Aula 04 - CONECTIVOS LÓGICOS
Aula 04 - CONECTIVOS LÓGICOS
Autor:
Equipe Exatas Estratégia
Concursos
10 de Julho de 2025
Equipe Exatas Estratégia Concursos
Aula 04
Índice
1) Conectivos Lógicos - Questões Clássicas
..............................................................................................................................................................................................3
APRESENTAÇÃO DA AULA
Fala, pessoal!
O primeiro assunto que vamos tratar nessa aula é relativo a questões clássicas envolvendo os conectivos
lógicos. Esse tema requer que as tabelas-verdade dos cinco conectivos estejam "no sangue".
Caso seja pertinente para o seu edital, abordaremos em seguida o tema lógica de argumentação:
argumentos dedutivos. Você verá que essa matéria apresenta certa intersecção com o assunto anterior.
Como de costume, vamos exibir um resumo logo no início de cada tópico para que você tenha uma visão
geral do conteúdo antes mesmo de iniciar o assunto.
Com calma e persistência, vamos avançando no conteúdo. Lembre-se de que sempre temos um fórum de
dúvidas à disposição.
@[Link]
Antes de iniciar o assunto desse tópico, é necessário que você DECORE o uso dos cinco conectivos lógicos.
Pessoal, nesse momento vamos tratar de um tipo específico de questão que costuma aparecer muito em
provas de concurso público.
Essas questões apresentam uma certa intersecção com Lógica de Argumentação, porém também podem
ser cobradas em provas que não exigem explicitamente esse assunto.
Para o aluno mais avançado, talvez o presente tópico pareça redundante. Apesar disso, as questões que
vamos tratar aqui são um pouco diferentes das questões que resolvemos na primeira aula de Lógica de
Proposições, quando aprendemos sobre o uso dos cinco conectivos.
A partir de agora, vamos resolver questões que apresentam algumas proposições lógicas no enunciado, as
quais chamaremos de afirmações, para em seguida pedir qual proposição seria uma consequência
verdadeira resultante dessas afirmações do enunciado.
Perceba que no enunciado são apresentadas algumas proposições lógicas, as quais chamaremos
de afirmações. Veja que, em seguida, é pedido qual proposição seria uma consequência
verdadeira resultante dessas afirmações do enunciado.
Nesse exemplo, temos três afirmações no enunciado e cinco possíveis consequências para
serem analisadas nas alternativas.
Naturalmente, em uma prova no estilo "certo ou errado", teremos apenas uma possível consequência para
analisar.
Excelente pergunta! As afirmações do enunciado que apresentam um "formato fácil" são as seguintes:
Observe que, nesses quatro casos, temos "de graça" o valor lógico de uma ou mais proposições simples.
Veja:
• Afirmação (verdadeira ou falsa) com proposição simples: o valor lógico da afirmação é dado e ela se
trata de uma proposição simples. Logo, temos de imediato o valor lógico dessa proposição simples;
• Afirmação verdadeira com conjunção: as duas proposições simples que compõem a conjunção são
verdadeiras;
• Afirmação falsa com uma disjunção inclusiva: as duas proposições simples que compõem a disjunção
inclusiva são falsas;
• Afirmação falsa com condicional: o primeiro termo do condicional é verdadeiro e o segundo termo
é falso.
Calma, caro aluno. Vamos massificar esse aprendizado com questões. Novamente, peço que você não se
preocupe ao errar, pois o enfoque, nesse momento, é o aprendizado.
Etapa 3: obter os valores lógicos das proposições simples (sempre que possível)
Devemos obter os valores lógicos das proposições simples iniciando pelo "formato fácil", que para essa
questão é a afirmação II.
A afirmação II é uma conjunção verdadeira. Logo, ambas as parcelas devem ser verdadeiras.
Consequentemente, f e ~n são ambos verdadeiros. Logo, f é V e n é F.
Agora que temos o valor de f e de n, vamos para outra afirmação que apresenta a proposição f ou que
apresenta a proposição n.
A afirmação I é uma disjunção inclusiva verdadeira. Como n é falso, é necessário que p seja verdadeiro. Isso
porque, caso ambas as parcelas fossem falsas, a disjunção inclusiva seria falsa. Logo, p é V.
Agora que temos o valor de p, vamos para outra afirmação que apresenta a proposição p.
A afirmação III é uma disjunção inclusiva verdadeira. Como ~p é falso, é necessário que ~b seja verdadeiro.
Isso porque, caso ambas as parcelas fossem falsas, a disjunção inclusiva seria falsa. Logo, b é F.
Agora que temos o valor de b, vamos para outra afirmação que apresenta a proposição b.
A afirmação IV é uma condicional verdadeira. Logo, não podemos recair no caso V→F, que é o único caso
em que a condicional falsa. Como o consequente b é falso, o antecedente s não pode ser verdadeiro.
Portanto, s é F.
Veja que já passamos por todas as afirmações e descobrimos os valores lógicos de todas as proposições
simples. Vamos agora para a etapa 4.
(Pref. Campo Bom/2023) Se Laura canta, então Luciana fecha a porta do seu quarto. Se Luciana fecha a porta
do seu quarto, então Marcos assiste televisão na sala. Se Marcos assiste televisão na sala, então Júlio cozinha
o jantar. Se Júlio cozinha o jantar, então Sandra faz as tarefas escolares. Se Sandra faz as tarefas escolares,
então sua mãe Cláudia lê um livro. Ora, a mãe de Sandra, Cláudia, não lê um livro, pode-se afirmar que:
a) Laura canta e Luciana não fecha a porta do seu quarto.
b) Marcos não assiste televisão na sala.
c) Sandra faz as tarefas escolares.
d) Luciana fecha a porta do seu quarto.
e) Júlio não cozinha o jantar e Marcos assiste televisão na sala
Comentários:
A questão apresenta um conjunto de afirmações no enunciado e pergunta por uma consequência
verdadeira resultante dessas afirmações.
Vamos seguir as quatro etapas apresentadas na teoria da aula.
Etapa 3: obter os valores lógicos das proposições simples (sempre que possível)
Devemos obter os valores lógicos das proposições simples iniciando pelo "formato fácil", que para essa
questão é a afirmação VI.
A afirmação V é uma condicional verdadeira. Logo, não podemos recair no caso V→F, que é o único caso em
que a condicional falsa. Como o consequente c é falso, o antecedente s não pode ser verdadeiro. Portanto,
s é F.
Agora que temos o valor de s, vamos para outra afirmação que apresenta a proposição s.
A afirmação IV é uma condicional verdadeira. Logo, não podemos recair no caso V→F, que é o único caso
em que a condicional falsa. Como o consequente s é falso, o antecedente j não pode ser verdadeiro.
Portanto, j é F.
Agora que temos o valor de j, vamos para outra afirmação que apresenta a proposição j.
A afirmação III é uma condicional verdadeira. Logo, não podemos recair no caso V→F, que é o único caso em
que a condicional falsa. Como o consequente j é falso, o antecedente m não pode ser verdadeiro. Portanto,
m é F.
Agora que temos o valor de m, vamos para outra afirmação que apresenta a proposição m.
A afirmação II é uma condicional verdadeira. Logo, não podemos recair no caso V→F, que é o único caso em
que a condicional falsa. Como o consequente m é falso, o antecedente u não pode ser verdadeiro. Portanto,
u é F.
Agora que temos o valor de u, vamos para outra afirmação que apresenta a proposição u.
A afirmação I é uma condicional verdadeira. Logo, não podemos recair no caso V→F, que é o único caso em
que a condicional falsa. Como o consequente u é falso, o antecedente a não pode ser verdadeiro. Portanto,
a é F.
Veja que já passamos por todas as afirmações e descobrimos os valores lógicos de todas as proposições
simples. Vamos agora para a etapa 4.
Comentários:
A questão apresenta um conjunto de afirmações no enunciado e pergunta por uma consequência
verdadeira resultante dessas afirmações.
Vamos seguir as quatro etapas apresentadas na teoria da aula.
As afirmações apresentadas, considerando que Valter foi quem as disse, são as seguintes:
I. c∨f (V) – "[Valter come carne] ou [Valter come frango]."
II. l∨~c (V) – "[Valter come legumes] ou [Valter não come carne]."
III. m∨~f (V) – "[Valter come macarrão] ou [Valter não como frango]."
IV. ~m (V) – "Valter não comeu macarrão."
Etapa 3: obter os valores lógicos das proposições simples (sempre que possível)
Devemos obter os valores lógicos das proposições simples iniciando pelo "formato fácil", que para essa
questão é a afirmação IV.
A afirmação III é uma disjunção inclusiva verdadeira. Logo, as duas parcelas não podem ser ambas falsas.
Como m é F, é necessário que ~f seja verdadeiro. Portanto, f é F.
Agora que temos o valor de f, vamos para outra afirmação que apresenta a proposição f.
A afirmação I é uma disjunção inclusiva verdadeira. Logo, as duas parcelas não podem ser ambas falsas.
Como f é falso, é necessário que c seja verdadeiro. Portanto, c é V.
Agora que temos o valor de c, vamos para outra afirmação que apresenta a proposição c.
A afirmação II é uma disjunção inclusiva verdadeira. Logo, as duas parcelas não podem ser ambas falsas.
Como ~c é falso, é necessário que l seja verdadeiro. Portanto, l é V.
Veja que já passamos por todas as afirmações e descobrimos os valores lógicos de todas as proposições
simples. Vamos agora para a etapa 4.
Vale lembrar que o enunciado dessas questões clássicas pode indicar que algumas afirmações são falsas.
Etapa 3: obter os valores lógicos das proposições simples (sempre que possível)
Devemos obter os valores lógicos das proposições simples iniciando pelo "formato fácil", que para essa
questão é a afirmação V.
A afirmação I é uma condicional verdadeira. Logo, não podemos recair no caso V→F, que é o único caso em
que a condicional falsa. Como o consequente b é falso, o antecedente a não pode ser verdadeiro. Portanto,
a é F.
Agora que temos o valor de a, vamos para outra afirmação que apresenta a proposição a.
A afirmação VI é uma condicional verdadeira. Logo, não podemos recair no caso V→F, que é o único caso
em que a condicional falsa. Como o consequente a é falso, o antecedente h não pode ser verdadeiro.
Portanto, h é F.
Veja que não temos outra afirmação que apresenta a proposição h. Apesar disso, como já temos os valores
de b e de a, podemos procurar por outras afirmações não utilizadas que tenham essas proposições simples.
Trata-se do caso da afirmação II, que tem a proposição b.
A afirmação II é uma disjunção inclusiva verdadeira. Como b é falso, é necessário que c seja verdadeiro. Isso
porque, caso ambas as parcelas fossem falsas, a disjunção inclusiva seria falsa. Logo, c é V.
Agora que temos o valor de c, vamos para outra afirmação que apresenta a proposição c.
A afirmação III é uma conjunção falsa. Logo, ambas as parcelas não podem ser verdadeiras. Como c é
verdadeiro, devemos ter que e é F.
Agora que temos o valor de e, vamos para outra afirmação que apresenta a proposição e.
A afirmação IV é uma disjunção exclusiva verdadeira. Logo, ambas as parcelas devem ter valores lógicos
distintos. Como e é falso, devemos ter que g é V.
Veja que já passamos por todas as afirmações e descobrimos os valores lógicos de todas as proposições
simples. Vamos agora para a etapa 4.
(TJSP/2023) Para descobrir se André é ou não é arquiteto, se Célia é ou não é cineasta, se Daniel é ou não é
dançarino, se Elisa é ou não é escultora, se Luisa é ou não é literata, se Paulo é ou não é pintor, afirmou-se o
que segue:
I. Se André é arquiteto, então Célia não é cineasta.
II. Se Daniel não é dançarino, então Elisa é escultora.
III. Se Luisa é literata, então Célia é cineasta e Elisa é escultora.
IV. Se André não é arquiteto e Daniel é dançarino, então Paulo é pintor.
V. Celia não é cineasta ou Elisa é escultora.
Em relação às afirmações anteriores, as afirmações III e V são falsas e as demais afirmações são verdadeiras.
Dessa forma, a afirmação com valor lógico verdadeiro é:
a) Luisa não é literata e Paulo é pintor.
b) Daniel não é dançarino e Luisa é literata.
c) Se Luisa é literata, então André é arquiteto.
d) Paulo não é pintor ou Daniel não é dançarino.
e) Se Paulo não é pintor, então André é arquiteto.
Comentários:
A questão apresenta um conjunto de afirmações no enunciado e pergunta por uma consequência
verdadeira resultante dessas afirmações.
Vamos seguir as quatro etapas apresentadas na teoria da aula.
Etapa 3: obter os valores lógicos das proposições simples (sempre que possível)
Devemos obter os valores lógicos das proposições simples iniciando pelos "formatos fáceis", que para essa
questão correspondem às afirmações III e V.
A afirmação III é uma condicional falsa. Logo, devemos ter o caso V→F. Portanto, o antecedente l deve ser
verdadeiro e o consequente (c∧e) deve ser falso. Note que, para que a conjunção (c∧e) seja falsa, podemos
ter somente c falso, somente e falso ou então c e e ambos falsos. Consequentemente, nesse momento, não
podemos determinar os valores lógicos de c e de e. Logo, sabemos somente que l é V.
A afirmação V é uma disjunção inclusiva falsa. Logo, ~c e e devem ser falsos. Consequentemente, c é V e
e é F.
Agora que temos os valores lógicos de c e de e, vamos analisar outras afirmações que apresentam as
proposições simples c ou e.
A afirmação I é uma condicional verdadeira. Logo, não podemos recair no caso V→F, que é o único caso em
que a condicional falsa. Como o consequente ~c é falso, o antecedente a não pode ser verdadeiro. Portanto,
a é F.
A afirmação II é uma condicional verdadeira. Logo, não podemos recair no caso V→F, que é o único caso em
que a condicional falsa. Como o consequente e é falso, o antecedente ~d não pode ser verdadeiro. Portanto,
~d é falso. Consequentemente, d é V.
Veja que já passamos por todas as afirmações e descobrimos os valores lógicos de todas as proposições
simples. Vamos agora para a etapa 4.
Etapa 3: obter os valores lógicos das proposições simples (sempre que possível)
A afirmação II é uma condicional falsa (caso V→F). Logo, s é V e p é F.
A afirmação I é uma disjunção inclusiva verdadeira. Para a disjunção inclusiva ser verdadeira, ao menos um
dos seus termos deve ser verdadeiro. Como p é F, temos que b é V.
Veja que já passamos por todas as afirmações e descobrimos os valores lógicos de todas as proposições
simples. Vamos agora para a etapa 4.
Cumpre destacar que nem sempre vamos conseguir determinar o valor lógico de todas as
proposições simples. Mesmo assim, deve-se prosseguir para a verificação da resposta que
apresenta uma proposição verdadeira. Vejamos o exercício a seguir.
(TRT 4/2022) Toda vez que viaja ao interior, Luciano não vai à feira. Quando está em férias e não é dia útil,
Luciano viaja ao interior. Se hoje Luciano foi à feira, então, necessariamente,
a) é dia útil.
b) Luciano está em férias.
c) Luciano não está em férias.
d) não é dia útil.
e) Luciano não viajou ao interior.
Comentários:
A questão apresenta um conjunto de afirmações no enunciado e pergunta por uma consequência
verdadeira resultante dessas afirmações.
Vamos seguir as quatro etapas apresentadas na teoria da aula.
Etapa 3: obter os valores lógicos das proposições simples (sempre que possível)
A afirmação III é uma proposição simples verdadeira. Logo, f é V.
Agora que temos o valor de f, vamos para outra afirmação que apresenta a proposição f.
A afirmação I é uma condicional verdadeira. Como o consequente ~f é falso, o antecedente v deve ser falso,
pois caso contrário recairíamos no condicional falso V→F. Logo, v é F.
Agora que temos o valor de v, vamos para outra afirmação que apresenta a proposição v.
A afirmação II é uma condicional verdadeira. Como o consequente v é falso, o antecedente s∧~u deve ser
falso, pois caso contrário recairíamos no condicional falso V→F. Note que, a partir dessa informação, não
podemos determinar o valor lógico de s nem o valor lógico de u. A única certeza que temos é que a conjunção
s∧~u deve ser falsa e, para que a conjunção seja falsa, ao menos uma das parcelas, s ou ~u, deve ser falsa,
podendo inclusive termos s e ~u ambos falsos.
Etapa 3: obter os valores lógicos das proposições simples (sempre que possível)
A afirmação II é uma conjunção verdadeira. Logo, ambas as parcelas devem ser verdadeiras. Assim, ~a é
verdadeiro e p é verdadeiro. Consequentemente, a é F e p é V.
A afirmação I é uma condicional verdadeira. Note que o antecedente a∧p é falso, pois um de seus termos,
p, é falso. Observe, portanto, que nada podemos afirmar quanto ao valor lógico de b, pois a condicional é
verdadeira qualquer que seja o valor lógico de b. Isso porque os condicionais F→V e F→F são ambos
verdadeiros.
Essa imprecisão pode confundir o concurseiro, que pode ser levado a crer que não há
afirmações em algum dos "formatos fáceis". Vejamos o exercício a seguir, em que
destacamos parte do enunciado para melhor compreensão.
Nessa questão, devemos considerar que a proposição simples "não joguei futebol" é uma afirmação que
compõe o enunciado, que deve ser considerada verdadeira.
Veja que, no problema apresentado, poderíamos ser levados a pensar erroneamente que existem apenas
três afirmações verdadeiras e que "não joguei futebol" compõe o antecedente de uma condicional cujo
consequente se quer determinar nas alternativas.
Agora que entendemos a polêmica, vamos resolver a questão.
Etapa 3: obter os valores lógicos das proposições simples (sempre que possível)
A afirmação IV é uma proposição simples verdadeira. Como ~f é verdadeiro, temos que f é F.
Agora que temos o valor de f, vamos para outra afirmação que apresenta a proposição f.
A afirmação II é uma disjunção inclusiva verdadeira. Como f é F, temos que c é V, pois uma das parcelas deve
ser verdadeira.
Agora que temos o valor de c, vamos para outra afirmação que apresenta a proposição c.
A afirmação III é uma disjunção inclusiva verdadeira. Como ~c é F, temos que a é V, pois uma das parcelas
deve ser verdadeira.
Agora que temos o valor de a, vamos para outra afirmação que apresenta a proposição a.
A afirmação I é uma disjunção inclusiva verdadeira. Como ~a é F, temos que p é V, pois uma das parcelas
deve ser verdadeira.
Veja que já passamos por todas as afirmações e descobrimos os valores lógicos de todas as proposições
simples. Vamos agora para a etapa 4.
Professor, o que acontece quando nenhuma das afirmações da questão está em algum
dos "formatos fáceis"?
• Um argumento é a relação que se dá entre um conjunto de premissas que dão suporte à defesa de uma
conclusão.
• Para fins do estudo dos argumentos dedutivos, as premissas podem ser definidas como proposições
que devem ser consideradas verdadeiras para se chegar a uma conclusão.
• Premissas também são conhecidas por hipóteses do argumento.
• Validade é uma característica dos argumentos dedutivos. Esse tipo de argumento pode ser válido ou
inválido; e
• Veracidade é uma característica das proposições. As proposições podem ser verdadeiras ou falsas.
Não há uma relação direta entre a validade de um argumento e a veracidade da sua conclusão.
A forma simbólica de um argumento dedutivo pode ser descrita por uma condicional em que:
• O antecedente é a conjunção das premissas; e
• O consequente é a conclusão.
Nesse caso, temos a seguinte condicional associada ao argumento:
(P1∧P2∧... ∧Pn)→C
Silogismo categórico
Método da tabela-verdade
Construir a tabela-verdade da condicional associada ao argumento, dada por (P1∧P2∧... ∧Pn)→C:
• Se a condicional que representa o argumento for uma tautologia, o argumento é válido; e
• Se a condicional não for uma tautologia, o argumento é inválido.
Em algumas questões é necessário utilizar a equivalência contrapositiva (p→q ≡ ~q→~p) para deixar as
condicionais dispostas de uma forma em que é possível conectá-las.
Em algumas questões as premissas podem estar no formato de disjunção inclusiva (ou; ∨). Nesse caso,
podemos transformar essas premissas em condicionais utilizando a equivalência p∨q ≡ ~p→q.
Algumas questões podem apresentar condicionais nas premissas e uma conclusão que é uma proposição
simples. Nesses casos, busca-se obter uma conclusão da forma ~p→p ou da forma p→~p:
• Conclusão ~p→p significa que p é verdadeiro; e
• Conclusão p→~p significa que p é falso.
Dilema Construtivo
Premissa 1: Se p, então q.
Premissa 2: Se r, então s.
Premissa 3: p ou r.
Conclusão: q ou s.
Dilema Destrutivo
Premissa 1: Se p, então q.
Premissa 2: Se r, então s.
Premissa 2: ~q ou ~s.
Conclusão: ~p ou ~r.
Podemos definir argumento como a relação que se dá entre um conjunto de premissas que dão suporte à
defesa de uma conclusão.
Os argumentos podem ser classificados em três tipos: argumentos dedutivos, argumentos indutivos e
argumentos abdutivos.
Nesse momento vamos estudar somente os argumentos dedutivos, que são aqueles que fazem parte da
Lógica Proposicional, isto é, que pertencem ao ramo da lógica que estudamos até o momento. Os outros
tipos de argumentos, caso façam parte do seu edital, serão abordados futuramente.
Para fins do estudo dos argumentos dedutivos, as premissas podem ser definidas como proposições que
devem ser consideradas verdadeiras para se chegar a uma conclusão.
Vale ressaltar que as premissas também são conhecidas por hipóteses do argumento.
Os argumentos dedutivos são aqueles que não produzem conhecimento novo. Isso significa que a
informação presente na conclusão já estava presente nas premissas. Veja o exemplo:
Observe que, considerando a premissa 1 verdadeira, temos que a conjunção "João e Pedro foram à praia"
é verdadeira, e isso significa que as proposições simples que a compõem, "João foi à praia" e "Pedro foi à
praia", são ambas verdadeiras. Observe que, nesse caso, a conclusão "João foi à praia" torna explícito um
conhecimento que já estava presente na premissa.
Quando temos um argumento dedutivo composto por exatamente duas premissas e uma conclusão, esse
argumento é chamado de silogismo. Exemplo:
Novamente, podemos perceber que o argumento dedutivo acima não produziu conhecimento novo.
Os argumentos hipotéticos, por outro lado, são aqueles que não apresentam proposições categóricas e
fazem uso dos conectivos: conjunção, disjunção inclusiva, disjunção exclusiva, condicional ou bicondicional.
Os dois primeiros argumentos apresentados nesse tópico introdutório são argumentos hipotéticos.
Proposições
Categóricos
Argumentos categóricas
dedutivos Uso dos
Hipotéticos
conectivos
O primeiro ponto que deve ser entendido quanto a diferença entre validade e veracidade é:
• Validade é uma característica dos argumentos dedutivos. Esse tipo de argumento pode ser válido
ou inválido; e
• Veracidade é uma característica das proposições. As proposições podem ser verdadeiras ou falsas.
Feita essa distinção, vamos desenvolver essas duas ideias. Quanto à validade dos argumentos, nesse
momento serão apresentados apenas conceitos preliminares. Mais adiante, ainda nessa aula, aprenderemos
os métodos de verificação da validade de um argumento dedutivo.
P3: "Se eu correr uma menor distância em 12 minutos, então minha performance no teste físico
diminui."
Para avaliar a validade do argumento, estamos preocupados apenas com a forma com que ele é construído.
Não estamos discutindo a veracidade das premissas P1, P2 e P3 nem a veracidade da conclusão C. Não
sabemos ao certo se as condicionais, quando contrastadas com a realidade dos fatos, são verdadeiras:
• Se a pessoa comer muito, ela necessariamente vai engordar? Pode ser que ela tenha uma genética
propícia...
• Se essa pessoa engordar, ela realmente corre uma menor distância em 12 minutos? Pode ser que
não...
• Se essa pessoa correr uma distância menor em 12 minutos, a performance dela no teste físico
realmente vai diminuir? Esse teste físico pode ser composto por diversas modalidades...
• Se essa pessoa comer muito, ela realmente vai ter sua performance diminuída no teste físico?
Enfim, para fins de aferição da validade de um argumento, todos esses questionamentos quanto à
veracidade das premissas e da conclusão são irrelevantes.
Veremos a seguir que, para verificar se um argumento é válido ou inválido, as premissas devem ser
CONSIDERADAS verdadeiras. Isso não significa que, no mudo dos fatos, elas são realmente verdadeiras.
Um argumento dedutivo é válido quando a sua conclusão é uma consequência inevitável do conjunto de
premissas. Em outras palavras, podemos dizer que:
Pessoal, sabemos que, no mudo dos fatos, vacas não têm asas. Apesar disso, devemos considerar as
premissas como verdadeiras. Cogite a possibilidade de que todas as vacas têm asas. Agora pense na minha
vaquinha que se chama Mimosa. Perceba que uma consequência inevitável desse raciocínio é que a Mimosa
tem asas. A conclusão é necessariamente verdadeira uma vez que as premissas foram consideradas
verdadeiras.
Note que, no caso acima, temos que a proposição P1, quando avaliada pela realidade dos
fatos, é nitidamente falsa e, mesmo assim, o argumento é válido. Isso porque, por mais
que P1 seja falsa no mundo dos fatos, devemos considerá-la verdadeira para fins de
aferição da validade do argumento.
Ainda não vimos os métodos de verificação da validade de um argumento dedutivo, porém, somente com
a definição, podemos resolver algumas questões. Veja:
(TCE RO/2013) Considere que um argumento seja formado pelas seguintes proposições:
P1: A sociedade é um coletivo de pessoas cujo discernimento entre o bem e o mal depende de suas crenças,
convicções e tradições.
P2: As pessoas têm o direito ao livre pensar e à liberdade de expressão.
P3: A sociedade tem paz quando a tolerância é a regra precípua do convívio entre os diversos grupos que a
compõem.
P4: Novas leis, com penas mais rígidas, devem ser incluídas no Código Penal, e deve ser estimulada uma
atuação repressora e preventiva dos sistemas judicial e policial contra todo ato de intolerância.
Com base nessas proposições, julgue o item subsecutivo.
O argumento em que as proposições de P1 a P3 são as premissas e P4 é a conclusão é um argumento lógico
válido.
Comentários:
Sabemos que um argumento dedutivo é válido quando a conclusão é necessariamente verdadeira uma vez
que as premissas são CONSIDERADAS verdadeiras.
Observe que as premissas P1 e P3 em nada ajudam para determinar o valor lógico da conclusão. A premissa
P1 nos fala sobre o que é a sociedade e premissa P2 diz sobre o "direito ao livre pensar e a liberdade de
expressão". Já a conclusão trata sobre "novas leis que devem ser incluídas no Código Penal" e sobre a
"atuação dos sistemas judicial e policial".
Em resumo, a conclusão não é consequência necessariamente verdadeira do conjunto de premissas, pois
não há qualquer conexão lógica entre a conclusão e as premissas. Logo, não se pode dizer que o argumento
é válido.
Gabarito: ERRADO.
Vamos a um exemplo:
Perceba que esse é um argumento inválido, uma vez que as premissas não garantem que a conclusão seja
necessariamente verdadeira. Veja que Godofredo pode ser um cachorro, por exemplo. Nesse caso,
Godofredo pode ser um animal que não é uma vaca. Consequentemente, perceba que, ao se considerar
verdadeiras as premissas "Todas as vacas são animais" e "Godofredo não é uma vaca", a conclusão não é
necessariamente verdadeira, pois não se pode afirmar de modo inequívoco que "Godofredo não é um
animal".
Já vimos que, para a aferição da validade de um argumento, devemos CONSIDERAR as premissas verdadeiras
e avaliar se, como consequência disso, a conclusão é necessariamente verdadeira.
Quando falamos de veracidade das proposições, estamos nos referindo à contextualização das premissas
e da conclusão com o mundo real. Nesse caso, ao dizer que uma proposição (premissa ou conclusão) é
verdadeira ou falsa estamos, na verdade, contrastando a proposição com o mundo dos fatos para averiguar
se ela é de fato verdadeira ou se ela realmente é falsa.
Observe que não é possível ter um argumento válido com premissas verdadeiras e
conclusão falsa.
Professor, fiquei confuso. Se eu me deparar, por exemplo, com um argumento em que as premissas são
falsas e a conclusão é falsa. Como vou saber se o argumento é válido ou não?
Calma, caro aluno! Em breve vamos falar sobre os métodos de verificação da validade de um argumento.
Para obter a validade de um argumento, não devemos avaliar a veracidade das proposições. Como
acabamos de ver, um argumento com premissas falsas e conclusão falsa pode ser tanto válido quanto
inválido.
Observe também que não há uma relação direta entre a validade de um argumento e a veracidade da sua
conclusão. Um argumento pode ser válido tanto com uma conclusão verdadeira quanto com uma conclusão
falsa.
Como acabamos de ver, é possível termos um argumento válido com premissas falsas e conclusão falsa.
Além disso, é possível ter um argumento inválido com premissas falsas e conclusão falsa, bem como com
premissas verdadeiras e conclusão falsa.
Vamos verificar cada alternativa e assinalar aquela que melhor completa a frase do enunciado.
a) O fato de a proposição “Se tiro boas notas, sou aprovado.” ser uma premissa do argumento apresentado
no texto significa que se deve sempre supor a veracidade da proposição para se verificar a validade do
argumento. CERTO. Esse é o gabarito.
Quanto à validade de um argumento, aprendemos que:
• Um argumento dedutivo é válido quando a conclusão é necessariamente verdadeira uma vez que as
premissas são CONSIDERADAS verdadeiras.
• Um argumento dedutivo é inválido quando, CONSIDERADAS as premissas como verdadeiras, a conclusão
não é necessariamente verdadeira.
Note, portanto, que para verificar se um argumento é válido ou inválido, devemos supor a veracidade da
proposição em questão, que é uma premissa.
b) O fato de a proposição “Se tiro boas notas, sou aprovado.” ser uma premissa do argumento apresentado
no texto significa que tal proposição é sempre verdadeira. ERRADO.
O fato de uma proposição ser uma premissa não significa dizer que ela é sempre verdadeira quando
contrastada com a realidade dos fatos. Na verdade, a premissa é uma proposição que deve ser
CONSIDERADA verdadeira somente para fins de verificação da validade do argumento.
c) O fato de a proposição “Se tiro boas notas, sou aprovado.” ser uma premissa do argumento apresentado
no texto significa que a veracidade da proposição implica a validade do argumento. ERRADO.
A possível veracidade de uma premissa não faz com que o argumento seja obrigatoriamente válido. A
validade do argumento depende da forma com que ele foi construído, não da veracidade das premissas.
d) O fato de a proposição “Se tiro boas notas, sou aprovado.” ser uma premissa do argumento apresentado
no texto significa que a validade do argumento implica a veracidade da proposição. ERRADO.
Lembre-se de que, para um argumento válido, podemos ter três situações:
• Premissas verdadeiras e conclusão verdadeira;
• Premissas falsas e conclusão verdadeira; e
• Premissas falsas e conclusão falsa.
Logo, podemos ter um argumento válido com premissas falsas. Consequentemente, a validade do
argumento não implica a veracidade da premissa.
Gabarito: Letra A.
(Polícia Federal/2021)
P1: Se a fiscalização foi deficiente, as falhas construtivas não foram corrigidas.
P2: Se as falhas construtivas foram corrigidas, os mutuários não tiveram prejuízos.
(PO AL/2013) Nas investigações, pesquisadores e peritos devem evitar fazer afirmações e tirar conclusões
errôneas. Erros de generalização, ocorridos ao se afirmar que certas características presentes em alguns
casos deveriam estar presentes em toda a população, são comuns. É comum, ainda, o uso de argumentos
inválidos como justificativa para certas conclusões. Acerca de possíveis erros em trabalhos investigativos,
julgue o item a seguir.
Em um argumento inválido, a conclusão é uma proposição falsa.
Comentários:
Não há uma relação direta entra a validade de um argumento e a veracidade da sua conclusão. Um
argumento pode ser inválido tanto com uma conclusão verdadeira quanto com uma conclusão falsa.
É plenamente possível termos um argumento inválido com uma conclusão verdadeira. A obtenção da
validade do argumento depende da forma com que ele e construído, não da veracidade da conclusão.
Lembre-se de que, para um argumento inválido, podemos ter quatro situações:
• Premissas verdadeiras e conclusão verdadeira;
• Premissas verdadeiras e conclusão falsa;
• Premissas falsas e conclusão verdadeira;
• Premissas falsas e conclusão falsa.
Gabarito: ERRADO.
Um argumento dedutivo com n premissas (P1; P2; ... ; Pn) e com uma conclusão C pode ser representado
na forma simbólica ou na forma padronizada.
A forma simbólica de um argumento dedutivo pode ser descrita por uma condicional em que:
(Pref. Limoeiro de Anadia/2013) A afirmação “Um ________ pode ser representado de forma simbólica por
P1&P2&P3&...& Pn→Q, onde P1, P2, ... Pn são denominados ________ e Q é denominada ________ do
argumento.”
a) Predicado; Hipóteses; Premissa.
b) Argumento Dedutivo; Premissas; Hipótese.
c) Argumento Indutivo; Variáveis; Conclusão.
d) Argumento Válido; Premissas; Hipótese.
e) Argumento Dedutivo; Premissas; Conclusão.
Comentários:
Trata-se de um argumento dedutivo em que P1; P2 ; ...; P3 são as premissas ou hipóteses e Q é a conclusão.
Observação: lembre-se de que o conectivo "&" é uma conjunção, que poderia ter sido representada por "∧".
Gabarito: Letra E.
(Polícia Federal/2021)
P1: Se a fiscalização foi deficiente, as falhas construtivas não foram corrigidas.
P2: Se as falhas construtivas foram corrigidas, os mutuários não tiveram prejuízos.
P3: A fiscalização foi deficiente.
C: Os mutuários tiveram prejuízos.
Considerando um argumento formado pelas proposições precedentes, em que C é a conclusão, e P1 a P3
são as premissas, julgue o item a seguir.
A tabela verdade da proposição condicional associada ao argumento tem menos de dez linhas.
Comentários:
Considere as seguintes proposições simples:
d: "A fiscalização foi deficiente."
f: "As falhas construtivas foram corrigidas."
m: "Os mutuários tiveram prejuízo."
Veja que nessa condicional temos apenas 𝑛 = 3 proposições simples distintas. Logo, o número de linhas da
tabela-verdade da proposição condicional associada ao argumento é:
𝟐𝟑 = 𝟖 linhas
Portanto, é correto dizer que a tabela-verdade da proposição condicional associada ao argumento tem
menos de dez linhas.
Gabarito: CERTO.
Silogismo categórico
Já vimos que argumentos categóricos são aqueles que apresentam proposições categóricas. Além disso,
sabemos que um silogismo é composto por exatamente duas premissas.
Nesse tópico, vamos apresentar alguns conceitos relacionados ao silogismo categórico, isto é, conceitos
sobre argumentos que apresentam apenas duas premissas que são proposições categóricas
Esse assunto não costuma ser muito cobrado em provas, mas é necessário apresentá-los para que você tenha
um material completo.
Observe, no exemplo abaixo, que "guepardo" é o termo maior, "rápido (a)" é o termo médio e "tartaruga" é
o termo menor.
Perceba que, no exemplo dado, "Todo o guepardo é rápido" é a premissa maior e "Alguma tartaruga não é
rápida" é a premissa menor.
Por convenção, costuma-se colocar a premissa maior como a primeira do silogismo categórico, porém, em
uma questão de concurso público, a banca pode inverter a ordem das premissas para confundir o candidato.
Portanto, é necessário que você entenda as definições de premissa maior e de premissa menor.
Já aprendemos em aula passada que uma proposição categórica pode ser classificada como:
O modo do silogismo categórico é composto por três letras que representam as proposições categóricas na
seguinte sequência: [Premissa Maior][Premissa Menor][Conclusão]. Para o caso no nosso exemplo, o modo
do silogismo é AOE.
a) Silogismo de primeira figura: termo médio é sujeito na premissa maior e predicado na menor.
b) Silogismo de segunda figura: termo médio é predicado nas duas premissas.
c) Silogismo de terceira figura: termo médio é sujeito nas duas premissas.
d) Silogismo de quarta figura: termo médio é predicado na premissa maior e sujeito na menor.
Trata-se de um silogismo de segunda figura, pois o termo médio "rápido (a)" é predicado nas suas premissas.
1) Todo silogismo deve conter somente três termos: maior, médio e menor;
2) O termo médio deve ser universal ao menos uma vez;
3) O termo médio não pode entrar na conclusão;
4) Nenhum termo da conclusão pode ser mais extenso na conclusão do que nas premissas.
5) A conclusão sempre acompanha a premissa mais fraca;
6) De duas premissas afirmativas a conclusão deve ser afirmativa;
7) De duas premissas particulares não poderá haver conclusão;
8) De duas premissas negativas não poderá haver conclusão.
O fato de a conclusão acompanhar a premissa mais fraca significa que, se houver uma premissa negativa, a
conclusão será negativa. Se houver uma premissa particular, a conclusão será particular. Se houver ambas,
a conclusão deverá ser negativa e particular.
(PETROBRAS/2010) Com relação às regras para validade de um silogismo, analise o que se segue.
I - Todo silogismo deve conter somente três termos.
II - De duas premissas particulares não poderá haver conclusão.
III - Se há uma premissa particular, a conclusão será particular.
IV - Se há um termo médio negativo, a conclusão será negativa.
São regras válidas para um silogismo
A) I e IV, apenas.
B) II e III, apenas.
C) I, II e III, apenas.
D) I, II e IV, apenas.
E) I, II, III e IV.
Comentários:
I - Certo, todo silogismo deve conter somente três termos: maior, médio e menor.
II - Certo, está é uma regra de validade do silogismo categórico: "de duas premissas particulares não poderá
haver conclusão".
III - Certo, pois a conclusão sempre acompanha a premissa mais fraca. Isso significa que se houver uma
premissa negativa, a conclusão será negativa. Se houver uma premissa particular, a conclusão será particular.
Se houver ambas, a conclusão deverá ser negativa e particular.
IV - Errado. Não temos como afirmar isso. Não há que se falar em "termo médio negativo", mas sim em
premissa, conclusão ou proposição negativa. Quanto às premissas, sabemos que a conclusão sempre
acompanha a premissa mais fraca.
Gabarito: Letra C.
Pessoal, especial atenção para esse tópico, pois é o mais importante dessa aula.
Existem diversas formas de se avaliar se um argumento dedutivo é válido ou inválido. A seguir, vamos
apresentar os principais métodos.
Conforme já mencionado nessa aula, os argumentos dedutivos podem ser argumentos categóricos ou
argumentos hipotéticos.
Quando temos argumentos categóricos, a validade do argumento é aferida por meio dos diagramas lógicos
aprendidos na aula anterior.
Não vamos discorrer muito sobre diagramas lógicos nessa aula, pois tudo o que você precisava saber já foi
apresentado na aula anterior. Vamos apenas realizar um exemplo para "refrescar a memória":
(BANESTES/2023) Dado um conjunto finito de proposições p1, p2, ... , pn (chamadas premissas) e uma
proposição c (chamada conclusão), diz-se que a relação que associa as premissas à conclusão é um
argumento.
Um argumento é válido quando a conclusão c é consequência obrigatória do conjunto de premissas.
Considere os seguintes argumentos:
Argumento I
p1: todas as crianças gostam de pizza.
p2: quem gosta de refrigerante gosta de pizza.
c: todas as crianças gostam de refrigerante.
Argumento II
p1: todas as crianças gostam de pizza.
p2: quem gosta de refrigerante gosta de pizza.
Para aferir a validade de um argumento, podemos utilizar a própria definição de argumento válido/inválido.
Nesse método, devemos considerar as premissas verdadeiras e verificar se a conclusão é necessariamente
verdadeira.
Esse método apresenta uma semelhança muito grande com aquelas "questões clássicas" envolvendo os
conectivos lógicos. Em resumo, quando estamos lidando com argumentos, as premissas devem ser tratadas
como afirmações verdadeiras.
Esse método acaba sendo útil somente quando temos premissas que se enquadram nos "formatos fáceis"
vistos na teoria sobre as "questões clássicas". Como premissas são tratadas como afirmações verdadeiras,
esse método só é útil quando temos premissas nos seguintes formatos:
• Etapa 1: identificar as afirmações (premissas) que se apresentam em algum dos "formatos fáceis";
• Etapa 2: desconsiderar o contexto da questão, transformando as afirmações da língua portuguesa
para a linguagem proposicional;
• Etapa 3: obter os valores lógicos das proposições simples presentes nas afirmações (premissas) do
enunciado (sempre que possível);
• Etapa 4: verificar a resposta que apresenta uma proposição verdadeira (conclusão verdadeira).
Note que, na etapa 4, estamos na verdade aferindo a validade do argumento, ou seja, estamos averiguando
se a conclusão é verdadeira uma vez que as premissas foram consideradas verdadeiras.
Note que temos uma conjunção verdadeira em "Cicrano estudou para prova e Fulano não foi aprovado". É
essa afirmação (premissa) que devemos atacar primeiro.
Etapa 3: obter os valores lógicos das proposições simples (sempre que possível)
Devemos obter os valores lógicos das proposições simples iniciando pelo "formato fácil", que para essa
questão é a premissa III.
A premissa III é uma conjunção que deve ser considerada verdadeira. Logo, ambas as parcelas devem ser
verdadeiras. Consequentemente, 𝒄𝒆 e ~𝒇𝒂 devem ser ambos verdadeiros. Logo, 𝒄𝒆 é V e 𝒇𝒂 é F.
A premissa I é uma condicional que deve ser considerada verdadeira. Logo, não podemos recair no caso
V→F, que é o único caso em que a condicional é falsa. Como o consequente 𝒇𝒂 é falso, o antecedente 𝒇𝒆 não
pode ser verdadeiro. Logo, 𝒇𝒆 é F.
A premissa II é uma condicional que deve ser considerada verdadeira. Logo, não podemos recair no caso
V→F, que é o único caso em que a condicional é falsa. Como o antecedente ~𝒄𝒆 é falso, a condicional em
questão sempre será verdadeira, qualquer que seja o valor de ~𝒄𝒂 . Isso porque F→V e F→F são ambas
condicionais verdadeiras. Logo, não podemos determinar o valor de 𝒄𝒂 .
Etapa 4: verificar a resposta que apresenta uma proposição verdadeira (conclusão verdadeira)
a) 𝒄𝒂 ∧ ~𝒇𝒆 – Uma conjunção é verdadeira somente quando ambas as parcelas são verdadeiras. Não
podemos determinar se a conjunção em questão é verdadeira, pois não temos o valor lógico de 𝒄𝒂 .
b) 𝒄𝒂 ∨ 𝒇𝒆 – Para que a disjunção inclusiva seja verdadeira, ao menos uma das parcelas deve ser verdadeira.
Como a parcela 𝒇𝒆 é falsa, o valor lógico da disjunção inclusiva depende exclusivamente de 𝒄𝒂 . Como não
temos o valor lógico de 𝒄𝒂 , não podemos determinar se a disjunção inclusiva é verdadeira.
c) ~𝒄𝒂 ∧ 𝒇𝒆 − Uma conjunção é verdadeira somente quando ambas as parcelas são verdadeiras. Não
podemos determinar se a conjunção em questão é verdadeira, pois não temos o valor lógico de 𝒄𝒂 .
d) ~𝒄𝒂 ∨ ~𝒇𝒆 − Para que a disjunção inclusiva seja verdadeira, ao menos uma das parcelas deve ser
verdadeira. Como a parcela ~𝒇𝒆 é verdadeira, o valor lógico da disjunção inclusiva é verdadeiro, qualquer
que seja o valor lógico de 𝒄𝒂 . Esse é o gabarito.
e) 𝒄𝒂 ∨ 𝒇𝒆 − Para a disjunção exclusiva ser verdadeira, ambas as parcelas precisam apresentar valores lógicos
distintos. Como não temos o valor lógico de 𝒄𝒂 , não podemos determinar se a disjunção exclusiva é
verdadeira.
Gabarito: Letra D.
Método da tabela-verdade
Considere um argumento hipotético com as premissas P1, P2, ..., Pn e com a conclusão C. Temos a seguinte
condicional associada ao argumento em questão:
Ressalto que o método da tabela-verdade não costuma ser rápido e, por isso, não deve ser utilizado com
frequência. Lembre-se que se tivermos 𝒏 proposições simples distintas no argumento, a tabela-verdade
apresentará 𝟐𝒏 linhas.
Vejamos um exemplo.
(TRE RJ/2012) O cenário político de uma pequena cidade tem sido movimentado por denúncias a respeito
da existência de um esquema de compra de votos dos vereadores. A dúvida quanto a esse esquema persiste
em três pontos, correspondentes às proposições P, Q e R, abaixo:
P: O vereador Vitor não participou do esquema;
Q: O prefeito Pérsio sabia do esquema;
R: O chefe de gabinete do prefeito foi o mentor do esquema.
Os trabalhos de investigação de uma CPI da câmara municipal conduziram às premissas P1, P2 e P3 seguintes:
P1: Se o vereador Vitor não participou do esquema, então o prefeito Pérsio não sabia do esquema.
P2: Ou o chefe de gabinete foi o mentor do esquema, ou o prefeito Pérsio sabia do esquema, mas não ambos.
P3: Se o vereador Vitor não participou do esquema, então o chefe de gabinete não foi o mentor do esquema.
Considerando essa situação hipotética, julgue o item seguinte, acerca de proposições lógicas.
A partir das premissas P1, P2 e P3, é correto inferir que o prefeito Pérsio não sabia do esquema.
Comentários:
Note que o enunciado já identificou as proposições simples. A conclusão que se quer avaliar é "o prefeito
Pérsio não sabia do esquema", ou seja, queremos avaliar se ~Q é uma conclusão válida do argumento.
Observe que na linha 6 a condicional [(P→~Q)∧(R∨Q)∧(P→~R)]→~Q é falsa. Como a condicional não é uma
tautologia, temos um argumento inválido.
Gabarito: ERRADO.
Em questões de múltipla escolha, é comum que tenhamos que selecionar nas alternativas uma conclusão
que tornaria o argumento válido. Nesse caso, para evitar construir uma tabela-verdade para cada alternativa,
devemos seguir as seguintes etapas:
a) Pedro é capixaba.
b) Raquel é carioca.
c) Renata é pernambucana.
d) Pedro não é capixaba.
e) Raquel não é carioca.
Comentários:
Vamos resolver essa questão pelo método da tabela-verdade.
Devemos selecionar a alternativa que apresenta uma conclusão que tornaria o argumento válido. Nesse
caso, vamos seguir as três etapas apresentadas na teoria.
proposicional
Considere as seguintes proposições simples:
p: "Pedro é capixaba."
a: "Raquel é carioca."
e: "Renata é pernambucana."
As afirmações apresentadas no enunciado são:
Afirmação I: p∨~a→~e
Afirmação II: ~p∨~e→a
Afirmação III: ~a→p∧e
Etapa 2: inserir todas as premissas na tabela e obter as linhas da tabela-verdade em que todas as
premissas são simultaneamente verdadeiras
A tabela-verdade com as afirmações fica assim:
Etapa 3: verificar a resposta que apresenta uma proposição que é verdadeira para todas as linhas obtidas
na etapa anterior.
a) p – alternativa incorreta, pois p é falso nas linhas 5 e 6.
b) a – alternativa correta, a é verdadeiro para todas as linhas obtidas.
c) e – alternativa incorreta, pois e é falso nas linhas 2 e 6.
d) ~p − alternativa incorreta, pois ~p é falso para a linha 2.
d) ~e − alternativa incorreta, pois ~e é falso para a linha 5.
Gabarito: Letra B.
Afirmação 1. a→b
Afirmação 2. c→~b
Afirmação 3. ~a→~c
Afirmação 4. a∨c
Etapa 2: inserir todas as premissas na tabela e obter as linhas da tabela-verdade em que todas as
premissas são simultaneamente verdadeiras
A tabela-verdade com as afirmações fica assim:
Observe que obtivemos apenas uma linha em que as afirmações são simultaneamente verdadeiras (linha 2).
Logo, para essa linha da tabela-verdade, a é V, b é V e c é F.
Etapa 3: verificar a resposta que apresenta uma proposição que é verdadeira para todas as linhas obtidas
na etapa anterior.
No caso específico dessa questão, perceba que todas as respostas são conjunções das proposições simples.
Pode-se perceber mais facilmente que a alternativa D é a correta, pois afirma que a, b e ~c são verdadeiros.
Para fins didáticos, vamos verificar as demais alternativas:
a) a ∧ b ∧ c - conjunção falsa, pois c é falso.
b) ~a ∧ b ∧ c - conjunção falsa, pois ~a e c são falsos.
c) a ∧ ~b ∧ ~c - conjunção falsa, pois ~b é falso.
e) ~a ∧ ~b ∧ c - conjunção falsa, pois todas suas parcelas são falsas.
Gabarito: Letra D.
Existem problemas que não são exatamente de Lógica de Argumentação que exigem o uso da tabela-verdade
para serem resolvidos.
Esses problemas teriam tudo para serem "questões clássicas" envolvendo os conectivos lógicos, exceto pelo
fato de que nesses problemas não temos nenhum dos quatro "formatos fáceis" nas afirmações, quais
sejam:
Etapa 2: inserir todas as afirmações na tabela e obter as linhas da tabela-verdade em que todas as
afirmações são simultaneamente verdadeiras (ou falsas, para os casos que o enunciado determinar)
A tabela-verdade com as afirmações fica assim:
Segundo o enunciado, a afirmação I é falsa e a afirmação II é verdadeira. Observe que temos duas linhas
em que afirmação I é falsa e a afirmação II é verdadeira: linhas 3 e 4.
Etapa 3: verificar a resposta que apresenta uma proposição que é verdadeira para todas as linhas obtidas
na etapa anterior (ou que é falsa para todas as linhas, se assim a questão determinar).
Veja que, para as linhas 3 e 4, temos que a proposição c é falsa. Em outras palavras, é necessariamente
falsidade que Camila é auditora de controle externo em Ciências Atuariais. O gabarito, portanto, é letra D.
Para aplicar o método da conclusão falsa, é necessário que a conclusão esteja em um dos seguintes
formatos:
• Proposição simples;
• Disjunção inclusiva (ou; ∨); ou
• Condicional (se...então; →).
Identificada a conclusão como um desses três formatos, devemos aplicar os seguintes passos:
Se é possível fazer com que todas as premissas sejam verdadeiras mantendo a conclusão falsa, o
argumento é inválido. Se não for possível fazer com que todas as premissas sejam verdadeiras mantendo
a conclusão falsa, o argumento é válido.
O método da conclusão falsa é um dos métodos mais rápidos para se resolver questões do tipo "certo ou
errado", pois esse tipo de questão costuma apresentar apenas uma possibilidade de conclusão para ser
verificada.
(DATAPREV/2023)
P1: “Se houver resistência de populares ou depredação de patrimônio, a polícia agirá.”
P2: “Se a polícia agir, a ambulância será necessária.”
P3: “Não houve depredação de patrimônio, mas a ambulância foi necessária.”
C: “Houve resistência de populares.”
Tomando por referência as proposições precedentes, julgue o item a seguir.
O argumento que tem por premissas as proposições P1, P2 e P3, e, por conclusão, a proposição C, é válido.
Comentários:
Como a conclusão é uma proposição simples, podemos usar o método da conclusão falsa.
Etapa 3: tentar obter ao menos um caso em que todas as premissas sejam verdadeiras mantendo a
conclusão falsa
Para a premissa P3 ser verdadeira, ambas as parcelas, ~d e a, precisam ser verdadeiras. Logo, d é F e a é V.
Para a premissa P2 ser verdadeira, não podemos recair no caso V→F. Note que, com a verdadeiro, nunca
teremos o caso V→F, qualquer que seja o valor lógico de p.
Para a premissa P1 ser verdadeira, não podemos recair no caso V→F. Note que, com r e d falsos, teremos o
antecedente r∨d será falso, de modo que nunca teremos o caso V→F, qualquer que seja o valor lógico de p.
Veja que é possível fazer com que todas as premissas sejam verdadeiras mantendo a conclusão falsa. Basta
que r seja F, d seja F e a seja V, podendo p assumir qualquer valor.
Como é possível fazer com que todas as premissas sejam verdadeiras mantendo a conclusão falsa, temos
um argumento inválido.
Gabarito: ERRADO.
Para a premissa P1 ser verdadeira, não podemos recair no caso V→F. Como o consequente s é falso, o
antecedente e∧g não pode ser verdadeiro. Logo, e∧g é falso. Para e∧g ser falso, podemos ter, por exemplo,
somente e falso, somente g falso, ou e e g ambos falsos.
Para a premissa Q1 ser verdadeira, não podemos recair no caso V→F. Como o consequente f é falso, o
antecedente e∧~g não pode ser verdadeiro. Logo, e∧~g é falso. Para e∧~g ser falso, podemos ter, por
exemplo, somente e falso, somente ~g falso, ou e e ~g ambos falsos.
Veja que é possível fazer com que todas as premissas sejam verdadeiras mantendo a conclusão falsa.
Os casos das premissas Q2 e P2 são mais evidentes, pois basta que s e f sejam falsos.
Para os casos das premissas P1 e Q1, devemos ter e∧g falso e também e∧~g falso. Isso é possível quando
e é F, independentemente do valor de g.
Como é possível fazer com que todas as premissas sejam verdadeiras mantendo a conclusão falsa, temos
um argumento inválido.
Gabarito: ERRADO.
Esse tipo de argumento, independentemente do número de premissas, é sempre válido. Costuma-se chamar
essa propriedade de transitividade do condicional.
Ao concatenarmos a contrapositiva da afirmação I com a afirmação II, obtemos a conclusão o→u. Veja:
Contrapositiva I: o→~a
Afirmação II: ~a→u
Conclusão: o→u
Logo, é correto concluir o→u, que corresponde a "se [biba é bola] então [é babalu]".
Gabarito: Letra A.
Em algumas questões as premissas podem estar no formato de disjunção inclusiva (ou; ∨).
Nesse caso, podemos transformar essas premissas em condicionais utilizando a
equivalência p∨q ≡ ~p→q.
(Pref. Penedo/2023) Dadas as sentenças lógicas “Ana vai ao festival de cinema ou Rita não vai” e “Ana não
vai ao festival de cinema, se Tiago for”, qual das alternativas é uma conclusão lógica válida?
a) Rita e Tiago vão ao festival.
b) Tiago e Rita não vão ao festival.
c) Rita não vai ao festival, mas Tiago vai.
d) Se Tiago não for ao festival, Rita vai.
e) Se Rita for ao festival, Tiago não vai.
Comentários:
Considere as seguintes proposições simples:
a: "Ana vai ao festival de cinema."
r: "Rita vai ao festival de cinema."
t: "Tiago vai ao festival de cinema."
Veja que "[Ana não vai ao festival de cinema], se [Tiago for]" corresponde a "Se [Tiago for ao festival de
cinema], então [Ana não vai]". Logo, podemos descrever as afirmações do seguinte modo:
Afirmação I: a∨~r
Afirmação II: t→~a
Utilizando a equivalência p∨q ≡ ~p→q, podemos transformar a disjunção inclusiva a∨~r em uma
condicional. Ficamos com:
a∨~r ≡ ~a→~r
Logo, é correto concluir r→~t, que corresponde a "Se [Rita for ao festival], [Tiago não vai]".
Gabarito: Letra E.
Algumas questões podem apresentar condicionais nas premissas e uma conclusão que é
uma proposição simples. Nesses casos, busca-se obter uma conclusão da forma ~p→p ou
da forma p→~p. Veja que:
• Se obtivermos como conclusão ~p→p, temos que ~p→p é uma consequência verdadeira
das premissas. Isso significa que p é verdadeiro pois, caso fosse falso, teríamos como
conclusão uma condicional falsa da forma V→F.
• Se obtivermos como conclusão p→~p, temos que p→~p é uma consequência verdadeira
das premissas. Isso significa que p é falso pois, caso fosse verdadeiro, teríamos como
conclusão uma condicional falsa da forma V→F.
Como a conclusão p→~p é uma consequência verdadeira das afirmações do enunciado, temos que p é falso.
Isso porque, caso p fosse verdadeiro, teríamos a condicional V→F, que é uma condicional falsa.
Logo, é correto concluir ~p, isto é, "Priscila não é paulista". O gabarito, portanto, é letra C.
Gabarito: Letra C.
A questão a seguir já foi resolvida quando aprendemos sobre o método da tabela-verdade. Vamos agora
resolvê-la pelo método da transitividade do condicional.
Logo, a afirmação I, que originalmente é falsa, pode ser escrita como uma afirmação verdadeira dada por
~c∨~j. Ficamos com as seguintes afirmações:
Afirmação I: ~c∨~j (V)
Afirmação II: c→j (V)
Note que ainda não temos duas condicionais. Observe, porém, que utilizando a equivalência p∨q ≡ ~p→q,
temos que a afirmação II é equivalente a ~(~c)→(~j), ou seja, é equivalente a c→~j. Ficamos com as
seguintes afirmações:
Como a conclusão c→~c é uma consequência verdadeira das afirmações do enunciado, temos que c é falso.
Isso porque, caso c fosse verdadeiro, teríamos a condicional V→F, que é uma condicional falsa.
Logo, é necessariamente falsidade que Camila é auditora de controle externo em Ciências Atuariais.
Novamente, obtivemos a alternativa D como gabarito.
Gabarito: Letra D.
Pessoal, regras de inferência são "regras de bolso" que servem para verificar a validade de um argumento
dedutivo com maior rapidez.
Existe um número incontável de regras de inferência. Vamos apresentar as mais comuns que já apareceram
em provas de concursos públicos.
Perceba que no Modus Ponens temos como premissas um condicional e a afirmação do antecedente. A
conclusão é o consequente.
Premissa 2: Eu trabalho.
(PETROBRAS/2012) Dadas as premissas p1, p2,..., pn e uma conclusão q, uma regra de inferência a partir da
qual q se deduz logicamente de p1, p2,..., pn é denotada por p1, p2,..., pn ⊢ q. Uma das regras de inferência
clássica é chamada Modus Ponens, que, em latim, significa “modo de afirmar”.
Qual a notação que designa a regra de inferência Modus Ponens?
a) p ∨ q, ¬p ⊢ q
b) p ∧ q, ¬p ⊢ ¬q
c) p q ⊢ p→q
d) p, p → q ⊢ q
e) q, p → q ⊢ p
Comentários:
O modus ponens é dado pelo seguinte argumento:
Premissa 1: Se p, então q.
Premissa 2: p.
Conclusão: q.
A representação simbólica, seguindo a ordem das premissas apresentadas, é p→q; p ⊢ q. Observe que a
alternativa D apresenta essa representação com a simples troca da ordem das premissas: p , p→q ⊢ q.
Gabarito: Letra D.
Perceba que no Modus Tollens temos como premissas um condicional e a negação do consequente. A
conclusão é a negação do antecedente.
Veja que o Modus Tollens nada mais é do que a aplicação Modus Ponens quando se faz a contrapositiva da
condicional:
Premissa 1: h→a
Premissa 2: ~a
Veja que o argumento apresentado é corresponde ao Modus Tollens: temos como premissas um condicional
e a negação do consequente. Uma conclusão válida, portanto, é dada pela negação do antecedente: ~h.
Logo, conclui-se corretamente que:
~h: "Hoje não é feriado."
Gabarito: Letra A.
(CBM SC/2023) A partir de um argumento considerado válido, são extraídas suas premissas:
P1: Se o desperdício é evitado e as pessoas são conscientes, então o lixo encontrado nas ruas diminui.
P2: O lixo encontrado nas ruas não diminuiu.
Com base nessas informações, uma conclusão para esse argumento é:
a) O desperdício foi evitado ou as pessoas foram conscientes.
b) O desperdício não foi evitado, mas as pessoas foram conscientes.
c) O desperdício foi evitado, mas as pessoas não foram conscientes.
d) O desperdício não foi evitado e as pessoas não foram conscientes.
e) O desperdício não foi evitado ou as pessoas não foram conscientes.
Comentários:
Sejam as proposições simples:
d: "O desperdício é evitado."
p: "As pessoas são conscientes."
l: "O lixo encontrado nas ruas diminui."
Note que temos as seguintes premissas por meio das quais devemos encontrar uma conclusão apropriada:
Premissa 1: (d∧p)→l
Premissa 2: ~l
Veja que o argumento apresentado é corresponde ao Modus Tollens: temos como premissas um condicional
e a negação do consequente. Uma conclusão válida, portanto, é dada pela negação do antecedente:
~(d∧p).
Como temos a negação de uma conjunção, podemos desenvolvê-la por De Morgan. Ficamos com:
~(d∧p) ≡ ~d∨~p
Logo, conclui-se corretamente que:
~d∨~p: "[O desperdício não foi evitado] ou [as pessoas não foram conscientes]."
Gabarito: Letra E.
Veja, portanto, que o argumento apresentado de fato é um Modus Tollens em que se utilizou a Lei de De
Morgan:
Premissa 1: condicional [(~A) ∧ (~G)] → (~P).
Premissa 2: negação do consequente ~(~P) ≡ P.
Conclusão: negação do antecedente ~[(~A) ∧ (~G)] ≡ A∨G.
Gabarito: Letra D.
(SEDF/2017) Lógica é a ciência que estuda princípios e métodos de inferência, tendo como objetivo principal
determinar em que condições certas coisas se seguem (são consequência), ou não, de outras.
A partir da definição da lógica filosófica apresentada anteriormente, julgue o item que se segue.
Qualquer argumento que estiver estruturado nas formas lógicas do modus ponens ou do modus tollens será
válido, independentemente do valor de verdade dos conteúdos das proposições.
Comentários:
Sabemos que a validade dos argumentos independe da veracidade das proposições, pois ela depende
exclusivamente da forma em que os argumentos estão estruturados.
Além disso, vimos na teoria que as regras de inferência, dentre as quais temos modus ponens e modus
tollens, sempre nos dão argumentos válidos.
Gabarito: CERTO.
Silogismo Hipotético
Silogismo Hipotético
Premissa 1: Se p, então q.
Premissa 2: Se q, então r.
Conclusão: Se p, então r.
(ISS Curitiba/2019) Um argumento da lógica proposicional é formado por premissas (P1, P2, ... , Pn) e uma
conclusão (Q). Um argumento é válido quando P1 ∧ P2 ∧... ∧ Pn → Q é uma tautologia. Nesse caso, diz-se
que a conclusão Q pode ser deduzida logicamente de P1 ∧ P2 ∧... ∧ Pn. Alguns argumentos, chamados
fundamentais, são usados correntemente em lógica proposicional para fazer inferências e, portanto, são
também conhecidos como Regras de Inferência. Seja o seguinte argumento da Lógica Proposicional:
Premissa 1: SE Ana é mais velha que João, ENTÃO Ana cuida de João.
Premissa 2: SE Ana cuida de João, ENTÃO os pais de João viajam para o exterior.
Conclusão: SE Ana é mais velha que João, ENTÃO os pais de João viajam para o exterior.
Assinale a alternativa que apresenta o nome desse argumento.
a) Modus Ponens.
b) Modus Tollens.
c) Dilema Construtivo.
d) Contrapositivo.
e) Silogismo Hipotético.
Comentários:
Estamos diante de um Silogismo Hipotético, pois o argumento em questão apresenta a seguinte forma:
Premissa 1: Se p, então q.
Premissa 2: Se q, então r.
Conclusão: Se p, então r.
Gabarito: Letra E.
Em resumo, o Dilema Construtivo ou Silogismo Disjuntivo apresenta três premissas: duas condicionais e a
disjunção inclusiva dos antecedentes das condicionais. A conclusão dessa regra de inferência é a disjunção
inclusiva dos consequentes das condicionais.
(CM Indaiatuba/2018) Se Joana é dentista e Mauro é médico, então Cristina não é funcionária pública. Se
Mirian é casada, então João é solteiro. Sabe-se que Joana é dentista e Mauro é médico, ou que Mirian é
casada. Logo:
a) Cristina não é funcionária pública.
b) João é solteiro.
c) Cristina não é funcionária pública e João é solteiro.
d) João é solteiro ou Cristina não é funcionária pública.
e) Cristina é funcionária pública e João não é solteiro.
Comentários:
Veja que as premissas presentadas correspondem ao dilema construtivo, em que a terceira premissa é a
disjunção inclusiva dos antecedentes das duas primeiras premissas: (j∧a) ∨ i.
Sabemos que no dilema construtivo uma conclusão que torna o argumento válido é a disjunção inclusiva
dos consequentes das duas primeiras premissas: ~c∨ j:
~c ∨ j: "[Cristina não é funcionária pública] ou [João é solteiro]."
Essa conclusão correta está presente na letra D na forma equivalente em que se troca de posição os dois
termos da disjunção inclusiva:
j∨~c: "[João é solteiro] ou [Cristina não é funcionária pública]."
Gabarito: Letra D.
Dilema Destrutivo
Dilema Destrutivo
Premissa 1: Se p, então q.
Premissa 2: Se r, então s.
Premissa 3: ~q ou ~s.
Conclusão: ~p ou ~r.
Em resumo, o Dilema Destrutivo apresenta três premissas: duas condicionais e a disjunção inclusiva da
negação dos consequentes das condicionais. A conclusão dessa regra de inferência é a disjunção inclusiva
da negação dos antecedentes das condicionais.
(PC SP/2018) Se o depoente A compareceu ao plantão, então o boletim de ocorrência do depoente A foi
lavrado. Se o depoente B compareceu ao plantão, então o boletim de ocorrência do depoente B foi lavrado.
Sabendo-se que o boletim de ocorrência do depoente A não foi lavrado ou o boletim de ocorrência do
depoente B não foi lavrado, então conclui-se, corretamente, que
a) o depoente B não compareceu ao plantão.
b) o depoente A não compareceu ao plantão ou o depoente B não compareceu ao plantão.
c) o depoente A não compareceu ao plantão e o depoente B também não compareceu.
d) se o depoente A não compareceu ao plantão, então o depoente B também não compareceu.
e) o depoente A não compareceu ao plantão.
Comentários:
Considere as seguintes proposições simples:
p: "O depoente A compareceu ao plantão."
q: "O boletim de ocorrência do depoente A foi lavrado."
r: "O depoente B compareceu ao plantão."
s: "O boletim de ocorrência do depoente B foi lavrado."
Veja que as premissas presentadas correspondem ao dilema destrutivo, em que a terceira premissa é a
disjunção inclusiva da negação dos consequentes das duas primeiras premissas: ~q∨~s.
Sabemos que no dilema destrutivo uma conclusão que torna o argumento válido é a disjunção inclusiva da
negação dos antecedentes das duas primeiras premissas: ~p∨~r.
Observe que a conclusão é a disjunção inclusiva das negações dos antecedentes das condicionais. No caso
da questão, a conclusão é a seguinte disjunção inclusiva: ~(r∧s)∨ ~s.
Gabarito: Letra C.
Comentários:
Note que temos uma proposição simples verdadeira em "Arthur não joga gamão". É essa afirmação que
devemos atacar primeiro.
Etapa 3: obter os valores lógicos das proposições simples (sempre que possível)
A afirmação III é uma proposição simples verdadeira. Como ~a é verdadeiro, temos que a é F.
A afirmação II é uma condicional verdadeira. Logo, não podemos recair no caso V→F. Como o consequente
a é falso, o antecedente b não pode ser verdadeiro. Portanto, b é F.
A afirmação I é uma disjunção inclusiva verdadeira. Logo, não podemos ter ambas as parcelas falsas. Como
b é falso, ~c deve ser verdadeiro. Portanto, c é F.
b) ~c→a – condicional falsa, pois o antecedente ~c é verdadeiro e o consequente a é falso (caso V→F).
Gabarito: Letra E.
Texto para as próximas questões
Admitindo‑se que as proposições “Ana não cantou ou Bárbara dançou”, “Se Carolina dançou, Ana cantou”,
“Se Gabriela cantou, então Jacqueline não cantou”, “Carolina dançou e Jacqueline cantou” são verdadeiras,
julgue os itens a seguir.
(QUADRIX/Novacap/2024) A proposição “Ana não cantou se, e somente se, Gabriela cantou” é falsa.
Comentários:
Note que temos uma conjunção verdadeira em "[Carolina dançou] e [Jacqueline cantou]". É essa
afirmação que devemos atacar primeiro.
a: "Ana cantou."
b: "Bárbara dançou."
c: "Carolina dançou."
g: "Gabriela cantou."
j: "Jacqueline cantou."
Etapa 3: obter os valores lógicos das proposições simples (sempre que possível)
A afirmação IV é uma conjunção verdadeira. Logo, ambas as parcelas devem ser verdadeiras. Portanto, c é
V e j é V.
A afirmação III é uma condicional verdadeira. Logo, não podemos recair no caso V→F. Como o
consequente ~j é falso, o antecedente g não pode ser verdadeiro. Portanto, g é F.
A afirmação II é uma condicional verdadeira. Logo, não podemos recair no caso V→F. Como o antecedente
c é verdadeiro, o consequente a não pode ser falso. Portanto, a é V.
A afirmação I é uma disjunção inclusiva verdadeira. Logo, não podemos ter ambas as parcelas falsas. Como
~a é falso, temos que b é V.
Como estamos em uma questão do tipo "certo ou errado", nessa etapa devemos verificar os itens.
Questão 02
É errado dizer que a proposição “Gabriela cantou” é verdadeira, pois g é falso. O gabarito, portanto, é
ERRADO.
Questão 03
Está correto dizer que a proposição “Bárbara dançou” é verdadeira, pois b é verdadeiro. O gabarito,
portanto, é CERTO.
Questão 04
Sabemos que a bicondicional é verdadeira somente quando ambas as parcelas apresentam o mesmo valor
lógico. Para o caso em questão, ~a e g são ambos falsos. Logo, temos uma bicondicional verdadeira. O
gabarito, portanto, é ERRADO.
Comentários:
Note que temos uma proposição simples verdadeira em "Demétrio gosta de matemática". É essa
afirmação que devemos atacar primeiro.
m: "Matemática é fácil."
d: "Demétrio gosta de matemática."
p: "Português é fácil."
Para resolver o problema, vamos considerar que "difícil" é a negação de "fácil" e vice-versa. Em resumo,
vamos considerar que:
Afirmação I: m∨~d (V) − "Ou [matemática é fácil] ou [Demétrio não gosta de matemática]."
Afirmação II: p→~m (V) − "Se [português não é difícil (é fácil)], então [matemática é difícil]."
Afirmação III: d (V) − "Demétrio gosta de matemática."
Etapa 3: obter os valores lógicos das proposições simples (sempre que possível)
A afirmação I é uma disjunção exclusiva verdadeira. Logo, ambas as parcelas devem ter valores lógicos
distintos. Como ~d é F, devemos ter que m é V.
A afirmação II é uma condicional verdadeira. Logo, não podemos recair no caso V→F. Como o consequente
~m é falso, o antecedente p não pode ser verdadeiro. Portanto, p é F.
b) ~p∧m − conjunção verdadeira, pois ambos os termos, ~p e m, são verdadeiros. Esse é o gabarito.
Gabarito: Letra B.
(AOCP/DEPEN PR/2024) Certa operação conjunta das polícias, com o apoio da Inteligência da Polícia
Penitenciária, identificou um grupo de cinco suspeitos de praticarem atos ilícitos: Adelmo, Belmiro,
Cícero, Dênis e Enzo. Sabe-se que essa operação demandou uma série de esforços na tentativa de
capturar todos os suspeitos, em caráter preventivo, e, além disso, sabe-se que:
• se Dênis foi capturado, então Enzo também foi capturado;
• se Dênis não foi capturado, então Cícero foi capturado;
• se Belmiro ou Cícero foram capturados, então Adelmo não foi capturado;
• Enzo não foi capturado.
Dessa forma, admitindo que todas as afirmações são verdadeiras, é correto afirmar que, além de Enzo,
também não foram capturados:
a) Adelmo e Belmiro.
b) Adelmo e Cícero.
c) Adelmo e Dênis.
d) Belmiro e Cícero.
e) Belmiro e Dênis.
Comentários:
Note que temos uma proposição simples verdadeira em "Enzo não foi capturado". É essa afirmação que
devemos atacar primeiro.
Etapa 3: obter os valores lógicos das proposições simples (sempre que possível)
A afirmação I é uma condicional verdadeira. Logo, não podemos recair no caso V→F. Como o consequente
e é falso, o antecedente d não pode ser verdadeiro. Portanto, d é F.
A afirmação II é uma condicional verdadeira. Logo, não podemos recair no caso V→F. Como o antecedente
~d é verdadeiro, o consequente c não pode ser falso. Portanto, c é V.
A afirmação III é uma condicional verdadeira. Logo, não podemos recair no caso V→F. Observe que o
antecedente (b∨c) é uma disjunção inclusiva verdadeira. Isso porque c é verdadeiro, de modo que não
teremos o único caso em que a disjunção inclusiva é falsa (F∨F), qualquer que seja o valor lógico de b.
Como o antecedente é verdadeiro, o consequente ~a não pode ser falso. Logo, ~a é verdadeiro e,
consequentemente, a é F.
Note que passamos por todas as afirmações. A proposição b aparece somente na afirmação III e, conforme
observado, seu valor lógico não pode ser determinado.
Nessa etapa, devemos verificar quais suspeitos não foram capturados. Temos os seguintes resultados:
• a é F;
• Não se pode determinar o valor lógico de b;
• c é V;
• d é F; e
• e é F;
Portanto, é correto afirmar que, além de Enzo, também não foram capturados Adelmo e Dênis.
Gabarito: Letra C.
Comentários:
A questão apresenta um conjunto de afirmações no enunciado e pergunta, em cada item, por uma
consequência verdadeira resultante dessas afirmações.
Vamos seguir as quatro etapas apresentadas na teoria da aula, julgando os itens na última etapa.
Note que na afirmação II temos uma proposição simples verdadeira. É essa afirmação que devemos
atacar primeiro.
j: “João é vascaíno.”
c: “Cláudia é flamenguista.”
Agora que temos o valor de a, vamos para outra afirmação que apresenta a proposição a.
A afirmação III é uma condicional verdadeira. Como o consequente a é F, o antecedente c é F, pois caso
contrário recairíamos na condicional falsa da forma V→F.
A afirmação I é uma disjunção inclusiva verdadeira. Logo, não podemos ter ambas as parcelas falsas. Como
c é falso, temos que j é V.
Veja que já passamos por todas as afirmações e descobrimos os valores lógicos de todas as proposições
simples. Vamos agora para a etapa 4.
Questão 07
Vimos que j é verdadeiro. Logo, é correto dizer que "João é vascaíno". O gabarito, portanto, é CERTO.
Questão 08
Logo, é falsa a proposição "Se Cláudia não é flamenguista, então João não é vascaíno". O gabarito,
portanto, é ERRADO.
Comentários:
Note que temos uma condicional falsa na afirmação I e uma conjunção verdadeira na afirmação III. São
essas as afirmações que devemos atacar primeiro.
Etapa 3: obter os valores lógicos das proposições simples (sempre que possível)
A afirmação I é uma condicional falsa. Logo, o antecedente b deve ser verdadeiro e o consequente a deve
ser falso (caso V→F). Portanto, b é V e a é F.
A afirmação III é uma condicional falsa. Logo, ambas as parcelas devem ser verdadeiras. Portanto, c é V e b
é V.
A afirmação II é uma disjunção exclusiva verdadeira. Logo, ambas as parcelas devem ter valores lógicos
distintos. Como c é verdadeiro, devemos ter que d é F.
a) b∨c – disjunção exclusiva falsa, pois ambas as parcelas apresentam o mesmo valor lógico (ambas
verdadeiras).
c) c→d – condicional falsa, pois o antecedente c é verdadeiro e o consequente d é falso (caso V→F).
Gabarito: Letra D.
Comentários:
Note que temos uma condicional falsa na afirmação IV. É essa afirmação que devemos atacar primeiro.
d: "Diana é advogada."
c: "Cristina é empresária."
Etapa 3: obter os valores lógicos das proposições simples (sempre que possível)
A afirmação IV é uma condicional falsa. Logo, o antecedente m deve ser verdadeiro e o consequente d
deve ser falso (caso V→F). Portanto, m é V e d é F.
A afirmação I é uma disjunção inclusiva verdadeira. Logo, não podemos ter ambas as parcelas falsas. Como
d é falso, temos que t é V.
A afirmação III é uma disjunção inclusiva verdadeira. Logo, não podemos ter ambas as parcelas falsas.
Como ~t é falso, ~c deve ser verdadeiro. Logo, c é F.
A afirmação V é uma disjunção exclusiva verdadeira. Logo, ambas as parcelas devem ter valores lógicos
distintos. Como ~c é verdadeiro, ~j deve ser falso. Logo, j é V.
A afirmação II é uma conjunção falsa. Logo, não podemos ter ambas as parcelas verdadeiras. Como j é
verdadeiro, devemos ter que f é F.
a) j∨d – disjunção inclusiva verdadeira, pois uma das parcelas, j é verdadeira. Esse é o gabarito.
c) ~d∨~f – disjunção exclusiva falsa, pois ~d e ~f apresentam o mesmo valor lógico (verdadeiro).
Gabarito: Letra A.
(Instituto AOCP/PMPE/2024) Se Beth não é bailarina, Carla é cantora. Se Beth é bailarina, Esther não
é escritora. Ora, Esther é escritora, então é possível concluir que
a) Beth é bailarina.
b) Beth não é bailarina e Carla não é cantora.
c) Beth é bailarina ou Esther não é escritora.
d) Ou Beth não é bailarina ou Esther é escritora.
e) Carla é cantora.
Comentários:
Note que temos uma proposição simples verdadeira em "Esther é escritora". É essa afirmação que
devemos atacar primeiro.
b: "Beth é bailarina."
c: "Carla é cantora."
e: "Esther é escritora."
Etapa 3: obter os valores lógicos das proposições simples (sempre que possível)
A afirmação II é uma condicional verdadeira. Logo, não podemos recair no caso V→F. Como o consequente
~e é falso, o antecedente b não pode ser verdadeiro. Portanto, b é F.
A afirmação I é uma condicional verdadeira. Logo, não podemos recair no caso V→F. Como o antecedente
~b é verdadeiro, o consequente c não pode ser falso. Portanto, c é V.
c) b∨~e − disjunção inclusiva falsa, pois ambos os termos, b e ~e, são falsos.
d) ~b∨e – disjunção exclusiva falsa, pois ambos os termos, ~b e e, apresentam o mesmo valor lógico
(verdadeiro).
Gabarito: Letra E.
Comentários:
Note que temos uma proposição simples verdadeira em "Roberto não é de Roraima ". É essa afirmação
que devemos atacar primeiro.
a: "André é de Alagoas."
c: "César é do Ceará."
r: "Roberto é de Roraima."
p: "Paula é de Pernambuco."
Etapa 3: obter os valores lógicos das proposições simples (sempre que possível)
A afirmação III é uma condicional verdadeira. Logo, não podemos recair no caso V→F. Como o
consequente r é falso, o antecedente p não pode ser verdadeiro. Portanto, p é F.
A afirmação II é uma condicional verdadeira. Logo, não podemos recair no caso V→F. Como o consequente
p é falso, o antecedente c não pode ser verdadeiro. Portanto, c é F.
A afirmação I é uma condicional verdadeira. Logo, não podemos recair no caso V→F. Como o consequente
(c∨r) é falso (pois c e r são ambos falsos), o antecedente a não pode ser verdadeiro. Portanto, a é F.
Gabarito: Letra C.
(VUNESP/TJSP/2024)Em relação a estar ou não estar APTO para exercer determinada função, seguem
algumas afirmações:
I. Maria está ou Nelson está.
II. Se Paulo está, então Nelson está.
III. Rute está ou Paulo está.
IV. Se Osvaldo está, então Solange está.
V. Nelson está se, e somente se, Solange está.
VI. Solange não está.
Com essas informações, é logicamente verdadeiro afirmar que a diferença entre o número daqueles que
não estão aptos e o número dos que estão é
a) 2.
b) 0.
c) 1.
d) 6.
e) 4.
Comentários:
Note que essa questão pode ser enquadrada como uma "questão clássica". Veja que o problema
apresenta um conjunto de afirmações no enunciado e acaba por perguntar indiretamente por uma
consequência verdadeira resultante dessas afirmações.
Observe que, definindo as proposições simples como sentenças declarativas afirmativas, devemos:
• Obter quantas dessas proposições simples são falsas (número de não aptos);
• Obter quantas dessas proposições simples são verdadeiras (número de aptos); e
• Realizar a diferença.
Em resumo, vamos seguir as etapas apresentadas na teoria da aula realizando uma adaptação na Etapa 4.
Note que temos uma proposição simples verdadeira em "Solange não está (apta)". É essa afirmação que
devemos atacar primeiro.
Etapa 3: obter os valores lógicos das proposições simples (sempre que possível)
A afirmação V é uma bicondicional. Para ser verdadeira, ambas as parcelas devem apresentar o mesmo
valor lógico. Como s é falso, devemos ter que n é F.
Para a afirmação IV ser verdadeira, não podemos recair no caso em que a condicional é falsa (caso V→F).
Como o consequente s é falso, o antecedente o não pode ser verdadeiro. Logo, o é F.
Para a afirmação II ser verdadeira, não podemos recair no caso em que a condicional é falsa (caso V→F).
Como o consequente n é falso, o antecedente p não pode ser verdadeiro. Logo, p é F.
A afirmação I é uma disjunção inclusiva. Para que ela seja verdadeira, não podemos ter ambas as parcelas
falsas. Como n é falso, devemos ter que m é V.
A afirmação III é uma disjunção inclusiva. Para que ela seja verdadeira, não podemos ter ambas as parcelas
falsas. Como p é falso, devemos ter que r é V.
Nesse momento, é necessário adaptar essa etapa para atender ao comando da questão. No lugar de
verificar proposições nas alternativas, é necessário obter o número de proposições simples falsas e o
número de proposições simples verdadeiras. Note que:
• s, n, o e p são falsas; e
• m e r são verdadeiras.
Portanto, a diferença entre o número daqueles que não estão aptos e o número dos que estão é:
4−2=2
Gabarito: Letra A.
Comentários:
Note que temos uma proposição simples verdadeira em "Mateus não estudou para a prova". É essa
afirmação que devemos atacar primeiro.
A afirmação V é uma condicional verdadeira. Logo, não podemos recair no caso V→F. Como o consequente
𝒎𝒔 é falso, o antecedente c não pode ser verdadeiro. Portanto, c é F.
A afirmação IV é uma condicional verdadeira. Logo, não podemos recair no caso V→F. Como o
consequente c é falso, o antecedente 𝒑𝒐 não pode ser verdadeiro. Portanto, 𝒑𝒐 é F.
A afirmação III é uma condicional verdadeira. Logo, não podemos recair no caso V→F. Como o
consequente 𝒑𝒐 é falso, o antecedente 𝒑𝒊 não pode ser verdadeiro. Portanto, 𝒑𝒊 é F.
A afirmação II é uma condicional verdadeira. Logo, não podemos recair no caso V→F. Como o consequente
𝒑𝒊 é falso, o antecedente 𝒎𝒐 não pode ser verdadeiro. Portanto, 𝒎𝒐 é F.
A afirmação I é uma condicional verdadeira. Logo, não podemos recair no caso V→F. Como o consequente
𝒎𝒐 é falso, o antecedente e não pode ser verdadeiro. Portanto, e é F.
Gabarito: Letra D.
Comentários:
Note que temos uma proposição simples verdadeira em "Rosa não é botafoguense". É essa afirmação que
devemos atacar primeiro.
v: "Casemiro é vascaíno."
f: "Raquel é flamenguista."
b: "Rosa é botafoguense."
Etapa 3: obter os valores lógicos das proposições simples (sempre que possível)
A afirmação II é uma condicional verdadeira. Logo, não podemos recair no caso V→F. Como o consequente
b é falso, o antecedente f não pode ser verdadeiro. Portanto, f é F.
A afirmação I é uma disjunção inclusiva verdadeira. Logo, não podemos ter o caso em que ambas as
parcelas são falsas. Como f é falso, devemos ter que v é V.
b) ~v→b – trata-se de uma condicional verdadeira, pois temos o caso F→F. Esse é o gabarito.
c) ~v∨f – trata-se de uma disjunção inclusiva falsa, pois ambos os termos, ~v e f, são falsos.
Gabarito: Letra B.
(FUNDATEC/CAU RS/2023) Se Laércio gosta de Senhor dos Anéis, então Marta gosta de filmes de
ação. Se Marta gosta de filmes de ação, então Marcos lê livros de romance policial. Se Marcos lê livros de
romance policial, então Marcelo não assiste a jogos de futebol. Se Marcelo não assiste a jogos de
futebol, então Enzo gosta de assistir a séries de comédia. Enzo não gosta de assistir a séries de comédia,
então é correto afirmar que:
a) Laércio não gosta de Senhor dos Anéis.
b) Marta gosta de filmes de ação.
c) Marcos lê livros de romance policial.
d) Marcelo não assiste a jogos de futebol.
e) Marcelo assiste a jogos de futebol e Marta gosta de filmes de ação.
Comentários:
Note que temos uma proposição simples verdadeira em "Enzo não gosta de assistir a séries de comédia". É
essa afirmação que devemos atacar primeiro.
A afirmação IV é uma condicional verdadeira. Logo, não podemos recair no caso V→F. Como o
consequente e é falso, o antecedente ~𝒎𝒍 não pode ser verdadeiro. Logo, ~𝒎𝒍 é falso. Portanto, 𝒎𝒍 é V.
A afirmação III é uma condicional verdadeira. Logo, não podemos recair no caso V→F. Como o
consequente ~𝒎𝒍 é falso, o antecedente 𝒎𝒔 não pode ser verdadeiro. Portanto, 𝒎𝒔 é F.
A afirmação II é uma condicional verdadeira. Logo, não podemos recair no caso V→F. Como o consequente
𝒎𝒔 é falso, o antecedente 𝒎𝒕 não pode ser verdadeiro. Portanto, 𝒎𝒕 é F.
A afirmação I é uma condicional verdadeira. Logo, não podemos recair no caso V→F. Como o consequente
𝒎𝒕 é falso, o antecedente l não pode ser verdadeiro. Portanto, l é F.
Gabarito: Letra A.
(FUNDATEC/Pref. Cordilheira A/2023) Se Mariana brigou com Marcos, então Ana casou-se com
Antônio. Se Ana casou-se com Antônio, então Lúcia cursa direito. Se Lúcia cursa direito, então Joana é
assistente social. Se Joana é assistente social, então Enzo é estudante de matemática. Se Enzo é
estudante de matemática, então Fabiana foi ao mercado. Ora Fabiana não foi ao mercado, é correto
afirmar que:
a) Ana não se casou com Antônio, ela casou-se com Marcos que brigou com Mariana.
b) Lúcia não cursa direito e Joana é assistente social.
c) Joana é assistente social.
d) Enzo não é estudante de matemática.
e) Mariana brigou com Marcos e Ana casou-se com Antônio.
Comentários:
Note que temos uma proposição simples verdadeira em "Fabiana não foi ao mercado". É essa afirmação
que devemos atacar primeiro.
A afirmação V é uma condicional verdadeira. Logo, não podemos recair no caso V→F. Como o consequente
f é falso, o antecedente e não pode ser verdadeiro. Portanto, e é F.
A afirmação IV é uma condicional verdadeira. Logo, não podemos recair no caso V→F. Como o
consequente e é falso, o antecedente j não pode ser verdadeiro. Portanto, j é F.
A afirmação III é uma condicional verdadeira. Logo, não podemos recair no caso V→F. Como o
consequente j é falso, o antecedente l não pode ser verdadeiro. Portanto, l é F.
A afirmação II é uma condicional verdadeira. Logo, não podemos recair no caso V→F. Como o consequente
l é falso, o antecedente a não pode ser verdadeiro. Portanto, a é F.
A afirmação I é uma condicional verdadeira. Logo, não podemos recair no caso V→F. Como o consequente
a é falso, o antecedente m não pode ser verdadeiro. Portanto, m é F.
a) Ana não se casou com Antônio, ela casou-se com Marcos que brigou com Mariana – a questão não nos
informa sobre algum casamento de Ana com Marcos. Logo, não podemos afirmar nada sobre esse ponto.
Apesar disso, note que m é falso, de modo que podemos dizer que Mariana não brigou com Marcos, o que
torna a alternativa falsa.
Gabarito: Letra D.
Comentários:
Como a palavra "mas" corresponde ao conectivo "e", note que temos uma conjunção verdadeira na
afirmação III. É essa afirmação que devemos atacar primeiro.
Para resolver o problema, devemos considerar que "O alvará de construção foi emitido" corresponde a "O
fiscal de urbanismo emitiu o alvará". Nesse caso, podemos escrever as afirmações do enunciado do
seguinte modo:
Etapa 3: obter os valores lógicos das proposições simples (sempre que possível)
A afirmação III é uma conjunção verdadeira. Logo, ~i e a devem ser ambos verdadeiros. Portanto, i é F e a
é V.
A afirmação II é uma condicional verdadeira. Logo, não podemos recair no caso V→F. Como o antecedente
a é verdadeiro, o consequente l não pode ser falso. Portanto, l é V.
A afirmação I é uma condicional verdadeira. Logo, não podemos recair no caso V→F. Como o consequente
i é falso, o antecedente r não pode ser verdadeiro. Portanto, r é F.
Gabarito: Letra D.
Comentários:
Note que temos uma proposição simples verdadeira em "Sérgio não é engenheiro". É essa afirmação que
devemos atacar primeiro.
s: "Sérgio é engenheiro."
t: "Marta é advogada."
Afirmação I: (~d∨~l)→s (V) − "Se Débora não é formada em Arquitetura, ou Marcelo não é formado em
Matemática, então Sérgio é engenheiro."
Afirmação II: t→~d (V) − "Se Marta é advogada, então Débora não é formada em Arquitetura."
Afirmação III: ~s (V) − "Sérgio não é engenheiro."
Etapa 3: obter os valores lógicos das proposições simples (sempre que possível)
Para a afirmação I ser verdadeira, não podemos recair no caso em que a condicional é falsa (caso V→F).
Como o consequente s é falso, o antecedente (~d∨~l) não pode ser verdadeiro. Logo, (~d∨~l) é falso.
Como temos uma disjunção inclusiva falsa, ambos os termos devem ser falsos. Logo, ~d é falso e ~l é falso.
Consequentemente, d é V e l é V.
Para a afirmação II ser verdadeira, não podemos recair no caso em que a condicional é falsa (caso V→F).
Como o consequente ~d é falso, o antecedente t não pode ser verdadeiro. Logo, t é F.
a) ~t∧d – Conjunção verdadeira, pois ambos os termos, ~t e d, são verdadeiros. Esse é o gabarito.
Gabarito: Letra A.
(VUNESP/Pref. Peruíbe/2023) A estatura das pessoas, nesta questão, podem ser: alta, mediana ou
baixa.
Considere verdadeiras as afirmações a seguir.
I. Carlos é alto ou Deise é mediana.
II. Se Francisco é baixo, então Deise não é mediana.
III. Se Anderson é mediano, então Carlos não é alto.
IV. Beatriz não é baixa ou Anderson é mediano.
V. Elen é alta ou Beatriz é baixa.
Comentários:
Note que temos uma proposição simples verdadeira em "Elen não é alta". É essa afirmação que devemos
atacar primeiro.
a: "Anderson é mediano."
b: "Beatriz é baixa."
c: "Carlos é alto."
d: "Deise é mediana."
e: "Elen é alta."
f: "Francisco é baixo."
Etapa 3: obter os valores lógicos das proposições simples (sempre que possível)
A afirmação V é uma disjunção inclusiva verdadeira. Logo, ao menos um dos termos deve ser verdadeiro.
Como e é falso, devemos ter que b é V.
A afirmação IV é uma disjunção inclusiva verdadeira. Logo, ao menos um dos termos deve ser verdadeiro.
Como ~b é falso, devemos ter que a é V.
Para a afirmação III ser verdadeira, não podemos recair no caso em que a condicional é falsa (caso V→F).
Como o antecedente a é verdadeiro, o consequente ~c não pode ser falso. Logo, ~c é verdadeiro.
Consequentemente, c é F.
A afirmação I é uma disjunção inclusiva verdadeira. Logo, ao menos um dos termos deve ser verdadeiro.
Como c é falso, devemos ter que d é V.
Para a afirmação II ser verdadeira, não podemos recair no caso em que a condicional é falsa (caso V→F).
Como o consequente ~d é falso, o antecedente f não pode ser verdadeiro. Logo, f é F.
• b: "Beatriz é baixa."
• d: "Deise é mediana."
Trata-se da conjunção uma nova proposição, "Beatriz é mediana", com a proposição d. Considerando o
contexto da questão, essa nova proposição é falsa, pois "Beatriz é baixa".
Portanto, temos uma conjunção falsa, pois um dos termos da conjunção, "Beatriz é mediana", é falso.
A proposição composta presente na alternativa é uma disjunção inclusiva entre uma nova proposição,
"Elen é baixa", com a proposição ~c.
Sabemos que para a disjunção inclusiva ser verdadeira, basta que um termo seja verdadeiro. Como ~c é
verdadeiro, a proposição composta em questão é verdadeira, qualquer que seja o valor lógico de "Elen é
baixa". O gabarito, portanto, é letra B.
Observação: Note que sabemos somente que a proposição e é falsa, de modo que é correto afirmar ~e, ou
seja, é correto afirmar que "Elen não é alta". Com base nisso, não podemos determinar o valor lógico de
"Elen é baixa", pois Elen pode tanto ser baixa quanto ter uma estatura mediana.
• a: "Anderson é mediano."
• ~f: "Francisco não é baixo."
A proposição composta presente na alternativa é uma conjunção entre uma nova proposição, "Anderson
não é alto", com a proposição f. Como já sabemos que um dos termos da conjunção (f) é falso, temos uma
conjunção falsa, qualquer que seja o valor lógico de "Anderson não é alto".
Note, ainda, que se considerarmos o contexto da questão, temos que a proposição "Anderson não é alto"
é falsa, pois "Anderson é mediano". Nesse caso, a conjunção em questão é de dois termos falsos,
corroborando com o fato de que temos uma conjunção falsa.
• d: "Deise é mediana."
• ~c: "Carlos não é alto."
Note que temos duas proposições simples novas: "Deise é baixa" e "Carlos é baixo". Considerando o
contexto da questão, a proposição "Deise é baixa" é falsa, pois "Deise é mediana". Assim, temos uma
conjunção falsa, qualquer que seja o valor lógico de "Carlos é baixo". Isso porque, para a conjunção ser
falsa, basta que um dos termos seja falso.
Observação: Note que sabemos somente que a proposição c é falsa, de modo que é correto afirmar ~c, ou
seja, é correto afirmar que "Carlos não é alto ". Com base nisso, não podemos determinar o valor lógico
de "Carlos é baixo", pois Carlos pode tanto ser baixo quanto ter uma estatura mediana.
Para o caso em questão, temos uma condicional cujo antecedente ~f é verdadeiro e o consequente é a
seguinte proposição nova: "Beatriz é mediana". Considerando o contexto da questão, o consequente
"Beatriz é mediana" é falso, pois "Beatriz é baixa". Nesse caso, temos uma condicional falsa, pois ela
apresenta o formato V→F.
Gabarito: Letra B.
Comentários:
Note que essa questão pode ser enquadrada como uma "questão clássica". Veja que o problema
apresenta um conjunto de afirmações no enunciado e acaba por perguntar indiretamente por uma
consequência verdadeira resultante dessas afirmações. Isso porque, definindo as proposições simples
como sentenças declarativas afirmativas, o enunciado acaba por perguntar quantas dessas proposições
simples são falsas.
Em resumo, vamos seguir as etapas apresentadas na teoria da aula realizando uma adaptação na Etapa 4.
Note que temos uma proposição simples verdadeira em "Paula não lavou a louça". É essa afirmação que
devemos atacar primeiro.
Etapa 3: obter os valores lógicos das proposições simples (sempre que possível)
Para a afirmação II ser verdadeira, não podemos recair no caso em que a condicional é falsa (caso V→F).
Como o consequente p é falso, o antecedente ~m não pode ser verdadeiro. Logo, ~m é falso.
Consequentemente, m é V.
Para a afirmação IV ser verdadeira, não podemos recair no caso em que a condicional é falsa (caso V→F).
Como o antecedente ~p é verdadeiro, o consequente f não pode ser falso. Logo, f é V.
Para a afirmação I ser verdadeira, não podemos recair no caso em que a condicional é falsa (caso V→F).
Como o antecedente f é verdadeiro, o consequente g não pode ser falso. Logo, g é V.
Para a afirmação V ser verdadeira, não podemos recair no caso em que a condicional é falsa (caso V→F).
Como o antecedente g é verdadeiro, o consequente ~j não pode ser falso. Logo, ~j é verdadeiro.
Consequentemente, j é F.
Para a afirmação III ser verdadeira, não podemos recair no caso em que a condicional é falsa (caso V→F).
Como o consequente j é falso, o antecedente h não pode ser verdadeiro. Logo, h é F.
Nesse momento, é necessário adaptar essa etapa para atender ao comando da questão. No lugar de
verificar proposições nas alternativas, é necessário obter o número de proposições simples falsas. Note
que obtivemos os seguintes resultados: p é F, m é V, f é V, g é V, j é F e h é F. Logo, são verdadeiros:
Portanto, entre as seis pessoas, o número daquelas que não fizeram o que lhes é atribuído é 3: Paula,
Jéssica e Honório. Trata-se do número de proposições simples falsas que originalmente foram definidas
como sentenças declarativas afirmativas.
Gabarito: Letra C.
(FGV/FunSaúde CE/2021) Roberto fez as seguintes afirmações sobre suas atividades diárias:
• faço ginástica ou natação.
• vou ao clube ou não faço natação.
• vou à academia ou não faço ginástica.
Certo dia Roberto não foi à academia.
É correto concluir que, nesse dia, Roberto
a) fez ginástica e natação.
b) não fez ginástica nem natação.
c) fez natação e não foi ao clube.
d) foi ao clube e fez natação.
e) não fez ginástica e não foi ao clube.
Comentários:
Nessa questão, devemos retirar uma conclusão com base em um determinado dia. Nesse determinado dia,
note que temos uma proposição simples verdadeira: "Roberto não foi à academia". É essa afirmação que
devemos atacar primeiro.
Considerando que quem diz as afirmações é o Roberto, podemos descrever as afirmações do enunciado do
seguinte modo:
Etapa 3: obter os valores lógicos das proposições simples (sempre que possível)
A afirmação III é uma disjunção inclusiva verdadeira. Logo, ao menos uma das parcelas deve ser
verdadeira. Como a é F, temos que ~g é V. Logo, g é F.
A afirmação I é uma disjunção inclusiva verdadeira. Logo, ao menos uma das parcelas deve ser verdadeira.
Como g é F, temos que n é V.
A afirmação II é uma disjunção inclusiva verdadeira. Logo, ao menos uma das parcelas deve ser verdadeira.
Como ~n é F, temos que c é V.
d) c∧n – conjunção verdadeira, pois ambos os termos, c e n, são verdadeiros. Esse é o gabarito.
Gabarito: Letra D.
Comentários:
Note que temos uma conjunção verdadeira em "Pedro não passará no concurso e Ana não será atriz". É
essa afirmação que devemos atacar primeiro.
Etapa 3: obter os valores lógicos das proposições simples (sempre que possível)
A afirmação III é uma disjunção inclusiva verdadeira. Logo, ao menos um dos dois termos deve ser
verdadeiro. Como p é falso, devemos ter ~m verdadeiro. Logo, m é F.
Veja que já temos o valor lógico de todas as proposições simples. Note, ainda, que não podemos extrair
nenhuma informação nova da afirmação I, pois de fato trata-se de uma condicional verdadeira, uma vez
que já sabemos que o antecedente a é falso e o consequente ~m é verdadeiro (condicional F→V).
a) ~r∧~a – conjunção verdadeira, pois ambos os termos, ~r e ~a, são verdadeiros. Esse é o gabarito.
Gabarito: Letra A.
(FUNDATEC/SEPOG RS/2022) Se não chover, então vou ao parque ou vou ao cinema. Não fui ao
cinema e não choveu. Portanto, é possível afirmar que:
a) Choveu ou fui ao cinema.
b) Não fui ao parque.
c) Fui ao cinema.
d) Choveu e fui ao cinema.
e) Fui ao parque.
Comentários:
Note que temos uma conjunção verdadeira em " Não fui ao cinema e não choveu ". É essa afirmação que
devemos atacar primeiro.
v: "Choveu."
p: "Fui ao parque."
e: "Fui ao cinema."
Etapa 3: obter os valores lógicos das proposições simples (sempre que possível)
Gabarito: Letra E.
V. Denise é papiloscopista.
A partir dessas afirmações, é correto concluir que
a) Carlos não é investigador e Ana é delegada.
b) Ana não é delegada ou Bruno é escrivão.
c) Bruno é escrivão ou Eliane não é perita criminal.
d) Eliane não é perita criminal e Carlos é investigador.
e) Se Denise é papiloscopista, então Ana é delegada.
Comentários:
Note que temos uma proposição simples verdadeira em "Denise é papiloscopista". É essa afirmação que
devemos atacar primeiro.
a: "Ana é delegada."
b: "Bruno é escrivão."
c: "Carlos é investigador."
d: "Denise é papiloscopista."
e: "Eliane é perita criminal."
Etapa 3: obter os valores lógicos das proposições simples (sempre que possível)
Para a afirmação III ser verdadeira, não podemos recair no caso em que a condicional é falsa (caso V→F).
Como o antecedente d é verdadeiro, o consequente e não pode ser falso. Logo, e é V.
Para a afirmação IV ser verdadeira, não podemos recair no caso em que a condicional é falsa (caso V→F).
Como o antecedente e é verdadeiro, o consequente c não pode ser falso. Logo, c é V.
Para a afirmação II ser verdadeira, não podemos recair no caso em que a condicional é falsa (caso V→F).
Como o antecedente c é verdadeiro, o consequente ~b não pode ser falso. Logo, ~b é verdadeiro.
Consequentemente, b é F.
Para a afirmação I ser verdadeira, não podemos recair no caso em que a condicional é falsa (caso V→F).
Como o consequente b é falso, o antecedente a não pode ser verdadeiro. Logo, a é F.
b) ~a∨b – Disjunção inclusiva verdadeira, pois um dos termos, ~a, é verdadeiro. Esse é o gabarito.
c) b∨~e – Disjunção inclusiva falsa, pois ambos os termos, b e ~e, são falsos.
Gabarito: Letra B.
(Instituto AOCP/PM PE/2024) A partir de uma série de dados, foi estabelecido um conjunto de hipóteses
que apontavam para um evento sísmico global. Entretanto tal evento sísmico não ocorreu. Nesse caso,
deve-se concluir corretamente que
a) todas as hipóteses do conjunto são falsas.
b) pelo menos uma hipótese do conjunto é falsa.
c) pelo menos uma hipótese do conjunto é verdadeira.
d) a maioria das hipóteses do conjunto é falsa.
e) a maioria das hipóteses do conjunto é verdadeira.
Comentários:
Essa questão trata da diferença entre a validade de um argumento e veracidade das proposições.
Segundo o enunciado, “a partir de uma série de dados, foi estabelecido um conjunto de hipóteses que
apontavam para um evento sísmico global".
A partir desse trecho, podemos entender que foi estabelecido um argumento válido a partir de um conjunto
de hipóteses (premissas) que apresenta a conclusão de que “o evento sísmico global ocorrerá”.
Segundo o problema, o evento sísmico não ocorreu e, portanto, a conclusão, no mundo dos fatos, é falsa.
Veja que, mesmo a conclusão sendo falsa, é possível que o argumento permaneça válido: só não podemos
ter o caso em que todas as premissas são verdadeiras e a conclusão é falsa. Conforme visto na teoria da
aula:
Não é possível ter um argumento válido com premissas verdadeiras e conclusão falsa.
Como o argumento válido em questão não pode ter todas as premissas verdadeiras com a conclusão falsa,
é correto afirmar que pelo menos uma hipótese (premissa) do conjunto é falsa.
Gabarito: Letra B.
Comentários:
Um argumento dedutivo é válido quando a conclusão é necessariamente verdadeira uma vez que as
premissas são CONSIDERADAS verdadeiras.
Observe que a conclusão apresenta uma proposição simples estranha às premissas: "morrerei aqui" não
aparece nas premissas P1 e P6. Logo, não se pode afirmar que a conclusão é necessariamente verdadeira
uma vez que as premissas são CONSIDERADAS verdadeiras. O argumento, portanto, é inválido.
Gabarito: ERRADO.
Comentários:
m: "Marcela é professora."
a: "Ana é arquiteta."
r: "Renata é médica."
Afirmação I: m→~a
Afirmação II: ~r→a
Afirmação III: r→~m
Afirmação I: m→~a
Contrapositiva II: ~a→r
Afirmação III: r→~m
Conclusão: m→~m
Como a conclusão m→~m é uma consequência verdadeira das afirmações do enunciado, temos que m é
falso. Isso porque, caso m fosse verdadeiro, teríamos a condicional V→F, que é uma condicional falsa.
Logo, é correto concluir ~m, isto é, "Marcela não é professora ". O gabarito, portanto, é letra B.
Gabarito: Letra B.
Comentários:
Note que tanto as afirmações presentes no enunciado quanto as possíveis conclusões presentes nas
alternativas são condicionais. Vamos, portanto, utilizar o método da transitividade do condicional.
Afirmação II: ~d→s − "Se um carro não tem defeitos então é seguro para viajar."
Afirmação I: n→~d
Afirmação II: ~d→s
Conclusão: n→s
Note que não temos essa conclusão nas alternativas. Utilizando a equivalência contrapositiva, temos:
n→s ≡ ~s→~n
~s→~n: "Se [um carro não é seguro para viajar] então [não é novo]."
Gabarito: Letra E.
(CEBRASPE/PCPE/2024) Pablo, estudante de direito aprovado em concurso público, foi preso por
suspeita de tentativa de roubo, à mão armada, de um celular avaliado em R$ 800,00. Seu nome, o de sua
mãe, sua idade e seu local de nascimento coincidiam com as informações apuradas na investigação. Além
disso, dados de localização do celular de Pablo, um aparelho de última geração avaliado em mais de R$ 5
mil, indicaram que ele estava na cidade na época do crime.
Em sua defesa, ele alegou o que se segue.
P1: “Eu estava na cidade porque fui fazer concurso público.”
P2: “Meu celular vale muito mais que o que me acusam de tentar roubar.”
P3: “Se meu celular vale muito mais que o que me acusam de tentar roubar, não preciso tentar roubá-lo.”
P4: “Se não preciso tentar roubá-lo, não cometi esse crime.”
C: “Logo, não cometi esse crime.”
A partir dos dados da situação hipotética do argumento construído por Pablo em sua defesa, assinale a
opção correta.
a) Sob o ponto de vista lógico, o argumento não é válido, mas isso não evidencia a culpa de Pablo.
b) Sob o ponto de vista lógico, o argumento é válido, o que isenta Pablo de culpa.
c) Sob o ponto de vista lógico, o argumento não é válido, o que indica que Pablo precisará juntar novos
elementos para provar sua inocência.
d) O argumento é válido, mas isso não isenta nem evidencia a culpa de Pablo.
e) Sob o ponto de vista lógico, o argumento não é válido, o que evidencia que Pablo é culpado.
Comentários:
Como a conclusão é uma proposição simples, podemos usar o método da conclusão falsa para verificar a
validade do argumento.
P1: f→e
P2: v
P3: v→~p
P4: ~p→~c
C: ~c
Observação 2: A proposição “[Eu estava na cidade] porque [fui fazer concurso público]” corresponde à
condicional "Se [eu fui fazer concurso público], então [estava na cidade]", que pode ser descrita por f→e.
Etapa 3: tentar obter ao menos um caso em que todas as premissas sejam verdadeiras mantendo a
conclusão falsa
Para a premissa P4 ser verdadeira, não podemos recair no caso V→F. Como o consequente ~c é falso, o
antecedente ~p deve ser falso. Consequentemente, p é V.
Para premissa P3 ser verdadeira, não podemos recair no caso V→F. Como o consequente ~p é falso, o
antecedente v deve ser falso. Consequentemente, v é F.
Para a premissa P2 ser verdadeira, v deve ser verdadeiro. Veja que isso não é possível, pois acabamos de
obter que, para a premissa P3 ser verdadeira, v deve ser falso.
Veja que já podemos parar a nossa análise por aqui. Isso porque não é possível fazer com que todas as
premissas sejam verdadeiras mantendo a conclusão falsa. O argumento, portanto, é válido.
O que fizemos até agora foi utilizar uma técnica para verificar a validade do argumento. Agora que sabemos
que o argumento é válido, restam duas alternativas para analisar:
b) Sob o ponto de vista lógico, o argumento é válido, o que isenta Pablo de culpa.
d) O argumento é válido, mas isso não isenta nem evidencia a culpa de Pablo.
Em resumo, a questão quer saber se, uma vez que o argumento é válido, podemos afirmar a veracidade
da conclusão, que diz que Pablo não cometeu o crime.
Da teoria de Lógica de Argumentação, sabemos que não há uma relação direta entra a validade de um
argumento e a veracidade da sua conclusão. Um argumento pode ser válido tanto com uma conclusão
verdadeira quanto com uma conclusão falsa.
Portanto, o gabarito da questão é a alternativa D: o argumento é válido, mas isso não isenta nem evidencia
a culpa de Pablo. Em outras palavras, o argumento é válido, mas isso não quer dizer, no mundo dos fatos,
que a sua conclusão é verdadeira ou que a sua conclusão é falsa.
Gabarito: Letra D.
Comentários:
Sabemos que um silogismo é um argumento que apresenta duas premissas. Como as premissas são
proposições categóricas, estamos diante de um silogismo categórico.
Queremos identificar qual das conclusões sugeridas tornam o argumento válido. Para tanto, vamos desenhar
as premissas em diagramas lógicos e, a partir desse desenho, vamos verificar qual conclusão é
necessariamente verdadeira.
Começaremos o diagrama pela segunda premissa, que apresenta um quantificador universal (nenhum).
Nesse caso, o conjunto dos policiais não pode ter intersecção com o conjunto dos observadores. Temos a
seguinte representação:
Com base na representação anterior, vamos desenhar o conjunto dos peritos da maneira mais genérica
possível, com o máximo de intersecções. Observe que a informação de que "algum perito é observador" nos
dá a garantia de que obrigatoriamente existem elementos na região 3. Quanto às regiões 1 e 2, podem ou
não haver elementos.
Com base no diagrama obtido, vamos verificar as alternativas e assinalar aquela que apresenta uma
proposição obrigatoriamente verdadeira.
Na região 3 temos peritos que não são policiais. Portanto, é errado afirmar que "todo perito é policial".
Na região 3 temos peritos que não são policiais. Portanto, a conclusão "algum perito não é policial" é
necessariamente verdadeira, tornando o argumento válido.
Podemos ter ou não elementos na região 1. Logo, não é necessariamente verdade que "algum perito é
policial".
Podemos ter ou não elementos nas regiões 1 e 2. Logo, não é necessariamente verdade que "todo perito é
observador".
Na região 3 temos peritos que são observadores. Portanto, é errado afirmar que "todo perito não é
observador".
Gabarito: Letra B.
(CEBRASPE/FINEP/2024)
P1: A inflação não reflete o aumento do custo de vida do cidadão e os juros básicos da economia caem.
P2: Se a inflação não reflete o aumento do custo de vida do cidadão e os juros básicos da economia caem,
a rentabilidade da renda fixa fica prejudicada.
Logo, ...
C: a renda fixa é, na verdade, uma perda fixa.
Na forma como está apresentado, o argumento formado pelas premissas P1 e P2 e pela conclusão C não é
válido sob o ponto de vista da lógica sentencial. Entretanto, acrescentando-se uma premissa, o argumento
passa a ser válido. Assinale a opção que contém uma proposição que, se adotada também como premissa,
tornará o argumento válido.
a) Os índices de inflação são mal calculados.
b) A renda fixa é na verdade uma perda fixa uma vez que a rentabilidade da renda fixa fica prejudicada.
c) Os gastos médios de um cidadão crescem acima da inflação ao longo da vida.
d) A rentabilidade da renda fixa fica prejudicada quando são descontados os impostos e as taxas sobre os
rendimentos dessa modalidade de investimento.
e) Se a renda fixa é na verdade uma perda fixa, a rentabilidade da renda fixa fica prejudicada.
Comentários:
Devemos encontrar qual premissa deve ser inserida no argumento para que ele seja válido. Como a
conclusão é uma proposição simples, podemos aplicar o método da conclusão falsa.
Ao fazer uso desse método, devemos encontrar uma premissa que faça com que não seja possível ter todas
as premissas verdadeiras mantendo a conclusão falsa. Nesse caso, o argumento será válido.
P1: ~i∧j
P2: ~i∧j→r
P3: Devemos escolher entre as alternativas.
Conclusão: p
Etapa 3: tentar obter ao menos um caso em que todas as premissas sejam verdadeiras mantendo a
conclusão falsa
Para que P1 seja verdadeira, ambos os termos da conjunção, ~i e j, devem ser verdadeiros. Logo, i é F e j é
V.
Para que P2 seja verdadeira, não podemos recair no caso da condicional V→F. Como o antecedente ~i∧j é
verdadeiro, r não pode ser falso. Logo, r é V.
Até agora todas as premissas podem ser verdadeiras mantendo a conclusão falsa.
Observe que a questão quer um argumento válido. Como estamos aplicando o método da conclusão falsa,
devemos fazer com que não seja possível que todas as premissas sejam verdadeiras mantendo a conclusão
falsa. Vamos analisar as alternativas.
Note que nessa alternativa temos uma proposição simples nova, que não consta no argumento original.
Nesse caso, chamando essa proposição nova de m, por exemplo, ficamos com o seguinte argumento:
P1: ~i∧j
P2: ~i∧j→r
P3: m
==3d76e4==
Conclusão: p
Veja que, sendo p falso, i falso, j verdadeiro e r verdadeiro, podemos ter também a proposição P3 verdadeira,
bastando que m seja verdadeiro.
Note, portanto, que com essa nova proposição é possível fazer como que todas as premissas sejam
verdadeiras mantendo a conclusão falsa. O argumento, portanto, é inválido.
b) [A renda fixa é na verdade uma perda fixa] uma vez que [a rentabilidade da renda fixa fica prejudicada].
CERTO. Esse é o gabarito.
Note que essa proposição é uma condicional da forma em que se inverte o antecedente e o consequente: "q
uma vez que p" corresponde a "Se p, então q". Portanto, nessa alternativa, temos a condicional r→p:
r→p: "Se [a rentabilidade da renda fixa fica prejudicada], então [a renda fixa é na verdade uma perda
fixa]."
Logo, ficamos com o seguinte argumento:
P1: ~i∧j
P2: ~i∧j→r
P3: r→p
Conclusão: p
Veja que, até o momento, obtivemos que, para que as premissas P1 e P2 sejam verdadeiras mantendo a
conclusão falsa, p deve ser falso, i deve ser falso, j deve ser verdadeiro e r deve ser verdadeiro. Note que,
nesse caso, a premissa P3 não pode ser verdadeira, pois teremos a condicional V→F.
Como não é possível que todas as premissas sejam verdadeiras mantendo a conclusão falsa, teremos nesse
caso um argumento válido. O gabarito, portanto, é letra B.
Note que nessa alternativa temos uma proposição simples nova, que não consta no argumento original.
Nesse caso, chamando essa proposição nova de g, por exemplo, ficamos com o seguinte argumento:
P1: ~i∧j
P2: ~i∧j→r
P3: g
Conclusão: p
Veja que, sendo p falso, i falso, j verdadeiro e r verdadeiro, podemos ter também a proposição P3 verdadeira,
bastando que g seja verdadeiro.
Note, portanto, que com essa nova proposição é possível fazer como que todas as premissas sejam
verdadeiras mantendo a conclusão falsa. O argumento, portanto, é inválido.
d) [A rentabilidade da renda fixa fica prejudicada] quando [são descontados os impostos e as taxas sobre
os rendimentos dessa modalidade de investimento]. ERRADO.
Note que essa proposição é uma condicional da forma em que se inverte o antecedente e o consequente: "q
quando p" corresponde a "Se p, então q". Chamando a proposição "são descontados os impostos e as taxas
sobre os rendimentos dessa modalidade de investimento" de d, temos a condicional d→r:
d→r: "Se [são descontados os impostos e as taxas sobre os rendimentos dessa modalidade de
investimento], então [a rentabilidade da renda fixa fica prejudicada]"
Veja que, sendo p falso, i falso, j verdadeiro e r verdadeiro, a proposição P3 também será verdadeira, pois,
qualquer que seja o valor de d, não teremos uma condicional falsa (caso V→F), pois o consequente r é
verdadeiro.
Note, portanto, que com essa nova proposição é possível fazer como que todas as premissas sejam
verdadeiras mantendo a conclusão falsa. O argumento, portanto, é inválido.
e) Se [a renda fixa é na verdade uma perda fixa], [a rentabilidade da renda fixa fica prejudicada]. ERRADO.
Nessa alternativa temos a condicional p→r. Nesse caso, ficamos com o seguinte argumento:
P1: ~i∧j
P2: ~i∧j→r
P3: p→r
Conclusão: p
Veja que, sendo p falso, i falso, j verdadeiro e r verdadeiro, a proposição P3 também será verdadeira, pois
teremos a condicional F→V.
Note, portanto, que com essa nova proposição é possível fazer como que todas as premissas sejam
verdadeiras mantendo a conclusão falsa. O argumento, portanto, é inválido.
Gabarito: Letra B.
Comentários:
Vamos resolver essa questão pelo método em que se considera todas as premissas verdadeiras.
Etapa 1: identificar as afirmações (premissas) que se apresentam em algum dos "formatos fáceis"
Note que temos uma proposição simples que deve ser considerada verdadeira na premissa I. É essa
afirmação (premissa) que devemos atacar primeiro.
Etapa 3: obter os valores lógicos das proposições simples (sempre que possível)
A premissa I é uma proposição simples que deve ser considerada verdadeira. Logo, ~a é verdadeiro.
Consequentemente, a é F.
A premissa III é uma condicional que deve ser considerada verdadeira. Logo, não podemos recair no caso
V→F. Como o consequente a é falso, o antecedente (~g∨~d) não pode ser verdadeiro. Logo, (~g∨~d) é
falso. Para a disjunção inclusiva (~g∨~d) ser falsa, ambos os termos devem ser falsos. Logo, ~g e ~d são
ambos falsos. Consequentemente, g é V e d é V.
A premissa II é uma condicional que deve ser considerada verdadeira. Logo, não podemos recair no caso
V→F. Como o consequente ~g é falso, o antecedente b não pode ser verdadeiro. Logo, b é F.
A premissa IV é uma condicional que deve ser considerada verdadeira. Logo, não podemos recair no caso
V→F. Como o antecedente ~d é falso, a condicional será sempre verdadeira, qualquer que seja o valor lógico
do consequente (~e∧z). Como as proposições simples e e z não aparecem em nenhuma outra premissa, não
podemos determinar o valor lógico de e e de z.
Etapa 4: verificar a resposta que apresenta uma proposição verdadeira (conclusão verdadeira)
b) Zeta é inocente. − Essa proposição simples não aparece no enunciado. Portanto, não podemos determinar
o seu valor lógico.
e) b – Proposição falsa.
Gabarito: Letra C.
Comentários:
Etapa 1: identificar as afirmações (premissas) que se apresentam em algum dos "formatos fáceis"
Note que temos uma proposição simples que deve ser considerada verdadeira em "O corregedor não admira
os escritores de romances policiais". É essa afirmação (premissa) que devemos atacar primeiro.
Premissa 1: a→p
Premissa 2: ~a→c
Premissa 3: ~c
Conclusão: p
Etapa 3: obter os valores lógicos das proposições simples (sempre que possível)
A premissa 3 é uma proposição simples que deve ser considerada verdadeira. Logo, ~c é verdadeiro.
Consequentemente, c é F.
A premissa 2 é uma condicional que deve ser considerada verdadeira. Logo, não podemos recair no caso
V→F. Como o consequente c é falso, o antecedente ~a não pode ser verdadeiro. Logo, ~a é falso.
Consequentemente, a é V.
A premissa 1 é uma condicional que deve ser considerada verdadeira. Logo, não podemos recair no caso
V→F. Como o antecedente a é verdadeiro, o consequente p não pode ser falso. Consequentemente, p é V.
Etapa 4: verificar a resposta que apresenta uma proposição verdadeira (conclusão verdadeira)
Como temos uma questão de certo ou errado, devemos verificar se, considerando as premissas verdadeiras,
a conclusão sugerida no item é verdadeira.
Note que, uma vez que as premissas foram consideradas verdadeiras, obtivemos que a conclusão sugerida
p é verdadeira. Logo, o argumento é válido. O gabarito, portanto, é CERTO.
Como a conclusão é uma proposição simples, podemos usar o método da conclusão falsa.
Já realizamos essa etapa quando utilizamos o método em que se considera todas as premissas verdadeiras.
Premissa 1: a→p
Premissa 2: ~a→c
Premissa 3: ~c
Conclusão: p
Etapa 3: tentar obter ao menos um caso em que todas as premissas sejam verdadeiras mantendo a
conclusão falsa
Para que a premissa 1 seja verdadeira, não podemos ter o condicional falso V→F. Como o consequente p é
falso, o antecedente a deve ser falso. Logo, a é F.
Para que a premissa 2 seja verdadeira, não podemos ter o condicional falso V→F. Como antecedente ~a é
verdadeiro, c é V.
Para que a premissa 3 seja verdadeira, ~c deve ser verdadeiro. Veja que isso não é possível, pois acabamos
de obter que c deve ser verdadeiro, ou seja ~c deve ser falso.
Note que não é possível fazer com que todas as premissas sejam verdadeiras mantendo a conclusão falsa.
O argumento, portanto, é válido. Consequentemente, o gabarito é CERTO.
Gabarito: CERTO.
Comentários:
A proposição "Se a fiscalização é feita corretamente e as auditorias são consistentes, então os munícipes
estão satisfeitos" corresponde a (f∧a)→m:
(f∧a)→m: "Se [(A fiscalização é feita corretamente) e (as auditorias são consistentes)], então [os munícipes
estão satisfeitos]."
Além disso, a proposição "os munícipes não estão satisfeitos " corresponde a ~m.
Premissa 1: (f∧a)→m
Premissa 2: ~m
Veja que o argumento apresentado é corresponde ao Modus Tollens: temos como premissas um condicional
e a negação do consequente. Uma conclusão válida, portanto, é dada pela negação do antecedente. Logo,
é correto concluir ~(f∧a). Por De Morgan, temos:
~(f∧a) ≡ ~f∨~a
~f∨~a: "[A fiscalização não foi feita corretamente] ou [as auditorias não foram consistentes]."
Gabarito: Letra E.
Comentários:
Note que essa questão não é uma das "questões clássicas" envolvendo os conectivos lógicos. Isso porque
não temos nenhum dos seguintes "formatos fáceis":
• Método da tabela-verdade; e
• Método da transitividade da condicional.
Método da tabela-verdade
f: "Fulano é inocente."
b: "Beltrano é inocente."
Para resolver essa questão, vamos considerar que o antônimo "é culpado" nega corretamente a expressão
"é inocente". Nesse caso, temos as seguintes negações das proposições simples:
Etapa 2: inserir todas as afirmações na tabela e obter as linhas da tabela-verdade em que todas as
afirmações são simultaneamente verdadeiras (ou falsas, para os casos que o enunciado determinar)
Segundo o enunciado, a afirmação I é falsa e a afirmação II é verdadeira. Observe que temos duas linhas
em que afirmação I é falsa e a afirmação II é verdadeira: linhas 1 e 2.
Etapa 3: verificar a resposta que apresenta uma proposição que é verdadeira para todas as linhas obtidas
na etapa anterior (ou que é falsa para todas as linhas, se assim o enunciado determinar).
Veja que, para as linhas 1 e 2, temos que a proposição f é verdadeira. Em outras palavras:
Para aplicar o método da transitividade do condicional, devemos ter condicionais verdadeiras. Já vimos que
as afirmações I e II podem ser escritas assim:
~(~f∧b) ≡ ~(~f)∨~b
~(~f∧b) ≡ f∨~b
Logo, a afirmação I, que originalmente é falsa, pode ser escrita como uma afirmação verdadeira dada por
f∨~b. Ficamos com as seguintes afirmações:
Note que ainda não temos duas condicionais. Observe, porém, que utilizando a equivalência p∨q ≡ ~p→q,
temos que a afirmação II é equivalente a ~f→~b. Ficamos com as seguintes afirmações:
Afirmação I: ~f→~b
Contrapositiva II: ~b→f
Conclusão: ~f→f
Como a conclusão ~f→f é uma consequência verdadeira das afirmações do enunciado, temos que a
proposição f é verdadeira. Isso porque, caso f fosse falso, teríamos a condicional V→F, que é uma condicional
falsa.
Além disso, sendo f verdadeiro, a proposição ~f é falsa. Logo, também podemos dizer:
Gabarito: Letra E.
(FGV/Câmara dos Deputados/2023) Julia, Leda e Mariana estavam discutindo se iriam tomar um banho
de cachoeira no domingo. As seguintes afirmações foram feitas:
Mariana disse que iria se Leda fosse.
Leda disse que iria se Mariana fosse.
Se Júlia for, Leda disse que iria e Mariana disse que não iria.
Se as três afirmações estão corretas, podemos concluir que:
a) se Júlia não for, Mariana não irá.
b) ninguém irá.
c) ou Leda não irá ou Mariana não irá.
d) somente uma das três irá.
e) se Leda for, Júlia não irá.
Comentários:
Vamos resolver essa questão pelo método das regras de inferência. Sejam as proposições simples:
m: "Mariana irá."
l: "Leda irá."
j: "Júlia irá."
III. j→(l∧~m) − "Se [Júlia for], então [(Leda irá) e (Mariana não irá)]."
Note que a primeira afirmação pode ser transformada em uma disjunção inclusiva por meio da equivalência
p→q ≡ ~p∨q. Ficamos com:
l→m ≡ ~l∨m
I. ~l∨m
II. m→l
III. j→(l∧~m)
Observe que a afirmação I é a negação do consequente da afirmação III. Isso porque, por De Morgan, temos:
~(l∧~m) ≡ ~l∨m
Portanto, podemos escrever a afirmação I como ~(l∧~m). Tomando as afirmações III e I, note que obtemos
a regra de inferência denominada Modus Tollens, cuja conclusão que torna o argumento válido é a negação
do antecedente:
Afirmação I: ~(l∧~m)
Conclusão: ~j
Portanto, é correto concluir como verdadeiro ~j, ou seja, "Júlia não irá".
Note que, qualquer que seja o valor lógico do antecedente l, a condicional será verdadeira. Isso porque,
sendo o consequente ~j verdadeiro, nunca recairemos no caso V→F. Logo, também podemos concluir que
"se Leda for, Júlia não irá". O gabarito, portanto, é letra E.
Vamos agora resolver essa questão de outra maneira. Conforme obtido na resolução anterior, temos as
seguintes afirmações:
I. l→m
II. m→l
III. j→(l∧~m)
Note que a afirmação I com a afirmação II pode ser entendida como (l→m)∧(m→l). Essas duas afirmações
em conjunto correspondem à bicondicional lm. Ficamos com:
I e II: lm
III. j→(l∧~m)
Observe que, sendo a bicondicional lm uma afirmação verdadeira, l e m devem ser ambos verdadeiros ou
ambos falsos. Consequentemente, nesses dois casos, o consequente da condicional da afirmação III, (l∧~m),
será falso. Portanto, para que a afirmação III seja uma condicional verdadeira, j deve ser falso, pois não
podemos recair no caso V→F. Logo, podemos concluir que:
Note que, qualquer que seja o valor lógico do antecedente l, a condicional será verdadeira. Isso porque,
sendo o consequente ~j verdadeiro, nunca recairemos no caso V→F. Portanto, também podemos concluir
que "se Leda for, Júlia não irá". O gabarito, portanto, é letra E.
Gabarito: Letra E.
Comentários:
Note que tanto as afirmações presentes no enunciado quanto as possíveis conclusões presentes nas
alternativas são condicionais. Vamos, portanto, utilizar o método da transitividade do condicional.
Sejam as proposições:
As afirmações apresentadas estão no formato "Quem p, q", que pode ser entendido como "Todo p, q". Esse
tipo de proposição corresponde a uma condicional da forma "Se p, então q".
Afirmação I: a→~s
Afirmação II: m→~d
Afirmação III: ~d→s
Logo, é correto concluir m→~a, que corresponde a "Quem [é maratonista] [não tem azar]".
Gabarito: Letra D.
(VUNESP/Docas PB/2022) Se Carlos é mais novo que Helena, então Maria é estudante. Se Amanda
trabalha com Ricardo, então José tem 30 anos. Sabe-se que Carlos é mais novo que Helena ou Amanda
trabalha com Ricardo. Logo, conclui-se, corretamente, que
a) Maria é estudante.
b) José tem 30 anos.
c) Se Maria é estudante, então José tem 30 anos.
d) Maria é estudante e José tem 30 anos.
e) José tem 30 anos ou Maria é estudante.
Comentários:
m: "Maria é estudante."
Premissa I: c→m − " Se Carlos é mais novo que Helena, então Maria é estudante."
Premissa II: a→j − "Se Amanda trabalha com Ricardo, então José tem 30 anos."
Premissa III: c∨a − "Carlos é mais novo que Helena ou Amanda trabalha com Ricardo."
Veja que as premissas presentadas correspondem ao dilema construtivo, em que a terceira premissa é a
disjunção inclusiva dos antecedentes das duas primeiras premissas − c∨a.
Sabemos que no dilema construtivo uma conclusão correta é a disjunção inclusiva dos consequentes das
duas primeiras premissas − m∨j:
Essa conclusão correta está presente na letra E na forma equivalente em que se troca de posição os dois
termos da disjunção inclusiva por meio da propriedade comutativa:
Gabarito: Letra E.
Texto para as próximas questões
Todos os dias, 5 colegas de trabalho (Beatriz, João, Ana, Maurício e Josefina) almoçam em um restaurante
que oferece apenas um tipo de salada diariamente (temperada ou não temperada). Sendo assim, as
afirmações seguintes devem ser consideradas como verdadeiras.
• Beatriz come salada no almoço se, e somente se, ela estiver temperada.
• João come salada no almoço todos os dias.
• Se a salada estiver temperada, Ana comerá salada no almoço.
• Se Beatriz come salada, então Maurício come salada.
• Se a salada não estiver temperada, Josefina comerá salada no almoço.
Com base nesse caso hipotético, julgue os itens a seguir.
(QUADRIX/CRN 4/2022) Se Maurício não comeu salada no almoço, ela não estava temperada.
(QUADRIX/CRN 4/2022) Se Ana não comeu salada no almoço, então Beatriz também não comeu salada
no almoço.
Comentários:
Pessoal, nessa questão nós somos "tentados" a utilizar o método da transitividade do condicional. Isso
porque boa parte das premissas são condicionais e as conclusões sugeridas são condicionais.
Antes de utilizarmos o método, observe que a primeira premissa é uma bicondicional "se e somente se".
Sabemos que a bicondicional apresenta a seguinte equivalência:
pq ≡ (p→q)∧(q→p)
Logo, podemos quebrar a primeira premissa, que é uma bicondicional, em duas premissas condicionais:
Premissa 1.1: b→t − "Se Beatriz come salada, então ela estava temperada."
Premissa 1.2: t→b − "Se a salada está temperada, Beatriz comeu salada."
Premissa 2: j − "João come salada."
Premissa 3: t→a − "Se a salada estiver temperada, Ana comerá salada no almoço."
Premissa 4: b→m − "Se Beatriz come salada, então Maurício come salada."
Premissa 5: ~t→j − "Se a salada não estiver temperada, Josefina comerá salada no almoço."
Questão 15
Contrapositiva 4: ~m→~b
Contrapositiva 1.2: ~b→~t
Conclusão: ~m→~t
Logo, é correto concluir ~m→~t, que corresponde a "Se [Maurício não comeu salada (no almoço)], [ela não
estava temperada]". O gabarito, portanto, é CERTO.
Questão 16
Contrapositiva 2: ~a→~t
Contrapositiva 1.1: ~t→~b
Conclusão: ~a →~b
Logo, é correto concluir ~a→~b, que corresponde a "Se [Ana não comeu salada (no almoço)], então [Beatriz
(também) não comeu salada (no almoço)]". O gabarito, portanto, é CERTO.
(IBFC/Pref. SGDA RN/2021) Uma pessoa procura por um argumento dedutivo a partir de duas
premissas listadas abaixo.
Premissa 1: Toda quantidade física pode ser medida por algum dispositivo.
Premissa 2: Não se consegue medir o amor com um dispositivo.
A pessoa estabelece, então, duas proposições na forma de conclusões possíveis.
Comentários:
Quando temos argumentos categóricos, a validade do argumento é aferida por meio dos diagramas lógicos.
Note que o conjunto das "quantidades físicas" necessariamente apresenta a propriedade de ser "mensurável
por algum dispositivo". Logo, o conjunto das "quantidades físicas" está contido no conjunto dos
"mensuráveis por algum dispositivo". Temos a seguinte representação:
Segundo essa premissa, o elemento "amor" não pertence ao conjunto dos "mensuráveis por algum
dispositivo". Temos a seguinte representação:
Nesse momento, vamos avaliar a validade dos dois argumentos formados pelas premissas apresentadas e
pelas duas conclusões sugeridas.
Primeiro Argumento
Premissa 1: Toda quantidade física pode ser medida por algum dispositivo.
Premissa 2: Não se consegue medir o amor com um dispositivo.
Conclusão 1: O amor não é uma quantidade física.
Note que, ao desenhar o diagrama das duas primeiras premissas, a conclusão sugerida é necessariamente
verdadeira. Isso porque, como o amor não pertence ao conjunto dos "mensuráveis por algum dispositivo",
uma consequência imediata do diagrama é que o amor não pertence ao conjunto das "quantidades físicas".
O argumento, portanto, é válido.
Segundo Argumento
Premissa 1: Toda quantidade física pode ser medida por algum dispositivo.
Premissa 2: Não se consegue medir o amor com um dispositivo.
Conclusão 2: Nem toda quantidade física pode ser medida por algum dispositivo.
Note que, ao desenhar o diagrama das duas primeiras premissas, a conclusão não é necessariamente
verdadeira. Isso porque o conjunto das "quantidades físicas" está contido no conjunto dos "mensuráveis por
algum dispositivo". O argumento, portanto, é inválido.
Cumpre destacar que a conclusão 2 é a negação da premissa 1, de modo que não se pode dizer que a
conclusão é necessariamente verdadeira ao se considerar as premissas verdadeiras.
Gabarito: Letra B.
(QUADRIX/CRBM4 PA RO/2021)
r: Todo número racional é irracional.
s: Todo número irracional é real.
t: Todo número racional é real.
Suponha-se que um argumento tenha como premissas as proposições r e s e como conclusão a proposição
t. Sendo assim, esse argumento é uma falácia porque r é uma proposição falsa.
Comentários:
A questão trata sobre a diferença entre validade dos argumentos dedutivos e verdade das proposições.
Quando contrastada com a realidade dos fatos, note que a proposição r de fato é uma proposição falsa.
Apesar disso, o valor lógico dessa proposição, obtido quando contrastamos ela com o mundo real, em nada
interfere na aferição da validade do argumento.
A validade de um argumento depende da forma com que ele foi construído. Conforme visto na teoria, um
argumento dedutivo é inválido (falácia formal) quando, CONSIDERADAS as premissas como verdadeiras, a
conclusão obtida é falsa.
Logo, é ERRADO afirmar que o argumento é uma falácia porque r é uma proposição falsa.
Quando temos argumentos categóricos, a validade do argumento é aferida por meio dos diagramas lógicos.
Com base nessa premissa, temos que o conjunto dos números racionais está contido no conjunto dos
números irracionais.
Observação: é claro que é bastante estranho dizer que o conjunto dos racionais está contido no conjunto
dos irracionais, pois isso contraria um conhecimento matemático que se aprende quando se estuda
Conjuntos Numéricos. Apesar disso, para aferir a validade do argumento, devemos considerar as premissas
como se fossem verdadeiras.
Premissa 2 − s: Todo número irracional é real.
Com base nessa premissa, temos que o conjunto dos números irracionais está contido no conjunto dos
números reais.
Agora que desenhamos as duas premissas em diagramas lógicos, vamos avaliar a conclusão.
Note que, ao desenhar o diagrama das duas primeiras premissas, a conclusão é necessariamente verdadeira.
Isso porque, como se pode observar, o conjunto dos números racionais está contido no conjunto dos
números reais. O argumento, portanto, é válido.
Gabarito: ERRADO.
(IBFC/IAT PR/2021) Considerando que as premissas seguintes são verdadeiras, analise os itens:
I. Se Carlos é advogado, então passou no exame. Carlos não passou no exame. Logo, Carlos não é
advogado.
II. Maria assiste à TV ou Felipe joga futebol. Felipe não joga futebol. Logo, Maria não assiste à TV.
III. Todo triângulo é polígono. Existe polígono que têm lados de medidas iguais. Logo, todo triângulo têm
lados de medidas iguais.
Quanto a validade ou não dos argumentos, é correto afirmar que:
a) Somente I e III são válidos
b) I e II são válidos
c) Somente III não é válido
d) I, II e III não são válidos
e) Somente I é válido
Comentários:
I. Se Carlos é advogado, então passou no exame. Carlos não passou no exame. Logo, Carlos não é
advogado. Argumento válido.
a: "Carlos é advogado."
Veja que o argumento apresentado corresponde ao Modus Tollens: temos como premissas uma condicional
e a negação do consequente e, além disso, temos como conclusão a negação do antecedente.
II. Maria assiste à TV ou Felipe joga futebol. Felipe não joga futebol. Logo, Maria não assiste à TV.
Argumento inválido.
Vamos analisar esse argumento pelo método em que se considera todas as premissas verdadeiras, pois
uma das premissas é uma proposição simples.
Note que temos uma proposição simples na segunda premissa, que deve ser considerada verdadeira. É essa
premissa que devemos atacar primeiro.
Para que a premissa 1 seja verdadeira, ao menos um dos termos da disjunção inclusiva "ou" deve ser
verdadeiro. Como f é falso, devemos ter que m é V.
Note que, ao considerar todas as premissas verdadeiras, obtivemos que m é V e, portanto, ~m é falso.
III. Todo triângulo é polígono. Existe polígono que têm lados de medidas iguais. Logo, todo triângulo têm
lados de medidas iguais. Argumento inválido.
Quando temos argumentos categóricos, a validade do argumento é aferida por meio dos diagramas lógicos.
Nesse caso, o conjunto dos triângulos está contido no conjunto dos polígonos.
Nesse caso, sabemos que deve haver intersecção entre o conjunto dos polígonos e o conjunto dos que tem
lados de medidas iguais. Temos diversas possibilidades para representar essa intersecção. Seguem alguns
exemplos:
Note que essa conclusão não é necessariamente verdadeira, pois em quatro das possibilidades
apresentadas o conjunto dos triângulos não está contido no conjunto dos que têm lados de medidas iguais.
O argumento, portanto, é inválido.
Logo, quanto a validade ou não dos argumentos, é correto afirmar que somente I é válido.
Gabarito: Letra E.
Comentários:
Vamos resolver essa questão pelo método em que se considera todas as premissas verdadeiras, pois uma
das premissas é uma conjunção. Em seguida, a questão será resolvida pelo método da conclusão falsa, que
também é aplicável ao caso pelo fato de a conclusão ser uma proposição simples.
Note que temos uma conjunção na segunda premissa, que deve ser considerada verdadeira. É essa premissa
que devemos atacar primeiro.
A premissa 2 deve ser considerada verdadeira. Como temos uma conjunção, ambas as parcelas devem ser
verdadeiras. Portanto, e é V e i é V.
Como temos uma condicional na premissa 1, que deve ser considerada verdadeira, não podemos recair no
caso V→F. Como o consequente i é verdadeiro, a condicional necessariamente é verdadeira, qualquer que
seja o valor de e∧f. Logo, nada podemos afirmar sobre o valor lógico de f.
Note que, ao considerar todas as premissas verdadeiras, a conclusão f não é necessariamente verdadeira,
pois não conseguimos obter o seu valor lógico.
Premissa 1: e∧f→i
Premissa 2: e∧i
Conclusão: f
Etapa 3: tentar obter ao menos um caso em que todas as premissas sejam verdadeiras mantendo a
conclusão falsa
Para que a premissa 2 seja verdadeira, ambos os termos da conjunção devem ser verdadeiros. Portanto,
e é V e i é V.
Note que, com os valores lógicos obtidos, a premissa 1 é necessariamente verdadeira, pois o antecedente
e∧f é falso e o consequente i é verdadeiro (caso F→V).
Veja que é possível fazer com que todas as premissas sejam verdadeiras mantendo a conclusão falsa. O
argumento, portanto, é inválido.
Gabarito: ERRADO.
(QUADRIX/Novacap/2024) A proposição “Ana não cantou se, e somente se, Gabriela cantou” é falsa.
(AOCP/DEPEN PR/2024) Certa operação conjunta das polícias, com o apoio da Inteligência da Polícia
Penitenciária, identificou um grupo de cinco suspeitos de praticarem atos ilícitos: Adelmo, Belmiro,
Cícero, Dênis e Enzo. Sabe-se que essa operação demandou uma série de esforços na tentativa de
capturar todos os suspeitos, em caráter preventivo, e, além disso, sabe-se que:
• se Dênis foi capturado, então Enzo também foi capturado;
• se Dênis não foi capturado, então Cícero foi capturado;
• se Belmiro ou Cícero foram capturados, então Adelmo não foi capturado;
• Enzo não foi capturado.
Dessa forma, admitindo que todas as afirmações são verdadeiras, é correto afirmar que, além de Enzo,
também não foram capturados:
a) Adelmo e Belmiro. ==3d76e4==
b) Adelmo e Cícero.
c) Adelmo e Dênis.
d) Belmiro e Cícero.
e) Belmiro e Dênis.
(Instituto AOCP/PMPE/2024) Se Beth não é bailarina, Carla é cantora. Se Beth é bailarina, Esther não
é escritora. Ora, Esther é escritora, então é possível concluir que
a) Beth é bailarina.
b) Beth não é bailarina e Carla não é cantora.
c) Beth é bailarina ou Esther não é escritora.
d) Ou Beth não é bailarina ou Esther é escritora.
e) Carla é cantora.
(VUNESP/TJSP/2024)Em relação a estar ou não estar APTO para exercer determinada função, seguem
algumas afirmações:
(FUNDATEC/CAU RS/2023) Se Laércio gosta de Senhor dos Anéis, então Marta gosta de filmes de
ação. Se Marta gosta de filmes de ação, então Marcos lê livros de romance policial. Se Marcos lê livros de
romance policial, então Marcelo não assiste a jogos de futebol. Se Marcelo não assiste a jogos de
futebol, então Enzo gosta de assistir a séries de comédia. Enzo não gosta de assistir a séries de comédia,
então é correto afirmar que:
a) Laércio não gosta de Senhor dos Anéis.
b) Marta gosta de filmes de ação.
c) Marcos lê livros de romance policial.
d) Marcelo não assiste a jogos de futebol.
e) Marcelo assiste a jogos de futebol e Marta gosta de filmes de ação.
(FUNDATEC/Pref. Cordilheira A/2023) Se Mariana brigou com Marcos, então Ana casou-se com
Antônio. Se Ana casou-se com Antônio, então Lúcia cursa direito. Se Lúcia cursa direito, então Joana é
assistente social. Se Joana é assistente social, então Enzo é estudante de matemática. Se Enzo é
estudante de matemática, então Fabiana foi ao mercado. Ora Fabiana não foi ao mercado, é correto
afirmar que:
a) Ana não se casou com Antônio, ela casou-se com Marcos que brigou com Mariana.
b) Lúcia não cursa direito e Joana é assistente social.
c) Joana é assistente social.
d) Enzo não é estudante de matemática.
e) Mariana brigou com Marcos e Ana casou-se com Antônio.
(VUNESP/Pref. Peruíbe/2023) A estatura das pessoas, nesta questão, podem ser: alta, mediana ou
baixa.
Considere verdadeiras as afirmações a seguir.
I. Carlos é alto ou Deise é mediana.
II. Se Francisco é baixo, então Deise não é mediana.
III. Se Anderson é mediano, então Carlos não é alto.
IV. Beatriz não é baixa ou Anderson é mediano.
V. Elen é alta ou Beatriz é baixa.
VI. Elen não é alta.
A partir dessas afirmações, é logicamente verdadeiro que
a) Beatriz e Deise são medianas.
b) Elen é baixa ou Carlos não é alto.
c) Anderson não é alto e Francisco é baixo.
d) Deise e Carlos são baixos.
e) Se Francisco não é baixo, então Beatriz é mediana.
A partir dessas proposições, é logicamente verdadeiro que entre essas seis pessoas, o número daquelas
que não fizeram o que lhes é atribuído é
a) 1.
b) 2.
c) 3.
d) 4.
e) 5.
(FGV/FunSaúde CE/2021) Roberto fez as seguintes afirmações sobre suas atividades diárias:
• faço ginástica ou natação.
• vou ao clube ou não faço natação.
• vou à academia ou não faço ginástica.
Certo dia Roberto não foi à academia.
É correto concluir que, nesse dia, Roberto
a) fez ginástica e natação.
b) não fez ginástica nem natação.
c) fez natação e não foi ao clube.
d) foi ao clube e fez natação.
e) não fez ginástica e não foi ao clube.
(FUNDATEC/SEPOG RS/2022) Se não chover, então vou ao parque ou vou ao cinema. Não fui ao
cinema e não choveu. Portanto, é possível afirmar que:
a) Choveu ou fui ao cinema.
b) Não fui ao parque.
c) Fui ao cinema.
d) Choveu e fui ao cinema.
e) Fui ao parque.
GABARITO – MULTIBANCAS
LETRA E
ERRADO
CERTO
ERRADO
LETRA B
LETRA C
CERTO
ERRADO
LETRA D
LETRA A
LETRA E
LETRA C
LETRA A
LETRA D
LETRA B
LETRA A
LETRA D
LETRA D
LETRA A
LETRA B
LETRA C
LETRA D
LETRA A
LETRA E
LETRA B
(Instituto AOCP/PM PE/2024) A partir de uma série de dados, foi estabelecido um conjunto de hipóteses
que apontavam para um evento sísmico global. Entretanto tal evento sísmico não ocorreu. Nesse caso,
deve-se concluir corretamente que
a) todas as hipóteses do conjunto são falsas.
b) pelo menos uma hipótese do conjunto é falsa.
c) pelo menos uma hipótese do conjunto é verdadeira.
d) a maioria das hipóteses do conjunto é falsa.
e) a maioria das hipóteses do conjunto é verdadeira.
c) Renata é médica.
d) Ana não é arquiteta.
e) Marcela é professora.
(CEBRASPE/PCPE/2024) Pablo, estudante de direito aprovado em concurso público, foi preso por
suspeita de tentativa de roubo, à mão armada, de um celular avaliado em R$ 800,00. Seu nome, o de sua
mãe, sua idade e seu local de nascimento coincidiam com as informações apuradas na investigação. Além
disso, dados de localização do celular de Pablo, um aparelho de última geração avaliado em mais de R$ 5
mil, indicaram que ele estava na cidade na época do crime.
Em sua defesa, ele alegou o que se segue.
P1: “Eu estava na cidade porque fui fazer concurso público.”
P2: “Meu celular vale muito mais que o que me acusam de tentar roubar.”
P3: “Se meu celular vale muito mais que o que me acusam de tentar roubar, não preciso tentar roubá-lo.”
P4: “Se não preciso tentar roubá-lo, não cometi esse crime.”
C: “Logo, não cometi esse crime.”
A partir dos dados da situação hipotética do argumento construído por Pablo em sua defesa, assinale a
opção correta.
a) Sob o ponto de vista lógico, o argumento não é válido, mas isso não evidencia a culpa de Pablo.
b) Sob o ponto de vista lógico, o argumento é válido, o que isenta Pablo de culpa.
c) Sob o ponto de vista lógico, o argumento não é válido, o que indica que Pablo precisará juntar novos
elementos para provar sua inocência.
d) O argumento é válido, mas isso não isenta nem evidencia a culpa de Pablo.
e) Sob o ponto de vista lógico, o argumento não é válido, o que evidencia que Pablo é culpado.
==3d76e4==
(CEBRASPE/FINEP/2024)
P1: A inflação não reflete o aumento do custo de vida do cidadão e os juros básicos da economia caem.
P2: Se a inflação não reflete o aumento do custo de vida do cidadão e os juros básicos da economia caem,
a rentabilidade da renda fixa fica prejudicada.
Logo, ...
C: a renda fixa é, na verdade, uma perda fixa.
Na forma como está apresentado, o argumento formado pelas premissas P1 e P2 e pela conclusão C não é
válido sob o ponto de vista da lógica sentencial. Entretanto, acrescentando-se uma premissa, o argumento
passa a ser válido. Assinale a opção que contém uma proposição que, se adotada também como premissa,
tornará o argumento válido.
a) Os índices de inflação são mal calculados.
b) A renda fixa é na verdade uma perda fixa uma vez que a rentabilidade da renda fixa fica prejudicada.
c) Os gastos médios de um cidadão crescem acima da inflação ao longo da vida.
d) A rentabilidade da renda fixa fica prejudicada quando são descontados os impostos e as taxas sobre os
rendimentos dessa modalidade de investimento.
e) Se a renda fixa é na verdade uma perda fixa, a rentabilidade da renda fixa fica prejudicada.
Uma das conclusões que decorrem das premissas verdadeiras apresentadas e forma, juntamente com
essas premissas, um argumento válido para ser utilizado no relatório final é que
a) Épsilon não é o coautor.
b) Zeta é inocente.
c) Beta não é uma cúmplice.
d) Épsilon é o coautor.
e) Beta é uma cúmplice.
(FGV/Câmara dos Deputados/2023) Julia, Leda e Mariana estavam discutindo se iriam tomar um banho
de cachoeira no domingo. As seguintes afirmações foram feitas:
Mariana disse que iria se Leda fosse.
(VUNESP/Docas PB/2022) Se Carlos é mais novo que Helena, então Maria é estudante. Se Amanda
trabalha com Ricardo, então José tem 30 anos. Sabe-se que Carlos é mais novo que Helena ou Amanda
trabalha com Ricardo. Logo, conclui-se, corretamente, que
a) Maria é estudante.
b) José tem 30 anos.
c) Se Maria é estudante, então José tem 30 anos.
d) Maria é estudante e José tem 30 anos.
e) José tem 30 anos ou Maria é estudante.
• Beatriz come salada no almoço se, e somente se, ela estiver temperada.
• João come salada no almoço todos os dias.
• Se a salada estiver temperada, Ana comerá salada no almoço.
• Se Beatriz come salada, então Maurício come salada.
• Se a salada não estiver temperada, Josefina comerá salada no almoço.
Com base nesse caso hipotético, julgue os itens a seguir.
(QUADRIX/CRN 4/2022) Se Maurício não comeu salada no almoço, ela não estava temperada.
(QUADRIX/CRN 4/2022) Se Ana não comeu salada no almoço, então Beatriz também não comeu salada
no almoço.
(IBFC/Pref. SGDA RN/2021) Uma pessoa procura por um argumento dedutivo a partir de duas
premissas listadas abaixo.
Premissa 1: Toda quantidade física pode ser medida por algum dispositivo.
Premissa 2: Não se consegue medir o amor com um dispositivo.
A pessoa estabelece, então, duas proposições na forma de conclusões possíveis.
Conclusão 1: O amor não é uma quantidade física.
Conclusão 2: Nem toda quantidade física pode ser medida por algum dispositivo.
Partindo do princípio da lógica dedutiva, assinale a alternativa correta.
a) ambas conclusões são deduções válidas
b) apenas a conclusão 1 é uma dedução válida
c) apenas a conclusão 2 é uma dedução válida
d) nenhuma das conclusões é uma dedução válida
(QUADRIX/CRBM4 PA RO/2021)
r: Todo número racional é irracional.
s: Todo número irracional é real.
t: Todo número racional é real.
Suponha-se que um argumento tenha como premissas as proposições r e s e como conclusão a proposição
t. Sendo assim, esse argumento é uma falácia porque r é uma proposição falsa.
(IBFC/IAT PR/2021) Considerando que as premissas seguintes são verdadeiras, analise os itens:
I. Se Carlos é advogado, então passou no exame. Carlos não passou no exame. Logo, Carlos não é
advogado.
II. Maria assiste à TV ou Felipe joga futebol. Felipe não joga futebol. Logo, Maria não assiste à TV.
III. Todo triângulo é polígono. Existe polígono que têm lados de medidas iguais. Logo, todo triângulo têm
lados de medidas iguais.
Quanto a validade ou não dos argumentos, é correto afirmar que:
a) Somente I e III são válidos
b) I e II são válidos
c) Somente III não é válido
d) I, II e III não são válidos
e) Somente I é válido
GABARITO – MULTIBANCAS
LETRA B
ERRADO
LETRA B
LETRA E
LETRA D
LETRA B
LETRA B
LETRA C
CERTO
LETRA E
LETRA E
LETRA E
LETRA D
LETRA E
CERTO
CERTO
LETRA B
ERRADO
LETRA E
ERRADO