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ESTATUTOS DA ASSOCIAÇÃO CASA LIMPA E RUA SAUDÁVEL

Capítulo I
Denominação, Natureza Jurídica, Âmbito, Sede, Duração e Objectivos

Artigo 1
Denominação e Natureza Jurídica
A ASSOCIAÇÃO ADOPTA A DENOMINÇÃO DE CASA LIMPA E RUA
SAUDÁVEL, adiante designada por Casa Limpa, é uma pessoa colectiva de direito privado
sem fins lucrativos, instituída em 18 de fevereiro de 2026, dotada de personalidade jurídica,
autonomia administrativa, financeira e patrimonial. Rege-se de acordo com o estabelecido nos
presentes estatutos e, em tudo que for omisso, pelos seus regulamentos internos e legislação
moçambicana aplicáveis as Associações civis. A Associação não visa lucro, dedicando-se
integralmente a promoção de limpeza, do bem-estar social e da melhoria das condições de
salubridade das comunidades urbanas e rurais.

Artigo 2
Âmbito, Sede e Duração
A Associação é de âmbito Provincial;
Tem a sua sede na Província de Nampula, Cidade de Nampula, Bairro Namutequeliua, U/C Amilcar
Cabral, podendo, por deliberação da Assembleia Geral, transferir a sua sede para outro local, abrir ou
encerrar qualquer espécie de representação dentro do território moçambicano, pelo tempo que entender
for conveniente;
É constituída por tempo indeterminado, contando o reconhecimento jurídico.

Artigo 3
Objectivos:
1. Objectivos Gerais
Constituem objectivos da Associação:
a) Promover Limpeza pública através da implementação de programas que visem contribuir para
a prevenção e controlo de doenças hídricas;
b) Promover a prestação de cuidados de Limpeza através da realização de intervenções publicas e
comunitárias a partir de parcerias com o Governo e/ou Organizações Não-governamentais
nacionais e internacionais;
c) Promover o Desenvolvimento Comunitário sustentável para Adultos, Jovens e Adolescente
com foco na limpeza através da criação de capacidades e competências técnicas em

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empreendedorismo, literacia financeira e apoio na formação profissional de curta e longa
duração;
d) Promover a criação de evidências do contexto comunitário para apoiar na tomada de decisões
através de promoção e realização de pesquisas de meio ambiente, incluindo palestras, ferras
ecológicas, formações e visitas escolares sobre gestão de resíduos sólidos, líquidos, gasosos e
conservação ambiental;
e) Promover o bem-estar comunitário através da preservação ambiental, limpeza urbana, rural e
educação cívica, desenvolvendo acções que contribuam para uma cidade mais limpa, saudável
e sustentável.

Tem como objectivo promover a melhoria das condições ambientais, sanitárias e sociais nas
comunidades urbanas e rurais da província de Nampula e de todo território moçambicano, através
da mobilização dos cidadãos, da educação ambiental e da prática solidaria é da preservação do
meio ambiente.

2. Objectivos Específicos

São objectivos específicos da Associação:


a) Realizar campanhas de limpeza e conservação de ruas, praças, mercados e espaços públicos,
b) Promover acções de educação ambiental e sensibilização sobre a importância da higiene
doméstica, comercial, hospitalar, industrial e comunitária;
c) Incentivar a reciclagem e a separação de resíduos sólidos contribuir para o desenvolvimento
da cidade e Bairro mais limpo, seguros e sustentáveis;
d) Criar programas de arborização e qualificação de espaço degradado
e) Implementar projectos sociais de apoio a famílias vulneráveis, ligado a higiene e a melhoria
do ambiente doméstico;
f) Estabelecer parceria com instituições públicas, privadas e organizações internacionais para o
desenvolvimento de projectos ambientais e sociais;
g) Fomentar a participação activa dos cidadãos em programa de limpeza, potagem e
embelezamento urbano.
Todos os objectivos específicos da Associação convergem para a construção de bairros e Ruas
mais limpos saudáveis e sustentáveis, sendo guiados pelos princípios da participação popular,
cooperação comunitária e responsabilidade social.

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Capítulo II

Membros, Direitos e Deveres


Categoria de Membros
Todos os membros da Associação, sejam fundadores, efectivos ou honorários, gozam dos
seguintes direitos fundamentais, desde que se encontrem em pleno gozo da sua qualidade
associativa e em conformidade com os presentes Estatutos.

Constituem categorias dos membros da Associação:


a) Membros Fundadores: aqueles que estejam no ato da assinatura do documento de
constituição da Associação;
b) Membros Efectivos: são todos aqueles membros inscritos na Associação e nela fazem
parte em pleno gozo dos seus direitos estatuários;
c) Membros Beneméritos: aquelas individualidades ou organizações que não tenham
trabalhado directamente com a Associação, mas que, através da deliberação em
Assembleia Geral, confere esse título como resultado do seu engajamento em servir para o
empoderamento da juventude e desenvolvimento comunitário.
d) Membros Honorários: são as personalidades ou instituições que contribuem para o
desenvolvimento da Associação de tal forma relevante que, por proposta qualificada, lhes
seja atribuída tal distinção pela Assembleia Geral.

Artigo 5
Admissão de Membros
1. Podem ser membros todas as pessoas singulares ou colectivas que se identifiquem com os
objectivos da Associação.
2. Admissão é feita mediante pedido escrito dirigido ao conselho de direcção e aprovação em
acta.

Artigo 6
Perda da qualidade de Membros
Os membros da Associação perdem a respectiva qualidade nos seguintes termos:
a) Morte ou incapacidade permanente, sendo pessoas singulares;
b) Extinção, sendo pessoas colectivas;
c) Renúncia voluntária e expressa ao estatuto de membro;
d) Falta de cumprimento dos seus deveres e obrigações enquanto membros ou adopção de
conduta contrária aos fins da Associação, sujeito à deliberação da Assembleia Geral tomada
por escrutínio secreto com pelo menos dois terços dos votos favoráveis dos membros
presentes e representados.

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Artigo 7
Direito dos Membros
1. Direito de participação - Participar livremente nas actividades, programas, campanhas
e projectos organizados pela Associação, contribuindo com ideias, trabalho e propostas
de melhoria;
2. Direito de voto - Tomar parte nas Assembleias Gerais com direito a voz e voto,
podendo eleger e ser eleito para os cargos dos órgãos sociais, desde que cumpram as
condições exigidas;
3. Direito à informação - Ser informado de todas as actividades, deliberações, relatórios
financeiros e planos anuais da Associação, bem como consultar os registos e atas das
reuniões;
4. Direito à representação - Ser representado e defendido pela Associação em questões
que se relacionem com os fins sociais ou ambientais, sempre que a Direcção considere
justo e adequado;
5. Direito de iniciativa - Propor acções, projectos ou campanhas que promovam a
limpeza, a educação ambiental, o voluntariado ou a melhoria da qualidade de vida
comunitária;
6. Direito de usufruto dos benefícios - Beneficiar-se dos programas, formações, apoios e
projectos realizados pela Associação, nos termos definidos pelo Conselho de Direcção
e Assembleia Geral;
7. Direito de petição e reclamação - Apresentar por escritas sugestões, pedidos de
esclarecimento, reclamações ou recursos sobre decisões ou actos do Conselho de
Direcção, devendo receber resposta formal no prazo máximo de trinta dias;
8. Direito de renúncia - Solicitar, por escrito, a sua desvinculação da Associação,
devendo manter-se responsável pelas obrigações assumidas até à data da saída;
9. Direito à igualdade de tratamento - Ser tratado com respeito, equidade e dignidade,
sem discriminação de raça, género, religião, condição social ou opinião.

Os direitos dos membros são exercidos de forma pessoal, livre e responsável, devendo sempre
respeitar os princípios de solidariedade, ética associativa e interesse colectivo.

Nenhum membro pode usar o nome da Associação para fins particulares, políticos ou
lucrativos. A violação desta regra implica sanções disciplinares previstas no regulamento
interno.

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Artigo Deveres dos Membros
Constituem deveres dos membros da Associação:
a) Pagar pontualmente as respectivas contribuições;
b) Participar em todas as reuniões para as quais forem devidamente convocados;
c) Cumprir com os termos e condições estatutários e com as demais obrigações aplicáveis e em
vigor na República de Moçambique;
d) Colaborar com a Associação em todas as suas iniciativas.

Capitulo III

Órgão Social, seus Titulares, Competências e Funcionamento


Artigo 9
Órgãos Sociais Constituem Órgãos da Associação:
a) A Assembleia Geral;
b) O Conselho de Direcção;
c) O Conselho Fiscal.

SECÇÃO I
Assembleia Geral
Artigo 10
Natureza e Composição da Assembleia Geral A
Assembleia Geral da Associação:
a) É um Órgão deliberativo, composta pelos Membros Fundadores, Membros Efectivos,
Membros Honorários e pelos Membros Beneméritos;
b) Terá um Presidente, vice-Presidente e um Secretário designado de entre os seus membros
fundadores, que elaboram as actas das respectivas reuniões, as quais deverão ser assinadas
pelo presidente, vice-presidente e secretário;
c) Os membros da Assembleia Geral serão eleitos por maioria simples dos membros fundadores,
através de escrutínio secreto;
d) As funções dos membros da Assembleia Geral não serão remuneradas.

Artigo 11

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Funcionamento da Assembleia Geral O
funcionamento da Associação será orientado nos seguintes termos:
a) Reunir-se-á, ordinariamente, uma vez por semestre e, extraordinariamente, sempre que for
necessário;
b) A convocatória para as reuniões da Assembleia Geral será feita por escrito, via Email ou
cartas endereçadas aos membros com uma antecedência mínima de sete dias;
c) As reuniões extraordinárias serão convocadas sempre que se mostrar necessário;
d) A Assembleia Geral poderá solicitar a presença de membros do Conselho de Direcção e do
Conselho Fiscal nas reuniões, sem direito de voto;
e) Para funcionamento da Assembleia Geral é necessária a presença física ou através de
teleconferência de, pelo menos, mais do que a metade dos membros.

Artigo 12
Competências da Assembleia Geral
Constituem competências dos membros da Assembleia Geral da Associação:
a) Definir orientações gerais sobre o seu funcionamento e concretização dos fins da Associação;
b) Assegurar que os recursos da Associação sejam exclusivamente utilizados para garantir o
cumprimento dos seus objectivos;
c) Aprovar anualmente o relatório do Conselho de Direcção sobre a situação financeira e
programática da Associação;
d) Deliberar sobre a designação e exoneração dos membros do Conselho de Direcção e do
Conselho Fiscal, bem como a substituição temporária dos titulares destes Órgãos;
e) Os membros do Conselho de Direcção e do Conselho Fiscal só podem ser exonerados pelas
seguintes razões:
i. Incumprimento das suas funções;
ii. Falha em honrar a missão, visão e objectivo da Associação;
iii. Conflito de interesse que não possa ser mitigado;
iv. Comportamento antiético e anti-social.

Artigo 13
Mesa da Assembleia Geral
A mesa da Assembleia Geral é eleita na primeira reunião da Assembleia Geral em cada
mandato, de entre os seus membros, e é o órgão encarregado de dirigir, coordenar e assegurar
a legalidade das reuniões da Assembleia Geral.

Artigo 14
6
Composição da Mesa da Assembleia Geral
A Assembleia Geral é dirigida por uma Mesa composta por;
Presidente
Vice-Presidente Secretário.
1. Compete ao presidente da mesa da Assembleia Geral:
a) Convocar, presidir e adiar reuniões gerais nos termos dos Estatutos;
b) Proceder à verificação do quórum para que a Assembleia funcione legalmente;
c) Submeter a votação e dirigir os processos de votação dos assuntos ou propostas apresentadas;
d) Usar de voto de qualidade em caso de empate nas votações;
e) Conferir posse aos membros dos Órgão sociais, incluindo os restantes membros da Mesa da
Assembleia Geral, fazendo levar e assinar com eles as respectivas actas;
f) Conceder demissão a qualquer membro directivo que apresente formalmente o seu pedido
devidamente justificado.
2. Compete ao vice-presidente:
a) Substituir o presidente nas suas ausências e impedimentos;
b) Apoiar o presidente na condução das reuniões manutenção de ordem;
c) Auxiliar na elaboração da agenda, na organização da ordem de trabalhos na convocação de
secções, supervisionar a logística da Assembleia, colaborar na interpretação de regras de
deliberação e votos.
3. Compete ao secretário:
a) Redigir e assinar as actas das Secções da Assembleia Geral;
b) Comunicar aos órgãos sociais os resultados da deliberação da Assembleia;
c) Manter actualizado o arquivo da Assembleia Geral, incluindo convocações, correspondências,
lista de membros, e controlar prazos legais estatutários para execução de decisão.

SECÇÃO II
Conselho de Direcção
Artigo 15
Natureza e Composição do Conselho de Direcção

O Conselho de Direcção da Associação:


1. É um Órgão de gestão, constituído por:
a) Presidente;
b) Vice-Presidente;
c) Secretário-Geral;
d) Tesoureiro;
e) Vocal.
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2. Os membros do Conselho de Direcção não podem ser membros da Assembleia Geral;
3. Os membros do Conselho de Direcção serão eleitos pelos membros da Assembleia Geral,
através de escrutínio secreto, de entre os seus membros e o seu mandato é de três (3) anos
renováveis;
4. Os membros do Conselho de Direcção podem ser exonerados por deliberação da Assembleia
Geral por falta de cumprimento dos seus deveres enquanto membros ou adopção de conduta
manifestamente contrária aos fins da Associação;
5. O Conselho de Direcção terá um secretário designado de entre os seus membros, que
elaborará as actas das respectivas reuniões dentro de um prazo de três dias úteis depois da data
da reunião do Conselho de Direcção, as quais deverão ser assinadas pelos presentes.

Artigo 16
Funcionamento do Conselho de Direcção O
Conselho de Direcção da Associação funciona nos seguintes termos:
1. Reúne-se uma vez por trimestre e, extraordinariamente, sempre que convocado pelo seu
presidente, ou a pedido do presidente do Conselho Fiscal;
2. A convocatória para as reuniões do Conselho de Direcção será feita por escrito via Email ou
carta endereçadas aos membros do Conselho de Direcção, e ao Presidente com antecedência
mínima de cinco dias de calendário;
Artigo 17
Competências do Conselho de Direcção
São competências do Conselho de Direcção da Associação:
1. Praticar todos os actos necessários à prossecução dos fins da Associação, dispondo de poderes
de gestão administrativa, financeira e dos recursos humanos, nos termos delimitados nos
presentes estatutos;
2. Para a execução do disposto no número anterior, compete, em especial, ao Conselho de
Direcção:
a) Garantir a implementação dos objectivos e fins da Associação e das recomendações e
deliberações da Assembleia Geral;
b) Estabelecer orientações gerais e específicas com vista a alcançar o objectivo referido na alínea
anterior;
c) Aprovar os regulamentos internos da Associação;
d) Aprovar uma estrutura funcional adequada para o melhor funcionamento da Associação
apresentada pelo Conselho de Direcção;
e) Administrar o património da Associação;
f) Aprovar a candidatura da Associação para oportunidades de financiamento;
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g) Aprovar o orçamento e os planos de actividades, bem como o relatório, o balanço e contas do
exercício, antes da submissão destes à Assembleia Geral;
h) Analisar e aprovar contratos e/ou convénios com entidades financiadoras de projectos,
nacionais ou estrangeiras, de direito público ou privado;
i) Aprovar o estabelecimento de delegações, escritórios provinciais ou outras representações da
Associação;
j) Aprovar a abertura e fecho de contas bancárias da Associação e indicar os assinantes das
mesmas;
k) Aprovar, sob proposta da Assembleia Geral, a designação dos membros do Conselho Fiscal;
l) Prestar contas à Assembleia Geral anualmente, submetendo à sua aprovação um relatório
sobre a situação financeira e programática da Associação;
m) Exercer outras competências previstas por lei, no espírito do desenvolvimento dos objectivos
da Associação.
SECÇÂO III
Conselho Fiscal
Artigo 18
Natureza e Composição do Conselho Fiscal
1. O Conselho Fiscal:
a) É o Órgão de Fiscalização da gestão financeira da Associação, sendo constituído por
três membros, designados pela Assembleia Geral com a aprovação do Conselho de
Direcção;
b) Os membros do Conselho Fiscal deverão possuir qualificação e experiência nas áreas de
Contabilidade, Administração, Direito, Economia e Informática;
c) O Conselho Fiscal designará entre os membros o Presidente, que terá voto de qualidade.

2. O conselho fiscal é composto por três membros efectivos eleitos pela Assembleia Geral: a)
Presidente do Conselho Fiscal
b) Secretário do Conselho Fiscal
c) Relator do Conselho Fiscal

Artigo 19
Funcionamento do Conselho Fiscal O
Conselho Fiscal funciona nos seguintes termos:
1. O Presidente é responsável máximo pela coordenação e supervisão das actividades do
conselho, propor a Assembleia Geral medidas correctivas, auditorias ou sindicâncias.

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2. O Conselho Fiscal reunir-se-á, ordinariamente, uma vez por semestre e, extraordinariamente,
sempre que for necessário;
3. Os membros do Conselho Fiscal podem fazer-se representar neste Órgão, por qualquer dos
membros por simples carta dirigida ao seu Presidente;
4. Não poderá deliberar sem a presença de, pelo menos, dois terços dos membros.

Artigo 20
Competências do Conselho Fiscal Compete
ao Conselho Fiscal:
a) Verificar se a administração da Associação exercida de acordo com as leis em vigor no país e
seus Estatutos;
a) Emitir parecer sobre o balanço anual, as contas e os actos económicos, financeiros e
administrativos do Conselho de Direcção;
b) Examinar os registos e documentos legais da Associação;
c) Registar em livros, actas e pareceres do Conselho Fiscal, os resultados das revisões de registos
e documentos legais da Associação, tomando por base as contas do balanço e as informações
do Conselho de Direcção;
d) Controle de património e fundos, acompanhar a aplicação correcta de recursos financeiros,
doações, subsídios, fundos de projectos e de mais património da associação evitando desvios ou
má gestão;
e) Prestar os esclarecimentos que lhe sejam solicitados pela Assembleia Geral.

Artigo 21
Duração do Mandato
A duração dos mandatos dos Órgãos da Associação é estabelecida nos seguintes termos:

a) O mandato dos membros da Assembleia Geral tem a duração de três anos renováveis;
b) O mandato dos membros do Conselho da Direcção é de três anos renováveis;
c) O mandato dos membros do Conselho Fiscal é de três anos renováveis;
d) A Assembleia Geral pode destituir qualquer membro por justa causa, mediante proposta
fundamentada e com direito de defesa do associado.

Artigo 22
Incompatibilidade e Património
Os cargos de Presidentes da Assembleia Geral, do Conselho de Direcção, e do Conselho Fiscal são
incompatíveis.

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1. Membro com pendencias financeiras ou conflitos de interesse que possam comprometer
decisões relativas a Associação não pode assumir nos órgãos sociais;
2. Qualquer membro que exerça cargos remunerado em instituições em empresas cujas
actividades esteja em conflito direito com os fins da Associação deve declarar a situação a
Assembleia Geral, podem ser considerado incompatível para funções de direcção ou
fiscalização.

Capitulo IV

Património e Fundos
Artigo 23
Fundos
Associação é constituída por um fundo inicial no valor de vinte mil meticais.
1. Provenientes de contribuições dos seus membros, doações, legados, subvenções, donativos e
auxílios de qualquer natureza que venha a receber de pessoas singulares ou colectivas, públicas
e/ou privadas, nacionais e/ou estrangeiras;
2. Quaisquer importâncias ou receitas que legalmente ou contratualmente lhe couberem;
3. Todos os rendimentos provenientes da gestão dos seus activos;
4. As receitas ou rendimentos resultantes das actividades desenvolvidas no âmbito do seu objecto
e fins;
5. Nenhum fundo pode ser distribuído a membros ou dirigentes como lucro ou benefício pessoal.

Artigo 24
Património São patrimónios da Associação:
a) Bens móveis e imóveis adquiridos por doação ou compra;
b) O património e bens da Associação deverão ser utilizados única e exclusivamente na execução
dos seus objectivos estatutários;
c) O Património deve ser administrado de forma transparente, sendo responsabilidade do
conselho de direcção zelar pela sua conservação e utilização eficiente;
d) Nenhum bem património deve alienado, onerado ou cedido sem aprovação da Assembleia
Geral, garantindo que os activos permaneçam vinculados aos objectivos sociais.

Capitulo V
Artigo 25
Disposições Finais

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1. Os presentes estatutos são bases jurídicas de funcionamento da Associação, vinculados todos
os membros, órgãos sócias e colaboradores, princípios e objectivos definidos.
2. A Associação compromete-se a actuar de forma independente, transparente, ética e moral
mantendo sempre os interesses colectivos e a missão social, ambiental e comunitária como
prioridade.
Artigo 26
Casos Omissos
Em tudo o que não estiver regulado nos presentes Estatutos aplicar-se-ão as disposições da
legislação aplicável e em vigor na República de Moçambique e o que tiver sido estabelecido
nos regulamentos internos aprovados em Assembleia Geral.

Órgãos sócias podem elaborar regulamentos internos complementares, sem contrariar o conteúdo dos
estatutos para disciplinar procedimentos específicos ou operacionais.

Artigo 27
Extinção e Liquidação
1. Associação extingue-se nos casos previstos na lei ou mediante deliberação da Assembleia Geral
e desde que comprovada a impossibilidade de realização do seu fim ou da sua modificação;
2. Ocorrendo a sua extinção, os patrimónios da Associação, após o cumprimento de quaisquer
obrigações, serão entregues ao Governo.
A associação poderá ser extinta por deliberação de Assembleia Geral, convocada especificamente
para esse fim, com quórum mínimo de dois terços dos associados presentes.

A extinção pode ocorrer por:

a) Impossibilidade de cumprir os objectivos estatutários;


b) Falta de recursos financeiros suficientes para a manutenção da Associação;
c) Deliberação da maioria qualificada da Assembleia Geral;
d) Decisão judicial, nos termos da lei.
A extinção não prejudica o cumprimento de obrigações legais e financeiras da Associação.

Artigo 28
Liquidação do Património
1. Em caso de extinção, a Assembleia Geral nomeará uma comissão de liquidação,
responsável por encerrar contas, saldar dividas, e inventariar bens e recursos.
2. O património remanescente, após liquidação de obrigação, será destinado a outra
associação ou entidade sem fins lucrativos com objectivo semelhante, conforme
deliberação da Associação e legislação vigente.
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3. A comissão de liquidação de apresentar relatório detalhado das operações à
Assembleia Geral e aos órgãos competentes do estado, garantindo transparência e
responsabilidade.
4. Nenhum membro, dirigente ou associado terá direito a receber qualquer parte do
património, mantendo-se a destinação exclusivamente para fins sociais ou
comunitários.

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