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Guia Da Gramática

O documento é um guia completo sobre gramática, abordando sua definição, história, tipos e regras essenciais para a escrita correta em português. Ele destaca a importância do conhecimento gramatical na comunicação e na produção de textos, especialmente em contextos acadêmicos. Além disso, o texto discute as mudanças trazidas pelo Novo Acordo Ortográfico e as diferentes abordagens da gramática, como a normativa, descritiva, histórica e comparativa.

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Eduardo Campos
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Guia Da Gramática

O documento é um guia completo sobre gramática, abordando sua definição, história, tipos e regras essenciais para a escrita correta em português. Ele destaca a importância do conhecimento gramatical na comunicação e na produção de textos, especialmente em contextos acadêmicos. Além disso, o texto discute as mudanças trazidas pelo Novo Acordo Ortográfico e as diferentes abordagens da gramática, como a normativa, descritiva, histórica e comparativa.

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Gramática: o guia completo!

Guia para os principais tópicos da gramática!

O que é gramática?

A gramática é um conjunto de regras que serve para estabelecer os parâmetros da escrita de


uma língua, especificando a forma correta de combinar as palavras entre si para formar frases,
parágrafos e textos coerentes.

Entender o que é gramática, e conhecer muito bem as suas regras, é o segredo para construir
boas redações na vida acadêmica.

A gramática da língua portuguesa estuda os elementos e os processos de formação que


conferem as características do nosso idioma. Assim, para falar português e escrever
corretamente, mesmo no dia a dia, é importante conhecê-la muito bem.

A linguagem falada é bem mais flexível e coloquial do que a escrita, mas também é preciso
seguir certas regras gramaticais para que, em uma conversa, emissor e receptor entendam e
sejam compreendidos. Substantivos, verbos e outras classes gramaticais precisam estar ligadas
e ordenadas corretamente, se não as palavras deixam de fazer sentido, principalmente para o
receptor daquela mensagem.

História da gramática

Os primeiros registros da gramática, como uma divisão sistematizada e organizada para a


compreensão de ideias e linguagens, existe há muitos anos. Pelos dados encontrados, foi na
Índia, ainda no século VI a.C.

No mundo ocidental seu surgimento veio alguns séculos depois, em III a.C. A obra mais antiga
sobre ela é chamada de “A Arte da Gramática”, de autoria do gramático grego Dionísio, o
Trácio. Foi nela que se basearam as regras gramaticais latinas, gregas e de algumas regiões
europeias, até a chegada do Renascimento.

Não se sabe exatamente quem inventou a gramática, embora alguns povos tenham sido
especificamente importantes no surgimento sistematizado dela. O que se acredita é que os
gregos começaram a discuti-la de forma filosófica, dando os primeiros passos em seu estudo
formal.

Porém, foi no século XVIII que começaram a comparar as características e regras de


gramática nas diferentes línguas da Europa e da Ásia. E, tempos depois, no século XIX, surgiu
a gramática comparativa.

A primeira gramática da língua portuguesa de que se tem notícia vem do século XVI. Ela foi
escrita pelo professor Fernão de Oliveira em Coimbra, Portugal.

Nova gramática
A nossa língua portuguesa é muito dinâmica. Ela muda e evolui praticamente o tempo todo,
mesmo seguindo as regras da gramática. Mas, às vezes, é preciso adaptá-las para que fiquem
adequadas à forma de comunicação adotada comumente.

Foi isso que aconteceu em 2009, quando começou a vigorar o Novo Acordo Ortográfico, que
trouxe algumas alterações na acentuação e incluiu no nosso alfabeto as letras já comumente
usadas: k, y e w. Ele também excluiu o trema, entre outras modificações.

Isso gerou o que chamamos de nova gramática, que são as normas atualizadas. É importante
conhecê-las para que não aconteça nenhum equívoco na hora da prova do Enem, no vestibular
ou até mesmo nas redações da sala de aula. Pode ser que uma palavra esteja errada segundo as
regras da nova gramática, mesmo estando correta conforme as antigas.

Esse tipo de confusão pode tirar pontos preciosos e fazer a diferença entre entrar ou não no
curso e na universidade dos seus sonhos. Por isso, vale a pena estudar bastante essas novas
regras e fazer exercícios para fixá-las.

Tipos de gramática

Existem diferentes tipos de gramática. Isso não quer dizer que as regras mudem de um para
outro. Mas cada uma tem uma abordagem e uma função diferente.

A questão é que esse é um assunto tão rico e amplo que divide a gramática em tipos, ajuda a
melhorar o enfoque e a abordagem na hora de aprendermos as regras e a forma de utilização
correta da nossa língua.

Os quatro tipos principais são: a gramática normativa, a descritiva, a histórica e a comparativa.


Existem alguns autores que também consideram a semântica, mas de modo geral é essa a
classificação mais utilizada.

Gramática histórica

A gramática histórica é aquela responsável por estudar os diferentes acontecimentos da


língua, avaliando como ela se modificou e evoluiu com o tempo, desde o seu surgimento até os
dias atuais. Em resumo, podemos dizer que ela estuda a linha do tempo de uma língua.

Na prática, a gramática histórica estuda a história específica de uma língua e as suas


diferentes fases evolutivas. Ela surgiu a partir da Filologia, que é a comparação de textos de
épocas diferentes e a decifração de línguas arcaicas, feita para conhecer a história e os costumes
de um povo.

Gramática normativa

Por outro lado, existe também a gramática normativa. É ela que define as regras da
gramática para cada língua, usando como base as normas tradicionais e outras fontes
prestigiadas, como obras literárias consagradas ou textos científicos.

Tudo o que é diferente da norma culta e todas as variações linguísticas são considerados erros
pela gramática normativa, até que passem a incorporar os dicionários da língua e sejam
acrescentados às normas de gramática vigente.

Dentro da gramática normativa estão incluídos os estudos da:


 fonologia — usa como base a ortoepia (pronúncia correta), prosódia (definição da tonicidade) e
ortografia (escrita correta); fixo /k/s/, exato /z/, deixa /x/. exegeta: [Link], /z/, table: /teibow/
 morfologia — trata da forma das palavras e classes das palavras e das classes gramaticais;

Dez classes:

VARIÁVEIS*: Substantivo, artigo, adjetivo, pronome, numeral, verbo

Variação em gênero número e grau

INVARIÁVEIS: conjunção, preposição, advérbio, interjeição

 sintaxe — avalia a relação entre as palavras em orações e períodos, levando em conta regras de
concordância, regência e colocação pronominal.

Termos: essenciais: Sujeito e predicado; Integrantes: Comp. Verbais: obj. direto e obj. indireto,
Complemento nominal. Termos essências: Adjuntos adnominais e adverbiais, vocativo, aposto

Com. Verbal e nominal, Regência: Verbal e nominal

Colocação pronominal: próclise, mesóclise e ênclise

Gramática comparativa

A gramática comparativa é aquela que faz paralelos entre as diferentes línguas de uma
mesma família. No nosso caso, a língua portuguesa é comparada com outras línguas românicas,
também conhecidas como línguas neolatinas ou latinas, que vieram a partir da evolução do
latim vulgar. Entre elas estão:

 português;
 espanhol (ou castelhano);
 italiano;
 francês;
 romeno.

Gramática descritiva

Já a gramática descritiva se dedica a observar e descrever o que percebe na língua utilizada


pelos diferentes grupos de falantes. Ela não dita normas nem define padrões para julgar o que
observa como certo ou errado, mas documenta o uso da língua. Por isso dizemos que a
gramática descritiva não tem preconceito linguístico.

Sugestão de leitura: Preconceito linguístico – Marcos Bagno

Gramática: ensino médio


Os primeiros contatos com a gramática básica acontecem ainda no ensino fundamental, mas o
estudo da gramática se amplia durante o ensino médio. São vistos inúmeros assuntos em cada
aula de gramática e são eles que ajudam a escrever e se expressar corretamente.

Divisões da gramática
Por ser um assunto amplo, a gramática é estudada de forma dividida, avaliando seus diferentes
aspectos. Veja os principais e suas características!

Sintaxe

A sintaxe estuda a forma com que as palavras se comportam dentro das frases e também analisa
como as frases estão colocadas dentro de diferentes períodos, analisando seu papel na
comunicação.

Para aprender sobre sintaxe, você deve estudar as diferenças entre frase, oração e período e
conhecer as várias funções sintáticas como sujeito, predicado, objeto direto e indireto,
complemento verbal e nominal, assim por diante.

Morfologia

Já a morfologia estuda a forma como cada palavra é estruturada, entendendo como ela foi
formada e fazendo sua classificação. Ela é diferente da sintaxe porque não vê o contexto em
que a palavra está sendo usada, mas apenas a avalia de forma isolada.

Ela também faz a identificação de cada palavra de acordo com sua classe gramatical, dizendo,
por exemplo, se ela é um substantivo, artigo, verbo, conjunção etc.

São alguns dos pontos estudados na morfologia:

 a raiz e o radical da palavra; pão – padaria, padeiro


 as vogais e as consoantes de ligação; café – café – z – al , cafe- i - cultor
 os prefixos e sufixos etc.

Fonética

Já a fonética estuda os aspectos acústicos dos sons no ato da fala. Ela procura entender e
explicar a produção, interjeição, articulação e variação desses sons.

Ela é dividida em duas áreas:

1. a fonética articulatória, que estuda os locais em que o som é produzido dentro do nosso
aparelho fonador (articulação, ressonância, fonação, respiração);
2. a fonética acústica, que diz respeito aos sons: sua amplitude, frequência, duração e afins.

Ortografia e acentuação

A ortografia está inclusa na gramática normativa e trata da escrita correta das palavras,
estabelecendo os padrões formais delas. Ela se baseia em critérios etimológicos, ou seja, que
dizem respeito à origem das palavras, e fonológicos que, como nós falamos acima, estão
ligados aos fonemas.

Entender os conceitos básicos de ortografia é muito importante, pois erros dessa natureza
prejudicam muito o desempenho de um estudante em qualquer prova. É a ortografia que ajuda a
tirar dúvidas sobre a escrita correta das palavras, como:

 interviu ou interveio;
 despercebido ou desapercebido;
 enxergar ou enchergar;
 texte ou teste;
 exceção ou excessão etc.

Figuras de linguagem

As figuras de linguagem são formas de tornar certas expressões mais significativas e


geralmente são temas de provas como o Enem e vestibular.

Alguns dos principais tipos de figura de linguagem são:

 metáfora — usa termos em sentido figurado para substituir outros;


 hipérbole — é uma expressão de exagero proposital para expressar a grandeza de algo;
 eufemismo — é uma forma mais leve de passar uma mensagem;
 ironia — utiliza palavras no sentido oposto ao apropriado de forma proposital;
 metonímia — emprega um termo no lugar de outro (como uma parte representando um todo);
 antítese — expressa ideias contrárias dentro de uma mesma frase;
 polissíndeto — coordena várias palavras usando uma mesma conjunção.

Funções de linguagem

Por outro lado, as funções da linguagem dizem respeito à função e à intenção de quem fala. São
seis os tipos de função de linguagem:

 função referencial — visa informar, dar referências ou reportar algo;


 função emotiva — transmite as emoções ou anseios daquele que fala;
 função poética — preocupa-se com a forma e estrutura da mensagem a ser entregue;
 função conativa — busca convencer o destinatário da mensagem;
 função fática — é usada no dia a dia, nas conversas entre emissor e receptor;
 função metalinguística — busca explicar a linguagem usando a própria língua.

Cada função tem um papel com os elementos que fazem parte da comunicação — emissor,
receptor, mensagem, código etc. São elas que determinam o objetivo da comunicação.

Concordância verbal

A concordância verbal diz respeito à harmonia estabelecida no uso da gramática entre os


sujeitos e os verbos, no que se refere ao número e à pessoa. Para que exista concordância, o
verbo precisa se flexionar para concordar com o sujeito da oração.

Por exemplo:

 “João, Maria e Cristiano fizeram um trabalho em grupo na escola”


 “A multidão de fãs ficou enlouquecida quando o seu artista preferido entrou no palco”.
 “Vossa Alteza entrou no salão real”

Concordância nominal

A concordância nominal é a relação entre as classes de palavras, chamadas comumente de


nomes. Ela quem define como os substantivos devem concordar com pronomes, numerais,
adjetivos e todas as palavras que os cercam e interagem com eles.
Veja, por exemplo, algumas das principais relações de concordância nominal:

 entre o adjetivo e o substantivo: “Essa é uma pintura muito bonita.”


 nos números ordinais antes do substantivo: “A segunda e a terceira casas da rua estão à
venda.”

Colocação das palavras

A colocação das palavras é a definição do local mais adequado para inserir uma palavra dentro
da frase para garantir a coerência e a coesão do discurso. Essa mudança de lugar procura dar
ênfase a uma determinada ideia sem prejudicar seu nexo semântico e sintático.

A colocação normal das frases é SUJEITO + PREDICADO + COMPLEMENTO VERBAL +


ADJUNTO ADVERBIAL. Por exemplo: “A gata bebia o leite delicadamente”. Mas é aceitável
inverter a ordem dessas palavras mantendo o mesmo significado. Por exemplo:
“Delicadamente, a gata bebia o leite”.

Em resumo, esses são os principais tópicos de gramática no ensino médio.

Você deve entender as funções das palavras na oração e perceber os efeitos que elas
estabelecem no sentido da mensagem. Ou seja, é a gramática aplicada ao texto. Por isso, você
deve entender bem alguns aspectos como a polissemia, que é o estudo dos vários sentidos de
uma palavra ou de uma locução.

Outro ponto que merece atenção é a questão da ambiguidade. Às vezes, a má colocação de um


pronome pode deixar uma frase duvidosa, no que diz respeito ao seu sentido. Por exemplo:
“João pediu que o filho de Rogério que fosse buscar a meia dele”. Escrevendo dessa forma,
ninguém consegue saber ao certo quem é o dono da meia, concorda?

Por isso, vale a pena estudar bastante interpretação de texto para entender como uma palavra
se encaixa dentro do contexto no qual foi utilizada.

Sintaxe

As figuras de sintaxe ou figuras de construção são um grupo dentro das figuras de linguagem e
geralmente estão presentes em textos literários.

São exemplos de figuras de sintaxe:

 elipse — omissão de um termo já citado ou sugerido;


 zeugma — um tipo de elipse que omite um termo já mencionado;
 pleonasmo — repetição de ideias para dar ênfase à elas.

Classes gramaticais

As classes gramaticais são as diferentes categorias de palavras existentes na língua


portuguesa. No total, temos dez classes de palavras, que são:

 substantivo — nomeia seres, objetos, fenômenos, lugares etc.;


 verbo — indica ação, estado ou fenômeno da natureza;
 adjetivo — atribui qualidades aos substantivos;
 pronome — substitui e acompanha o substantivo;
 artigo — antecede os substantivos;
 numeral — indica posição ou número de elementos;
 preposição — liga elementos da oração;
 conjunção — liga termos ou orações de mesmo valor gramatical;
 interjeição — exprime emoções e sentimentos;
 advérbio — modifica o verbo, adjetivo ou outro advérbio dando ideia de tempo, modo,
intensidade e outros aspectos.

Morfologia

A morfologia, que analisa as palavras de forma isolada, exige o estudo das classes
gramaticais e das condições das palavras. No Enem e nos vestibulares ela é sempre cobrada.
Portanto, é fundamental conhecer a classificação de:

 substantivos — comuns, próprios, concretos, abstratos etc.;


 pronomes — pessoais, possessivos, demonstrativos, interrogativos, relativos;
 numerais — cardinais, ordinais, multiplicativos, fracionários etc.

Portanto, nada de estudar somente os tipos principais das dez classes gramaticais, mas se
aprofunde também nos detalhes de cada uma delas. Inclusive naquelas que possuem mais
detalhes, como a função da palavra “que”.

Ortografia

Conhecer a nova ortografia é uma tarefa básica se você pretende obter nota máxima na redação
e tirar uma excelente nota na prova do Enem. Por isso, vale a pena estudar as mudanças que o
Novo Acordo Ortográfico trouxe e ver como elas são aplicadas. Lembre-se de verificar as
alterações no uso de:

 acento agudo, diferencial e circunflexo;


 hífen;
 trema;
 novas letras.

Como aprender gramática?


Ir bem em uma prova de gramática exige entender as regras que são usadas na comunicação e
saber como as frases e sequências de palavras são usadas e reconhecidas dentro de uma língua.
Esse não é um ensino convencional, mas se chama gramática internalizada.

Para ter bons resultados, é preciso estudar bastante, mas também deve buscar diferentes formas
de colocar em prática seus conhecimentos.

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