Escola de Saúde Pública Do Ceará Residência Médica em Medicina de Família E Comunidade
Escola de Saúde Pública Do Ceará Residência Médica em Medicina de Família E Comunidade
FORTALEZA
2022
2
FORTALEZA
2022
3
RESUMO
O Diabetes Mellitus tipo 2 (DM 2) é uma doença crônica caracterizada pela deficiência na
produção da insulina e/ou pela resistência à ação desse hormônio. O DM 2 é responsável por
90% dos casos de Diabetes, estando em evidência neste estudo. Diante do alto custo pessoal e
para o sistema de saúde associado ao acompanhamento do diabético e suas complicações, foi
decidido fazer uma intervenção em um grupo de mulheres com risco moderado a alto de
desenvolverem o DM tipo 2. O Projeto tem foco na possibilidade de mudanças no estilo de
vida das pacientes e no impacto na prevenção primária do DM2. A intervenção ocorreu pelo
fornecimento de informações sobre DM 2, alimentação saudável e atividade física regular por
meio de informativos impressos na maior parte das vezes, áudios digitais, vídeo-chamadas
individuais, além de por contato individual ou através em grupo com mensagens via
Whatsapp. Também foram importantes as oportunidades de feedback das pacientes com
intervalos de um a dois meses. Os resultados foram avaliados quantitativamente através de
dados antropométricos e resultados de exames séricos realizados no início. E também
qualitativamente por meio de análise do conteúdo das entrevistas e conversas realizadas no
período de cinco meses. O benefício maior foi a oportunidade das pacientes adquirirem
conhecimento prático sobre Diabetes Mellitus e sobre hábitos saudáveis, visando diminuição
do risco de se tornarem diabéticas. Os resultados obtidos foram considerados bons, a maioria
das pacientes aumentou o consumo de frutas e verduras, além de mais pacientes estarem
fazendo atividade física. A maioria das participantes foi bem no questionário aplicado ao final
do quinto mês de intervenção e os feedbacks foram positivos. Com relação aos dados
antropométricos, a maior parte conseguiu manter ou reduzir e, sobre os níveis de hemoglobina
glicada, pouco menos da metade das pacientes reduziu ou manteve, o quê não foi tão positivo.
É necessário dar continuidade à essa intervenção devido ao interesse das participantes e à
possibilidade de outro(a) residente sob supervisão continuar acompanhando o grupo.
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO ....................................................................................................... 6
2 PROBLEMA ........................................................................................................... 8
3 JUSTIFICATIVA ................................................................................................... 9
4 OBJETIVOS ........................................................................................................... 10
4.1 Objetivo geral...................................................................................................... 10
4.2 Objetivos específicos........................................................................................... 10
5 METODOLOGIA................................................................................................... 11
6 RESULTADOS....................................................................................................... 15
7 DISCUSSÃO DOS RESULTADOS...................................................................... 22
CONCLUSÕES....................................................................................................... 33
REFERÊNCIAS..................................................................................................... 34
APÊNDICE A - QUESTIONÁRIO APRENDENDO SOBRE SAÚDE........... 35
ANEXO A- QUESTIONÁRIO FINDRISK..........................................................37
ANEXO B- QUESTIONÁRIO DE PRONTIDÃO PARA ATIVIDADE FÍSICA
(PAR-Q)................................................................................................................... 39
ANEXO C - TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO
(TCLE)......................................................................................................................40
ANEXO D - INFORMATIVO SOBRE O GRUPO “PREVENINDO O DM
2................................................................................................................................. 42
ANEXO E - INFORMATIVO BOAS VINDAS................................................... 43
ANEXO F – INFORMATIVO DESCOMPLICANDO A NUTRIÇÃO........... 45
ANEXO G - INFORMATIVO ENTENDENDO FATORES RELACIONADOS
AO CONTROLE DO PESO O PODER DO CÉREBRO................................... 47
ANEXO H- INFORMATIVO ENTENDENDO FATORES RELACIONADOS
AO CONTROLE DO PESO.................................................................................. 48
ANEXO I – INFORMATIVO DICAS SOBRE ALIMENTAÇÃO
SAUDÁVEL........................................................................................................... 50
ANEXO J - INFORMATIVO UM POUCO SOBRE ATIVIDADE
FÍSICA/EXERCÍCIOFÍSICO.............................................................................. 52
ANEXO L – INFORMATIVO TIPOS DE EXERCÍCIO FÍSICO................... 54
ANEXO M – INFORMATIVO MITOS E VERDADES – PERGUNTAS..... 56
ANEXO N – INFORMATIVO PERGUNTAS E RESPOSTAS....................... 57
5
1 INTRODUÇÃO
Com base nessas informações, vemos como é importante investir nos fatores de
proteção que podem ser modificados por cada um de nós, resultando em uma menor
prevalência de DM tipo 2 (DM 2) por exemplo e em uma diminuição importante dos custos
relacionados a essa enfermidade.
Associada à tendência existente de aumento do risco de desenvolver Doenças Crônicas
Não Transmissíveis (DCNT), dentre elas o DM 2, notamos que a maioria das pessoas com
esse risco está com aumento de peso, de acordo com o Guia Alimentar para a População
Brasileira (2014). Quando obesas essas pessoas se tornam portadoras de uma doença
multifatorial e também com prevalência crescente em todo o mundo: a obesidade. Muitas
vezes, para populações com poder aquisitivo reduzido, torna-se mais acessível e mais
palatável ingerir uma dieta rica em alimentos processados e ultra processados, que já são
comercializados prontos para o consumo ou quase prontos, construindo dessa forma uma
refeição pouco nutritiva e pouco saudável. Ainda segundo o Guia Alimentar (2014), esse é um
dos fatores importantes que favorecem o aumento de peso.
Diante desse contexto, decidiu-se selecionar um grupo de pacientes com risco
moderado a muito alto de desenvolver DM 2 para educação em saúde, focando em
alimentação saudável e em atividade física regular, fazendo no início e após cinco meses de
7
2 PROBLEMA
3 JUSTIFICATIVA
4 OBJETIVOS
5 METODOLOGIA
peso, entre outros. Esses temas foram abordados por meio de informativos on-line e/ou
impressos e por áudios disponibilizados via Whatsapp de forma compartilhada no grupo de
Whatsapp formado. O conteúdo trabalhado foi compartilhado com frequência inicialmente de
forma semanal nos dois primeiros meses; quinzenal no terceiro e quarto mês; e mensal no
quinto mês.
Foi estimulado o feedback das participantes com relação às atividades por meio de
conversas de 15 a 20 minutos com intervalo de um a dois meses desde novembro de 2021 por
meio de vídeo-chamadas ou de forma presencial, podendo aplicar medidas antropométricas.
Essas informações geraram dados que foram organizados e comparados com novos que
surgiram durante o período de acompanhamento.
Ao final do processo, foram realizados encontros presenciais individualmente com
cada participante, tendo sido priorizados os questionamentos sobre o consumo de frutas e
verduras, o uso do açúcar, aferição de peso e medida da circunferência abdominal, para
comparação com os dados iniciais, além de verificação individual dos pontos positivos, dos
pontos negativos e das sugestões de melhorias. Foi aplicado um questionário com 12
questões, de acordo com o conteúdo compartilhado desde o início do projeto.
Foram identificados neste projeto os seguintes riscos:
1. Emocional, podendo ocorrer constrangimento durante uma entrevista ou uma
observação realizada individualmente ou em grupo;
2. Risco físico decorrente de procedimentos para a realização de exames
laboratoriais ou de exposição ao risco de contrair infecção pelo novo Corona
vírus durante ida à Unidade Básica para realização dos exames;
3. Risco social de não ser respeitada a disponibilidade individual para
participação ou constrangimento em meio ao grupo em alguma participação.
CRONOGRAMA
ORÇAMENTO
ITEM VALOR R$
2 resmas de papel ofício R$44,00
2 cartuchos para impressão R$100,00
Horas trabalhadas pela pesquisadora 156h x 50 R$7.800,00
reais/hora
Horas trabalhadas pelo ACS 20h x 7,6 reais/hora R$152,00
2 litros de álcool em gel e máscaras R$150,00
Formatação do TCC R$100,00
Notebook R$3.000,00
Total R$11.346,00
15
6 RESULTADOS
quando possível. Sete das pacientes disseram que não deixam de fazer nenhuma das três
refeições principais. Para sete delas, o almoço era a principal refeição. Duas das 14 pacientes
(mãe e filha) relataram mais de 6 refeições por dia, ingesta de fruta uma vez ao dia, além de
caldo de feijão e/ou suco verde pela manhã, almoço volumoso, acompanhado de sobremesa,
pobre em verduras, além de lancharem salgados ou doces (doce de leite ou rapadura por
exemplo) e no jantar consumirem pizzas ou macarronada. Uma outra paciente se destacou por
adicionar bastante açúcar aos seus cafés, ter o hábito de comer recheados e doces com
frequência (doce com amendoim, rapadura, bombons e mel de cajú), além de beber cervejas
no final de semana. Uma das pacientes (a que tem a menor renda) tinha uma dieta pouco
variada (café com biscoito) e associada a consumo frequente de alimentos como salsicha e
mortadela. Duas delas tinham intolerância à lactose, mas tinham alimentações bem diferentes
uma da outra, sendo uma delas variada e a outra bem monótona e pouco nutritiva, ingerindo,
por exemplo, suco em pó durante o dia. Cinco das 14 pacientes tinham uma alimentação
razoável, comendo frutas ou sucos/vitaminas da fruta com maior frequência do que
carboidratos simples e tendo uma alimentação mais variada e nutritiva, duas delas incluindo
batata doce e jerimum, quatro delas incluindo verduras (uma delas apenas nos finais de
semana e as outras quatro pacientes 3 a 5 vezes na semana). Uma das cinco pacientes se
destacou por ter a alimentação mais nutritiva, no entanto costumava não fazer a primeira
refeição do dia e não tinha horário certo para se alimentar e nem padrão de refeição no almoço
nem no jantar. A ingesta de frutas dela era bastante adequada, optando na maioria das vezes
pela fruta ao invés do suco ou vitamina, além de ter uma ingesta considerável e variada de
verduras, quando comparada a das outras pacientes. Cinco das 14 pacientes obesas são obesas
desde a infância.
Sobre atividade física, 11 das 14 pacientes estavam sedentárias. Dessas 11 pacientes,
10 estavam em estágio motivacional de contemplação e 1 delas em pré-contemplação. Apenas
três pacientes estavam fazendo atividade física e estavam no estágio de manutenção (uma
delas faz musculação cinco vezes por semana e a outra, além de musculação, faz ciclismo e
corrida, se exercitando cinco a seis vezes por semana; a outra faz exercícios aeróbicos guiados
por vídeos de Youtube) três vezes na semana. Quanto à pontuação no Questionário de
prontidão para atividade física (PAR-Q), seis não pontuaram, o que significa que não havia
empecilho aparente para a realização de atividade física. Cinco do total de pacientes
pontuaram 1, três delas devido transtorno em joelho, uma delas devido pré-eclâmpsia recente,
uma devido hipertensão. Outras três pacientes pontuaram 2, uma delas era hipertensa e tinha
transtorno em joelho e três eram hipertensas e portadoras de hérnia de disco.
17
trabalho fora e dentro de casa e a realização dos exercícios físicos. Também passou a ter
pouco tempo para preparar verduras, tendo reduzido o consumo. Nas duas últimas semanas
estava ficando sem jantar, algo que já fazia, mas anteriormente com menos frequência.
Mantendo pouco açúcar no café, às vezes trocando o açúcar pelo adoçante. Conseguindo
incluir proteína pela manhã (queijo). Estava lanchando às vezes uma fruta, às vezes biscoito,
às vezes pão integral com recheio.
Outra paciente disse estar conseguindo reduzir mais um pouco o açúcar, além do pão
e salgados. Comentou que ela, a filha de 7 anos e o esposo estavam buscando melhorar a
alimentação e emagrecer, tendo a filha conseguido emagrecer. Falou que por a família estar
querendo objetivos parecidos, estava otimista em ter bons resultados. Estava comendo frutas
(manga, goiaba, melão, melancia, banana, uva, maçã) diariamente (4 vezes por dia há 1 mês e
meio). Com relação a verduras, afirmou consumo de repolho + pepino de 2 a 3 vezes por
semana há 2 semanas, às vezes com cenoura. Usando tomate e pimentão geralmente como
tempero. Conseguindo consumir queijo no café da manhã. Sobre atividade física, não tinha
conseguido fazer fisioterapia devido dor lombar (hérnias de disco), mantendo-se sedentária.
Estava otimista quanto a pelo menos conseguir manter o peso no período de festividades
costumeiras de dezembro e réveillon.
Outra paciente estava conseguindo comer fruta geralmente uma vez ao dia, às vezes
duas vezes ao dia. Conseguindo reduzir alguns carboidratos: pão, arroz, macarrão e açúcar.
Consumindo quase diariamente verdura (alternando salada verde ou batata com cenoura e
beterraba ou jerimum). Mantendo o jantar parecido com o almoço, mas em menor quantidade.
Mantendo consumo de proteína pela manhã (mingau com farinha láctea), no almoço e jantar.
Continuando a contemplar iniciar caminhada. Consumindo suco verde em uma das três
refeições principais. Filhos estavam obesos o que a estimulava a querer mudar ainda mais sua
alimentação para melhor.
Outra das cinco pacientes continua aumentando consumo de alface (come quase
diariamente) e diminuindo batata inglesa e outras verduras ricas em carboidratos, buscando
variar a ingesta de verduras. Comendo fruta pela manhã diariamente. Está diminuindo alguns
alimentos, devido piorarem a azia (batata inglesa, repolho, macaxeira, feijão, carne vermelha).
Tomando leite sem lactose quase diariamente e iogurte com pouca frequência. Comendo
doces com pouca frequência (passa 4 a 5 dias sem consumir). Conseguindo comer ovo uma
vez ao dia. À tarde, lanchando chá com adoçante ou suco às vezes com adoçante. Conseguiu
fazer uma pausa nas atividades laborais para descanso e falou que pretendia iniciar caminhada
em janeiro de 2022.
19
A última das cinco pacientes estava conseguindo comer frutas em geral uma vez ao
dia três vezes na semana, ameixas com maior frequência devido constipação. Consumindo
alface, tomate e cebola quase diariamente. Mantendo-se sem consumir biscoito de água e sal,
conseguindo consumir menos arroz e adicionando menos açúcar aos alimentos. No Natal, não
comeu muito. Pretendia pelo menos manter o peso no período do reveillon, ocasião em que se
juntaria à família em uma cidade do interior do Ceará. Ainda sem conseguir fazer atividade
física (nunca teve hábito de se exercitar) e é a única paciente das 13 pacientes que estava com
peso adequado. Todas as cinco pacientes não mudaram de estágio de motivação para
realização de atividade física.
Em janeiro, pacientes foram novamente estimuladas a dar um feedback em relação à
alimentação e à atividade física. Apenas uma não participou. Sete pacientes não se
alimentaram tão bem no período de natal e réveillon, tendo tido dieta hipercalórica. Oito
pacientes tiveram síndrome gripal em dezembro/2021 ou janeiro/2022, tendo sido
flexibilizada a alimentação. Todas estão buscando reduzir açúcar, mas apenas duas estão
usando esse item apenas no café, o qual também tem sido reduzido; e apenas uma das
pacientes não está adicionando açúcar aos alimentos. Apenas uma paciente trouxe o relato de
ter reduzido peso (3 kg) até então e apenas uma relatou estar achando que tinha aumentado de
peso. Quanto ao consumo de sobremesa ou doce, duas comem diariamente rapadura; uma
também consome o mesmo doce, mas com frequência menor (a cada 5 dias); duas consomem
chocolate a cada quinze dias; uma consome a cada uma a duas semanas doce de leite ou
cocada; uma consome de forma aleatória, mas pelo menos uma vez por dia. As outras sete
estão evitando consumo de doces. Duas pacientes relataram que quando estão ansiosas ou
preocupadas costumam aumentar principalmente o consumo de carboidratos como arroz,
macarrão e às vezes doces; uma delas fica oscilando peso entre 75 e 78 kg. Nove pacientes
disseram estar consumindo proteína pela manhã com regularidade.
Quanto ao consumo de frutas, nove pacientes consomem diariamente, uma delas
consome 4 frutas por dia; duas pacientes ficaram com a alimentação especialmente desregrada
e estão voltando a comer frutas e verduras com frequência que costumavam comer, uma delas
comendo três vezes por semana, uma delas come quando tem recursos para comprar frutas, o
que acontece com pouca frequência. Sobre o consumo de verduras, duas comem diariamente,
uma quase diariamente, cinco delas consomem cinco vezes por semana, duas consomem duas
a três vezes por semana, uma não consome, duas estão voltando a se alimentar bem como se
alimentavam antes das festividades.
20
Uma das pacientes trocou cerveja por vinho e relatou que estava há 3 semanas sem
tomar vinho, reduziu consumo de recheados e outros doces, tendo parado de consumir a
maioria deles, sendo que duas vezes na semana consome 10 unidades de cream crack, parou
consumo de salgados, vem tomando suco verde, na maioria das vezes coado, permanece
adicionando açúcar aos cafés, mas reduziu quantidade de açúcar (toma café três vezes ao dia).
No período pré-menstrual, costuma comer mais devido ansiedade. Estava ansiosa para
emagrecer, ainda não emagreceu, estava culpando o consumo de queijo por não ter
emagrecido. Duas pacientes (mãe e filha) continuam se alimentando bastante, mas
alimentação é saudável, não estão mais consumindo salgados, doce de leite, pizzas na semana.
No final de semana, consomem refrigerante e doce diferente da rapadura, da qual consomem
um pedaço uma vez ao dia durante a semana.
Sobre a motivação e prontidão para realização de atividade física, 3 pacientes
passaram do estágio de contemplação para preparação (todas iniciaram caminhada), 3 se
mantiveram na manutenção, embora tenham tido período de uma a três semanas sem se
exercitarem e as restantes permaneceram na contemplação. Tem uma parte lá nas
metodologias que deveria estar aqui, as questões que você identificou, emocionais e tal.
Em fevereiro, quinto mês de acompanhamento, foi realizado encontro presencial
individual com 13 das 14 participantes. Sobre o consumo de frutas, 12 das 14 pacientes,
comem frutas diariamente. Quanto ao consumo de verduras, 2 estão consumindo
diariamente, 3 estão consumindo cinco vezes na semana, 3 estão consumindo três vezes por
semana, 4 duas vezes por semana, 1 delas nenhuma verdura e 1 quando possível. Cinco
pacientes estão voltando a se alimentar de forma adequada, depois das festividades de
dezembro e janeiro, tendo retomado à alimentação prévia nas duas últimas semanas. Sobre o
consumo de açúcar, todas estão diminuindo o açúcar e preferem o açúcar ao adoçante.
Sobre o estágio de motivação para a realização de atividade física, 3 permaneceram
em manutenção, 2 passaram da preparação para a manutenção (uma fazendo caminhada
150min/semana e a outra academia 150min/semana), 2 passaram da contemplação para a
preparação (uma começou caminhada leve devido limitações de 100min/semana e a outra
iniciou musculação 150min/semana), uma passou da preparação para a contemplação e o
restante está em contemplação.
Quanto ao peso, 6 diminuíram de peso (500g a 3,3kg), 2 mantiveram o peso e 5
aumentaram (300g a 1,6kg). Uma das pacientes não teve a segunda aferição do peso, pois não
participou do encontro presencial. Quanto à circunferência abdominal, 7 diminuíram (1 cm a
7 cm), 2 mantiveram e 3 aumentaram (1 cm a 3,5 cm). Duas pacientes não puderam ser
21
avaliadas com relação à circunferência abdominal (uma delas não compareceu à entrevista
presencial inicial e a outra não compareceu à última consulta que foi presencial.
As pacientes elencaram como pontos positivos os seguintes: os assuntos abordados
nos informativos, as dicas no grupo de Whatsapp, a atenção e o apoio recebidos, mudanças
surgidas como resultado do acompanhamento, a facilidade para fazer os exames, a maior
criticidade diante de uma escolha alimentar e a oportunidade de ler textos variados. As
pacientes apontaram como lado negativo não ter ocorrido encontro presencial grupal. Sobre as
sugestões, foram citadas as seguintes: fazer encontros presenciais a cada mês ou a cada dois
meses, ver possibilidade de convidar outro profissional (ex: nutricionista) para conversar com
o grupo, o compartilhamento de receitas saudáveis e demonstração de formas de preparar
salada de verduras que sejam mais palatáveis, principalmente com folhas verdes. Uma das
pacientes fez um comentário devido o pouco tempo da mãe de família que muitas vezes é
quem prover o sustento, justificando o consumo de alimentos prontos ou congelados para
consumo, fato este que em vários aspectos contribui para o adoecimento de todos.
Sobre o questionário aplicado ao final do encontro presencial no mês de fevereiro, é
composto por 12 questões: 2 relacionadas a Diabetes Mellitus, 6 sobre alimentação e 4 sobre
atividade física. A pontuação variou de 5 a 11 questões. Houve 3 questões que foram
acertadas por todas as participantes e 1 que foi a menos acertada (apenas 3 acertaram).
22
Paciente 1 78 cm 23 Moderado
Paciente 11 98 cm 33 Alto
Seis pacientes da tabela são portadoras de HAS (1,5,6,7,10 e 12). Cinco delas tem
risco alto de desenvolver Diabetes e apenas a paciente 1 tem risco moderado. Esse risco
menor está associado a IMC e circunferência abdominal dentro da normalidade.
De acordo com o critério da Federação Internacional de Diabetes, que estabelece
como ponto de corte para risco cardiovascular aumentado a medida de circunferência
abdominal igual ou superior a 94 cm em homens e 80 cm em mulheres, se obtém uma forma
de avaliar a gordura visceral que junto com o IMC se complementam e dão uma avaliação
sobre gordura corporal mais próxima da realidade do que utilizando apenas o IMC que tem
várias limitações e variações com relação à idade, sexo, etnias, entre outros (ABESO, 2016).
Apenas a paciente 1 está com a circunferência abdominal normal. Nota-se que a
paciente com maior CA tem risco moderado de desenvolver DM2, estando seis pacientes com
CA menor e risco de desenvolver DM2 alto.
As pacientes 4 e 11 são as mais ativas do grupo, estando no estágio motivacional de
manutenção e com risco moderado de desenvolver DM 2. As duas têm IMCs e CAs bem
diferentes uma da outra. A paciente 11 se alimentava com mais frequência, tinha uma dieta
variada e ainda comia mais carboidratos do que a paciente 4, que costumava se exercitar com
mais frequência e se alimentar de forma mais saudável, no entanto essa última teve um ganho
maior de peso do que a primeira, o que pode ser justificado pela dificuldade maior para
retomar hábitos saudáveis (fazia musculação, ciclismo e corrida, tendo reduzido a frequência
dos exercícios) em construção após festividades e de maior demanda de trabalho nos meses de
dezembro e janeiro.
Paciente X X X X X
1
Paciente X X X X X
2
Paciente X X X X
3
Paciente X X X X X
24
Paciente X X X X X
5
Paciente X X X X
6
Paciente X X X X
7
Paciente X X X
8
Paciente X X X X
9
Paciente X X X X
10
Paciente X X X X
11
Paciente X X X X
12
Paciente X X X X
13
Paciente X X X X
14
Fonte 2: autor
estado de manutenção passou de três para cinco. Duas pacientes em contemplação passaram
para o estágio de preparação e uma em preparação voltou ao estágio de contemplação. Seis
pacientes se mantiveram no estágio de contemplação. A pausa de 15 dias nas atividades
físicas de três das pacientes em manutenção não foi valorizada, não tendo resultado em
mudança do estágio de motivação para realização de atividade física.
Pacientes Peso Peso final Circ. Abd. inicial Cir. Abd. final
Inicial
Paciente 7 - - -
Excluindo a paciente 7 que não fez as duas coletas de exames e comparando as tabelas
4 e 5, vemos que o número de pacientes com pré-DM aumentou de 4 para 5 pacientes e
apenas a paciente 9 apresentou alteração tanto na glicemia em jejum quanto na Hemoglobina
Glicada.
Comparando as medidas, observamos que apenas 3 pacientes obtiveram redução tanto
da glicemia em jejum quanto da hemoglobina glicada, estando esses parâmetros destacados
em azul. No entanto, apenas 1 delas, a paciente 13 teve diminuição de peso de 3 quilos e
29
Paciente 7 - - - -
Primeira questão 9
Segunda questão 9
Terceira questão 10
Quarta questão 7
Quinta questão 13
Sexta questão 3
Sétima questão 11
Oitava questão 9
Nona questão 13
Décima questão 9
Décima primeira 13
Décima segunda 11
CONCLUSÕES
Com relação aos resultados desse Projeto de Intervenção, podemos observar que o
compartilhamento de informativos e os momentos de conversa ou feedback das pacientes com
intervalo de 1 a 2 meses foram valorizados pelas mesmas, conclusões estas tiradas a partir dos
depoimentos e do nível de acerto de questões do questionário aplicado ao final da intervenção,
tendo a maioria das pacientes acertado mais de 60% dos questionamentos.
Sobre a alimentação, 57% aumentou ou manteve o consumo de verduras e 92% o
consumo de frutas. Já com relação à atividade física, no início apenas 21% das pacientes não
eram sedentárias e ao final do quinto mês, essa porcentagem aumentou para 50%.
No que diz respeito às medidas antropométricas, 61% das pacientes diminuíram ou
mantiveram o peso e 53% diminuíram a circunferência abdominal. Já com relação aos níveis
de hemoglobina glicada, dado laboratorial mais importante, apenas 46% das pacientes que
fizeram os exames iniciais e finais, diminuíram ou mantiveram os níveis de glicada, tendo a
maioria aumentado os níveis, o que pode estar relacionado à flexibilização da alimentação
ocorrida no início do ano, ao fato de três delas terem viajado e de outras terem adoecido ou
terem tido a necessidade de cuidar de familiares com síndrome gripal, além da diminuição da
frequência de realização de atividade física por algumas pacientes e ao início recente por parte
de outras, tendo também 50% das participante permanecido no estágio motivacional de
contemplação, algumas devido limitações físicas.
É necessário dar continuidade a esse Projeto de Intervenção que pelo pouco tempo de
execução, teve resultados considerados bons. Há de se verificar a viabilidade de continuidade
do grupo que poderá ser conduzido por outro (a) residente sob supervisão que vier a atuar na
UAPS Sítio São João. O grupo de mulheres tem interesse nessa continuidade e novas formas
de abordagem podem ser utilizadas como por exemplo encontros presenciais com o grupo,
contando com a colaboração de um(a) especialista (nutricionista, endocrinologista,
farmacêutico, educador físico) em alguns desses encontros e aplicação de pré-teste e pós-teste
nas ocasiões.
34
REFERÊNCIAS
DERAM, Sophie. O Peso das Dietas. Ed Sextante, Rio de Janeiro, p. 168/169, 2018.
GUSSO Gustavo; LOPES José Mauro C.; DIAS Lêda Chaves. Tratado Medicina de Família e
Comunidade. Vol I - 2ª ed., Editora Artmed. Porto Alegre, 2019.
MINISTÉRIO DA SAÚDE. Guia Alimentar para a População Brasileira. 2ª ed., Brasília, 2014.
SARTORELLI Daniela Saes; FRANCO Laércio Joel; CARDOSO Marly Augusto. Intervenção
nutricional e prevenção primária do diabetes mellitus tipo 2: uma revisão sistemática. Cad.
Saúde Pública. Rio de Janeiro, 2006.
35
Nome:
Data:
a) laranja
b) cenoura
c) carne salgada
d) sorvete
a) abacate
b) peixe
c) tapioca
d) margarina
a) alegria
b) saciedade
c) resiliência
d) assiduidade
a) Preguiça
b) Doença
c) Sedentarismo
d) Satisfação
ANEXO A
QUESTIONÁRIO FINDRISK
1) Idade: __________________
<45a 0 ponto
45-54a 2 pontos
55-64a 3 pontos
>64a 4 pontos
4) Pratica diariamente atividade física por pelo menos 30 Sim _____ 0 ponto
min no trabalho ou durante o tempo livre (incluindo Não _____ 2 pontos
atividades da vida diária)?
5) Com que regularidade come vegetais e/ou fruta? Todos os dias _____ 0 ponto
Às vezes ______ 2 pontos
7) Alguma vez teve açúcar elevado no sangue (ex. num exame Não ____ 0 ponto
da saúde, durante um período de doença ou durante a Sim ____ 2 pontos
gravidez)?
8) Tem algum membro da família próxima ou outros familiares Não ____ 0 ponto
38
a quem foi diagnosticado diabetes (tipo 1 ou 2)? Sim (Avós, tios, primo de
primeiro grau) ___ 3 pontos
Sim (Pais, irmãos ou filhos)
___ 5 pontos
Pontuação Total
Pontuação total Risco calculado de vir a ter diabetes tipo 2 dentro de 10 a
<7 Baixo: 1 em 100
7 - 11 Discretamente elevado: 1 em 25
12 - 14 Moderado: 1 em 6
15 - 20 Alto: 1 em 3
> 20 Muito alto: 1 em 2
ANEXO B
Questionário de prontidão para atividade física (PAR-Q) - deve ser respondido com SIM
ou NÃO
Alguma vez um médico ou profissional de saúde disse que você possui um problema de
coração e recomendou que fizesse atividade física com supervisão médica? ( )
Você sente ou já sentiu dor ou opressão no peito quando faz atividades físicas? ( )
Você sentiu dor no peito, sem fazer esforço, nos últimos meses? ( )
Você tende a cair ou a perder a consciência como resultado de tontura? ( )
Você tem algum problema ósseo, muscular ou articular que poderia ser agravado com a
prática de atividades físicas? ( )
Algum médico já recomendou o uso de medicamentos para a sua pressão arterial ou condição
cardiovascular (p. ex., diuréticos e outros)? ( )
Você tem conhecimento, pela sua própria experiência ou aconselhamento médico, de
alguma outra razão que o impeça de praticar atividades físicas sem supervisão médica? ( )
Fonte: Tratado Medicina de Família e Comunidade (GUSSO. G. 2019).
40
ANEXO C
Você não terá nenhum custo, nem receberá qualquer vantagem financeira. Apesar disso, você
tem assegurado o direito a ressarcimento ou indenização no caso de quaisquer danos
eventualmente produzidos pela pesquisa.
Os resultados da pesquisa estarão à sua disposição quando finalizada. Seu nome ou o material
que indique sua participação não será liberado sem a sua permissão. Os dados e instrumentos
utilizados na pesquisa ficarão arquivados com o pesquisador responsável por um período de 5
anos e, após esse tempo, serão destruídos.
Este termo de consentimento encontra-se impresso em duas vias, sendo que uma via será
arquivada pelo pesquisador responsável, e a outra será fornecida a você.
Se você tiver alguma consideração ou dúvida, sobre a sua participação na pesquisa, entre em
contato com a pesquisadora responsável Eveline Sousa Silva, domiciliada em Av. Alm.
Maximiniano da Fonseca, 1190 – Ap 202 – Bloco A, vinculada à Escola de Saúde Pública do
Ceará e com seguinte telefone para contato: (85) 999423361 e com o Comitê de Ética em
Pesquisa da Escola de Saúde Pública do Ceará, localizado na [Link]ônio Justa 3161 -
Meireles, fone: 3101-1406 (Horário: 08:00-12:00 horas de segunda a sexta-feira).
Eu, __________________________________________________, portador(a) do documento
de Identidade _
___________________ fui informado (a) dos objetivos do presente estudo de maneira clara e
detalhada e esclareci minhas dúvidas. Sei que a qualquer momento poderei solicitar novas
informações e modificar a decisão de participar, se assim o desejar. Recebi uma via deste
Termo de Consentimento e me foi dada a oportunidade de ler e esclarecer as minhas dúvidas.
_____________________________________
Assinatura do(a) participante
_____________________________________
Assinatura do(a) pesquisador(a)
_____________________________________
Assinatura do(a) participante
_____________________________________
Assinatura do(a) pesquisador(a)
ANEXO D
Sejam bem vindas ao grupo Prevenindo o Diabetes Mellitus tipo 2! É com grande
alegria que será dado início às atividades de Educação em Saúde para as participantes
selecionadas. Com a participação de todas, o grupo se fortalecerá.
Iniciaremos a disponibilização do material informativo em 04/10/2021. Em outubro e
novembro, o compartilhamento de informativos será semanal. Em dezembro e janeiro, será a
cada 15 dias e a partir de fevereiro será mensal. O Projeto terá duração mínima de 6 meses,
indo no mínimo até fevereitro de 2022.
O material a ser compartilhado poderá ser um texto digitado, um áudio ou vídeo
gravado ou utilizando todos esses recursos juntos. O conteúdo das atividades inicialmente
será disponibilizado às segundas-feiras de outubro e novembro. Abaixo estão disponibilizadas
as datas de entrega dos informativos e/ou reuniões.
Outubro: 4,11,18,25
Novembro: 1,8,15,22
Dezembro: 6, 20
Janeiro 2022: 10, 27
Fevereiro 2022: 15
ANEXO E
Esse grupo é formado por pessoas que querem mais informação sobre o Diabetes Melittus
(DM) e sobre o que pode ser feito para não se tornarem diabéticas.
1. Diabetes é uma doença crônica na qual o corpo não produz insulina ou não
consegue empregar adequadamente a insulina que produz.
2. Mas o que é insulina?
Por que essa tal insulina é tão importante?
Para que você possa caminhar, dançar, fazer as atividades do dia-a-dia você precisa de
energia, não é mesmo?
Tudo o que você come é processado pelo seu corpo para virar energia. Os alimentos que
têm muitos carboidratos, como pão, batata, massas e frutas, são transformados pelo nosso
corpo em um tipo de açúcar chamado glicose.
Você come alimentos com carboidratos. Eles são digeridos e transformados em um tipo de
açúcar chamado glicose.
O açúcar entra no sangue para poder transmitir energia para todas as partes do seu corpo. O
pâncreas produz um hormônio chamado insulina que também entra no sangue.
A insulina ajuda a transportar o açúcar do sangue para todas as células do seu corpo.
Quando a insulina não consegue agir, a glicose não consegue ser utilizada e se acumula no
sangue causando a hiperglicemia que se for mantida leva a complicações.
Diabetes Tipo 1 O diabetes tipo 1 acontece quando o corpo produz pouca ou nenhuma
insulina. Infelizmente ainda não sabemos por que o corpo começa
44
Diabetes Tipo 2 é mais comum entre os adultos e acontece quando o corpo não fabrica
insulina o suficiente ou não consegue usar a insulina de forma correta? Normalmente, o
diabetes tipo 2 ocorre em pessoas com dietas inadequadas e com um estilo de vida de poucos
exercícios.
ATIVIDADES:
ANEXO F
INFORMATIVO
Descomplicando a nutrição
● Grupo 3: alimentos processados. Esses alimentos são fabricados pela indústria com a
adição de sal e açúcar para torná-los duráveis, com um gosto melhor e atraentes. Esse
grupo inclui conservas em salmoura (ervilha, palmito, azeitonas, milho em lata),
compotas de frutas, carnes salgadas e defumadas, sardinha e atum em lata, queijos e
pães.
2
Adaptado de trecho do capítulo 2 Descomplicando a Nutrição do livro O peso das Dietas. (2016) e
Guia alimentar para a população brasileira, 2014.
47
ANEXO G
INFORMATIVO
ENTENDENDO FATORES RELACIONADOS AO CONTROLE DO PESO
O PODER DO CÉREBRO
De acordo com estudos, a determinação do peso é um processo bastante complexo e
regulado centralmente pelo cérebro. Não são o estômago nem o metabolismo que definem
nossa massa corporal. Na verdade, o cérebro é quem faz isso.
Então vamos refletir sobre o cérebro? Vamos entender o que podemos e o que não
podemos esperar dele?
Para simplificar, podemos considerar que o cérebro tem duas partes distintas:
● O córtex, que é a parte educada, inteligente, racional, que conhece seu idioma e,
às vezes, idiomas estrangeiros, que aprende a tocar um instrumento e que
também sabe um pouco sobre nutrição. É ele que quer dieta.
● A parte primitiva, que vamos chamar de “animal”, age de forma instintiva e
inconsciente e cuida da nossa sobrevivência. Ela controla mais de 80% do nosso
comportamento; é o piloto automático responsável por nossas necessidades
básicas, como respirar, dormir, ir ao banheiro.
Por exemplo, graças ao cérebro animal, não precisamos nos lembrar de respirar e
assim liberamos o córtex para outras funções, como falar, pensar e raciocinar.
Quando enfrentamos uma dificuldade que o cérebro considera que pode afetar nossa
sobrevivência, ele aciona mecanismos de adaptação provavelmente inatos e programados ao
longo de milhares de anos, quando as condições de vida eram bem diferentes das de hoje.
Muito tempo atrás, os homens viviam em cavernas. Não havia geladeira. A comida era pouca.
Havia, entretanto, momentos de fartura, como o dia da caça de um animal ou a época das
frutas. Sobrevivia à escassez de alimento quem havia armazenado gordura e, portanto, tinha
energia para sobreviver.
Tudo indica que o nosso cérebro primitivo continua até hoje enxergando gordura
como proteção. E, com certeza, não enxerga a magreza como algo desejável. Assim, quando
sente um estresse interno, o cérebro pode acionar os genes envolvidos com o armazenamento
de gordura.
O cérebro reage a milhares de informações externas e internas. Quanto mais você
tentar controlar e obrigar seu corpo a ir por um caminho que não é equilibrado para ele, mais
vai assustar seu organismo e seu cérebro. Invariavelmente, isso leva a alterações na sua saúde
e você corre o risco de ter flutuações de humor e ganho de peso maior do que originalmente
determinado por sua genética.
Atividades:
● Ouvir áudio sobre como o cérebro percebe a perda de peso
● Ouvir áudio sobre os lutadores de sumô
● Ouvir áudio sobre uma dupla de gêmeos estudada
48
ANEXO H
INFORMATIVO
ENTENDENDO FATORES RELACIONADOS AO CONTROLE DO PESO
Importância da Microbiota
Você não está sozinho nessa jornada rumo a uma alimentação mais saudável. Você
tem a sua microbiota intestinal com você.
O que é a microbiota? É o conjunto de microrganismos (não só bactérias) que
povoam o trato gastrointestinal (TGI) humano e que, em condições normais, não nos causam
doenças.
A nossa capacidade de extrair energia dos alimentos difere de acordo com a nossa
microbiota. Pode ser que o mesmo alimento tenha calorias diferentes em pessoas diferentes.
Os microorganismos trabalham incansavelmente para nos auxiliar a manter a nossa
saúde e em troca eles só pedem um ambiente seguro e alimentação adequada, mas a gente não
vem oferecendo isso para eles ao longo das últimas décadas.
Brinque - O contato com a natureza, com animais de estimação, com solo, com rios é
fundamental pra promover essa maior diversidade microbiana seja na infância ou ao longo de
toda a vida.
Cozinhe - Quando a gente cozinha, a gente consegue selecionar melhor os alimentos que nós
iremos consumir, a gente come mais comida fresca, comida caseira e consequentemente a
gente tá comendo mais alimentos naturais e minimamente processados.
Diversidade - é importante que a gente tente comer alimentos variados, se desafie a comer
um alimento diferente todos os dias. Devendo incluir alimentos fermentados, alimentos-fonte
de probióticos, de pré-bióticos naturalmente como iogurtes, queijos, pães com moderação, os
mais diferentes produtos fermentados que a gente tem disponível e que a gente deve inseri-los
como parte da nossa alimentação.
Equilíbrio - entre os mais diversos grupos alimentares, o equilíbrio vai ser essencial para
garantir a microbiota.
ANEXO I
INFORMATIVO
DICAS SOBRE ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL
● A mastigação correta é até que você não consiga identificar o que você colocou na
boca individualmente.
● Evite adicionar açúcar aos alimentos. O excesso de açúcar gera aumento de peso,
acúmulo de gordura no abdômen e é prejudicial a saúde glicêmica. A mesma regra
para o sal.
● O ideal é consumir o alimento em seu sabor original, sem uso de açúcar ou adoçante.
Tente reduzir a quantidade gradativamente para sentir o verdadeiro sabor dos
alimentos.
● O excesso de sal e açúcar aumenta a retenção de líquidos.
● Variar a alimentação. Incorpore novos alimentos à sua vida. A variedade alimentar é o
sucesso do consumo de variados nutrientes.
● A água é um alimento essencial e deve ser consumida regularmente todos os dias. A
quantidade ideal é de 35ml por kg de peso.
● Evitar frituras, empanados, embutidos e industrializados. Lembre-se, presunto
somente em festividades. Estes alimentos são ricos em conservantes nitritos e nitratos
um dos maiores fatores de risco para câncer de estômago, evite esta exposição diária.
● Nos finais de semana, tente não cometer muitos excessos. A sua dedicação da semana
deve ser incorporada também ao final de semana.
● Usar todos os dias alho, cebola, orégano, aveia e biomassa de banana verde. Tem
efeito prébiótico, ou seja fortalece a sua flora intestinal.
● As fibras são fundamentais para o bom funcionamento intestinal, assim,
procure consumir o máximo de alimentos integrais.
● O consumo de boas fontes de óleos vegetais como o presente no abacate, no azeite e
nas oleaginosas (amendoim, castanhas, nozes,...) agem melhorando o seu colesterol e
suas produções hormonais.
● Oleaginosas (castanha de caju e castanha do Pará) são ricas em zinco e selênio, agem
melhorando pele, cabelo e unhas.
● Atum e sardinha. São ótimas fontes de proteína por ter menos gordura que a carne
vermelha e o frango, além de serem fontes de ômega 3.
● Para o consumo de verduras o ideal é cozinhá-las a vapor.
● A base dos sucos verdes é a couve . Portanto, faça cubinhos de gelo para facilitar na
preparação dos sucos. A receita é: 3 folhas inteiras de couve com 200ml de água para
encher uma cuba de gelo. Dependendo do volume da sua cuba pode sobrar ou faltar,
esta receita é para 16 cubinhos. A couve é rica em magnésio que é responsável por
estabilizar a estrutura do ATP (energia) além de ter alto poder detox, protetor do
fígado e melhorar a saúde do estômago e intestino.
● Dica para melhorar a pele: Misture ao seu azeite de oliva a mesma quantidade ou ⅓
de óleo de macadâmia (tem a venda em lojas de produtos nutricionais). Ele melhora a
hidratação da pele dando um aspecto de pele macia.
● Para consumir o feijão você deve deixar de molho de um dia para o outro em água
filtrada. Descarte a água que o feijão estava e utilize outra água para cozinhar.
Adicione uma folha de louro no cozimento. Esta técnica reduz a possibilidade do
feijão formar gases e melhora a digestão.
Autora: Nara Parente Nutricionista.
51
ATIVIDADES
Experimentar um suco verde no café da manhã. Comer junto com crepioca por
exemplo.
Suco Verde 1 - 1⁄2 maçã - 1 rodela grande de abacaxi - 1 folha de couve manteiga - 1
pedaço pequeno de gengibre - 1 colher de chá de semente de chia ou linhaça - 200 ml
de água de mineral
Suco Verde 2 - 1 kiwi - 1 folha de couve manteiga - 1 pedaço
pequeno de gengibre - 1 colher de chá de semente de chia ou linhaça - 200 ml de água
mineral
Suco Verde 3 - Suco de 1 limão - 4 rodelas de pepino - 1 pedaço pequeno de gengibre
- 1 colher de chá de semente de chia ou linhaça - 200 ml de água mineral
Suco Verde 4 - 1⁄2 maçã - 5 rodelas de pepino - 1 punhado de hortelã - 1 colher de chá
de semente de chia ou linhaça.
Crepioca recheada:
1 colher de sopa de goma + 1 colher de sopa de frango ou atum + 1 fatia de queijo minas ou
coalho + 1 colher de chá cheia de chia + 1 ovo inteiro. Mistura tudo e coloca na frigideira.
Biomassa da banana.
Ingredientes: 1 dúzia de bananas nanica ou prata extremamente verdes e duras
Modo de preparo: Separe as bananas e mantenha os talos; Higienize as bananas; Em uma
panela de pressão ferva a água; Assim que levantar fervura, adicione as bananas verdes, com
casca; Se sua panela de pressão for de 4,5 litros faça metade de cada vez; A água deve estar
fervendo para que haja o “choque térmico”; Tampe a panela e deixe em fogo alto até começar
a pressão. Assim que a pressão iniciar, diminua o fogo e conte 8 minutos; Desligue e retire a
pressão; Quando a pressão sair por completo, retire as bananas uma a uma e em seguida com
a ajuda de um garfo e uma faca, tire as cascas de cada banana quente; Coloque em um
liquidificador ou processador e bata (as bananas não podem esfriar), a massa (biomassa) fica
espessa; Se optar por liquidificador bata 3 bananas por vez para não forçar o motor; A
biomassa pode ser conservada na geladeira por até 4 dias em potes higienizados; Se preferir
congelar, assim que bater as bananas coloque-as em forminhas de gelo e deixe no freezer,
assim que congelar transfira para um pote hermético os cubinhos de biomassa e mantenha em
freezer por até 4 meses.
52
ANEXO J
INFORMATIVO
As oportunidades para indivíduos adultos serem fisicamente ativos podem ser classificadas
em quatro domínios: no tempo livre (lazer), no trabalho, no deslocamento e no âmbito das
atividades domésticas. O indivíduo é considerado fisicamente inativo ou sedentário se
praticar menos de 150 minutos de Atividade Física (AF) moderada ou menos de 60 minutos
de AF vigorosa por semana, incluindo todos os quatro domínios. O sedentarismo no período
de lazer afeta aproximadamente 80% da população brasileira adulta, chegando a quase 97%
nas regiões Nordeste e Sudeste do país quando considerado apenas o tempo de atividades nas
horas de lazer. Vários estudos demonstram que ocorre melhora na taxa de morbidade e na
mortalidade dos adultos que praticam pelo menos 30 minutos de AF de intensidade moderada,
cinco vezes ou mais por semana.
● Fazer alongamentos. Sempre antes de se iniciar qualquer tipo de Atividade Física, deve-se
alongar (10-30 segundos, em cada grande grupo muscular) e aquecer o corpo (p. ex.,
caminhada leve) por pelo menos 10 minutos, o que prepara o sistema cardiovascular para a
prática da AF, tornando-a menos extenuante e evitando complicações. O desaquecimento ou
período de recuperação (p. ex., caminhada leve por 5-10 minutos) e o alongamento após o
término da atividade são também importantes, pois evitam contraturas e dores musculares que
poderiam prejudicar novas sessões de AF. A pessoa deve estar adaptada e conhecer
previamente o tipo de AF que praticará, o que se consegue por meio do treinamento
progressivo.
53
● Utilizar equipamentos (tênis, roupas e acessórios) adequados. Deve-se sempre fazer uso
deles de acordo com o tipo de atividade que se quer praticar, bem como para proteger de
complicações e acidentes. A roupa deve estar adaptada ao clima (roupas leves e que permitam
a troca de calor no verão; e proteção do tronco com moletom no frio). O tênis para
caminhadas e corridas deve ser mais alto na região do calcanhar, absorvendo melhor o
impacto, evitando sobrecargas musculares e articulares.
Fonte: Tratado de Medicina de Família e Comunidade Volume 1 Ano: 2019 Capítulo 77 Orientação à
Atividade Física
54
ANEXO L
INFORMATIVO
3
Disponível em [Link]
acesso em outubro de 2021.
56
ANEXO M
INFORMATIVO
Teste seus conhecimentos e veja se está bem informado sobre atividade física e alimentação.
Cuidado, as aparências enganam.
ANEXO N
INFORMATIVO
1. Sim. Eles tem mais músculos e metabolismo mais rápido. Homens engordam no
tronco e as mulheres nos quadris e é mais fácil, de modo geral, perder gordura da parte
de cima do corpo
2. Sim. Há risco de contusões. E quem doença cardíaca pode ter um infarto durante a
prática esportiva.
3. Não. O suor não elimina gordura. O peso que vai embora é recuperado através da
ingesta de líquidos.
4. Sim. Há perda de massa muscular e a capacidade de corpo de queimar calorias
diminue.
5. Sim. O metabolismo desacelera à medida que as horas avançam. Já a necessidade de
ingesta calórico é menor à noite.
6. Não. Quem fica várias horas sem comer acumula mais gordura, pois o organismo se
programa para suportar o jejum guardando energia nas células que armazenam
gordura.
7. Não. Andar pela cidade respirando monóxido de carbono e carregar peso por horas
prejudica a coluna.
ANEXO O
INFORMATIVO
A intensidade é o grau do esforço físico necessário para fazer uma atividade física.
Normalmente, quanto maior a intensidade, maior é o aumento dos batimentos do coração, da
respiração, do gasto de energia e da percepção de esforço.
Para saber qual a intensidade da atividade física que você está praticando, preste atenção em
como você se sente.
Leve: exige mínimo esforço físico e causa pequeno aumento da respiração e dos batimentos
do seu coração. Numa escala de 0 a 10, a percepção de esforço é de 1 a 4. Você vai conseguir
respirar tranquilamente e conversar normalmente enquanto se movimenta ou até mesmo
cantar uma música.
Moderada: exige mais esforço físico, faz você respirar mais rápido que o normal e aumenta
moderadamente os batimentos do seu coração. Numa escala de 0 a 10, a percepção de esforço
é 5 e [Link]ê vai conseguir conversar com dificuldade enquanto se movimenta e não vai
conseguir cantar.
Vigorosa: exige um grande esforço físico, faz você respirar muito mais rápido que o normal e
aumenta muito os batimentos do seu coração. Numa escala de 0 a 10, a percepção de esforço é
7 e 8. Você não vai conseguir nem conversar enquanto se movimenta.
Comportamento sedentário envolve atividades realizadas quando você está acordado sentado,
reclinado ou deitado e gastando pouca energia. Por exemplo, quando você está em uma dessas
posições para usar celular, computador, tablet, videogame e assistir à televisão ou à aula,
realizar trabalhos manuais, jogar cartas ou jogos de mesa, dentro do carro, ônibus ou metrô.
Evite ficar em comportamento sedentário. Sempre que possível, reduza o tempo em que você
permanece sentado ou deitado assistindo à televisão ou usando o celular, computador, tablet
ou videogame. Por exemplo, a cada uma hora, movimente-se por pelo menos 5 minutos e
aproveite para mudar de posição e ficar em pé, ir ao banheiro, beber água e alongar o corpo.
São pequenas atitudes que podem ajudar a diminuir o seu comportamento sedentário e
melhorar sua qualidade de vida.
ANEXO P
INFORMATIVO
A LISTA DE COMPRAS
Fazer uma lista de compras ajuda você a se concentrar no essencial e a não se perder em
escolhas que resultam de propaganda ou promoções nem sempre vantajosas. Com tudo
anotado, você não corre o risco de esquecer de comprar os ingredientes necessários e ficar
sem o que preparar para o jantar.
Leguminosas (também
reguladoras): feijão,
lentilha, grão-de-bico,
ervilha, favas
Fonte: DERAM, Sophie. O Peso das Dietas. Ed Sextante, Rio de Janeiro, p. 168/169, 2018.
60
● Coma conscientemente: escute sua fome e sua saciedade, seu apetite ou suas
vontades em função do momento que está vivendo. Ouça e respeite mais os sinais do
seu organismo em relação à fome e à saciedade.
●
Tenha horários de rotina para comer e procure segui-los: café da manhã, almoço,
lanche da tarde e jantar.
● Coma devagar: pare de comer durante cinco minutos no meio da refeição ou após ter
comido metade da comida no prato; pergunte-se se está saciado ou se ainda está com
fome. Coloque o garfo na mesa após cada bocado ou tente comer com o garfo na outra
mão.
●
Sirva-se de porções menores: assim você se dá o direito de se servir de novo se
ainda estiver com fome ou vontade. Use pratos, copos e talheres pequenos.
● Mastigue os alimentos por mais tempo: volte a colocar comida na boca somente
depois de terminar de mastigar e engolir o bocado anterior.
●
Aproveite o momento e arrume a mesa antes de comer.
● Respire bem e relaxe antes de comer: sente-se com o corpo levemente afastado da
mesa, para não se “debruçar” sobre o prato.
● Converse, tome golinhos de água, limpe os lábios, para aumentar sua percepção na
hora de comer.
Fonte: Fonte: DERAM, Sophie. O Peso das Dietas. Ed Sextante, Rio de Janeiro, p.132 e 133, 2018.
61
ANEXO Q
INFORMATIVO
Atenção: Caso haja alguma dúvida durante a leitura, entre em contato por Whatsapp.
62
ANEXO R
INFORMATIVO
PARA REFLETIR!
Vários mestres se reuniram para conversar sobre o desempenho de seus discípulos. Uma das
grandes inquietações dos mesmos era a falta de ânimo da maioria dos alunos …
Um dos mais sábios e que coordenava a reunião, tranquilizou os colegas dizendo:
● Amigos, vocês estão angustiados à-toa.
● Como assim? Você também não está preocupado com a inércia de nossos discípulos?
● Claro que me preocupo. Sei que somente bons discípulos chegam à sabedoria. Mas, o
que estou querendo dizer é que apenas precisamos descobrir a maneira como cada um
deles encara a vida.
● A vida simplesmente é vivida por eles - argumentou um dos sábios.
O mestre suspirou diante de tão óbvio comentário e disse calmamente, olhando nos olhos dos
colegas de ofício:
● A maneira como vivemos se assemelha a quatro amigos que partiram em uma viagem
pelo deserto. Na hora da partida cada um recebeu uma melancia. Três amigos
permaneceram juntos. Cada um arranjou logo um jeito de levar a sua melancia. Assim,
o primeiro optou por levá-la nas costas, o segundo na cabeça e o terceiro nas mãos.
Cada um em seu ritmo…
O sol forte do deserto gerava cansaço, enfado e abatia os ânimos. Suavam muito e tudo o que
eles queriam era um oásis.
Após algum tempo, o homem que carregava a melancia nas mãos cansou. Deixou-a no
caminho e passou a andar com leveza, mas, estranhamente sempre olhando para as mãos
vazias. No fundo, sabia que fizera besteira deixando a melancia pelo caminho.
O que conduzia a melancia nas costas já sentia fortes dores e adquirira o hábito de olhar para
baixo, desacostumando-se a contemplar o horizonte.
O que levava a melancia na cabeça sentia um peso e não parava de sentir um latejado na
mente… Sentia calor, mas a melancia fazia sombra e protegia sua cabeça. Não sentia os raios
solares, mas apenas o bafo quente.
● Desculpe-me, mas ainda não relacionei esse quadro ao jeito de ser de nossos
discípulos - resmungou um dos sábios.
● Pois viajem comigo àquele deserto. Fechem os olhos e imaginem a cena… A
melancia, amigos é a vida. Recebemos no início de nossa história - e com voz suave
continuou - quem carrega a vida nas costas anda sempre encurvado porque ela se
transformou em um fardo. São aqueles que só percebem no caminho angústias e
problemas que vão se multiplicando a cada dia. Isso faz com que não procurem
solução para nada. Acostumaram-se a viver conformados com os dissabores, jamais
ampliando a visão. Assim vivem muitos e muitos…
Os sábios permaneciam de olhos fechados, mas involuntariamente alguns levaram a mão às
costas, como para acalmar uma certa dor na coluna. O mestre apenas sorriu daquela ingênua,
mas tão reveladora atitude.
● Continue, mestre …
● O que levava a melancia na cabeça é semelhante aosque vivem no mundo das idéias.
A vida não lhes sai da cabeça, mas não sabem o que fazer dela. Eternos indecisos, não
tomam atitude porque são medrosos, vivem na teoria. O sol não bate forte, nem
63
ANEXO S
INFORMATIVO
Além dos fatores genéticos e a ausência de hábitos saudáveis, existem outros fatores de risco
que podem contribuir para o desenvolvimento do diabetes.
● Diagnóstico de pré-diabetes;
● Pressão alta;
● Colesterol alto ou alterações na taxa de triglicérides no sangue;
● Sobrepeso, principalmente se a gordura estiver concentrada em volta da cintura;
● Pais, irmãos ou parentes próximos com diabetes;
● Doenças renais crônicas;
● Mulher que deu à luz criança com mais de 4kg;
● Diabetes gestacional;
● Síndrome de ovários policísticos;
● Diagnóstico de distúrbios psiquiátricos - esquizofrenia, depressão, transtorno
bipolar;
● Apneia do sono;
● Uso de medicamentos da classe dos glicocorticoides.
O que é pré-diabetes?
Pré-diabetes é quando os níveis de glicose no sangue estão mais altos do que o normal, mas
ainda não estão elevados o suficiente para caracterizar um Diabetes Tipo 1 ou Tipo 2. É um
sinal de alerta do corpo, que normalmente aparece em obesos, hipertensos e/ou pessoas com
alterações no colesterol.
Esse alerta do corpo é importante por ser a única etapa do diabetes que ainda pode ser
revertida, prevenindo a evolução da doença e o aparecimento de complicações, incluindo o
infarto e o AV.
No entanto, 50% dos pacientes que têm o diagnóstico de pré-diabetes, mesmo com as
devidas orientações médicas, desenvolvem a doença.
A mudança de hábito alimentar e a prática de exercícios são os principais fatores de sucesso
para o controle.
Fonte: [Link]