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Manual Técnico E Didático: Componentes Do Circuito Elétrico

O manual técnico aborda os fundamentos dos circuitos elétricos, incluindo a análise de componentes, fontes de força eletromotriz, condutores, e dispositivos de proteção. Ele detalha a operação de baterias, células fotovoltaicas, e geradores elétricos, além de discutir a importância de interruptores e tomadas na conectividade elétrica. O documento também cobre a infraestrutura de suporte necessária para a instalação elétrica segura e eficiente.
Direitos autorais
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Manual Técnico E Didático: Componentes Do Circuito Elétrico

O manual técnico aborda os fundamentos dos circuitos elétricos, incluindo a análise de componentes, fontes de força eletromotriz, condutores, e dispositivos de proteção. Ele detalha a operação de baterias, células fotovoltaicas, e geradores elétricos, além de discutir a importância de interruptores e tomadas na conectividade elétrica. O documento também cobre a infraestrutura de suporte necessária para a instalação elétrica segura e eficiente.
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MANUAL TÉCNICO E DIDÁTICO: Componentes

do circuito elétrico
Análise Extensiva, Dimensionamento Normativo e Componentes de Circuitos de Baixa
Tensão

Volume I: Fundamentos, Condutores, Mecanismos de Proteção e Cargas


Edição Alargada
INTEGRANTES DO GRUPO:
1) Albertina teca
2) Domingas Quiuma
3) Fernanda Vieira
4) Iraceuma André
5) Moisés domingos
6) Julia caetano
7) Filipe Martins
8) Caetano Filipe
9) Marlene banbes
10) Marcia aspirante
11) Luzia cussecala
12) Joyce Pedro
13) Fernando Manuel
14) Domingas figueira.
15) Aricleni Sebastião
16) Manuela Francisco
17) Edgar Luís
Capítulo 1: Introdução Fundamental
O estudo dos circuitos eléctricos constitui a base fundamental de toda a engenharia electrotécnica,
electrónica e dos sistemas de distribuição de energia urbana. Um circuito eléctrico simples é definido
tecnicamente como um caminho fechado, composto por materiais interconectados, que permite a
circulação contínua e ordenada de portadores de carga eléctrica (electrões livres). O propósito primário
de qualquer circuito é transportar energia a partir de um ponto de geração ou armazenamento até um
ponto de consumo, onde essa energia será transformada de forma controlada em trabalho útil, como
luz, calor, movimento mecânico ou sinais de dados.

1.1 A Natureza da Corrente Eléctrica e da Tensão


Para compreender o comportamento de um circuito elétrico, é imperativo analisar os fenómenos físicos
ao nível microscópico. A matéria é constituída por átomos, que por sua vez possuem eletrões na sua
periferia (eletrosfera). Em materiais classificados como condutores, os eletrões localizados na última
camada (camada de valência) possuem uma ligação fraca com o núcleo atómico, libertando-se
facilmente. Estes eletrões passam a mover-se de forma caótica no espaço interatómico, configurando o
que a física chama de 'nuvem ou gás de eletrões livres'.

A corrente eléctrica (simbolizada pela letra I e medida em Ampères [A]) surge apenas quando estes
electrões livres deixam de se mover de forma desordenada e passam a ter um movimento direccional
coordenado. Isto ocorre quando uma diferença de potencial elétrico (DDP) ou tensão elétrica
(simbolizada por V ou U e medida em Volts [V]) é aplicada através do condutor. A tensão pode ser
visualizada como a força motriz ou a pressão eléctrica que empurra os electrões livres através da
resistência oferecida pelo circuito.

1.2 Condição de Loop Fechado vs. Loop Aberto


Um princípio imutável da eletrodinâmica clássica dita que a corrente eléctrica contínua só pode fluir se
existir um caminho contínuo, ininterrupto e condutor entre os terminais de maior e menor potencial da
fonte. Este estado é denominado 'circuito fechado'. Se ocorrer qualquer interrupção mecânica ou física
ao longo deste percurso (um cabo cortado, um contacto frouxo ou um interruptor na posição desligado),
o circuito entra no estado de 'circuito aberto'. No circuito aberto, a resistência do ar ou do meio
interruptor tende ao infinito, anulando imediatamente o fluxo de corrente (I = 0 A), muito embora a
tensão da fonte continue presente nos terminais abertos.

Capítulo 2: Fontes de Força Eletromotriz (F.E.M.)


A Fonte de Energia, ou matematicamente a fonte de Força Eletromotriz (F.E.M.), é o elemento activo do
circuito encarregue de manter de forma sustentada a diferença de potencial necessária para o fluxo de
corrente. A sua operação baseia-se na conversão de energias não-eléctricas em energia eléctrica. Sem
este componente, o campo eléctrico interno desaparece e o circuito entra em equilíbrio electrostático
térmico.

2.1 Baterias e Células Electroquímicas


As baterias operam convertendo energia química em energia eléctrica por intermédio de reacções de
oxirredução (redox). Uma célula electroquímica padrão consiste em dois eléctrodos de potenciais
químicos distintos (o ânodo, polo negativo, e o cátodo, polo positivo) imersos numa solução condutora
ou gel chamada eletrólito.

No ânodo, ocorre uma reacção de oxidação onde o metal liberta eletrões para o circuito externo. Estes
eletrões viajam através da carga e regressam ao cátodo, onde ocorre uma reacção de redução que
absorve estes eletrões. Este fluxo externo contínuo é mantido até que os reagentes químicos internos
sejam totalmente exauridos (baterias primárias) ou até que o processo seja revertido via corrente
externa de recarga (baterias secundárias ou recarregáveis como as de iões de lítio).

2.2 Células Fotovoltaicas (Energia Solar)


As células solares representam fontes de energia baseadas no efeito fotovoltaico, ocorrendo
directamente em junções de materiais semicondutores dopados (geralmente silício tipo P e tipo N).
Quando os fotões da luz solar colidem com os átomos da estrutura cristalina do semicondutor,
transferem a sua energia para os electrões da camada de valência, superando o 'bandgap' do material e
gerando pares eletrão-lacuna livres. O campo elétrico intrínseco da junção P-N força estes eletrões a
migrarem para o terminal negativo, gerando uma corrente contínua pura proporcional à intensidade da
radiação luminosa incidente.

2.3 Geradores Eléctricos por Indução Magnética


Os geradores elétricos rotativos baseiam-se na Lei de Indução de Faraday-Lenz. Eles convertem energia
mecânica (proveniente de turbinas hidráulicas, vapor, motores de combustão ou energia eólica) em
energia elétrica. O funcionamento fundamenta-se no movimento relativo entre um condutor elétrico
(geralmente bobinas de cobre que formam o induzido) e um campo magnético intenso (gerado por
ímanes permanentes ou electroímanes que formam o indutor). A variação do fluxo magnético através
das espiras da bobina induz uma força eletromotriz alternada, que é exportada para os circuitos
externos das redes de distribuição.

Capítulo 3: Meios Condutores e Propriedades dos Materiais


Os condutores são os elementos passivos que interconectam fisicamente as fontes às cargas,
oferecendo um canal de baixíssima oposição para a circulação da corrente elétrica.

3.1 Cristais Metálicos e Resistividade


A eficiência de um condutor é mensurada através da sua resistividade eléctrica (ρ, medida em Ohm-
metro [Ω·m]). A resistividade é uma propriedade intrínseca de cada material que varia em função da sua
temperatura. Metais puros apresentam estruturas cristalinas altamente ordenadas, o que minimiza a
probabilidade de colisão dos eletrões livres com a rede atómica durante o fluxo. A resistência total (R)
de um condutor cilíndrico de comprimento (L) e área de secção transversal (A) é calculada
analiticamente pela Segunda Lei de Ohm:

Fórmula: R = ρ · (L / A)
Desta relação matemática depreende-se que, para minimizar as perdas por aquecimento e queda de
tensão nos condutores, deve-se utilizar materiais de baixa resistividade (ρ), menor comprimento
possível (L) ou aumentar a espessura/bitola do cabo (área A).

3.2 Comparativo: Cobre vs. Alumínio


O cobre (Cu) é o metal mais amplamente utilizado em cablagens residenciais e industriais internas
devido à sua excelente condutividade eléctrica (atrás apenas da prata, cujo custo é proibitivo) e elevada
ductilidade, permitindo a manufactura de fios extremamente finos e flexíveis sem quebrar. O alumínio
(Al) possui uma resistividade cerca de 60% maior que a do cobre, necessitando de bitolas maiores para
transportar a mesma corrente. Contudo, devido à sua baixíssima densidade e peso reduzido, o alumínio
é o material de eleição para linhas aéreas de transmissão de alta tensão e grandes subidas de
distribuição predial.

Capítulo 4: Componentes de Manobra e Controle: Interruptores


Os componentes de manobra são concebidos para alterar as condições de conectividade de um circuito,
permitindo ao utilizador o controlo operacional seguro sobre a ativação e desativação das cargas.

4.1 Interruptor Simples (Unipolar)


O interruptor simples é um dispositivo electromecânico de dois terminais com uma única via (SPST -
Single Pole, Single Throw). A sua função exclusiva é interceptar o condutor de Fase que alimenta uma
determinada carga de iluminação ou força. Internamente, possui dois contactos metálicos revestidos
com materiais resistentes ao arco elétrico (como ligas de prata-níquel). Quando accionado, um
mecanismo de mola força a união ou separação mecânica destes contactos de forma abrupta, mitigando
a formação do arco voltaico que degrada os componentes ao longo do tempo.

4.2 Interruptor Paralelo (Three-Way)


O interruptor paralelo, vulgarmente conhecido na prática de instalações as sistema 'Three-Way', possui
três terminais internos de ligação. Ao contrário do modelo simples, ele não apenas abre ou fecha o
circuito, mas comuta a corrente de Fase de entrada entre duas vias distintas de saída (viajantes). A
associação em par de dois interruptores paralelos permite ligar ou desligar uma mesma lâmpada a partir
de dois pontos geográficos distintos (comum em extremos de corredores longos, escadarias ou nas
cabeceiras de quartos de dormir).

4.3 Interruptor Intermediário (Four-Way) e Dimmers


Quando o projecto elétrico exige o controlo de uma carga a partir de três ou mais pontos
independentes, introduz-se o interruptor intermediário ('Four-Way') intercalado entre os dois
interruptores paralelos. O Four-Way possui quatro terminais e funciona cruzando internamente as duas
linhas de viajantes vindas dos interruptores paralelos.

Adicionalmente, no espetro do controlo eletrónico moderno, destacam-se os Dimmers (variadores de


luminosidade). Estes dispositivos substituem a interrupção mecânica por comutação eletrónica rápida
através de semicondutores como TRIACs, cortando parte da onda senoidal da corrente alternada para
reduzir a potência eficaz entregue à carga, controlando a intensidade luminosa ou a velocidade de
pequenos motores de forma eficiente.

Capítulo 5: Elementos de Conexão e Interfaces: Tomadas


As tomadas de corrente funcionam como interfaces padronizadas destinadas a realizar a conexão
elétrica temporária e segura entre a instalação elétrica fixa de uma edificação e as cargas elétricas
móveis.

5.1 Padrões de Configuração e Conectividade


As tomadas modernas de uso residencial seguem rigorosos padrões nacionais de segurança. Estes
padrões obrigam a existência de três terminais funcionais inconfundíveis nas tomadas do tipo 2P+T (Dois
Polos mais Terra):

 - Terminal de Fase: Condutor de energia proveniente do disjuntor do quadro de distribuição,


operando sob potencial elétrico alternado.
 - Terminal de Neutro: Condutor de retorno de corrente, cujo potencial elétrico de referência está
idealmente próximo de zero Volts.
 - Terminal de Terra (PE): Terminal conectado diretamente ao sistema de aterramento da edificação.
A sua função é desviar de forma segura quaisquer correntes de fuga para o solo, protegendo os
utilizadores contra choques elétricos.

5.2 Diferenciação por Capacidade Corrente: 10A vs. 20A


As tomadas residenciais são subdivididas normativamente pela sua capacidade térmica de condução
contínua de corrente elétrica, reflectindo-se directamente no diâmetro físico dos orifícios de encaixe:

 - Tomadas de Uso Geral (TUG) de 10 A: Destinadas a cargas de baixa potência (iluminação de


abajures, televisores, carregadores). Possuem orifícios com diâmetro de 4,0 mm.
 - Tomadas de Alta Potência de 20 A: Projetadas especificamente para Tomadas de Uso Especial
(TUE) que alimentam cargas pesadas de alta demanda térmica (como micro-ondas, secadores de
cabelo profissionais, aparelhos de ar condicionado portáteis). Possuem orifícios alargados de 4,8
mm.
Capítulo 6: Sistema de Proteção Termomagnética
Os componentes de proteção são dispositivos automáticos instalados para salvaguardar a integridade
dos condutores, das cargas e a vida humana contra falhas elétricas severas.

6.1 Princípio de Funcionamento dos Disjuntores


O disjuntor termomagnético (DTM) atua combinando duas tecnologias de disparo distintas dentro de
uma única carcaça isolante de alta densidade:

 - Proteção Térmica (Sobrecargas): Baseia-se num elemento bimetálico. Quando a corrente


ultrapassa o limite nominal do disjuntor de forma sustentada (sobrecarga), o calor gerado deforma a
lâmina gradualmente até acionar o gatilho mecânico que abre os contactos.
 - Proteção Magnética (Curto-circuitos): Constituída por uma bobina eletromagnética (solenoide)
interna. Perante uma corrente de magnitude extrema (curto-circuito), o campo magnético induzido
atrai instantaneamente uma armadura metálica que desarma o disjuntor em poucos milissegundos.

6.2 Curvas de Disparo (B, C e D)


Os disjuntores são classificados em curvas magnéticas, determinando o limiar de atuação instantânea
para curto-circuitos:

 - Curva B: O disparo magnético ocorre entre 3 a 5 vezes a corrente nominal. São indicados para a
proteção de circuitos com cargas puramente resistivas, como chuveiros elétricos e aquecedores.
 - Curva C: O disparo magnético ocorre entre 5 a 10 vezes a corrente nominal. É a curva padrão
adotada na esmagadora maioria das instalações residenciais, ideal para circuitos de tomadas
comuns.
 - Curva D: O disparo magnético ocorre entre 10 a 20 vezes a corrente nominal. Destinados
estritamente a ambientes industriais para proteção de alimentadores de motores elétricos pesados.

6.3 Dispositivos DR (Diferencial Residual) e DPS


O Interruptor Diferencial Residual (DR) atua monitorando constantemente o somatório vetorial das
correntes que entram pela Fase e saem pelo Neutro. Se houver uma assimetria superior a 30 mA
(indicando fuga de corrente através do corpo de uma pessoa), o DR desarma em milissegundos.
Complementarmente, o Dispositivo Protetor contra Surtos (DPS) actua como uma válvula de escape
para sobretensões transitórias induzidas na rede por quedas de raios, escoando o surto destrutivo para
a terra antes que atinja eletrodomésticos frágeis.

Capítulo 7: Infraestrutura de Suporte e Passagem


A infraestrutura de suporte abrange os componentes não-energizados cuja missão é acomodar, fixar e
ordenar mecanicamente os elementos condutores e dispositivos de interface.
7.1 Caixas de Distribuição e Caixas de Derivação
O Quadro de Distribuição de Circuitos (QDC) ou Caixa de Disjuntores é o centro nevrálgico do sistema de
energia residencial. Fabricado em PVC anti-chama ou chapas metálicas tratadas, ele abriga os
barramentos de cobre de distribuição (Fase), o barramento de Neutro isolado e o barramento de Terra
comum.

As Caixas de Derivação (ou caixas de passagem) são instaladas estrategicamente nos cruzamentos das
tubagens embutidas nas paredes e tetos (modelos 4x2", 4x4" ou octogonais). Elas servem para alojar as
emendas e conexões de fios executadas com conectores isolantes, facilitando o processo de passagem
dos cabos elétricos.

7.2 Eletrodutos, Chassis e Placas de Acabamento


Os eletrodutos são os condutos (tubos flexíveis corrugados ou tubos rígidos de PVC) que formam o
caminho físico selado por dentro das paredes e lajes, protegendo os cabos elétricos contra humidade e
danos mecânicos.

Por fim, os suportes estruturais de parede conhecidos como chassis recebem os módulos internos de
tomadas e interruptores por encaixe de pressão. Sobre estes chassis aparafusam-se as placas ou
espelhos de acabamento, que vedam a caixa interna impedindo que o utilizador toque acidentalmente
nos condutores energizados.

Capítulo 8: Tipologia Avançada de Cargas e Receptores


A carga ou receptor elétrico é o componente final posicionado no circuito que consome a energia
elétrica disponível, convertendo-a em formas de trabalho físico útil. De acordo com a física clássica
aplicada à engenharia, as cargas dividem-se em três grandes naturezas:

8.1 Cargas Resistivas Puras (Efeito Joule)


As cargas resistivas convertem 100% da energia elétrica recebida diretamente em calor através de
colisões microscópicas dos eletrões com a malha atómica, fenómeno denominado Efeito Joule.
Exemplos clássicos residenciais incluem o chuveiro elétrico, o ferro de engomar, torradeiras e fornos de
resistência. Nestas cargas, a onda de tensão e a onda de corrente elétrica estão perfeitamente em fase.

8.2 Cargas Indutivas e Capacitivas


As cargas indutivas são compostas por enrolamentos de fios condutores (bobinas ou solenoides). Elas
necessitam da corrente elétrica para estabelecer campos magnéticos oscilantes internos indispensáveis
para a sua operação mecânica (motores, ventiladores, compressores).

As cargas capacitivas utilizam placas condutoras paralelas separadas por materiais isolantes (dielétricos)
para armazenar energia na forma de um campo elétrico interno, muito comuns em filtros eletrónicos e
luminárias LED de alta eficiência.
Capítulo Suplementar 1: Aprofundamento Técnico em Instalações de
Baixa Tensão

S.1.1 Critérios Avançados de Dimensionamento Elétrico


O planeamento e a execução de circuitos elétricos prediais exigem uma análise detalhada dos fatores de
agrupamento de condutores dentro de um mesmo eletroduto. Quando múltiplos cabos partilham o
mesmo espaço físico confinado, o calor gerado individualmente por efeito Joule acumula-se, reduzindo
a capacidade térmica total de dissipação do conjunto. Por este motivo, tabelas normativas aplicam
fatores de correção que reduzem a corrente máxima admissível de cada condutor em função do número
de circuitos contidos no mesmo duto.

Além disso, a impedância de curto-circuito no ponto de entrega de energia determina a capacidade de


intercalação e coordenação seletiva dos disjuntores. Um disjuntor mal dimensionado pode explodir ou
soldar os seus contactos caso a corrente de falha franca de curto-circuito exceda a sua capacidade de
rutura nominal expressa em quiloampères (kA).

S.1.2 Técnicas de Aterramento e Mitigação de Ruídos


O sistema de aterramento estrutural (PE) não se destina apenas à segurança contra choques elétricos.
Na engenharia de sistemas modernos, o aterramento desempenha um papel crítico como plano de
referência equipotencial estável para a filtragem de interferências eletromagnéticas (EMI) e ruídos de
alta frequência gerados por fontes chaveadas eletrónicas e inversores de frequência. A resistência de
terra medida não deve idealmente ultrapassar valores estipulados por normas nacionais para garantir o
escoamento rápido de transitórios.

Foco de Estudo Prático - Módulo Suplementar 1


Durante as sessões laboratoriais de montagem e verificação, o aluno deve testar a continuidade de
todas as malhas de terra antes da energização do quadro. A falha na interconexão do terminal PE com
o chassi metálico das caixas de derivação pode criar potenciais de toque perigosos durante anomalias
de isolamento interno das cargas indutivas.
Tabela de Referência Técnica dos Componentes de Circuitos
Componente Técnico Definição Funcional Normativa Aplicação Operacional Típica

Disjuntores Termomagnéticos Mecanismo automático de corte Proteção de cabos contra


que atua por dilatação bimetálica sobrecargas severas e curtos-
e indução eletromagnética para circuitos no quadro.
interromper correntes anómalas.

Interruptor Unipolar Simples Componente mecânico manual de Controlo local de circuitos de


interrupção contendo par de iluminação abrindo e fechando o
contactos em liga metálica nobre. condutor de Fase.

Tomadas de Corrente (10A / 20A) Interface de acoplamento Alimentação de cargas móveis e


mecânico com polos fêmea fixas, provendo segurança pelo
dimensionados termicamente terminal de proteção.
para conexões provisórias.

Caixa de Distribuição (QDC) Gabinete central de proteção e Organização, ramificação e


isolamento estrutural onde se seccionamento geral de todos os
concentram barramentos e circuitos elétricos.
dispositivos de segurança.

Caixa de Derivação/Passagem Invólucro cúbico ou cilíndrico de Acomodação de conexões e


encaminhamento embutido em ramificações de fios condutores,
alvenaria com tampas para permitindo acesso.
proteção de emendas.

Eletrodutos Rígidos e Flexíveis Condutos plásticos corrugados ou Encaminhamento embutido de


rígidos com propriedades auto- cabos elétricos isolados através
extinguíveis de proteção das paredes.
mecânica.

Suportes e Chassis de Parede Estrutura modular plástica ou Sustentação mecânica rígida para
metálica para fixação por os módulos funcionais de
parafusos diretamente nas caixas tomadas e botões.
embutidas.

Placas e Espelhos de Acabamento Barreira isolante exterior plástica Vedação contra poeiras, proteção
encaixada sobre o chassi de dos terminais energizados e
suporte estrutural. acabamento estético.

Motores Elétricos (Receptores) Cargas de matriz fortemente Acionamento de


indutiva que convertem o fluxo de electrodomésticos como
eletrões em forças de conjugado compressores de frio e
mecânico. ventiladores.

Resistores de Aquecimento Cargas de matriz puramente Geração térmica controlada para


resistiva baseadas na fricção aquecimento de água em
atómica dos eletrões livres pelo chuveiros.
efeito Joule.
CONCLUSÃO
Ao longo deste trabalho, compreendemos que os componentes de um circuito eléctrico
desempenham um papel fundamental no funcionamento de qualquer instalação ou equipamento
eléctrico. Cada elemento possui uma função específica e indispensável para que a energia
eléctrica seja transportada, controlada e utilizada de forma segura e eficiente.

Verificámos que a fonte de alimentação é responsável por fornecer a energia ao circuito,


os condutores permitem a passagem da corrente eléctrica, os interruptores controlam a abertura e
o fecho do circuito, enquanto os receptores ou cargas transformam a energia eléctrica noutras
formas de energia, como luz, calor ou movimento. Também foi possível perceber a importância
dos dispositivos de protecção, que ajudam a prevenir acidentes e danos nos equipamentos.

O estudo dos componentes de um circuito eléctrico contribui para o desenvolvimento de


conhecimentos técnicos essenciais, sobretudo para os alunos que pretendem aprofundar os seus
estudos na área da electricidade. Além disso, compreender o funcionamento destes componentes
permite utilizar a energia eléctrica de forma mais consciente, segura e responsável no dia a dia.
RECOMENDAÇÕES
Recomenda-se que os alunos realizem actividades práticas e montagens simples de
circuitos eléctricos para consolidarem os conhecimentos teóricos adquiridos em sala de aula.

Deve-se manusear os componentes eléctricos com cuidado e sempre sob a orientação do


professor ou de uma pessoa qualificada, de modo a evitar acidentes.

É importante respeitar as normas de segurança durante a execução de trabalhos eléctricos,


utilizando materiais adequados e em bom estado de conservação.

Recomenda-se a utilização de dispositivos de protecção, como fusíveis e disjuntores, em


instalações eléctricas residenciais e escolares.

Os estudantes devem aprofundar continuamente os seus conhecimentos sobre


electricidade, acompanhando a evolução tecnológica e as boas práticas relacionadas com o uso
eficiente da energia.

É aconselhável promover a sensibilização sobre o consumo responsável da energia


eléctrica, evitando desperdícios e contribuindo para a preservação dos recursos energéticos e do
meio ambiente.

Deste modo, o conhecimento dos componentes de um circuito eléctrico constitui uma


base importante para a formação académica e técnica dos alunos, preparando-os para enfrentar,
com responsabilidade e competência, os desafios relacionados com a utilização da electricidade.

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