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CAXIAS DO SUL
2017
MARCELO JUAREZ VIZZOTTO
CAXIAS DO SUL
2017
V864g Vizzotto, Marcelo Juarez
Gestão estratégica de custos e desempenho econômico-financeiro :
um estudo nas empresas metalmecânicas, automotivas e
eletroeletrônicas da Serra Gaúcha / Marcelo Juarez Vizzotto. – 2017.
127 f.
Dissertação (Mestrado) - Universidade de Caxias do Sul, Programa
de Pós-Graduação em Administração, 2017.
Orientação: Marta Elisete Ventura da Motta.
1. gestão estratégica de custos - desempenho econômico-financeiro.
I. Motta, Marta Elisete Ventura da, orient. II. Título.
Banca Examinadora
______________________________________________
Profª Drª Marta Elisete Ventura da Motta
Universidade de Caxias do Sul - UCS
_____________________________________________
Profª Drª Maria Emília Camargo
Universidade de Caxias do Sul - UCS
______________________________________________
Prof. Dr. Gabriel Vidor
Universidade de Caxias do Sul - UCS
______________________________________________
Prof. Dr. Reinaldo Castro Souza
Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro – PUC-Rio
AGRADECIMENTOS
Agradeço a Deus por permitir que eu pudesse ter todo este aprendizado e me
acompanhar sempre.
À minha esposa Rosina pela compreensão e apoio durante esta caminhada. Ao meu filho
João Lucas por ser minha inspiração para continuar a busca por uma melhor condição de vida.
Aos meus pais e irmãos pelo incentivo e por acreditar que a educação é a melhor forma
para busca de um futuro melhor.
À minha orientadora, Profª Drª Marta Elisete Ventura da Motta, por me acompanhar
neste processo de formação com apoio, paciência e incentivo.
Ao Prof. Dr. Gabriel Vidor e ao Prof. Dr. Reinaldo Castro Souza por participarem da
banca de defesa. Um agradecimento especial à Profª Drª Maria Emília Camargo que, além de
fazer parte da banca de defesa da dissertação, esteve presente durante a fase de análise de dados
compartilhando seu conhecimento e ajudando na construção dos resultados deste relatório. Sem
você eu não teria conseguido.
A todo o corpo docente do PPGA/UCS pelos ensinamentos transmitidos. Agradeço
também aos servidores da UCS, em especial da secretaria, que nos deram suporte durante a
realização do mestrado.
Por fim, sou grato aos respondentes da pesquisa que viabilizaram este estudo.
RESUMO
Since the 1970s new manufacturing management philosophies have emerged. The accounting
applied at the time wasn’t able to integrate management control information with production
management information. In this context, the strategy was integrated into accounting,
consequently in Strategic Management Accounting, also known as Strategic Cost Management
(SCM). SCM, through its practices, aims to provide accounting information on costs of the
organization, as well as its value chain, thus contributing to decision making and strategy
formulation. When strategic cost management is associated with the company's strategy,
organizations tend to act better. However, from the relevance of the issues related to the topic,
this research had the aim of analyzing the relationship between the practices of Strategic Cost
Management and the economic-financial performance in the metal-mechanic, automotive and
electro-electronic companies of the Serra Gaúcha. As a methodological procedure, exploratory,
descriptive and quantitative research was used. The information was collected through a survey.
The population was made up of 367 (three hundred and sixty seven) small, medium and large
companies. A sample of 87 (eighty-seven) companies was attained. The data were analyzed
through Descriptive Statistics, Exploratory Factor Analysis and Modeling of Structural
Equations. It was found that the SCM practices frequently used by more than 50% of the sample
are Standard Cost, Logistic Costs, Cost Determinants Factor Analysis and Target Cost. In the
analysis of the hypotheses the results indicate the existence of a significant relationship between
the use of SCM practices and economic-financial performance. In addition, it was proven that
the performance in the foreign market is related to the economic-financial performance. As
implication of these research findings, this study contributes to a better understanding of the
use of GEC practices and to confirm that the use of twelve practices grouped in three factors,
in Exploratory Factor Analysis, is related to the performance of organizations. As a suggestion
of future studies, it is recommended to apply this instrument in other economic activities to
assess whether this relationship is still present.
Tabela 1 – População................................................................................................................ 63
Tabela 2 – População quanto ao porte ...................................................................................... 63
Tabela 3 – Contato com as empresas........................................................................................ 64
Tabela 4 – Assimetria e Curtose ............................................................................................... 67
Tabela 5 – Teste de homogeneidade de variâncias................................................................... 68
Tabela 6 – Análise da multicolinearidade ................................................................................ 69
Tabela 7 – Coeficiente de Pearson ........................................................................................... 70
Tabela 8 – Função exercida pelo respondente da pesquisa ...................................................... 80
Tabela 9 – Formação acadêmica dos respondentes da pesquisa .............................................. 81
Tabela 10 – Utilização das Práticas de Gestão Estratégica de Custos...................................... 85
Tabela 11 – Comportamento dos Indicadores Econômico-Financeiros ................................... 86
Tabela 12 – Valor do coeficiente de correlação ....................................................................... 87
Tabela 13 – Relação entre Práticas da GEC e Porte das Empresas .......................................... 87
Tabela 14 – Relação entre Práticas da GEC e Atuação no Mercado Externo .......................... 88
Tabela 15 – Estatística de confiabilidade ................................................................................. 89
Tabela 16 – Teste KMO e esfericidade de Bartlett .................................................................. 90
Tabela 17 – Comunalidade das variáveis ................................................................................. 90
Tabela 18 – Método de extração dos principais componentes ................................................. 91
Tabela 19 – Matriz de Fatores (componentes) ......................................................................... 92
Tabela 20 – Matriz de Fatores (componentes) ......................................................................... 93
Tabela 21 – Validade Convergente DMP ................................................................................. 95
Tabela 22 – Validade Convergente DDR ................................................................................. 95
Tabela 23 – Validade Convergente - DDI ................................................................................ 95
Tabela 24 – Validade Convergente DEF .................................................................................. 96
Tabela 25 – Validade Discriminante pelo Critério de Fornell e Larcker (1981)...................... 96
Tabela 26 – Medidas de ajustes do Modelo Teórico ................................................................ 98
Tabela 27 – Teste de Hipótese do Modelo Teórico proposto ................................................... 99
LISTA DE SIGAS E ABREVIATURAS
1 INTRODUÇÃO ........................................................................................................ 14
1.1 TEMA E DELIMITAÇÃO DO TEMA ..................................................................... 15
1.2 DEFINIÇÃO DO PROBLEMA DE PESQUISA ...................................................... 16
1.3 OBJETIVOS ............................................................................................................... 16
1.3.1 Objetivo Geral .......................................................................................................... 16
1.3.2 Objetivos específicos................................................................................................. 16
1.4 IMPORTÂNCIA E JUSTIFICATIVA DO ESTUDO ............................................... 17
1.4.1 Justificativa acadêmica ............................................................................................ 17
1.4.2 Justificativa para o objeto do estudo ...................................................................... 19
1.5 ESTRUTURA DA DISSERTAÇÃO ......................................................................... 22
3 MÉTODO .................................................................................................................. 59
3.1 CLASSIFICAÇÃO DA PESQUISA .......................................................................... 59
3.1.1 Quanto aos objetivos ................................................................................................ 59
3.1.2 Quanto aos procedimentos ...................................................................................... 60
3.1.3 Quanto à abordagem do problema ......................................................................... 60
3.2 ETAPAS DA PESQUISA .......................................................................................... 61
3.3 PREPARAÇÃO DOS DADOS .................................................................................. 65
3.3.1 Verificação dos dados omissos e observações atípicas .......................................... 66
3.3.2 Teste de suposições da análise multivariada .......................................................... 66
[Link] Normalidade ............................................................................................................... 67
[Link] Homocedasticidade .................................................................................................... 68
[Link] Linearidade ................................................................................................................. 68
[Link] Multicolinearidade...................................................................................................... 69
3.4 MODELAGEM DE EQUAÇÕES ESTRUTURAIS (MEE) ..................................... 71
3.4.1 Modelo de mensuração geral e diagrama de caminhos ........................................ 71
3.4.2 Matriz de Entrada dos Dados e Método de Estimação do Modelo ...................... 73
3.4.3 Medidas de Ajuste .................................................................................................... 73
3.4.4 Validação individual dos construtos ....................................................................... 74
3.4.5 Validação do modelo teórico ................................................................................... 74
1 INTRODUÇÃO
informações adequadas sobre Gestão Estratégica de Custos têm o potencial de contribuir para
as tomadas de decisões e consequentemente com o aumento do desempenho da organização.
De acordo com Anderson (2006), é por meio de um dos objetivos da Gestão Estratégica de
Custos, o alinhamento dos custos com as estratégias, que a contribuição para otimizar o
desempenho acontece. Henri, Boiral e Roy (2016) confirmam este pensamento em que o
alinhamento maximizará o desempenho econômico e financeiro da empresa.
No Brasil, a partir da década de 90, com abertura do mercado externo, o ambiente de
competitividade foi ampliado. Com isso, a Gestão Estratégica de Custos está sendo utilizada
para integrar o processo de gestão de custos com o processo de gestão da empresa. (MARTINS,
2010). Assim, a proposta desta pesquisa é verificar a relação existente entre as práticas de
Gestão Estratégica de Custos e o desempenho econômico-financeiro das empresas
metalmecânicas, automotivas e eletroeletrônicas da Serra Gaúcha.
Além da introdução, este capítulo apresenta a delimitação do tema, a definição do
problema de pesquisa, o objetivo geral e os objetivos específicos. Também são apresentadas a
justificativa acadêmica e a justificativa para o objeto do estudo. Ainda apresentam-se as etapas
da pesquisa que foram realizadas e a organização desta dissertação de mestrado.
visão de toda a cadeia de valor. Ademais, analisa os custos externos à companhia, pois estes
também podem afetá-la. Assim, os dados gerados pela Gestão Estratégica de Custos são
utilizados pela empresa para desenvolver estratégias superiores e consequentemente obter uma
vantagem competitiva sustentável. (SHANK; GOVINDARAJAN, 1997).
Dessa forma, quando ocorre o alinhamento do controle de gestão e, especificamente,
dos controles de custos à estratégia, as organizações tem um fator para o sucesso. (DIEHL,
2006). Para Diehl (2006), o Controle Estratégico de Custos pode ser entendido no contexto de
uma organização como apoio à estratégia e, com isto, contribui efetivamente para melhor
desempenho e maior efetividade estratégica.
Contudo, este estudo delimita-se a pesquisar se as empresas aderem à utilização das
práticas relacionadas com a Gestão Estratégica de Custos. Também, será relacionado à
utilização das práticas com o desempenho da empresa, medido por indicadores econômicos e
financeiros, pois Cadez e Guilding (2012) sugerem que a adoção de um sistema de controle
contábil para Gestão Estratégica de Custos de uma organização alinhado à sua estratégia pode
resultar em um melhor desempenho.
1.3 OBJETIVOS
conforme Bufrem e Prates (2005), consiste na ocorrência de palavras no texto. Como filtro de
busca pesquisou-se os termos “Strategic Management Accounting” e “Strategic Cost
Management” no título, pois, conforme Della, Ensslin e Ensslin (2012), o título deve conter as
características do estudo e consequentemente se o tema pesquisado é ou não pertinente.
O critério para seleção do período de publicação foi “todos os anos até a data de 22 de
outubro de 2017”. Obteve-se 40 (quarenta) artigos pesquisando o termo Strategic Management
Accounting e 33 (trinta e três) artigos pesquisando o termo Strategic Cost Management.
Combinando o termo Strategic Management Accounting com Performance obteve-se 2 (dois)
artigos e Strategic Cost Management com Performance obteve-se 1 (um) artigo. Combinando
o termo Strategic Management Accounting com Practices obteve-se 4 (quatro) artigos e
combinando o termo Strategic Cost Management com Practices obteve-se 2 (dois) retornos. A
relação dos artigos desta bibliometria está detalhada no Apêndice A.
Também se realizou uma análise na Biblioteca Digital Brasileira de Teses e
Dissertações (BDTD, 2017) pelo buscador Sucupira em 22 de outubro de 2017. Pesquisou-se o
termo Gestão Estratégica de Custos no título das Dissertações e Teses e identificou-se 42
(quarenta e duas) dissertações e 3 (três) teses, conforme relacionado no Apêndice B.
Em relação às Dissertações, nota-se, conforme a Figura 1, que as pesquisas iniciaram
no ano de 1997 e a produção anual, em média, é de 2,1 (duas vírgula uma) dissertações. Os
anos de maior produção 2000, 2002, 2003 e 2012 contam com 4 (quatro) trabalhos. Em
contrapartida, nos anos de 2001, 2014 e 2016 não contam com nenhum trabalho.
Esta pesquisa está dividida em cinco capítulos conforme mostra a Figura 4. O Capítulo
I aborda a introdução, delimitação do problema, importância do estudo, o problema da pesquisa,
o objetivo geral e os objetivos específicos e a estrutura do projeto. O Capítulo II apresenta a
revisão teórica sobre Gestão Estratégica de Custos, Decisões Estratégicas e Análise
Econômico-Financeira. O Capítulo III detalha a metodologia que foi utilizada para o
desenvolvimento da pesquisa. No Capítulo IV estão apresentados os resultados da pesquisa. No
Capítulo V encontra-se a conclusão. No final da Dissertação são apresentadas as referências
bibliográficas que foram utilizadas e que sustentam a pesquisa, assim como o questionário que
foi aplicado.
23
1.3 Objetivos
1. Introdução
↓
2.3 Gestão Estratégica 2.7 Hipóteses e Modelo Teórico
↓
2.4 Gestão Estratégica de Custos
↓
2.4.1 Práticas da Gestão Estratégica de Custos
3.4 Modelagem de
3.1 Classificação da 3.2 Etapas da 3.3 Preparação dos
Equações
Pesquisa Pesquisa dados
→ Estruturais
↓
3. Aspectos Metodológicos
Apresentação dos resultados esperados com a realização da pesquisa com o detalhamento dos objetivos
propostos.
5. Considerações Finais
2.1 ESTRATÉGIA
cada situação particular. (NICOLAU, 2001). Como consequência da evolução das escolas de
estratégia, vinculou-se o termo Gestão Estratégica. (DA COSTA, 2015).
Para Nag, Hambrick e Cehn (2007), os conceitos estudados sobre gestão estratégica
são distintos, mas, apesar disso, existe uma visão de mundo comum. Apesar de haver esta
ambiguidade conceitual, esta aparente fraqueza parece ser a força da gestão estratégica. Os
autores realizaram uma pesquisa empírica para identificar consensualmente o significado de
gestão estratégica.
A pesquisa, realizada por Nag, Hambrick e Cehn (2007), foi dividida em duas fases.
Na primeira fase analisaram 447 resumos de artigos publicados nas revistas Academy of
Management Journal, Academy of Management Review e Administrative Science Quarterly.
Realizaram uma análise lexicográfica, por meio de análise de conteúdo, das principais palavras
que poderiam conceituar gestão estratégica. Na segunda fase testaram a validade do conceito
na amostra inicial e em uma amostra adicional de 57 artigos publicados na Strategic
Management Journal.
Foram identificadas 54 palavras categorizadas em 6 elementos. Assim, Nag, Hambrick
e Cehn (2007) definem Gestão Estratégica da seguinte forma:
A partir da segunda metade dos anos 70, conforme explica Nakagawa (1991),
emergiram novas filosofias de gestão empresarial. E foi nos anos 80 que as empresas deram
29
Uma análise de custos vista sob um contexto mais amplo, em que os elementos
estratégicos tornam-se mais conscientes, explícitos e formais. Aqui, os dados de
custos são usados para desenvolver estratégias superiores a fim de se obter uma
vantagem competitiva sustentável. (SHANK; GOVINDARAJAN, 1997, p. 4).
produção, sendo que seu surgimento resulta da mistura de três subjacentes: (i) análise da cadeia
de valor, (ii) análise do posicionamento estratégico e (iii) análise de direcionadores de custos.
O Quadro 6 resume o paradigma da Gestão Estratégica de Custos na visão de Shank e
Govindarajan (1997).
os custos da empresa, mas também dos fornecedores, dos clientes e dos intermediários, o que
proporcionará oportunidades de redução de custos e do aumento da competitividade. Dessa
forma, a gestão estratégica de custos atua na geração de informações para auxiliar os gestores
a melhorarem suas decisões estratégicas. (RODNISKI, 2013).
Slavov (2013) define GEC como “as principais filosofias, atitudes e artefatos tomados
pelos gestores que buscam uma situação favorável no que se refere aos custos, dentre de uma
perspectiva competitiva baseada na melhoria e na criação de valor da firma em seu ambiente”.
Da Costa (2015, p. 79) complementa este entendimento indicando que a GEC é uma ação que
volta o seu olhar à direção dos custos que impactam a estratégia e que pode ser operacionalizada
por meio de ferramentas que auxiliem na gestão de controle de tais custos. As práticas
(ferramentas) da GEC que dão suporte a estratégia da empresa serão estudadas no tópico a
seguir.
Esta pesquisa adotará as práticas de Gestão Estratégica de Custos definidas por Rasia
(2011). Sua relação foi construída com base nos estudos de Souza (2001), Grzeszezeszyn e
Ferreira (2004), Guilding, Cravens e Tayles (2000), Bowhill e Lee (2002), Dekker e Smidt
(2003), Waweru, Hoque e Uliana (2004), Cinquini e Tenucci (2006), Cadez e Guilding (2008),
De Zoysa e Herath (2008), Noordin, Zainuddin e Tayles (2009) e Angelakis, Theriou e
Floropoulos (2010). A relação das práticas de GEC foi validada por cinco professores, sendo
dois da área de custo, um da área de agronegócios e dois da área de contabilidade. (RASIA,
2011). As práticas utilizadas na pesquisa estão dispostas na Figura 5.
33
Custo
Kaizen
Custos Custo
Logísticos ambiental
Análise dos
Gestão Baseada
fators
em Atividades
determinantes
(ABM)
de custos GEC
Custo de ciclo de
Custo padrão vida dos
produtos
Análise da
Análise Externa
cadeia de
de Custos
valor
Custos
Custo-meta
intangíveis
• Custeio-meta
• Custos intangíveis
Redução de Custos
• Análise da cadeia de valor
• Custo padrão
Kaizen é um termo de origem japonesa composto por kai que significa mudança e zen
que significa para melhor, assim, o termo kaizen indica melhores mudanças. Kaizen, na
administração, é denominado como melhoria contínua nos processos de produção e
administração. A utilização do kaizen inicia quando da identificação de um problema, o qual
deve ser investigado a fim de se verificar a sua causa. Variáveis como mão de obra, matéria-
prima, máquina, medição e meio ambiente devem ser avaliadas. Depois de identificada a causa,
o aprimoramento do processo é iniciado. (COSTA JUNIOR, 2012).
Para Imai (1994), quem adota o kaizen não passa nenhum dia sem efetuar uma
melhoria na empresa. Ele funciona como um guarda-chuva que abrange as práticas japonesas
de produção, conforme Figura 7.
35
Preço de compra
Custos ocultos
(conclusão)
Nível Objetivo Aplicação
Desenvolvimento de Identificação de fatores que causam elevados custos
Tático
fornecedores internos e externos
Feedback para fornecedores
Acompanhamento de desempenho
Gerenciamento e avaliação de
Operacional Seleção de fornecedores
fornecedores
Alocação de volume de compras
Alocação de custos a produtos
Fonte: Adaptado de Ellram e Siferd (1993).
Dessa forma, Wrubel (2009) destaca que o TCO permite, antes da aquisição, analisar
os custos que serão gerados pela compra de um bem ou serviço e possibilita uma reflexão sobre
adquiri-lo ou não. Para Muniz (2010), esta prática subsidia a tomada de decisão de atividades
de rotinas (como volume de compras) até a definição da estratégia da empresa. Como
consequência, Rasia (2011) afirma que adotando estes procedimentos é possível analisar o custo
de todo o ciclo de vida dos produtos.
e pelo método ABC pode-se qualificar o consumo destas atividades em nível de produto
obtendo-se uma melhor distribuição dos custos indiretos. (SOUZA; DIEHL, 2009). Perez
Júnior, Oliveira e Costa (2012) ratificam que o ABC parte do princípio de que todos os custos
de uma empresa ocorrem em todas as suas atividades, sejam elas fabricar, comprar, transportar,
etc. E que no desempenho destas atividades se definirão os custos. Por este motivo, essas
atividades deverão estar sob criteriosa observação e análise. A Figura 9 representa as premissas
do método ABC.
Atividades
Indutores de custo
que não agregam valor, possibilitando a eliminação dos mesmos; identifica os direcionadores
de custos, permitindo o aperfeiçoamento contínuo; constata atividades e processos permitindo
o controle da eficiência de cada um.
Contudo, a mensuração dos custos através das atividades é uma forma da organização
medir o desempenho, pois reconhece que as atividades influem nos gastos. (BORNIA, 2002).
O autor destaca que através deste controle a empresa pode obter informações para o
gerenciamento das atividades, que é efetuado através de uma ferramenta conhecida como ABM
– Activity Based Management (Gestão Baseada em Atividades). Muitas vezes este
gerenciamento não é tratado como ABM e sim como o próprio ABC.
A premissa central da ABM é que as atividades sejam o centro da gestão econômica
da empresa por meio da avaliação da eficiência, da produtividade e do desempenho das
atividades. (PADOVEZE, 2013). Conforme o mesmo autor, ambos, ABC e ABM, acabam por
avaliar os custos das atividades e a classificação das atividades que adicionam ou não valor aos
produtos e aos clientes.
Custo do ciclo de vida dos produtos é um sistema de custeio que fornece informações
da etapa do design do produto, estudo de viabilidade, projeto de engenharia, desenvolvimento,
fabricação, comercialização, distribuição, manutenção, entrega até a retirada do produto do
mercado e do seu descarte. (ATKINSON et al. 2000; WERNKE, 2001; PEREZ JR.,
OLIVEIRA; COSTA, 1999). Ou seja, o custeio do ciclo de vida apura o custo do produto
durante toda a sua vida. (SAKURAI, 1997). Wernke (2001) representa graficamente as fases
do ciclo de vida de um produto conforme demonstrado na Figura 10.
Para Atkinson et al. (2000), entender o custo do ciclo de vida do produto é crítico para
tomada de decisão. Esta análise permite que a empresa reduza custos no estágio da pré-
fabricação e também todos os outros custos subsequentes. Segundo os autores, é importante
analisar os custos durante os vários estágios do projeto (desenvolvimento, fabricação,
41
Segundo Rasia (2011), a análise do ciclo de vida permite que a organização verifique
oportunidades de reduzir seus custos através do monitoramento e da gestão do ciclo de vida,
fazendo parte, assim, das práticas de gestão estratégica de custos.
[Link] Custo-Meta
Assim, pode-se dizer que o objetivo desse método baseia-se no fato de as grandes
reduções de custo de um produto estarem em seu projeto e, por meio da gestão de
custos, nessa fase do ciclo de vida, é possível reduzir seu custo final, chegando, com
isso, ao custo-alvo, o que, basicamente, significa eliminar atividades que não agregam
valor, ou seja, reestruturar o processo e eliminar desperdícios. (FERREIRA, 2007, p.
216).
Diehl (1997) define custo intangível como o sacrifício financeiro que é utilizado na
formação ou manutenção de um fator intangível. Para Abreu (2009), a mensuração de custos
intangíveis torna-se complementar para formulação da estratégia visto que as organizações são
formadas por ativos tangíveis e intangíveis. Segundo a autora, os custos intangíveis decorrem
da manutenção ou da criação de um fator intangível. A criação deste fator intangível pode
possibilitar a organização de uma vantagem competitiva ou o cumprimento do seu plano
estratégico. Wernke e Bornia (2001) destacam, entre outros, os custos intangíveis referentes a
custos ambientais, custos da qualidade, custos de pesquisa e desenvolvimento, custos de
desenvolvimento de software, custos relacionados à marca e custos de organização.
Para Diehl (1997), os custos intangíveis (o autor os define como fatores intangíveis)
permitem que o negócio seja operacionalizado, mas não atuam diretamente sobre os processos.
Wrubel (2009) elenca fatores intangíveis que desencadeiam custos intangíveis, conforme
demonstrado no Quadro 9.
44
Segundo Porter (1989), para se chegar à vantagem competitiva a empresa deve ser
analisada em partes. Assim, é importante que se verifique a cadeia de valores, pois cada uma
das atividades que a compõe contribui para a posição dos custos da empresa. Controlando o
custo em cada atividade de sua cadeia, a organização terá a possibilidade de ter um custo final
mais baixo da concorrência. É entendendo e controlando estes custos que a empresa terá uma
vantagem competitiva.
Para que a empresa mantenha uma vantagem competitiva em custos depende
fundamentalmente de como gerencia sua cadeia de valor em relação às cadeias de valor dos
concorrentes. Dessa forma, a empresa poderá oferecer mais valor ao cliente por um custo
equivalente ou valor equivalente por um custo menor. Por consequência, é através da análise
da cadeia de valor que a empresa determina onde o valor pode ser aumentado ou os custos
reduzidos. (SHANK; GOVINDARAJAN, 1997). Ainda, conforme os autores, para se construir
e utilizar uma cadeia de valor são necessárias as seguintes etapas:
Assim, percebe-se que a cadeia de valores origina-se nas atividades distintas que uma
organização executa no projeto, na produção, no marketing, na entrega e no suporte do produto,
modeladas por sua estrutura industrial. (WERNKE, 2001). E “a análise da cadeia de valor é um
instrumento da gestão estratégica de custos que auxilia as empresas na busca pela
competitividade, porque identifica as atividades desde os fornecedores até os consumidores
finais, apontando os itens que se destacam em termos de custos”. (MUNIZ, 2010, p. 32).
Custo padrão, segundo Perez Junior, Oliveira e Costa (1999, p. 154), é conceituado
“como aquele determinado, a priori, como sendo o custo normal de um produto”. Conforme os
autores, a determinação do custo padrão deve considerar o cenário normal de produção e deve
47
Muniz (2010) explica que, após definir o custo meta do produto, deve-se fazer o
acompanhamento do mesmo. Assim, tem-se o custo padrão. Para Perez Junior, Oliveira e Costa
(1999), a utilização do custo padrão traz as seguintes vantagens para a organização:
a) eliminação de falhas nos processos produtivos: ao implantar o custo padrão as
medidas de produção são estabelecidas e eventuais falhas são apuradas.
b) aprimoramento dos controles: os padrões estabelecidos servirão como instrumento
de controle interno.
c) instrumento de avaliação do desempenho: a partir da adoção de padrões, as
medidas são estabelecidas e permitem a avaliação do desempenho.
d) contribuir para o aprimoramento de apuração do custo real: permite a comparação
com o custo real e a análise das variações podem auxiliar na elaboração do custo
real.
e) rapidez na obtenção das informações: o custo padrão serve para gerar informações
rápidas e podem ajudar no fechamento de negócios em que o custo real ainda não
foi apurado.
Contudo, conforme Mota (1976), o custo padrão fornece informações que permitem a
tomada de decisão e consequentemente a administração da organização. Ele é capaz de avaliar
se o que foi planejando está sendo executado. Caso ocorram variações de custos para mais ou
para menos significa que a empresa está operando ineficientemente. Ainda, de acordo com
Mota (1976, p. 17), o custo padrão é o “que vai permitir o controle dos custos reais”.
48
(conclusão)
É um determinante de custos porque impacta os custos de transação e influencia a
Diversidade de
quantidade e a intensidade de atividades relacionadas à coordenação e sigilo de
fornecedores
informações.
Diversidade de É um determinante de custos porque a variedade de máquinas requer mais custos de
máquinas e utilização, supervisão, manutenção, treinamento diferenciado e contatos com
equipamentos fornecedores distintos, o que tende a aumentar os custos de transação.
É um determinante de custos porque são os colaboradores que implementam as ações,
Comprometimento
cuja interação pode determinar a presença ou ausência de um elemento de custo.
É um determinante de custos porque influencia e é influenciada pela quantidade e a
intensidade de atividades relacionadas à prevenção, avaliação e correção de falhas. A
Qualidade elevação do grau de qualidade diminui os custos, pois a busca pelo nível mínimo de
defeitos tende a diminuir desperdício, retrabalho e inspeção, otimizando o custo da
estrutura.
É o layout das instalações, design ou projeto do processo. É um determinante de custos
Arranjo físico porque impacta os custos relacionados às atividades de organização, segurança, qualidade
e manutenção, bem como a produtividade.
É um determinante de custos porque, à medida que aumenta a atenção às expectativas dos
Projeto do produto
clientes em um produto/serviço, os custos tendem a aumentar
Relações na cadeia de É a forma sob a qual as organizações se relacionam na cadeia de suprimento. Quanto mais
valor integrado for o processo de gestão, melhor será o custo das entidades.
É a proporção dos recursos próprios e de terceiros. Consiste na forma como as empresas
Estrutura de capitais
se financiam para dar andamento aos seus projetos
Refere-se a uma situação favorável que pode, ou não, ser aproveitada em tempo oportuno:
Tempestividade
entrada em um mercado, compra de imóvel, opção por investimento.
Ao tomar a decisão sobre um local para se estabelecer, as empresas já definem um
Localização conjunto de obrigações tributárias. Inúmeros outros custos são impactados, como aluguel,
fretes, mão de obra, pessoal especializado, etc.
São as normas políticas, regulamentações, legislações, etc., que podem afetar as
Fatores Institucionais atividades de uma empresa, geralmente ligadas a políticas públicas que interferem no
desempenho, sem que ela possa agir diretamente.
Fonte: Elaborado com base em Da Costa e Rocha (2014).
Para Hong (2006), os indicadores não financeiros são importantes porque eles apontam
as causas enquanto que os indicadores financeiros mostram o resultado. Segundo o autor, caso
o executivo deseje saber o motivo pelo qual a receita não tem evoluído, não basta somente
analisar os indicadores financeiros. É preciso saber sobre a satisfação do cliente, percentual de
reclamações, entregas no tempo, nível de preço comparativo, etc. Opinião compartilhada por
Shank e Govindarajan (1997), que comentam sobre a necessidade de se entender os fatores que
provocam o desempenho.
Nakagawa (1991) reforça esta visão esclarecendo que a organização, além de
informações financeiras, necessita de informações não financeiras a fim de mensurar o seu
50
Logística, de acordo com CSCMP (2016), faz parte da cadeia de abastecimento e tem
a função de planejar, implementar e controlar o fluxo de armazenamento de mercadorias. As
informações devem ser gerenciadas do ponto de origem até o ponto de consumo. Esse controle,
que deve ser eficiente e eficaz, tem por objetivo atender às exigências dos clientes.
Para Christopher (2002), a logística deve ser gerenciada estrategicamente e organizada
por meio de seus canais de marketing, objetivando a maximização do resultado. Entretanto,
51
Slavov (2013) ressalva que, em função dos custos logísticos no Brasil, eventos e artefatos
relacionados com este fator apresentam maior potencial de influenciar o desempenho de
companhias brasileiras.
Para Ballou (1993), devido às distâncias entre regiões ou países, o custo com logística
é um fator comercial decisivo. Faria e Costa (2005) entendem que o acompanhamento dos
custos logísticos deve abranger todo o inventário (entrada, processamento e saída) até o ponto
de consumo. Segundo os autores, é preciso ter atenção aos custos logísticos, já que as operações
ligadas à logística envolvem recursos financeiros. Assim, definem que a logística é estratégica
nas empresas. Citam como exemplo os seguintes custos logísticos:
a) custos de armazenagem e movimentação: custos decorrentes das atividades
(movimentação dos materiais, embalagens e produtos e estocagem) relacionadas à
interligação de fornecedor, produção e clientes.
b) custos de transporte: custos relacionados ao transporte interno (entre plantas) ou
externo (fornecedor para empresa).
c) custos de embalagens: custos relacionados ao acondicionamento dos produtos,
como, por exemplo, a utilização de pallests, rack, etc. Visa facilitar o manuseio e
garantir a integridade do produto.
d) custos de manutenção de inventário: são custos relacionados à manutenção dos
níveis de produtos estocados.
e) custos de tecnologia da informação (TI): relacionados ao desenvolvimento ou
utilização de software (sistemas) e a utilização de hardware (equipamentos de
informática).
f) custos tributários: engloba os gastos tributários que no Brasil envolve impostos,
taxas de serviços públicos, contribuições de melhoria, contribuições sociais e
econômicas, encargos e tarifas tributárias e emolumentos.
g) custos decorrentes de lotes: custos decorrentes do tempo de preparação de uma
máquina ou linha de produtos. Ainda, os custos associados ao tamanho do lote se
alteram à medida que muda o sistema de distribuição.
h) custos decorrentes de nível de serviços: custos relacionados às atividades
necessárias para atender ao que foi acordado com o cliente. Relacionado, por
exemplo, com o tempo de resposta para entrega do produto.
i) custos associados aos processos logísticos: custos relacionados às atividades
listadas nos itens anteriores.
Dessa forma, de acordo com Faria e Costa (2005), o custo logístico total é o resultado
52
da soma de todos os custos que estão relacionados com as atividades listadas acima. Assim,
concluem que é preciso gerenciar os custos logísticos para que a empresa tenha seus resultados
econômicos otimizados. Para tanto, é necessário adequar as informações contábeis e gerenciais
para que os gestores consigam tomar suas decisões.
2.5 DESEMPENHO
O desempenho organizacional parte do desejo que a empresa possui para atingir seus
objetivos específicos, por meio de ações adotadas dentro do seu processo de planejamento.
(FISCHMANN; ZILBER, 1999). Neste contexto, Azeredo, Souza e Machado (2009) afirmam
que a avaliação de desempenho permite à empresa uma análise comparativa entre o que foi
planejado e efetivamente os resultados obtidos.
Ao definir uma estratégia de diferenciação, que irá gerar uma vantagem competitiva,
a empresa estabelece estratégias financeiras para agregar valor ao acionista. Assim, para cada
estratégia, são definidos objetivos e direcionadores capazes de conduzir a empresa para geração
de recursos. (ASSAF NETO, 2015). Definidos estes objetivos, é preciso avaliá-los e, conforme
Martins (2004), o processo de avaliação de desempenho parte de três pressupostos: (i) definir
o que medir; (ii) escolher um grupo de indicadores para saber como medir e compará-los com
dados coletados já pré-estruturados; e (iii) analisar as informações para tomadas das decisões.
Para iniciar o processo de medição de desempenho deve-se decidir o que medir e
constituir diretrizes científicas para isso. A avaliação de desempenho deve ser considerada
como uma etapa intermediária no processo decisório e não a última etapa deste processo.
(SCHMIDT; SANTOS; MARTINS, 2004).
Na avaliação de desempenho, podem ser utilizados indicadores financeiros e não
financeiros. Os indicadores não financeiros procuram avaliar aspectos intangíveis, não
encontradas em demonstrações contábeis, como os relacionados com as expectativas de
clientes, fornecedores, concorrentes e recursos humanos. (KAPLAN; NORTON, 2000). Já os
indicadores financeiros têm como fonte a contabilidade financeira que, conforme Perez Junior
e Begalli (1999) e Silva (2005), caracteriza-se como uma das melhores ferramentas para se
avaliar desempenho seja no passado, presente e futuro de uma empresa para tomada de decisões.
Gitman (2010) reforça que a análise de indicadores econômicos financeiros serve para comparar
o desempenho da própria organização e também empresas do mesmo segmento em vários
períodos distintos.
53
Conforme Assaf Neto (2015), por meio dos indicadores de desempenho econômico-
financeiro é possível medir o desempenho da empresa. Ademais, são fontes de subsídios ao
gestor para tomada de decisão. Para o autor, por meio dos indicadores econômicos é possível
medir o capital próprio da empresa com a rentabilidade da sua atividade operacional. Já por
meio dos indicadores financeiros é possível avaliar a disponibilidade de caixa em relação às
suas dívidas e sua estrutura de capital.
Entendimento compartilhado por Matarazzo (2010) que define que os indicadores
econômicos, em sentido dinâmico, referem-se ao lucro e, em sentido estático, referem-se ao
patrimônio líquido. Enquanto os indicadores financeiros referem-se ao dinheiro e representam
a variação de caixa.
A avaliação do desempenho econômico, segundo Assaf Neto (2015), pode ser
processada por meio da formulação do retorno sobre o investimento (ROI), do retorno sobre o
ativo (ROA) e do retorno sobre o patrimônio líquido (ROE). E para avaliação do desempenho
financeiro, de acordo com o mesmo autor, pode-se utilizar o EBITDA (termo em inglês que
significa Earning Before Interest, Taxes, Depreciation/Depletion and Amortization, em
português, lucro antes dos juros, impostos, depreciações/exaustões e amortizações), pois é o
indicador financeiro globalizado. Equivale ao conceito de fluxo de caixa operacional apurado
antes do cálculo do IR.
Desta forma, esta pesquisa adotará os seguintes indicadores econômico-financeiros
com base na contextualização de Assaf Neto (2015):
a) retorno sobre o investimento (ROI)
b) retorno sobre o ativo (ROA)
c) retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROE)
d) EBITDA
O retorno sobre o investimento (ROI – sigla em inglês do termo Return of Investiment),
para Assaf Neto (2015), representa o retorno apresentado pela empresa em relação aos
investimentos. O autor considera como investimentos o Patrimônio Líquido mais o Passivo
Oneroso (exclui o Passivo de Funcionamento). Outra maneira de calcular o investimento é o
Ativo Total menos o Passivo de Funcionamento. Assim, o ROI é determinado pelo cálculo da
seguinte equação:
54
Dessa maneia, de acordo com Wernke (2008), a empresa melhorará seu desempenho
quando aumentar o lucro e diminuir os investimentos. É um indicador importante para avaliar
o desempenho de gerentes de unidades de negócios da empresa, comparar a performance com
os concorrentes e identificar com o desempenho pode ser otimizado.
O retorno sobre o ativo (ROA – sigla em inglês do termo Return on Assets), conforme
Reis (2011), demonstra a capacidade de a empresa gerar lucro com o total dos capitais aplicados
na empresa. Gitman (2010) reforça o entendimento, afirmando que é a capacidade da empresa
de gerar retorno a partir dos ativos disponíveis. Conforme Assaf Neto (2015), o retorno sobre
o ativo total é calculado da seguinte forma:
Assim, de acordo com Da Luz (2014), este indicador, além de revelar o lucro gerado
pelos ativos, mede a capacidade da empresa de gerar lucro e recuperar o investimento.
O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE – sigla em inglês do termo Return on
Equity), segundo Iudícibus (2012), expressa que resultados a gerência obteve na gestão de
recursos que resultará em retorno aos acionistas. Gitman (2010) explica que este indicador mede
o retorno que foi obtido pelos acionistas da empresa. De acordo com Assaf Neto (2015), o
retorno sobre o patrimônio líquido é calculado como segue:
Ainda, de acordo com Ribeiro (2014), esta informação permite que o acionista
compare o retorno obtido com o que obteria se o capital fosse investido no mercado financeiro.
Também, conforme o mesmo autor, por meio deste indicador pode-se saber o tempo de retorno,
em anos, do capital próprio investido na empresa, ou seja, em quanto tempo o acionista
recuperará o capital investido.
O EBITDA, de acordo com Matarazzo (2010), é o lucro antes dos juros, impostos,
depreciação e amortização. Para Iudícibus (2012), o EBITDA é uma medida operacional que
55
De acordo com Mondem (1999) o Custo Kaizen busca a redução de custos através da
melhoria contínua nas etapas de produção. Para Padoveze (2013) o Custo Ambiental gere os
gastos necessários para implantar e operar o sistema de gestão e controle ambiental. O Custo
Total de Propriedade (TCO) é responsável pelo gerenciamento de todos os gastos associados
com a compra e a utilização de um produto ou serviço. (ELLRAM; SIFERD, 1993). Já a Gestão
Baseada em Atividades (ABM) avalia o desempenho das atividades, a eficiência e a
produtividade da empresa. (PADOVEZE, 2013). Segundo Atkinson et al. (2000), Werneke
(2001) e Perez Jr, Oliveira e Costa (1999) o Custo do Ciclo de Vida dos Produtos: fornece
informações de custos desde a etapa do design do produto, estudo da viabilidade, projeto de
engenharia, desenvolvimento, fabricação, comercialização, distribuição, manutenção até a
retirada do produto do mercado e seu descarte. Por fim, segundo Rocha (1999) a Análise
Externa de Custos é responsável pela análise dos custos dos concorrentes, o que permite que a
empresa se posicione estrategicamente.
As práticas de GEC citadas no parágrafo anterior, segundo Rasia (2011), fazem parte
do fator Melhoria dos Processos que, conforme a autora, contribuem para empresa atingir níveis
elevados de qualidades com os menores custos possíveis. Considerando ainda que, a utilização
56
de práticas da GEC, de acordo com Baines e Langfield-Smith (2003), Anderson (2006), Dieh
(2006) Henri, Boiral e Roy (2006) e Cadez e Guilding (2012), contribui para que a organização
aumente seu desempenho, formula-se a seguinte hipótese.
H1. A utilização das práticas de gestão estratégica de custos, dimensão melhoria dos processos
(DMP), influencia positivamente no desempenho econômico-financeiro (DEF).
Na pesquisa de Rasia (2011) o fator Redução de Custos foi composto por quatro
práticas de Gestão Estratégica de Custos. Custo-meta que é o estabelecimento de um custo-alvo
para o produto na fase de seu planejamento e desenho. (SAKURAI, 1997). Custos Intangíveis
que é o controle da parcela de sacrifício financeiro absorvida na formação ou manutenção de
um fator intangível. (DIEHL, 1997). Análise da Cadeia de Valor que analisa os custos de todas
as atividades que compõem a cadeia de valor para se chegar a uma vantagem competitiva.
(PORTER, 1989). E, Custo Padrão que é o acompanhamento do custo do produto durante o
processo produtivo que permite avaliar se o que foi planejado está sendo executado. (MOTA,
1976).
De acordo com Rasia (2011) essas práticas buscam reduzir os custos nas organizações.
A utilização das práticas de GEC de acordo com Baines e Langfield-Smith (2003), Anderson
(2006), Dieh (2006) Henri, Boiral e Roy (2006) e Cadez e Guilding (2012) contribui para que
a organização aumente seu desempenho. Dessa forma, apresenta-se a seguinte hipótese.
H2. A utilização das práticas de gestão estratégica de custos, dimensão redução de custos
(DDR), influencia positivamente no desempenho econômico-financeiro (DEF).
As práticas que fazem parte do fator Desempenho em Relação aos Investimentos visam
avaliar o desempenho e analisar os investimentos realizados na estrutura e no desenvolvimento
das operações. As práticas que compõem este fator são Análise dos Fatores Determinantes de
Custos (fatores que causam os custos das organizações (CARNEIRO, 2015)), Indicadores e
Métricas não Financeiras (permitem analisar os fatores que provocam o desempenho da
57
H3. A utilização das práticas de gestão estratégica de custos, dimensão desempenho em relação
aos investimentos (DDI), influencia positivamente no desempenho econômico-financeiro
(DEF).
Uma organização, conforme Alotaibi e Zhang (2016), que visa o mercado externo, tem
impacto positivo em seu desempenho. Os autores testaram empiricamente esta relação e
comprovaram que a mesma é significativa. Afirmam, por fim que os investimentos voltados
para exportação geram maior desempenho.
Estudos como o de Naudé e Rossouw (2011) evidenciam que as exportações são capazes
de alavancar economia de países. Em seus estudos evidenciaram essa afirmação comparando o
desempenho de países Brasil, China, Índia e África do Sul. Assim, propõe-se a quarta hipótese.
Cust.
Ambiental
DMP
TCO
ABM
Cust. Ciclo
H1
Vida
ROI
Custo-Meta
DEF
H2
ROA
Custos
Intangíveis
DDR EBITD
An. Cadeia de
Valor
H3
H4
Custo Padrão
H1. A utilização das práticas de gestão estratégica de custos, dimensão melhoria dos processos
(DMP), influencia positivamente no desempenho econômico-financeiro (DEF).
H2. A utilização das práticas de gestão estratégica de custos, dimensão redução de custos
(DDR), influencia positivamente no desempenho econômico-financeiro (DEF).
H3. A utilização das práticas de gestão estratégica de custos, dimensão desempenho em relação
aos investimentos (DDI), influencia positivamente no desempenho econômico-financeiro
(DEF).
H4. A atuação no mercado externo influencia positivamente no desempenho econômico-
financeiro (DEF).
59
3 MÉTODO
De acordo com Raupp e Beuren (2003), a pesquisa pode ser agrupada em três
categorias: quanto aos objetivos, quanto aos procedimentos e quanto à abordagem do problema.
Essa classificação é determinada a seguir.
Quanto aos objetivos esta pesquisa classifica-se como exploratória e descritiva. Para
Gil (2008), a pesquisa exploratória é desenvolvida com o objetivo de se alcançar uma visão
ampla de um fato, proporcionando esclarecimentos sobre um problema. Raupp e Beuren (2003)
complementam o entendimento salientando que este modelo de pesquisa possibilita a obtenção
ou aquisição de maiores informações sobre o assunto estudado tornando-o compreensível.
Proporciona o aprofundamento de assuntos conhecidos superficialmente, obtendo uma análise
abrangente do assunto. Assim, esta pesquisa classifica-se como exploratória, pois não
identificou-se estudos que aborde práticas da Gestão Estratégica de Custos e Desempenho
Econômico-Financeiro no objeto pesquisado, conforme bibliomentria realizada na base de
dados da Scopus e na BDTD em 22 de outubro de 2017.
Também se classifica como descritiva, pois tem como objetivo fundamental descrever
as características de determinada população ou fenômeno ou ainda pode estabelecer relações
entre as variáveis. (GIL, 2008). Segundo Cervo, Bervian e Da Silva (2007), este tipo de pesquisa
trabalha sobre os dados ou fatos coletados da própria realidade sem manipulá-los e, sendo
60
assim, o pesquisador somente realiza a observação, registro, análise e correlação. Dessa forma,
esta pesquisa classifica-se como descritiva porque há a relação entre duas variáveis. Neste caso,
práticas da Gestão Estratégica de Custos e Desempenho Econômico-Financeiro.
Quanto aos procedimentos trata-se de um levantamento via survey que Hair Jr. et al.
(2005) definem como um procedimento para coletar dados por meio de indivíduos e permite
alcançar uma amostra significativa. Entendimento compartilhado por Gil (2008), o qual informa
que esta técnica de pesquisa proporciona ao pesquisador solicitar informações a um grupo
significativo de pessoas e, posteriormente, por meio de análise quantitativa, obter as conclusões
sobre os dados coletados.
O método survey apresenta determinadas vantagens que são listadas por Cooper e
Schindler (2003), quais sejam: ter contato com respondentes que por outra forma mostraram-se
inacessíveis, baixo custo, cobertura geográfica ampla, utilização de incentivos para aumentar o
índice de respondentes, pode ser realizada de maneira anônima, exige poucas pessoas para sua
realização, a coleta dos dados é rápida e pode-se utilizar instrumentos complexos.
Os autores Cooper e Schindler (2003) também alertam para possíveis desvantagens de
utilização do método, como: impossibilidade de explicar as questões, lista de endereços
incorretas, poucos retornos e os respondentes representar os extremos da população distorcendo
resultados.
Conforme Hair Jr. et al. (2005), a coleta dos dados através da survey pode ser efetuada
por correio ou de maneira eletrônica e entrevista. Para esta pesquisa foi realizada uma survey
de forma eletrônica e o instrumento utilizado foi o questionário. Malhotra (2010) define o
questionário como um instrumento que contém questões distribuídas de maneira formal o qual
tem por finalidade obter informações dos entrevistados. O questionário utilizado para realização
desta pesquisa está detalhado no capítulo 3.2.
através de números e, dessa forma, devem ser analisados por meio de análise estatística.
Para a realização de uma pesquisa, Gil (2002), sugere adotar etapas para acompanhar as
ações correspondentes a cada uma das fases da pesquisa. Segundo o autor este procedimento
visa facilitar o acompanhamento das ações que devem ser tomadas. Gil (2002) separa as fases
da pesquisa conforme à seguinte sequência:
a) Formulação do problema;
b) Operacionalização das variáveis (conceitos);
c) Elaboração do instrumento da coleta de dados;
d) Pré-teste do instrumento;
e) Seleção da população e da amostra;
f) Coleta de dados;
g) Análise e interpretação dos dados; e
h) Redação do relatório de pesquisa.
Dessa forma, este trabalho foi desenvolvido conforme as fases determinadas por Gil
(2002), sendo que as etapas a e b foram descritas nos itens 1 e 2 deste trabalho.
Quanto a elaboração do instrumento de coleta de dados, fase c, a construção do mesmo
foi dividida em três blocos de questões, conforme Anexo A. Cada um dos blocos é descrito a
seguir.
O primeiro bloco de questões teve por finalidade verificar a utilização das práticas de
Gestão Estratégica de Custos pelas empresas. Foi adaptado de Rasia (2011) e possui treze
variáveis. As respostas foram registradas em uma escala do tipo likert de 5 pontos, sendo 1
raramente utiliza e 5 utiliza sempre. A adaptação deste bloco de questões ocorreu com a
inclusão da característica de cada uma das práticas da GEC, visando facilitar o entendimento
do respondente.
O segundo bloco de questões pretendeu avaliar o desempenho econômico-financeiro
das empresas do exercício de 2016 em relação ao exercício de 2015. Foi adaptado de De
Almeida (2010) e conta com quatro variáveis (indicadores). Permanecem iguais os indicadores
Retorno Sobre o Investimento (ROI) e EBITDA. Foram substituídos os indicadores Receita
Operacional Bruta, Margem de Lucro Operacional e Provisão para atender contingências
ambientais pelos indicadores Retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROE) e Retorno sobre o
ativo Total (ROA). Esta alteração foi proposta com base em Assaf Neto (2015). As respostas
62
foram registradas em uma escala do tipo likert de 5 pontos, sendo 1 muito menor e 5 muito
maior.
O terceiro bloco de questões identificou o perfil do respondente e da empresa. Quanto
ao perfil do respondente foi verificado a sua função, tempo de experiência na função, de atuação
na empresa e formação acadêmica. Também foi detectado o ramo de atividade, ano de
fundação, se atua no mercado externo e qual a participação percentual no faturamento, o número
de funcionários, a faixa de faturamento e o método de custeio utilizado.
Desse modo, elaborou-se o instrumento da coleta de dados (Anexo A) composto por
três blocos de perguntas com base em escalas já validadas com o objetivo de mensurar as
variáveis: a) práticas da Gestão Estratégica de Custos (RASIA, 2011); b) desempenho
Econômico Financeiro (DE ALMEIDA, 2010; ASSAF NETO, 2015); e c) perfil do respondente
e da empresa.
Antes da realização da fase d, pré-teste do instrumento, foi realizado a validação do
questionário. O mesmo foi avaliado por três especialistas, professores do Programa de Pós-
Graduação em Administração (PPGA), que indicaram a correção na descrição da escala do tipo
likert. Após a validação do instrumento da coleta de dados realizou-se o pré-teste.
O pré-teste foi realizado no período de 22/05/2017 a 30/05/2017. Hair Jr. et al. (2005)
o pré-teste deve ser realizado para, no mínimo, quatro a cinco indivíduos. Neta pesquisa, o pré-
teste foi realizado com 12 empresas. Todas as respostas estavam completas e não foi relatada
nenhuma dificuldade para o preenchimento ou entendimento do instrumento de coleta de dados.
Importante relatar a colocação do respondente 12 que fez o seguinte relato sobre dificuldades
encontradas para responder ao questionário “nenhuma dificuldade, questionário bem claro e
interessante”. Não havendo nenhum problema identificado na fase do pré-teste deu-se
seguimento a realização da pesquisa.
A próxima etapa, fase e, diz respeito a determinação da população e amostra do estudo.
A população é caracterizada, conforme Crespo (2004) quando existe um conjunto de elementos
com, no mínimo, uma característica comum. Para realização desta pesquisa foram investigadas
as empresas metalmecânicas, automotivas e eletroeletrônicas da Serra Gaúcha filiadas ao
SIMECS que totalizam 3.600 (três mil e seiscentas) empresas.
Entretanto, para esta pesquisa definiu-se como população as indústrias de pequeno,
médio e grande porte. Para classificação das empresas, quanto ao seu porte, utilizaram-se os
critérios do Serviço de Apoio à Micro e Pequena Empresa (SEBRAE) no tocante ao número de
funcionários. Os critérios utilizados estão detalhados no Quadro 14.
63
Dessa forma, por meio do site do SIMECS, foi possível classificar as empresas de
acordo com os critérios estabelecidos pelo SEBRAE, salvo as indústrias de pequeno porte com
exatos 20 empregados, pois o filtro de seleção de empresas está parametrizado, entre outros, de
“11 a 20 empregados” o que, em caso de indústrias, estariam incluídas as microempresas (pois
são as que têm até 19 empregados). Assim, quanto ao porte, o total de empresas é apresentado
na Tabela 1.
Tabela 1 – População
Porte Número de empresas %
Empresa de Pequeno Porte (EPP) 285 76
Empresa de médio porte 75 20
Empresas de grande porte 15 4
Total 375 100
Fonte: Elaborado pelo autor com base nos dados disponíveis no SIMECS (2017).
Depois do primeiro contato e envio do questionário por e-mail foi reforçado outras
duas vezes a solicitação de participação na pesquisa. Finda a fase de contato e envio do
questionário obteve-se um retorno de 90 (noventa) participantes. Destes retornos 87 (oitenta e
sete) foram pela ferramenta Google Docs® e 3 (três) foram por e-mail por questionário
respondido em Word devido a demanda dos participantes.
Na fase g, de análise e interpretações de dados, foram utilizados os softwares Microsoft
Office Excel versão 2016, IBM SPSS (Statistical Package for the Social Sciences) versão 22 e
IBM SPSS Amos versão 20. Para análise dos dados utilizou-se técnicas de estatística descritiva
e análise uni e multivariada de dados. O Quadro 15 apresenta as técnicas estatísticas utilizadas
para cada um dos objetivos da pesquisa.
A preparação dos dados é o passo inicial em que se avalia o impacto dos dados perdidos,
se identifica observações atípicas e testas as suposições inerentes à maioria das técnicas
multivariadas. (HAIR Jr et al. (2009).
66
Com o intuito de preparar os dados para análise fez-se inicialmente uma purificação
na base de dados. Para Hair Jr et al. (2005) antes de os dados serem utilizados é necessário que
os mesmos sejam verificados para que as incoerências sejam corrigidas e até mesmo remover
o questionário da análise.
Uma das situações que pode-se eliminar um questionário, conforme Hair Jr et al.
(2005), é quando as questões não apresentam respostas. Em análise aos 90 (noventa) retornos
constatou-se que um dos questionários enviados por e-mail apresentou somente o Bloco I
preenchido, desta forma optou-se por remover esta resposta devido ao número de dados
faltantes. Identificou-se ainda que um dos respondentes encaminhou sua resposta via Google
Docs® e também por e-mail, questionário em Word, assim o questionário em Word também
foi desconsiderado por estar duplicado. Esta última identificação foi possível, pois o
respondente citou o nome da empresa em ambas as respostas.
Outra situação de acordo com Hair Jr et al. (2005) em que deve-se eliminar o
questionário da análise é quando o respondente não pertence a população a qual se quer analisar.
Um dos respondentes indicou possuir menos de 19 empregados e seu ramo de atividade ser
indústria. Ressalta-se que esta pesquisa limita-se a analisar empresas enquadradas como sendo
de pequeno, médio e grande porte. Para este enquadramento utilizou-se a classificação do
SEBRAE descrita no Quadro 19. Por estes critérios as indústrias com menos de 19 empregados
são enquadradas como sendo Microempresas (ME), logo o questionário também foi excluído
da análise.
Nesta primeira etapa, contudo, foram eliminados 3 (três) questionários. Assim, dos 90
(noventa) retornos 87 (oitenta e sete) permaneceram válidos.
Em um segundo momento, com o auxílio do SPSS, analisou-se as frequências para
identificar a existência de outliers, de acordo com Field (2013) são valores atípicos, ou seja,
diferentes dos demais. Também não observou-se a existência de misings, conforme Hair et al.
(2005), erros na entrada de dados. Nesta segunda etapa nenhum questionário foi excluído.
De acordo com Hair Jr et al. (2009) existem quatro suposições que afetam a estatística
univariada e multivariada. Estas suposições, normalidade, homocedasticidade, linearidade e
multicolinearidade, podem interferir nas técnicas estatísticas utilizadas.
67
[Link] Normalidade
[Link] Homocedasticidade
[Link] Linearidade
A linearidade dos dados consiste na verificação da relação das variáveis com os padrões
69
de associação entre cada par de variáveis. (HAIR Jr. et al., 2009; MALHOTRA; BIRKS;
WILLS, 2012). A linearidade, desta pesquisa, foi realizada por meio da existência de relações
lineares entre as variáveis dos construtos. Hair Jr. et al. (2009) recomenda, para determinar a
correlação existente, a análise de correlação bivariada por meio do coeficiente de Pearson. De
acordo com Hair Jr. et al. (2009) e Kline (2011) o coeficiente de correlação de Pearson pode
variar entre -1 e +1. Assim, quanto mais próximos de -1 ou + 1 maior é o grau de associação
entre as variáveis indicando a presença de uma relação linear.
Conforme pode-se observar na Tabela 7 os resultados encontrados no cálculo do
coeficiente de Pearson demonstram que os dados da amostra são lineares.
[Link] Multicolinearidade
Multicolinearidade, de acordo com Hair Jr. et al. (2009), é a extensão em que uma
variável pode ser explicada pelas outras variáveis. Para os autores quando a multicolinearidade
aumenta a habilidade de definir o efeito da variável diminui. Segundo Kline (2011) se as
interlocuções entre as variáveis forem altas pode ocasionar uma instabilidade nos resultados.
A Análise da multicolinearidade, de acordo com Fornell e Bookstein (1982) e Hair Jr.
et al. (2009), deve ser feita por meio dos testes de Variance Inflation Factor (VIF) e Valor de
Tolerância. Os parâmetros para estes testes são de até 5 para o VIF e entre 0,2 e 0,8 para o Valor
de Tolerância. (FORNELL e BOOKSTEIN, 1982; HAIR Jr. et. al., 2009).
O teste de multicolinearidade é apresentado na Tabela 6. Pode-se verificar que os
resultados estão dentro dos parâmetros estabelecidos pela literatura.
De acordo com Hoyle (2012) a aplicação da MEE tem início com a especificação de um
modelo que será estimado e testado. Nesta etapa cada construto latente incluído no modelo é
72
identificado e as variáveis indicadoras medidas são designadas para construtos latentes. (HAIR
Jr. et al., 2009). O modelo proposto pode ser descrito por uma série de equações ou por meio
de um diagrama. (HAIR Jr. et al., 2009; KLINE, 2011).
Com base no Modelo Teórico Proposto, Figura 14, item 2.7.4, deve-se especificar o
modelo que resultará nas equações estruturais que serão representadas pelo Diagrama de
Caminhos. (HAIR Jr. et al., 2009).
Contudo, as relações propostas são representadas da seguinte forma:
DMP DEF
DDR DEF
DDI DEF
Onde, DMP (Melhoria nos Processos), DDR (Redução de Custos), DDI (Desempenho
em Relação aos Investimentos) e DEF (Desempenho Econômico-Financeiro).
Depois de definido o modelo teórico é necessário definir a direção da causalidade entre
as variáveis latentes (construtos) e as variáveis observáveis (indicadores), por meio de um
modelo de mensuração que pode ser modelo refletivo ou modelo formativo. (HAIR Jr. et al.,
2009). Segundo Wilcox, Howell e Breivik (2008) para escolher o tipo do modelo deve-se levar
em consideração os aspectos teóricos e considerar as direções causais entre as variáveis.
De acordo com Pilati e Laros (2007) na teoria refletiva os construtos latentes
demonstram a causalidade entre as variáveis e o erro resulta da incapacidade de explica-las
integralmente. Assim, as setas, são esboçadas de construtos latentes para variáveis medidas.
(HAIR Jr. et al., 2009). Diamantopoulos e Winklhofer (2001) complementam afirmando que as
variáveis reflexivas são passíveis de trocas e a eliminação de uma variável não muda a essência
do construto.
Na teoria formativa de mensuração, de acordo com Hair Jr. et al, (2009), supõe-se que
as variáveis medidas são a causa dos construtos. Não há necessidade de serem altamente
correlacionados e a consistência interna não é um critério útil de validação entre eles. Itens
formativo podem ser mutuamente excludentes. O modelo de mensuração adotado nesta
pesquisa foi o modelo refletivo, considerando as relações propostas na Figura 14.
73
Nesta fase define-se a matriz de entrada de dados que pode ser por covariância ou por
correlação e também o método de estimação do modelo por máxima verossimilhanças ou por
mínimos quadrados generalizados. (HAIR Jr. et al., 2009; KLINE, 2011 e HOYLE, 2012).
Nesta pesquisa adotou-se a matriz de covariância e o método de estimação do modelo por
máxima verossimilhança.
A matriz de covariância, sempre que possível, deve ser empregada. Ela oferece maior
flexibilidade devido ao maior conteúdo de informações que possui. Por meio dela é possível
fazer comparações válidas entre diferentes populações e amostras, o que não acontece na matriz
de correlação. (HAIR Jr. et al., 2009; BYRNE, 2010; KLINE, 2011).
O método de estimação do modelo por máxima verossimilhança é o mais utilizado e
mais eficiente quanto a suposição de normalidade é atendida. A máxima verossimilhança
permite representar estimação sem vieses, apresenta facilidades no tratamento estatístico, pode-
se trabalhar com amostras reduzidas e pode-se estabelecer diversos índices de adequação.
(PILATI e LAROS, 2007; HAIR Jr. et al., 2009; KLINE, 2011).
Após especificar o modelo de mensuração, ter dados suficientes coletados, ter definido
a técnica de estimação é preciso verificar se o modelo é valido. A validade do modelo de
mensuração dependerá da qualidade de ajuste e evidência específica da validade de construto.
(HAIR Jr. et al., 2009). É preciso identificar se o modelo hipotético proporciona um ajuste
adequado aos dados. (WEST, TAYLOR e WU, 2012).
Para avaliar o ajuste geral do modelo teórico podem ser utilizadas medidas de ajuste
absoluto, de ajuste incremental e de ajuste parcimonioso ou comparativo. Os índices de ajuste
absoluto são uma medida direta de como o modelo reproduz os dados observados, cada modelo
é avaliado independente de outros possíveis modelos. Os índices de ajuste incremental avaliam
o quão bem um modelo especificado se ajusta a um modelo alternativo de referência. Já os
índices de ajuste de parcimônia fornecem informações de qual modelo é o melhor perante um
conjunto de modelos concorrentes. (HAIR Jr. et al., 2009).
Esses três tipos de medidas contam com um conjunto de indicadores, sendo que o seu
significado e o parâmetro para o estudo, utilizados por esta pesquisa, são apresentados no
Quadro 16.
74
Na sequência, para validar o Modelo Teórico proposto foram realizadas as análises (i)
de medida de ajuste do modelo e (ii) teste de hipóteses. Os resultados estão dispostos no item
[Link] e [Link].
75
Este capítulo busca responder aos objetivos proposto no trabalho. Para tanto, foram
realizadas as análises dos dados coletados.
62,1 %
Pequenas empresas
54
31 %
Médias empresas
27
6,9 %
Grandes empresas
6
100 %
Total
87
0 20 40 60 80 100 120
Sul com 69% (60 empresas), seguido de Garibaldi com 14,9% (13 empresas), Farroupilha 4,6%
(4 empresas) e São Marcos 3,4% (3 empresas). Carlos Barbosa, Nova Prata e Veranópolis
tiveram a participação de 2,3% (2 empresas) para cada município e por fim Vila Flores com
1,1% (1 empresa). A Figura 16 expõe as estatísticas referentes a localização das empresas
participantes do estudo.
Caxias do Sul 69 %
60
Farroupilha 4,6 %
4
Garibaldi 14,9 %
13
Veranópolis 2,3 %
2
Total 100 %
87
0 20 40 60 80 100 120
De 11 a 20 anos 17,2 %
15
De 21 a 30 anos 25,3 %
22
De 31 a 40 anos 28,7 %
25
De 41 a 50 anos 16,1 %
14
Acima de 50 anos 8%
7
0 5 10 15 20 25 30 35
15
Automotivo
13
8%
Eletroeletrônico
7
77 %
Metalmecânico
67
100 %
Total
87
0 20 40 60 80 100 120
5,7 %
Até R$ 360.000,00
5
20,7 %
De R$ 360.000,01 até 3.600.000,00
18
18,4 %
De R$ 3.600.000,01 até R$ 12.000.000,00
16
55,2 %
Acima de R$ 12.000.000,01
48
0 10 20 30 40 50 60
0 5 10 15 20 25 30 35 40 45
No que concerne ao método de custeio utilizado pelas empresas para controle dos custos
identificou-se que 51 empresas (58,6% da amostra) mantém o método de custeio por absorção
que é aceito pela legislação brasileira. Outrossim, 11 empresas (12,6% da amostram) utilizam
o método de custeio baseado em atividades (ABC) e 22 empresas (25,3% da amostra) adota o
método de custeio variável. Ainda, outras 3 empresas afirmam utilizar custeio médio,
RKW/padrão/reposição e absorção/variável/standard. Na Figura 21 apresenta-se a destruição
da utilização dos métodos de custeio.
RKW/Padrão/Reposição 1,1%
1
Absorção/Variável/Standard 1,1%
1
0 10 20 30 40 50 60 70
(conclusão)
Supervisor Comercial 1
Supervisor de Custos 1
Supervisor Administrativo 1
Supervisor de Controladoria 1
Técnico de Custos 1
Fonte: Elaborado pelo autor (2017).
A Figura 22 apresenta o tempo de atuação destes respondentes na atual função. Para esta
análise utilizou-se uma escada de 5 anos. Percebe-se que a maior parte dos respondentes, 30
respostas, que representa 34,5% da amostra, estão a função a menos de 5 anos. Na sequência
maior frequência com 29 respondentes, 33,3% da amostra, tem experiência entre 6 e 10 anos
na função, seguidos de 12 respondentes, 13,8% da amostra, que possuem entre 11 e 15 anos na
função. As demais faixas, de 16 a 20 anos, de 21 a 25 anos, de 26 a 30 anos e acima de 30 anos
apresentaram 6, 4, 2 e 4 respondentes respectivamente.
82
De 6 a 10 anos 33,3%
29
De 11 a 15 anos 13,8%
12
De 16 a 20 anos 6,9%
6
De 21 a 25 anos 4,6%
4
De 26 a 30 anos 2,3%
2
0 5 10 15 20 25 30 35
De 6 a 10 anos 29,9%
26
De 11 a 15 anos 9,2%
8
De 16 a 20 anos 8%
7
De 21 a 25 anos 4,6%
4
De 26 a 30 anos 5,7%
5
0 5 10 15 20 25 30 35 40 45
Em relação ao comportamento dos Indicadores Econômico-Financeiros foi analisado a percepção do gestor relativo aos resultados do ano
2016 em relação aos resultados do ano 2015. Na Tabela 11 estão demonstrados os resultados quanto a evolução dos indicadores.
Os resultados indicam que todos os indicadores ROE, ROI, ROA e EBITDA para a maioria das empresas ou se mantiveram na média em
relação ao exercício anterior ou tiveram uma piora.
O indicador de maior destaque foi o ROI, retorno sobre o investimento, que melhorou para 29 empresas (33,3% da amostra). Em seguida
o EBITDA que foi melhor para 27 empresas (31% da amostra). Os indicadores ROE, retorno sobre o patrimônio líquido, e ROA, retorno sobre o
ativo total, melhoraram para 26 empresas (29,9% da amostra).
(conclusão)
Valor do p-valor
Coeficiente de
Teste Práticas da GEC (sig. 2
Correlação
extremidades)
Custo_Meta 0,193 0,073
Custo_Intang -0,20 0,854
An_Cad_Valor -0,051 0,640
Pearson Custo_Padrão 0,041 0,709
An_Fat_Det 0,071 0,513
Ind_Met_NF 0,229 0,033
Custos_Log 0,039 0,721
Fonte: elaborado pelo autor (2017).
Para verificar a correlação entre a utilização das práticas da gestão estratégica de custos
e a atuação no mercado externo realizou-se o cálculo do Coeficiente de Correlação de Pearson.
Os resultados estão dispostos na Tabela 14. As práticas custo do ciclo de vida, análise externa
de custos, custo meta, custo padrão e indicadores e métricas não financeiras apresentaram p-
valor de 0,007, 0,010, 0,016, 0,046 e 0,047, respectivamente, e dessa forma possuem correlação
significativa. Analisando o resultado do coeficiente de correlação estas cinco práticas
apresentaram força de correlação pequena, mas definida.
A Análise Fatorial Exploratória foi utilizada para validação individual dos construtos
onde foram avaliados a confiabilidade e a unidimensionalidade.
[Link] Confiabilidade
De acordo com Hair et al. (2009) a confiabilidade determina o grau de consistência entre
múltiplas medidas de uma variável. A consistência interna tem por objetivo verificar a
consistência entre as variáveis de uma escala múltipla. Uma medida utilizada para essa
verificação é o Alfa de Cronbach, sendo que o limite aceito é de 0,7. O Alfa de Cronbach para
as 17 variáveis desta pesquisa apresentou um resultado de 0,875 demonstrando que o
instrumento é fidedigno.
resultados encontrados demonstram que a matriz de dados possui, com base em Hair Jr. et al.
(2009), correlações suficientes para justificar a aplicação da análise fatorial.
[Link] Unidimensionalidade
A comunalidade, de acordo com Hair Jr. et al. (2009), explica o quanto uma variável se
correlaciona com uma ou mais variáveis. Relatam estes autores que esse relacionamento pode
ser medido por um índice que varia de 0 a 1, sendo que quando o resultado for abaixo de 0,5 a
variável pode ser omitida ou eliminada. A Tabela 17 apresenta os resultados desta análise.
Embora as variáveis C_Ambiental e Ind_Met_NF tenham apresentado comunalidades
menores do que 0,5, e consequentemente não ter um relacionamento razoável com as outras
variáveis, elas não foram excluídas da análise fatorial exploratória, pois as variáveis são
importantes para o objetivo do estudo. (HAIR Jr. et al., 2009).
Quanto a análise de extração de fatores (componentes), conforme Tabela 18, 4 fatores
representam 65,673% da variância das 17 variáveis, considerado suficiente em termos de
variância total explicada. Hair Jr. et al. (2009) relatam que os fatores mantidos devem explicar
pelo menos 60% da variância. Além disso, os 4 fatores possuem raízes latentes de autovalores
maior que 1 que é o critério para ser considerado significante de acordo com o estabelecido por
Hair Jr. et al. (2009).
O fator 4, melhoria dos processos, é representado pelo custo Kaizen, custo total de
propriedade (TOC), gestão baseadas em atividades (ABM) e análise da cadeia de valor.
Avaliam os custos para melhoria contínua, os gastos relacionados com a compra de um produto,
o desempenho das atividades e a eficiência produtiva da empresa e os custos de todas as
atividades da cadeia de valor.
Por fim, a prática de Gestão de Custos denominada indicadores e métricas não
financeiras apresentou carga fatorial menor do que 0,50 e por este motivo foi eliminada. (HAIR
et al., 2009).
Após garantir que uma escala está de acordo com sua definição conceitual, que é
unidimencional e que atende aos níveis de confiabilidade é necessário fazer uma avaliação final
que é a validade de escala, a qual representa o grau que uma escala ou conjunto de medidas
representa o conceito de interesse. A validade pode ser convergente e discriminante. (HAIR Jr.
et al., 2009).
De acordo com Hair Jr. et al. (2009) e Marôco (2010) a validade convergente avalia o
grau em que duas medidas do mesmo conceito estão correlacionadas, sendo que correlações
altas indicam que a escala está medindo o conceito pretendido. Para mediar a validade
convergente analisa-se a confiabilidade composta, na qual é considerado adequado o índice ≥
0,7; a variância extraída deve ter índice ≥ 0,5; e a confiabilidade que deve ter uma carga ≥ 0,6,
sendo maior do que 0,7 um bom valor.
Na primeira etapa, os quatro construtos foram analisados através do software AMOS®,
com o objetivo de obter os coeficientes de regressão padronizados. Assim com os coeficientes
de regressão padronizados, foi realizado o cálculo da Confiança Composta (CC) e da Análise
de Variância Extraída (AVE), para cada um dos construtos. Os construtos considerados são:
DMP, DDR, DDI e DEF. Foi utilizado o software MS-Excel® para o cálculo da CC e da AVE
dos fatores (com base nos Coeficientes de Regressão Padronizados).
Com relação ao construto DMP (com os quatro indicadores) foi obtida CC igual a
0,7886 e o Alfa de Cronbach de 0,7000, ambos com valor acima do padrão definido para
aceitação, que é de 0,70. Os cálculos estão demonstrados na Tabela 21.
95
Com relação ao construto DDR (com os quatro indicadores) foi obtida CC igual a 0,7518
e Alfa de Cronbach de 0,7480 ambos acima do valor o padrão definido para aceitação, que é de
0,70. Os cálculos estão demonstrados na Tabela 22.
Com relação ao construto DDI (com os quatro indicadores) foi obtida CC igual a 0,7323
e Alfa de Cronbach de 0,7180. Valores acima do padrão definido para aceitação, que é de 0,70.
Os cálculos estão demonstrados na Tabela 23.
Por fim, com relação ao construto DEF (com os quatro indicadores) foi obtida CC igual
a 0,9489 e Alfa de Cronbach de 0,9460. Assim, ambos possuem valores acima do padrão
definido para aceitação, que é de 0,70. Os cálculos estão demonstrados na Tabela 24.
De acordo com Hair Jr. et al. (2009) e Marôco (2010) a validade discriminante
demonstra o quanto os construtos investigados estão correlacionados, bem como o quanto
diferem entre si. Para efetividade dos testes de Validade Discriminante, este estudo utilizou os
preceitos de Fornell e Larcker (1981) que comparam as variâncias extraídas dos construtos com
as variâncias compartilhadas, as quais são obtidas a partir das correlações entre construtos
elevados ao quadrado.
Fornell e Larcker (1981) sugerem que a variância média extraída (AVE) seja
comparada com o quadrado da correlação das variáveis latentes, sendo que a variância média
extraída deve apresentar valore igual ou superior do que as respectivas variâncias
compartilhadas. A Tabela 25 apresenta a matriz para a análise da validade discriminante, com
a diagonal principal contendo a AVE para cada construto e as demais células apresentando o
quadrado dos coeficientes de correlação entre cada par de construtos.
Segundo dados da Tabela 25, observa-se que todas as variâncias compartilhadas são
inferiores à variância extraída pelos itens que medem os construtos, indicando validade
discriminante adequada.
Contudo, verificando todos os resultados apresentados para a análise fatorial
confirmatória, julga-se que o modelo de mensuração proposto atende os requisitos desejados
de confiabilidade, unidimensionalidade, validade convergente e validade discriminante, sendo
portanto, possível o estudo por meio de um modelo estrutural.
Para avaliar o modelo desta pesquisa foram realizados testes para verificar a medida de
ajuste absoluto, incremental e parcimonioso. Os índices resultantes estão dispostos na Tabela
26. Pode-se observar que os índices resultantes estão dentro dos parâmetros das medidas de
ajustes indicadas pela literatura e descritas no Quadro 16.
O Chi-Quadrado foi de 1,152 quando o indicado é menor do que 3. O GFI resultante foi
de 0,994 e o AGFI foi de 0,975, para ambos o recomendado é que tenham índices maiores de
0,90 para ser considerado um bom ajuste do modelo. Já o RMSEA foi de 0,010 demonstrando
um ajuste perfeito, pois é menor do que 0,03.
Quanto a medida incremental o TLI foi de 1,034 e o NFI foi de 0,990 ambos com valores
acima de 0,90 apontando um bom ajuste do modelo. Por fim, a medida CFI, apresentou um
índice de 1,000 também dentro dos parâmetros aceitáveis, ou seja, superior a 0,90.
Conforme o resultado obtido nos testes de hipóteses é possível afirmar que todas as
hipóteses propostas foram suportadas estatisticamente. H1 (a utilização das práticas de gestão
estratégica de custos, dimensão melhoria dos processos (DMP), influencia positivamente no
desempenho econômico-financeiro (DEF)) apresentou β = 0,191 e o p valor > 0,05. H2 (A
utilização das práticas de gestão estratégica de custos, dimensão redução de custos (DDR),
influencia positivamente no desempenho econômico-financeiro (DEF)) apresentou β = -0,495
e o p valor > 0,05. H3 (a utilização das práticas de gestão estratégica de custos, dimensão
desempenho em relação aos investimentos (DDI), influencia positivamente no desempenho
econômico-financeiro (DEF)) que apresentou β = 0,337 e o p valor > 0,05. E por fim, H4 (a
atuação no mercado externo influencia positivamente no desempenho econômico-financeiro
(DEF)) apresentou β = 0,552 e o p valor > 0,05.
As confirmações destas hipóteses corroboram com a literatura relacionada ao tema.
Pizzini (2006) identificou, nos hospitais dos Estados Unidos da América, que a capacidade do
sistema de custo de fornecer dados detalhados é favoravelmente associada, pelos gestores, com
medidas de desempenho. Henri, Boiral e Roy (2006) concluíram que o gerenciamento dos
custos influencia no desempenho financeiro das empresas. Por meio de um estudo com 319
empresas identificaram que quando os custos ambientais são detalhados é possível geri-los e
consequentemente obter um melhor desempenho financeiro nas organizações.
Posteriormente Cadez e Guilding (2012) identificaram que as empresas que utilizavam
práticas da GEC pontuaram que o seu desempenho (retorno sobre o investimento, participação
de mercado e novos produtos) estavam acima da média das demais empresas pesquisadas.
100
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Este capítulo está dividido em três partes. Na primeira parte retornam-se os objetivos
propostos que são discutidos com as conclusões da pesquisa realizadas. Na segunda parte
expõem-se as implicações da pesquisa. E, por fim, na terceira parte, são apresentadas as
limitações da pesquisa e sugestões para estudos futuros.
5.1 CONCLUSÕES
maior que 50%, utilização intermediária com frequência entre 30% e 50%, e por fim, baixa
utilização com frequência menor do que 30%. No primeiro grupo, frequente utilização, estão
as práticas de Custo Padrão, Custos Logísticos, Análise dos Fatores Determinantes dos Custos
e Custo Meta. Com utilização intermediária foram destacadas as práticas Indicadores e Métricas
não Financeiras, Custo Total de Propriedade (TCO), Análise Externa de Custos, Custo Kaizen,
Análise da Cadeia de Valor e Gestão Baseada em Atividades (ABM). Com baixa frequência de
utilização estão as práticas de Custo Ambiental, Custo do Ciclo de Vida e Custos Intangíveis.
O objetivo específico b verificou o comportamento dos indicadores econômico-
financeiros nas empresas metalmecânicas, automotivas e eletroeletrônicas da Serra Gaúcha.
Esta análise levou em consideração a percepção dos respondentes, não sendo efetuado cálculos.
Os resultados indicaram que para a maioria das empresas os indicadores ROE, ROI, ROA e
EBITDA ou se mantiveram ou apresentaram queda. Isso pode ter sido consequência da queda
de faturamento apresentado pelos setores, uma vez que o faturamento de 2015 foi de R$ 13,1
bi e em 2016 foi de R$ 11,2 bi (SIMECS, 2017b). Embora as respostas tenham indicado esta
manutenção ou piora nos resultados dos indicadores, vale salientar que para 29 empresas o ROI
melhorou, para 27 empresas o EBITDA melhorou, para 26 empresas o ROE melhorou e para
26 empresas o ROA melhorou. Assim, constata-se que uma parcela de empresas teve
indicadores melhores dos apresentados no exercício anterior.
Como objetivo específico c verificou-se a relação entre a utilização das práticas de
Gestão Estratégica de Custos e o porte das empresas metalmecânicas, automotivas e
eletroeletrônicas da Serra Gaúcha. Para tanto, após verificar a normalidade dos dados, fez-se o
cálculo do coeficiente de correlação de Pearson. Os resultados indicam que somente duas
práticas, Custo Ambiental e Indicadores e Métrica não Financeiras, possuem relação
significativa com o porte das empresas. Dessa forma, conclui-se que a utilização das práticas
da Gestão Estratégica de Custos independe, na maioria das práticas, do porte das empresas.
O objetivo específico d, analisou a relação entre a utilização das práticas de Gestão
Estratégica de Custos e a atuação no mercado externo das empresas metalmecânicas,
automotivas e eletroeletrônicas da Serra Gaúcha. Pôde-se constatar, nesta análise, que cinco
práticas possuem relação significativa com as empresas que atuam no mercado externo. As
práticas são Custo do Ciclo de Vida, Análise Externa de Custos, Custo Meta, Custo Padrão e
Indicadores e Métricas não Financeiras.
No objetivo específico e analisou-se a relação existente entre as empresas que atuam no
mercado externo e o desempenho econômico-financeiro. Destaca-se que esta análise foi
realizada por meio da Hipótese 4 e sua discussão será retomada na sequência do texto.
102
O objetivo geral deste estudo foi analisar a relação existentes entre as práticas da
Gestão Estratégica de Custos e o desempenho econômico-financeiro nas empresas
metalmecânicas, automotivas e eletroeletrônicas da Serra Gaúcha. Este objetivo foi alcançado
com a Realização da Análise Fatorial Exploratória (AFE) e a Modelagem de Equações
Estruturais (MEE).
Após o tratamento preliminar dos dados com a verificação de dados omissos e
observações atípicas, foram realizados os testes de normalidade, homocedasticidade,
linearidade e multicolinearidade seguindo as orientações de Hair Jr. et al. (2009). Estes testes
são necessários para trabalhar com Análise Fatorial Exploratória. Antes de rodar a Análise
Fatorial Exploratória, realizaram-se os testes de confiabilidade por meio da verificação do Alfa
de Cronbach que apresentou resultado de 0,875 quando o limite indicado é de pelo menos 0,70,
adicionalmente fez-se o teste de Medida de Adequação da Amostra de Kaiser (KMO) que
indicou resultado de 0,840, maior que o limite indicado que é de 0,70, e, por fim, o teste de
Esfericidade de Bartlett que apresentou nível de significância com valor melhor que 0,05.
O cálculo das comunalidades das variáveis, na AFE, indicou duas variáveis (Custo
Ambiental e Indicadores e Métricas não Financeiras) com comunalidades abaixo do indicador
que é 0,50, porém ambas não foram excluídas por serem variáveis importantes para o objetivo
do estudo. Seguiu-se as orientações de Hair Jr. et al. (2009). O Método de extração dos fatores
indicou a formação de 4 fatores que explicam 65,673% da variância total. Destaca-se que em
relação as práticas de Gestão Estratégica de Custos elas se ajustaram em 3 fatores, mesmo
número de fatores do estudo de Rasia (2011). Ou outro fator foi composto pelas variáveis dos
indicadores econômico-financeiros.
Assim, a Matriz de Fatores foi composta por 4 fatores. Fator 1 agrupando as variáveis
ROA, ROE, ROI e EBITDA foi denominado “Desempenho econômico-financeiro” (DEF). O
Fator 2 agrupou as variáveis Custos Logísticos, Análise dos Fatores Determinantes de Custos,
Custo Padrão e Custo Ambiental e foi denominada “Desempenho em relação a dimensão do
investimento” (DDI). O Fator 3 denominado “Redução de Custos” (DDR) agrupou as variáveis
Custo do Ciclo de Vida, Análise Externa de Custos, Custo Meta e Custos Intangíveis. Por fim,
o Fator 3 denominado “Melhoria dos Processos” (DMP) agrupou as variáveis Custo Kaizen,
TCO, ABM e Análise da Cadeia de Valor. Vale destacar que a variável Indicadores e Métricas
não Financeiras apresentou carga fatorial menor que 0,5 e por este motivo foi eliminada.
Foi realizado uma última avaliação por meio da validade convergente e discriminante.
Esta análise foi feita por meio dos fatores obtidos na AFE. Assim, concluiu-se que o modelo
apresentou os requisitos de confiabilidade, unidimensionalidade, validade convergente e
103
validade discriminante, sendo então, possível o estudo por meio de um modelo estrutural.
Para avaliar o modelo, indicado na Figura 24, foram verificadas medidas de ajustes
absoluto, incremental e parcimonioso. Todos os resultados indicaram estar dentro dos
parâmetros estabelecidos pela literatura. (JORESKOG e SORBOM, 1993. BENTLER, 1995;
HAIR JR. et al., 2009; BYRNE, 2010, KLINE, 2011; GABOZZI e YI, 2012). Dessa forma,
procedeu-se os Testes de Hipóteses. As 3 primeiras hipóteses pretenderam verificar o que foi
proposto no objetivo geral, ou seja, analisar a relação existente entre a utilização das práticas
da Gestão Estratégica de Custos e o Desempenho econômico-financeiro. Pode-se concluir que
as três hipóteses foram confirmadas, apresentando p valor menor do que 0,05, ou seja,
apresentando significância estatística.
A quarta hipótese testada referia-se ao objetivo específico e. Esta hipótese também foi
confirmada apresentando significância estatística com p valor menor do que 0,05.
5.2 IMPLICAÇÕES
Uma limitação desta pesquisa foi a extensão geográfica visto que limitou-se a região da
Serra Gaúcha. Outra limitação foi o tamanho da amostra analisada que contou com 87 empresas
de pequeno, médio e grande porte dos setores metalomecânico, automotivo e eletroeletrônico
filiadas ao SIMECS. Assim, as conclusões desta pesquisa restringem-se à realidade das
empresas pesquisadas dos setores em foco, não sendo permitido a generalização dos resultados.
Também ressalva-se, por tratar-se de uma pesquisa quantitativa, esta não possibilitou um maior
aprofundamento em relação às análises.
Esta pesquisa comprovou existir relação entre a utilização das práticas da Gestão
Estratégia de Custos e o Desempenho Econômico-Financeiro. Como estudos futuros sugere-se
que este instrumento de pesquisa seja aplicado em outras atividades econômicas para avaliar se
esta relação continua presente.
Por fim, sugere-se um estudo com método qualitativo para analisar em profundidade a
utilização das práticas da Gestão Estratégica de Custos em organizações participantes deste
estudo e que possuam elevado grau de utilização destas práticas, para que, dessa forma, os
resultados possam auxiliar na aplicação das práticas da GEC por organizações que se interessem
pelo tema.
105
REFERÊNCIAS
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Rio dos Sinos. 2009.
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Competitividade de Estratégia Empresarial. In: I Congresso Brasileiro de Gestão
Estratégica de Custos. São Leopoldo, 1994.
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Número Título Autores Ano Periódico
Pesquisado
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Número Título Autores Ano Periódico
Pesquisado
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25 Ma, Y., Tayles, M. 2009
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26 chain analysis in strategic management Wu, G. 2009 Journal of Knowledge,
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27 contingency model of strategic management Cadez, S., Guilding, C. 2008 Organizations and
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32 Roslender, R., Hart, S.J. 2002
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Strategic Management Accounting for Pricing: Accounting and Business
40 Simmonds, K. 1982
A Case Example Research
Termo
Número Título Autores Ano Periódico
Pesquisado
Termo
Número Título Autores Ano Periódico
Pesquisado
Strategic cost management and performance: Jean-François Henri; Olivier The British Accounting
6 2016
The case of environmental costs Boiral; Marie-Josee Roy Review
Use of precedent and antecedent information Anderson, M.; Asdemir, O.; Journal of Business
7 2013
in strategic cost management Tripathy, A. Research
Proceedings -
The application of strategic cost management International Conference
20 Liqing, L. 2009
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Integrating strategic cost management with a
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22 framework for strategic cost management in 2007
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Managing Costs and Cost Structure throughout Handbooks of
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Número Título Autores Ano Periódico
Pesquisado
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Strategic cost management across boundaries Industrial Marketing
28 Dubois, A. 2003
of firms Management
Strategic Annual International
Cost Conference Proceedings
Management 29 Strategic cost management Cooper, Robin 1998 - American Production
and Inventory Control
Society
International Journal of
Strategic cost management: Preliminary
30 Hinterhuber, H.H. 1997 Technology
lessons from European companies
Management
Examination of U.S.-based Japanese Source of the
Al Chen, Y.S., Romocki,
31 subsidiaries: Evidence of the transfer of the 1997 DocumentInternational
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Japanese strategic cost management Journal of Accounting
Annual International
Conference Proceedings
Authors of
32 Strategic cost management 1997 - American Production
DocumentCooper, Robin
and Inventory Control
Society
Analysing technology investments - From Management Accounting
33 Shank, J.K. 1996
NPV to Strategic Cost Management (SCM) Research
121
Instituição de
Tipo Número Autor Ano Título
Ensino
Gestão estratégica de ganhos: uma proposta de
Marcelo Serra Gestão Estratégica de Custos utilizando os princípios Universidade de
23 2006
Nunes da teoria das restrições, aplicada em uma fábrica de São Paulo
autopeças
Pontifícia
Gestão Estratégica de Custos: uma proposta sobre o
Alexandre Universidade
24 2007 custo financeiro no ciclo operacional do produto
Cacozzi Católica de São
com base num estudo de caso
Paulo
Universidade do
Genossi Rauch Análise de Gestão Estratégica de Custos no setor de
25 2007 Vale do Rio dos
Miotto aviação comercial brasileiro
Sinos
Centro
Rino Grassi Adequação de Sistemas para Gestão Estratégica de
26 2007 Universitário
Junior Custos em Centro de Diagnóstico Médico
FECAP
Gestão Estratégica de Custos no sistema
Universidade
Adriano agroindustrial do trigo sob a ótica da indústria
27 2008 Regional de
Lourensi moageira: o caso de um moinho estabelecido no Rio
Blumenau
Grande do Sul
Análise do processo de Gestão Estratégica de Custos
Universidade
Frederico e Formação de Preço, no âmbito do Jogo de
28 2008 Estadual de
Natalio Madkur Empresas, como apoio de Treinamento Baseado no
Maringá
Computador (CBT)
Márcia Cristina Universidade
Gestão Estratégica de Custos: um estudo empírico
29 de Mello 2008 Tecnológica
do segmento Metalmecânico
Kaspczak Federal do Paraná
Universidade do
Franciele Informações sobre Gestão Estratégica de Custos
30 2009 Vale do Rio dos
Wrubel divulgadas por Companhias Abertas Brasileiras
Sinos
Universidade do
Luciani da Silva Práticas de Gestão Estratégica de Custos adotadas
31 2010 Vale do Rio dos
Muniz por empresas brasileiras
Sinos
Análise da implementação da Gestão Estratégica de Universidade
Sabrina Weiss
32 2010 Custos na percepção dos gestores e colaboradores Federal de Santa
Raupp
Dissertação em uma empresa estatal de energia elétrica Catarina
Scheila Universidade do
Gestão externa de custos: um estudo no âmbito da
33 Aparecida 2010 Vale do Rio dos
Gestão Estratégica de Custos
Santos da Costa Sinos
Universidade do
Kátia Arpino Práticas de Gestão Estratégica de Custos adotadas
34 2011 Vale do Rio dos
Rasia por empresas de segmentos do agronegócio
Sinos
A relação entre o grau de sofisticação na Gestão Universidade
Felipe Pinto
35 2012 Estratégica de Custos na área de compras e o Federal do Rio de
Alves
desempenho financeiro nas empresas brasileiras Janeiro
Helmut Gestão Estratégica de Custos: estudos de caso de Universidade do
36 Alexandre De 2012 empresas industriais do setor de construção naval, Estado do Rio de
Paula localizadas no Estado do Rio de Janeiro Janeiro
Análise das Estratégias e dos fatores externos na
Orlando Tadao Universidade de
37 2012 Gestão Estratégica de Custos das Companhias
Kajibata São Paulo
Aéreas Brasileiras
Gestão Estratégica de Custos no sistema Universidade
Sodemir
38 2012 agroindustrial da cadeia produtiva leiteira: o caso de Regional de
Benedito Carli
um grupo lácteo paranaense Blumenau
Pontifícia
Guilherme Gestão Estratégica de Custos e vantagem
39 2013 Universidade
Wittmann competitiva: um estudo multicaso
Católica do Paraná
Contribuições do sistema de controle gerencial para
Cleonice análise da inflação interna, Gestão Estratégica de
Faculdade Pedro
40 Rodrigues 2015 Custos e formação de preço em uma cadeia
Leopoldo
Barbosa produtiva: um estudo de caso em uma indústria
Multinacional de Autopeças
Práticas de Gestão Estratégica de Custos e Universidade do
Vidamar
41 2017 Posicionamento Estratégico: um estudo no setor do Vale do Rio dos
Grando
agronegócio brasileiro Sinos
Pontifícia
Matheus Uma contribuição ao estudo a Gestão Estratégica de
Universidade
42 Vasconcelos 2017 Custos como instrumento de resultado nas indústrias
Católica de São
Souza da Silva de cimento
Paulo
123
Instituição de
Tipo Número Autor Ano Título
Ensino
Edilson Universidade
Gestão Estratégica de Custos de uma determinada
1 Alexandre da 2001 Estadual de
cadeia produtiva
Costa Campinas
Tiago
Tese Gestão Estratégica de Custos: uma contribuição para Universidade de
2 Nascimento 2013
construção de sua estrutura conceitual São Paulo
Borges Slavov
Simone Alves Gestão Estratégica de Custos: panorama do ensino e Universidade de
3 2015
Da Costa pesquisa sob a ótica da Teoria Ator-Rede São Paulo
124
ANEXO A - QUESTIONÁRIO
BLOCO I - Coleta de dados relativos à utilização das Práticas da Gestão Estratégica de Custos.
Lista dos conceitos das práticas da Gestão Estratégica de Custos relacionadas ao fator Melhoria
dos Processos (a fim de atingir níveis elevados de qualidade aos menores custos possíveis).
Custo Kaizen: busca a redução de custos através da melhoria contínua nas etapas de produção.
Custo ambiental: gastos necessários para implantar e operar o sistema de gestão e controle ambiental
Custo Total de Propriedade (TCO): gerenciamento de todos os gastos associados com a compra e a utilização
de um produto ou serviço.
Gestão Baseada em Atividades (ABM): avalia o desempenho das atividades, a eficiência e a produtividade da
empresa.
Custo de ciclo de vida dos produtos: fornece informações de custos desde a etapa do design do produto, estudo
da viabilidade, projeto de engenharia, desenvolvimento, fabricação, comercialização, distribuição, manutenção até
a retirada do produto do mercado e seu descarte.
Análise externa de Custos: análise dos custos dos concorrentes, o que permite que a empresa se posicione
estrategicamente.
1 2 3 4 5
A empresa utiliza as práticas da Gestão Estratégica de
Utiliza
Custos descritas abaixo? Preencha cada item de acordo Raramen Utiliza Utiliza Utiliza
ocasional
com as alternativas a seguir: te utiliza pouco muito sempre
mente
1. Custo Kaizen.
2. Custo ambiental.
3. Custo Total de Propriedade (TCO).
4. Gestão Baseada em Atividades (ABM).
5. Custo de ciclo de vida dos produtos.
6. Análise externa de Custos.
Lista dos conceitos das práticas da Gestão Estratégica de Custos relacionadas ao fator Redução
e Custos (busca da redução de custos).
Custo-meta: estabelecimento de um custo-alvo para o produto na fase de seu planejamento e desenho.
Custos Intangíveis: a parcela de sacrifício financeiro absorvida na formação ou manutenção de um fator
intangível.
Análise da cadeia de valor: análise dos custos de todas as atividades que compõem a cadeia de valor para se
chegar a uma vantagem competitiva.
Custo padrão: acompanhamento do custo do produto durante o processo produtivo que permite avaliar se o que
foi planejado está sendo executado.
1 2 3 4 5
A empresa utiliza as práticas da Gestão Estratégica de
Utiliza
Custos descritas abaixo? Preencha cada item de acordo Raramen Utiliza Utiliza Utiliza
ocasional
com as alternativas a seguir: te utiliza pouco muito sempre
mente
7. Custo-meta.
8. Custos Intangíveis.
9. Análise da cadeia de valor.
125
Lista dos conceitos das práticas da Gestão Estratégica de Custos relacionadas ao fator
Desempenho em Relação a Dimensão do Investimento (para avaliar o desempenho e
analisar os investimentos realizados na estrutura e no desenvolvimento das operações).
Análise dos fatores determinantes de custos: análise dos fatores que causam os custos das organizações.
Indicadores e métricas não financeiras: permitem analisar os fatores que provocam o desempenho da
organização.
Custos logísticos: Acompanhamento dos custos logísticos de todo o inventário (entrada, processamento
e saída) até o ponto de consumo.
1 2 3 4 5
A empresa utiliza as práticas da Gestão Estratégica
Utiliza
de Custos descritas abaixo? Preencha cada item de Raramente Utiliza Utiliza Utiliza
ocasional
acordo com as alternativas a seguir: utiliza pouco muito sempre
mente
11. Análise dos fatores determinantes de custos.
12. Indicadores e métricas não financeiras.
13. Custos logísticos.
Perfil do Respondente
1) Função: ....................................................................................................................................
( ) 2. Graduação
( ) 3. Especialização (MBA)
( ) 4. Mestrado
( ) 5. Doutorado
Perfil da Empresa
3) Ramo de atividade:
( ) 1. Automotivo
( ) 2. Eletroeletrônico
( ) 3. Metalmecânico
( ) 4. Outro: .......................................................................................................................
4) Tipo de Atividade:
( ) 1. Indústria
( ) 2. Comércio
( ) 3. Serviço