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Kitty

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KITTY

Um pouco dele:
Kitty é um Qareen Arcanista. Sua origem: Assistente de Laboratório

História:
Kitty nasceu duas vezes.

A primeira foi comum: um corpo, um nome, uma voz que ria alto demais e mãos
sempre frias. A segunda aconteceu numa noite silenciosa, coberta por borboletas
brancas que surgiram mesmo sem haver lua. Foi a noite em que trocou de corpo com
aquele que dizia que amava.

Ninguém sabe exatamente como aconteceu. Alguns dizem que foi um ritual proibido.
Outros, um acidente. Kitty nunca contou a verdade inteira. Talvez porque não consiga
mais lembrar dela. Ou por medo...

A única coisa certa é que houve sangue.

O sangue dala mesmo brilhava de forma estranha sob a luz quase como vinho
misturado com estrelas. Kitty sempre acreditou que o sangue carregava a verdadeira
beleza das pessoas. Não o rosto. Não a voz. O sangue. Porque o sangue não mente. E
naquele momento, olhando os dedos manchados de vermelho, Kitty pensou apenas
em uma coisa:

“Quero continuar ao seu lado… mesmo que custe a mim.”

Então veio um clarão.


Quando abriu os olhos, estava vivendo dentro do corpo da pessoa que mais amava no
mundo.

E uma maldição veio junto.

Kitty descobriu cedo que não envelhecia mais. Os anos passavam, cidades
desapareciam, amigos morriam, impérios viravam poeira… mas seu rosto continuava o
mesmo. Seu corpo não apodrecia. Não enfraquecia. Apenas continuava existindo.

Uma imortalidade imperfeita.

Porque Kitty ainda podia morrer. Uma espada no coração, um golpe fatal, fogo
suficiente tudo isso ainda encerraria sua vida. O problema era sobreviver ao tempo.

E o tempo foi cruel.

No começo, Kitty ainda lembrava do antigo rosto. Tentava desenhá-lo em espelhos


embaçados. Tentava imitar a própria voz quando estava sozinho. Tentava repetir o
próprio nome antigo antes de dormir.

Mas memórias também envelhecem.

Agora, Kitty só lembra fragmentos:

— Um sorriso torto;

— O som de alguém chamando seu nome;

— Mãos segurando borboletas para depois soltá-las.

O pior castigo não foi perder o corpo.


Foi continuar vendo, todos os dias, o rosto da pessoa que amava… sem conseguir mais
lembrar qual era o seu.

Às vezes Kitty encara o espelho por horas, tocando a própria pele como se fosse um
objeto roubado. Como se esperasse que o reflexo confessasse:

“Você não pertence aqui.”

Mas o espelho nunca responde.

Por isso Kitty passou a amar borboletas.

Ele acredita que borboletas entendem transformação melhor do que qualquer


humano. Elas nascem uma coisa, morrem outra, e ainda assim continuam belas. Kitty
costuma seguir borboletas quando encontra uma, como se elas soubessem caminhos
secretos do mundo. Existe até um rumor entre viajantes de que borboletas sempre
aparecem perto dele antes de tragédias.

Alguns acham que é azar.

Outros acham que é luto.

Kitty prefere pensar que são lembranças.

Personalida:

Kitty é gentil de uma forma estranha, quase melancólica. Ele conversa como alguém
que já viveu tempo demais, mas ainda consegue se encantar por pequenas coisas:
chuva, flores crescendo em ruínas, insetos brilhando à noite.

Kitty acredita que consegue sentir a alma das pessoas pelo cheiro metálico do sangue
delas. Isso o coloca em situações terríveis, porque frequentemente confunde fascínio
com amor.
Ele odeia silêncio absoluto.

. Talvez ele não goste de pensar muito, e do passado.

Apesar da aparência delicada, Kitty é assustadoramente difícil de quebrar


emocionalmente. Não porque seja forte , mas porque já perdeu tanto de si mesmo que
aprendeu a sobreviver vazio.

Sonho fora da missão principal:

O maior sonho de Kitty não é acabar com a maldição.

É encontrar alguém que consiga apenas aceitar ele como é.

Alguém que diga:

“Seu sorriso é lindo.”

“seja apenas você.”

“Você é bonito desse jeito.”

Kitty quer ser lembrado ao menos uma vez antes de morrer de verdade.

E secretamente guarda outro sonho:

abrir um jardim cheio de flores e borboletas em algum lugar distante, onde ninguém
saiba seu passado. Um lugar onde possa existir sem precisar explicar quem era.

Observação importante
Kitty nunca consegue guardar o próprio rosto em pinturas ou fotografias por muito
tempo. As imagens sempre acabam distorcidas, borradas ou estranhamente
diferentes depois de alguns dias.

Como se a maldição quisesse apagar qualquer prova de quem ele já foi

Kitty talvez tenha medo de amar alguém novamente… mas continue se apaixonando
mesmo assim. Porque no fundo ele está tentando encontrar, nos outros, alguma parte
da pessoa que perdeu, ou alguma parte de si mesmo.

Kitty também tem dificuldade em entender o próprio gênero de maneira fixa. Depois de
viver tanto tempo no corpo de outra pessoa, começou a enxergar identidade como algo
líquido. Para ele, ser chamado de ele, ela ou qualquer outra coisa não importa tanto
quanto ser reconhecido como “alguém real”.

No momento da história:
Antes da história começa por causa da “imortalidade” kitty começou a estudar sobre
magia na biblioteca local da cidade, como um jeito de passar do tempo e as vezes
trabalhava numa loja de poções. as vezes via umas pessoas que talvez no futuro vinha
conhecer.

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