OSPF
OSPF
O protocolo de roteamento Open Short Path First (OSPF) é um protocolo de código aberto e tem por
finalidade realizar a troca de informações entre dispositivos roteadores para que eles possam, de forma
ágil e eficiente, encaminhar os pacotes do tipo IP a seus respectivos destinos.
Prof.º Isaac Newton Ferreira Santa Rita
1. Itens iniciais
Propósito
Compreender os conceitos básicos do protocolo OSPF é fundamental à formação do técnico em Redes de
Computadores, pois ele é um dos protocolos de roteamento mais utilizados em redes privadas de pequeno e
médio porte. Além disso, facilitará o desenvolvimento de projetos de rede, agilizará a integração de novas
sub-redes e reduzirá o tempo de correção de falhas de rotas IP.
Preparação
Antes de iniciar este conteúdo, é recomendado instalar os softwares Packet Tracer, da Cisco, e Wireshark
para realizar as simulações propostas.
Objetivos
• Identificar as principais características do protocolo de roteamento OSPF.
• Descrever o funcionamento do protocolo de roteamento OSPF, tanto para IPv4 quanto para IPv6, em
uma única área de atuação.
• Descrever o funcionamento do protocolo de roteamento OSPF, tanto para IPv4 quanto para IPv6, em
múltiplas áreas de atuação.
• Aplicar as funcionalidades do protocolo de roteamento OSPF, tanto para IPv4 quanto para IPv6, com a
finalidade de atender as demandas de uma rede de complexidade média.
Introdução
Vamos compreender os princípios do protocolo de roteamento dinâmico, abordando as principais
características do OSPF, passando pela comparação com outros protocolos de roteamento e entendendo sua
forma de funcionamento.
Visto isso, vamos aprender como aplicar o protocolo de roteamento dinâmico OSPF em pequenas redes, tanto
naquelas que utilizam o protocolo IPv4 quanto nas que operam com IPv6.
Além disso, iremos compreender como realizar a configuração do protocolo OSPF em redes mais complexas,
as quais existe a necessidade de subdividir em áreas para otimizar o funcionamento do protocolo OSPF.
Por fim, iremos verificar como é realizada a configuração de diversas funcionalidades que propiciam o melhor
funcionamento das redes que operam sob o protocolo OSPF. Assista ao vídeo a seguir para saber mais sobre
o conteúdo que será visto!
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1. Algoritmos de estado de enlace
Os algoritmos de roteamento
Protocolos de estado de enlace
Veja, no vídeo a seguir, a definição e características dos protocolos link state.
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O roteamento é o processo no qual os dados que transitam em uma rede de computadores são encaminhados
de roteador a roteador até serem entregues em seu destino. A configuração pode ser realizada de forma
manual ou por meio de uso de um protocolo de roteamento dinâmico.
Esses protocolos de roteamento dinâmico podem ser classificados em duas categorias a seguir:
Os protocolos IGP são subdivididos entre os protocolos de vetor de distância (distance vector) e os
Protocolos de estado de enlace (link state), como vemos a seguir.
Protocolos de Roteamento Dinâmico
Atenção
A grande diferença entre os protocolos do tipo estado de enlace e os protocolos de vetor de distância
não está relacionada à compreensão da informação de largura de banda de um determinado canal, como
é comumente difundido, mas sim ao fato de, nos protocolos de estado de enlace, cada roteador
conhecer toda a topologia daquela rede.
Dessa forma, qualquer alteração ocorrida na rede deverá ser processada quase que instantaneamente por
todos os roteadores de forma simultânea, fato que confere a esse tipo de protocolo uma convergência muito
rápida para caminhos alternativos existentes.
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Para melhor compreender como funciona um protocolo de estado de enlace, vamos entender como é
processado o algoritmo de Dijkstra, algoritmo de referência para este tipo de protocolo:
• Cada roteador monta um pacote com o estado de seus links diretamente conectados, conhecido como
pacote de estado de enlace (link state packet - LSP).
• Cada roteador envia seu pacote de LSP para todos os roteadores que fazem parte de uma área
comum.
• Após o recebimento do LSP de todos os roteadores que fazem parte daquela área, o roteador
armazena esses LSP em um banco de dados.
• Quando completo, esse banco de dados permite que cada roteador tenha o entendimento de toda
topologia da rede em questão.
Em termos práticos, observe a rede da imagem seguinte, em que as redes de A até F possuem custos
associados à passagem de pacotes discriminados.
Topologia Djikstra
O primeiro passo está relacionado à identificação de cada uma das redes diretamente conectadas ao
roteador, e à respectiva confecção dos LSP relacionados, conforme ilustrado na imagem a seguir.
Formação de Adjacência
Logicamente, nos enlaces em que existam outros roteadores operando o protocolo de estado de enlace
haverá a resposta do pacote “Olá”, e assim será formada a adjacência requerida.
Caso o roteador permaneça por um período de tempo predeterminado sem receber uma resposta aos pacotes
de “Olá”, a adjacência ora estabelecida será desfeita, e o roteador vizinho será considerado inacessível.
Uma vez estabelecidas as adjacências, cada roteador cria seu pacote de estado de enlace e o remete aos
roteadores vizinhos, que por sua vez os remetem aos seus vizinhos, causando uma inundação como LSP de
R1. Assim, todos os roteadores passam a conhecer o estado dos enlaces de R1. Observe:
Como todos os roteadores componentes dessa área realizam o mesmo procedimento, ao término dessa
difusão de informação, todos terão em seus respectivos bancos de dados a mesma informação sobre a
topologia da região, como ilustrado a seguir.
Topologia da rede após difusão de informação
Uma vez compreendida toda topologia, cada roteador passa a ter capacidade de preencher sua tabela de
roteamento com as melhores rotas para cada uma das redes existentes neste cenário, pois essa rota estará
associada ao caminho que apresenta o menor somatório de custos até o destino final.
Exemplo
Vejamos as duas possibilidades de caminhos para o roteador R1 encaminhar um pacote com destino à
rede [Link]/24: 1) Custo (R1 ->R2) = 15 + 1 = 16;2) Custo (R1 -> R3 -> R2) = 10 +10 + 1 = 21. Nesse
caso, fica evidente que os pacotes com destino à rede [Link]/24 devem ser encaminhados por
meio do roteador R2 pois, por esse caminho, teremos um custo menor que as outras possibilidades
existentes. Assim, a rota que irá compor a tabela de roteamento de R1 para a rede [Link]/24
possuirá apontamento para o roteador R2, com IP de destino [Link].
Seguindo essa mesma lógica, o roteador passa a conhecer o melhor caminho para todas as redes da topologia
onde ocorre a troca de informação SPF. É justamente essa capacidade que difere os algoritmos de estado de
enlace dos de vetor de distância.
A tabela a seguir evidencia essa vantagem, mostrando que o roteador R1, do cenário que temos trabalhado
conhece, não somente o custo e próximo salto para se chegar a um determinado destino, mas sim todo o
percurso que o pacote percorrerá em sua jornada.
[Link]/24 R1 -> R3 20
[Link]/24 R1 -> R3 11
[Link]/24 R1 -> R2 16
Árvore SPF de R
Isaac Newton Ferreira Santa Rita
Dessa forma, quando há alguma alteração na rede, a convergência torna-se mais eficiente, uma vez que todos
os roteadores conhecem toda a topologia da rede.
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Vamos conhecer agora as vantagens e desvantagens do uso dos protocolos de roteamento dinâmico de
enlace de estado.
Desvantagens
Verificando o aprendizado
Questão 1
Observe esta topologia:
Utilizando um algoritmo de estado de enlace, qual será o custo que o roteador R4 calculará para alcançar a
rede [Link]/24?
22.
23.
24.
27.
28.
1) R4 -> R2 -> R1 = 7 + 15 + 1 = 23
2) R4 -> R3 -> R1 = 17 + 10 + 1 = 28
Logicamente, a rota realizada pelo roteador R2 possui menor custo e será a rota que irá compor a tabela de
roteamento de R4 para alcançar a rede [Link]/24.
Questão 2
[Link].
[Link].
[Link].
[Link].
[Link].
Logicamente, a rota escolhida pelo roteador R3 para compor a tabela de roteamento para alcançar a rede
[Link]/24 será aquela que apresenta o menor custo, ou seja, a rota que passa por R4, com IP de
próximo salto [Link].
2. Protocolo OSPF de área única
Características do OSPF
Vejamos a seguir as características do protocolo OSPF.
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OSPF (open shortest path first) significa “escolher o caminho mais curto primeiro” e é o protocolo interior de
caminho (IGP – interior gateway protocol) mais utilizado.
Foi concebido inicialmente pela RFC 1131 no ano de 1989, como uma evolução do protocolo RIP, e
posteriormente aperfeiçoado por Dijkstra por meio da RFC 2328 (OSPF versão 2) que é utilizada até hoje.
Diferentemente de outros protocolos similares, o OSPF não transporta as informações de roteamento sobre os
protocolos da camada de transporte, UDP (user datagram protocol) ou TCP (transmission control protocol),
ele utiliza o próprio protocolo OSPF, sob o número de protocolo 89, e endereço IP multicast [Link] ou
[Link], para realizar esta tarefa.
Para realizar toda operação OSPF, desde o estabelecimento de adjacências até o preenchimento da tabela de
roteamento dos roteadores, o OSPF utiliza os seguintes tipos de pacotes:
1
Pacote de Olá (Hello)
Responsável pela descoberta de vizinhança, criação e manutenção de adjacências.
2
Pacote de banco de dados (database description packet – DBD)
Responsável por verificar a sincronização de bancos de dados entre os roteadores componentes
de uma área.
3
Requisição de estado de enlace (link state request packet – LSR)
Responsável pela solicitação de informações de estado de enlace entre os roteadores.
4
Atualização de estado de enlace (link state update packet – LSU)
Responsável pelo envio de informações de estado de enlace solicitados.
5
Recebimento de informações de link (link state acknowledgment packet – LSAck)
Responsável pela confirmação do recebimento dos outros pacotes.
Tipo 1
Descrição: hello
Tipo 2
Tipo 3
Tipo 4
Tipo 5
Endereço IP do roteador de origem (Identidade do roteador – router ID) - número identificador do roteador é
um número composto de 32 bits, normalmente um IPv4.
Soma de verificação - verifica a integridade de todo o pacote, excluído apenas a parte de autenticação.
Tipo de Autenticação - indica a forma de autenticação vigente no pacote. Vejamos cada um deles:
Tipo 0
Sem autenticação
Tipo 1
Senha simples
Tipo 2
Criptografia
Continuando:
O cabeçalho da mensagem OSPF irá encapsular o corpo da mensagem que tem o conteúdo específico
contendo as informações de cada um dos tipos de pacotes OSPF.
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Como vimos, o primeiro passo de operação dos protocolos de estado de enlace está relacionado à formação
de adjacências, e esta tarefa cabe aos pacotes do tipo Hello.
Quando temos uma rede multiacesso, como veremos a seguir, claramente haverá a formação de muitas
adjacências. Entretanto, o OSPF prevê a existência do roteador designado (DR – designated router) e backup
do roteador designado (BDR – backup designated router) que serão as bases da formação de adjacência
desse grupo, e os elementos com quem os outros roteadores (DROthers) trocarão informações. Veja:
Rede Multiacesso
Uma vez estabelecida a adjacência, os roteadores utilizam os pacotes do tipo de banco de dados (DBD) para
realizar a troca de informações sobre seus bancos de dados de estado de enlace (link state database – LSDB).
Depois da troca de banco de dados, iniciam-se as solicitações de informações adicionais relacionadas aos
bancos de dados, por meio de dois pacotes do tipo de requisição de estado de enlace (LSR), cujas
solicitações são recebidas pelos pacotes do tipo atualização de estado de enlace (LSU), com o objetivo de
manter o sincronismo dos bancos de dados.
Quando não mais houver informações dos bancos de dados a serem atualizados, significa que o grupo de
roteadores que compõe aquela área atingiu a convergência, e os respectivos bancos de dados são
equivalentes.
Além dos pacotes mencionados, toda troca de informação se utiliza dos pacotes do tipo recebimento de
informações de link (LSAck) para confirmação do recebimento de informações.
Em consequência da troca de informações descritas anteriormente, os roteadores que operam OSPF podem
assumir os seguintes estados de operação:
Estados de operação
O roteador já opera OSPF, entretanto ainda não recebeu nenhum tipo de pacote após o envio de
pacotes do tipo Hello.
Inicialização
Pacotes Hello são recebidos dos roteadores vizinhos, contendo informações de como o ID do vizinho.
Bidirecional
Início
É realizada a negociação entre quem inicia a troca de banco de dados e o número desta sequência é
estabelecido.
Troca
É realizada a troca de Banco de Dados entre os roteadores, caso não seja necessária troca de
informações adicionais, o estado seguinte passará a ser o estado de sincronizado.
Carregamento
São realizadas trocas de informações adicionais de roteamento por meio de LSR e LSU.
Sincronizados
Nesse estado, o banco de dados dos roteadores componentes do grupo atingiu a convergência.
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Topologia IPv4
A primeira parte da configuração que devemos proceder é a habilitação do processo OSPF para IPv4 no
roteador, que se dá por meio do comando “router ospf < n° processo > ”, a partir do modo de configuração do
roteador Cisco.
Veja como deve ser realizada a referida configuração para o roteador R1 do cenário em questão.
R1> enable
R1# configure terminal
R1(config)# router ospf 1
R1(config-router)#
Após a realização da habilitação do processo, podemos verificar por meio da “?” uma série de possibilidades
de comandos a serem executados no modo de configuração específica do OSPF, conforme apresentado a
seguir:
Configurando o router-ID
Cada um dos roteadores que participam do processo OSPF deve possuir uma identidade, que como visto
anteriormente, é composta por um número de 32 bits, ou seja, de um IPv4.
Esta identidade do processo, também conhecida como “router-ID”, é fundamental aos processos do OSPF, e
possui o seguinte mecanismo de configuração:
Configuração do Router-ID
Desta forma, é recomendado que todo roteador que executa o processo OSPF possua uma interface loopback
configurada, ou que o router-ID seja configurado manualmente, pois a definição do router-ID pelo IPv4 de uma
interface real pode gerar instabilidade ao processo OSPF, uma vez que esta interface pode ir ao estado de
desligada (down) por fatores diversos.
A seguir, confira a configuração do router-ID, de forma manual para o roteador R1, com o Ipv4 [Link] e com o
comando router-id.
Router-ID de R1
A configuração do router-id para R2, ilustrada a seguir, foi realizada por meio da utilização de uma interface
loopback, com o IPv4 [Link].
Router-ID de R2
Na configuração do roteador R3, somente após toda configuração do processo OSPF foi realizada a
configuração do IPv4 [Link] em uma interface loopback. Isso resultou na identificação do processo OSPF
pelo maior IP de uma interface real, IPv4 [Link].
Para que o router-ID do roteador seja reajustado para o IPv4 configurada na interface loopback, é necessário
reiniciar o processo OSPF, que pode ser feito por meio do comando “clear ip ospf process”, conforme ilustrado
na imagem a seguir:
Redefinição do Router-ID de R3
Nesse momento podemos verificar que, embora o processo OSPF esteja habilitado em todos os 3 roteadores
da topologia, não há rotas para redes remotas na tabela de roteamento, somente existem as rotas para as
redes diretamente conectadas de cada um dos roteadores, conforme a tabela de roteamento do roteador R1,
apresentada a seguir.
Rotas de R1
Isso ocorre porque a habilitação das redes que participam do processo OSPF é realizada por meio do
comando “network”, no modo de configuração específica do OSPF. Além disso, cabe ressaltar que as
máscaras coringas são utilizadas nesta configuração.
Comando network
Para finalizar a configuração do OSPF, é necessário utilizar o comando network para indicar a rede que será
anunciada pelo respectivo roteador. Para a execução do comando, será utilizado o prefixo de rede, seguido da
máscara de sub-rede e do identificador da área.
plain-text
Para a configuração da máscara de sub-rede, são empregadas as chamadas máscaras coringa (wildcard
masks), que consistem na substituição de bits 0 (zeros) por bits 1 (uns) e vice-versa, conforme mostrado a
seguir.
Máscara Coringa
Isaac Newton Ferreira Santa Rita
Além da máscara coringa, o comando network exige a definição do ID de área, que representa o grupo de
roteadores que devem possuir banco de dados OSPF síncronos.
Assim, a conclusão da configuração OSPF para o cenário incialmente apresentado está ilustrado na imagem a
seguir, na qual as redes diretamente conectadas de cada um dos roteadores são anunciadas aos respectivos
processos OSPF, por meio do comando network.
Configuração de networks
Depois da configuração das networks, os roteadores iniciam a troca de pacotes do tipo OSPF pelas redes
configuradas, e mantém este processo até que atinjam a convergência, quando seus bancos de dados estarão
síncronos, atingindo assim o estado full (sincronizados).
Verificando as rotas
Aqui já é possível verificar, com o comando “show ip route”, que as rotas para as redes remotas foram
aprendidas por meio do processo OSPF. Para exemplificar, a próxima imagem ilustra a inserção de rotas
aprendidas por meio do processo OSPF para o roteador R2 desta topologia.
Rotas OSPF
Existem, ainda, outros pontos importantes a serem observados, como a letra “O”, de OSPF, que precede as
rotas aprendidas por meio deste processo, e a distância administrativa do processo, cujo valor é de 110.
Após efetuar toda configuração OSPF no cenário proposto, podemos observar, por meio do comando “show ip
protocols”, informações valiosas relativas a esse processo, evidenciando-se aqueles ilustrado na imagem
adiante.
Comando Show IP Protocols
Outros comandos importantes à manutenção e configuração do processo OSPF estão listados a seguir.
Comando Descrição
# show ip ospf
Mostra as adjacências (vizinhança) formadas
neighbor
# show ip ospf
Mostra o banco de dados ospf montado
database
# clear ip os
Reinicia o processo OSPF do roteador
process
Comandos OSPF
Isaac Newton Ferreira Santa Rita
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O processo OSPF versão 3 (OSPFv3), utilizado para redes IPv6, é bastante similar ao processo OSPF versão 2
(OSPFv2) utilizado para rede IPv4. Ambos utilizam o algoritmo de Dijkstra para definição de melhor caminho e
possuem distância administrativa 110, ou seja, a maioria das características gerais continua igual.
Assim, a forma de configuração também é bastante similar. Para facilitar a aprendizagem da configuração do
processo OSPFv3, iremos utilizar a topologia apresentada pelo cenário a seguir.
Topologia OSPFv3
Na maioria dos roteados, ainda é necessário realizar a habilitação dos processos IPv6 antes de iniciarmos a
configuração, e isso por ser feito pelo comando:
plain-text
Outra similaridade entre as formas de configuração do processo OSPFv2 e o processo para IPv6 está na
habilitação do processo que é realizada por meio do seguinte comando.
plain-text
Habilitação do OSPFv3
Cabe observar que o processo OSPF para IPv6 solicita a configuração manual do router-ID, que é realizada na
sequência, por meio do comando “router-id”, e aplicando a ele um endereço IPv4, pois esse campo é um
registro de 32 bits. Dessa forma, mesmo sendo um processo IPv6, o ID do processo OSPFv3 continua sendo
um endereço IPv4.
Entretanto, caso haja um IPv4 configurado em uma interface loopback, ou em uma interface real, o processo
OSPFv3 irá efetuar as configurações de router-ID por meio desses IPv4, logicamente obedecendo a prioridade
apresentada no capítulo anterior.
O estabelecimento das redes que participarão do processo OSPF é realizado na própria interface, por meio da
habilitação dela ao processo utilizando o comando:
plain-text
Realizando este procedimento em todos os roteadores que fazem parte da topologia, teremos o processo
OSPFv3 configurado e a rede atingirá a convergência. Veja como o banco de dados, os vizinhos e tabela de
roteamento do roteador R1 ficaram após esse estado.
Convergência OSPFv3
Ajustes do OSPF
Alguns detalhes de configuração do OSPF
Veja a seguir a apresentação de alguns detalhes de configuração do OSPF.
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Cabe destacar que as velocidades que superam 100Mbps recebem pelo algoritmo de Djikstra custo 1, o que
representa um problema para a rede de dados pois, para o OSPF, não haverá diferença entre as capacidades
de se transmitir dados entre um enlace FastEthernet (100Mbps), GigaBitEthernet (1Gbps) ou um enlace
TenGigaBitEthernet (10Gbps).
Para sanar este problema, é viável ao administrador de rede alterar o valor de referência do custo OSPF, tanto
na versão 2 como na versão 3, por meio do comando:
plain-text
Cabe ressaltar que este custo deve ser o mesmo em todos os roteadores que fazem parte do grupo e que
deve ser expresso em Mpbs, conforme ilustrado pela imagem a seguir, que altera o referido valor para 10Gbps.
Após esse ajuste, a tabela exibida anteriormente passa a apresentar os custos contidos na tabela a seguir, em
que se evidencia a diferenciação entre todas as velocidades de interfaces presentes.
Outra atividade importantíssima para ajustarmos o processo OSPF é a correta informação de largura de banda
dos enlaces da rede de dados. Isso se deve ao fato de o processo OSPF não sondar o canal para descobrir a
largura de banda suportada por ele, mas simplesmente utilizar a informação de largura de banda encontrada
na interface que liga o referido enlace.
Assim, uma interface GigaBitEthernet conectada em um enlace rádio com capacidade de transmissão de
300Mbps será interpretada pela OSPF como capaz de transmitir 1Gbps caso a largura de banda na interface
não seja ajustada.
Para corrigir esse problema, devemos realizar esse ajuste em cada uma das interfaces que compõe o enlace
em questão, por meio do comando:
plain-text
(config-if)# bandwidth
Como ilustrado na imagem seguinte, na qual duas interfaces GigaBitEthernet estão conectadas em um enlace
rádio com capacidade de 300Mbps.
Uma aplicação interessante que pode ser realizada pelo processo OSPF é a difusão de rotas padrão (default)
por meio desse processo. Isso permite que este caminho padrão também utilize caminhos alternativos quando
o caminho principal estiver obstruído, como ilustrado pela imagem a seguir, em que o caminho ativo e principal
possui velocidade de 10Gbps, mas um caminho alternativo de 100Mbps pode ser utilizado.
Neste cenário, o roteador R2 terá uma rota estática padrão para a internet que será difundida para os outros
roteadores por meio do processo OSPF.
Logicamente, o algoritmo Djikstra fará com que as rotas padrões dinamicamente configuradas nos roteadores
R1 e R2 sigam o caminho apresentado, e caso ocorra uma interrupção do mesmo, será realizado um ajuste de
rotas em R1 e R2 para que o caminho padrão siga pela rota alternativa.
Atenção
No exemplo a seguir realizamos o apontamento da rota padrão para a interface loopback 0 de R2, para
simplificação da demonstração. Em uma situação real deveria ser configurado o endereço do roteador
de destino.
A imagem seguinte ilustra a configuração da rota padrão em R2 e o seu respectivo aprendizado pelos
roteadores R1 e R3 por meio do processo OSPF.
A propagação de rota padrão por meio do OSPFv3, para redes IPv6 é realizada da mesma forma que aquela
realizada para redes IPv4.
Interfaces passivas
Quando habilitamos uma rede a fazer parte de um processo OSPF, seja ele para IPv4 ou para IPv6, a interface
correspondente passa a emitir e receber anúncios do respectivo tipo OSPF.
Isso pode representar um problema de segurança para as redes de dados quando essas informações são
enviadas ou recebidas em redes de dados que possuam somente dispositivos finais, ou seja, em redes nas
quais há a certeza que não existe outro roteador operando OSPF.
Recomendação
Uma das medidas que podemos adotar para elevar a segurança do processo OSPF é realizar
configuração de interfaces passivas no respectivo processo, pois, por meio dessa ação, não mais serão
difundidos nem recebidos pacotes do tipo OSPF naquela interface.
Entretanto, a rede IP correspondente à interface passiva configurada será anunciada normalmente por meio
das demais interfaces que fazem parte do processo OSPF.
Esta configuração pode ser realizada tanto no processo OSPF IPv4 quanto no processo para IPV6, por meio
do comando:
plain-text
(config-router)# passive-interface
Como ilustrado pela imagem, que realiza a referida configuração para a interface GigaBitEthernet 0/2 do
roteador R1 em questão.
Autenticação OSPF
Outra atividade relacionada à segurança de utilização do processo OSPF é a realização da autenticação de
vizinhos para que seja realizada a troca de pacotes dessa natureza.
Esse processo pode tanto ser realizado por meio de uma simples troca de senhas em texto claro ou por meio
do envio do hash MD5 de uma senha predefinida entre dois roteadores.
Logicamente, o processo utilizando o envio do hash MD5 é mais recomendado, pois dificulta a
descoberta de senhas por meio da interceptação de pacotes.
A configuração da autenticação feita pela troca de senhas em claro é realizada por meio da definição de
senha nas interfaces, e a habilitação do processo de autenticação para a área correspondente no processo
OSPF.
A autenticação por meio de senhas simples será realizada para a topologia da imagem seguinte.
Observe a seguir o momento em que apenas o roteador R1 possui a autenticação por senha simples
habilitada. Podemos verificar que não há a formação de adjacência com o roteador R1 que já possui o
processo OSPF habilitado, mas senha autenticação.
Configuração de autenticação R1
Quando a configuração de senha simples é realizada no roteador R2, a adjacência é então formada entre os
dois roteadores, e eles passam a trocar informações OSPF, como ilustrado a seguir.
Configuração de autenticação R2
A autenticação utilizando hash MD5 é realizada de forma similar à autenticação utilizando senha simples e
pode ser configurada observando a configuração realizada no R1 da topologia em questão.
Configuração da autenticação por Hash MD5
No OSPFv3, foi suprimida a funcionalidade de autenticação, uma vez que essa proteção pode ser realizada
pelo próprio IPv6 por meio dos protocolos de autenticações authentication heather (AH) ou o encapsulating
security protocol (ESP).
Verificando o aprendizado
Questão 1
O comando network corretamente configurado para divulgação da rede [Link]/22 por meio do protocolo
OSPF é:
A rede [Link]/22
Mascara /22 = [Link]
Mascara Coringa /22 = [Link]
Comando correto: (config-router)# network [Link] [Link] area 0
Questão 2
Um administrador de redes necessita saber quais roteadores operando OSPFv3 formaram adjacência com o
seu roteador. Qual comando entre os relacionados a seguir ele deve aplicar?
# show ip protocols.
# show ip route.
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O uso do protocolo OSPF com área única é recomendado para uso em redes de pequeno e médio porte, pois
o protocolo é eficiente e bastante simples de ser configurado.
Entretanto, quando a rede começa a crescer, surgem alguns problemas, que podem afetar o desempenho dos
roteadores e, consequentemente, o funcionamento da própria rede de dados, tais como:
Esses problemas são sanados com a subdivisão da rede em áreas OSPF, pois com essa técnica se reduz a
sobrecarga e o processamento dos roteadores, fazendo com que eles mantenham o desempenho esperado
para o bom funcionamento da rede.
A topologia adequada para uso desta técnica define a área 0 (zero) como a área principal, conhecida como
backbone, e todas as outras áreas devem estar conectadas a ela, conforme ilustrado pela topologia
apresentada na imagem a seguir.
Com esta topologia, o roteador R1 somente processará informações de roteamento inerentes a área 1, e
somente executará o processo SPF, uma vez estabelecida a convergência, quando ocorrer alguma alteração
na área 1.
Da mesma forma, o roteador R4, que faz parte tanto a área 0 quanto da área 2, somente processará
alterações essas áreas.
A estratégia de utilizar a área 0 (zero) como backbone está relacionada à economia de recursos, pois ali
estarão os dispositivos que serão responsáveis pelo encaminhamento de pacotes entre as diversas área
existentes na topologia.
As áreas periféricas, ou regulares, normalmente se destinam à conexão de usuários, com menor carga de
dados.
Os avisos OSPF (LSA – Link State Advertisement) são informações de rede que tramitam entre os roteadores
que operam o OSPF e há cinco tipos desses avisos que são fundamentais ao processamento de redes OSPF
multiárea, são eles:
Tipo de LSA 1
LSA do roteador.
Tipo de LSA 2
LSA de rede.
Tipo de LSA 3 e 4
LSA de sumarização.
Tipo de LSA 5
LSA AS externo.
Os LSA do tipo 1 são os mais simples e são similares àqueles utilizados em redes de área única, pois realizam
os anúncios de redes diretamente conectadas. Esses avisos são utilizados por todos os roteadores operando
OSPF e não são propagados para fora da área de origem.
Os LSA do tipo 2 são gerados pelos roteadores designados (DR – designated router) em redes multiacesso e
não ultrapassam as fronteiras da área de origem.
Os LSA do tipo 3 são utilizados pelos ABR para anunciar a existência de redes de outras áreas. A imagem
seguinte ilustra o comportamento da topologia adotada, onde os roteadores da área 1 anunciam suas redes
por meio do LSA 1 e o ABR encaminha o resumo de rede da Área 1 para as outras áreas por meio do LSA 3 de
resumo.
LSA Tipos 1 e 3
Os LSA do Tipo 4 são gerados pelos ABR para identificação de um ASBR, conforme ilustrado a seguir.
LSA Tipos 4
Já os LSA do Tipo 5 são gerados pelos ASBR para a transmissão de rotas externas da seguinte forma:
LSA Tipos 5
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Não há nenhuma necessidade especial para realizar a configuração do processo OSPF para IPv4, ele é
realizado da mesma forma que processo para uma rede com área única com a simples modificação de
informação de área durante o comando network, de acordo com a topologia empregada.
Para exemplificar, vamos realizar a configuração do processo OSPF para a topologia IPv4 apresentada a
seguir e, na sequência, mostrar as peculiaridades da tabela de roteamento, bem como o banco de alguns
roteadores para melhor compreendermos as vantagens da divisão da rede em áreas.
No exemplo apresentado, devemos observar que os roteadores R3 e R4 fazem parte de duas áreas, sendo
então roteadores de borda de área (ABR).
Para configurar as informações do OSPF no roteador R1 de acordo com a área 1, deve ser executado o
seguinte comando:
Os demais roteadores devem ser configurados de forma semelhante, alterando os valores de acordo com as
redes e área as quais cada roteador pertença.
Configuração OSPF de R3 e R4
Cabe destacar que as networks foram cuidadosamente configuradas em cada uma das áreas que pertencem.
Em R3, as redes [Link]/24 e [Link]/24 associadas à área 1 e a rede [Link]/24 à área 0. Da mesma
forma, R4 com suas respectivas redes e áreas correspondentes.
Os roteadores R1, R2, R5 e R6 são roteadores internos, pois possuem todas as suas interfaces conectadas a
uma mesma área. A forma de configuração de cada um deles é bastante similar ao processo de área única,
com a simples diferença em relação à numeração das respectivas áreas.
A configuração do processo OSPF para esses quatro roteadores pode ser observada pela imagem seguinte,
onde podemos verificar a especificidade de área em cada um deles.
Quando observamos o banco de dados de estado de enlace (LSDB) de um roteador interno, como o
apresentado pela imagem a seguir, podemos verificar que todo o banco de dados está associado a uma única
área e aos roteadores que dela fazem parte, tornando esse banco de dados mais eficiente.
Já os LSDB dos roteadores de borda são mais extensos que os dos roteadores internos, pois fazem parte de
mais de uma área. A imagem seguinte ilustra banco de dados do roteador de borda (ABR) R3. Nele podemos
observar sua maior complexidade em relação ao banco de dados do roteador R1.
Banco de dados OSPF do roteador R3
Uma vez a configuração realizada de forma correta, os roteadores das áreas passam a ser capazes de chegar
a qualquer ponto da rede.
Cabe observar que a tabela de roteamento deixa claro ao administrador da rede como que cada uma das
rotas OSPF foi aprendida, como ilustrado pelas rotas aprendidas por R1 e R3 apresentado pela seguinte
imagem:
Rotas OSPD de R1 e R3
Cabe destacar que é possível realizar o envio de rotas entre áreas de forma sumarizada, o que tende a
melhorar ainda mais a performance dos roteadores que fazem parte de um processo OSPF multiárea.
Conteúdo interativo
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O processo de funcionamento do OSPF para IPv6 é muito semelhante ao OSPFv2, utilizado em redes IPv4.
Dessa forma, a configuração a ser realizada em redes IPv6 multiárea também é muito próxima àquela
observada em redes IPv4, bastando ajustar os procedimentos à configuração IPv6, já apresentadas para o
processo de área única OSPFv3.
Nesse sentido, vamos realizar a configuração do processo OSPFv3 para a topologia de rede apresentada a
seguir:
A imagem seguinte ilustra os principais passos para realizar a configuração do processo OSPF para IPv6 no
roteador R1, que é semelhante aos roteadores R2, R5 e R6, pois são todos roteadores internos, que possuem
todas as suas interfaces um uma única área.
Configuração OSPFv3 do roteador R
Os principais passos necessários à configuração do roteador de borda de área (ABR) R3 estão ilustrados na
imagem a seguir, onde podemos observar a associação das áreas 1(um) e 0(zero) às configurações de suas
respectivas interfaces.
Uma vez atingida a convergência, podemos observar as rotas aprendidas por meio do OSPFv3 no roteador
interno R6, que possui semelhança com os roteadores R1, R2 e R5, e evidenciar as rotas com origem em áreas
externas iniciadas por OI e aquelas aprendidas dentro da área por meio da inicial O.
Pela área 1 – R1 e R2
Pela área 0 – R4
Pela área 2 – Não formará adjacência
Questão 2
Qual será o tipo de LSA utilizado por R1 para anunciar suas redes diretamente conectadas ao roteador R2?
A
LSA Tipo 1.
LSA Tipo 2.
LSA Tipo 3.
LSA Tipo 4.
LSA Tipo 5.
Laboratório OSPFv2
Configuração de redes utilizando OSPF
Veja a seguir a configuração completa de ambientes utilizando os protocolos OSPFv2 e OSPv3.
Conteúdo interativo
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Para exercitar aquilo que foi aprendido, vamos efetuar a configuração de dois laboratórios que sintetizem todo
conteúdo até aqui apresentado, um utilizando o OSPFv2 para IPv4 e outro para o OSPFv3 para IPv6.
Cenário
Para realizarmos a configuração do OSPFv2, iremos utilizar a topologia apresentada a seguir.
Cenário OSPFv2
1
Primeiro passo
Inicialmente, será necessário realizar a configuração do endereço IP das interfaces dos roteadores
de acordo com os endereços apresentados na imagem anterior.
2
Segundo passo
A próxima etapa de configuração será relacionada à configuração do protocolo OSPFv2, versão
utilizada em ambientes que utilizam o protocolo IPv4. A configuração do OSPF permitirá que as
tabelas de roteamento sejam construídas de forma dinâmica.
3 Terceiro passo
A etapa final será constituída nos ajustes finais do OSPF, como a configuração do custo de
referência e largura de banda.
Lembrando que essas três etapas devem ser realizadas para cada um dos roteadores.
Configuração de R1
Inicialmente, vamos realizar a configuração dos endereços IP das interfaces de R1.
plain-text
Router>en
Router#conf t
Router(config)#interface gigabitEthernet 0/1
Router(config-if)#ip address [Link] [Link]
Router(config-if)#no shutdown
Router(config-if)#
Router(config-if)#interface gigabitEthernet 0/0
Router(config-if)#ip address [Link] [Link]
Router(config-if)#no shutdown
Router(config-if)#
Router(config-if)#interface gigabitEthernet 0/2
Router(config-if)#ip address [Link] [Link]
Router(config-if)#no shutdown
Router(config-if)#
Router(config-if)#exit
Router(config)#host
Router(config)#hostname R1
R1(config)#exit
R1#
plain-text
R1(config)#router ospf 1
R1(config-router)#router-id [Link] (OBS: Configuração de ID)
R1(config-router)#network [Link] [Link] area 1
R1(config-router)#network [Link] [Link] area 1
R1(config-router)#network [Link] [Link] area 1
R1(config-router)#passive-interface gigabitEthernet 0/1 (OBS: Configuração de Interface
Passiva)
R1(config-router)#end
Vamos realizar os ajustes nas interfaces de R1 relacionados à configuração da largura de banda de cada
interface e do custo de referência do OSPF.
plain-text
R1#conf t
R1(config)#interface gigabitEthernet 0/1
R1(config-if)#bandwidth 1000000
R1(config-if)#interface gigabitEthernet 0/0
R1(config-if)#bandwidth 500000
R1(config-if)#interface gigabitEthernet 0/2
R1(config-if)#bandwidth 300000
R1(config-if)#end
R1(config)#router ospf 1
R1(config-router)#auto-cost reference-bandwidth 1000 (OBS: Ajuste de largura de banda).
Configuração de R2
Vamos realizar a configuração inicial em R2, ajustando os endereços IP das interfaces.
plain-text
Router>en
Router#conf t
Router(config)#hostname R2
R2(config)#interface gigabitEthernet 0/0
R2(config-if)#ip address [Link] [Link]
R2(config-if)#no shutdown
R2(config-if)#interface gigabitEthernet 0/1
R2(config-if)#ip address [Link] [Link]
R2(config-if)#bandwidth 300000
R2(config-if)#interface gigabitEthernet 0/2
R2(config-if)#ip address [Link] [Link]
R2(config-if)#bandwidth 150000
R2(config-if)#exit
R2(config)#
plain-text
R2(config)#router ospf 1
R2(config-router)#router-id [Link]
R2(config-router)#network [Link] [Link] area 1
R2(config-router)#network [Link] [Link] area 1
R2(config-router)#network [Link] [Link] area 1
R2(config-router)#passive-interface gigabitEthernet 0/0
R2(config-router)#end
R2#
Vamos realizar os ajustes nas interfaces de R2 relacionados à configuração da largura de banda de cada
interface e do custo de referência do OSPF.
plain-text
R2#conf t
R2(config)#interface gigabitEthernet 0/1
R2(config-if)#bandwidth 300000
R2(config-if)#interface gigabitEthernet 0/0
R2(config-if)#bandwidth 1000000
R2(config-if)#interface gigabitEthernet 0/2
R2(config-if)#bandwidth 150000
R2(config-if)#end
R2(config)#router ospf 1
R2(config-router)#auto-cost reference-bandwidth 1000
Configuração de R3
Agora, vamos realizar a configuração inicial em R3, ajustando os endereços IP das interfaces.
plain-text
Router>
Router>en
Router#conf t
Router(config)#hostname R3
R3(config)#interface gigabitEthernet 0/0
R3(config-if)#ip address [Link] [Link]
R3(config-if)#bandwidth 700000
R3(config-if)#no shutdown
R3(config-if)#interface gigabitEthernet 0/2
R3(config-if)#ip address [Link] [Link]
R3(config-if)#bandwidth 150000
R3(config-if)#no shutdown
R3(config-if)#interface gigabitEthernet 0/1
R3(config-if)#ip address [Link] [Link]
R3(config-if)#bandwidth 500000
R3(config-if)#no shutdown
plain-text
R3(config)#router ospf 1
R3(config-router)#router-id [Link]
R3(config-router)#network [Link] [Link] area 1
R3(config-router)#network [Link] [Link] area 1
R3(config-router)#network [Link] [Link] area 0
R3(config-router)#exit
R3(config)#
Agora, vamos realizar os ajustes nas interfaces de R3 relacionados à configuração da largura de banda de
cada interface e do custo de referência do OSPF.
plain-text
R3#conf t
R3(config)#interface gigabitEthernet 0/1
R3(config-if)#bandwidth 500000
R3(config-if)#interface gigabitEthernet 0/0
R3(config-if)#bandwidth 7000000
R3(config-if)#interface gigabitEthernet 0/2
R3(config-if)#bandwidth 150000
R3(config-if)#end
R3(config)#router ospf 1
R3(config-router)#auto-cost reference-bandwidth 1000
Configuração de R4
Agora, vamos realizar a configuração inicial em R4, ajustando os endereços IP das interfaces.
plain-text
Router>en
Router#conf t
Router(config)#hostname R4
R4(config)#interface gigabitEthernet 0/1
R4(config-if)#ip address [Link] [Link]
R4(config-if)#bandwidth 700000
R4(config-if)#no shutdown
R4(config-if)#interface gigabitEthernet 0/0
R4(config-if)#ip address [Link] [Link]
R4(config-if)#no shutdown
Vamos realizar a configuração do protocolo OSPF em R4, configurando a rota padrão (default).
plain-text
R4(config)#router ospf 1
R4(config-router)#router-id [Link]
R4(config-router)#auto-cost reference-bandwidth 1000
R4(config-router)#network [Link] [Link] area 0
R4(config-router)#default-information originate (OBS: Propagação de rota default)
R4(config-router)#end
R4#conf t
R4(config)#ip route [Link] [Link] [Link] (OBS: Rota default)
Agora, vamos realizar os ajustes nas interfaces de R4 relacionados à configuração da largura de banda de
cada interface e do custo de referência do OSPF.
plain-text
R4#conf t
R4(config)#interface gigabitEthernet 0/1
R4(config-if)#bandwidth 700000
R4(config-if)#end
R4(config)#router ospf 1
R4(config-router)#auto-cost reference-bandwidth 1000
A imagem a seguir apresenta a tabela de roteamento do roteador R1. Podemos verificar que o roteador
aprendeu rotas internas a área 1, rotas Inter área e também a rota padrão.
A rota Inter área está identificada pela sigla “O IA” e o prefixo de rede [Link]/24, que é alcançável através
do gateway [Link], pela interface GigabitEthernet0/0.
As rotas internas a área 1 são aquelas que tem a sigla “O” e tem como destino as redes [Link]/24,
[Link]/24 e [Link]/24.
A rota default (padrão) é aquela que está identificada pela sigla “O*E2” com rede de destino [Link]/0.
Rotas de R1
A imagem seguinte apresenta a tabela de roteamento de R2. A mesma análise realizada para R1 pode ser feita,
verificando cada uma das rotas aprendidas através do protocolo OSPF.
Rotas de R2
Veja a tabela de roteamento de R3. A mesma análise realizada para R1 e R2 pode ser feita, verificando cada
uma das rotas aprendidas através do protocolo OSPF.
Rotas de R3
Por fim, a imagem a seguir apresenta a tabela de roteamento de R4. Como o roteador R4 é um roteador de
borda de área, podemos perceber que as rotas aprendidas através do protocolo OSPF são do tipo inter área.
Rotas de R4
Laboratório OSPFv3
Cenário
O cenário que iremos considerar para realizar a configuração do OSPv3, utilizado em redes IPv6, é semelhante
ao já apresentado anteriormente. Entretanto, agora iremos realizar todas as configurações, passo a passo, e
ajustar alguns parâmetros adicionais, como o custo de referência e a largura de banda das interfaces.
Cenário OSPFv3
Configuração de R1
Vamos agora iniciar a configuração do nosso ambiente adicionando os endereços IPv6 para cada uma das
interfaces, conforme os comandos a seguir.
Lembre-se de que para o OSPFv3 a habilitação do processo é realizada dentro de cada interface e não de
forma global. Portanto, ao acessar o modo de configuração da interface você já deve habilitar o OSPF e
configurar a largura de banda da interface.
plain-text
R1>en
R1#conf t
R1(config)# ipv6 unicast-routing (OBS: Habilitação do processo IPv6)
R1(config)#interface gigabitEthernet 0/2
R1(config-if)#ipv6 address 2001:db8:acad:1::f/64
R1(config-if)#no shutdown
R1(config-if)#ipv6 ospf 1 area 0 (OBS: Habilitação do processo OSPFv3 área 0)
R1(config-if)#interface gigabitEthernet 0/1
R1(config-if)#ipv6 address 2001:db8:acad:2::1/64
R1(config-if)#ipv6 ospf 1 area 0 (OBS: Habilitação do processo OSPFv3 área 0)
R1(config-if)#bandwidth 200000 (OBS: Ajuste de largura de banda)
R1(config-if)#no shutdown
R1(config-if)#interface gigabitEthernet 0/0
R1(config-if)#ipv6 address 2001:db8:acad:3::2/64
R1(config-if)#ipv6 ospf 1 area 0 (OBS: Habilitação do processo OSPFv3 área 0)
R1(config-if)#no shutdown
R1(config-if)#bandwidth 400000 (OBS: Ajuste de largura de banda)
R1(config-if)#
plain-text
R1>en
R1#conf t
R1(config)#ipv6 router ospf 1
R1(config-rtr)#router-id [Link]
R1(config-rtr)#auto-cost reference-bandwidth 1000
R1(config-rtr)#exit
R1(config)#
Configuração de R2
Executaremos as mesmas configurações em R2, adicionando os endereços IPv6, o valor da largura de banda
correto e habilitando o processo OSPv3.
plain-text
R2#conf t
R2(config)#interface gigabitEthernet 0/2
R2(config-if)#ipv6 address 2001:db8:acad:4::f/64
R2(config-if)#no shutdown
R2(config-if)#ipv6 ospf 1 area 0
R2(config-if)#interface gigabitEthernet 0/1
R2(config-if)#ipv6 address 2001:db8:acad:2::2/64
R2(config-if)#bandwidth 200000
R2(config-if)#ipv6 ospf 1 area 0
R2(config-if)#no shutdown
R2(config-if)#interface gigabitEthernet 0/0
R2(config-if)#ipv6 address 2001:db8:acad:5::1/64
R2(config-if)#ipv6 ospf 1 area 0
R2(config-if)#bandwidth 750000
R2(config-if)#no shutdown
Os comandos a seguir realizam os ajustes do router-id, interface passiva e custo de referência para R2.
plain-text
R2r>en
R2#conf t
R2(config)#ipv6 unicast-routing
R2(config)#ipv6 router ospf 1
R2(config-rtr)#router-id [Link]
R2(config-rtr)#passive-interface gigabitEthernet 0/2
R2(config-rtr)#auto-cost reference-bandwidth 1000
R2(config-rtr)#exit
R2(config)#
Configuração de R3
Executaremos as mesmas configurações em R3, adicionando os endereços IPv6, o valor da largura de banda
correto e habilitando o processo OSPv3. Em R3, vamos simular a configuração da rota padrão IPv6, utilizando
a interface loopback 0 simulando a saída para a internet.
plain-text
R3#conf t
R3(config)#ipv6 unicast-routing
R3(config)#interface gigabitEthernet 0/0
R3(config-if)#ipv6 address 2001:db8:acad:6::f/64
R3(config-if)#ipv6 ospf 1 area 0
R3(config-if)#no shutdown
R3(config-if)#interface gigabitEthernet 0/1
R3(config-if)#ipv6 address 2001:db8:acad:3::1/64
R3(config-if)#ipv6 ospf 1 area 0
R3(config-if)#bandwidth 400000
R3(config-if)#no shutdown
R3(config-if)#interface gigabitEthernet 0/2
R3(config-if)#ipv6 address 2001:db8:acad:5::2/64
R3(config-if)#ipv6 ospf 1 area 0
R3(config-if)#bandwidth 750000
R3(config-if)#no shutdown
R3(config-if)#exit
R3(config)#interface loopback 0
R3(config-if)#ipv6 address 2001::1/64
R3(config-if)#exit
R3(config)#ipv6 route ::/0 loopback 0
R3(config)#end
R3#
Os ajustes em R3 não se resumem à configuração do router-id e custo de referência. Agora vamos configurar
para que R3 seja o roteador que irá divulgar a rota padrão.
plain-text
R3>en
R3#conf t
R3(config)#ipv6 unicast-routing
R3(config)#ipv6 router ospf 1
R3(config-rtr)#router-id [Link]
R3(config-rtr)#passive-interface gigabitEthernet 0/0
R2(config-rtr)#auto-cost reference-bandwidth 1000
R3(config-rtr)#default-information originate
R3(config-rtr)#exit
A próxima imagem apresenta a tabela de roteamento do roteador R1. Podemos verificar que o roteador
aprendeu as rotas para as demais redes e também a rota padrão.
Semelhante ao que vimos no ambiente IPv4, as rotas internas à área 1 são aquelas que têm a sigla “O” e a rota
default (padrão) é aquela que está identificada pela sigla “OE2” com rede de destino ::/0.
Rotas de R1
Observe a tabela de roteamento de R2. A mesma análise realizada para R1 pode ser feita, verificando cada
uma das rotas aprendidas através do protocolo OSPF.
Rotas de R2
A imagem a seguir apresenta a tabela de roteamento de R3. A mesma análise realizada para R1 e R2 pode ser
feita, verificando cada uma das rotas aprendidas através do protocolo OSPF.
Rotas de R3
Verificando o aprendizado
Questão 1
Qual das interfaces da imagem a seguir devem ser configuradas como interfaces passivas para que o
processo OSPF funcione corretamente e garanta o máximo de segurança possível.
R1 – x ; R2 - x ; R3 - GE0/0 ; R4 - GE0/1 ; R5 - x ; R6 - x.
R1 – x ; R2 - x ; R3 - x ; R4 - x ; R5 - x ; R6 - x.
E
Questão 2
Uma interface TenGigaBitEthernet (10Gbps) está conectada a um enlace contratado de uma operadora de
telecomunicações com limitação de velocidade de 5Gbps. Qual deve ser a configuração a ser realizada nesta
interface para que processo OSPF ajuste largura de banda desta interface ao cenário real?
Bandwidth 500.
Bandwidth 5.
Bandwidth 10.
Bandwidth 5.000.
Bandwidth 5.000.000.
Considerações finais
Estudamos os princípios do protocolo de roteamento dinâmico, abordando as principais características do
OSPF, passando pela comparação com outros protocolos de roteamento e entendendo sua forma de
funcionamento.
Realizamos a aplicação do protocolo de roteamento dinâmico OSPF em pequenas redes, tanto em redes que
utilizam o protocolo IPv4 quanto em redes operando com IPv6. Analisamos as vantagens em se realizar a
configuração do protocolo OSPF em redes mais complexas, nas quais existe a necessidade de subdivisão em
áreas para otimizar o funcionamento do protocolo.
Por fim, realizamos a configuração de diversas funcionalidades que propiciam o melhor funcionamento das
redes que operam sob o protocolo OSPF.
Podcast
Para encerrar, ouça o Podcast sobre a importância do protocolo OSPF para as redes de computadores.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para ouvir o áudio.
Explore +
Acesse o site da Cisco e procure pelo guia Compreender o OSPF (Open Shortest Path First) – Guia de design.
Referências
FOROUZAN, B. A.; MOSHARRAF, F. Redes de Computadores. São Paulo: Grupo A, 2013.
TANENBAUM, A. S.; WETHERALL, D. Redes de Computadores. 5 ed. São Paulo: Pearson Universidades, 2011.