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Formação Pea - 26/05/2026 Professoras: Mara E Jaqueline: Exaltasamba

PEA PROJETO ESPECIAL DE AÇÃO

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FORMAÇÃO PEA – 26/05/2026 PROFESSORAS: MARA E JAQUELINE

A Carta Samba da Bênção


Exaltasamba Maria Bethânia

Não existem mais palavras que eu possa escrever É melhor ser alegre que ser triste
Pra falar de tanto amor, entenda por favor
Alegria é a melhor coisa que existe
Que uma carta é muito pouco para revelar
É assim como a luz no coração
O retrato da tristeza
E a cicatriz da saudade
Mas pra fazer um samba com beleza
Que você deixou no meu peito É preciso um bocado de tristeza
Tatuagem de amor, não tem jeito É preciso um bocado de tristeza
Nunca vai sair de mim essa dor, oh, oh Senão, não se faz um samba não
Entenda o que eu vou te dizer, dois pontos, vem Fazer samba não é contar piada
De volta pro meu coração, exclamação E quem faz samba assim não é de nada
Não posso viver sem você, não tenho razão nem O bom samba é uma forma de oração
porquê Porque o samba é a tristeza que balança
Me acostumar com a saudade E a tristeza tem sempre uma esperança
Nem vírgula vai separar, nessa oração A tristeza tem sempre uma esperança
Teu nome da minha paixão, não leve a mal
De um dia não ser mais triste não
Eu sei que não sou escritor, é só uma carta de amor
Ponha um pouco de amor numa cadência
De alguém que te quer de verdade
Não existem mais palavras que eu possa escrever E vai ver que ninguém no mundo vence
Pra falar de tanto amor, entenda por favor A beleza que tem um samba, não
Que uma carta é muito pouco para revelar Porque o samba nasceu lá na Bahia
O retrato da tristeza E se hoje ele é branco na poesia
E a cicatriz da saudade Se hoje ele é branco na poesia
Que você deixou no meu peito Ele é negro demais no coração
Tatuagem de amor, não tem jeito
Nunca vai sair de mim esta dor, oh, oh, oh
Entenda o que eu vou te dizer, dois pontos, vem
De volta pro meu coração, exclamação
Não posso viver sem você, não tenho razão nem
porquê
Me acostumar com a saudade
Nem vírgula vai separar, nessa oração
Teu nome da minha paixão, não leve a mal
Eu sei que não sou escritor, é só uma carta de amor
De alguém que te quer de verdade
Entenda o que eu vou te dizer, dois pontos, vem
De volta pro meu coração, exclamação
Não posso viver sem você, não tenho razão nem
porquê
Me acostumar com a saudade
Nem vírgula vai separar, nessa oração
Teu nome da minha paixão, não leve a mal
Eu sei que não sou escritor, é só uma carta de amor
De alguém que te quer de verdade
Bola de Meia, Bola de Gude Os Números
Milton Nascimento Raul Seixas

Há um menino, há um moleque Meus amigos, essa noite eu tive uma


Morando sempre no meu coração alucinação
Toda vez que o adulto balança Sonhei com um bando de número invadindo o
Ele vem pra me dar a mão meu sertão
Há um passado no meu presente De tanta coincidência é que eu fiz essa canção
Um Sol bem quente lá no meu quintal Falar do número um
Toda vez que a bruxa me assombra Falar do número um não é preciso muito estudo
O menino me dá a mão Só se casa uma vez e foi um Deus que criou
E me fala de coisas bonitas tudo
Que eu acredito que não deixarão de existir Uma vida só se vive, só se usa um sobretudo
Amizade, palavra, respeito Agora o doze
Caráter, bondade, alegria e amor É só de pensar no doze eu então quase desisto
Pois não posso, não devo, não quero São doze meses do ano, doze apóstolos de
Viver como toda essa gente insiste em viver Cristo
E não posso aceitar sossegado Doze hora é meio-dia, haja dito e haja visto
Qualquer sacanagem ser coisa normal Agora o sete
Bola de meia, bola de gude Sete dias da semana, sete notas musicais
O solidário não quer solidão Sete cores no arco-íris das regiões divinais
Toda vez que a tristeza me alcança E se pintar tanto sete, eu já não aguento mais
O menino me dá a mão Dois
Há um menino, há um moleque E no dois o homem luta entre coisas diferente
Morando sempre no meu coração Bem e mal, amor e guerra, preto e branco,
Toda vez que o adulto fraqueja bicho e gente
Ele vem pra me dar a mão Rico e pobre, claro e escuro, noite e dia, corpo
e mente
Agora o quatro
E o quatro é importante, quatro ponto cardeal
Quatro estação do ano, quatro pé tem o animal
Quatro perna tem a mesa, quatro dia o carnaval
Pra encerrar
Eu falei de tanto número, talvez esqueci algum
Mas as coisas que eu disse não são lá muito
comum
Quem souber, que conte outra, ou que fique
sem nenhum

GRATIDÃO, BOA FORMAÇÃO.

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