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Nancy&Robin

Nancy e Robin investigam o caso de Victor Creel na biblioteca, enquanto Nancy observa a proximidade entre Robin e Steve. Apesar de Robin afirmar que sua relação com Steve é platônica, Nancy não se convence e reflete sobre suas próprias perdas e a solidão que sente. Elas se preparam para se infiltrar em um manicômio, com Nancy ajudando Robin a se vestir de forma adequada para a missão.

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Nancy&Robin

Nancy e Robin investigam o caso de Victor Creel na biblioteca, enquanto Nancy observa a proximidade entre Robin e Steve. Apesar de Robin afirmar que sua relação com Steve é platônica, Nancy não se convence e reflete sobre suas próprias perdas e a solidão que sente. Elas se preparam para se infiltrar em um manicômio, com Nancy ajudando Robin a se vestir de forma adequada para a missão.

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Nancy POV

Depois de passar a tarde e parte da noite na biblioteca com a Robin só para descobrir pistas
sobre o caso de Victor Creel, percebi que ela era uma tagarela. Não ficava em silêncio por mais
de cinco minutos sem puxar um assunto aleatório. No ano anterior não tivemos oportunidade
de conversar, só a conhecia dos corredores da escola e por tocar na banda.

Percebi que ela e Steve parecem bem mais próximos agora, ano passado eles eram só colegas
de trabalho e agora parecem bem mais do que isso. Isso não interferia em nada é óbvio, é só
um ponto que reparei.

- Estamos aqui a tarde toda e parece que não há nenhum registro sobre demônios e Victor
Creel – ela parecia entediada.

- Olha, eu avisei que era como um tiro no escuro – respirei fundo – se você está de saco cheio
tenta ligar para o Steve, tenho certeza que ele viria te buscar num instante – quando terminei
a frase percebi que saiu bem mais ácida do que eu gostaria.

- ow, ow, ow – ela se levanta de onde estava sentada e coloca sua cadeira ao meu lado, não
desvio o olhar dos jornais – espera, você acha que eu e Steve temos alguma coisa?

- Me diz você – tiro a atenção dos jornais dessa vez e olho diretamente em seus olhos – não
que isso me incomode, de maneira nenhuma.

- Nossa nem em um milhão de anos eu ficaria com ele – Robin da uma risada sincera – ele é
um tipo de melhor amigo, sabe?

- Não sei... meio que discordo, percebo o jeito que vocês se olham – dei a entender que fico
observando os dois. Droga Nancy.

- É puramente platônico – ela ri novamente – nunca vai acontecer, digamos que ele não faz
meu tipo. – agora seu riso é de sarcasmo.

- Qual é? – me viro completamente para ela – ele é tudo o que uma garota quer, é engraçado,
bonito e agora parece muito mais gentil do que antigamente. Um bom partido eu diria.

- Nancy você não entenderia ok? – ela segura em meus ombros – futuramente até posso
tentar dividir isso com você, mas por hora esquece essa ideia.

Não fiquei tão convencida, mas a partir dali nós criamos um vínculo e eu acabei arrastando-a
comigo para fazer qualquer coisa relacionada a essa investigação.

Era tão estranho saber que Fred havia morrido tão repentinamente e eu tentava não me
culpar por sua morte, mas essas mortes estão me deixando intrigada.

Parecia egoísta da minha parte ficar sofrendo pelos problemas da minha vida quando tem
adolescentes morrendo na cidade. Eu me sentia solitária apesar de sempre ter gente ao meu
redor, mas o jornal da escola ainda era só o jornal da escola.

Com o Jhonatan aqui tudo era mais fácil, sinto falta dele principalmente nesses momentos. Ele
não era só meu namorado, era meu melhor amigo também.

Não pode deixar de sentir um aperto no coração ao lembrar de Barb, ela foi a única pessoa em
toda a vida que eu pude compartilhar tudo. A amiga mais fiel que eu tive. Me dói pensar que
nunca mais poderemos ser confidentes uma da outra.
Com o início do recesso de primavera pensei que Jhonatan poderia aparecer a qualquer
momento em minha porta para fazer uma surpresa, não tinha certeza se isso era esperar
demais dele ou se ele iria suprir minhas expectativas.

Tentei mudar o foco do pensamento para os problemas atuais, eu teria que me infiltrar
naquele manicômio e fingir ser uma estudante de psicologia. Meu maior desafio era fazer
Robin se vestir adequadamente e se portar como uma universitária.

- Tira essa Jaqueta e põe isso – entrego uma blusa branca com babados à Robin. Por um
momento ela arregala os olhos.

- Tem certeza que eu preciso usar essas roupas? – aponta para uma saia rosa e a blusa de
babados.

- Robin, nós precisamos passar a imagem de pessoas sérias e essa sua jaqueta e calça capri são
descoladas demais para um estudante de psicologia.

- Tem razão – solta um sorriso – só acho demais esses babados, tenho certeza que isso vai ficar
me apertando – passa as mãos na gola da blusa com intenção de deixá-la mais folgada.

Robin p.o.v

Eu parecia ser uma boneca que a Nancy estava brincando de vestir, conseguia ver em seu rosto
que ela estava se divertindo me fazendo sofrer daquela forma, mas não foi de todo o mal. No
final da tarde quando nos finalmente encontramos uma roupa que serviu perfeitamente e que
agradou nós duas, ela soltou um sorriso sincero em minha direção como nunca havia feito
antes.

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