ACLS/ PCR
TIMES DE ALTO DESEMPENHO:
PARADA RESPIRATÓRIA:
• O paciente está inconsciente e arresponsivo e tem pulso, mas as
respirações estão completamente ausentes ou claramente inadequadas
para manter oxigenação e ventilação eficazes.
• Não confunda suspiros agonais com respirações adequadas. Use as
avaliações de SBV, primária e secundária, embora o paciente esteja em
parada respiratória, mas não PCR.
• FR →12 a 20/min (normal)
• Volume corrente ideal → 6 a 8 mL/kg (normal)
ACLS/ PCR
• Desconforto respiratório: é um estado clínico caracterizado por
frequência ou esforço respiratório anormal.
Leve → taquipneia leve e um ligeiro aumento do esforço respiratório, com
alterações nos sons das vias aéreas.
Grave → taquipneia acentuada, aumento significativo no esforço respiratório,
deterioração na cor da pele e alterações no estado mental (precede IR).
Sinais:
• Taquipneia e/ou Taquicardia
• Esforço respiratório aumentado (batimento de asa nasal, retrações)
• Esforço respiratório inadequado (hipoventilação ou bradipneia)
• Sons anormais das vias aéreas (por exemplo, estridor, sibilo, gemido)
• Pele pálida e fria (no entanto, algumas causas de desconforto respiratório,
como sepse, podem fazer a pele ficar quente, vermelha e diaforética)
• Alterações no nível de consciência/agitação
• Uso dos músculos abdominais para ajudar a respirar
• Insuficiência respiratória: estado clínico de oxigenação inadequada,
ventilação inadequada ou ambas. A insuficiência respiratória é, muitas
vezes, o estágio final do desconforto respiratório. pode ocorrer por causa da
obstrução da via aérea superior ou inferior, doença do tecido pulmonar e
controle desordenado da respiração. A oximetria de pulso/ gasometria
devem ser usadas. A IR pode ocorrer com uma elevação nos níveis de CO2
(hipercapnia), uma queda no O2 sanguíneo (hipoxemia) ou ambas.
Sintomas:
• Taquipneia acentuada
• Bradipneia, apneia
• Nenhum esforço respiratório
• Movimento de ar distal débil ou ausente
• Taquicardia (precoce); bradicardia (tardia)
• Cianose
• Estupor, coma (tardio)
ACLS/ PCR
PARADA RESPIRATÓRIA: A parada respiratória é a ausência de respiração,
geralmente, causada por eventos como afogamento ou lesão na cabeça. Em
adultos em parada respiratória, administre um volume corrente de
aproximadamente 500 ml a 600 ml (6 a 7 ml/kg) ou o suficiente para produzir
elevação visível do tórax.
Avaliação de SBV: A abordagem sistemática consiste em avaliação e, depois,
ação, para cada etapa da sequência. As ações iniciais devem incluir:
• Verificar a capacidade de resposta da vítima
• Chamar ajuda adicional
• Avaliar os ABCs
• Ventilação e verificação do pulso:
A. Se um paciente tiver parada respiratória com pulso, administre uma
ventilação a cada 6 segundos ou 10 ventilações/min usando um
dispositivo bolsa-válvula-máscara ou qualquer dispositivo de via aérea
avançada.
B. Cada ventilação deve demorar 1 segundo e produzir elevação visível do
tórax. Tenha cuidado para evitar ventilação excessiva.
C. Verifique o pulso mais ou menos a cada 2 minutos, demorando entre 5 e
10 segundos na verificação. Se não houver pulso, inicie a RCP.
ACLS/ PCR
Avaliação primária:
• Manejo da via aérea em parada respiratória: Se a ventilação com bolsa-
máscara for adequada, a decisão de colocar uma via aérea avançada pode
ser protelada, até a avaliação primária.
Via áerea avançada: máscara laríngea, tubo laríngeo, tubo endotraqueal (ET).
A- Manejo de parada respiratória:
✓ Administração de oxigênio suplementar 100% → pelo menos 95% (90%
para SCA e 92% a 98% para atendimento pós-PCR)
✓ Abertura das vias aéreas.
✓ Fornecimento de ventilação básica.
✓ Uso de acessórios de vias aéreas básicos (via aérea orofaríngea [VAO] e
via aérea nasofaríngea [VAN]).
✓ Sucção das vias aéreas.
Abertura de via aérea: A causa mais comum de obstrução da via aérea superior
em paciente arresponsivo é a perda de tônus muscular da garganta.
ACLS/ PCR
• Técnicas de abertura da via aérea:
Em pacientes inconscientes, sem reflexo de tosse ou vômito, insira uma VAO ou
uma VAN para manter a via aérea aberta.
• Ventilação bolsa-máscara: método mais comum de fornecer ventilação
com pressão positiva. Ao usar um dispositivo bolsa-válvula-máscara,
forneça volume corrente de aproximadamente 500 a 600 mL, suficiente
para produzir a elevação do tórax em 1 segundo.
ACLS/ PCR
• VAO (Vias aéreas orofaríngeas): é um dispositivo em formato de J que se
encaixa sobre a língua para manter a língua e as estruturas moles
hipofaríngeas afastadas da parede posterior da faringe.
Usar para:
• Pacientes com risco de desenvolver obstrução da via aérea pela língua ou
pelos músculos relaxados da via aérea superior.
• Pacientes inconscientes quando outros procedimentos (por exemplo,
inclinação da cabeça-elevação do queixo ou anteriorização da mandíbula)
não mantêm uma via aérea clara e desobstruída.
• Facilitar a aspiração de bocas e gargantas de pacientes intubados.
• Impedir que os pacientes mordam e obstruam o tubo ET.
Técnica de inserção:
• Limpe a boca e a faringe de secreções, de sangue ou de vômito usando
uma sonda faríngea rígida, se possível.
• Selecione a VAO de tamanho correto e coloque-a na lateral do rosto.
Quando a flange da VAO estiver no canto da boca, a ponta estará alinhada
com o canto da mandíbula. Insira a VAO de forma que ela se curve para
cima, na direção do palato duro, conforme entra na boca.
• Conforme a VAO passa pela cavidade oral e se aproxima da parede
posterior da faringe, gire o dispositivo 180° para a posição adequada
ACLS/ PCR
Também é possível inserir a VAO em um ângulo de 90° em relação à boca
e girá-la para baixo, na direção da faringe posterior, conforme você avança
o dispositivo.
• VAN (Via aérea nasofaríngea): é um tubo maleável de borracha ou
plástico sem cuff que oferece um duto para o fluxo de ar entre as narinas e
a faringe. Ao contrário das vias aéreas orais, as VANs podem ser usadas
em pacientes conscientes, semiconscientes ou inconscientes (pacientes
com reflexo de tosse ou vômito intacto)
ACLS/ PCR
Técnica de inserção:
1. Selecione o tamanho correto para a VAN.
a. Compare a circunf erência externa da VAN com a abertura interna das narinas. A
VAN não deve ser grande a ponto de causar empalidecimento prolongado das
narinas. Pode-se usar o diâmetro do menor dedo do paciente como guia para o
tamanho adequado.
b. A VAN deve ter a mesma distância que vai da ponta do nariz do paciente ao lóbulo
da orelha.
2. Lubrif ique a via aérea com lubrif icante solúvel em água ou gel anestésico.
3. Insira a via aérea pela narina em direção posterior e perpendicular ao plano da f ace.
Passe-a delicadamente pelo assoalho da nasof aringe Se encontrar resistência:
a. Gire a VAN ligeiramente para f acilitar a inserção no ângulo da passagem nasal e
da nasof aringe.
b. Tente passar pela outra narina (o tamanho das passagens nasais de um paciente
varia)
4. Reavalie com f requência e mantenha a inclinação da cabeça usando elevação do queixo
ou anteriorização da mandíbula. Muco, sangue, vômito ou os tecidos moles da f aringe
podem obstruir a VAN, que tem um diâmetro interno pequeno. Avalie e aspire com
f requência a via aérea, se necessário, para garantir a patência.
ACLS/ PCR
• Aspiração:
✓ As unidades de aspiração montadas em parede devem fornecer um fluxo
de ar superior a 40 L/min na extremidade do tubo de administração e vácuo
superior a -300 mmHg quando o tubo estiver preso e sob aspiração total.
✓ Aspire a via aérea imediatamente, se o paciente tiver secreções, sangue ou
vômito copiosos.
• Uso de capnografia: capnografia quantitativa com forma de onda com um
dispositivo bolsa-válvula-máscara para confirmar e monitorar a qualidade
da RCP.
• Oximetria de pulso
• Via aérea avançada:
A. Tubo ET
B. Tubo laríngeo
C. Via aérea de máscara laríngea
PCR – FV/TVSP: São considerados os ritmos:
• FV
• TV
• Artefato de ECG que parece FV
• Novo BRE
FV: exemplo
ACLS/ PCR
FV: exemplo 2
TVSP: exemplo
Aplicação do algorítmo de PCR para adultos: via de FV/TVSP
• Para esse algoritmo, os profissionais da saúde já deverão ter concluído a
avaliação de SBV, incluindo a ativação do sistema médico de emergência, a
ACLS/ PCR
execução de RCP de alta qualidade, aplicação do desfibrilador manual e
administração do primeiro choque.
• Agora, a equipe de alto desempenho de SAVC intervém e realiza a
avaliação primária. Nesse caso, a equipe avalia o paciente e adota as
medidas necessárias. O líder da equipe coordena os esforços da equipe de
alto desempenho.
ACLS/ PCR
ACLS/ PCR
• INICIAR RCP:
✓ Paciente é arresponsivo e está sem ventilação (ou apresenta apenas
respiração agônica (gasping)), grite por ajuda para alguém próximo e
acione SME.
✓ Envie alguém para buscar um desfibrilador, verifique se há pulso e inicie
a RCP, começando pelas compressões torácicas.
✓ Aplique o monitor de ECG ou as pás do DEA assim que estiverem
disponíveis.
✓ Ao longo de toda a tentativa de ressuscitação, execute uma RCP de alta
qualidade (compressões torácicas à frequência e profundidade adequadas,
permita o retorno total do tórax após cada compressão, minimize as
interrupções nas compressões e evite ventilação excessiva).
✓ Administre oxigênio
✓ Aplique o monitor/desfibrilador.
RCP de alta qualidade: deve ser medida em tempo real, com um dispositivo de
feedback audiovisual, incluindo FCT e capnografia quantitativa com forma de onda
• Frequência: 100 a 120/min
• Profundidade: pelo menos 5 centímetros
• Retorno do tórax
• FCT (fração de compressões do tórax): o ideal é mais de 80%
• Tempo até a primeira desfibrilação
• Tempo até a primeira compressão
OBS: A AHA não recomenda o uso contínuo de um DEA (ou o modo
automático) quando há um desfibrilador manual disponível e os
profissionais têm a habilidade adequada para interpretar os ritmos.
ACLS/ PCR
Desfibrilar (ritmo chocável: FV/TVSP): Assim que você determinar que o ritmo é
chocável (FV ou TVSP), administre um choque.
✓ Desfibrilador monofásico → 360 J (mesma carga nos subsequentes)
✓ Desfibrilador bifásico → 120/ 200 J
Imediatamente após o choque, reinicie a RCP, começando pelas compressões
torácicas. Administre a RCP durante 2 minutos. Se houver socorristas
disponíveis, deve-se estabelecer acesso IV ou IO.
• Morte clínica: 4 a 6 minutos depois da PCR(sem danos ao cérebro)
• Morte biológica: 6 a 10 minutos após PCR (provavelmente já ocorrem
danos). É geralmente irreversível depois de 10 minutos,
✓ Nos primeiros minutos após uma desfibrilação bem-sucedida, todo ritmo
espontâneo é tipicamente lento e pode não conseguir criar pulsos ou
perfusão adequada. O paciente precisa de RCP por vários minutos até que
a função cardíaca adequada retorne.
✓ Além disso, nem todos os choques levarão à desfibrilação bem-sucedida,
portanto, retome a RCP de qualidade começando com as compressões
torácicas imediatamente depois de um choque.
Reiniciar a RCP, estabelecer Acesso IV/IO e verificar ritmo:
• Execute a RCP durante 2 minutos: Reinicie a RCP imediatamente,
começando pelas compressões. Não verifique o ritmo nem o pulso neste
momento, a menos que haja RCE.
• Estabelecer o acesso IV/IO.
ACLS/ PCR
• Compressões torácicas contínuas com ventilação assíncrona a cada 6
segundos com o uso de um dispositivo bolsa-válvula-máscara.
• Use uma relação compressão-ventilação padrão de 30:2 para profissionais
da saúde menos treinados.
• RCP somente com compressão nos primeiros minutos depois da PCR.
Executar uma verificação de ritmo: depois de 2 minutos de RCP
• Não faça pausas de mais de 10s nas compressões torácicas para verificar
o ritmo.
• Verificar o pulso, preferivelmente, durante a análise de ritmo, apenas se um
ritmo organizado estiver presente.
✓ Se o ritmo estiver organizado e houver pulso palpável, proceda ao
tratamento pós-PCR.
✓ Se o ritmo for não chocável e não houver pulso palpável, prossiga pela via
de assístole/AESP do algoritmo de PCR para adultos
✓ Se o ritmo for chocável, administre um choque e reinicie a RCP
imediatamente durante dois minutos depois do choque.
Vasopressores → otimizam o débito cardíaco e a pressão arterial e evidências
mostram que o uso de vasopressores favorece a ressuscitação inicial com RCE.
Epinefrina: A vasoconstrição aumenta o fluxo sanguíneo cerebral e coronário
durante RCP, por elevar a PAM e a pressão diastólica aórtica
• 1 mg IV/IO durante a RCP depois do 2º choque e repita a cada 3 a 5
minutos ou a cada 4 minutos (a mais ou menos cada duas verificações de
ritmo).
Executar uma verificação de ritmo: Verifique o ritmo depois de 2 minutos de
RCP, mas tenha cuidado para minimizar interrupções nas compressões torácicas.
• Se o ritmo for chocável, administre um choque e reinicie a RCP
imediatamente durante dois minutos depois do choque.
Antiarrítmicos: considerar a possibilidade de administrar medicamentos
antiarrítmicos tanto antes quanto após o choque. Podem ser particularmente úteis
para pacientes com parada cardíaca presenciada, para quem o tempo até a
administração da medicação pode ser menor
ACLS/ PCR
• Amiodarona: bolus de 300 mg IV/IO, depois considere mais uma vez 150
mg IV/IO.
• Lidocaína: primeira dose de 1 a 1,5 mg/kg IV/IO, em seguida, 0,5 a 0,75
mg/kg IV/IO em intervalos de 5 a 10 minutos, até uma dose máxima de 3
mg/kg.
• Sulfato de magnésio para torsades de pointes, dose de ataque de 1 a 2
g IV/IO diluído em 10 mL (por exemplo, D 5W, solução salina normal)
administrado como bolus IV/IO, geralmente durante 20 minutos.
Procure e trate qualquer causa subjacente tratável de PCR, como os Hs e Ts.
Sequências de tratamento da PCR:
ACLS/ PCR
Monitoramento fisiológico durante RCP:
• Uso de capnografia quantitativa com forma de onda em pacientes intubados
para monitorar a qualidade da RCP → otimizar as compressões torácicas e
detectar o RCE durante as compressões torácicas.
• O PETCO2 inicial é inferior a 12,5 mmHg no primeiro minuto, o que indicia
um fluxo sanguíneo muito baixo. O PETCO2 aumenta para entre 12,5 e 25
mmHg durante o segundo e o terceiro minuto, consistente com o aumento
no fluxo sanguíneo com a ressuscitação em andamento. O RCE ocorre no
quarto minuto.
• Valores de PETCO2 persistentemente baixos, menores que 10 mmHg
durante a RCP em pacientes intubados sugerem que o RCE é improvável e
é aceitável tentar melhorar as compressões torácicas e o tratamento com
vasopressores.
Vias de acesso de medicamentos:
Via IV → Um acesso IV periférico é preferível para a administração de
medicamentos e fluidos, exceto quando houver acesso venoso central já
disponível.
✓ Administre o medicamento por injeção de bolus, salvo especificação em
contrário.
ACLS/ PCR
✓ Em seguida, administre um bolus de 20 mL de fluido IV.
✓ Eleve a extremidade por aproximadamente 10 a 20 segundos, para ajudar a
entrada do medicamento na circulação central.
Via IO → Se o acesso IV não for bem-sucedido ou viável,
Via ET → As vias IV e IO são as preferidas em relação à via ET, mas se você
considerar a administração de medicamentos por via ET durante a RCP.
Administração de fluidos:
Ajuste a administração de fluidos e dos agentes vasoativos ou inotrópicos
conforme necessário, para otimizar a PA, o DC e a perfusão do sistema.
✓ PAM de 65 mmHg ou superior é uma meta aceitável no pós- PCR.
Retorno da circulação espontânea:
✓ Se os esforços de ressuscitação forem bem-sucedidos na restauração de
ritmo organizado, ou se forem descobertas outras evidências de retorno da
circulação espontânea (RCE), como pulso e pressão arterial, um aumento
abrupto e prolongado no PETCO2 (geralmente de 40 mmHg ou mais) ou
ondas de pressão arterial espontâneas com monitoramento intra-arterial, vá
para o algoritmo de atendimento pós-PCR para adultos para profissionais
da saúde.
✓ Se não houver sinal de RCE, reinicie a RCP, administre a epinefrina e trate
as causas reversíveis. Considere se é adequado continuar a ressuscitação.
PCR – AESP/ ASSISTOLIA
Rítmos de AESP: Qualquer rítmo com paciente sem pulso (pode ser sinusal,
BRE, FA, flutter, etc.). O coração não está bombeando sangue o suficiente para
sustentar a perfusão cardíaca e a abordagem terapêutica principal conta com a
resolução da causa subjacente da parada e não da conversão para um ritmo
cardíaco diferente.
• Frequência — muito rápida ou muito lenta
• Largura dos complexos QRS — largos em comparação com estreitos
Diagnósticos diferenciais → engloba outras condições nas quais o VE do
coração está vazio em decorrência de pré-carga inadequada. Se uma boa RCP
ACLS/ PCR
produzir pulso forte, ETCO2 ou PA altos, é mais provável que o VE esteja cheio e a
causa da AESP seja um ventrículo esquerdo com contração deficiente
Rítmos de assistolia (falta de rítmo):
Abordagem assistolia: É necessário ratificar que a linha plana no monitor é, de
fato, assitolia verdadeira, confirmando que a linha plana:
• Não seja algum outro ritmo (por exemplo, FV fina) mascarado como uma
linha plana
• Não seja o resultado de um artefato associado a um eletrodo
desconectado ou a uma configuração de eletrodo incorreta (por exemplo,
eletrodo definido como as pás, quando elas não estão no paciente)
• Frequentemente, a assitolia representa o ritmo final, incluindo no caso de
um paciente inicialmente em FV ou TVSP.
• Considere interromper, se ETCO2 for menor que 10 mmHg depois de 20
minutos de RCP e todas as causas reversíveis da PCR tiverem sido
resolvidas.
• Normalmente, primeiro ritmo identificado em um paciente com parada
prolongada ou sem pessoa presente no local.
Via da assístole/ AESP do algorítmo de PCR:
• Inicie a RCP.
• Administre oxigênio
• Aplique o monitor/desfibrilador.
Depois de o monitor/desfibrilador ter sido aplicado, verifique o ritmo para
determinar se é chocável (FV/TVSP) ou não chocável (assitolia/AESP) e siga a via
adequada de PCR.
Verifique o ritmo e execute 2 minutos de RCP depois da administração de
medicamentos.
ACLS/ PCR
Não faça pausas de mais de 10 segundos nas compressões torácicas para
verificar o ritmo.
Considere via aérea avançada e capnografia.
• Se for assitolia, repita a sequência.
• Se atividade elétrica organizada presente, tente achar um pulso (5 a 10s).
• Se não houver nenhum pulso presente ou se você tiver alguma dúvida
sobre a presença de pulso, reinicie imediatamente a RCP durante 2
minutos, começando com compressões torácicas e, depois, repita a
sequência.
• Se um pulso estiver presente e o ritmo estiver organizado, dê início ao
tratamento pós-PCR.
• Dependendo do status do paciente e do tempo que você já está executado
a RCP, considere se é adequado continuar a tentativa de ressuscitação.
• Se a verificação do ritmo revelar um ritmo chocável, reinicie a RCP com as
compressões torácicas, enquanto o desfibrilador carrega.
• Alterne para a sequência de FV/TVSP no algoritmo.
• hipovolemia e hipóxia são as duas causas subjacentes mais comuns,
passíveis de reversão.
Pacientes com ordens de NTR (Não tentar ressucitar):
• Rigor mortis
• Indicadores do status de não tentar a ressuscitação (NTR) (por exemplo,
bracelete, presilha no tornozelo, documentação escrita)
• Risco para a segurança dos profissionais de atendimento
ACLS/ PCR
Encerramento dos esforços de ressuscitação: Se baseia em muitos fatores,
dentre os quais:
Intra-hospitalar:
• Tempo do colapso à RCP.
• Tempo do colapso à primeira tentativa de desfibrilação.
• Doença comórbida.
• Estado pré-parada.
• Ritmo de parada inicial.
• Resposta às medidas de ressuscitação.
• ETCO2 inferior a 10 depois de 20 minutos de RCP de alta qualidade.
Extra-hospitalar:
• Restauração da circulação e da ventilação espontâneas e eficazes.
• Transferência do tratamento a um profissional médico de emergência mais
experiente.
• Critérios confiáveis indicarem morte irreversível.
• Exaustão ou riscos ambientais perigosos que impeçam que o profissional
da saúde continue.
• A continuação dos esforços de ressuscitação coloca outras vidas em risco.
• Apresentação de uma ordem de NTR válida.
• Autorização on-line vinda do médico controlador ou se houver protocolo
médico anterior para término da ressuscitação.
ACLS/ PCR
PCR – SITUAÇÕES ESPECIAIS:
• Hipotermia acidental:
✓ A desfibrilação é apropriada para pacientes de PCR em FV/TVSP com
hipotermia acidental grave (<30ºC).
✓ Se o paciente não responder ao choque inicial, é aceitável realizar outras
tentativas de desfibrilação, de acordo com as diretrizes de SBV, enquanto
se realiza o reaquecimento ativo.
✓ Para pacientes em PCR com hipotermia moderada (30 °C a 34 °C), inicie a
RCP, tente a desfibrilação, administre medicações de acordo com os
protocolos locais e, se estiver no hospital, realize o reaquecimento central
ativo.
• Intoxicação por opióides:
ACLS/ PCR
• PCR associada à gestação: É necessário, sempre, considerar o feto,
quando um evento cardiovascular adverso ocorre em uma gestante.
Com aproximadamente 24 a 25 semanas de idade gestacional, o feto pode
conseguir sobreviver fora do útero.
A decisão sobre realizar ou não uma cesariana de emergência deve ser tomada
rapidamente, quando a mãe está em PCR.
Prevençao de PCR em grávidas muito doentes:
Técnicas para melhorar hemodinâmica materna:
• O útero gravídico pode comprimir a veia cava inferior, impedindo o retorno
venoso e reduzindo, com isso, a fração de ejeção ventricular e o débito
cardíaco. O deslocamento uterino manual para a esquerda alivia, e forma
eficaz, a pressão aortocaval em pacientes com hipotensão
ACLS/ PCR
Cuidados pós-PCR:
Fase de estabilização inicial → a ressuscitação é contínua durante a fase pós-
RCE.
✓ Manejo de via aérea: coloque o tubo ET logo no início e use a capnografia
quantitativa com forma de onda ou a capnometria para confirmar e
monitorar.
✓ Controle dos parâmetros respiratórios: inicie com 10 ventilações/min;
SpO2 entre 90% a 98%; PaCO2 entre 35 e 45 mmHg.
✓ Controle dos parâmetros hemodinâmicos: administre cristaloides (250 a
250 ml e titular PA) e/ou vasopressores ou inotrópicos (PAM > 65 mmHg).
✓ Faça um ECG de 12 derivações.
ACLS/ PCR
Manejo contínuo e atividades de urgência adicionais → essas avaliações
devem ser realizadas ao mesmo tempo, para que as decisões sobre o controle
direcionado da temperatura (CDT) recebam alta prioridade como intervenções
cardíacas.
✓ monitoramento contínuo da temperatura principal
✓ manutenção da normoxia, normocapnia, euglicemia,
✓ realização de monitoramento contínuo ou intermitente por EEG e realização
de ventilação de proteção pulmonar.
✓ Considere intervenção cardíaca de urgência se:
–IAMST estiver presente
–choque cardiogênico instável
–Houver necessidade de suporte circulatório mecânico
• CDT: se o paciente não estiver atendendo a comandos, inicie o CDT assim
que possível. Comece entre 32 °C e 37,5 °C durante 24 horas, usando um
dispositivo de resfriamento com ciclo de feedback.
1) Realize uma TC do cérebro.
2) Execute monitoramento de ECG.
3) Execute outras atividades de manejo de atendimento crítico.
Abordagem multissistêmica de atendimento pós-PCR: Os programas devem
incluir:
• manejo das vias aéreas e parâmetros respiratórios e hemodinâmicos,
CDT, reperfusão coronária imediata quando indicado para restauração de
fluxo sanguíneo coronário com ICP, diagnóstico neurológico, manejo de
atendimento crítico e prognóstico.
• Certifique-se de que haja via aérea e ventilação de suporte adequadas
imediatamente depois do RCE.
• eleve a cabeceira do leito em 30°, se tolerado, para reduzir a incidência
de edema cerebral, aspiração e pneumonia associada com ventilação.
• Lesão cerebral e instabilidade cardiovascular são os principais fatores
que determinam a sobrevivência pós-PCR.
• Trate a causa que desencadeou a PCR depois do RCE.
ACLS/ PCR
• Realize uma angiografia coronária em caráter de urgência para pacientes
com PCREH com suspeita de PCR de etiologia cardíaca e supra de ST no
ECG.
• Quando houver grande suspeita de IAM, ative os protocolos.
• É importante colocar os pacientes em uma UTI do hospital, na qual os
especialistas possam realizar uma avaliação neurológica e os exames
adequados para ajudar a fazer um prognóstico em tempo hábil.
• Otimizar ventilação e oxigenação:
ACLS/ PCR
Como a saturação de oxigênio de 99% ou mais pode corresponder a uma
PaO2 entre aproximadamente 145 e 500 mmHg, no geral, é adequado desmamar
gradualmente o FiO2 para uma saturação de 98% ou mais para evitar hiperóxia,
desde que o paciente possa manter a saturação de oxi-hemoglobina entre 92% e
98%.
• Tratar hipotensão: PAM < 65 mmHg
Bolus IV: 1 a 2 L de solução salina normal ou lactato de Ringer
Norepinefrina: 0,1 a 0,5 mcg/kg por minuto (em adultos de 70 kg: 7 a 35 mcg por
minuto), infusão IV ajustada até a obtenção de PAS > 90 mmHg ou PAM > 65.
• A norepinefrina (levarterenol) é um vasoconstritor e agente inotrópico que
ocorre naturalmente, pode ser eficaz para o manejo de pacientes com
hipotensão grave (por exemplo, PAS inferior a 70 mmHg) e uma resistência
periférica total baixa que não responde a medicamentos adrenérgicos
menos potentes, como dopamina, fenilefrina ou metoxamina.
Epinefrina: 2 a 10 mcg por minuto, infusão IV ajustada até a obtenção de PAS >
90 mmHg ou PAM > 65 mmHg
Dopamina: 5 a 20 mcg por minuto, infusão IV ajustada até a obtenção de PAS
mínima superior a 90 mmHg ou pressão arterial média superior a 65 mmHg
• O hidrocloreto de dopamina é um agente semelhante à catecolamina e
um precursor químico da norepinefrina que estimula o coração via
receptores α- and β-adrenérgicos.
• CDT: Controle direcionado de temperatura: Única intervenção que
demonstrou ter melhorado a recuperação neurológica após a PCR. A
duração ideal do CDT é de, no mínimo, 24 horas (Temp. 32º a 37,5 º C).
ACLS/ PCR
Monitore a temperatura central do paciente usando um termômetro esofágico, um
cateter vesical em pacientes não anúricos ou um cateter de artéria pulmonar, se
inserido por causa de outras indicações.
Para proteger o cérebro e outros órgãos, a equipe de alto desempenho deve
iniciar a CDT em pacientes que continuam comatosos com RCE pós-PCR.
Qualquer combinação de infusão rápida de fluido isotônico gelado sem glicose (30
mL/kg), cateteres endovasculares, dispositivos de resfriamento de superfície ou
simples intervenções superficiais.
• Neuroprognóstico: A lesão cerebral hipóxico-isquêmica é a principal
causa de morbidade e mortalidade nos sobreviventes de PCREH e é
responsável por uma parte menor, mas significativa, de resultados ruins
depois da ressuscitação da PCRIH.
✓ Em pacientes que permanecem em coma depois da PCR, o
neuroprognóstico deve envolver uma abordagem de vários modos e não
ser baseado em um único achado.
✓ Em pacientes que permanecem em coma depois da PCR, o
neuroprognóstico deve ser retardado
✓ Discussões regulares, multidisciplinares e transparentes com os substitutos
sobre o período previsto e as incertezas em torno do neuroprognóstico.
✓ Neuroprognóstico multimodal no mínimo 72 h depois da normotermia.
ACLS/ PCR
ACLS/ PCR
Referências:
ACLS – Suporte Avançado de Vida Cardiovascular
[Link]