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Estatuto

Estatuto: conjunto de normas que disciplina a organização, o funcionamento, os direitos, os deveres e as responsabilidades de determinada instituição, categoria profissional ou grupo social.

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I – à contagem de tempo de serviço relativo ao período da prisão ou da

suspensão, quando do processo não resultar punição, ou esta se limitar às


penas de advertências, multa ou repreensão;

II – à diferença de vencimento ou remuneração e à contagem de tempo


de serviço correspondente ao período de afastamento excedente do prazo de
suspensão efetivamente aplicada.

CAPÍTULO III

Dos Deveres e Proibições

Art. 216 – São deveres do funcionário:

I – assiduidade;

II – pontualidade;

III – discrição;

IV – urbanidade;

V – lealdade às instituições constitucionais e administrativas a que


servir;

VI – observância das normas legais e regulamentares;

VII – obediência às ordens superiores, exceto quando manifestamente


ilegais;

VIII – levar ao conhecimento da autoridade superior irregularidade de


que tiver ciência em razão do cargo;

IX – zelar pela economia e conservação do material que lhe for confiado;

X – providenciar para que esteja sempre em ordem no assentamento


individual a sua declaração de família;

XI – atender prontamente:

a) às requisições para a defesa da Fazenda Pública;

b) à expedição das certidões requeridas para a defesa de direito.


(Vide art. 172 da Lei nº 7.109, de 13/10/1977.)

Art. 217 – Ao funcionário é proibido:

I – referir-se de modo depreciativo, em informação, parecer ou


despacho, às autoridades e atos da administração pública, podendo, porém,
em trabalho assinado, criticá-los do ponto de vista doutrinário ou da
organização do serviço;

II – retirar sem prévia autorização da autoridade competente qualquer


documento ou objeto da repartição;

III – promover manifestações de apreço ou desapreço e fazer circular ou


subscrever lista de donativos no recinto da repartição;

IV – valer-se do cargo para lograr proveito pessoal em detrimento da


dignidade da função;

V – coagir ou aliciar subordinados com objetivos de natureza partidária;

VI – participar da gerência ou administração de empresa comercial ou


industrial, salvo os casos expressos em lei;

VII – exercer comércio ou participar de sociedade comercial, exceto


como acionista, quotista ou comandatário;

VIII – praticar a usura em qualquer de suas formas;

IX – pleitear, como procurador ou intermediário, junto às repartições


públicas, salvo quando se tratar de percepção de vencimentos e vantagens, de
parente até segundo grau;

X – receber propinas, comissões, presentes e vantagens de qualquer


espécie em razão das atribuições;

XI – cometer a pessoa estranha à repartição, fora dos casos previstos


em lei, o desempenho de encargo que lhe competir ou a seus subordinados;

XII – agir de forma a configurar assédio moral, nos termos da Lei


Complementar nº 116, de 11 de janeiro de 2011, contra outro servidor público.
(Inciso acrescentado pelo art. 1º da Lei Complementar nº 179, de
27/12/2024.)

(Vide art. 173 da Lei nº 7.109, de 13/10/1977.)

CAPÍTULO IV

Da apuração de irregularidades

SEÇÃO I

Do processo administrativo

(Vide art. 10 da Lei Complementar nº 71, de 30/7/2003.)

(Vide art. 6º da Lei Complementar nº 116, de 11/1/2011.)

Art. 218 – A autoridade que tiver ciência ou notícia da ocorrência de


irregularidades no serviço público é obrigado a promover-lhe a apuração
imediata por meio de sumários, inquérito ou processo administrativo.

Parágrafo único – O processo administrativo precederá sempre à


demissão do funcionário.

(Artigo com redação dada pelo art. 8º da Lei nº 937, de 18/6/1953.)

(Vide § 4º do art. 4º da Constituição do Estado de Minas Gerais.)

(Vide art. 10 da Lei Complementar nº 64, de 25/3/2002.)

Art. 219 – São competentes para determinar a instauração do processo


administrativo os Secretários de Estado e os Diretores de Departamentos
diretamente subordinados ao Governador do Estado.

(Vide art. 11 da Lei Complementar nº 64, de 25/3/2002.)

(Vide § 4º do art. 4º da Constituição do Estado de Minas Gerais.)

Art. 220 – O processo administrativo constará de duas fases distintas:

a) inquérito administrativo;

b) processo administrativo propriamente dito.

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