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Ataque Dos Insetos

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Ataque dos Insetos

Há muitos anos atrás, em uma época em que a tecnologia ainda não


existia, as pessoas viviam suas vidas mergulhadas em suas crenças, erguendo
grandiosas cidades e construindo pirâmides para seus imperadores, como
túmulos para sua eternidade.

Uma história lendária, transmitida ao longo dos séculos e recentemente


objeto de pesquisas, tem início em uma noite sem estrelas, onde apenas a
suave luminosidade da lua iluminava o cenário. Foi nessa noite que insetos
surgiram e lançaram um ataque feroz contra Zaland. Muitos acreditaram ser
uma punição divina, condenando os Zalindianos por seu modo de vida. No
entanto, a realidade era completamente diferente. Esses insetos não eram
deste planeta, nem mesmo deste universo. Vinham de uma dimensão
desconhecida, em busca de algo que não conseguiram encontrar. Sem opções,
começaram a se alimentar das pessoas.

No entanto, devemos considerar que esses são relatos baseados em


contos e lendas, e não há provas concretas para sustentá-los. É possível que
essa história tenha sido inventada por alguém com o intuito de enganar outras
pessoas. Não há registros de que os insetos tenham despertado ao longo
desses anos, o que nos leva a crer que tudo não passou de uma farsa.

No entanto, diante da falta de informações concretas, nossos


pesquisadores estão investigando Zaland e as regiões vizinhas, assim como
colaborando com pesquisadores de países vizinhos, na esperança de descobrir
algo relevante. Os resultados dessas pesquisas serão entregues em dois dias.

Caro senhor, tenho o prazer de informar que os resultados das pesquisas


acabaram de chegar. Nossos pesquisadores descobriram um inseto dentro de
uma pirâmide, cuja análise de carbono indica uma idade equivalente à
história que encontramos. Além disso, descobrimos que vinte anos após o
ataque, eles atacaram algumas pequenas cidades em Brumberg, em direção ao
continente de Ehios. Cinquenta anos depois, atacaram a cidade de Lundy, e o
número de insetos só aumentava. Houve relatos de ataques no continente de
Autazaes em 1818, perto do que hoje é a cidade de Divasa. Após esse
período, não há mais registros de ataques em qualquer parte do mundo.

No entanto, mais ataques ocorreram em 1994, em um pequeno vilarejo


nos arredores da cidade de Goldcrest, um lugar tranquilo onde a maioria das
pessoas vivia em fazendas próximas ao vilarejo, sustentando-se com o
trabalho da terra. Em um dia calmo, um fazendeiro decidiu ir até o vilarejo
para vender sua produção e comprar o que precisava. Ao partir, ele ouviu um
barulho e, ao olhar para trás, avistou uma nuvem de insetos que se abateu
sobre o vilarejo, ceifando a vida de todos os seus habitantes.

Desde então, não houve relatos de ataques nos últimos vinte anos, mas
ao longo do tempo não há um padrão definido para esses ataques. Não
sabemos quando ocorrerá o próximo, já que, apesar de haver registros de
ataques a cada dez anos, essa regularidade não se mantém ao longo do tempo.
Em 1984, por exemplo, ocorreu um ataque apenas dez anos após o anterior,
apesar do histórico de datas variadas.
​ Cidade de Glosa, são 21:30 acabamos de chegar no local de um
acidente de carro, aparentemente o motorista morreu, e sua esposa está
gravemente ferida e pode perder seu bebê. Solicitamos apoio aéreo para
levá-la ao hospital mais próximo. Nenhum sinal do corpo do marido, a sinal
de um corpo arrastado para matá bem provável que o marido foi carregado
por um animal. Pois, a porta do lado do motorista foi arrancada e o cinto do
motorista foi partido, a rastro de sangue no chão como se tivesse caído um e
saído rolando no chão.
"Carla! Carla! Maldito! Você a matou! Você a matou! Vai pagar por
isso, seu desgraçado!" Gritos de desespero ecoaram pela floresta.

O homem com uma cicatriz em forma de 'Z' no rosto sorriu


sombriamente e respondeu: "Ah, ah, ah, não se preocupe. Em breve você se
juntará à sua esposa e seu filho."

Determinado, o homem retrucou: "Enquanto eu não tiver minha


vingança, não descansarei. Eu voltarei para me vingar e matarei todos vocês,
inclusive você, irmão."

O homem com a cicatriz riu de forma arrogante e disse: "Ah, ah, ah,
duvido muito disso, irmãozinho."

​ "Então acordei assustado depois que a cabeça dele saiu rolando e


parou, e eu vi seu corpo caindo em chamas", disse um garoto com um olhar
pretubado.

"Então você sonhou com um assassinato", responde sua amiga com


uma voz de deboche.

"Você pensa que estou brincando, não é?", ele exclamou.

"Claro que não, fala sério", ela responde rindo.

"Mas há algo diferente", ele exclamou.

"O quê?", ela pergunta curiosa.


"É que o rapaz parecia comigo, só que mais velho", ele fala com
desconforto.

"Então, meu amigo, agora você está sonhando com o futuro, e não é
qualquer futuro, é o seu, e não é só isso que você viu, como também como
você irá morrer", ela diz com ironia.

"Está mais para o passado, pois na ambulância havia um jornal do dia


20 de outubro de 1997, aproximadamente 17 anos atrás", diz o garoto, com
um tom meio desconfortável.

"Mas esse foi um dia antes de você nascer, Edward", ela pergunta com
interesse.

"Sim, Késia. Exatamente algumas horas antes de eu nascer. Mas já está


na hora de ir. Tchau!", diz Edward.

"Mas já vai agora? A conversa está interessante", diz Késia rindo.

"Ei, o que é aquilo?", diz assustado um senhor na rua.

"Aquilo parece insetos", diz Edward.

"Mas desse tamanho?", exclama Késia.

"Acho melhor correr!", gritou Edward.

Os dois saem correndo e observam o enxame devorar as pessoas que


estão ali. Quando escutam um grito dizendo “aqui”, eles olham e veem uma
casa aberta e dois garotos gritando os dois. Os dois correm em direção a casa
e entram e imediatamente fecha tudo.
Os garotos tinham uma aparência entristecida, o mais velho tinha
cabelos castanhos claros, olhos azuis como o céu limpo, um corpo normal,
meio emagrecido como se não comece a alguns dias. O outro garoto tem
cabelos loiros quase castanhos, olhos verdes, como um corpo parecido ao
irmão, contudo havia olheiras como se estivesse chorando.
"Oi? Meu nome é Edward e essa é a Késia, tudo bem?", diz Edward.

"Oi?", diz Késia.

"Olá...", diz o mais velho, sendo interrompido pelo mais novo.

"Oi? Meu nome é Erick e esse é meu irmão mais velho, o Jorge, e
minha irmãzinha está lá em cima brincando. O nome dela é Amanda", diz o
garoto entusiasmado.

"Me diz uma coisa: quantos anos vocês têm?", pergunta Késia.

O mais velho responde: "Tenho 13, meu irmão tem 10, e minha irmã
tem 8."

"E seus pais, onde estão?", perguntou Edward.

"Eles morreram há três dias e nós fugimos do orfanato, porque não


precisamos de ninguém cuidando de nós", exclama João.

Késia vai até onde Amanda está e conversa com ela, enquanto Edward
vasculha a casa e encontra uma arma e algumas balas para proteção. Késia
liga a televisão e assiste a um desenho, mas Amanda, que ainda não sabe
sobre os insetos, não presta muita atenção. No entanto, durante a reportagem,
eles mostram os estragos causados pelos insetos. Quando um senhor de cerca
de 50 anos, com cabelos grisalhos, olhos cansados e vestido de general,
aparece falando.

"Olá a todos que estão assistindo esta reportagem. Há vários meses,


pesquisadores descobriram que, entre os fatos históricos, há vários eventos
que comprovam ataques desses insetos que ocorreram em Glosa, no dia 21 de
agosto de 2014, às 15h30. Há relatos de outros seis ataques ao redor do
mundo. Para os sobreviventes, daqui a dez dias, haverá um trem que levará
vocês para um local seguro. Aguentem firme, pois o trem chegará à
meia-noite e partirá às 5h30. Levem o máximo de suprimentos que
conseguirem, pois o local está longe daqui. Além disso, sabemos que os
insetos atacam até que todos sejam mortos no local. Também foi estudado
que eles não enxergam bem à noite. Obrigado por me ouvirem e adeus."

"Bom, acho que a resposta está aí. Vamos até lá esta noite", diz Edward.

Késia diz para as crianças arrumarem comida e coisas úteis para a


viagem. João menciona que sua família tem um carro na garagem que pode
ajudá-los a chegar até o local. Depois de organizarem tudo, eles percebem
que os suprimentos não são suficientes para toda a viagem. Edward coloca as
crianças para dormir, pois a noite será longa.

"Bem, isso é tudo que temos. Teremos que fazer paradas pelo caminho
até a plataforma do trem para reabastecer nosso estoque de suprimentos. Por
enquanto, vamos descansar até anoitecer. Késia, pode ir dormir. Eu vou ficar
de vigia e depois trocamos", diz Edward.
Algumas horas se passam e, de repente, Késia surge ao lado de Edward,
sugerindo que ele descanse. Ele se deita no chão da sala e feicha os olhos.
Quando ele os abre novamente, se ver na escola, rodeado pelos meus antigos
colegas. Ao caminhar em direção à porta e vejo Sarah. Ela é deslumbrante,
com seus olhos castanhos escuros que brilham como nenhum outro que já vi,
e seus longos cabelos negros, perfeitamente arrumados.

Tudo parecia normal até que insetos começam a invadir a sala, e todos
tentam se proteger desesperadamente. Em um momento de descuido, a sala
fica infestada de insetos e minha última visão é Sarah sendo atacada e
devorada por eles. Eu acordo gritando, e é quando Késia aparece. "Você teve
um pesadelo, meu anjo?", ela pergunta.

"Sim!", responde Edward enquanto se levanta para sair dali. "Mas não
estou interessado em conversar sobre isso agora, me desculpe."

"Não tem problema, foi apenas um pesadelo. Tenho certeza de que ela
está bem", diz Késia com um sorriso reconfortante.

"Bem, já está anoitecendo. Vamos arrumar o carro para partir", diz


Edward.

Ao cair da noite, seguimos viagem com cuidado, procurando


suprimentos sempre que possível. Paramos perto de um mercado para pegar
comida. Os garotos estavam dormindo no banco de trás do carro, então decidi
pegar algumas coisas enquanto peço para Késia ficar de olho neles.

"Espera", diz Késia. "João, ei João, eu e Edward vamos ali pegar


algumas comidas para nós. Fique aqui e cuide dos outros. Tome muito
cuidado", cochicha ela para João.
"Você não deveria ficar com eles?", perguntou Edward.

"Não. Nós dois vamos pegar mais coisas e vamos voltar mais rápido",
responde Késia.

Entramos no mercado e começamos a pegar as coisas. Estávamos quase


terminando quando ouvimos um grito. Corremos para ver o que estava
acontecendo e nos deparamos com os três mortos, sendo devorados próximos
ao banheiro do posto de gasolina, em frente ao mercado.

"Não, não, não! É tudo culpa minha. Se eu tivesse ficado, nada disso
teria acontecido", diz Késia, chorando.

"Não, Késia. Talvez isso não tivesse acontecido, mas também é possível que
você tivesse sido morta. Não é culpa sua. Você estava certa, teríamos sido
mais rápidos se fôssemos nós dois. Eu é que deveria ter verificado o local
antes e pelo menos acordado os outros para irem conosco", diz com angústia
Edward.

"É melhor irmos embora. Não podemos fazer mais nada aqui, a não ser correr
o risco de morrer. Sinto muito, mas agora é a única opção que nos resta",
acrescento com um olhar triste, sabendo que isso vai me corroer por dentro
até o fim da minha vida. Três jovens crianças acabaram de perder suas vidas
devido à negligência de Edward.


Chegaram ao local onde disseram que o trem estaria esperando. Edward e
Késia chegaram alguns dias antes da data marcada e encontraram um
assentamento improvisado do exército. O local consistia em galpões que
pareciam ter sido uma antiga fábrica ou depósito responsável pelo
armazenamento dos produtos enviados pelo trem ou distribuídos na cidade.

Késia olhou ao redor, percebendo o silêncio incomum. "Onde estão os


soldados? Parece tão vazio aqui", perguntou ela.

Edward não tinha certeza do que havia acontecido, mas algo parecia errado.
"Acho que algo ruim aconteceu por aqui. Precisamos ficar atentos",
respondeu ele, preocupado.

Ao se aproximarem da rua lateral que levava aos galpões e aos trilhos do


trem, depararam-se com soldados mortos espalhados pela rua, assim como
insetos. Havia corpos de pessoas nas portas dos galpões, como se tivessem
tentado se proteger lá dentro, enquanto outros corpos estavam espalhados
pelos galpões.

"Parece que não há sobreviventes nem insetos à vista", observou Edward.


"Mesmo assim, devemos tomar cuidado."

Késia assentiu, compreendendo a importância de permanecer vigilante.

Decidiram passar a noite em um dos galpões vazios, descansando e se


preparando para o que viria pela frente. Durante o dia, organizaram seus
suprimentos e se prepararam para a noite, quando sairiam em busca de armas,
munições e outros recursos necessários para sua jornada.

​ Dois dias se passaram e não havia sinal de pessoas aparecendo para o


embarque no dia marcado. Restava apenas um galpão para Edward e Késia
vasculharem, mas a porta estava emperrada. Edward tentou forçá-la, mas só
conseguiu abri-la parcialmente. Foi então que Késia teve a ideia de entrar e
destravar a porta. No momento em que ela entrou, um som estridente de asas
e um grito puderam ser ouvidos lá dentro.

Késia não conseguiu retornar à porta. No dia seguinte, Edward tentou entrar
para enfrentar e matar os insetos, mas a porta parecia estar travada e não se
abria nem um pouco. No dia seguinte, começaram a chegar algumas pessoas
por volta das oito da noite, provavelmente pelo fato de ser o dia marcado para
o embarque.

"Olá? Meu nome é Antônio. Você sabe onde estão as outras pessoas do
assentamento? Estamos procurando um lugar para minha família descansar",
disse Antônio ao se aproximar.

"Bem, quando cheguei aqui, eles estavam por aqui. Mas, depois de alguns
dias, os insetos devem ter devorado o restante dos corpos que
ficaram.”,respondeu Edward com expressão sombria.

“Sinto muito, amigo. Você deve ter perdido muitas pessoas importantes", diz
Antônio.

"Quando chegamos, todos já estavam mortos. Estávamos coletando


suprimentos para levar e ela ficou presa lá dentro com os insetos. Tudo que
quero agora é matar todos eles lá dentro", disse Edward, levantando-se e
saindo dali.

Finalmente, o trem chegou durante a madrugada. Cerca de vinte pessoas já


estavam presentes, incluindo Antônio, que havia observado o que Edward e
Késia haviam coletado e levado gradualmente para perto da plataforma.
Quando o trem parou, Antônio se aproximou de Edward.
"Eu entendo que você queira fazer algo para vingar a morte de sua amiga,
mas não há nada a ser feito agora. Se você entrar lá, também morrerá. É
melhor irmos embora. Eu não a conheci, mas tenho certeza de que ela não
gostaria que você ficasse aqui sozinho", disse Antônio a Edward.

Todos que estavam presentes ajudaram a carregar o trem, e eles viajaram


cerca de dez horas até um porto onde um navio aguardava. A tripulação do
navio consistia em cerca de dez pessoas, e havia mais cinquenta pessoas
esperando para embarcar, incluindo civis e soldados do exército e da marinha.

Alguns soldados se aproximaram das pessoas que chegaram no trem,


perguntando sobre as armas e munições que estavam a bordo. Nesse
momento, Antônio se preparava para responder aos soldados, que estavam
insinuando que eles haviam roubado aquelas armas.

"Bem, fui eu que peguei tudo isso. Afinal, os antigos donos delas não
sabiam nem como usá-las. Seria melhor deixá-las conosco, afinal, os caras
estavam vestindo uma roupa parecida com a sua", disse Edward com raiva.

"O que você acabou de dizer? Está insinuando que nós do exército não
sabemos usar nossas armas", respondeu um soldado irritado.

"Se vocês soubessem, pelo menos quinhentas pessoas estariam vivas


aqui. Por sorte, essas vinte pessoas que vieram no trem não estão mortas
porque não estavam no assentamento quando os soldados ainda estavam
vivos", retrucou Edward.

"Calma, pessoal, não há motivo para brigar. Desculpe, meu amigo aqui.
Ele perdeu alguém importante e não pôde fazer nada, pois não estava por
perto", interveio Antônio, tentando acalmar a situação.
Os soldados estavam visivelmente enfurecidos, mas antes que
pudessem fazer algo, um homem de patente superior apareceu e conseguiu
acalmar a todos. Ele repreendeu Edward, explicando que os soldados
provavelmente fizeram de tudo para salvar as pessoas e que ele não poderia
falar daquela maneira sobre os mortos que estavam tentando proteger o maior
número possível de pessoas.

O nome dele era Carlos, e parecia ser alguém sensato. No entanto,


Edward não estava em um estado mental propício para ser sensato naquele
momento. Após carregarem o navio, Carlos se aproximou de Edward e
perguntou se ele iria se comportar e não causar problemas, pois caso
contrário, teria que ser deixado para trás. A segurança dos outros passageiros
não poderia ser comprometida.
Após um momento de silêncio, Edward se levantou sem dizer uma
palavra e seguiu em direção ao navio, com a cabeça baixa. Apenas ouviu
Carlos dizendo que era melhor ele se comportar, caso contrário, seria jogado
ao mar. Ao entrar no navio, Edward sentou em um canto e ficou lá, perdido
em seus pensamentos. Cerca de duas horas depois, Antônio se aproximou
dele com um prato de comida.

"Bom, me pediram para trazer isso para você", disse Antônio.

"Você vai ter que comer, cara. Por que não conversamos um pouco
enquanto você come?", perguntou Antônio.

Ele sentou ao lado de Edward e enquanto ele comia, Antônio falou


sobre sua família. Após um tempo, Antônio perguntou sobre Késia, e Edward
contou toda a história do que aconteceu antes de chegarem ao assentamento.
Como Késia morreu e o motivo de sua raiva. Enquanto Edward falava, ouviu
a voz de Carlos.

"Bom, o que alguém como ele poderia fazer? Sem treinamento, sem
armas. Eles tiveram sorte de sobreviver por tanto tempo, sozinhos. Não é
como se eles não tivessem tido nenhuma oportunidade de conseguir isso.
Pelo que vejo pelas coisas que eles conseguiram trazer, dá para ver que,
mesmo com as perdas, eles dois se dão força um ao outro para continuar",
disse Carlos.

"Claro que se eles não tivessem deixado aquele último galpão intocado,
ela estaria viva. Mas não havia como saber o que estava acontecendo lá
dentro e quantas pessoas estavam ali. Quanto mais coisas eles conseguissem,
melhor seria. Então, essa fatalidade aconteceu. Não é culpa dele. Apenas não
esqueça de viver pensando no que ele fará diferente agora em diante para que
isso não aconteça novamente", completou Carlos, chegando pelo corredor ao
lado direito de Edward.

Edward ouviu suas palavras e percebeu a verdade nelas. Era hora de


deixar de lado a culpa e o arrependimento e focar no que ele poderia fazer
daquele momento em diante. Era uma oportunidade de recomeçar e honrar a
memória de Késia, garantindo que sua morte não fosse em vão.
Após alguns dias, a situação se tornou cada vez mais desesperadora.
Estavam perdidos, sem saber quais continentes eram seguros para retornar.
Foi então que um soldado passou correndo e foi até Carlos, informando que
havia uma ilha próxima. Com os suprimentos escasseando, Carlos decidiu
que deveriam ir até a ilha, já que do navio era possível avistar o que parecia
ser um pequeno píer.
"Carlos, sei que não sou um soldado, mas acredito que posso ajudá-los
a pegar suprimentos. Não seria prudente enviar todos os soldados para lá,
pois não sabemos o que encontraremos. Precisaremos de pessoas que saibam
usar armas caso algo aconteça", disse Edward.

"Sim, você está certo. Eu estava mesmo pensando nisso, até em pedir
para você ir conosco..." respondeu Carlos.

"Não, Carlos", interrompeu Edward. "Seria melhor que você ficasse


aqui. Afinal, você é bom em manter as coisas sob controle, e acredito que
teria paciência para ensinar pessoas comuns a se defenderem e protegerem os
outros."

"Ele está certo!" concordaram os soldados.

Partiram em direção à ilha, em direção à praia. Tudo parecia muito


estranho. No caminho, os soldados questionaram Edward sobre o motivo de
ele estar se envolvendo tanto naquela situação. Naquele momento, ele não
pôde responder, pois não sabia exatamente por que estava fazendo aquilo.
Estava agindo por um desejo de ajudar, por um desejo de enfrentar a morte,
ou simplesmente para tentar exterminar as terríveis criaturas. Ao chegarem ao
píer, descobriram algo completamente inacreditável.

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