RISCOS AMBIENTAIS 3
Como visto no capítulo anterior, os riscos de operação, como por exemplo,
máquinas desprotegidas, pisos escorregadios e empilhamentos precários são
chamados de condições inseguras.
As condições inseguras relativas ao ambiente de trabalho, como por
exemplo, a presença de vapores tóxicos no processo de trabalho, o calor
intenso ou o frio excessivo, são chamados de riscos ambientais.
A norma considera como riscos ambientais os agentes físicos, químicos e
biológicos, além de riscos ergonômicos e riscos de acidentes, existentes nos
locais de trabalho e que venham a causar danos à saúde dos trabalhadores.
Assim, definimos:
RISCOS AMBIENTAIS são os riscos existentes nos ambientes de trabalho
capazes de causar danos à saúde do trabalhador em função de sua
natureza, concentração, intensidade, suscetibilidade e tempo de exposição.
Estes riscos podem afetar o trabalhador de imediato ou a longo prazo,
provocando acidentes com lesões ou doenças do trabalho.
A ocorrência das doenças do trabalho dependerá sempre da ação simultânea
de fatores relativos ao agente ambiental, à atividade profissional e a
susceptibilidade do indivíduo ao agente ambiental. Por causa disto, estes
três fatores deverão ser sempre estudados em conjunto para uma análise
real do risco que os agentes ambientais oferecem à saúde dos trabalhadores.
A legislação obriga que os riscos ambientais sejam eliminados ou
minimizados em sua intensidade ou exposição e assegura aos trabalhadores
a percepção de adicionais por insalubridade de até 40% sobre o salário
mínimo sempre que a concentração, a intensidade ou a exposição aos
agentes nocivos exceder os limites de tolerância determinados na NR-15-
Atividades e Operações Insalubres.
3.1 – AGENTES AMBIENTAIS
Os fatores que originam as doenças do trabalho são chamados agentes
ambientais e são classificados, de acordo com a sua natureza e forma de
atuação no organismo humano como agentes físicos, agentes químicos,
agentes biológicos, agentes ergonômicos e riscos de acidentes (antes
chamados riscos mecânicos).
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3.2 - RISCOS FÍSICOS
Os riscos físicos são causados pelos AGENTES FÍSICOS (de natureza física) e
normalmente estão relacionados com os equipamentos utilizados no
processo produtivo. São eles: os ruídos, as vibrações mecânicas, as
radiações ionizantes e as não-ionizantes, o frio ou o calor extremo, as
pressões anormais e a umidade.
3.2.1 - O Ruído
O Ruído é definido como um som indesejável, produto das atividades diárias
da comunidade. Embora seja o risco profissional mais frequente na
indústria, nem sempre recebe a atenção que merece. Dependendo do tempo
de exposição, nível sonoro e da sensibilidade individual, as alterações
danosas poderão manifestar-se imediatamente ou gradualmente.
O ruído age diretamente sobre o sistema nervoso, ocasionando fadiga
nervosa, perda de memória, irritabilidade, dificuldade na coordenação de
ideias, hipertensão, modificação do ritmo respiratório, perturbações gastro-
intestinais, taquicardia, diminuição da visão noturna, dificuldade na
percepção de cores e perigo de infarto. O ruído causa também a perda
temporária ou definitiva da audição.
3.2.2 - As Vibrações Mecânicas
De relativa frequência na indústria, a vibração mecânica é subdividida em
duas categorias: vibrações localizadas e generalizadas (ou de corpo inteiro).
As vibrações localizadas (em certas partes do corpo) são características de
operações com ferramentas manuais elétricas ou pneumáticas e podem
produzir, em longo prazo, alterações neuro-vasculares nas mãos dos
trabalhadores, problemas nas articulações das mãos e braços além da
osteoporose (perda da substância óssea).
As vibrações de corpo inteiro, a que estão sujeitos os operadores de grandes
máquinas e motoristas de caminhões e tratores, podem produzir dores na
coluna, dores lombares, problemas digestivos, irritação, cansaço, além de
haver suspeita de causarem lesões nos rins.
3.2.3 - As Radiações ionizantes e não-ionizantes
As radiações são chamadas ionizantes porque produzem, nos materiais
sobre os quais incidem, a subdivisão de partículas inicialmente neutras em
partículas eletricamente carregadas. São provenientes de materiais
radioativos como os raios Alfa, Beta e Gama ou são produzidas
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artificialmente em equipamentos como o de raios X. A sua manipulação deve
obedecer a rigorosas normas de segurança e de proteção individual.
Os raios Alfa e Beta possuem menor poder de penetração nos organismos e
oferecem menor risco; mas os raios X e Gama, de natureza eletromagnética,
possuem alto poder de penetração e podem causar problemas visuais, a
fadiga, a anemia, a leucemia, o câncer e outras alterações genéticas que
podem comprometer fisicamente as gerações futuras.
As radiações não-ionizantes são de natureza eletromagnética e seus efeitos
dependem de fatores como a duração, a intensidade de exposição, o
comprimento de onda, etc.
Como exemplo temos:
- Radiação infravermelha, ou calor radiante. É encontrada em siderúrgicas,
metalúrgicas, na fabricação do vidro e em trabalhos ao ar livre onde os
operários ficam expostos à radiação solar. Além da sobrecarga térmica
imposta ao trabalhador pode causar queimaduras e catarata.
- A radiação ultravioleta é encontrada em operações com solda elétrica,
fusão de metais e no controle de qualidade de peças com lâmpadas
especiais. Além de estar relacionada ao câncer de pele, pode causar
queimaduras, eritema (vermelhidão congestiva da pele por dilatação dos
capilares) e conjuntivite.
- A radiação laser é utilizada largamente na indústria, nos trabalhos
topográficos e geodésicos, na medicina e nas telecomunicações. Os
principais efeitos são as queimaduras na pele e nos olhos que variam de
gravidade de acordo com a intensidade e a duração da exposição.
- As microondas são produzidas em instalações de radiotransmissão e de
radar e utilizadas em telecomunicações e em alguns processos de
secagem de materiais. De acordo com a intensidade das estações de
transmissão ou com a energia liberada nos processos de secagem, os
operadores podem estar sujeitos à catarata, ao superaquecimento dos
órgãos internos, hipertensão, alterações no sistema nervoso central,
aumento da atividade da glândula tireóide, etc.
3.2.4 - Temperaturas Extremas (Calor e Frio)
São as condições térmicas rigorosas em que são realizadas diversas
atividades profissionais.
O calor extremo é responsável por uma série de problemas que afetam a
saúde e o rendimento do trabalhador como a insolação, a prostração
térmica, a desidratação, as câimbras de calor, a taquicardia, o aumento de
pulsação, irritação, fadiga térmica, perturbações das funções digestivas,
hipertensão, erupções na pele, etc.
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O frio intenso pode provocar fenômenos vasculares periféricos, doenças do
aparelho respiratório, hipotermia (queda da temperatura do núcleo do
corpo), feridas, agravamento de doenças reumáticas, queimaduras pelo frio,
o enregelamento (congelamento) dos membros, além de lesões na epiderme
do trabalhador, conhecidas como ulcerações de frio.
3.2.5 - Pressões Anormais
São muitas as atividades em que os trabalhadores ficam sujeitos a pressões
ambientais acima ou abaixo das pressões normais, isto é, da pressão
atmosférica a que normalmente estamos expostos.
No Brasil são raros os trabalhadores expostos às baixas pressões, que
ocorrem com aqueles que realizam tarefas em grandes altitudes. Causam
coceira na pele, dores musculares, vômitos, hemorragias pelo ouvido e
ruptura do tímpano.
As altas pressões, que se situam acima da pressão atmosférica normal, são
encontradas em trabalhos submersos ou realizados abaixo do nível do lençol
freático, trabalhos realizados em tubulações de ar comprimido, em máquinas
de perfuração, em tubulões e em trabalhos executados por mergulhadores.
Os problemas que mais comumente afetam os trabalhadores sujeitos a
pressões elevadas são a embolia (obstrução por bolhas de ar na corrente
sanguínea), ruptura do tímpano e liberação de nitrogênio nos tecidos e vasos
sanguíneos e, até, a morte.
3.2.6 – Umidade
Atinge trabalhadores que desenvolvem suas atividades em locais alagados ou
encharcados, com umidade excessiva: redes de águas e de esgotos, galerias
de águas fluviais, lavagem de veículos, etc.
A exposição do trabalhador à umidade pode acarretar doenças do aparelho
respiratório, quedas, doenças de pele, doenças circulatórias, entre outras.
3.2.7 – Medidas de Controle dos Riscos Físicos
As principais medidas de controle aos riscos físicos são o enclausuramento
de máquinas, o enclausuramento de processos, o isolamento das fontes, a
ventilação local exaustora (para a retirada do calor), o fornecimento de
equipamentos de proteção individual (EPI) adequados aos riscos e de (EPC)
equipamentos de proteção coletiva, exames médicos periódicos, revezamento
dos trabalhadores expostos aos riscos (diminuindo o tempo de exposição), o
afastamento dos locais de trabalho, a sinalização eficiente dos riscos, as
campanhas de conscientização dos trabalhadores.
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3.3 - RISCOS QUÍMICOS
Os riscos químicos são causados por AGENTES QUÍMICOS (de natureza
química) e penetram no corpo humano por três vias básicas: a via
respiratória, a cutânea e a digestória.
Os riscos químicos presentes nos locais de trabalho são encontrados na
forma sólida, líquida e gasosa e classificam-se em: poeiras, fumos, névoas,
gases, vapores, neblinas e substâncias, compostos e produtos químicos em
geral. Como as poeiras, os fumos, as névoas, os gases e os vapores estão
dispersos no ar, são chamados de aerodispersóides.
O grau de toxidade de um agente químico vai depender do seu estado físico,
da sua solubilidade, do seu PH e da via de penetração no organismo.
Algumas substâncias são inflamáveis ou apresentam risco de explosão
quando em determinada proporção no ar atmosférico, ameaçando a
integridade física do trabalhador.
3.3.1 - As Poeiras
São partículas sólidas geradas mecanicamente por ruptura de partículas
maiores. As poeiras são classificadas em:
• Poeiras minerais como, por exemplo, as da sílica, do asbesto e do carvão
mineral. Como consequência à exposição a essas poeiras temos a silicose
(quartzo), a asbestose (amianto) e a pneumoconiose dos minérios de
carvão mineral.
• Poeiras vegetais como as do algodão e as do bagaço de cana-de-açúcar.
Têm como consequências a bissinose (algodão) e a bagaçose (cana-de-
açúcar).
• Poeiras de origem animal, como as provenientes dos pelos, das plumas do
couro de animais, do leite em pó.
• Poeiras alcalinas como, por exemplo, as do calcário provocam doenças
pulmonares obstrutivas crônicas, enfizema pulmonar (dilatação excessiva
dos alvéolos pulmonares, causando a perda da capacidade respiratória e
oxigenação insuficiente), etc.
• Poeiras incômodas, que interagem com outros agentes nocivos presentes
no ambiente de trabalho, potencializando sua nocividade.
3.3.2 – Os Fumos
São partículas sólidas produzidas por condensação de vapores metálicos.
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Exemplo: fumos de óxido de zinco nas operações de soldagem com ferro.
Como conseqüências temos a doença pulmonar obstrutiva, a febre de fumos
metálicos e intoxicações específicas de acordo com o metal.
3.3.3 – As Névoas e as Neblinas
Névoas são as partículas líquidas resultantes da dispersão mecânica de
líquidos, como, por exemplo, a névoa resultante do processo de pintura à
pistola.
As neblinas também são partículas líquidas, mas são produzidas pela
condensação dos vapores de substâncias líquidas à temperatura normal.
3.3.4 - Vapores
São dispersões de moléculas no ar que podem condensar-se para formar
líquidos ou sólidos nas CNTP. Exemplos: nafta, gasolina, naftalina, etc.
Os agentes em estado líquido, constituídos por ácidos e solventes. Podem
causar danos ao sistema respiratório quando em suspensão no ar, além de
queimaduras e irritações quando em contato com a pele.
As poeiras, fumos e névoas e neblinas podem ser classificadas como:
a) Poeiras produtoras de fibroses, que causam endurecimento e perda de
flexibilidade dos tecidos pulmonares como a poeira de sílica e a poeira do
amianto.
b) Poeiras inertes, as que ficam retidas nos pulmões e só apresentam
problemas quando presentes em grandes concentrações, como a dos sais
complexos de alumínio e a do carvão.
c) Partículas alergizantes e irritantes, podem atuar na pele, como a poeira da
caviúna, de partículas de óleo de castanha de caju, de cromatos, etc., ou no
sistema respiratório como pólens, e as poeiras das sementes de mamona.
3.3.5 – Os Gases
A maioria das exposições aos agentes químicos na indústria se dá quando
estes se encontram na forma gasosa, estado natural das substâncias nas
condições normais de temperatura e pressão (CNTP). Os agentes mais
comuns são o dióxido de enxofre, os óxidos de nitrogênio, o monóxido de
carbono e os vapores de solventes. De efeitos bastante diversos, chegam a
causar a morte, mesmo em pequenas concentrações, como no caso do ácido
cianídrico. Como exemplo temos: o gás liquefeito de petróleo (GLP), o
hidrogênio, o ácido nítrico, o butano, a ozona, etc.
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Segundo a reação causada no organismo humano podemos classificar os
contaminantes atmosféricos como:
• Irritantes, os que têm a propriedade de produzir inflamação nos tecidos
com os quais entram em contato e irritação das vias aéreas superiores.
Exemplos: ácido clorídrico, ácido sulfúrico, ácido sulfídrico, soda cáustica,
cloro, amônia, etc.
• Asfixiantes, que podem provocar asfixia por reduzir a concentração de
oxigênio no ar ou por interferir no processo de absorção de oxigênio no
sangue ou tecidos. Causam dores de cabeça, náuseas, sonolência,
convulsões, coma e morte. Exemplo: Metano, Hélio, Cianuretos, Hidrogênio e
Nitrogênio, Acetileno, Dióxido de Carbono, Monóxido de Carbono, etc.
• Anestésicos, que causam ação depressiva no sistema nervoso central,
danos a diversos órgãos e ao sistema formador de sangue (benzeno).
Exemplo: butano, propano, aldeídos, cetonas, cloreto de carbono, éteres,
benzeno, tolueno, álcoois, xileno, etc.
• Compostos tóxicos inorgânicos, que são sais de não metais (cianureto de
sódio ou de potássio, compostos de arsênico, e fluoretos) e metais tóxicos,
que podem produzir dermatoses, alterações no sistema nervoso central,
câncer, além de intoxicações graves (chumbo, mercúrio, cádmio, manganês,
cromo, etc).
3.3.6 – Medidas de Controle dos Riscos Químicos
Como principais medidas de controle temos: a mudança de processo, a
mudança de matérias-primas, o enclausuramento do processo, a ventilação
local adequada, os exames médicos frequentes, a redução do tempo de
exposição, a conscientização dos riscos no ambiente, o afastamento do local
de trabalho, o uso dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s), a
instalação de Equipamentos de Proteção Coletiva (EPC’s) e a sinalização
eficiente.
3.4 - RISCOS BIOLÓGICOS
Causadores dos riscos biológicos, os AGENTES BIOLÓGICOS (de origem
biológica) são microorganismos invisíveis a olho nu que podem estar
presentes na atmosfera do ambiente de trabalho ou podem ser transmitidos
por outros seres vivos. Em contato com o homem, podem provocar inúmeras
doenças. São eles os Vírus, as Bactérias, os Protozoários, os Fungos, os
Parasitas e os Bacilos.
Muitas atividades profissionais favorecem o contato com tais riscos. É o caso
das indústrias de alimentação, hospitais, limpeza pública (coleta de lixo),
laboratórios, abatedouros, etc.
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Para que sejam nocivos ao homem é necessário que entrem em contato com
o seu corpo. Existem diferentes vias de penetração no organismo humano:
• Via Cutânea. Como exemplo a leptospirose, que é adquirida pelo contato
com a urina do rato;
• Via Digestória. Quando da ingestão de alimentos deteriorados;
• Via Respiratória. Exemplo: a tuberculose é transmitida pela aspiração de ar
contaminado.
Entre as doenças causadas por agentes biológicos estão a tuberculose, a
brucelose, o tétano, a malária, a febre tifóide, a febre amarela e o carbúnculo
(doença infecto-contagiosa de origem animal causada pela bactéria Bacillus
anthracis).
As medidas de controle mais comuns nos ambientes onde haja o risco
biológico são: a vacinação; a esterilização; o confinamento do processo; a
rigorosa higiene pessoal, das roupas e dos ambientes de trabalho; os
Equipamentos de Proteção Individual e Coletiva; ventilação e exaustão
adequadas e o controle médico permanente.
3.5 - RISCOS ERGONÔMICOS
A ergonomia é uma ciência relativamente recente que estuda as relações
entre o homem e seu ambiente de trabalho e é definida pela Organização
Internacional do Trabalho (OIT) como "A aplicação das ciências biológicas
humanas em conjunto com os recursos e técnicas da engenharia para
alcançar o ajustamento mútuo ideal, entre o homem e o seu trabalho, e
cujos resultados se medem em termos de eficiência humana e bem-estar no
trabalho".
Os RISCOS ERGONÔMICOS podem gerar distúrbios psicológicos e
fisiológicos e provocar sérios danos à saúde do trabalhador porque produzem
alterações no organismo e estado emocional, comprometendo sua
produtividade, saúde e segurança, tais como: L.E.R. [lesão por esforço
repetitivo; também chamada de D.O.R.T. (Distúrbio Osteomuscular
Relacionado ao Trabalho), L.T.C. (Lesão por Trauma Cumulativo), A.M.E.R.T.
(Afecções Musculares Relacionadas ao Trabalho) ou síndrome dos
movimentos repetitivos], cansaço físico, dores musculares, hipertensão
arterial, alteração do sono, diabetes, doenças nervosas, taquicardia, doenças
do aparelho digestivo (gastrite e úlcera), tensão, ansiedade, problemas de
coluna, etc.
Dentre eles destacamos o esforço físico intenso; o levantamento e o
transporte manual de cargas; a necessidade de posturas inadequadas; a
atenção, a preocupação e a responsabilidade; os controles rígidos de
produtividade; os ritmos excessivos de trabalho; os trabalhos em turnos e os
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noturnos; as jornadas de trabalho prolongadas; a monotonia; a
repetitividade além de outras situações causadoras de fadiga física e/ou
psíquica.
Para evitar que estes riscos comprometam as atividades e a saúde do
trabalhador, como medidas de controle, é necessário: a conscientização dos
riscos, a melhoria no processo de trabalho, melhores condições no local de
trabalho, melhoria no relacionamento entre as pessoas, alteração no ritmo
de trabalho, projeto de máquinas e equipamentos perfeitamente adaptados
ao operário, treinamento adequado, a assistência médico-psicológica do
empregado, a adoção de ritmos e posições adequadas de trabalho, as pausas
durante a jornada de trabalho, etc.
3.6 - RISCOS DE ACIDENTES
Os RISCOS DE ACIDENTES (anteriormente chamados de riscos mecânicos)
estão relacionados aos equipamentos utilizados e às condições físicas do
local de trabalho, como por exemplo:
- Arranjo físico inadequado resultante de: prédios com área insuficiente;
localização imprópria de máquinas e equipamentos; má arrumação e
limpeza; sinalização incorreta ou inexistente; pisos fracos e/ou
irregulares.
- A eletricidade (Instalação elétrica imprópria, com defeito ou exposta; fios
desencapados; falta de aterramento elétrico; falta de manutenção.)
- Probabilidade de incêndio ou explosão, causados por: armazenamento
inadequado de inflamáveis; manipulação e transporte inadequado de
produtos inflamáveis e perigosos; sobrecarga em rede elétrica; falta de
sinalização; falta de equipamentos de combate ou equipamentos
defeituosos.
- Armazenamento inadequado, principalmente de produtos químicos e
inflamáveis.
- Sinalização inadequada ou deficiente,
- Animais peçonhentos e outras situações de risco que poderão contribuir
para a ocorrência de acidentes.
Para controlar os riscos de acidentes devemos estudar arranjos físicos mais
adequados, utilizar Equipamentos de Proteção Individual e Coletiva, SÓ
utilizar ferramentas na função para a qual elas foram projetadas e eliminá-
las quando defeituosas, determinar os níveis ideais de iluminamento de cada
ambiente de trabalho, treinar o pessoal no combate aos princípios de
incêndio, além de manter uma sinalização de segurança eficiente.
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CLASSIFICAÇÃO DOS PRINCIPAIS RISCOS OCUPACIONAIS EM GRUPOS
DE ACORDO COM A SUA NATUREZA E A PADRONIZAÇÃO DAS CORES CORRESPONDENTES
Grupo 1: Grupo 2: Grupo 3: Grupo 4: Grupo 5:
Verde Vermelho Marrom Amarelo Azul
Riscos Físicos Riscos Químicos Riscos Biológicos Riscos Ergonômicos Riscos de Acidentes
Esforços físicos Arranjo físico
Ruídos Poeiras Vírus
intensos inadequado
Levantamento e Máquinas e
Vibrações Fumos Bactérias transporte manual de equipamentos sem
pesos proteção
Ferramentas
Exigência de posturas
Radiações ionizantes Névoas Protozoários inadequadas ou
inadequadas
defeituosas
Radiações Controles rígidos de Iluminação
Neblinas Fungos
Não-ionizantes produtividade inadequada
Imposição de ritmos
Frio Gases Parasitas Eletricidade
excessivos
Trabalhos em turnos Probabilidade de
Calor Vapores Bacilos
ou noturnos incêndio ou explosão
Substâncias,
compostos ou Jornadas de trabalho Armazenamento
Pressões Anormais
produtos químicos em prolongadas inadequado
geral
Monotonia e
Umidade Animais peçonhentos
repetitividade
Outras situações de
Outras situações risco que poderão
causadoras de stress contribuir para a
físico e/ou psíquico ocorrência de
acidentes
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