ABAIXO DE ROUSKA
Guia Investigativo de Mestragem
Um one-shot de terror psicológico focado em silêncio, presença, desconforto e medo do desconhecido.
Ambientado em uma vila montanhosa alemã próxima das ruínas do Castelo Rouska.
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Arquitetura gótica • Ruínas antigas • Crianças mascaradas • Horror existencial
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ESTRUTURA DA SESSÃO
O RPG deve seguir uma progressão lenta. O desconforto precisa crescer gradualmente. Nada deve
parecer exagerado logo no início. O horror surge através do silêncio, da observação constante e da
sensação de que existe algo impossível abaixo das ruínas.
Capítulo Objetivo
1 — Chegada à Vila Introduzir silêncio, frio e estranheza.
2 — A Hospedaria Criar desconforto noturno e paranoia.
3 — Exploração da Vila Permitir investigação e primeiras pistas.
4 — A Floresta Aumentar sensação de observação.
5 — Entrada de Rouska Transição para o horror profundo.
6 — O Subterrâneo Quebra gradual da realidade.
7 — O Templo Confronto psicológico final.
NPCS PRINCIPAIS
Professor Henrik Voller
Coordenador da excursão. Educado, racional e constantemente distraído. Observa o castelo por tempo
demasiado.
Elias Reinhardt
Dono da hospedaria. Cordial, cansado e excessivamente silencioso. Sempre muda de assunto ao
mencionarem o castelo.
Hanna Baum
Estudante de arquitetura. Curiosa e inquieta. Percebe detalhes estranhos antes dos demais.
Martin Klein
Estudante de história. Extremamente cético. O medo dele crescendo lentamente torna tudo mais
desconfortável.
CAPÍTULO 1 — A CHEGADA À VILA
Descrição Atmosférica
A chuva fina desce como um véu pálido sobre as pedras antigas da vila. Poucas pessoas caminham pelas
ruas. O silêncio parece pesado demais para um lugar habitado.
NPCs Presentes
Professor Henrik Voller, moradores silenciosos.
Pistas
Uma criança normal desenha um círculo no chão e apaga rapidamente ao notar os jogadores. A primeira
criança mascarada aparece entre duas casas, imóvel.
CAPÍTULO 2 — A HOSPEDARIA
Descrição Atmosférica
A hospedaria possui cheiro de madeira úmida, chá e chuva antiga. Os corredores rangem mesmo quando
ninguém está andando.
NPCs Presentes
Elias Reinhardt.
Pistas
Marcas pequenas de mãos aparecem na janela durante a madrugada. O livro de hóspedes possui o
mesmo sobrenome repetido em décadas diferentes.
CAPÍTULO 3 — A IGREJA
Descrição Atmosférica
A igreja parece abandonada, todavia o ambiente transmite a estranha sensação de presença constante.
NPCs Presentes
Nenhum permanentemente.
Pistas
Atrás do altar existe o desenho de uma mariposa branca dentro de um círculo. Um diário antigo contém a
frase: 'Algumas coisas não desejam entrar em nosso mundo. Desejam apenas ser percebidas.'
CAPÍTULO 4 — A FLORESTA
Descrição Atmosférica
A mata permanece silenciosa demais. Não existem insetos. Não existem pássaros. O frio parece surgir do
próprio solo.
NPCs Presentes
Crianças mascaradas.
Pistas
Bonecos feitos de galhos e tecido branco pendem das árvores. Uma pedra possui a frase: 'O que dorme
abaixo não sonha como nós.'
CAPÍTULO 5 — A PASSAGEM DE ROUSKA
Descrição Atmosférica
Uma abertura estreita na montanha exala um frio antigo e sufocante. O ar parece mais denso conforme os
jogadores se aproximam.
NPCs Presentes
Uma criança mascarada observando em silêncio.
Pistas
Marcas de mãos pequenas cobrem as pedras da entrada.
CAPÍTULO 6 — O SUBTERRÂNEO
Descrição Atmosférica
Os corredores parecem longos demais. As lanternas iluminam menos do que deveriam. Os passos ecoam
atrasados.
NPCs Presentes
Nenhum visível constantemente.
Pistas
Frases gravadas na pedra: 'O OLHAR ABRE.' e 'NÃO OBSERVE POR TEMPO DEMAIS.'
CAPÍTULO 7 — O TEMPLO
Descrição Atmosférica
O espaço subterrâneo é vasto demais para existir abaixo da montanha. As paredes negras absorvem
parte da luz.
NPCs Presentes
As entidades cobertas por véus escuros e as crianças mascaradas.
Pistas
Os reflexos dos jogadores permanecem olhando mesmo após eles se moverem.
CENAS IMPORTANTES E FALAS PRONTAS
“Existe alguém observando vocês do fim do corredor.”
“O frio daquela montanha não possui violência. Todavia… existe algo profundamente desagradável nele.”
“A floresta inteira parece prender a respiração.”
“Vocês têm a sensação irracional de que não deveriam continuar descendo.”
“As crianças mascaradas permanecem imóveis ao redor das figuras.”
“A pior parte não é aquilo que vocês viram. É a sensação persistente de terem sido vistos de volta.”
SÍMBOLOS E MÁSCARAS
Sol: presença, vigilância e desconforto.
Lua: silêncio, memória e percepção.
Mariposa: atração pelo desconhecido.
Estrela: orientação, profundidade e chamado.
O horror de “Abaixo de Rouska” não está em monstros ou violência. Está na sensação persistente de que
existe algo antigo observando silenciosamente. E que, após perceber aquilo uma única vez, a mente
humana jamais consegue esquecer completamente.