, ou ciclos de
vida, tais fases foram classificadas em: ovo, larva, pupa e adulta.
O período de cada fase e o tempo de vida é diferente entre
as espécies e indivíduos. Considerando a espécie de abelha
africanizada, o tempo máximo de vida aproximado para a rainha,
zangão e operária é, respectivamente, de 2 anos ou mais, até 80 dias
e entre 20 e 40 dias.

Larva

Ovo Pupa

Adulta

Esquema do ciclo de vida ocorrido em uma operária de abelha africanizada

O que comem?
Sua alimentação consiste em pólen, néctar e água, coletados diretamente
das flores. O néctar é utilizado para a produção de mel.
Como evitar acidentes?
Evite se aproximar dos ninhos de abelhas sem vestuário e equipamento
adequados (máscara, macacão, botas, fumigador, luvas etc).
Não caminhe ou corra na rota de vôo percorrida pelas abelhas. Esteja
sempre atento, principalmente ao entrar em matas ou áreas rurais.
Não realize atividades próximas às colmeias, pois barulhos como sons
de motores e vibrações, bem como odores fortes e cores escuras podem
desencadear o comportamento agressivo.
As Apis mellifera possuem hábito de enxameamento, quando saem
em grupo de suas colmeias em busca de um novo lar, o que pode
acontecer devido a ataques de outros animais, envelhecimento da
colmeia etc. Nesse trajeto, a rainha fica exposta, o que intensifica a
agressividade dos demais indivíduos, que devem protegê-la. Ao se
deparar com um enxameamento, deve-se manter a calma e afastar-se
lentamente, sem movimentos bruscos.
A remoção de colmeias em locais públicos ou domiciliares deve
ser feita por profissionais devidamente treinados e equipados,
preferencialmente ao entardecer ou à noite, quando os insetos estão
mais tranquilos. Para que seja realizada essa remoção, entre em
contato com o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de sua cidade,
Unidade de Vigilância em Saúde - UVIS (SP), apicultores ou empresas
particulares. Dê preferência às equipes devidamente preparadas para
realizar o manejo dos ninhos, ou seja, a realocação do ninho em outro
ambiente isento de riscos, e não a remoção!

JAMAIS coloque JAMAIS cutuque os JAMAIS embrulhe o


fogo nos ninhos ninhos com galho, ninho com um saco
bambu ou qualquer plástico
objeto
O que acidentes com abelhas
podem causar?
As reações desencadeadas por sua picada variam de acordo com o
local, o número de ferroadas e o histórico alérgico da pessoa.
Nos casos de ferroada única, em geral, os sintomas ocorrem apenas
na região da picada e/ou próximo a ela com: dor local, vermelhidão,
coceira e inchaço que podem durar horas ou dias. Porém, vale
ressaltar que uma picada pode causar uma reação anafilática, que
pode levar a pessoa ao óbito.
Já nos acidentes com múltiplas picadas, geralmente acima de 100,
ocorre o envenenamento sistêmico do organismo. A pessoa evolui com
dor, calor e coceira generalizada, cólica abdominal, pressão baixa,
dor de cabeça, náuseas e falta de ar. Além disso, complicações como
insuficiência renal aguda e insuficiência respiratória, podem ocorrer.
No Brasil, considerando-se o período entre 2000 e 2017, foram
notificados 138.674 acidentes com abelhas. Desse total, 410 casos
evoluíram a óbito. Tais acidentes são considerados de interesse da
saúde pública e devem ser notificados aos órgãos de saúde da região
onde ocorreram.
Quais são os primeiros socorros?
Em caso de acidente, recomenda-se:

1 2

Remover o(s) ferrão(ões) da pele


Lavar a região afetada com agulha ou lâmina, sem
com água fria pressioná-lo(s). Ao pressionar o
ferrão, mais veneno será injetado
no acidentado

3 4

Aplicar compressas de água Procurar o serviço de saúde


fria para aliviar a dor mais próximo

Em caso de múltiplas picadas, levar o acidentado rapidamente ao


serviço de saúde, se possível junto com exemplares dos insetos que
provocaram o acidente.
Na cidade de São Paulo, o Hospital Vital Brazil (HVB), localizado
no Instituto Butantan (Avenida Vital Brasil, 1500), é referência no
atendimento a acidentes por animais peçonhentos, mantêm os serviços
de pronto-atendimento, internação e orientação telefônica
(11) 2627-9529, (11) 2627-9530 e (11) 3723-6969 (24h) para esses
tipos de acidentes.
Textos e organização OLIVEIRA, M. L; CUNHA, J. C. Abelhas
Laboratório de Coleções Zoológicas e africanizadas Apis mellifera scutellata Lepeletier,
Escola Superior do Instituto Butantan 1836 (Hymenoptera: Apidae: Apinae) exploram
Carolina Almeida de Moura recursos na floresta amazônica? Acta Amazonica,
Jessica Carolina Fernandes Moraes v.35, n.3, 2005.
Guilherme da Silva Lopes
Vitor Moreira Lima
SANTOS, A. M. M. S. Abelha africanizada
Ester Aparecida Ely de Almeida
(Apis mellifera L.) em áreas urbanas no Brasil:
Larissa Rocha de Carvalho
necessidade de monitoramento de risco de
Livia Essi Alfonsi
acidentes. Revista SUSTINERE, v.4, n.1, p.117-
Maria Teresa Ghiuro Valentini Abdullatif
143, 2016.

Referências bibliográficas
EMBRAPA. Sistemas de Produção: Produção
BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Acidentes por
de Mel. Embrapa Meio-Norte. Distrito Federal:
animais peçonhentos - Abelhas, 2020. Disponível
EMBRAPA,2003
em [Link]
acidentes-por-animais-peconhentos-abelhas. Acesso
Revisão técnica
em: 04 de março de 2020.
Flávia Virginio
Ester Aparecida Ely de Almeida
MEDEIROS, C. R. Himinopteros de Importância
Larissa Rocha de Carvalho
Médica. Org. FRANÇA, F. S. et al, In.
Ceila Maria Sant´Ana Malaque
AnimaisPeçonhentos no Brasil: Biologia, Clínica
e Terapêutica dos acidentes. São Paulo: Sarvier,
Imagens
2009.
Eli Campos de Oliveira

MEDEIROS, C. R; FRANÇA, F. S. Acidentes por


Design gráfico
abelhas e vespas. Org. FRANÇA, F. S. et al,
Carolina Julião Avancini -
[Link] Peçonhentos no Brasil: Biologia, Clínica
Núcleo de Produções Técnicas
e Terapêutica dos acidentes. São Paulo: Sarvier,
2009.
Apoio
Fundação Butantan

Realização

ESCOLA
SUPERIOR Laboratório de Coleções
INSTITUTO Zoológicas do Instituto Butantan
BUTANTAN
Abelhas

Guia sobre
acidentes
A sua relação com a humanidade é de longa
data. Isso pode ser verificado nos registros de sua
imagem, do uso de própolis e mel, em diversas
civilizações antigas. Na atualidade, acredita-se
que contribuam com aproximadamente 1/3 da
alimentação humana.

Vista parcial do mosaico da Praça Vital Brazil,


no Instituto Butantan
As abelhas
Insetos fundamentais à preservação e equilíbrio de diversas formas de
vida, porque auxiliam na manutenção e reprodução de muitos vegetais.
Durante suas coletas de néctar e pólen, podem dispersar sementes ou
transferir o pólen da parte feminina de uma flor à parte masculina da
outra - o que garante variabilidade genética entre os vegetais. Portanto,
são importantes agentes de polinização. Além disso, compõe a base de
diferentes cadeias alimentares.
Porém, no contato com as pessoas e/ou animais podem ocorrer acidentes.
No Brasil, a maior parte deles, 40%, ocorre no verão (entre dezembro e
março), período em que algumas espécies se reproduzem. Conhecer mais
sobre esses insetos e suas relações com o meio socioambiental pode nos
auxiliar na sua preservação e a evitar os acidentes.
Quantas espécies conhecemos?
Pelo mundo são conhecidas mais de 20 mil espécies. O Brasil conta com
uma variedade delas, incluindo cerca de 300 espécies da tribo Meliponini,
popularmente chamadas de abelhas sem ferrão como a uruçu (Melipona
scutellaris), a mandaçaia (Melipona quadrifasciata), a tiúba (Melipona
fasciculata), dentre outras. Atualmente, 90% das que ocupam o território
brasileiro correspondem às abelhas africanizadas (Apis mellifera scutellata
Lepeletier). Tais abelhas resultaram do cruzamento entre subespécies
europeias (Apis mellifera ligustica - italiana, Apis mellifera mellifera - alemã,
Apis mellifera carnica - austríaca) e uma africana (Apis mellifera scutellata),
que foram introduzidas no Brasil para aumentar a produção de mel. As
abelhas africanizadas são mais agressivas, resistentes, produtivas e se
espalharam rapidamente por todo território brasileiro.

Você sabe como elas vivem?


A maior parte das espécies é solitária, ou seja, não vive em colmeias.
Nesse caso, uma única fêmea coleta alimento, deposita ovos, constrói e
defende seu ninho. Logo após cumprir essas tarefas, morre, antes mesmo
dos seus filhos nascerem. Os ninhos podem ser construídos em orifícios
de madeira em decomposição, na terra, por exemplo.
Entre as abelhas sociais, há diferentes graus de sociabilidade, as
espécies totalmente sociais vivem em colmeias, que podem se formar
em locais variados como formigueiros, cupinzeiros, ninhos de aves
abandonados, troncos de árvores e construções. Essa sociedade é
formada por pelo menos uma rainha, zangões e operárias. A principal
função da rainha é depositar ovos. Os zangões são responsáveis por
copular com a princesa, que posteriormente se tornará uma rainha. As
operárias realizam diversas funções, dentro e fora do ninho, já que são
elas que voam em busca de resinas, água, pólen e néctar. A figura 1,
mostra uma colmeia da espécie Apis mellifera e a figura 2 traz aspectos
da morfologia externa de uma abelha operária dessa mesma espécie.
Figura 1. Colmeia da espécie Apis mellifera
Cabeça Antena

Tórax

Abdomên

Língua ou
Glossa

Pernas

Asas

Ferrão

Figura 2.. Morfologia externa de operária Apis mellifera


Aparelho Ferroador

Reservatório
Glândula de veneno
de veneno

Musculatura

Musculatura Bulbo do
ferrão

Ferrão

Palpo do
ferrão
Como é o seu ciclo de vida?
Durante sua vida, as abelhas passam por transformações, ou ciclos de
vida, tais fases foram classificadas em: ovo, larva, pupa e adulta.
O período de cada fase e o tempo de vida é diferente entre
as espécies e indivíduos. Considerando a espécie de abelha
africanizada, o tempo máximo de vida aproximado para a rainha,
zangão e operária é, respectivamente, de 2 anos ou mais, até 80 dias
e entre 20 e 40 dias.

Larva

Ovo Pupa

Adulta

Esquema do ciclo de vida ocorrido em uma operária de abelha africanizada

O que comem?
Sua alimentação consiste em pólen, néctar e água, coletados diretamente
das flores. O néctar é utilizado para a produção de mel.
Como evitar acidentes?
Evite se aproximar dos ninhos de abelhas sem vestuário e equipamento
adequados (máscara, macacão, botas, fumigador, luvas etc).
Não caminhe ou corra na rota de vôo percorrida pelas abelhas. Esteja
sempre atento, principalmente ao entrar em matas ou áreas rurais.
Não realize atividades próximas às colmeias, pois barulhos como sons
de motores e vibrações, bem como odores fortes e cores escuras podem
desencadear o comportamento agressivo.
As Apis mellifera possuem hábito de enxameamento, quando saem
em grupo de suas colmeias em busca de um novo lar, o que pode
acontecer devido a ataques de outros animais, envelhecimento da
colmeia etc. Nesse trajeto, a rainha fica exposta, o que intensifica a
agressividade dos demais indivíduos, que devem protegê-la. Ao se
deparar com um enxameamento, deve-se manter a calma e afastar-se
lentamente, sem movimentos bruscos.
A remoção de colmeias em locais públicos ou domiciliares deve
ser feita por profissionais devidamente treinados e equipados,
preferencialmente ao entardecer ou à noite, quando os insetos estão
mais tranquilos. Para que seja realizada essa remoção, entre em
contato com o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de sua cidade,
Unidade de Vigilância em Saúde - UVIS (SP), apicultores ou empresas
particulares. Dê preferência às equipes devidamente preparadas para
realizar o manejo dos ninhos, ou seja, a realocação do ninho em outro
ambiente isento de riscos, e não a remoção!

JAMAIS coloque JAMAIS cutuque os JAMAIS embrulhe o


fogo nos ninhos ninhos com galho, ninho com um saco
bambu ou qualquer plástico
objeto
O que acidentes com abelhas
podem causar?
As reações desencadeadas por sua picada variam de acordo com o
local, o número de ferroadas e o histórico alérgico da pessoa.
Nos casos de ferroada única, em geral, os sintomas ocorrem apenas
na região da picada e/ou próximo a ela com: dor local, vermelhidão,
coceira e inchaço que podem durar horas ou dias. Porém, vale
ressaltar que uma picada pode causar uma reação anafilática, que
pode levar a pessoa ao óbito.
Já nos acidentes com múltiplas picadas, geralmente acima de 100,
ocorre o envenenamento sistêmico do organismo. A pessoa evolui com
dor, calor e coceira generalizada, cólica abdominal, pressão baixa,
dor de cabeça, náuseas e falta de ar. Além disso, complicações como
insuficiência renal aguda e insuficiência respiratória, podem ocorrer.
No Brasil, considerando-se o período entre 2000 e 2017, foram
notificados 138.674 acidentes com abelhas. Desse total, 410 casos
evoluíram a óbito. Tais acidentes são considerados de interesse da
saúde pública e devem ser notificados aos órgãos de saúde da região
onde ocorreram.
Quais são os primeiros socorros?
Em caso de acidente, recomenda-se:

1 2

Remover o(s) ferrão(ões) da pele


Lavar a região afetada com agulha ou lâmina, sem
com água fria pressioná-lo(s). Ao pressionar o
ferrão, mais veneno será injetado
no acidentado

3 4

Aplicar compressas de água Procurar o serviço de saúde


fria para aliviar a dor mais próximo

Em caso de múltiplas picadas, levar o acidentado rapidamente ao


serviço de saúde, se possível junto com exemplares dos insetos que
provocaram o acidente.
Na cidade de São Paulo, o Hospital Vital Brazil (HVB), localizado
no Instituto Butantan (Avenida Vital Brasil, 1500), é referência no
atendimento a acidentes por animais peçonhentos, mantêm os serviços
de pronto-atendimento, internação e orientação telefônica
(11) 2627-9529, (11) 2627-9530 e (11) 3723-6969 (24h) para esses
tipos de acidentes.
Textos e organização OLIVEIRA, M. L; CUNHA, J. C. Abelhas
Laboratório de Coleções Zoológicas e africanizadas Apis mellifera scutellata Lepeletier,
Escola Superior do Instituto Butantan 1836 (Hymenoptera: Apidae: Apinae) exploram
Carolina Almeida de Moura recursos na floresta amazônica? Acta Amazonica,
Jessica Carolina Fernandes Moraes v.35, n.3, 2005.
Guilherme da Silva Lopes
Vitor Moreira Lima SANTOS, A. M. M. S. Abelha africanizada
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2009. Apoio
Fundação Butantan

Realização

ESCOLA
SUPERIOR Laboratório de Coleções
INSTITUTO Zoológicas do Instituto Butantan
BUTANTAN

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