Karoline de Campos _ @por_med _ Turma VII - Unoeste Jáu
ELETROCARDIOGRAMA . REPRESENTAÇÕES DAS ONDAS
ELÉTRICAS NO ECG
ONDA P .
Despolarização (contração) atrial
Onda P pode ser:
● Positiva
● Negativa
● Difásica
Obs: a repolarização atrial ocorre
simultaneamente com a despolarização
Velocidade: horizontal ventricular, não sendo visualizada no
1q: 40 ms (0,04s) traçado devido a sobreposição do QRS
1Q: 200 ms (0,2s)
Através da onda P podemos analisar:
Amplitude: vertical ● Sobrecarga atrial
1q: 0,1 mV ● Ritmo sinusal
1Q: 0,5 mV
Parâmetros:
ELETROFISIOLOGIA CARDÍACA . → Normal:
– O estímulo elétrico normal do coração ● Tempo:
inicia-se no nó sinusal ou sinoatrial (NS). → < 120 ms (< 3 quadradinhos)
● Amplitude:
Nó Sinoatrial —---------------------------------- → < 2,5 mm (2,5 quadradinhos)
NS atua como um marcapasso em derivações periféricas
dominante, pois gera um estímulo elétrico
com uma frequência de despolarização → >3q na horizontal : possível sobrecarga
mais alta do que a frequência dos outros atrial esquerda
componentes do sistema de condução do → >3q na vertical: possível sobrecarga
coração. atrial direita
Condução do estímulo: Ritmo sinusal:
Feixes internodais: Onda P deve se:
→ ativam simultaneamente os átrios ● positiva em DII
● negativa em AVR
Nódulo atrioventricular (AV): ● predominantemente positiva em DI
→ Retém por aproximadamente 0,1s
(retardo fisiológico) o estímulo para que o
sangue ejetado pelos átrios possam INTERVALO PR .
encher os ventrículos, ou seja, que os – Representa o tempo total de condução
átrios se contraiam antes dos ventrículos. do impulso elétrico desde o átrio até os
→ Após retardo fisiológico o Nódulo AV ventrículos
conduz o estímulo para o Feixe de His e – Do início da onda P até o início do
para seus ramos direito e esquerdo complexo QRS
Ramo esquerdo:
– Dá origem à 3 fascículos Parâmetros:
Ântero-superior → Normal: 120-200 ms (3 a 5q)
Póstero-inferior → Aumentado (> 5 quadradinhos):
Medial ● BAV 1 grau
Esses fascículos se continuam pelas → Curto (< 3 quadradinhos):
fibras de Purkinje que transmitem o ● Síndromes de Pré-excitação
impulso para as fibras miocárdicas dos – Wolff-Parkinson-White
ventrículos.
Karoline de Campos _ @por_med _ Turma VII - Unoeste Jáu
Segmento PR . Onda T .
Do final da onda P até o início do QRS Repolarização ventricular
Corresponde ao tempo em que o estímulo
está “parado” no nó AV (atraso fisiológico) Onda T tem que ser:
– Normalmente isoelétrico → assimétrica
→ concordante com QRS
Pericardite aguda: Ex: QRS positivo = Onda T positiva
→ Infradesnivelamento do segmento PR
em todas as derivações, exceto em aVR, Parâmetros:
onde ele está supradesnivelado. → Onda T invertida: sugere isquemia
→ Onda T simétrica: sugere isquemia
→ Onda T apiculada: DHE (hiperK)
Complexo QRS . → Onda T achatada: HipoCalemia
Despolarização (contração) ventricular Intervalo QT
Parâmetros:
→ Normal: Duração < 3q (120 ms) Intervalo QT .
→ Alargado: > 3q Parâmetros:
● Bloqueio de ramo → Normal: < 12q (480 ms)
● Focos ectópicos ● Homens: < 440 (< 11q)
● Mulheres: < 460 (< 11,5q)
Onda Q: Primeira deflexão negativa do →Alargado:
complexo QRS. Nem sempre presente, ● Arritmias
mas se presente é SEMPRE NEGATIVA e ● Síndromes
seguida de uma deflexão positiva. ● Medicações: hidroxicloroquina,
quinidina, associação de drogas...
Onda R: Primeira deflexão positiva do
QRS
Onda U .
Onda S: Onda negativa precedida por Repolarização da musculatura papilar
uma onda positiva no QRS. SEMPRE
precedida por uma onda R positiva. Pequena voltagem após onda T
Melhor visualizada em:
- DII, V2, V3 e V4
Segmento ST .
– Coincide com a linha de base do Presente em:
traçado eletrocardiográfico, sendo o ● HipoK
período de inatividade elétrica depois da ● Bradicardia
despolarização do miocárdio
– Deve ser isoelétrico Obs: sua presença pode indicar hipertrofia
ventricular ou estado de isquemia quando
Parâmetros: sua polaridade for diferente da polaridade
→ Normal: isoelétrico - linha base da onda T
→ Supra: 2q em derivações consecutivas
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Regiões do coração e suas
DERIVAÇÕES representações
ELETROCARDIOGRÁFICAS Parede Lateral—---------------------------------
● D1 - aVL - V5 - V6 (Ântero-lateral)
LOCALIZAÇÃO DOS ELETRODOS .
● D1 - aVL (lateral)
Vermelho:
Parede inferior—--------------------------------
→ Punho direito: eletrodo R (right)
● DII - DIII - aVF
Amarelo:
→ Coronária direita
Punho esquerdo: eletrodo L (left)
Ventrículo Direito—----------------------------
Verde:
V1 - V2 - V4r - V3r
Tornozelo esquerdo: eletrodo F (foot)
→ Coronária direita
Preto:
Septo—---------------------------------------------
Tornozelo direito: eletrodo ligado ao fio
● V1 - V2
terra
Parede anterior —------------------------------
● V3 e V4
Precordiais
→ Coronária esquerda (descendente
V1: 4ºEICD Paraesternal
anterior)
V2: 4ºEICE Paraesternal
Parede Posterior—-----------------------------
V3: Entre V2 e V4
● V7 e V8
V4: 5ºEICE Linha hemiclavicular
V5: 5ºEICE Linha axilar anterior
Se alteração em D2, D3 e AVF, deve-se
V6: 5ºEICE Linha axilar média
solicitar novo ECG com V4r e V3r para
ver se o VD também foi acometido pois é
a mesma artéria que irriga o território de
DERIVAÇÕES .
VD (contiguidade)
Bipolares (Clássicas):
Se alteração V5 e V6, pede V7 e V8 para
● DI, DII, DIII
ver parede posterior do VE
● Formam o triângulo de Einthoven
IRRIGAÇÃO CARDÍACA .
Coronária direita:
→ Lado direito (AD e VD)
→ Parede diafragmática do VE
→ Nó SA e AV
→ Terço posterior do septo interventricular
Coronária esquerda:
● Descendente anterior:
→ Parede anterior
→ Ventrículos
Unipolares aumentadas (Goldberger): → ⅔ anteriores do septo interventr
● aVR, aVL, aVF,
Precordiais: ● Ramo circunflexo:
● V1, V2, V3, V4, V5 e V6 → Átrio esquerdo
→ Parede lateral do VE
→ Parede posterior do VE
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CÍRCULO DE CABRERA . Prática para encontrar o eixo cardíaco
– Representação gráfica das derivações
do plano frontal do eletrocardiograma Método dos quadrantes—-------------------
– Usado para determinar o eixo elétrico 1) Olhar para D1 e aVF sempre nas
derivações periféricas
Derivações e seus graus:
● D1: 0º (referência horizontal) D1 (+) e aVF(+): Eixo normal (+30º a+90º)
● aVL: -30º D1 (+) e aVF(-): Desvio para esquerda
● aVR: -150º D1 (-) e aVF(+): Desvio para direita
● D2: +60º D1 (-) e aVF(-): Extremo desvio
● aVF: +90º (Vertical para baixo)
● D3: +120º
Método Isodifásica (preciso)----------------
1) Achar derivação em que o QRS é
mais próximo de zero (Amplitude
da onda R é igual da onda S)
2) O eixo estará na derivação
perpendicular (90⁰) a ela
● aVL: 90⁰ = D2
● aVR: 90⁰ = D3
● aVF: 90⁰ = D1
Exemplo: Se a isodifásica é aVL (-30⁰), a
perpendicular é D2 (+60⁰)
→ Se D2 for positivo, o eixo é exatamente
+ 60⁰