Estudo do Movimento
Módulo 4 – Fundamentos de mecânica para análise do movimento
Centro de gravidade
⚫ O centro de gravidade pode ser definido como o único
ponto de um corpo ao redor do qual todas as partículas
de sua massa estão igualmente distribuídas (Lehmkuhl
& Smith, 1989).
⚫ Local em um corpo onde é aplicado a resultante das
forças peso, como se toda a massa do corpo estivesse
concentrada neste ponto (Okuno & Fratin, 2003).
⚫ Um corpo pode ser considerado como sendo composto
por pequenos segmentos;
⚫ O peso resultante deste corpo corresponde ao
somatório das forças peso que atuam em cada um
deste segmentos;
⚫ O local onde é aplicada a resultante das forças peso é o
centro de gravidade;
Centro de Gravidade
De forma genérica, o centro de
gravidade de um homem está
aproximadamente 54%, de sua
estatura quando medida de do
solo.
⚫ Para se manter em equilíbrio a projeção do C.G. deve
estar dentro da base de apoio
P
⚫ Ao flexionar o tronco e ao
projetar os braços adiante, o
saltador desloca seu C.G.
para frente.
⚫ Tal procedimento faz com
que seu C.G. percorra uma
trajetória maior,
melhorando o resultado do
salto.
Centro de Massa
Centro de Massa
⚫ O centro de massa pode ser definido como o ponto de
equilíbrio, um local no qual todas as partículas do objeto
estão igualmente distribuídas (Enoka, 2002);
⚫ A definição de Centro de Massa (CM), de um sistema
composto por múltiplas partículas (como a vara ou uma
pessoa), serve para facilitar o estudo de seu
movimento:“Centro de massa de um sistema de partículas é
o ponto que se movimenta como se toda massa do sistema
estivesse concentrada naquele ponto. Além disso, pode-se
considerar também, que todas as forças atuantes estejam
aplicadas neste único ponto.”
⚫ Na figura vemos que uma série de fotos foi tirada, a intervalos bem
pequenos, da barra de ferro em movimento. Ainda pela figura podemos
ver que essa barra descreve uma trajetória parabólica. É como se toda a
massa da barra de ferro estivesse concentrada em único ponto e todas
as forças que atuam em cada partícula da barra de ferro também
estivessem aplicadas nesse ponto.
⚫ Esse ponto em especial é chamado de centro de massa. Um fato
interessante é que o centro de massa pode estar fora do corpo.
Assim sendo, a existência do centro de massa não se limita a casos de
objetos rígidos,
⚫ O centro de massa é um ponto que se comporta como
se toda a massa de um corpo estivesse concentrada
sobre ele. O seu cálculo depende da distribuição da
massa do corpo.
Quando levantamos peso, é importante flexionar os joelhos para mudar nosso
centro de massa e não prejudicar a coluna.
Eficiência Mecânica: menor gasto energético (Settineri, 1988).
Calcular o centro de Massa
Depende das massas envolvidas e da posição relativa entres cada uma delas.
xcm = m1x1 + m2x2 + . . . . + mnxm
m1 + m 2 + . . . + m n
ycm = m1y1 + m2y2 + . . . . + mnym
m1 + m 2 + . . . + m n
zcm = m1z1 + m2z2 + . . . . + mnzm
m1 + m 2 + . . . + m n
Calcular o centro de Massa
⚫ Exemplo - Determine as coordenadas do centro de
massa do sistema de partículas indicado.
Resolução
⚫ xCM=m1x1+m2x2+m3x3
m1+m2+m3
⚫ xCM=2.0+3.1+5.4
2+3+5
⚫ xCM=2,3 cm
yCM=m1y1+m2y2+m3y3
m1+m2+m3
yCM=2.0+3.2+5.1
2+3+5
yCM=1,1 cm
Localizar o centro de Massa
Vamos agora obter a posição do centro de massa.
Consideremos inicialmente o caso de um sistema
formado por n partículas de massas: m1, m2, m3, ...
mn e que estejam num mesmo plano. Adotamos
um sistema de coordenadas cartesianas
ortogonais, contido nesse plano. Essas partículas
terão:
Abscissas x1,x2,x3…xn
ordenadas y1,y2,y3… yn
Dessa forma, podemos determinar o centro de
massa no plano x e no plano y, da seguinte forma:
Tarefa
Localizar o CM M1 = 3
M2 = 4
M3 = 5
1,5
1
1 2 4,5
Tarefa:
Aplicações do Conhecimento do
Centro de Massa e Gravidade
Lehmkuhl & Smith (1989):
•Analisar e facilitar o movimento;
• Prescrever as cargas do exercício;
• Equilibrar os segmentos;
• Prevenir quedas.
Centro de Massa
• O Centro de Massa dos
segmentos corporais pode ser
determinado em função do
comprimento segmentar;
Quanto mais próximo do solo estiver o C.G. maior
será a estabilidade? Sim ou não
⚫ SIM
⚫ PORQUE ?
⚫ As forças que agirem sobre o mesmo terão um braço de
alavanca menor, ou seja, fica mais difícil “tombar”.
Centro de Massa dos segmentos em função do
comprimento segmentar
Centro de Massa
Método segmentário para o corpo humano:
Realização da Ficha de Trabalho I – Calcular o CG
Cinemática
⚫ Cinemática – Ramo da Física que descreve o
movimento sem se preocupar com as suas causas.
P (x ; y)
•Parâmetros
•Cinemáticos
•Posição
• Velocidade
• Aceleração
Aceleração Escalar Média am = Δv / Δt = vf – vi / tf -
ti
Velocidade Escalar Média vm = Δx / Δt = xf – xi / tf -
ti
Conceitos Fundamentais
Velocidade - O vetor velocidade é sempre tangente à
trajetória e está orientado na direção do movimento;
Distância - medida desde a posição inicial até à posição
final pelo caminho percorrido
Deslocamento - medida desde a posição inicial até à
posição final através de uma linha reta.
Velocidade média e Velocidade instantânea
⚫ Para todo movimento podemos associar uma grandeza
chamada velocidade que é o quociente entre a variação de espaço e a
variação de tempo utilizado pelo móvel neste percurso.
⚫ O conceito de velocidade média ou velocidade escalar média é
diferente do conceito de velocidade instantânea. A velocidade média
esta ligada a um intervalo de tempo ∆t enquanto a velocidade
instantânea a um instante de tempo t.
Exercício:
Uma bola parte do repouso (velocidade inicial zero) e percorre 100m em
10s. Qual a velocidade média deste móvel nos 10s de movimento?
⚫ Sabemos que a variação de espaço da bola foi de 100m e a variação de tempo foi de 10s, logo, a
velocidade média é dada por:
Vm = ∆S/∆t
Vm = 100m / 10s
Vm = 10m/s
⚫ A velocidade média da bola foi de 10m/s. Isto não significa que ele estava sempre com velocidade
10m/s, já que parte do repouso (velocidade inicial zero) e ao longo do percurso aumenta sua
velocidade.
⚫ Para saber a velocidade instantânea do móvel no instante 6 s, sabendo que a aceleração do
mesmo é de 2m/s2, devemos utilizar a equação abaixo:
V = V0 + a.t
V: é a velocidade final do móvel.
V0: é a velocidade inicial do móvel.
a: é a aceleração do móvel.
t: é o tempo.
⚫ Substituindo os valores fornecidos, temos:
V = V0 + a.t
V=0+2.6
V = 12 m/s
Logo, a velocidade do móvel no instante 6s é igual a 12m/s e esta pode ser chamada de velocidade
instantânea já que se refere ao instante 6s.
Aceleração média e Aceleração instantânea
⚫ Sempre que a velocidade de um móvel varia dizemos que esse móvel está
acelerando. A aceleração é, portanto, uma medida da variação da velocidade
por intervalo de tempo.
⚫ Aceleração média é uma grandeza física que mede a variação da velocidade
(Δv) de um móvel em um determinado intervalo de tempo (Δt). A unidade de
aceleração no Sistema Internacional de unidades é o m/s².
⚫ Aceleração instantânea - Quando a aceleração escalar média chega ao seu
limite, temos a aceleração escalar instantânea, que designa a aceleração do
corpo em um determinado momento
Para calcularmos a aceleração escalar média de um móvel, utilizamos a
seguinte equação:
a – aceleração média (m/s²)
Δv – variação de velocidade (m/s)
Δt – intervalo de tempo (s)
Movimento 1D e 2D
Classificação dos Movimentos
Uniforme
Rectilíneo
(v tem sempre a
mesma direcção)
Uniformemente acelerado
ou retardado
Movimento
Uniforme
Curvilíneo
(v varia em
direcção) Uniformemente acelerado ou
retardado
Movimento Rectilineo
Uniformemente Acelerado
Equação das Posições
y = y0 + v0t +
½at2
y0 – posição inicial
v0 – velocidade inicial
a - aceleração
Queda Livre
É um movimento rectilíneo uniformemente acelerado já que a aceleração da
gravidade (g) é constante ao longo de todo o movimento uma vez que se
despreza a resistência do ar.
Queda Livre
Movimentos de Projécteis
O termo projéctil aplica-se a qualquer objecto que seja lançado ao ar.
Movimento 2D
A fotografia estroboscópica do movimento de duas bolas,
em que uma parte do repouso em queda livre e outra que é
projectada simultaneamente segundo a horizontal, mostra
que as duas bolas:
- chegam ao mesmo tempo ao plano horizontal
- encontram-se no mesmo instante á mesma
altura
Assim, o movimento curvilíneo pode considerar-se como sendo a sobreposição
de dois movimentos simultâneos e independentes no mesmo plano: um
movimento rectilíneo e uniforme com velocidade v0 (horizontal) e um movimento
com a direcção de (F), de aceleração constante (a), rectilíneo e uniformemente
variado (vertical).
Movimento 2D – Lançamento Oblíquo
Equações Paramétricas
x = x0 + v0xt
y = y0 + v0yt – ½ g t2
v0x = v0 cos θ
v0y = v0 sen θ
Movimento 2D – Lançamento
Oblíquo
Equação das Velocidades
vx = v0x
vy = v0y – gt
Movimento 2D – Lançamento
Horizontal
Equações Paramétricas
x = x0 + v0xt
y = y0 – ½ g t 2
Movimento 2D
Movimento 2D
Movimento 2D
Momento Linear
O comportamento de um corpo durante a interacção com outro corpo não depende
só da sua velocidade, mas também da sua massa.
Newton definiu uma grandeza que depende da massa e da velocidade da partícula –
Momento Linear ou Quantidade de Movimento.
p = m . v ( kg.m/s)
Lei da Variação do Momento Linear
Para que determinado corpo varie de velocidade é necessário empurrá-lo durante pouco
tempo se a força tiver grande intensidade, ou empurrá-lo durante mais tempo se a força
tiver pouca intensidade.
Grandeza dinâmica, que caracteriza melhor o esforço
dispendido para movimentar um corpo, que dependa
simultaneamente da força e do intervalo de tempo –
Impulso da Força
I = F . Δt (N . s)
Lei da Variação do Momento Linear
Cálculo do Impulso
Partindo da definição de força:
F = Δp / Δt F . Δt = Δp
I = Δp
O impulso de uma força, que actua numa
F . Δt = [Link] – [Link] partícula material num certo intervalo de
tempo, é igual à variação do momento
linear da partícula material nesse intervalo
de tempo.
Momento de uma Força
Traduz o efeito rotativo de uma força sobre o eixo de rotação
Mo (F) – Momento da força F em relação ao ponto o.
O efeito rotativo depende de vários factores:
- Intensidade da força
- Ponto onde é aplicada
- Linha de acção
Momento de uma Força
Mo (F) = r x F
O vector Mo (F) tem as seguintes características:
- o ponto de aplicação é o ponto o (centro do momento)
- a direcção é perpendicular ao plano de r e F
- o sentido é dado por uma das regras do produto vectorial
- a intensidade é ||r|| * ||F||* sin (r ^ F)
Dinâmica do Movimento de Rotação
Num movimento de translação a resultante das forças exteriores é directamente proporcional à
aceleração do centro de gravidade.
Fres = m . acm
Num movimento de rotação o momento resultante das forças exteriores é directamente
proporcional à aceleração angular do corpo.
Mres = I . α
Momento de Inércia
O Momento de Inércia é a resistência oferecida por um corpo à alteração do seu movimento
de rotação.
I = Σ m i . r i2 (kg/m2)
Ou seja, o Momento de Inércia reporta-se à massa e à sua distribuição em torno do eixo sobre o
qual está a ser realizada a rotação.
Momento de Inércia dos Segmentos do
Corpo Humano
Uma vez que os momentos de inércia dos segmentos do corpo humano variam consoante o
eixo de rotação, não podem ser calculados usando as proporções directas.
Para simplificar o cálculo dos momentos de inércia é utilizado um método indirecto que se
reporta ao raio de giro.
Momento de Inércia dos Segmentos do
Corpo Humano
O raio de giro representa a distância a que a massa do corpo rígido estaria do eixo de
rotação se a totalidade da sua massa estivesse concentrada num ponto.
O raio de giro de um segmento que roda sobre o seu centro de gravidade é:
kcg = Kcg . l
O momento de inércia de um segmento que roda sobre o seu centro de gravidade é:
Icg = m . kcg2
Pelo teorema dos eixos paralelos:
Ieixo = Icg + mr2