FACULDADE SERRA DOURADA DE ALTAMIRA
BACHAREL EM PSICOLOGIA
FILIPI DE FREITAS SOARES
RELATORIO DE ESTAGIO 2025/2 6° PERÍODO
ALTAMIRA
2025
FACULDADE SERRA DOURADA DE ALTAMIRA
BACHAREL EM PSICOLOGIA
FILIPI DE FREITAS SOARES
RELATORIO DE ESTAGIO 2025/2 6° PERÍODO
Orientadora:
Wanessa Rodrigues.
ALTAMIRA
2025
Sumário:
1-INTRODUÇÃO:..................................................................................................................... 4
2-FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA:........................................................................................... 4
3-DIAGNÓSTICO SITUACIONAL:...........................................................................................5
4-METODOLOGIA:.................................................................................................................. 6
5-PLANO DE AÇÃO:............................................................................................................... 6
6-CRONOGRAMA:...................................................................................................................8
7-RELATO INDIVIDUAL.........................................................................................................10
8-ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS:................................................................ 11
9-CONSIDERAÇÕES FINAIS:............................................................................................... 12
10- REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:...............................................................................12
11–ANEXOS:..........................................................................................................................13
1-INTRODUÇÃO:
O estágio se deu no Colégio Objetivo Sapiens, localizado na R. Cel. José
Porfírio, 2235 - Recreio, Altamira - PA, 68372-040, e escola comporta alunos de
ensino fundamental e médio.
A prática de estágio ocorreu no contexto da Psicologia Escolar e Educacional,
área que tem como foco compreender e intervir nos processos de desenvolvimento,
aprendizagem e convivência no ambiente escolar. O estágio foi realizado junto à
turma do 5º ano b, composto por 13 alunos de 10 a 11 anos, e integrou ações de
observação, planejamento e execução de atividades voltadas ao desenvolvimento
cognitivo e socioemocional dos estudantes.
O estágio em Psicologia Escolar tem grande importância na formação do
estudante de Psicologia, pois possibilita a vivência direta do cotidiano escolar,
favorecendo a articulação entre teoria e prática. Essa experiência permite
compreender o papel do psicólogo na instituição.
2-FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA:
A Psicologia Escolar consolidou-se no Brasil como um campo dedicado a
compreender os processos de aprendizagem, desenvolvimento e relações sociais
dentro da escola, contribuindo para a construção de ambientes educativos mais
saudáveis. Historicamente, a atuação do psicólogo escolar esteve marcada por uma
perspectiva clínica e individualizante, porém a prática contemporânea passou a
incorporar um olhar institucional e preventivo, considerando os múltiplos fatores que
interferem no aprender e no conviver.
De acordo com Neves e Almeida (2002), a Psicologia Escolar precisa superar
modelos que culpabilizam exclusivamente o aluno por dificuldades acadêmicas.
Para as autoras, problemas como indisciplina, desmotivação ou baixo rendimento
devem ser analisados dentro de um sistema que envolve condições pedagógicas,
práticas docentes, clima escolar, vínculos afetivos e contexto sociocultural. Dessa
forma, o psicólogo escolar amplia sua atuação, deixando de ser apenas um
avaliador e transformando-se em agente de mediação, diálogo e intervenção
pedagógica.
Essa perspectiva também é reforçada por Oliveira (2009), que afirma que a
Psicologia Escolar atual se orienta para ações preventivas, promoção de saúde e
desenvolvimento global dos estudantes. Em vez de trabalhar apenas quando o
problema já está instalado, o psicólogo escolar atua em projetos educativos,
formação de professores, orientação familiar e programas socioemocionais. O foco
passa a ser a escola como um todo, e não apenas os alunos considerados
“problemáticos”.
Assim, a Psicologia Escolar contemporânea contribui para práticas mais
inclusivas, relações colaborativas e melhoria do processo de ensino-aprendizagem.
A atuação integrada com professores, famílias e gestão escolar fortalece o
desenvolvimento socioemocional e acadêmico, promovendo uma escola que acolhe,
ensina e previne conflitos, e não apenas corrige comportamentos.
A compreensão de um fenômeno psicológico exige que se considere a sua
diversidade em contextos, populações e funções distintas. No caso das distorções
cognitivas — padrões de pensamento enviesados que influenciam crenças,
emoções e comportamentos — observa‑se que tais processos se manifestam de
formas variadas conforme a população e o contexto investigados (MARIC et al.,
2011; SILVA; SOUSA, 2025). No estudo com adultos brasileiros, identificou‑se que
as distorções cognitivas se relacionam com estratégias de regulação emocional,
prática de mindfulness e nível de sofrimento psicológico, o que sugere diferentes
dinâmicas segundo o nível de autorregulação emocional.
Ao investigar um fenômeno psicológico como as distorções cognitivas, torna‑se
fundamental reconhecer sua diversidade de manifestações em diferentes contextos
e populações. Por exemplo, um estudo brasileiro encontrou que maiores níveis de
distorções cognitivas associam‑se a estratégias de regulação emocional menos
adaptativas e a menor prática de mindfulness, o que por sua vez prediz maior
sofrimento psicológico em adultos.
Já outro estudo brasileiro mostrou que a construção de instrumentos para
avaliar distorções cognitivas revela diferentes fatores como abstração
seletiva/personalização, inferência arbitrária/maximização e pensamento
dicotômico/hipergeneralização, o que sugere variações na estrutura do objeto
conforme a população avaliada. Dessa forma, a “diversidade do objeto de estudo” —
ou seja, como o mesmo constructo psicológico se expressa de formas distintas
conforme contexto, faixa etária ou instrumento — amplia a compreensão e evita
visões homogêneas e reducionistas do fenômeno.
O desenvolvimento infantil, segundo a perspectiva piagetiana, ocorre de maneira
construtiva, progressiva e organizada em estágios, nos quais a criança interage com
o ambiente para construir seu conhecimento. Piaget (1972) propôs que o
desenvolvimento cognitivo acontece por meio da assimilação e acomodação de
novas experiências, permitindo que a criança avance em sua capacidade de
compreender o mundo de forma mais lógica e abstrata.
Santos, Ferrari e Indalécio (2020) reforçam essa perspectiva ao analisar o
processo de desenvolvimento da criança na educação infantil, destacando que
atividades lúdicas e experiências concretas favorecem a construção de esquemas
cognitivos e a internalização de conceitos. O estudo demonstra que, mesmo na faixa
etária próxima a 10 anos, as crianças estão em transição entre o estágio
concreto-operacional e o desenvolvimento de habilidades mais abstratas,
consolidando a lógica e a capacidade de resolver problemas de maneira sistemática.
Dessa forma, compreender o desenvolvimento infantil sob a ótica piagetiana
possibilita a análise de como crianças constroem conhecimento, estruturam
pensamentos e adquirem autonomia cognitiva, elementos essenciais para o
planejamento pedagógico e intervenções educativas adequadas à idade.
3-DIAGNÓSTICO SITUACIONAL:
Durante as observações, grandes demandas não foram encontradas ou solicitadas,
porém ao observar o decorrer das aulas, foi notado um pequeno déficit em algumas funções
cognitivas básicas, nada muito agravado, mas debatendo com as professoras da turma em
questão chegou-se a conclusão que seria uma boa ideia trabalhar essas vertentes cognitivas,
sendo as principais, Memória, coordenação motora, raciocínio lógico e também trabalho em
equipe
4-METODOLOGIA:
O estudo foi realizado no Colégio Objetivo Sapiens, localizado em Altamira -
PA. A instituição atende alunos do Ensino Fundamental e do Ensino Médio,
proporcionando um ambiente acolhedor e focado no desenvolvimento integral das
crianças. As atividades ocorreram no quinto ano do Ensino Fundamental, turma
composta por crianças de dez a onze anos. O estudo demonstra boa interação
interpessoal, mas também destaca a necessidade de desenvolver habilidades
socioemocionais como respeito, empatia e comunicação nas relações cotidianas.
4.1-Objetivos metodológicos
A metodologia adotada buscou promover o desenvolvimento de competências
socioemocionais, especialmente a empatia, por meio de estratégias lúdicas e
reflexivas. O objetivo central foi favorecer a consciência emocional, a valorização do
outro e a melhoria das relações interpessoais no contexto escolar.
4.2-Procedimentos
O planejamento foi construído com base na observação da turma durante o
decorrer do estágio em combinação com as demandas apresentadas pela
professora responsável, assim, optou-se pela realização de uma atividade educativa
sobre que tinha como objetivo reforçar processos neurais e habilidades básicas,
como Memória, coordenação motora, raciocínio lógico e trabalho em equipe.
5-PLANO DE AÇÃO:
Desde o início a observação se deu de modo simples e sem atribulações,
com certa dificuldade de perceber demandas específicas ou gritantes durante as
aulas e o recreio. Com o tempo e no decorrer das aulas, foi percebido que os alunos
tinham nao déficit, mas certa dificuldade com algumas áreas da cognição, como
memória de curto prazo, algumas habilidades físicas como coordenação motora, e
raciocínio lógico independente, nada muito preocupante, mas nisso foi encontrado
uma brecha para trabalhar com elas, também foi observado que o rendimento dos
alunos e significativamente maior quando trabalham em equipe, sejam duplas ou
grupos. Tendo isso em mente, achei de bom tom realizar uma intervenção que
uni-se a ambos os fatores, realizando assim uma gincana em grupo onde eles
exercitarem suas funções cognitivas anteriormente citadas.
5.1-Justificativa:
O desenvolvimento cognitivo na infância é um processo contínuo que envolve
o aprimoramento de funções mentais como atenção, memória, linguagem e
raciocínio. A escola, enquanto espaço de aprendizagem e socialização, é um
ambiente privilegiado para promover atividades que estimulem essas funções de
forma lúdica. Durante as observações da classe, foi percebido que os alunos são
extremamente ativos, companheiros e se sentem muito estimulados e interessados
em atividades em conjunto. Então faz-se muito útil uma atividade de “gincana” onde
as crianças possam aprender enquanto se divertem e interagem.
A gincana proposta visa integrar aspectos cognitivos e socioemocionais,
estimulando a cooperação, o raciocínio e a memória, ao mesmo tempo em que
proporciona um momento de descontração e aprendizado significativo.
5.2-Objetivo geral:
Promover o desenvolvimento e fortalecimento de funções cognitivas (memória,
atenção, raciocínio lógico e linguagem) por meio de atividades lúdicas em formato
de gincana.
5.3-Objetivos específicos:
Estimular a memória de curto prazo e o raciocínio através de desafios em grupo;
Incentivar a cooperação e o trabalho em equipe;
Favorecer a atenção sustentada e seletiva em contextos de brincadeira;
Desenvolver habilidades de comunicação verbal e não verbal.
5.4-Metodologia:
Forma de intervenção: Gincana em grupo (dividida em duas ou três equipes).
Recursos: Cartazes, papéis, canetas, objetos variados (como tampinhas coloridas,
figuras, números, letras).
5.5-Etapas:
Boas-vindas e introdução
Apresentação da proposta: explicar que será uma gincana divertida com jogos que
estimulam o “poder do cérebro”.
Dividir os alunos em 2 grupos equilibrados.
Atividade 1 – Memória relâmpago
Pedir que a equipe escolha duas pessoas
Mostrar uma sequência de 10 imagens ou palavras por um curto tempo carda.
Esconder o material e pedir que as equipes anotem o máximo que conseguirem
lembrar. (ou vou levar imagens recortadas ou usar slide.)
Funções estimuladas: atenção, memória visual, memória de curto prazo.
Atividade 2 – Imagem e ação real
Pedir para os grupos escolherem alguém para desenhar (tendo em vista que há dois
alunos bons em desenho mas que podem se sentir acuados ao participar das outras
atividades).
Esses receberam palavras e deverão apresentá-las no quadro, sem falar enquanto
seu grupo tenta acertar o que está sendo representado.
Funções: Habilidade de artes, associação, comunicação não verbal.
Atividade 3 – Montando palavras
Levar recortes com letras capazes de montar múltiplas palavras, entregar uma letra
para cada aluno de cada equipe.
uma de cada vez falar palavras para que o grupo deva se organizar, se movendo,
para formar a palavra pedida.
no passo seguinte mudar de apenas falar as palavras para algo mais subjetivo,
como “objeto que abre e fecha” para a palavra porta”
Funções estimuladas: linguagem, raciocínio verbal, Trabalho em equipe, velocidade.
Atividade 4 – Quem sou eu?
Um aluno vai até a frente do quadro e recebe uma imagem de um personagem (sem
ver).
Ele deve fazer perguntas aos colegas de seu grupo até descobrir quem é.
Funções: linguagem, inferência, raciocínio dedutivo.
Fechamento e reflexão
Conversa breve sobre o que mais gostaram, o que acharam difícil e o que
aprenderam.
Reforçar a importância de usar o cérebro, cooperar e se divertir aprendendo.
6-ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS
As observações e intervenções realizadas ao longo do estágio permitiram
compreender de forma mais aprofundada o funcionamento da turma, bem como os
processos cognitivos e socioemocionais envolvidos nas atividades escolares do 5º
ano. Ainda que, inicialmente, poucos desafios fossem visíveis, o convívio contínuo
revelou nuances importantes do desenvolvimento das crianças, especialmente no
que diz respeito à memória de curto prazo, coordenação motora e raciocínio lógico
aspectos esperados na faixa etária e compatíveis com o estágio de desenvolvimento
descrito pela perspectiva piagetiana.
As intervenções planejadas, especialmente a gincana cognitiva, possibilitaram
avaliar de maneira prática como essas funções se manifestam nas atividades
lúdicas. A proposta de dividir as crianças em grupos mostrou-se eficaz, pois
mobilizou não apenas habilidades individuais, mas também competências coletivas,
como comunicação, cooperação e resolução conjunta de problemas. A literatura da
Psicologia Escolar destaca a importância de práticas preventivas e integradas ao
cotidiano escolar, e a dinâmica aplicada refletiu esse princípio ao promover
estímulos cognitivos dentro de um ambiente positivo e motivador.
Durante a execução das atividades, observou-se melhora significativa na
participação, no engajamento e na expressão espontânea das crianças. Alunos que
inicialmente demonstravam receio de errar se permitiram participar, enquanto outros,
naturalmente mais líderes, auxiliaram na organização dos grupos. Essa integração
reforça a ideia de que o desenvolvimento acontece também na interação social,
como apontado por autores da Psicologia Educacional, que destacam a importância
dos vínculos para a aprendizagem significativa.
Além disso, a gincana permitiu identificar que a turma possui características
muito positivas: as crianças demonstraram raciocínio rápido, comportamento
respeitoso e uma idade mental compatível com o esperado, evidenciando boa
capacidade de adaptação às propostas. A sagacidade com que resolviam desafios e
a forma colaborativa como se apoiavam durante as atividades revelam um grupo
com potencial para aprendizagens mais complexas e maior autonomia cognitiva.
Do ponto de vista emocional, o clima leve e acolhedor das atividades
favoreceu a expressão dos alunos, que compartilharam dúvidas, opiniões e
descobertas com naturalidade. A gincana serviu, portanto, não apenas como um
instrumento de observação, mas como uma estratégia educativa que fortaleceu a
autoestima, ampliou a consciência das próprias habilidades e reforçou a importância
do trabalho em equipe.
A análise dos resultados evidencia que a intervenção atingiu os objetivos
propostos: estimulou funções cognitivas essenciais, promoveu cooperação entre os
alunos e reforçou vínculos interpessoais. Houve ampliação da participação, maior
segurança em expressar ideias e um envolvimento emocional genuíno por parte da
turma. Esses elementos dialogam com a fundamentação teórica na medida em que
ilustram a importância de práticas que integrem cognição, afeto e interação social no
processo de aprendizagem.
De modo geral, as atividades contribuíram para fortalecer o ambiente escolar
como um espaço de desenvolvimento integral, reafirmando a relevância do papel do
psicólogo na promoção de experiências educativas que considerem a singularidade
de cada aluno e a dinâmica coletiva da sala de aula.
7-CRONOGRAMA:
Data/período Atividade Objetivo Procedimento/estratégia Público Carga observações
alvo horária
Semana 1 Observaçã Identificar Observação Turma 3h A principio
(09/09/2025) o demandas participante e registro do 5º ano a turma
em sala de da turma em diário de campo (10 – 11 aparentou
aula e anos) não ter
dinâmica grandes
escolar demandas
Semana 2 Observaçã Identificar Observação Turma 3h A principio
(16/09/2025) o demandas participante e registro do 5º ano a turma
em sala de da turma em diário de campo (10 – 11 aparentou
aula e anos) não ter
dinâmica grandes
escolar demandas
Semana 3 Observaçã Identificar Observação Turma 3h A principio
(23/09/2025) o demandas participante e registro do 5º ano a turma
em sala de da turma em diário de campo (10 – 11 aparentou
aula e anos) não ter
Data/período Atividade Objetivo Procedimento/estratégia Público Carga observações
alvo horária
dinâmica grandes
escolar demandas
Semana 4 Observaçã Identificar Observação Turma 3h A principio
(30/09/2025) o demandas participante e registro do 5º ano a turma
em sala de da turma em diário de campo (10 – 11 aparentou
aula e anos) não ter
dinâmica grandes
escolar demandas
Semana 5 Observaçã Identificar Observação Turma 3h A principio
(7/10/2025) o demandas participante e registro do 5º ano a turma
em sala de da turma em diário de campo (10 – 11 aparentou
aula e anos) não ter
durante dinâmica grandes
prova escolar demandas
Semana 6 Auxilio nos Identificar Observação Turma 3h A principio
(14/10/2025) jogos demandas participante e registro do 5º ano a turma
interclasse da turma em diário de campo (10 – 11 aparentou
e anos) não ter
dinâmica grandes
escolar demandas
Semana 7 Observaçã Identificar Observação Turma 3h A principio
(21/10/2025) o demandas participante e registro do 5º ano a turma
em sala de da turma em diário de campo (10 – 11 aparentou
aula e anos) não ter
dinâmica grandes
escolar demandas
Semana 8 Observaçã Identificar Observação Turma 3 A principio
(28/10/2025) o demandas participante e registro do 5º ano a turma
em sala de da turma em diário de campo (10 – 11 aparentou
aula e anos) não ter
dinâmica grandes
escolar demandas
Semana 9 Aplicação Identificar Aplicação de dinâmica Turma 3h Sucesso na
(4/11/2025) de demandas da gincana cognitiva do 5º ano dinâmica,
dinâmica da turma (10 – 11 crianças
da gincana e anos) super
cognitiva dinâmica participativ
escolar as
8-RELATO INDIVIDUAL
Ao longo das semanas no Colégio Objetivo Sapiens, venho percebendo que o
estágio tem sido muito mais do que uma prática acadêmica: tem sido um espaço
vivo de encontro, aprendizado e transformação. Desde os primeiros dias, fui
recebido pela turma com uma abertura que eu não esperava. Aos poucos, e de
forma muito natural, fui sendo incorporado à rotina da sala, até me tornar alguém
significativo naquele cenário. As crianças me incluíram nos diálogos, nas
brincadeiras e até nos pequenos rituais cotidianos, e isso contribuiu para a
construção de um vínculo genuíno, baseado na confiança e no afeto.
Essa aproximação me permitiu observar a turma com mais profundidade.
Logo percebi que, apesar da energia característica da idade, eles demonstravam um
balanço de espertezas e inocência esperado para a sua idade, além de uma
sagacidade que frequentemente me surpreendia. São crianças curiosas, rápidas em
compreender novas propostas e muito respeitosas entre si e com os profissionais da
escola. Ver como acolhem uns aos outros, como se organizam espontaneamente e
como se dispõem a participar das atividades me fez enxergar o potencial da turma
para além das dificuldades sutis que identifiquei inicialmente.
A partir do vínculo construído, tornou-se mais fácil perceber nuances
importantes do desenvolvimento deles. Embora em um primeiro momento não
houvesse demandas evidentes, com o tempo notei pequenas dificuldades em
funções cognitivas como memória de curto prazo, coordenação motora e raciocínio
lógico independente. Nada preocupante apenas aspectos que ainda estavam em
construção. Conversando com a professora, chegamos à conclusão de que seria
valioso criar um espaço para trabalhar essas habilidades de forma leve e
envolvente. Foi assim que nasceu a ideia da gincana cognitiva.
A aplicação da gincana se tornou, para mim, um dos pontos mais marcantes
do estágio. Ver aqueles mesmos alunos, com quem já havia desenvolvido laços tão
positivos, engajar-se com entusiasmo nas tarefas, me mostrou o quanto a confiança
que construímos fez diferença. Crianças que inicialmente demonstravam receio de
errar se permitiram tentar, rir, experimentar. Os que eram mais quietos se soltaram.
Os que tinham maior facilidade ajudaram os colegas. O clima de cooperação tomou
conta da sala. Além disso, foi muito gratificante observar como a turma funciona bem
quando mobilizada em atividades em grupo. Eles se apoiam, se escutam e
demonstram um senso de responsabilidade coletiva que vai além do esperado para
a idade. Isso reforçou meu entendimento de que trabalhar com essa turma é, ao
mesmo tempo, desafiador e extremamente recompensador. As devolutivas deles ao
final da dinâmica o que gostaram, o que acharam difícil, o que descobriram sobre si
mesmos foram ricas e espontâneas. Ali, percebi como pequenos estímulos, quando
oferecidos com cuidado, podem gerar impactos reais no desenvolvimento cognitivo e
emocional das crianças.
Essa experiência não só fortaleceu minha percepção sobre o papel da
Psicologia Escolar, como também despertou em mim um profundo interesse pela
área. Há algo muito especial em acompanhar processos tão sutis, em perceber o
crescimento que se dá nos detalhes, nas relações e nos gestos cotidianos. Trabalhar
com essa turma tem sido, para mim, uma vivência formadora não só enquanto futuro
psicólogo, mas enquanto pessoa.
Essa vivência tem reafirmado, para mim, a potência da Psicologia Escolar
como um campo que articula cuidado, desenvolvimento e transformação. Estar em
sala, observar de perto o modo como as crianças constroem conhecimentos,
vínculos e estratégias emocionais, tem ampliado minha compreensão sobre a
importância da presença do psicólogo no ambiente educativo. Percebo que esse
estágio não é apenas uma etapa da formação, mas um espaço de descoberta sobre
a prática profissional, sobre o impacto das relações e também sobre quem estou me
tornando enquanto futuro psicólogo. Sair de cada encontro com a sensação de que
contribuí, mesmo que de forma pequena, para o crescimento deles, foi
profundamente significativo.
9-CONSIDERAÇÕES FINAIS:
O estágio supervisionado em Psicologia Escolar, realizado no Colégio
Objetivo Sapiens, constituiu uma experiência formativa profunda, tanto no âmbito
técnico quanto humano. A convivência com a turma do 5º ano permitiu que eu
desenvolvesse não apenas habilidades práticas como observação qualificada,
condução de atividades e planejamento de intervenções, mas também uma
sensibilidade mais ampla para compreender os processos de aprendizagem,
desenvolvimento cognitivo e interações socioemocionais presentes no cotidiano
escolar.
Desde o início, a construção de vínculo com as crianças ocorreu de maneira
natural e significativa. A forma como fui recebido e integrado ao cenário da sala de
aula reforçou a importância das relações para o trabalho do psicólogo. A turma
demonstrou respeito, abertura e uma sagacidade compatível com a idade, o que
facilitou tanto as observações quanto a implementação da gincana cognitiva. Essa
proximidade evidenciou que, antes de qualquer intervenção técnica, é o vínculo que
sustenta a confiança e possibilita a participação genuína dos alunos.
As atividades realizadas especialmente a gincana proporcionaram uma
compreensão prática e contextualizada das funções cognitivas presentes em cada
criança. Foi possível observar avanços em aspectos como atenção, memória e
raciocínio lógico, ao mesmo tempo em que emergiram elementos importantes do
ponto de vista sócio emocional, como cooperação, comunicação e acolhimento entre
os colegas. Essas experiências dialogam com a perspectiva contemporânea da
Psicologia Escolar, que enfatiza intervenções preventivas, humanizadas e integradas
ao cotidiano pedagógico.
Além disso, o estágio reforçou o papel fundamental do psicólogo na
promoção de um ambiente escolar saudável, colaborativo e sensível às
necessidades individuais e coletivas. A articulação entre teoria e prática possibilitou
uma visão mais clara sobre o potencial transformador da Psicologia quando inserida
na escola não apenas para lidar com dificuldades, mas também para promover
desenvolvimento, fortalecer vínculos e favorecer aprendizagens significativas.
Concluir essa experiência é reconhecer o quanto ela contribuiu para meu
amadurecimento profissional. A vivência diária com a turma ampliou meu olhar
clínico, fortaleceu minha postura ética e consolidou meu interesse pela Psicologia
Escolar como campo de atuação. Levo comigo não apenas o conhecimento técnico
adquirido, mas também os encontros, os diálogos e a certeza de que pequenas
intervenções podem gerar impactos profundos no desenvolvimento das crianças.
10- REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
NEVES, M. M. B. da J.; ALMEIDA, S. F. C. de. Formação e atuação em psicologia escolar:
análise das modalidades de comunicações nos congressos nacionais de Psicologia Escolar e
Educacional. Psicologia Ciência & Profissão, v. 22, n. 2, p. 2-11, 2002. Disponível em:
[Link]
Acesso em: 17 outubro. 2025.
OLIVEIRA, C. B. E. de. Psicologia Escolar: cenários atuais. Estudos e Pesquisas em
Psicologia, v. 9, n. 3, p. 648-663, 2009. Disponível em:
[Link] Acesso em: 17 outubro. 2025.
CHIQUETTO, M. V.; MENEZES, C. B.; LOPES, F. M. As relações entre distorções
cognitivas, estratégias de regulação emocional, mindfulness e sofrimento psicológico em
adultos. Revista Brasileira de Terapias Cognitivas, v. 10, n. 2, 2023. Disponível em:
[Link]
Acesso em: 17 outubro. 2025.
CUNHA, F. A. Análises psicométricas da Escala de Distorções Cognitivas Depressivas
(EDICOD). Psicologia: Teoria e Pesquisa, v. 35, n. 2, p. e36210, 2019. Disponível em:
[Link]
Acesso em: 22 outubro. 2025.
SANTOS, D. S.; FERRARI, J. S.; INDALECIO, A. B. Processo de desenvolvimento da
criança na educação infantil dentro de uma perspectiva piagetiana: um estudo teórico. Revista
Científica Unifev, v. 11, n. 2, p. 23‑34, 2020. Disponível em:
[Link] Acesso em: 01 nov.
2025.
11–ANEXOS: