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Abaixo de Rouska: Guia Literário de Mestragem

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ABAIXO DE ROUSKA

Guia Literário de Mestragem

Arquitetura gótica • Horror psicológico • Flora úmida • Névoa alpina • Ruínas ancestrais • Horror existencial
A ATMOSFERA DE ROUSKA
Rouska não deve parecer apenas uma vila antiga. Ela deve transmitir a impressão de um lugar esquecido
pelo restante do mundo. A sensação constante deve ser a de um espaço suspenso no tempo. Como se as
montanhas ao redor abafassem não apenas os sons, mas também o próprio fluxo da realidade. A umidade
impregna tudo. As pedras. As roupas. A madeira das casas. Até mesmo a respiração parece mais densa
naquele lugar. Nada em Rouska é completamente silencioso. Todavia, cada som parece inadequado.
Como se qualquer ruído humano perturbasse algo adormecido sob a montanha.

FLORA E FAUNA DA REGIÃO


A vegetação ao redor da vila é composta majoritariamente por: - pinheiros altos e antigos; - bétulas pálidas
cobertas por líquen; - musgo espesso sobre pedras; - raízes expostas pela erosão da montanha; -
samambaias úmidas espalhadas pela floresta. A mata parece excessivamente úmida. O cheiro
predominante é de: terra molhada, madeira antiga, e folhas em decomposição. Todavia, a floresta possui
uma característica profundamente desconfortável: a ausência parcial de vida animal. Existem poucos
pássaros. Poucos insetos. Quase nenhum mamífero visível. À noite, os jogadores perceberão algo
estranho: a floresta parece observar em silêncio. Ocasionalmente, podem ouvir: - o estalar distante de
galhos; - folhas sendo arrastadas pelo vento; - ou o som breve de asas atravessando a neblina. Mas
jamais encontrarão claramente a origem desses sons.
NARRAÇÕES ATMOSFÉRICAS
A Chegada
“A estrada serpenteia lentamente entre montanhas obscurecidas pela névoa. A chuva delicada desliza
pelos vidros do ônibus como fios translúcidos de mercúrio. Conforme a viagem prossegue, a paisagem
parece abandonar gradualmente qualquer vestígio de civilização. Os postes desaparecem. As estradas
tornam-se estreitas. Até mesmo o céu parece adquirir uma tonalidade mais opaca. Por fim, a silhueta de
Rouska emerge entre a neblina. Pedras antigas. Telhados escurecidos pela umidade. E acima de tudo…
as ruínas circulares do castelo dominando a montanha como a ossatura colossal de algo ancestral.”

O Frio
“O frio daquela região não possui agressividade imediata. Não corta a pele. Não açoita violentamente.
Todavia… existe algo profundamente desagradável nele. Uma sensação paulatina, quase íntima, como
dedos úmidos atravessando lentamente o tecido das roupas. A umidade parece aderir ao corpo. Cada
inspiração transporta o odor mineral da pedra molhada, misturado ao aroma terroso da floresta
encharcada. O frio não parece vir do vento. Parece emanar do próprio solo.”

A Sensação de Observação
“Existe uma percepção constante de presença. Não exatamente medo. Ainda não. Mas a sensação
profundamente instintiva de que algo acompanha cada movimento de vocês. Os corredores parecem
atentos. As árvores parecem imóveis demais. E ocasionalmente surge a impressão desconfortável de que
o silêncio muda discretamente quando vocês param de andar. Como se o ambiente inteiro estivesse
escutando.”

A Floresta
“A mata envolve a montanha como um véu obscuro. Os pinheiros elevam-se altos demais, ocultando
parcialmente o céu. A neblina desliza entre os troncos de maneira lenta, quase líquida. O chão úmido
absorve parte do som dos passos, transformando a caminhada em algo estranhamente silencioso. Não
existem pássaros. Não existem insetos. A floresta inteira parece suspensa numa quietude antinatural,
como se aguardasse pacientemente por algo.”

As Crianças Mascaradas
“Entre as árvores, existe alguém observando. Uma figura pequena. Imóvel. As roupas parecem antigas,
pesadas pela umidade. Somente após alguns segundos vocês percebem a máscara branca. Sem
expressão. Sem olhos visíveis. Apenas aquela superfície pálida encarando diretamente vocês através da
neblina.”
O Subterrâneo
“Quanto mais vocês descem, mais o subterrâneo parece abandonar qualquer lógica arquitetônica. Os
corredores tornam-se excessivamente profundos. As paredes negras absorvem parte da luminosidade das
lanternas, fazendo a escuridão parecer mais densa do que deveria. O eco retorna atrasado. Como se o
próprio espaço hesitasse antes de devolver os sons.”

O Templo
“O espaço subterrâneo é vasto demais para existir abaixo da montanha. As colunas escuras desaparecem
na obscuridade superior, impossíveis de serem completamente iluminadas. O ar é pesado. Antigo.
Sufocante. Existe um odor mineral, misturado a algo difícil de descrever. Algo semelhante à umidade de
criptas esquecidas. No centro do salão, figuras cobertas por véus escuros permanecem imóveis. A mente
humana parece incapaz de compreender plenamente seus contornos. Os olhos tentam desfocar
instintivamente. Como se olhar diretamente fosse uma violação de algo primordial.”
FRASES CULTAS PARA UTILIZAR DURANTE A
MESTRAGEM
“Por obséquio, permaneçam próximos ao grupo.”

“A chuva desce sobre a montanha como um véu melancólico.”

“Existe algo profundamente opressivo naquela quietude.”

“Todavia… a sensação de presença não diminui.”

“O ar parece impregnado por uma umidade ancestral.”

“As ruínas elevam-se como um mausoléu colossal acima da vila.”

“O silêncio daquele lugar não transmite paz. Transmite espera.”

“A névoa dissolve parcialmente as formas ao redor de vocês.”

“Os corredores parecem rejeitar a presença humana.”

“Há algo quase sacrílego naquela profundidade.”

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