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Lising

O documento discute o leasing como uma alternativa de financiamento para empresas em Moçambique, especialmente na Cidade de Maputo, onde muitas enfrentam dificuldades com o crédito bancário tradicional. O estudo analisa as vantagens e desvantagens do leasing, sua relevância prática e teórica, e busca entender seu impacto na gestão financeira e no crescimento das empresas. A pesquisa foca no período de 2021 a 2025 e propõe investigar como o leasing pode ser utilizado como mecanismo de aquisição de bens e equipamentos.

Enviado por

Afonso Mubai
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O documento discute o leasing como uma alternativa de financiamento para empresas em Moçambique, especialmente na Cidade de Maputo, onde muitas enfrentam dificuldades com o crédito bancário tradicional. O estudo analisa as vantagens e desvantagens do leasing, sua relevância prática e teórica, e busca entender seu impacto na gestão financeira e no crescimento das empresas. A pesquisa foca no período de 2021 a 2025 e propõe investigar como o leasing pode ser utilizado como mecanismo de aquisição de bens e equipamentos.

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Instituto Superior de Gestão e Empreendedorismo Gwaza Mutihni

Licenciatura em Contabilidade e auditoria 4º Ano Pois Laboral

Ana Rafael Macuácua


Célio Lorenço Matime
Fatima Agostinho

LEASING COMO ALTERNATIVA DE FINANCIAMENTO PARA AS


EMPRESAS

Maputo, Maio de 2026


LEASING COMO ALTERNATIVA DE FINANCIAMENTO PARA AS
EMPRESAS

Trabalho de pesquisa a ser apresentado ao Instituto Superior de


Gestão e Empreendedorismo Gwaza Muthini –ISGEGM, como
requisito parcial para obtenção do grau de Contabilidade e Auditoria
Msc: Recildo Nhampule

Maputo, Maio de 2026


Índice
1 Introdução ........................................................................................................................................ 4
1.1 Definição do Problema .................................................................................................................. 5
1.1.2 Delimitação do Tema ................................................................................................................. 7
1.2 Justificativa ................................................................................................................................... 8
Justificativa ........................................................................................Erro! Indicador não definido.
1. Importância na Sociedade Empresarial (Relevância Prática) .................................................. 8
2. Importância no Meio Acadêmico (Relevância Teórica) ......................................................... 8
Objectivos ......................................................................................................................................... 10
Objectivo Geral ......................................................................................................................... 10
Objectivos Específicos .............................................................................................................. 10
2. Leasing .......................................................................................................................................... 11
2.1. Tipos de Leasing ........................................................................................................................ 12
2.1.2. LEASING OPERACIONAL................................................................................................... 12
2.1.3. LEASING FINANCEIRO....................................................................................................... 12
2.1.3. LEASE –BACK ...................................................................................................................... 13
2.1.4 Aspectos gerais sobre leasing ................................................................................................... 14
2.2.2 Definição e modalidades das operações de leasing .................................................................. 16
2.3 Modalidades de leasing ............................................................................................................... 17
2.4. Operação de leasing como geradora de ativos e passivos .......................................................... 18
2.4.1. Caracterização de activo.......................................................................................................... 18
2.4.2. Reconhecimento dos activos, passivos e resultados gerados pelas operações de leasing ....... 20
2.4.4. Promoção da instituição do sistema de leasing para as PMEs ................................................ 22
2.4.5. Vantagens do leasing............................................................................................................... 23
3. METODOLOGIA DO ESTUDO .................................................................................................. 24
3.1 Conceito de Método ............................................................................................................ 24
3.2 Tipo de Pesquisa.................................................................................................................. 24
3.1. Organograma .............................................................................................................................. 27
4. Conclusão ...................................................................................................................................... 28
5 Referencias Bibliográfia................................................................................................................ 29
1 Introdução
Leasing é a denominação de uma figura jurídica desenvolvida nos Estados Unidos e
cujo fim é a concessão de uso de bens imóveis ou móveis, comerciais ou industriais, através
de contrato de arrendamento com cláusula de opção de compra. Em linhas gerais, a operação
se verifica quando uma empresa que necessita de bens de produção (activo fixo) estabelece
um contrato de arrendamento com uma empresa de leasing.

A empresa arrendadora comprará o bem e colocará o seu uso ao inteiro dispor da


empresa arrendatária, ficando, contudo, com a propriedade do Vale destacar duas
particularidades na operação: não há imobilização de fundos por parte do usuário e, no caso
de leasing de equipamento, além desse ser escolhido livremente pela empresa arrendatária,
poderá ser substituído antes do término do contrato, mediante prévio acordo expresso.

Durante a vigência do contrato, ou no seu término, a empresa arrendatária pode optar


pela compra do bem arrendado com a conseguinte dedução no preço de compra, dos
pagamentos efetuados até o momento, à título de aluguel, observado o valor residual
constante no contrato. Teoricamente há três tipos de leasing: o leasing operacional, o leasing
financeiro e o lease-back. O leasing operacional corresponde propriamente a uma operação
de locação normal, na qual a empresa produtora do bem aluga-o por um determinado período,
através de contrato que pode prever a prestação de assistência técnica e conter cláusula de
opção de compra.

O leasing financeiro e o lease-back, objetos de nova legislação, referem-se ao que se


denominou arrendamento mercantil, sendo definido como a operação pela qual a empresa
arrendadora adquire um determinado bem de produção e, mediante contrato, confere o seu
uso à empresa arrendatária, que se obriga a pagar os encargos referentes à operação.

A operação leasing, neste sentido, pode ser entendida como um investimento sem
imobilização, pois a empresa arrendatária tem a posse de um bem, sem, no entanto, ser sua
proprietária. No caso particular do Lease-back, a operação assemelha-se a um financiamento
de capital de giro, em virtude da empresa arrendadora adquirir o bem, objecto de
arrendamento, da própria empresa que será arrendatária.

4
1.1 Definição do Problema

Num cenário económico caracterizado pela competitividade, globalização e constante


necessidade de modernização tecnológica, as empresas necessitam de fontes de
financiamento capazes de garantir a continuidade das suas actividades, a expansão da
capacidade produtiva e a melhoria da qualidade dos bens e serviços prestados. Contudo, em
Moçambique, particularmente na Cidade de Maputo, muitas empresas enfrentam
dificuldades no acesso ao financiamento tradicional oferecido pelas instituições bancárias.

Estas dificuldades estão frequentemente associadas às elevadas taxas de juro


praticadas no mercado financeiro, às rigorosas exigências de garantias reais, à burocracia nos
processos de aprovação de crédito e à limitada capacidade financeira de algumas empresas,
sobretudo pequenas e médias empresas. Como consequência, muitas organizações encontram
obstáculos para adquirir equipamentos, viaturas, maquinaria e outros activos indispensáveis
ao desenvolvimento das suas actividades económicas.

Perante este contexto, o leasing apresenta-se como uma alternativa de financiamento


empresarial, permitindo às empresas utilizar determinados bens mediante o pagamento de
prestações periódicas, sem a necessidade de aquisição imediata do activo. Esta modalidade
pode representar uma solução estratégica para empresas que pretendem preservar a liquidez,
reduzir custos iniciais de investimento e aumentar a sua capacidade operacional.

Apesar das vantagens associadas ao leasing, observa-se que a sua utilização ainda é
relativamente limitada em várias empresas da Cidade de Maputo, verificando-se uma
predominância do recurso ao crédito bancário tradicional. Esta situação pode estar
relacionada com o desconhecimento sobre o funcionamento do leasing, falta de informação
sobre os seus benefícios, receio em relação aos custos envolvidos ou limitações impostas
pelas próprias instituições financeiras que oferecem este serviço.

Além disso, existem poucas pesquisas que analisam de forma aprofundada o


contributo do leasing para o financiamento empresarial em Moçambique, particularmente na
Cidade de Maputo, o que dificulta a compreensão da sua relevância, aplicabilidade e impacto
no crescimento e sustentabilidade das empresas.

5
Diante desta realidade, torna-se importante investigar em que medida o leasing pode
constituir uma alternativa viável de financiamento empresarial, identificando as vantagens,
desvantagens, desafios e impactos da sua utilização nas empresas da Cidade de Maputo.

Assim, a presente investigação procura responder à seguinte questão:

Até que ponto o leasing constitui uma alternativa viável de financiamento para
as empresas da Cidade de Maputo?

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1.1.2 Delimitação do Tema

A presente investigação centra-se na análise do leasing como alternativa de


financiamento empresarial, tendo como enfoque empresas localizadas na Cidade de Maputo.
O estudo procurará compreender de que forma o leasing é utilizado pelas empresas como
mecanismo de aquisição de bens e equipamentos, em substituição ou complemento ao crédito
bancário tradicional.

Em termos temporais, a pesquisa abrangerá o período compreendido entre 2021 e


2025, por se tratar de uma fase marcada pela necessidade de diversificação das fontes de
financiamento empresarial em Moçambique.

Quanto à delimitação espacial, o estudo será realizado na Cidade de Maputo,


considerando empresas que recorrem ou tenham recorrido ao leasing financeiro nas suas
actividades operacionais.

No que se refere à delimitação temática, a investigação abordará especificamente o


leasing financeiro como instrumento de financiamento empresarial, focalizando as suas
vantagens, desvantagens, impacto na gestão financeira e contribuição para o crescimento das
empresas. O estudo não abrangerá outras modalidades de financiamento, como factoring,
venture capital ou microcrédito, excepto quando necessário para efeitos comparativos.

7
1.2 Justificativa

A escolha do leasing (arrendamento mercantil) como objeto de estudo justifica-se


pela necessidade constante das organizações em otimizar suas estruturas de capital,
mantendo-se competitivas e tecnologicamente atualizadas em um mercado dinâmico e
volátil.

1. Importância na Sociedade Empresarial (Relevância Prática)

No cenário corporativo, a gestão de fluxo de caixa e a preservação do capital de giro são


vitais para a sobrevivência e expansão das empresas. O leasing se destaca como uma
ferramenta estratégica de financiamento por diversos fatores práticos:

 Preservação de Caixa e Liquidez: Diferente dos financiamentos tradicionais, o


leasing frequentemente financia até 100% do valor do bem, dispensando entradas
vultosas e permitindo que a empresa direcione seus recursos líquidos para a sua
atividade-fim.
 Mitigação do Risco de Obsolescência: Em setores onde a tecnologia evolui
rapidamente (como TI, medicina e indústria pesada), o leasing operacional permite
que as empresas utilizem equipamentos de última geração sem o risco de carregar um
ativo desvalorizado e defasado em seu balanço.
 Eficiência Fiscal: Dependendo do regime tributário (como o Lucro Real), as
contraprestações do leasing podem ser contabilizadas como despesas operacionais,
reduzindo a base de cálculo do Imposto de Renda e da Contribuição Social (CSLL).

Portanto, compreender o leasing ajuda gestores a tomarem decisões de investimento mais


inteligentes, equilibrando o tripé: modernização, endividamento controlado e saúde
financeira.

2. Importância no Meio Acadêmico (Relevância Teórica)

8
Para a academia, o tema enriquece o debate no campo das Finanças Corporativas e da
Contabilidade Gerencial pelas seguintes razões:

 Análise Comparativa de Custo de Capital: O estudo aprofundado do leasing


fornece subsídios teóricos para avaliar o real custo-benefício dessa modalidade em
comparação à compra direta, ao CDC (Crédito Direto ao Consumidor) e ao aluguel
puro.
 Evolução Normativa e Impacto nos Balanços: O tema ganha relevância científica
contínua ao analisar os impactos de normas contábeis internacionais (como a IFRS
16 / CPC 06 R2), que alteraram profundamente a forma como o leasing é reconhecido
no balanço patrimonial (trazendo o direito de uso para o ativo e a obrigação para o
passivo). Isso desafia pesquisadores a entenderem como essas mudanças afetam os
indicadores financeiros de endividamento e rentabilidade (como o EBITDA)
divulgados ao mercado.
 Preenchimento de Lacunas Locais: Embora seja um conceito global, a eficácia do
leasing varia conforme o ambiente econômico, as taxas de juros e a legislação fiscal
de cada país, tornando novos estudos regionais e setoriais indispensáveis para a
literatura acadêmica.

9
1.3 Objectivos

Objectivo Geral

 Analisar o leasing como alternativa de investimento, destacando suas vantagens


financeiras e operacionais na gestão de activos empresariais.

Objectivos Específicos

 Identificar os tipos de leasing existentes e suas principais características.


 Avaliar os benefícios do leasing em comparação com outras formas de
financiamento e aquisição de bens.
 Examinar o impacto do leasing no fluxo de caixa e na estrutura financeira das
empresas.

10
2. Leasing

O termo Leasing vem do verbo inglês to lease que significa arrendar; dessa forma leasing
é a ação ou operação de arrendar

Podemos definir leasing como a operação através da qual uma empresa de leasing
concede a empresa ou pessoa física arrendatária o direito de uso de um bem, por determinado
tempo, estabelecido em contrato regido por clausulas e legislação específica que também
determina o pagamento de contraprestação pelo uso deste bem. Ao termino do contrato, o
arrendatário poderá optar: pela renovação de contrato, poderá devolver o bem a arrendadora
ou adquiri-lo pelo valor residual estipulado

Diferencia-se do aluguel, pois neste ao termino do contrato o bem é devolvido ao locador,


devendo ao locatário procurar outras alternativas no Mercado. O que é pago ao locador pelo
uso do bem e considerado como despesa ou custo dedutível do Imposto de Renda, conforme
disposto no regulamento do Imposto de Renda.

No tocante ao financiamento, o leasing difere-se deste ao considerar apenas o uso do bem


e não a sua propriedade, fator que e primordial em uma operação de financiamento, já que o
usuário adquire o bem com recursos de terceiros, passando a ter o direito de posse e de uso.
Neste caso, o bem é registrado no ativo do adquirente e no passivo, o financiamento passa a
ser um exigível. As despesas de juros, as acessórias e a variação monetária são dedutíveis do
Imposto de Renda, conforme regulamento.

Podemos salientar ainda, que no leasing as contraprestações são mais caras que a de uma
locação comum pois essas têm a finalidade de permitir que no prazo contratual determinado,
o preço do equipamento (bem) seja amortizado acrescido dos custos administrativos e
financeiros e do lucro da companhia de leasing.

Os bens que estão sendo utilizados pelo arrendatário, no caso deste ser pessoa jurídica
não são registrados no Balanço Patrimonial (ativo) da empresa, porque esta tem a posse e
não a propriedade dos bens. No entanto, devem ser destacados em Notas Explicativas, pois
as contraprestações representam dividas da empresa arrendatária para com a arrendadora

11
2.1. Tipos de Leasing

2.1.2. LEASING OPERACIONAL


O leasing operacional e a Modalidade de arrendamento mercantil que possui as seguintes
características principais:

 Não há prazo pré - determinado: a locação pode se extinguir a qualquer tempo;


 O aluguel pago pode não corresponder à totalidade da amortização do principal e dos
encargos.
 A manutenção e os reparos do bem arrendado correm por conta do arrendador e não
do arrendatário.
 O bem poderá sofrer varias locações durante a sua vida útil, a diferentes arrendatários,
pelos mais variados prazos.

 Os riscos de obsolescência tecnológica são totalmente assumidas pelo arrendador.

Resumindo, podemos dizer que esta modalidades de leasing, considera de forma especial
a locação do bem, sendo o principal objetivo da arrendatária, fazendo com que a manutenção
do bem seja realizado pelo próprio arrendador, por meio de contrato entre as partes,
expressando o desejo do arrendador de manter a posse do bem após o término do prazo
contratual.

Como exemplos desta operação: a locação de carro pelas empresas especializados em


”rent-a-car”, a locação de equipamentos como telas, vídeos, filmadoras para treinamentos e
eventos especiais.

2.1.3. LEASING FINANCEIRO


Esta modalidade de Leasing, é denominada de Arrendamento Mercantil, e uma
operação financeira com características de locação.

Compõe-se de três personagens ou agentes: o primeiro é o fornecedor ou produtor do bem; o


segundo é a empresa ou pessoa física que deseja utilizá-lo e que para isso instrui o terceiro
personagem que é a empresa de leasing ou arrendadora para adquirir o bem segundo suas
especificações.

12
Os custos com manutenção e conservação do bem ficam aos cuidados da arrendatária
e dependendo da negociação, poderá ser dispensado o seguro, em casos que a empresa
arrendatária possui bens similares a reposição em caso de sinistro.

A arrendadatária, nesta operação, se propõe a amortizar o preço do bem, acrescido


dos encargos em contraprestações periódicas, como se fossem alugueis e, no final do prazo,
com base no valor residual garantindo, exercer uma das seguintes opções: compra, ou
devolução do bem; ou renovação do contrato.

Diferencia-se do financiamento convencional, por algumas características próprias:

 Durante o prazo do contrato, a arrendatária possui o direito de uso do bem, enquanto


a propriedade e da arrendadora.
 O prazo contratual e pré-determinado;
 A operação proporciona vantagens fiscais a arrendatária.
 A contraprestação não se caracteriza por mero aluguel, pois nele inclui-se a
amortização do bem;
 Permite-se ao arrendador, num único contrato, recuperar, todo o valor investido na
compra do bem;
 Não existe a previsão legal de cancelamento, puro e simples, do contrato de leasing,
por nenhuma das partes.
 No arrendamento mercantil o arrendatário pode, no final do contrato, optar pela
renovação do mesmo ou pela devolução ou compra do bem, sempre com base no
valor residual garantido;
 O risco de obsolência do bem e todo do arrendatário.

2.1.3. LEASE –BACK


É a modalidade de arrendamento mercantil em que a arrendatária vende um bem do
seu activo imobilizado a empresa arrendadora e esta por sua vez o arrenda, ou seja, o
fornecedor ou vendedor do bem e a própria arrendatária. Constitui-se numa forma de
levantamento de recursos (Capital de Giro) por prazo mais longo do que as formas
convencionais de empréstimos bancários, através da venda de parte de seu imobilizado.

13
Características principais:

 Liberação de capital de giro equivalente praticamente 100% do valor do bem.


 Lançamento da prestação do leasing como despesa operacional.
 Redução do activo imobilizado com possibilidade de redução da tributação sobre a
receita decorrente do saldo credor da conta de correção monetária.
 Opção de compra do bem ao final do contrato, o que permite que o bem possa retomar
as mãos do antigo dono, dai a denominação LEASEBACK.
 Possibilidade de continuar utilizando, normalmente, o bem como numa operação de
leasing financeiro ou operacional.

2.1.4 Aspectos gerais sobre leasing


Os Beneficiários do Leasing

As operações de arrendamento mercantil somente podem ser realizadas por pessoa


jurídica na qualidade de arrendadora e pessoa física, ou jurídica, na qualidade de arrendatária.
Com relação a pessoa jurídica na qualidade de arrendatária, não há restrinções quanto ao seu
capital ser nacional ou estrangeiro, desde que domiciliado no pais. No entanto existem
restrições quanto ao capital de origem estatal.

O arrendamento mercantil não é permitido também nos seguintes casos:

Operação com o próprio fabricante do bem arrendado.

 Pessoasjurídicas coligadas ou interdependentes da própria arrendadora.


 Acionistas que participam com 10% ou mais do capital de arrendadora.
 Administradores da arrendadora e seus respectivos cônjuges e parentes ate 2°grau.
 Empresas que não possuam personalidades jurídica (igrejas, clubes, sociedade
 corretora)

EX: transportadores, lojistas, comerciantes, prestadores de serviços, etc.

Em qualquer dos casos, será exigida documentação que comprove a condição do


interessado, alem do preenchimento da ficha cadastral, para ser submetido o seu cadastro a
analise e aprovação do setor de credito da empresa de leasing.

14
2.2 O Leasing e o Balanço Patrimonial da Empresas

Dentro do ativo imobilizado, encontram-se os bens de natureza durável e que são


passíveis de arrendamento como: imóveis, veículos, máquinas, etc. Na aquisição de bens
através de uma operação de financiamento a longo prazo, este bem seria registrado no ativo
imobilizado da empresa, no entanto, quando o bem e adquirido através de arrendamento
mercantil, como a empresa arrendatária tem apenas a posse e não a propriedade do bem, este
não deverá ser registrado em seu Balanço Patrimonial, na conta de ativo imobilizado, mas
deve ser destacado em notas explicativas, pois as contraprestações representam divididas
para com a arrendadora.

A Nota Explicativa devera conter, no mínimo:

a) Compromisso sob contrato de Arrendamento Mercantil.

b) Formas de pagamento e prazos.

c) Despesa com Arrendamento Mercantil;

Sobre esse ultimo item, vale ressaltar que em uma operação de arrendamento
mercantil, serão consideradas como custo, ou despesa operacional da arrendatária pessoa
jurídica ou física, caso tenha livro caixa, as contraprestações pagas ou creditadas por força
do contrato de arrendamento mercantil.

Também, as cotas de depreciação do preço de aquisição do bem arrendado, calculados


de acordo com a vida útil do bem, serão admitidas como custos das pessoas jurídicas
arrendadoras.

2.2.1 A Depreciação e a Limitação da Vida Útil dos Bens

Um fato de grande importância para as operações de arrendamento mercantil é a


depreciação, que diminui o valor dos bens em conseqüência do desgaste pelo uso, ação da
natureza e obsolescência normal.

Em contabilidade, a depreciação representa uma parcela do valor do bem, equivalente ao


desgaste anual, que e reconhecido e apropriado como despesa ou custo em cada exercício
durante o tempo de vida útil do bem.

15
Para fins de depreciação, podemos destacar o seguinte exemplo, no caso de veículos, que
são passíveis de arrendamento mercantil.

TIPO DO PRAZO DE VIDA ÚTIL DEPRECIAÇÃO AO ANO


Tratores 4 anos 25%
Veíc. passageiros 5 anos 20%
Veie, de carga 4 anos 20%
Caminhões 4 anos 25%
Motocicletas 4 anos 25%

2.2.2 Definição e modalidades das operações de leasing


Segundo Niyama (1982), o leasing nasceu da idéia de que o fato gerador dos rendimentos
de uma entidade decorre do uso e não necessariamente da propriedade de um bem. Assim é
possível afirmar que no sentido econômico, a operação de leasing permite o uso e apropriação
dos benefícios de um bem sem deter legalmente a sua propriedade.

Segundo Niyama (1982), o leasing pode ser conceituado como uma transação celebrada
entre o proprietário de determinado bem (arrendadora) que concede a um terceiro
(arrendatária), o uso deste por um período fixo, mediante um contrato, findo o qual é
facultado à arrendatária a opção de comprar, devolver o bem arrendado ou prorrogar o
contrato.

A IAS 17 em sua primeira versão definia leasing como “um acordo pelo qual o arrendador
transmite o direito de usar um ativo, em troca de uma renda pagável por um arrendatário”.
Em sua revisão, realizada em 1997, foi substituído o termo “renda” pelo termo “pagamento
ou séries de pagamentos ou contraprestações”.

Em sua última revisão ocorrida em 2004, eliminou o termo “contraprestação” definindo


que leasing “é um acordo pelo qual o arrendador transmite ao arrendatário em troca de um
pagamento ou série de pagamentos o direito de usar um ativo por um período de tempo
acordado”. Para Ross (1995) o leasing é definido como um acordo contratual entre um
arrendatário e um arrendador, determinando que o arrendatário tem o direito de usar o ativo
e deve, em troca, fazer contraprestações periódicas ao arrendador.

16
Conforme se verifica as definições, não possuem grandes divergências na sua essência
caracterizando de modo geral a transferência da posse de um bem para geração de recursos e
respectiva remuneração pela sua fruição.

2.3 Modalidades de leasing


Para a finalidade de reconhecimento, mensuração e evidenciação das operações de
leasing a sua classificação é de fundamental importância, tendo em vista que a partir da
modalidade da operação é que podemos então definir se o mesmo possui ou não característica
de ativo, passivo ou resultado. Estes são os principais aspectos de interesse para a
contabilidade, tornando-se sem importância a terminologia jurídica para assim caracterizá-
lo, conforme podemos verificar na IAS 17, parágrafo 8, onde afirma que “ se uma locação é
uma locação financeira ou uma locação operacional depende da substancia da operação e não
da forma do contrato”.

A IAS 17 no parágrafo 6 define leasing financeiro como um arrendamento que transfere


substancialmente todos os riscos e vantagens inerentes à propriedade de um ativo. Por
exclusão define que é operacional todo o arrendamento que não transferir substancialmente
todos os riscos e vantagens inerentes à posse.

Em seu parágrafo 8 a IAS 17 indica alguns exemplos de situações que podem levar a
classificação de um arrendamento, como financeiro. Estes exemplos são transcritos a seguir::

a) O arrendamento transfere a propriedade do ativo para o arrendatário no fim do prazo do


arrendamento;

b) O arrendatário tem a opção de comprar o ativo por um preço que se espera que seja
suficientemente mais baixo do que o justo valor à data em que a opção se torne exercível
para que, no início do arrendamento, seja razoavelmente certo que a opção será exercida;

c) O prazo do arrendamento refere-se à maior parte da vida econômica do ativo mesmo que
o título não seja transferido;

d) No início do arrendamento, o valor presente dos pagamentos mínimos do arrendamento


ascende a pelo menos substancialmente todo o justo valor do ativo arrendado;

17
e) Os ativos arrendados são de tal natureza especializada que apenas o arrendatário os pode
usar sem grandes modificaçõe.

2.4. Operação de leasing como geradora de activos e passivos


A preocupação em classificar as operações de leasing nesta ou naquela modalidade
dáse em função de que a sua caracterização determina como o mesmo deve ser reconhecido
e evidenciado nas demonstrações financeiras provocando efeitos diferentes.

Embora a forma legal de uma operação de leasing seja a de que a arrendatária não
possa adquirir o título legal do ativo arrendado, no caso dos arrendamentos financeiros, a
substância e a realidade econômica são as de que o arrendatário adquire os benefícios futuros
do uso do activo arrendado durante a maior parte da sua vida útil, em troca da contratação de
uma obrigação de pagar por tal direito uma quantia que se aproxima, no início da operação,
ao valor verdadeiro do ativo, excluindo o respectivo encargo financeiro indiretamente
contratado na transação.

Para reconhecer as operações de leasing com prevalência da essência sobre a forma,


é necessário verificar se na essência a operação pode ser caracterizada como geradora de
ativos para a empresa. Assim primeiramente temos que ter definido o que é um ativo para
em seguida analisar se a operação apresenta as características necessárias para assim ser
classificada.

2.4.1. Caracterização de activo


Conforme Hendriksen e Van Breda (1999, p. 286) apesar da grande preocupação para
caracterizar um ativo, a definição do mesmo tem evoluído no decorrer do tempo, assim os
mesmos caracterizam ativo como “potenciais fluxos de serviços ou direitos a benefícios
futuros sob o controle de uma organização”.

Um ativo pode então ser definido como um recurso controlado pela empresa resultado
de acontecimentos passados e do qual se espera a geração de benefícios econômicos futuros
para a empresa. Os benefícios futuros incorporados num ativo são os potenciais de contribuir,
direta ou indiretamente, para o fluxo de caixa e de seus equivalentes de caixa para a empresa.
A forma de geração de caixa na maioria das operações das empresas se dá através da
alienação dos bens ou seu consumo para manutenção das atividades empresariais..

18
No caso dos bens possuídos através de leasing, embora não possamos afirmar que a
entidade possa dispor livremente destes bens para a geração de caixa, tendo em vista o
ordenamento jurídico existente, a mesma tem completa autoridade e responsabilidade sobre
o mesmo, o que o caracterizaria como ativo e assim justifica o seu registro no patrimônio e
seus efeitos nas demonstrações contábeis.

Para Iudícibus (2000), se um ativo específico é recebido pela empresa sem o devido
desembolso em contrapartida, este ocorrerá no futuro. Assim, é necessário reportar a
exigibilidade relacionada a fim de evidenciar claramente sua posição financeira do balanço.
Da mesma forma que reconhecemos a operação de leasing como a compra de um ativo que
não é pago no momento da operação, é necessário em contrapartida, reconhecer também o
passivo. Pois, se tais operações não forem refletidas no balanço da empresa, os recursos
econômicos e o nível de obrigações de uma empresa estão subavaliados, distorcendo dessa
forma os relatórios financeiros.

Caracterização de passivo Assim como é importante a caracterização de um ativo


para melhor entender a contabilização de leasing segundo a sua essência, faz-se necessário
também a identificação do que é um passivo.

Segundo Hendriksen e Van Breda (1999), passivos podem ser definidos como
obrigações ou compromissos de uma empresa no sentido de entregar dinheiro bens ou
serviços a uma pessoa, empresa ou organização externa em alguma data futura.

Um passivo é uma obrigação presente da empresa proveniente de acontecimentos


passados, que da liquidação da qual se espera que resulte um fluxo de recursos da empresa.
Uma obrigação surge normalmente somente quando o ativo é entregue ou a empresa entra
num acordo irrevogável para adquirir um ativo.

A natureza irrevogável do acordo significa que as conseqüências econômicas da falha


de honrar o compromisso, por exemplo, por causa da existência de uma penalidade
substancial, deixa a empresa com pouca, ou nenhuma margem, para evitar o fluxo de
recursos.

Observa-se que a contratação de um leasing financeiro quanto à obrigação de pagar


por esta operação, normalmente compromete a entidade, deixando pouca ou nenhuma

19
liberdade de evitar o fluxo futuro de recursos. Neste caso, podemos observar que de fato a
obrigação existe e somente pode ser cancelada caso ocorra fato subseqüente de força maior
devidamente reconhecido no acordo ou o arrendador permita o seu cancelamento

2.4.2. Reconhecimento dos activos, passivos e resultados gerados pelas operações de


leasing
Segundo Hendriksen e Van Breda (1999), as operações de leasing são reconhecidas
como formas de financiamentos fora do balanço. Em vez de comprar um ativo e indicar o
saldo devedor como passivo, as empresas arrendam activos.

Conforme relatado ainda pelos mesmos autores, para não reconhecer o passivo, que
pode reduzir a capacidade de endividamento das empresas, estas operações possibilitam que
as empresas utilizem o subterfúgio da criação de subsidiárias com a única finalidade de
comprarem activos e arrendálos para a matriz, e esta não os apresenta adequadamente em
suas demonstrações financeiras.

Outra prática que pode ser adotada é a contratação de prazos e condições que são
muito próximas das exigências estabelecidas pelas normas. Por exemplo, os activos são
contratados por 70% da vida útil, porém a norma diz que é acima de 75%, entretanto, na
essência, as operações não são diferentes.

Na justificativa para classificar as operações de leasing como ativo e sua contrapartida


no passivo reconhecendo todos os efeitos da utilização e consumo de um ativo Schroder,
Clark e Cathey (2005) argumentam que o critério utilizado para a capitalização de leasing
está baseado na suposição que esta operação transfere para o arrendatário o risco e os
benefícios de usar um recurso, e este deve ser reconhecido como a aquisição de um recurso
a longo prazo.

Do efeito do reconhecimento da operação de leasing financeiro como aquisição de


bens através de financiamento, prevalência da essência sobre a forma, surge a necessidade
de reconhecer o consumo dos recursos a disposição da entidade, através do reconhecimento
do custo de sua utilização, bem como a remuneração dos activos de terceiros utilizados para
a contratação do leasing, através do pagamento de juros e devolução do principal.

20
A IAS 17 no parágrafo 17, determina que para o reconhecimento dos desembolsos
realizados para pagamento dos juros e principal seja adotada a seguinte forma:

Os pagamentos mínimos do arrendamento devem ser repartidos entre o encargo


financeiro e a redução do passivo pendente. O encargo financeiro deve ser imputado
a cada período durante o prazo do arrendamento de forma a produzir uma taxa de
juro periódica constante sobre o saldo remanescente do passivo.

Assim verifica-se que do efeito da essência sobre a forma apenas o encargo financeiro
é levado a resultado do período durante o prazo em que durar os efeitos do “financiamento”.

A parcela do “financiamento” deve ser reconhecida como devolução do principal


reduzindo o passivo da companhia, desta maneira não influenciando o resultado.

A parte do consumo dos ativos refletidos na depreciação também deve ser levada a
resultado durante o período considerando a vida útil econômica do activo arrendado,
reconhecendo assim o principio da competência. Este procedimento adotado pela IAS 17
leva em consideração a definição de despesa que segundo Iudícibus (2004, p. 168), representa
a utilização ou o consumo de bens e serviços no processo de produzir receitas [....]. “é o fato
de ela tratar da expiração de fatores de serviços, direta ou indiretamente relacionados com a
produção e a venda do produto (ou serviço) da entidade”.

Contudo, a caracterização do consumo dos ativos adquiridos através de leasing como


despesa, pode ser obtida em Hendriksen e Van Breda (1999). Segundo estes autores despesas
representam as variações desfavoráveis de recursos da empresa, o que neste caso não é a
variação por ter realizado uma operação, e juridicamente assumido uma obrigação, mas sim
o fato de ter consumido um ativo adquirido com recursos de terceiros utilizado no esforço de
produzir receita.

Seguindo o raciocínio de consumo de activos a IAS 17 em seu parágrafo 26 estabelece


que os critérios gerais de depreciação de ativos vale também para os ativos adquiridos através
de leasing, ou seja, deve ser reconhecida em contrapartida a redução de valor do ativo na
conta de depreciação acumulada, estabelecendo ainda que o prazo deve ser o mesmo previsto
da capacidade do activo gerar receita

21
2.4.3. Evidenciação dos ativos, passivos e resultados gerados pelas operações de leasing

Um dos principais objetivos das demonstrações financeiras é o de proporcionar


informação suficiente para um grande número de usuários sobre o patrimônio de uma
entidade, além de demonstrar o desempenho de suas operações e as alterações na posição
financeira, útil para a tomada de decisões.

Conforme Iudícibus (2000) a informação contábil deve possuir alguns atributos


indispensáveis. No caso da informação nas demonstrações financeiras de uma operação de
leasing, para as empresas arrendatárias podemos destacar que esta deve atender os atributos
de integralidade, confiabilidade e comparabilidade.

Por integralidade Iudícibus (2004, p. 85) define como “o fato de a informação contábil
ter de compreender todos os elementos relevantes e significativos sobre o que se pretende
revelar ou divulgar”. No caso do leasing apenas o reconhecimento no balanço não é suficiente
para desvelar todos os elementos envolventes nesta operação.

2.4.4. Promoção da instituição do sistema de leasing para as PMEs


A instituição do sistema de leasing pode contribuir para mitigar os problemas
financeiros que as PMEs enfrentam. O leasing é um tipo de investimento físico no
financiamento e é amplamente aceite na aquisição de maquinaria, automóveis, etc. Um
contrato típico de leasing requer um pagamento inicial num valor reduzido na altura da
compra, devendo-se pagar uma série de prestações durante a vigência do período contratual.
Uma vez que o locatário é proprietário do objecto que é matéria do contrato, o concessionário
pode evitar o risco relacionado com a concessão de crédito e, deste modo, estar disposto a
aceitar com o contrato de leasing.

O sistema de leasing pode ser ideal para as PMEs que não têm acesso ao crédito
bancário, uma vez que podem ter fácil acesso ao financiamento concedido pelos locatários.
Ao considerar o facto de que o investimento físico do financiamento é normalmente muito
dispendioso, um leasing pode ser um meio de financiamento altametnte favorável.

Ao usar uma parte dos recursos financeiros para o sistema de leasing, as instituições
financeiras podem aumentar drasticamente a sua capacidade de financiar as PMEs a uma taxa
de juro mais baixa. No sistema de leasing proposto, estas instituições funcionam praticamente

22
como intermediário entre o locatário e o concessionário. As instituições financeiras
desempenham este papel porque as PMEs, potenciais concessionárias, muitas vezes
enfrentam dificuldades de acesso directo à empresa de leasing

Estas instituições efectuam um pagamento inicial em nome das PMEs e cobram as


prestações logo que o contrato de leasing tenha sido celebrado e que os bens adquiridos nesta
modalidade tenham sido entregues a esta faixa de empresas (agora a concessionária). Eles
transferem as prestações cobradas para a empresa de leasing (a locatária). Deste modo, as
PMEs e a empresa de leasing não têm que estabelecer um contacto directo entre elas. Os bens
adquiridos em regime de leasing são utilizados pelo concessionário e o título de propriedade
mantém-se na empresa de leasing

2.4.5. Vantagens do leasing


 Financiamento acessível: Possibilita financiar até 95% do valor do bem a adquirir.
 Rendas mais baixas: As rendas podem ser mais baixas devido ao valor residual, o que
contribui para uma gestão financeira mais eficiente.
 Isenção de impostos: O leasing pode estar isento de imposto de selo, o que reduz os custos.
 Valor residual: A existência de um valor residual permite postergar o pagamento de parte
do financiamento para o final do contrato, dando maior flexibilidade na gestão da tesouraria.
 Flexibilidade na gestão do capital: O leasing permite ajustar a gestão do capital, pois a
empresa não precisa de um investimento inicial elevado.
 Cessão de posição contratual: É possível a cessão da posição contratual no decorrer do
contrato, o que aumenta a flexibilidade para as empresas.
 Opção de compra: No final do contrato, é possível adquirir o bem mediante o pagamento
do valor residual, o que pode ser uma vantagem para quem pretende ter posse do bem.
 Rapidez na resposta e contratação: O leasing pode ser contratado de forma rápida,
facilitando o acesso ao financiamento.
 Amortização do capital: A amortização do capital pode ser feita no decorrer do contrato,
dando maior flexibilidade na gestão financeira

23
3. METODOLOGIA DO ESTUDO

Neste capítulo apresenta-se a metodologia utilizada para orientar a elaboração do


presente trabalho, detalhando os conceitos, procedimentos e estratégias adotadas para a
obtenção de dados válidos e confiáveis.

3.1 Conceito de Método

De acordo com Lakatos e Marconi (2003), o método consiste num conjunto de


atividades sistemáticas e racionais que permitem, com maior segurança e economia, alcançar
o objetivo de produzir conhecimentos válidos e verdadeiros. O método traça o caminho a
seguir, identifica possíveis erros e apoia as decisões do investigador. Complementando esta
visão, Galliano (1979) afirma que o método científico é um instrumento utilizado pela ciência
para analisar a realidade, composto por procedimentos que permitem formular problemas
científicos e testar hipóteses de forma organizada e sistemática.

A metodologia, portanto, define as bases teóricas e técnicas que orientam a análise


dos dados, permitindo obter informações relevantes para o avanço do conhecimento
científico. Ela envolve o conjunto de métodos, técnicas e procedimentos utilizados pelo
investigador, confrontando teorias previamente estabelecidas com a realidade observada, de
forma a interpretar problemas ou confirmar hipóteses (Lakatos & Marconi, 2003).

3.2 Tipo de Pesquisa

a) Quanto ao método de abordagem

Para a elaboração deste trabalho, optou-se pelo método qualitativo, que oferece
maior flexibilidade na pesquisa, permitindo ajustar e refinar as questões à medida que o
estudo se desenvolve. Este método favorece o aprofundamento e a análise detalhada dos
dados, possibilitando a interpretação de fenómenos sociais e de comportamento humano,
incluindo valores, crenças, símbolos e relações dentro de um grupo social.

24
A pesquisa qualitativa parte do princípio de que existe uma relação dinâmica entre o
mundo real e o sujeito, ou seja, uma ligação inseparável entre o mundo objetivo e a
subjetividade do indivíduo, que não pode ser adequadamente representada apenas por
números (Moresi, 2003, p. 9).

b. Quanto à natureza

Quanto à natureza, a presente pesquisa é aplicada. Segundo Silva e Menezes (2005),


esta pesquisa objectiva gerar conhecimentos para aplicação prática dirigida à solução de
problemas específicos e envolve verdades e interesses locais. Com base neste tipo de
pesquisa, buscar-se-á soluções para a resolução dos possíveis problemas inerentes ao
processo decisório, (p.20).

c. Quanto aos objectivos

No que concerne aos objectivos a pesquisa é explicativa. Esta pesquisa, segundo Gil
citado por Sílvia e Menezes (2005), visa identificar os factores que determinam ou
contribuem para a ocorrência dos fenómenos. Aprofunda o conhecimento da realidade
porque explica a razão, o “porquê” das coisas (p. 22).

A Pesquisa explicativa tem como principal objectivo tornar algo inteligível, justificar-
lhe os motivos (Moresi, 2003:9).

b. Criterios de exclusão: Colaboradores que não desempenham funções diretas


relacionadas à gestão financeira e contabilidade são excluídos da pesquisa. Este critério é
justificado pela necessidade de colectar dados relevantes e precisos de indivíduos que estão
directamente envolvidos nas práticas financeiras da empresa

3.3 Método de procedimento técnicos

3.3.1 Método Bibliográfico

No presente trabalho foi usado o método bibliográfico, este método obedece uma
estrura de revisão de literatura, fundamentação teorica, fontes primárias e secundárias,

25
análise crítica. essencial para compreender o que já foi pesquisado e discutido sobre o tema,
permitindo ao pesquisador construir uma argumentação consistente e fundamentada, alémde
identificar lacunas no conhecimento que sua pesquisa pode preencher.

3.5 Tecnicas e Instrumentos de recolha de dados

3.5.1 Técnicas para recolha de dados

a) A pressente pesquisa baseou-se em uma Entrevista semi estruturada, pois,


permitiraque a pesquisa capture informações além do que seria possível apenas com
perguntas fechadas, proporcionando uma visão mais profunda sobre a aplicação do disclosure
e suas consequências.

b) Análise documental, pois, permitira que a pesquisa tenha uma base factual e
verificada sobre a realidade financeira da empresa, garantindo que as conclusões retiradas a
partir das entrevistas fossem corroboradas por dados reais e auditáveis.

3.5.2 Instrumentos para recolha de dados:

 Guião de entrevista;
 Roteiro de análise documental;
3.6 Considerações éticas

Segundo Gauthier (1987), a ética perpassa todo o processo investigativo. Diz respeito
desde a simples escolha do tema ou da amostra, ou ainda, dos instrumentos de coleta de
informações. Estas opções exigem do pesquisador um compromisso com a verdade e um
profundo respeito aos sujeitos que nele confiam. Da mesma forma, a análise das informações
e a produção das conclusões exigem do pesquisador cuidado ético.

26
3.1. Organograma

Actividades Maio Junho


1ºsemana 2ºsemana 3ºsemana 4ºsemana 1ºsemana
Pesquisas e recolha de dados
Intodução
Elaboração dos objectivos e justificativa
Fundamentação teórica
Preparação de instrumentos e recolha de dados
Metodologia
Conclusão
Referenciâs bibliograficas
Redacção e correcção do trabalho

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4. Conclusão
O ordenamento da estrutura conceitual básica para a elaboração das demonstrações
finaceiras destaca a importância da essência das operações prevalecer a forma com que estas
aparentam ter. A IAS 17, também destaca em seu ordenamento que nas operações de leasing,
a prevalência da essência sobre a forma, caracteriza o contrato de leasing financeiro nas
empresas arrendatárias como uma forma de compra de um bem através de financiamento,
embora a forma jurídica se aproxime mais do aluguel de ativos.

A luz do ordenamento da IAS 17 e da teoria contábilistica os activos que possuem


capacidade de geração de benefícios futuros, da qual a entidade detenha a posse e que esta
não seja temerária, fazem parte do patrimônio da entidade e assim devem ser reconhecidos.
Os contratos de leasing podem ser reconhecidos como uma forma normal de transferência da
posse de um bem para a arrendatária, surgindo para esta a obrigação de cumprir os
pagamentos pactuados. Assim observa-se que a arrendatária assume todos os ônus e bônus
da operação, gerando benefício em função de seus ganhos, e sacrifícios em função do
consumo de ativos que foram obtidos através destas operações, e, utilizados no processo de
geração de receitas

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5 Referencias Bibliográfia

INTERNATIONAL ACCOUNTING STANDARDS BOARDS. International accounting


Standards nº 17 – Leases. Disponível em [Link]

BRIGHAM, Eugene F. Gapenski, Louis C. EHRHARDT, Michael C. Administração


financeira. teoria e prática

IUDICIBUS, Sergio de. Teoria da contabilidade, 6ª Ed Disponível em [Link]

SCHROEDER, Richard G. CLARK, Mytle W. CATHEY, Jack M. Financial accounting


theory and analysis. 8ª Ed. United State, Wiley. 2005.

WEYGANDT, Jerry J. , KIESO, Donald E. KIMMEL Paul D. Contabilidade financeira. 3ª


Ed. Rio de Janeiro. 2005.

Terry, B. (1975). Debt management and the use of leasing finance in UK corporate
financing strategies. Journal of Business Finance & Accounting, 2(3), 295–314.

Silva, A. C. (2009). A importância económica do factoring. Revista Da Câmara Oficiais de


Contas, N. o 112. Disponível em:
[Link]

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