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Anamnes e

A anamnese é uma entrevista clínica que busca entender os motivos da consulta e como os problemas afetam a vida do paciente, priorizando a escuta ativa e a coleta de informações relevantes. O processo envolve a identificação da queixa principal, histórico médico e farmacológico, além de estabelecer um plano de cuidado. A atenção farmacêutica é uma prática que visa garantir o uso racional de medicamentos, monitorando a farmacoterapia e promovendo a adesão ao tratamento.

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Anamnes e

A anamnese é uma entrevista clínica que busca entender os motivos da consulta e como os problemas afetam a vida do paciente, priorizando a escuta ativa e a coleta de informações relevantes. O processo envolve a identificação da queixa principal, histórico médico e farmacológico, além de estabelecer um plano de cuidado. A atenção farmacêutica é uma prática que visa garantir o uso racional de medicamentos, monitorando a farmacoterapia e promovendo a adesão ao tratamento.

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ANAMNESE

O QUE É ANAMNESE E SEU OBJETIVO? evite fazer várias perguntas ao mesmo


tempo.
Entrevista clinica que compreende os Priorize o paciente, se estiver acompanhado
motivos da consulta (sejam explícitos ou ( ouça- o depois)
não) registre todas as informações dadas com o
Entender como os problemas afetam a vida “falar” do paciente
do paciente DEVE-SE EVITAR:
Informações relevantes para a resolução do
problema.
A arte de ouvir e questionar para
compreender a doença e o doente
Identificar a queixa principal do paciente
subjetivas: Perguntas que “empurram” o
compreender a HMA ( histórica da moléstia
paciente para uma resposta específica,
atual)
influenciando o que ele vai responder, no
coletar a historia farmacológica e HPP
(historia patologica pregressa) que ele acha que é o “ certo” a responder :
conhecer os hábitos de vida e contexto 1. “Você toma direitinho seus remédios, né?”
psicossocial 2. “A senhora não sente dor com esse
medicamento, certo?”
estabelecer um plano de cuidado a partir
das informações coletadas Por quê: Perguntas iniciadas com “por quê”
Verificar a existencia de PRM ( problemas podem soar acusatórias, gerando defesa ou
relacionados a medicaçâo) e RAM ( reações ansiedade no paciente:
3. “Por que você não tomou o remédio?”
adversas a medicamentos.
4. “Por que você não veio antes da consulta?”

Substitua por:

“O que aconteceu que dificultou o uso do


medicamento?”

“Quais foram os motivos que fizeram você


COMO PROCEDER COM O PACIENTE ? atrasar a consulta?”

Nunca confie na primeira resposta Entrelinhas: Falar de forma indireta,


seja acolhedor enviando mensagens “ocultas” ou não
explique cada passo do procedimento claras.
use perguntas mais abertas, força o O paciente precisa adivinhar o que você
paciente a se comunicar e se abrir mais quer perguntar.
evitando respostas diretas com perguntas 1. “Seria bom se as pessoas seguissem
fechadas direitinho o tratamento…”
evite jargões tecnicos, fale de modo que o 2. “Tem paciente que esqueceu o remédio e
paciente entenda o que esta sendo dito, depois complica…
expressando-se de maneira adequada, Jargões técnicos: Palavras técnicas ou
clara, objetiva e baseada nas melhores acadêmicas que o paciente não entende.
evidências 3. “Você teve hipoglicemia reativa?”
tente concordar com o paciente com “ uhum’’ 4. “Precisa aumentar a posologia conforme o
reafirme palavras e afirmações das plano terapêutico individualizado.”
informçaões tragas pelo paciente
-“ deixa eu ver se entendi... é isso mesmo” “ me Fale de forma simples :
conte mais.
Seu açúcar baixou depois de comer?”
observe a postura do paciente, suas “Vamos mudar a dose do remédio para
expressões, sua fala ( alta baixa, rapida, combinar melhor com seu dia a dia.”
devagar, se ha inconsistências )
CONCEITOS BÁSICOS:

Sinais: o que o profissional observa,


manifestações clinicas visíveis e
perceptíveis.
Sintomas: manifestações percebidas e
realtadas pelo paciente- dor, nausea,
cansaço
Sintomatologia ou quadro clinico:
conjunto dos sintomas e sinais presentes
em uma determinada doença.
Semiologia Farmacêutica: S (subjetividade):
reconhecimento das necessidades do
paciente a partir de uma queixa/ identificação/HF/ HDA.
demanda. Motivos da consulta/ suas queixas
Diretrizes Terapêuticas: conjunto de Tudo que o paciente contar
orientação baseada em evidencias
cientificas, foca em definir quais O (objetivo)
tratamentos são mais eficazes e seguros
Tudo que o profissional observa/ mede
para cada condição.
exames complementares
Protocolo Clínico: documentos que
procedimentos anteriores
estabelece critérios para o diagnostico e
tratamento- medicamentos, exames, A ( avaliação)
doses.
hipótese ou diagnostico
DEVE- SE LEVAR EM CONTA: síntese de dados anteriores
designação do problemas identificados
Todo paciente a ser consultado fica
estressado. P (plano/ conduta)
ter paciência com respostas pouco claras
é um paciente casual, aguda ou crônica? diagnostico
tem experiencia previa com doenças? terapia
tem medo de doença? ( própria ou com acompanhamento
pessoas próximas CONCEITOS educação em saúde
BÁSICOS: Prescrição
Sinais: o que o profissional observa;
MÉTODO DÁDER:
manifestações clínicas visíveis e
perceptíveis. Detectar problemas relacionados com
Sintomas: manifestações percebidas e
medicamentos (PRM) em cinco formulários
relatadas pelo paciente — dor, náusea,
1. Estado de situação - doença atual
cansaço.
2. medicamentos utilizados- conhecimento
Sintomatologia ou quadro clínico: conjunto
3. revisão- inspeção do paciente
de sintomas e sinais presentes em uma
4. entrevista- problemas de saúde
determinada doença.
5. parâmetros- altura, peso, PA, glicemia
Semiologia farmacêutica: reconhecimento
das necessidades do paciente a partir de medicamento nao produz o efeito desejável
uma queixa/demanda.
MÉTODO SOAP: reações adversas e efeitos colaterais

Método de documentação clínica para falta de medicamentos necessário


registro de atendimentos.
Garantir que a farmacoterapia seja necessária
Inclui: motivo da consulta, queixas
avaliando a necessidade de cada
principais, sintomas, sinais vitais,
medicamento sendo EFICAZ, SEGURO E
resultados de exames
CONFORME
História da doença e percepções do
Ideal para polimedicados
paciente
identificação de problemas relacionados à Possui os seguintes passos fundamentais:
1. avaliação inicial da farmacoterapia
farmacoterapia
2. elaboração do plano de cuidado
Não é diagnóstico, mas análise baseada
3. seguimento e avaliação dos resultados
em evidências
Permite documentar evolução do paciente
de forma longitudinal
Dado com o universal.
Base apara sugerir substituição,
modificação de posologia ou troca de
fármacos
Complementar métodos como Dáder e
PWDT
ETAPAS DA CONSULTA

Identificação do paciente
MÉTODO PWDT
Nome completo
Estudo Farmaceutico da terapia idade- data de nascimento
farmacológica sexo
Foco na identificação, avaliação e resoluçaõ estado civil
de Problemas de terapia medicamentosa- profissão/ escolaridade
DTPs- farmacoterapia mais complexas nacionalidade/ naturalidade
abordagem centrada no paciente, nao no dados específicos do paciente
medicamento Contexto do paciente
estabelecer acompanhamento sistemático quem mora junto/ e quem supervisiona os
da farmacoterapia, garantindo que seja medicamentos com/do paciente
apropriada, efetiva, segura e conveniente. quem prepara sua alimentação
Seguindo os formulários: Atividades da vida diária
Avaliação inicial- Historia completa Mensurar a independência do paciente
crenças e restrições religiosas
*listagem de todos os medicamentos que estao Hábitos de vida
em uso tabagismo, alcoolismo
atividades físicas
*informações pessoais com relato da queixa do alimentação
paciente sexo seguro
Queixa Principal
*condição de saúde e dignosticos atuais e
motivo da consulta
antigos
exploração do motivo da queixa
Identificação de DTPs histórico evolutivo
atenção aos POLIQUEIXOSOS - o que mais
*caracterização dos identificados incomoda? que tipo de problema? como é
essa dor? o que mais sente quando
*evidencias que suportam cada problema- o que
começa?
sente ao tomar o medicamento
períodos ou circunstancias- movimentos,
*se o medicamento esta sendo efetivo alimentos, fatores ambientais, atividades
pessoais.
*duplicidade farmacêutica Fatores de agravamento ou de alivio-
repouso, esforço, mudança de posição, uso
Plano de intervenções de medicamentos, reação a alimentos.
*objetivos terapêuticos específicos Repercussão- o quanto afetam a vida diária,
convívio social, trabalho, autoimagem.
*Prazos e responsabilidades DOR- localização, como é a dor?, o quanto
doi, incomoda, duração, sequencia
*datas para reavaliação
cronologia.
registro de progresso do paciente Historia de Patologias Pregressa:
doenças anteriores
*respostas as intervenções cirurgias anteriores
alergias
*novos problemas identificados
histórico familiar
*ajustes no plano terapêutico vacinas
riscos domésticos
FECHAMENTO doenças crônicas- hipertensão, diabetes,
insuficiência cardiacas, respiratórias,
farmacológica doenças endocrocrinas
nao farmacológica Histórico medicamentoso
solicitação de exames checar tempo de uso, motivo do uso, forma
encaminhamento correta, efeitos colaterais
checar horários, regularidade, quem
prescreveu, anticoncepcionais
se innclui metodos caseiros
o que ja usou e nao usa masi e porque.
Sintomas gerais
febre, alterações de apetite ou de peso,
fraqueza, fadiga, sudorese, tristeza, calafrios
ATENÇÃOFARMACÊUTICA

O QUE É ATENÇÃO FARMACÊUTICA? COMPONENTES DA PRÁTICA:

Prática profissional de interação direta como Educação em saúde sobre o uso racional
paciente de medicamentos
processo lógico, sistemático e global de orientação farmacêutica
assistência dispensação
Conjuntos de práticas para orientar, atendimento farmacêutico
acompanhar e responsabilizar-se pelo uso acompanhamento/ seguimento
racional de medicamentos pelo paciente farmacoterapêutico
Metodologia que avalia o farmacoterapia do registro sistemático e avaliação de
paciente. resultados

OBJETIVOS o paciente é o principal beneficiário e o foco da


atenção farmacêutica, setor que assume
avaliar as necessidades do paciente compromisso ético, técnico e humano para
relacionadas ao medicamentos e implementar melhorar a farmacoterapia
ações para.
Monitorar e seguir os resultados terapêuticos
obtidos
prevenir e resolver PRMs FARMÁCIA CLÍNICA X CUIDADO
Promover a adesão ao tratamento e uso FAMACÊUTICO X ASSISTÊNCIA
correto dos medicamentos
Foco na aplicação de conhecimentos
ATIVIDADES E ATRIBUIÇÕES DO FARMA clínicos
monitoramento de parâmetros clínicos
Seguimento farmacoterapêutico ajustes de doses baseados em função
identificação de PRMs renal/ hepática
Educação em Saúde suporte a protocolos institucionais
Acompanhamento de resultas modelo de prática centrada no paciente
Elaboração de plano se seguimento com corresponsabilização pelos resultados
objetivos e intervenções terapêuticos
Avalição dos resultado plano de cuidado individualizado
Monitoramento do paciente atenção as necessidades especificas do
realização da anamnese e aplicação da paciente
semiologia compromisso com desfechos em saude
solicitações de exames laboratoriais seleção programação e aquisição de
medicamentos
armazenamento e distribuição
gestação de estoques
politicas farmacêuticas
CICLO DA ASSISTÊNCIA E DA ATENÇÃO ADESÃO

É o grau em que a conduta do paciente ao


uso de medicamentos, dieta ou modificação
dos hábitos de vida
grau de concordância do paciente com as
orientações do profissional

NAO ADESÃO

voluntária / intencional: decisão consciente


de nao seguir o tratamento
involuntária/ nao intencional: esquecimento
ou erro na interpretação das instruções
Nao adesão inteligente - adptaçaõ
1. Acolhimento e estabelecimento de consciente de terapia pelo paciente devido
vínculo 1. diagnostico inadequado
Primeiro contato da relação de confiança 2. prescrição incorreta
escuta ativa e empatia 3. experiencia com reação adversas
garantia de ambiente adequado 4. mudanças no estado de saúde nao
2. Coleta de dados e anamnese acompanhas pelo medico
história farmacoterapêutica completa
RASTREAMENTO EM SAÚDE
história patológica pregressa
hábitos de vida e contexto psicossocial aplicação de testes ou exames em
queixa principal e sintomas atuais população assintomática para identificar
3. Identificação de problemas doenças em estados inicias
detecção de PRMs
identificação de RAMs NÍVEIS TERAPÊUTICO DE MEDS
Analise de possível interação
faixa de concentração plasmática onde o
medicamentosa
medicamento exerce efeito terapêutico com
avaliação de não adesão ao tratamento
toxicidade mínima
4. Estabelecimentos do plano de cuidado
dose loanding: dose inicial para atingir
definição de objetivos terapêuticos
rapidamente concentração terapêutica
mensuráveis
dose manutenção: dose para manter
proposta de intervenções farmacêuticas
concentração dentro da janela terapêutica
educação em saúde e orientação ao
meia vida: tempo que a concentração
paciente
reduzir a metade
encaminhamentos quanto necessário
aplicações- monitoramento de
5. implementação das intervenções
medicamentos com janela terapêutica
ações diretas com o paciente
estreita - ajuste posológico individualizado-
comunicação com outros profissionais de
identificação de toxicidade ou subdosagem
saúde
ajustes na farmacoterapia quando BIOÉTICA
apropriado
fornecimento de materiais educativos autonomia: respeito as decisões do paciente
6. seguimento e monitoramento beneficência: agir em beneficio do paciente
agendamento de consultas de retorno
avaliação de efetividade das intervenções INTER-RELAÇÕES PRÁTICAS
monitoramento de parâmetros clínicos
reavaliação continua do estado do paciente O rastreamento deve considerar princípios
7. Documentação e registro bioéticos (autonomia, justiça)
registro sistemático no prontuário O monitoramento de níveis terapêuticos
utilização do SOAP ou DADER envolve beneficência e não-maleficência
manutenção do histórico farmacoterapêutico A tomada de decisão clínica integra
documentação de resultados alcançados conhecimentos técnicos e éticos
8. avaliação de resultados O farmacêutico atua na interface entre
analise dos desfechos obtidos tecnologia médica e valores humanos
verificação do alcance dos objetivos
terapêuticos
identificação de novos problemas
replanejamento quando necessário .

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