Resumo simples
Pesquisa
DESAFIOS BIOMECÂNICOS DA ATIVIDADE DE TRABALHO DOS GESSEIROS:
UMA ABORDAGEM DOS PRECEITOS ERGONÔMICOS NA ATUAÇÃO DO
PROFISSIONAL NA CONSTRUÇÃO CIVIL
Pâmela Selau Bittencourt1, Juliano Bugallo1, Willians Cassiano Longen1,2.
1Grupo de pesquisa NUPAC-ST, Universidade do Extremo Sul Catarinense – UNESC
2Programa de Pós Graduação em Saúde Coletiva – Mestrado Profissional – PPGSCol. Membro do
Grupo de Estudos e Pesquisa em Promoção da Saúde (GEPPS).
Introdução: O gesso é aplicado na construção desde períodos muito antigos, quando
as pirâmides eram recobertas internamente com gesso por questões de estética e
vedação. Atualmente seu uso é bastante comum e existem profissionais que realizam
essa atividade de forma específica, os gesseiros. Esses profissionais trabalham em
pé, em posições ergonomicamente incorretas, por muitas horas e, em muitos casos,
sem os mínimos cuidados para evitar acidentes ou adoecimento ocupacional. Diante
disso, o trabalho tem como objetivo verificar os desafios biomecânicos da atividade
de trabalho dos gesseiros com ênfase nos preceitos ergonômicos da atuação do
profissional na Construção Civil. Metodologia: Procedeu-se de estudo bibliográfico
descritivo para a construção da base teórica, visando encontrar estudos que destacam
desafios biomecânicos da atividade de trabalho dos gesseiros com ênfase nos
preceitos ergonômicos da atuação do profissional na Construção Civil, bem como um
estudo de campo visando verificar a realidade de trabalhadores da área. Como fontes
para a obtenção dos artigos utilizados destaca-se: Scielo; Lilacs; Capes e Redalyc. A
data de seleção dos artigos foi de 2006 a 2016 (10 anos). Procedeu-se em entrevista
com 9 (nove) profissionais da área visando verificar suas condições de trabalho e de
saúde laboral, frequência de adoecimento, apoio oferecido pela empresa e
dificuldades associadas ao trabalho. Resultados: Verificou-se, na amostra analisada,
que os profissionais da área são quase que exclusivamente do sexo masculino,
experiência de mais de 5 anos na área e trabalham de 8 a 10 horas por dia. A maioria
dos entrevistados relatou quadro álgico durante o início da jornada e/ou no final da
mesma e a maioria deles já apresentou ou apresentam condições como exaustão,
dores na coluna e/ou membros superiores e consequente necessidade de consumo
de medicamentos. Na amostra selecionada 7 entrevistados afirmaram não receber
qualquer tipo de material ou equipamento de cuidado postural. Conclusão: As
queixas álgicas são frequentes entre os gesseiros e são poucas as empresas que
investem em equipamentos e materiais visando o cuidado postural, ou que praticam
um cuidado preventivo visando manter a saúde e qualidade de vida de seus
funcionários.
Palavras-chave: Construção civil. Gesseiro. Ergonomia. Saúde do trabalhador.
Revista Inova Saúde, Criciúma, vol. 6, n. 2 (Suplemento), dez. 2017. 1
ISSN 2317-2460