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Recibo Embargos RT Rodrigo

Rodrigo Tagliette da Silva apresentou embargos de declaração contra a sentença que negou o pedido de justiça gratuita, alegando contradições e obscuridades na decisão. O autor argumenta que a negativa se baseou em interpretações equivocadas sobre sua condição financeira e a posse de um imóvel. O pedido visa corrigir essas falhas e reavaliar a concessão do benefício da justiça gratuita.
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Recibo Embargos RT Rodrigo

Rodrigo Tagliette da Silva apresentou embargos de declaração contra a sentença que negou o pedido de justiça gratuita, alegando contradições e obscuridades na decisão. O autor argumenta que a negativa se baseou em interpretações equivocadas sobre sua condição financeira e a posse de um imóvel. O pedido visa corrigir essas falhas e reavaliar a concessão do benefício da justiça gratuita.
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Fls.

: 1

Poder Judiciário
Justiça do Trabalho
Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região

Ação Trabalhista - Rito Ordinário


0011314-50.2024.5.15.0133

Tramitação Preferencial
- Pagamento de Salário

Processo Judicial Eletrônico

Data da Autuação: 12/06/2024


Valor da causa: R$ 1.363.292,09

Partes:
AUTOR: RODRIGO TAGLIETTE DA SILVA
ADVOGADO: RAFAEL POLIDORO ACHER
RÉU: EXTIN SEG EQUIPAMENTOS DE SEGURANCA CONTRA INCENDIOS LTDA - EPP
ADVOGADO: HELENA MARIA GROLLA
ADVOGADO: ALBERTO CAETANO GROLLA
PAGINA_CAPA_PROCESSO_PJE
Fls.: 2

EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) JUIZ(A) DO TRABALHO DA 4ª VARA


DO TRABALHO DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO/SP.

Processo n.º 0011314-50.2024.5.15.0133

RODRIGO TAGLIETTE DA SILVA, já qualificado nos autos, por meio de seu


advogado que ao final subscreve, vem, mui respeitosamente, perante Vossa Excelência, dentro do
prazo legal, com fundamento no artigo 1.022 e seguintes da Lei Processual Civil em vigor, opor o
presente

EMBARGOS DE DECLARAÇÃO

em face da r. sentença exarada nestes autos Id 554eca8, pelos motivos de fato e de direito a seguir
dispostos:

I - DO CABIMENTO DOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO

De início, cumpre destacar que os embargos de declaração são admissíveis para


provocar a manifestação judicial quando a decisão prolatada conter erro material, for omissa quanto
à matéria de ordem pública que exige o pronunciamento ex offício pelo órgão do jurisdicional prolator,
obscura ou houver contradição junto a mesma.

O Código de Processo Civil, em seu artigo 1.022, prevê a possibilidade de oposição


de Embargos de Declaração, nos casos em que as decisões judiciais ostentam alguma contradição,
obscuridade, omissão, ou erro material, como se verifica in verbis:

email: advocaciaacher@[Link]
R: Bahia n.º 3459, Centro, CEP: 15500-005, Votuporanga-SP. Fone: (17) 3421-2905.
R: Voluntários de São Paulo, n.º 3.180, sala 92, 9º andar, Centro, CEP: 15015-200, S. J. do Rio Preto-SP, Fone: (17) 3364-9499 / 99626-4732.

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Art. 1022 Cabem embargos de declaração contra qualquer decisão judicial para:

I - esclarecer obscuridade ou eliminar contradição;

II - suprir omissão de ponto ou questão sobre o qual devia se pronunciar o juiz de ofício
ou a requerimento;

III - corrigir erro material.

Parágrafo único. Considera-se omissa a decisão que:

I - deixe de se manifestar sobre tese firmada em julgamento de casos repetitivos ou em


incidente de assunção de competência aplicável ao caso sob julgamento;

II - incorra em qualquer das condutas descritas no art. 489, § 1º.

Desta forma, verifica-se que referidos Embargos Declaratórios poderão opostos


quando na decisão conter defeitos, nos termos dos artigos supramencionados, podendo até ter efeito
modificativo, nos casos de manifesto equívoco por parte do magistrado que prolatou a decisão.

No sistema brasileiro, os Embargos Declaratórios tem natureza de recurso, visto a


finalidade suprir uma omissão ou afastar uma contradição ou obscuridade ou ainda, corrigir erro
material, de modo que referido recurso é apto a estabelecer o pré-questionamento.

Assim, plenamente cabível o presente Embargos de Declaração para suprir uma


contradição, omissão e/ou obscuridade (esclarecimento de dúvida) e corrigir erro material, ocorridos
na decisão prolatada por este juízo, conforme passaremos a verificar.

II - DA TEMPESTIVIDADE DOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO

O artigo 1.023 do código de Processo Civil prevê o prazo para a oposição dos
Embargos de Declaração. Vejamos:

Art. 1.023. Os embargos serão opostos, no prazo de 5 (cinco) dias, em petição dirigida ao
juiz, com indicação do erro, obscuridade, contradição ou omissão, e não se sujeitam a
preparo.

email: advocaciaacher@[Link]
R: Bahia n.º 3459, Centro, CEP: 15500-005, Votuporanga-SP. Fone: (17) 3421-2905.
R: Voluntários de São Paulo, n.º 3.180, sala 92, 9º andar, Centro, CEP: 15015-200, S. J. do Rio Preto-SP, Fone: (17) 3364-9499 / 99626-4732.

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A decisão ora embargada, foi publicada em 30/01/2025, desta forma, o prazo para
oposição dos embargos de declaração encerra-se em 06/02/2025.

Portanto, o presente recurso encontra-se tempestivo, conforme disposição legal.

III – DA CONTRADITORIEDADE E OBSCURIDADE DA SENTENÇA EMBARGADA - Id 554eca8

A sentença aqui embargada proferida nos autos da presente lide, a qual julgou
improcedentes as pretensões formuladas, também NEGA O PEDIDO DE JUSTIÇA GRATUITA ao
embargante, com a seguinte fundamentação, senão vejamos:

JUSTIÇA GRATUITA

O Autor confessou, em depoimento, que, nos últimos


quatro anos, prestava serviços como engenheiro autônomo a terceiros
(itens 9, 15 e 18 – ata de audiência - fl. 626) e que nos últimos seis
meses do contrato de trabalho constituiu uma empresa de material
de construção (item 7 da mesma ata de audiência).

Além disso, ficou comprovado pelo resultado de consulta


ao Primeiro Oficial de Registro de Imóveis deste município (fls.
403/404) que o Autor é detentor de imóvel localizado em
condomínio.

Diante desses fatos, entendo que a Ré logrou êxito em


comprovar que o Reclamante possível condição financeira confortável,
o que permite infirmar a presunção de veracidade da declaração de
pobreza.

Nesse passo, é do Autor o ônus da prova com relação à sua


condição de miserabilidade, mas de tal encargo não se desincumbiu.

O Reclamante sequer juntou documentos (declaração de


imposto de renda ou documento semelhante) que comprovassem que a
remuneração percebida pela prestação de serviços como engenheiro
autônomo e que os rendimentos auferidos da sua empresa de venda
de material de construção fossem insuficientes para seu sustento ou
da sua família e comprometesse o pagamento das despesas da
presente ação.

Assim, indefiro os benefícios da justiça gratuita ao


Reclamante.

email: advocaciaacher@[Link]
R: Bahia n.º 3459, Centro, CEP: 15500-005, Votuporanga-SP. Fone: (17) 3421-2905.
R: Voluntários de São Paulo, n.º 3.180, sala 92, 9º andar, Centro, CEP: 15015-200, S. J. do Rio Preto-SP, Fone: (17) 3364-9499 / 99626-4732.

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No entanto, referido decisão é contraditória e obscura, causando gravíssimo


prejuízo para o embargante, A parte reclamante apresentou quando da propositura da ação a
CTPS, demostrando que está desempregado, e que trabalhou nos últimos 10 (dez) anos para a
reclamada recebendo como salário valor líquido inferior a 40% do limite máximo dos benefícios
do Regime Geral de Previdência Social, conforme, holerites juntados pela reclamada – id20ff761.

A sentença embargada negou ao embargante o benefício da justiça gratuita sob a


alegação de que esta possuía condição financeira incompatível com a concessão do benefício. No
entanto, tal decisão se fundamenta em colocações equivocadas e contraditórias, que agora se busca
esclarecedoras.

1. Equívoco quanto à alegação de que o embargante teria constituído uma loja


de material de construção.

A decisão embargada fundamenta a negativa da justiça gratuita na suposta


constituição de uma empresa de material de construção pelo embargante. No entanto, tal alegação é
absolutamente contraditória e não reflete a realidade dos autos.

O trecho da ata de audiência transcrita na sentença foi interpretado de forma


equivocada. O embargante afirmou que, nos últimos seis meses do contrato de trabalho, laborava um
sábado por mês na loja de material de construção, mas não que fosse o proprietário da referida
loja. Trata-se, na verdade, de estabelecimento pertencente à própria Reclamada, e não ao Reclamante,
ora embargante.

Essa contradição gera grave erro na fundamentação da decisão, pois confere ao


embargante uma condição patrimonial que ele nunca possuiu. Portanto, a sentença deve ser corrigida
para excluir essa falsa colocação, sob pena de violação ao princípio da verdade real.

2. Equívoco quanto à posse de imóvel como critério para a negativa da justiça


gratuita.

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R: Bahia n.º 3459, Centro, CEP: 15500-005, Votuporanga-SP. Fone: (17) 3421-2905.
R: Voluntários de São Paulo, n.º 3.180, sala 92, 9º andar, Centro, CEP: 15015-200, S. J. do Rio Preto-SP, Fone: (17) 3364-9499 / 99626-4732.

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Outro ponto contraditório e obscuro da decisão refere-se à afirmação de que o


embargante não faria jus à justiça gratuita pelo fato de possuir um imóvel localizado em condomínio.

No entanto, o referido imóvel foi adquirido com valores oriundos de herança


tanto do Reclamante quanto de sua esposa, e encontra-se alienado fiduciariamente à Caixa
Econômica Federal, com financiamento de longo prazo (DOC. ANEXO).

A mera posse de um imóvel financiado não significa que o Reclamante possuísse


renda suficiente para arcar com as despesas do processo, especialmente considerando sua atual
condição de desempregado.

Além disso, patrimônio não é sinônimo de renda. O Reclamante não possui meios
financeiros que lhe permitam custear os custos processuais sem prejuízo de sua subsistência,
conforme demonstra a evolução do financiamento (DOC. ANEXO).

3. Equívoco quanto à prestação de serviços independentes pelo Reclamante.

A sentença embargada também fundamenta a negativa da justiça gratuita na


alegação de que o Reclamante teria prestado serviços independentes nos últimos quatro anos. No
entanto, tal alegação não resiste à análise detalhada dos fatos.

Os serviços prestados pelo Reclamante, conforme documentos já juntados, foram


pontuais, esporádicos e de valores irrisórios, sendo que:

• O Reclamante prestou menos de 20 serviços em quatro anos, conforme


documentação apresentada.
• Os valores percebidos por tais serviços eram baixos, variando entre R$ 200,00
e R$ 300,00, sendo insuficientes para caracterizar uma renda fixa ou confortável.
• Nos últimos 10 anos, o Reclamante recebeu salário líquido inferior a 40% do
teto previdenciário, conforme holerites juntados aos autos, o que lhe confere o direito ao benefício
da justiça gratuita, nos termos do art. 790, § 3º, da CLT.

Assim, o fato de o Reclamante ter realizado pequenos projetos esporádicos não


pode ser interpretado como capacidade financeira para arcar com as despesas do processo,
sendo necessário o devido reparo na sentença embargada.

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R: Bahia n.º 3459, Centro, CEP: 15500-005, Votuporanga-SP. Fone: (17) 3421-2905.
R: Voluntários de São Paulo, n.º 3.180, sala 92, 9º andar, Centro, CEP: 15015-200, S. J. do Rio Preto-SP, Fone: (17) 3364-9499 / 99626-4732.

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IV – DO PEDIDO

Diante de todo o acima exposto e do mais que dos autos consta é esta para
requerer de Vossa Excelência o recebimento do presente Embargos de Declaração e seu regular
processamento para, ao final, ser sanada a contradições e obscuridades apontadas:

1. Sane a contradição e a obscuridade presentes na sentença, esclarecendo que:

a) O Reclamante não é proprietário de uma loja de material de construção,


mas apenas laborava ocasionalmente em estabelecimento pertencente à
própria Reclamada;
b) A mera posse de um imóvel financiado não pode ser fundamento para
afastar a presunção de hipossuficiência, pois não reflete renda disponível;
c) Os serviços privados prestados pelo Reclamante foram esporádicos e de
valores insignificantes, não sendo suficientes para afastar sua condição de
necessidade.

2. Reconsidere a negativa do benefício da justiça gratuita, deferindo-o ao embargante,


nos termos do art. 790, § 3º e § 4º, da CLT, em razão de sua real condição financeira
demonstrada nos autos.

Termos em que, pede e aguarda deferimento.

São José do Rio Preto - SP, 06 de janeiro de 2025.

Rafael Polidoro Acher


OAB/SP 295.177
(assinado digitalmente, conforme Lei n.º 11.419/06).

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Número do processo: 0011314-50.2024.5.15.0133
Número do documento: 25020621061941200000250676675

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