Retina
Dr. André Castelo Branco
DEFINIÇÃO
A retina é um tecido fotossensível
que recobre a parte posterior do
globo ocular
ANATOMIA
ANATOMIA
ANATOMIA
HISTOLOGIA
HISTOLOGIA
HISTOLOGIA
HISTOLOGIA
HISTOLOGIA
HISTOLOGIA
HISTOLOGIA
HISTOLOGIA
HISTOLOGIA
HISTOLOGIA
HI epitélio pigmentado
ST
O
L
O Células hexagonais em
camada única
GI
A
HI epitélio pigmentado
ST FUNÇÕES:
O Metabolismo da vitamina A
L Barreira hemato-retiniana
O Fagocitose dos segmentos externos
dos fotoreceptores
GI Absorção da luz
A Dissipação do calor
Formação da lâmina basal
Produção de mucopolissacarídeos
Transporte ativo
HI
ST bastonete
O
L Célula neuroepitelial
O altamente especializada
GI 120 milhões
A
Responsável pela visão escotópica
HI
ST
O cone
L Célula neuroepitelial
O altamente especializada
GI 6 milhões
A
Responsável pela visão fotópica
HI
ST
O Conexão entre as células
neuroepiteliais
L
O
GI célula horizontal
A
Neurônios de circuito local
HI
ST
O Conexão entre as células
neuroepiteliais e ganglionares
L
O
GI
célula amácrina
A
Visão escotópica
HI
ST Sinapse entre fotoreceptores e
O células ganglionares
L
O Conexão com células amácrinas
GI
A célula bipolar
HI
ST Seus axônios formam a
O camada de fibras nervosas
L
O
GI
A
célula ganglionar
HI Células de Müller Formam a membrana limitante interna
ST Suporte e nutrição à retina
O
L
O
GI
A
Mácula
✓Anatômica
fovéola
fóvea
parafóvea ✓ClÍnica
perifóvea
VASCULARIZAÇÃO
Artéria central da retina
VASCULARIZAÇÃO
Coriocapilares
BARREIRAS HEMATO-RETINIANAS
Propedêutica
OFTALMOSCOPIA
BIOMICROSCOPIA DO SEGMENTO POSTERIOR
CAMPO VISUAL
✓O exame do campo visual representa a
expressão clínica do estado funcional
das vias ópticas, iniciando nos
elementos receptores sensoriais dos
cones e bastonetes e terminando no
córtex visual.
ELETROFISIOLOGIA
Eletrooculograma Eletrorretinograma
Medida do potencial de Medida da resposta
repouso retiniano elétrica difusa gerada
Alterado nas doenças do pelas células nervosas e
EPR não nervosas da retina
Potencial visual evocado
Mede a resposta cortical de evento ocular
VISÃO DE CORES
ANGIOFLUORESCEINOGRAFIA
✓Indicação:
➢ Estudo da circulação da retina e da coróide
INDOCIANINA VERDE
✓Indicação:
➢ Estudo da circulação retiniana e da coróide
OCT
✓ É uma técnica não invasiva e sem contato que permite a
realização de cortes transversais de alta resolução
ULTRA-SONOGRAFIA
✓ Auxiliar no exame do segmento posterior especialmente
em casos com opacidades de meio
Doenças
Doenças vasculares da retina
Doenças maculares
Facomatoses
Doenças congênitas e estacionárias
Distrofias
Degenerações da retina relacionadas à doenças sistêmicas
Doenças tóxicas
Descolamento de retina
Trauma
Doenças
vasculares da
retina
PATOGÊNESE
Oclusão
Extravasamento
Isquemia retiniana
Hemorragia Edema retiniano
Shunts arteriovenosos
Fatores angiogênicos
IRMA retina Descolamento
Neovascularização papila de retina
íris
Glaucoma
RETINOPATIA DIABÉTICA
✓ Principal causa de cegueira entre 20 e 65 anos
✓ População economicamente ativa
PATOGÊNESE
Microangiopatia
➢Espessamemto da MB Perda dos pericitos
➢Dano endotelial
➢Alteração das hemácias Distensão da parede
➢↑ viscosidade
Quebra da barreira
hemato-retiniana
Oclusão
Extravasamento
FATORES DE RISCO
✓ Duração da diabetes: > 30 anos → 90%
✓ Controle metabólico: não evita a RD
✓ Outros: gravidez, HAS, nefropatia, anemia
➢YAMADA, A.F.; CARRICONDO, P.C.;
BRANCO, A.C.; SUSUKI, C.;
MORAES, N.S.B. - Retinopatia
diabética: correlação com fatores de
risco. XXX Congresso Brasileiro de
Oftalmologia. Recife, 1999.
QUANDO EXAMINAR?
✓Diabete tipo I
➢Primeiro exame com 5 anos após diagnóstico
➢Exame anual
✓Diabete tipo II
➢Primeiro exame ao diagnóstico
➢Exame anual
✓Gravidez
➢Exame no primeiro trimestre
➢Seguimento de perto
CLASSIFICAÇÃO
✓ Retinopatia diabética não proliferativa
➢Leve
➢Moderada
➢Severa
➢Muito Severa
✓ Retinopatia diabética proliferativa
➢Baixo Risco
➢Alto Risco
RETINOPATIA DIABÉTICA
✓ Retinopatia diabética não proliferativa
➢Leve
➢Moderada
➢Severa
➢Muito Severa
✓ Retinopatia diabética proliferativa
➢Baixo Risco
➢Alto Risco
COMPLICAÇÕES
DR tracional
RETINOPATIA DIABÉTICA
✓ Edema de mácula clinicamente significante
RETINOPATIA HIPERTENSIVA
✓Quadro clínico
✓Prognóstico visual
ANEMIA FALCIFORME
✓Associado a hemoglobina S e C
RETINOPATIA DA PREMATURIDADE
➢ Grande potencial de cegueira em crianças prematuras
RETINOPATIA DA PREMATURIDADE
36 40
28
OCLUSÕES VENOSAS DE RAMO
✓Ocorrem mais freqüentemente no cruzamento artério-venoso
✓Associadas à HAS, DM, arterioesclerose e hipermetropia
OCLUSÃO DA VEIA CENTRAL DA RETINA
✓Trombose da veia central
da retina na lamina crivosa
✓Glaucoma, contraceptivos
orais, diuréticos, doenças
que afetem os vasos, ou
coagulação
OCLUSÃO ARTERIOLAR PRÉ-CAPILAR
✓ Causas:
⇨ HAS
⇨ Embolos cardiacos
⇨ Doença da carotida
⇨ Anemia falciforme
⇨ Retinopatia da radiação
⇨ Vasculite
✓A oclusão da arteriolar pré-capilar determina
⇨ Doença do colageno
inibição do transporte axoplasmático da camada
⇨ Leucemia
de fibras nervosas.
OCLUSÃO DE RAMO DA ARTÉRIA CENTRAL DA RETINA
✓Oclusão secundária à embolização ou trombose do vaso afetado
OCLUSÃO DA ARTÉRIA CENTRAL DA RETINA
✓Trombose relacionada a ateroesclerose na lâmina crivosa
SÍNDROME ÓCULO-ISQUÊMICA
✓Sintomas oculares relacionados a obstrução severa da carótida
VASCULITES
✓Arterite de células gigantes
✓Poliarterite
✓LES
✓Doença de Behçet
✓Doença inflamatória do intestino
✓Esclerose múltipla
✓Pars planite
✓Sarcoidose
✓Sífilis
✓Toxoplasmose
✓Afastar síndromes mascaradas
✓Retinite Viral
EDEMA MACULAR CISTÓIDE
✓Causas:
⇨Inflamação
⇨Quebra da barreira hemato-retiniana
⇨Tração vítreo-retiniana
⇨Defeito do EPR
TELEANGECTASIAS RETINIANAS
Doença de COATS
Teleangectasias maculares
MACROANEURISMAS
✓ Doença retiniana vascular adquirida
Doenças
maculares
DEGENERAÇÃO MACULAR RELACIONADA À IDADE
✓ Principal causa de baixa de acuidade visual após os 65 anos
DEGENERAÇÃO MACULAR RELACIONADA À IDADE
Atrófica Exudativa
DEGENERAÇÃO MACULAR RELACIONADA À IDADE
EXUDATIVA
ARVO 2001
Photodynamic Angiography:
A new technique
A. C. Branco, MD; M. S. Blumenkranz, MD;
J. Miller, MD; J. Slakter, MD;
S. Sanislo, MD; [Link], PhD;
S. Rowe; G. Simpson
Stanford University, Massachusetts Eye & Infirmary,
Vitreous-Retina-Macula Consultants of NY, Pharmacyclics,
Alcon Labs
MEMBRANA NEOVASCULAR SUB-RETINIANA
MEMBRANA NEOVASCULAR SUB-RETINIANA
Histoplasmose Miopia patológica
Estrias angióides
CORIORRETINOPATIA SEROSA CENTRAL
C
✓Descolamento seroso da retina:
➢Alteração do EPR
➢Alteração da coróide
BURACO DE MÁCULA
MEMBRANA EPIRETINIANA
✓Proliferação de células gliais que
passaram através de falhas da
membrana limitante interna
✓Associação com:
⇨descolamento do vítreo posterior
⇨oclusões vasculares da retina
⇨trauma
⇨cirurgia intra-ocular
⇨rupturas retinianas
MEMBRANA EPIRETINIANA
Síndrome da tração vítreo-macular
FACOMATOSES
Envolvimento ocular e sistêmico de origem congênita
Hemagioma capilar Hemagioma cavernoso Angioma racemoso
FACOMATOSES
Envolvimento ocular e sistêmico de origem congênita
Hamartoma retiniano Hemagioma cavernoso
Doenças retinianas
congênitas e
estacionárias
✓Deficiência congênita da visão de cores
✓Cegueira noturna com FO normal
✓Cegueira noturna com FO anormal
Distrofias
hereditárias da
retina e da coróide
RETINOSE PIGMENTAR
✓Distrofia mais comum da retina
✓Baixa de visão, pior à noite
✓Constrição do campo visual
✓Pigmentação
✓Vários genes envolvidos
DISTROFIA DE CONES
✓Grupo heterogêneo de doenças
✓Acometimento principal de cones
Distrofias da
mácula e do EPR
DISTROFIAS DA MÁCULA E DO EPR
Doença de Stargat Distrofia principal
Doença de Best
Distrofias da
retina interna e
vítreo-retinianas
DISTROFIAS DA RETINA E VÍTREO-RETINIANAS
Outras:
Goldmann-Favre
Stickler
Retinosquise ligada ao X
Degenerações
✓Bardet-Biedel
retinianas associadas à
✓Síndrome de Usher
doenças sistêmicas
✓Degenerações espinocelulares
✓Síndrome de Gardner
✓Câncer
✓Albinismo
✓Dentre outras
DOENÇAS TÓXICAS
Derivados da cloroquina Tioridazina
Outras drogas: tamoxifeno, cantaxantina
Descolamento de
retina
DESCOLAMENTO DE RETINA REGMATOGÊNICO
Causa de baixa súbita de visão
DESCOLAMENTO DE RETINA REGMATOGÊNICO
Lesões predisponentes
DESCOLAMENTO DE RETINA TRACIONAL
DESCOLAMENTO DE RETINA EXUDATIVO
Trauma
TRAUMA
✓ 1% população americana tem trauma ocular a
cada ano
✓ Maior incidência na adolescência com outro pico
em pacientes com mais de 75 anos
COMOÇÃO RETINIANA
✓ Embranquecimento temporário
da retina
✓ Distúrbio dos fotoreceptores e
EPR
✓ Gravidade
⇨ Concussão retiniana
⇨ Contusão retiniana
✓ Sem tratamento específico
RETINOPATIA DE VALSALVA
Pós YAG Pós TPA 10 minutos após
SÍNDROME DA CRIANÇA ESPANACADA
✓ Diagnóstico depende da suspeita
✓ Manifestações mais comuns:
⇨ Hemorragia retiniana
⇨ equimose periorbitária
⇨ lesões vítreo-retinianas
• retinosquise e dobras de retina
✓ Exame físico geral, Rx do esqueleto
e TC de crânio
RETINOPATIA DE PUTSCHER
✓ Quadro clínico
⇨ Papilite
⇨ Hemorragia intra-retiniana
⇨ Hemorragia pré- retiniana
✓ Prognóstico visual
⇨ Variável
CORIORETINITE ESCLEROPETÁRIA
✓ Lesão da coróide e retina por projétil de arma de fogo que passa
pela órbita sem penetrar no globo
✓ Raramente cursa com descolamento de retina
Tratamentos
LASER
✓Fotocoagulação
✓Termo terapia transpupilar
✓Terapia fotodinâmica
FOTOCOAGULAÇÃO
Potência elevada e duração curta
✓INDICAÇÕES:
⇨Isquemia periférica
⇨roturas da retina
⇨exudação
⇨MNVSR
FOTOCOAGULAÇÃO
Isquemia periférica
crioterapia
FOTOCOAGULAÇÃO
Membrana neovascular sub-retiniana
FOTOCOAGULAÇÃO
Roturas da retina e degenerações periféricas
Crioterapia
FOTOCOAGULAÇÃO
Exudação
TERMOTERAPIA TRANSPUPILAR
Laser diodo potência
baixa e duração longa
TERAPIA FOTODINÂMICA
radicais
fotossensibilizante
livres
CIRURGIAS
✓Retinopexia pneumática
✓Retinopexia com introflexão escleral
✓Vitrectomia via pars plana
RETINOPEXIA PNEUMÁTICA
RETINOPEXIA COM INTROFLEXÃO ESCLERAL
VITRECTOMIA
VITRECTOMIA
Complicações da Retinopatia
Diabética
Complicações de outros tipos de
outras Retinopatias proliferativas
VITRECTOMIA
Descolamentos complexos de retina
VITRECTOMIA
✓Doenças maculares:
⇨Membrana epirretiniana
⇨Síndrome da tração vítreo-macular
⇨Buraco de mácula
⇨Hemorragia sub-retiniana
⇨Membrana neovascular sub-retiniana
VITRECTOMIA
✓ Complicações de cirurgia do
segmento anterior
✓ Uveítes
✓ Complicações do trauma ocular