BATALHÃO DE RONDA OSTENSIVA TÁTICA
MOTORIZADA – ROTAM
BATALHÃO MAJOR RODRIGO MOREIRA RODRIGUES
DOUTRINA DE ROTAM
ROTAM – PATRULHAMENTO TÁTICO MOTORIZADO
SUMÁRIO
HISTÓRICO DO BATALHÃO DE POLÍCIA MILITAR DE ROTAM – BPMROTAM / PMAL 3
DA DOUTRINA, DESTINAÇÃO E DA ATRIBUIÇÃO 3
Da Doutrina 3
Da Destinação 4
Das atribuições do Batalhão de ROTAM 4
DA ORGANIZAÇÃO E DA ESTRUTURA 5
Da Estrutura 5
Das atribuições operacionais e administrativas 5
DAS PRESCRIÇÕES DIVERSAS E PROIBIÇÕES 7
DOS SÍMBOLOS DE ROTAM 7
DA CAPACITAÇÃO TÉCNICA 10
Do Curso Operacional de ROTAM - COR 10
Do Estágio e do Nivelamento de ROTAM 10
DOUTRINA DE ROTAM 11
Do Policial Militar do Batalhão de ROTAM 11
Da composição da Equipe de ROTAM 12
Da rotina do serviço de ROTAM 16
Do Patrulhamento Tático Motorizado 18
Da Oração de ROTAM 20
Da Oração do Radiopatrulheiro 21
HISTÓRICO DO BATALHÃO DE POLÍCIA MILITAR DE ROTAM – BPMROTAM/PMAL
O Batalhão de Polícia Militar de Ronda Ostensiva Tática Motorizada- ROTAM, teve a sua
origem quando da criação do então Batalhão de Polícia de Radiopatrulha no ano de 2001, ano
em que a Lei de Organizações Básicas da Polícia Militar de Alagoas assim o instituiu. Possuindo
como marco de sua criação o dia 21 de setembro daquele ano.
Na época, a Unidade Operacional recebeu diversos policiais militares de Unidades da
PMAL, os quais passaram por instruções a título de nivelamento operacional, com vistas a dar
início às atividades operacionais já no segundo semestre daquele ano, o que de fato se
concretizou.
Importante destacar que na época o recém criado batalhão contou com uma frota doada
da Secretaria Nacional de Segurança Pública - SENASP, a qual disponibilizou viaturas policiais
para a PMAL, sendo destinados cerca de 25 veículos, entre Mareas e Santanas, as quais
passaram a fazer parte da rotina no patrulhamento ostensivo.
Sediado inicialmente no quartel do Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças, foi
somente no final de 2001, sob o Comando do Cel PM Ref. Britto e do Subcomandante Cel PM
Ref. Gilmar Batinga, que sua base passou a ser localizada na Rua Princesa Isabel, n° 428, no
bairro do Farol em Maceió/AL. Permanecendo lá até os dias atuais.
Cabe destacar que o Batalhão de ROTAM sempre atuou subordinado ao Comando de
Policiamento da Capital, sendo modificada tal subordinação a partir da publicação do Decreto
nº 93.446 de 04 de setembro de 2023, que versa sobre a Organização Básica da PMAL,
compondo a partir desta legislação as Unidades subordinadas ao Comando de Missões
Especiais.
Dentre as missões estabelecidas, é finalidade da ROTAM realizar o planejamento
operacional, a coordenação e a execução das missões de polícia ostensiva e outras que lhes
sejam conexas, dentro de suas especialidades. Possuindo como enfoque principal o combate à
criminalidade, em especial, ao crime organizado e a apreensão substancial de armas e drogas.
Desempenhando assim uma missão preponderante na redução dos índices criminais.
Atuando com a doutrina de Radiopatrulhamento, especializou seus policiais ao longo dos
anos, modernizando constantemente sua frota e equipamentos, e passando a adotar no ano de
2015 a Doutrina de ROTAM como pilar básico para as suas ações. É portanto a Unidade da
PMAL responsável pelo patrulhamento tático motorizado e pela difusão desta doutrina dentro e
fora da instituição.
Com a adoção da referida doutrina passou a especializar ainda mais sua tropa, além de
policiais de outras Unidades, com a realização de diversos Estágios de ROTAM, bem como com
o marco histórico na execução do 1° Curso Operacional de ROTAM no ano de 2016. Havendo
assim a continuidade com o passar do tempo no aprimoramento e fortalecimento desta doutrina
que preza sobretudo pela segurança dos policiais, aumento da produtividade, autoestima
profissional, aumento da credibilidade institucional, e ainda pelo alinhamento do trinômio:
homem; equipamento; e treinamento especializado.
Foi então em 2021, ano em que a Unidade completou seus 20 anos de existência, que
passou a utilizar efetivamente a nomenclatura de Batalhão de ROTAM, após autorização do
Comando Geral da corporação, o que foi ratificado por meio da publicação do Decreto de
Organização Básica da PMAL, remetendo assim a doutrina que é efetivamente utilizada como
princípio filosófico, científico e religioso de todas as ações desenvolvidas, permitindo assim a
excelência do serviço prestado ao longo dos anos à sociedade alagoana.
CAPÍTULO I
DA DOUTRINA, DESTINAÇÃO E DA ATRIBUIÇÃO
Seção I
Da Doutrina
Art. 1º- Conjunto de princípios que servem de base a um sistema filosófico, científico,
religioso. Sendo empregada para aumentar a eficácia e eficiência do Patrulhamento Tático
Motorizado realizado pelo Batalhão de ROTAM (Ronda Ostensiva Tática Motorizada), já que todos
os procedimentos serão mais bem aplicados à medida que seus princípios forem sendo
internalizados, tornando-se doutrinários, pois, as regras que mais funcionam são aquelas
fiscalizadas e cobradas mutuamente pelos próprios companheiros.
Parágrafo único – Tais regras não devem ser tratadas como mero capricho, pois são
princípios do policiamento ostensivo que trazem maior segurança aos patrulheiros, aumentam
a produtividade do serviço, a autoestima do profissional e colaboram para uma maior
credibilidade da Instituição e de seus componentes.
Seção II
Da Destinação
Art. 2º - O Batalhão de ROTAM, unidade de execução da atividade fim da Polícia Militar
de Alagoas, devidamente doutrinada, com treinamento específico, maior mobilidade,
armamentos e equipamentos diferenciados, fundamentais ao controle da criminalidade e da
violência, atuando preventiva e repressivamente em pontos de alta incidência criminal não só
na redução dos índices, como na melhoria da sensação de segurança, nos locais e nas
ocorrências em que o policiamento ordinário precise ser suplementado.
Art. 3º - O Batalhão de ROTAM realiza o Patrulhamento Tático Motorizado em viaturas 4
rodas, denominadas de Barcas de ROTAM.
Art. 4º - O Batalhão de ROTAM exercerá as suas funções de acordo com as necessidades
e diretrizes traçadas pelo seu comandante e legislação vigente.
Seção III
Das atribuições do Batalhão de ROTAM
Art. 5º - O Batalhão de ROTAM, atua em todo o estado de Alagoas, com enfoque
principal na região metropolitana da capital alagoana, tendo por escopo a execução,
planejamento, instrução e coordenação de Patrulhamento Tático Motorizado,
consubstanciando as seguintes atribuições:
I - Apoiar taticamente e operacionalmente as Unidades de áreas;
II - Saturar, em prevenção e repressão, áreas com índice elevado de criminalidade;
III - Atuar em situações de suspeitos barricados e homiziados;
IV - Ações e abordagens táticas em locais, veículos e pessoas;
V - Combater o narcotráfico e o crime organizado de forma geral e em apoio a outras forças;
VI - Prevenir e combater roubo e furto a estabelecimentos financeiros, pessoas, comércio,
veículos e bens diversos;
VII - Cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão;
VIII - Escoltar e proteger dignitários, testemunhas, presos e valores, de acordo com o interesse
da Corporação;
IX - Promover instrução, orientação e acompanhamento aos demais grupos táticos da
Corporação, de interesses da Diretoria de Ensino, do Comando de Missões Especiais e do
Comando Geral da PMAL;
X - Atuar como tropa de apoio em policiamento de eventos: esportivos, culturais, políticos e
religiosos, sem excluir outros, executando Patrulhamento Tático Motorizado;
XI - Atuar como tropa de Choque Ligeiro em ocorrências espontâneas de menor vulto, em
apoio a tropa de área na dispersão de aglomerações ou multidões que cometam crimes, em
apoio à tropa especializada em operações de choque, dentre outras que lhe forem
determinadas;
XII - Difundir a doutrina, organizar e promover cursos operacionais na área de Patrulhamento
Tático Motorizado no âmbito da PMAL;
XIII - PATRULHAR e PROTEGER.
DA ORGANIZAÇÃO E DA ESTRUTURA
Seção I
Da Estrutura
Art. 6º - O BPM ROTAM é um órgão de gestão finalística da Polícia Militar, subordinado
ao Comando de Missões Especiais e terá a seguinte composição:
I – Comando;
II – Subcomando;
III – Estado Maior;
IV – Comandantes de Companhia;
V – Comandantes de Pelotão;
VI – Equipes Operacionais.
Seção II
Das atribuições operacionais e administrativas
Comando ROTAM
Art. 7º - Oficial superior, responsável pelo comando do Batalhão de Polícia de Ronda
Ostensiva Tática Motorizada – BPM ROTAM. Quando embarcado assume a supervisão das
Equipes Operacionais, recebendo a nomenclatura de COMANDO ROTAM, além de outros
encargos prescritos em regulamento próprio, inerentes a seu posto, incumbem as seguintes
atribuições:
I - Responder ao escalão superior pelas atividades operacionais e administrativas do BPM
ROTAM;
II - Representar o escalão superior em situações inerentes ao Patrulhamento Tático, bem
como assessorar o comando da instituição em questões técnicas e operacionais pertinentes
as atividades do BPM ROTAM;
III - Zelar por condições dignas de trabalho de seus comandados, bem como atividades
socioculturais e o bem estar geral da tropa;
IV - Promover a auto estima, elevando a moral da tropa para se atingir qualidade no
cumprimento das ordens, dos regulamentos e da legislação vigente;
V - Acompanhar as atividades e serviços da Unidade, incentivando o pleno exercício das
funções de seus subordinados, manutenção do espírito de iniciativa e a busca do ensino e
aperfeiçoamento continuado.
SubComando ROTAM
Art. 8º - Oficial superior em regra, e excepcionalmente um Oficial intermediário,
responsável pela supervisão do emprego das equipes operacionais durante suas ações e
operações de Patrulhamento Tático Motorizado, além das previstas nas normas vigentes.
Estado Maior do Batalhão de ROTAM
Art. 9º - O Estado Maior do BPM ROTAM é composto pelas funções de P1 (seção de
pessoal e assuntos administrativos), P2 (inteligência), P3 (seção de coleta e tratamento de
dados, estatística e análise criminal, planejamento e instrução) e P4 (controle de patrimônio).
Essas funções possuem como missão, além das previstas em normas virgentes:
I – Assessorar o Comando ROTAM na tomada de decisões;
II – Realizar o planejamento das operações diárias e especiais em que o BPM ROTAM for
designado;
III – Controlar as atividades administrativas, de ensino, de inteligência e operacionais da unidade.
Comandantes de Companhia
Art. 10º - As funções do Comandante de Companhia serão, além das previstas nas
normas vigentes:
I – Fiscalizar administrativa e operacionalmente as Companhias do Batalhão de ROTAM;
II – Exercer a coordenação das equipes operacionais;
III – Representar o Comando da Unidade em situações inerentes a esse seguimento policial
militar, bem como, assessorar o comando em questões técnicas/operacionais pertinentes às
atividades do BPM ROTAM;
IV – Fiscalizar e orientar as condutas relativas à hierarquia e disciplina da Cia do BPM
ROTAM, bem como acompanhar processos administrativos disciplinares, meritórios e penais,
sob a égide da legislação e normas em vigor;
V – Exercer, operacionalmente, as atividades de ROTAM COMANDO, apoiando, fiscalizando
condutas e cumprimento de leis, doutrina, ordem de serviço, ou qualquer outra determinação
por parte do Comando ROTAM;
VI – Vistoriar a passagem de serviço das Equipes Operacionais;
VII – Promover a autoestima, elevando a moral da tropa para a qualidade total do cumprimento
de ordens do Comandante do BPM ROTAM e do escalão superior;
VIII – zelar pelas condições dignas de trabalho de seus comandados, bem como, situações
socioculturais, adequações técnicas e doutrinárias e, ainda, o bem estar geral da tropa.
Comandante de Pelotão
Art. 11º - As funções dos Comandantes de Pelotão serão:
I – Substituir, eventualmente, os comandantes de companhia em seus impedimentos;
II – Auxiliar os comandantes de companhia no cumprimento de suas obrigações.
Equipes Operacionais
Art. 12º - Serão comandadas por Capitães, Tenentes, Aspirantes a Oficial, Subtenentes e
Sargentos e, na falta destes, por um Cabo e excepcionalmente por um Soldado antigo, que
exercerão a função de Comandantes de Equipes, ocorrendo a seguinte composição básica
geral:
I – Equipe ROTAM Comando, tendo como comandante o Oficial coordenador direto que
controla, fiscaliza, apoia e representa o comando do Batalhão de ROTAM junto ao COPOM e
demais órgãos da atividade operacional, sendo o chefe do serviço na execução das ordens e
diretrizes do comando; ministra e acompanha instruções para a tropa, bem como, atuará
diretamente em ocorrências pertinentes ao ofício do BPM ROTAM.
II – Equipe ROTAM Noventa, tendo como comandante um Subtenente ou Sargento mais antigo
no dia de serviço. Este é o auxiliar direto do Oficial ROTAM Comando e eventualmente o
substitui em seus impedimentos; monitora instruções e fiscaliza condutas, posturas,
chamadas, apresentações pessoais e demais situações que envolvam o restante da tropa nos
serviços diários das equipes operacionais do BPM ROTAM. A palavra noventa refere-se à
expressão “Pedra Noventa” que significa a pessoa que sempre cumpre seus compromissos,
nunca prejudica outra pessoa afim de se auto beneficiar, uma pessoa honesta, de boa
conduta, de boa procedência. Remete ainda ao significado do tradicional Jogo do Bingo que
antes era composto por 90 bolas e durante o jogo quando alguém gritava “BINGO” era o sinal
de que alguém ganhara o prêmio, assim a expressão “Pedra Noventa” refere-se a um grande
amigo, como alguém que ganhou o prêmio máximo, assim, tornou-se a expressão “Noventa”
um sinônimo para o graduado mais antigo da equipe, e no caso da ROTAM, o braço direito da
ROTAM Comando, que responde pelo comando na ausência do Oficial.
III – Equipe ROTAM, efetivo que compõe uma Barca de ROTAM, e tem essa denominação
pois todos os seus integrantes têm funções definidas e não atuam isoladamente, seguindo
fielmente a Doutrina.
CAPÍTULO III
DAS PRESCRIÇÕES DIVERSAS E PROIBIÇÕES
Art. 13º – Os códigos de comunicações em rede e em ocorrências serão gerenciados pelo
Comando ROTAM e modificados em curtos períodos para maior segurança das comunicações
das equipes.
Art. 14º – Fica considerada a doutrina do Batalhão de ROTAM, como sendo a viga-mestra
dos procedimentos operacionais, dentro dos parâmetros legais e constitucionais vigentes,
estando a mesma descrita no Capitulo IV desse Regimento.
Art. 15º – Fica proibido operar no serviço de Patrulhamento Tático Motorizado sem o uso
do colete balístico.
Art. 16º – Fica padronizado o uso de capa tática contendo refil do colete balístico
inserido, a ser utilizado pelas Equipes Operacionais, devendo seguir rigorosamente a
descrição prevista no regulamento de uniformes da PMAL.
Art. 17º – Fica proibido o uso de celulares para enviar mensagens e acessar a internet
tratando de assuntos particulares dentro da viatura do Batalhão de ROTAM, de modo a não
comprometer a atenção/segurança da equipe.
Art. 18º - O uso do celular funcional ou pessoal para trato de assuntos referentes ao
serviço deve ser feito de modo a não comprometer a segurança da equipe, utilizando do
equipamento preferencialmente com a equipe desembarcada, em local seguro, sendo feito um
auto guardado pelos demais componentes da equipe.
CAPÍTULO IV
DOS SÍMBOLOS DE ROTAM
Art. 19º - O Brasão, Braçal, Flâmula, Estandarte e Distintivo que representam o Batalhão
de ROTAM, são símbolos históricos e tradicionais, que identificam o militar de ROTAM, viatura,
ocupação territorial e a Base-ROTAM, sendo simbologias que fortalecem os vínculos da tropa,
bem como, agem no inconsciente coletivo da sociedade como marcas registradas de combate
à criminalidade e defesa do cidadão. Terão a seguinte heráldica:
§ 1º - Heráldica do Brasão de ROTAM:
I - Escudo português de cor preta (simbolizando prudência e modéstia), nas proporções
3x2 (altura x largura);
II – PMAL (fonte arial, amarelo ouro), ocupando o cantão direito do chefe, indicando a
subordinação do BPM ROTAM à nossa Briosa;
III - ROTAM (fonte arial, amarelo ouro). Abreviatura de Ronda Ostensiva Tática Motorizada,
posicionada ao centro do brasão;
IV – Contorno em amarelo ouro simbolizando a excelência da nobreza;
V - Raio em vermelho goles ou bélico, no meio da sigla ROTAM, cuja cor indica a fidelidade,
a honra e o sangue dos policiais que tombaram em serviço. Símbolo do patrulhamento tático,
representando ainda em três pontas seccionadas: força, rapidez e energia no cumprimento das
ações operacionais. Para além, o Raio ainda representa a perseverança dos bravos, a humildade
dos heróis e a fé que nos torna invencíveis.
§ 2º - Heráldica do Braçal de ROTAM:
I - Confeccionado na cor preta, liso, em couro legítimo, forrado internamente com material
macio e confortável, fechamento através de velcro macho e fêmea com 50mm de largura;
II - Na parte frontal haverá um conjunto de letras formando a palavra ROTAM em fonte
Arial, 3cm (altura) por 2,5cm (largura) em metal latão dourado;
III - Parafuso soldado no verso para fixar o braçal e como proteção um velcro para tapar os
parafusos;
IV - A distância entre as letras R e M da palavra ROTAM deverá ser de 14cm;
V - No centro do Braçal haverá o brasão de ROTAM emborrachado de tamanho 9,5cm por
7,5cm;
VI - A fonte da palavra ROTAM do brasão será em Arial.
§3º - Heráldica do Estandarte de ROTAM:
I - Será na cor cinza chumbo e terá o formato retangular, tipo bandeira universal, medindo
1,30 cm de largura e 90 cm de altura;
II - Ao centro, dentro da proporcionalidade, será bordado o brasão do BPM ROTAM, tendo
60 cm de altura e 45 cm de largura
§4º - Heráldica da Flâmula de ROTAM:
I - Será utilizada para desfiles de tropa e fixada no fuzil;
II - Será na cor cinza chumbo, em formato triangular escaleno à base, medindo 40 cm de
altura e 60 cm de largura em ambas as laterais;
9
III - Sigla ROTAM na cor amarelo ouro, fonte Arial e o respectivo raio vermelho ao centro
dentro da proporcionalidade, em ambos os lados da flâmula.
§5º - Heráldica do Brevê de ROTAM:
I - O distintivo tem formato oval na proporções 4x7,5 (altura x largura);
II - Os louros tangenciam as laterais do distintivo, representam a vitória;
III - Sigla ROTAM posicionada na parte inferior do brevê, entre os louros, significa Ronda
Ostensiva Tática Motorizada;
IV - Cão da raça Pitbull posicionado no centro do distintivo, simbolizando bravura,
lealdade e proteção;
V - Raio vermelho ao centro, símbolo maior do Patrulhamento Tático Motorizado,
representa força, rapidez e energia;
VI - Fundo na cor preta representando o combate à criminalidade.
Art. 20º - É vedado o uso pelas demais unidades da PMAL, de quaisquer símbolos,
insígnias, distintivos, brasões e braçais que se assemelhem ou possam ser confundidos com os
utilizados pelo Batalhão de ROTAM.
Parágrafo único: a cor básica das viaturas da Unidade de ROTAM, quer seja na pintura
ou plotagem, será cinza chumbo.
Art. 21º - Apenas o possuidor do Curso Operacional de ROTAM - COR tem direito a
utilização do distintivo (brevê) do curso.
Art. 22º - O Braçal, assim como a boina preta, é um símbolo do Patrulhamento Tático no
Brasil, representa coragem, bravura e capacitação técnica do policial militar que o ostenta. Tem
direito ao uso do Braçal de ROTAM:
I - o Comando ROTAM;
II - o SubComando ROTAM;
III - Oficiais representando o Comando ROTAM em solenidades, entrevistas ou qualquer
evento oficial;
IV - Policiais Militares detentores do Curso Operacional de ROTAM;
V – Policiais militares especialistas em Patrulhamento Tático Motorizado e/ou concluinte
do Estágio de ROTAM, conforme critérios citados nos Art. 25º e 26º.
Art. 23º - O Comando ROTAM manterá através de Notas de Publicação o controle dos
policiais militares detentores do direito ao uso do Braçal de ROTAM.
CAPÍTULO V
DA CAPACITAÇÃO TÉCNICA
Seção I
Do Curso Operacional de ROTAM - COR
Art. 24º - Policiais Militares que exerçem atividades e funções na operacionalidade do
Batalhão de ROTAM, devem possuir curso na área de Patrulhamento Tático Motorizado
(Radiopatrulhamento, PATAMO, Curso de Força Tática), Estágio de ROTAM, Nivelamento de
ROTAM, ou Curso Operacional de ROTAM, sendo este último o pilar de multiplicação da
doutrina de ROTAM, com controle da P/3 do BPM ROTAM.
§ 1º - O Curso Operacional de ROTAM será dividido em duas partes distintas: uma
teórico/prática e a outra de prática operacional, nesta última, o candidato deverá cumprir a escala
de no mínimo 05 (cinco) serviços operacionais em escala de 12h (estágios supervisionados).
§ 2º - Os aprovados em todas as fases do Curso Operacional de ROTAM terão direito à
utilização do Distintivo e Braçal de ROTAM, este último apenas quando estiver servindo no BPM
ROTAM.
§ 3º - Os reprovados em quaisquer das fases do Curso serão considerados reprovados no
COR e não poderão utilizar ou aproveitar nenhuma das avaliações para um próximo curso. Caso
queiram se inscrever para frequentar outro COR, deverão cumprir carga horária e instruções na
integralidade.
§ 4º - Policiais militares detentores de outros cursos de patrulhamento tático motorizado
recém lotados no Batalhão de ROTAM passarão por um perído de adaptação, que consistirá em
pelo menos 2 (dois) serviços de 24h como 5º homem (estagiário).
§ 5º - O Curso Operacional de ROTAM é de responsabilidade da Diretoria de Ensino,
Instrução e Pesquisa da PMAL. Sendo assessorada tecnicamente pelo Batalhão de ROTAM na
confecção e atualização dos componentes curriculares.
Seção II
Do Estágio e do Nivelamento de ROTAM
Art. 25º - O Estágio e o Nivelamento de ROTAM são destinados aos policiais militares, não
especialistas em Patrulhamento Tático Motorizado, recém chegados ao Batalhão de ROTAM e
possuem o objetivo de prover ao policial militar o conhecimento mínimo necessário para
compor uma Equipe de ROTAM.
§ 1º - O Estágio de ROTAM será dividido em duas etapas, uma teórica/prática, com carga
horária mínima de 100 horas/aula e outra prática operacional, onde o estagiário deverá cumprir
a escala de no mínimo 05 (cinco) serviços operacionais em escala de 12h (estágios
supervisionados).
§ 2º - Não havendo no Batalhão de ROTAM efetivo suficiente para fechar um turno de
estágio, o Comando ROTAM poderá disponibilizar as vagas para outras Unidades PMAL.
§ 3º - A etapa prática operacional para o Estágio de ROTAM, salvo melhor entendimento do
Comandante da Unidade, apenas cabe aos Policiais Militares lotados no Batalhão de ROTAM.
§ 4º - Os concluintes da etapa teórica/prática do Estágio de ROTAM terão direito ao uso
da manicaca do respectivo estágio.
§ 5º - Os estagiários aprovados na etapa prática operacional receberão o direito ao uso
do braçal de ROTAM.
Art. 26º - O Nivelamento de ROTAM será realizado quando não houver efetivo mínimo
suficiente para compor um turno para o Estágio de ROTAM, e será dividido em duas etapas,
uma teórico/prática, com carga horária de 5 a 50 horas/aula e outra prática operacional, onde o
estagiário deverá concorrer à escala ordinária do BPM ROTAM de 1 a 8 serviços de 24h como
5º homem (estagiário).
Art. 27º - Os Estágios e Nivelamentos de ROTAM são de responsabilidade do BPM
ROTAM, ocorrendo dentro da necessidade de capacitação técnica da tropa, em conformidade
com diretrizes e demandas operacionais.
ANEXO I
DOUTRINA DE ROTAM
Seção I
Do Policial Militar do Batalhão de ROTAM
O policial militar que serve no Batalhão de ROTAM deve possuir uma só tendência e um
só direcionamento ao seu esforço: realizar-se enquanto profissional, respeitar e difundir a
Doutrina de ROTAM, preservar e enaltecer a imagem da PMAL.
A existência de um sistema defensivo específico: “a ideologia da profissão”, que se
denomina de doutrina, onde se preserva o comportamento do homem, pois o comportamento
não digno irá influenciar negativamente na imensa coletividade envolvida na busca de melhorias
na prestação de um melhor serviço à sociedade.
Existem alguns padrões e normas a serem seguidos em relação à postura e
comportamento do policial que serve no BPM ROTAM, seja na sua vida profissional ou social,
não cabendo exposição do dia-a-dia das atividades operacionais em suas redes sociais
particulares, expondo pormenores de instruções, abordagens, incursões ou qualquer outro ato
de serviço.
Os padrões de postura, compostura, legalidade e honestidade têm parcela muito
expressiva junto à comunidade e, principalmente, ao Batalhão de ROTAM.
O princípio básico para servir no Batalhão de ROTAM é o voluntariado, é preciso que o
homem queira servir na Unidade, devendo também apresentar condições físicas adequadas
às constantes exigências apresentadas por suas missões. É necessário também que sua
conduta familiar e profissional seja quase que irrepreensíveis, pois o importante é o exemplo
do fazer.
Os Princípios de ROTAM devem nortear a conduta ética e profissional do militar que serve
no BPM ROTAM, são eles: Altruismo; Controle Emocional; Disciplina Consciente; Furtividade;
Honestidade; Iniciativa; Lealdade; Ousadia; Perseverança e Sagacidade.
Seção II
Da composição da Equipe de ROTAM
Equipe de ROTAM em viatura 4 Rodas – Barca de ROTAM
A equipe de ROTAM é sempre composta por no mínimo 04 (quatro) policiais militares, em se
tratando de viatura com 05 (cinco) portas. Será comandada sempre por um Subtenente, Sargento,
por um Cabo e excepcionalmente por um Soldado antigo ou por um Oficial intermediário e/ou
subalterno quando se tratar da Equipe de ROTAM Comando.
Havendo a falta de 01 (um) policial militar no dia de serviço, sua equipe será apresentada
com a denominação ROTAM Apoio, e permanecerá durante todo o serviço em comboio com
outra equipe determinada pelo ROTAM COMANDO.
Caso haja a falta de 02 (dois) ou mais policiais, o efetivo será redistribuído, completando
todas as equipes com pelo menos 04 (quatro) componentes.
Funções, atribuições e procedimentos operacionais individuais
1º Homem (Comandante da Equipe):
I - É responsável pelo comando, disciplina, coordenação e controle da equipe;
II - A ele cabe toda a iniciativa para a resolução das ocorrências, sendo assessorado pelos
demais;
III - É o encarregado das comunicações via rádio e com terceiros quando nas abordagens;
IV - Nada é feito sem o seu consentimento;
V - Patrulha a parte frontal e lateral direita da viatura, também patrulha a sua retaguarda pelo
retrovisor direito;
VI - É quem efetua o acionamento da sirene e giroflex, quando necessário;
VII - É o responsável pela comunicação via rádio;
VIII - Durante o patrulhamento motorizado, poderá estar portando arma de proteção coletiva;
IX - Nas abordagens permanece na segurança observando a ocorrência como um todo;
X - Em princípio, é quem emana as ordens dadas aos suspeitos sem, contudo, tolher a iniciativa
necessária dos demais componentes da equipe;
XI - Responsável por orientar o motorista durante os deslocamentos, sobre as condições dos
cruzamentos e possibilidade de mudança de pista de rolamento;
XII - Faz uso do farol de busca no patrulhamento noturno.
2º Homem (Condutor da Equipe):
I - Responsável pela viatura, sua manutenção e limpeza;
II - Responsável pela condução da viatura, respeitando a legislação de trânsito e as regras de
direção defensiva;
III - Cientifica o Comandante de Equipe sobre as alterações apresentadas na viatura.
IV - No patrulhamento, não possui responsabilidade de patrulhamento, pois sua preocupação
deve estar voltada para a condução da viatura, a segurança de seus companheiros e dos civis
que o cercam durante os deslocamentos;
V - Fica sempre no QAP do rádio e, em caso de desembarque da equipe, fica sempre próximo
a viatura para fazer a sua segurança (às vezes de forma ostensiva, outras de forma coberta),
e em condições de pronto conduzi-la;
VI - Durante as abordagens faz a segurança do perímetro, próximo à viatura.
3º Homem (Segurança/Revistador):
I - É o policial militar mais antigo do banco traseiro;
II - É responsável pelo equipamento e armamento da viatura antes da saída da base;
III - Quando desembarcados, é o segurança imediato do Comandante da Equipe;
IV - Responsável por coordenar a desequipagem da viatura, ao término do serviço;
V - Quando em patrulhamento é também responsável pela segurança do motorista. Posiciona-
se atrás do banco do 2º Homem (Motorista), tendo como área de patrulhamento a lateral
esquerda e retaguarda da viatura (estabelecimentos comerciais, transeuntes, veículos que
ultrapassam a viatura, vias transversais), e o contra fluxo de trânsito;
VI - Nas abordagens é quem executa as buscas (pessoal e veicular);
VII - Em uma emergência onde haja a necessidade de dividir a equipe, ele acompanhará o 2°
Homem (Motorista);
VIII - Em patrulhamento rural, rodoviário ou durante deslocamento para abordagens de alto
risco, poderá estar portando arma de uso coletivo quando embarcado;
IX - Também faz uso do farolete.
4º Homem (Segurança/Anotador):
I - É o responsável pela escrituração da documentação básica de serviço e anotações de alertas
gerais;
II - É encarregado da localização dos logradouros e de melhores itinerários;
III - Responsável pela anotação de todos os dados necessários para confecção dos COP’s (local,
horário, apoio, partes envolvidas, etc.);
IV - Responsável, juntamente com o 3º homem, pela equipagem e desequipagem da viatura, ao
término do serviço.
V - Posiciona-se atrás do banco do 1° Homem (Comandante de Equipe), e patrulha toda
lateral direita e a retaguarda (veículos e indivíduos em atitudes suspeitas que se aproximam,
afastam ou desviam em relação à viatura);
VI - Em qualquer logradouro que a viatura entre, tem a responsabilidade de localizar o endereço
ou pontos de referência;
VII - Durante o patrulhamento, faz a pesquisa dos veículos furtados ou roubados, com ou sem
a solicitação dos demais componentes da equipe;
VIII - Nas abordagens em que haja mais de um suspeito, não comprometendo a segurança da
equipe, pode auxiliar o 3° Homem, efetuando as buscas necessárias;
IX - Durante as abordagens, faz a pesquisas de indivíduos e/ou placas de veículos abordados
junto ao COPOM, através do rádio ou via telefone;
X - Responsável por anotar todos os dados de suspeitos, veículos ou possíveis ocorrências
repassadas pelo COPOM durante o serviço, mesmo que não tenham sido direcionadas para as
Equipes de ROTAM;
XI - Em uma emergência em que haja a necessidade de dividir a equipe ele acompanhará o 1°
homem;
XII - Responsável por bradar “EQUIPE EMBARCADA” no embarque da equipe na viatura;
XIII - Também responsável por orientar o motorista durante os deslocamentos, sobre as
condições dos cruzamentos e possibilidade de mudança de pista de rolamento.
5º Homem (Segurança/Anotador/Estagiário):
I - Ocorrerá quando houver um policial militar estagiando no serviço ou falta de efetivo para a
composição de outra equipe, será o militar mais moderno do banco traseiro e neste caso
assumirá as atribuições do 4º Homem.
II - Posiciona-se entre o 3° e 4° Homem e, devido a isso, nunca patrulha com a arma fora do
coldre;
III - É um homem que tem muito pouco a colaborar durante o patrulhamento embarcado, pois
devido ao seu posicionamento no interior da viatura, tem o seu campo de visão bastante
limitado, porém apresenta-se como um trunfo durante patrulhamentos a pé em áreas de alto
risco e nas abordagens a grupos maiores de suspeitos;
IV - No caso de divisão emergencial da Equipe acompanha o 3º Homem.
Seção III
Da rotina do serviço de ROTAM
Equipamento e Armamento – Barca de ROTAM
Além do armamento e equipamento individual de cada homem (nenhum policial militar
sai da base sem o colete balístico, arma de porte com carregadores sobressalentes e HT’s), as
viaturas de ROTAM são equipadas com, no mínimo:
- 01 (um) Fuzil ou carabina, calibre 7,62x51mm, 5,56x45mm, ou outro calibre com
comportamento balístico similar;
- 01 (uma) Submetralhadora calibre .40 S&W, 9x19mm, 9x21mm ou outro calibre com finalidade
de emprego similar;
- 01 (uma) Espingarda calibre 12GA, para utilização com munições de elastômero;
- Carregadores sobressalentes para todos os armamentos;
- Munições extras para a Espingarda calibre 12GA;
- 01 (um) Escudo Balístico, 04 (quatro) capacetes balísticos, 3 cassetetes, além de outros
equipamentos institucionais disponíveis que possibilitem o uso escalonado da força;
Todo armamento de uso coletivo deve estar bem acomodado e fixado na barca de
ROTAM, deve estar alimentado, porém não carregado, com seletor de segurança travado, em
termo popular “frio”;
O 3º homem deve observar a equipagem da barca observando também as
peculiaridades quanto ao material necessário ao emprego do Choque Ligeiro (escudos extras
lançadores de granadas, bornais, etc);
A Barca de ROTAM poderá operar com qualquer armamento pertencente ao BPM
ROTAM.
Depois de armada e equipada, a viatura, mesmo no pátio da BASE ROTAM, deve ficar
trancada. Todos da equipe devem estar plenamente aptos a manusear qualquer equipamento
ou armamento da viatura.
Todo PM em serviço portará: 01 (um) par de luvas descartáveis, caneta azul ou preta,
bloco de anotações, telefone celular, lanterna, canivete, identidade funcional, dinheiro para
alimentação e outros pequenos gastos pessoais e outros equipamentos acautelados aos
militares como de uso obrigatório, definido pelo ROTAM Comando ou Comandante do BPM
ROTAM.
Cabe ao 4º homem equipar a viatura com sua pasta individual, possuíndo toda a
documentação necessária ao serviço.
Treinamento e Instrução
É obrigatório que o Policial que irá trabalhar em uma equipe de ROTAM seja submetido
a um treinamento específico, como um curso de especialização, estágio ou nivelamento teórico
e prático. Porém, somente isto não qualifica o policial para estar atuando nesta função. As
instruções deverão ser constantes, preferencialmente em todo turno de serviço, devendo
abordar os mais diversos assuntos, como:
- Abordagem policial;
- Patrulhamento em área de alto risco;
- Gerenciamento de crises;
- Direitos Humanos;
- Documentação técnica;
- Legislação aplicada à atividade policial;
- Direção defensiva/evasiva;
- Defesa pessoal;
- Armamento e equipamento;
- Atendimento Pré-Hospitalar Tático;
- Tiro policial;
- Operações de choque ligeiro;
- Sobrevivência policial;
- Outros, segundo a conveniência e necessidade operacional.
Serviço – Barca de ROTAM
O regime de serviço é de 24 (vinte e quatro) horas de serviço seguidas de 72 (setenta e
duas) horas de descanso, podendo a escala ser modificada a critério do Comando ROTAM,
mantendo-se a escala em regime 1/3.
Após a revista da tropa e ajustes de escalas, feitos pelo Sargento Auxiliar do ROTAM
Comando é realizada a apresentação ao Oficial mais antigo presente na preleção.
As áreas de atuação das equipes são estabelecidas pelo P/3 do BPM ROTAM,
observando os horários com registros de maiores índices de criminalidade violenta e seguindo
diretrizes emanadas pelo ROTAM Comando, Comandante do BPM ROTAM, Comandante do
Comando de Missões Especiais ou Comandante Geral da PMAL.
Visando a plena eficiência do patrulhamento tático motorizado, as equipes de ROTAM
serão empregadas todas na mesma área de atuação, dividindo o turno do serviço para
proporcionar a atuação em mais de uma área de interesse;
Havendo grande necessidade de promover recobrimento em mais de uma área ao mesmo
tempo, as equipes serão divididas, nunca permanecendo menos do que duas equipes por área
de atuação;
Os horários onde as equipes não estejam em patrulhamento serão preenchidos com
treinamento físico, mantendo o condicionamento indispensável para o policial militar de ROTAM,
além de instruções técnicas;
O militar de serviço deverá estar barbeado, com sua farda limpa e passada, coturnos
engraxados e boina escovada. Todos se fiscalizam mutuamente neste sentido.
A ordem de embarque dos militares na viatura será sempre a seguinte: 2º, 1º, 3º e 4º
Homem, após embarcar, o 4º Homem informa aos demais componentes que a equipe está
embarcada.
Comunicações Via Rádio
Para rapidez operacional, as equipes de ROTAM comunicam-se diretamente umas com
as outras e com o COPOM, para pedidos de informações sobre veículos, indivíduos suspeitos,
confecção de B.O, etc. A disciplina de ROTAM é rígida, não sendo permitido qualquer tipo de
comunicação que não seja operacional, uso de nomes próprios de policiais militares, referências
a endereços residenciais ou telefones de militares, sendo terminantemente vedado qualquer
tipo de brincadeira.
A rede aberta somente é utilizada para mensagens curtas, claras e precisas.
Para comunicações longas ou administrativas, deve-se utilizar outro meio (telefone, contato
pessoal, etc.). A prioridade de comunicação é obedecida com rigor. Se uma equipe a solicita,
todas as demais se calam, e somente o ROTAM COMANDO e o rádio operador do COPOM
cobram as informações necessárias.
Sempre que uma equipe de ROTAM for acionada pelo ROTAM COMANDO, pela
coordenação ou pelo COPOM, deverá responder sua posição exata, situação no momento e se
há alguma “alteração”.
Ex.1: QAP, Equipe embarcada, em patrulhamento pela Grota do Cigano, Jacintinho, sem
alteração.
Ex.2: Motorista (Segurança ou Segurança-estagiário) no QAP, Equipe desembarcada, em
abordagem, na Grota do Cigano, Jacintinho.
Salvo naquelas situações em que a natureza da missão a ser desempenhada não
permita a identificação do local onde a equipe se encontre, por questões de segurança, de
sucesso da missão ou quando houver suspeitas de que a rede está sendo copiada por terceiros.
Quando outro policial militar, que não o Comandante da Equipe, atender o rádio, identifica-
se como segurança ou motorista, ou ainda, como estagiário, conforme o caso específico.
Seção IV
Do Patrulhamento Tático Motorizado
Para a obtenção do sucesso no cumprimento de nossa missão de patrulhar com maior
eficiência, torna-se necessário que cada componente da equipe saiba exatamente qual a sua
função durante o patrulhamento.
A velocidade da viatura no patrulhamento deve ser a que tudo possa ser observado com
detalhe e compreendido pelo policial militar.
No período noturno, os faróis da(s) viatura(s) deverão estar ligados, cabendo ao
Comandante da Equipe orientar o 2º Homem (condutor) sobre a necessidade de sua supressão
ou não, dependendo da imprescindibilidade do fator surpresa, como por exemplo, em uma
aproximação furtiva em área de baixa luminosidade, durante pequenos trechos. Deixando claro
que esta situação é uma excepcionalidade e não uma regra.
O retrovisor do lado direito da viatura deverá estar regulado de forma a garantir a
segurança dos deslocamentos, propiciando ao motorista maior campo de visão da via e não a
lateral do veículo. Desta forma, permitirá também a sua utilização como ferramenta de
patrulhamento, pelo 1º Homem.
A atenção dos homens deve estar voltada para sua área de responsabilidade. Durante
o patrulhamento, as janelas da viatura devem estar sempre abertas para permitir melhor
visualização, audição e agilidade nas abordagens.
Os seguranças (3º e 4º Homens) quando embarcados nas viaturas, deverão assumir
uma postura física que lhes permita a plena visibilidade de toda a área sob sua responsabilidade
de patrulhamento, inclusive retaguarda, isto garantirá 360º de patrulhamento, com cuidado
especial para o interior de estabelecimentos comerciais, bancos, empresas e veículos.
Nas equipes de ROTAM também é responsabilidade dos seguranças, principalmente o 4º
homem, atuarem como o “retrovisor” para o 2º homem, garantindo assim um deslocamento mais
rápido e seguro. Neste sentido deverão ser executados comandos simples, claros e objetivos,
por exemplo: Faixa da esquerda (ou direita) nihil (limpa)!; Esquerda (ou direita) vai!!!; Direita
sujo!!!; Segura!!!
A necessidade desta postura física diferenciada é um dos principais motivos pelo qual os
seguranças não patrulham portando arma longa, pois ela, além de dificultar o seu
posicionamento embarcado, também diminui a mobilidade do patrulheiro durante o seu
desembarque, prejudicando ainda, o desenvolvimento dos procedimentos operacionais
individuais inerentes a cada um deles.
O condicionamento mental também é circunstância “Sine qua non”(termo legal em latim
que pode ser traduzido como “sem a/o qual não pode ser”. Refere-se a uma ação cuja condição
ou ingrediente é indispensável e essencial) ao exercício do patrulhamento realizado pelo policial
militar de ROTAM, sendo fundamental o estado de atenção para a avaliação das situações
corriqueiras ou não, a capacidade de vigilância, a tenacidade e capacidade de concentração.
Neste sentido, durante o patrulhamento embarcado, a utilização de telefones celulares
ou quaisquer outros aparelhos eletrônicos deverá estar restrita a contatos rápidos,
preferencialmente referentes ao serviço, após autorização do Comandante da Equipe. Em
caso de necessidade de contatos mais demorados, a equipe deverá cessar o patrulhamento e
desembarcar até estar novamente em condições.
Sempre que um integrante da equipe avistar uma viatura de área, policiais civis, policiais
federais ou outra força de segurança, deverá avisar: ex. (Polícia civil às 12h, Vtr de área às 9h,
equipe de ROTAM às 6h, equipe de área às 3h, etc.).
Tal fato demonstrará o nível de atenção do patrulheiro durante o serviço e permitirá
também que a equipe seja sempre a primeira a cumprimentar tal pessoa, atitude que, além de
demonstrar a educação e urbanidade que devem ser inerentes à nossa profissão ajudam a
quebrar as barreiras internas que acabam se formando entre a tropa especializada e a tropa de
área ou entre as diferentes corporações. O 4º ou 5º homem é o encarregado de pesquisar nas
relações de caráter-geral de veículos transmitidos pelo COPOM qualquer placa de veículo
suspeito avistado por qualquer militar da equipe. Se a suspeita for forte procede-se a uma
abordagem e vistoria.
O patrulhamento deverá ser realizado de forma que não venha a atrapalhar o tráfego
normal, salvo quando em deslocamento para atendimento de ocorrência.
Não se permite, exceto em tráfego muito intenso, que pedestres, motociclistas ou outro
veículo permaneça muito próximo da viatura, para não atrapalhar uma possível manobra
repentina, e para precaver-se de possíveis ataques dos ocupantes.
Em trânsito lento e semáforos, o motorista mantém distância da frente suficiente para
realizar manobras, caso necessário.
Em qualquer parada da VTR (que não seja tráfego intenso), os seguranças desembarcam
e protegem a equipe, civis e a viatura.
Todo solicitante que se aproximar deve ser encaminhado ao Comandante da Equipe
para informações necessárias.
Ao se manobrar a viatura em vias estreitas, locais ermos, favelas ou de acesso
dificultoso, os seguranças desembarcam para maior proteção.
Todo policial militar fardado e viatura atraem a atenção do público, por isso, todos os
componentes da equipe policiam-se ininterruptamente com relação a sua postura, palavras e
gestos, mesmo no interior da viatura em patrulhamento, não devendo em qualquer hipótese fazer
brincadeiras, gestos obscenos ou usar palavras de baixo calão, que possam ser observados por
alguém fora da viatura. Jamais jogar lixo ou objetos pela janela da viatura, gritar para alguém
longe da viatura, bem como, paqueras. Não deverá também permanecer sem cobertura,
desabotoar a gandola, retirar o colete ou agir de maneira contrária a tudo que caracteriza um
profissional sério e respeitador.
O motorista deverá obedecer aos sinais e regras de trânsito, exceto quando em caso de
emergência, e mesmo assim, com todos os cuidados e sinais de advertência (sonoros e
luminosos) acionados.
Via de regra é o motorista o segurança da viatura quando a equipe desembarca para
atendimento de ocorrência, incursão policial ou acompanhamento á pé.
Em eventos excepcionais, quando atuando em áreas conflagradas ou em locais onde
houver a possibilidade de incursões mais demoradas (patrulhamento em grotas, favelas, etc.) ,
é importante considerar a possibilidade de retirar a viatura do local de risco devido à sua
vulnerabilidade. Nestas situações o 2º Homem deverá deslocar-se para uma Unidade ou
subunidade policial mais próxima ao local de patrulhamento e aguardar o acionamento para o
recolhimento da equipe no ponto de encontro pré-determinado.
Sempre que possível 02 (dois) policiais fazem a segurança da viatura enquanto os
demais estiverem distantes. Se a situação exigir, e somente 01 (um) policial ficar na VTR, ele
deve fechar portas e janelas, armar-se com submetralhadora ou carabina e HT, e colocar-se
em posição estratégica onde tenha uma ampla visão e fique protegido. Não se admite que
ninguém se aproxime da VTR ou de si próprio para não ser tomado de assalto ou ser
surpreendido.
Todo policial militar, de qualquer Unidade, que se encontre durante o patrulhamento é
tratado com cordialidade por policiais do BPM ROTAM.
Nenhum serviço de interesse particular de qualquer um da equipe é executado durante o
serviço. Qualquer pessoa que entrar na viatura, mesmo solicitante, vítima ou testemunha deve
ser rapidamente revistada para busca de armas, para maior segurança da equipe.
Estando a viatura estacionada, e algum solicitante aproximar-se do policial militar da
segurança, este o encaminha ao outro segurança que está na viatura. O segurança principal
não desvia sua atenção dando informações ou coisas do tipo.
O BPM ROTAM atrai admiradores e curiosos que costumam aproximar-se das viaturas
estacionadas. Devem ser tratados com educação e respeito, mas não devem conversar com o
homem da segurança principal, o policial militar que conversar com estas pessoas, apesar de
dar-lhes atenção (quando a situação permitir, caso contrário são gentilmente convidados a se
afastarem), não se desliga do que ocorre ao redor. Estes civis não podem entrar na viatura ou
tocar em qualquer equipamento ou armamento. Podem ser convidados a visitarem a BASE do
BPM ROTAM, onde terão a atenção devida.
A segurança da equipe somente é relativamente “relaxada”, quando a VTR de ROTAM
estiver estacionada no interior de outro quartel da Polícia Militar, e, mesmo assim, esta nunca
ficará sozinha.
Em qualquer logradouro que a viatura entre, a equipe procura a placa com o endereço,
para pedido de apoio em caso de emergência.
A viatura de ROTAM e sua equipe estão sempre prontas para a ação. Mesmo
estacionada, estará com o motor ligado e frente voltada para a saída. Se consertando um pneu
numa borracharia, o estepe será colocado enquanto o outro é reparado.
Se alguma viatura estiver com problemas mecânicos, deverá ser guinchada até a BASE,
e será escoltada por outra equipe para sua proteção.
Sempre que o condutor sair da condição de patrulhamento para deslocamento, ele
deverá dar um sinal verbal ou acelerando a viatura por duas ou mais vezes, para que os
seguranças se posicionem da melhor forma.
Seção V
Da Oração de ROTAM
A Oração de ROTAM é proferida diariamente por toda a tropa de serviço ordinário após a
preleção diária. Para a execução do ato solene, deverão ser retiradas as coberturas e a tropa
deverá adotar dispositivo próprio, em formato circular e de braços entrelaçados.
Oração de ROTAM
Senhor Deus,
vós que tudo comandais,
vós que guiais teus soldados,
pelos caminhos da dignidade e da vitória,
dai-nos a força e a coragem para lutar,
a perseverança dos bravos,
a humildade dos heróis,
e a fé que nos torna invencíveis.
Concedei-nos também Senhor,
no fragor do combate,
quando grande for a tormenta em nossos corações,
a tua incomparável honra,
a tua infinita justiça,
e a tua fiel lealdade,
para que o mal sucumba,
para sempre diante de nós,
Amém!
ROTAM! ROTAM! ROTAM!
Seção VI
Da Oração do Radiopatrulheiro
A Oração do Radiopatrulheiro reflete a historicidade do Batalhão de ROTAM e seus
primeiros 20 anos de existência como Batalhão de Polícia de Radiopatrulha – BPRp.
Oração do Radiopatrulheiro
Senhor Deus todo poderoso,
Nós humildes radiopatrulheiros,
Pedimos a tua benção,
Pois é grande a nossa necessidade,
E árdua a nossa missão,
E só tu Senhor, podes rogar por nós,
Quando estamos em perigo,
Não permita Deus,
Que as trevas de medo envolvam nosso ser,
Nem que a dúvida nos faça vacilar,
Nem que a escuridão nos cegue,
Nem que o inimigo nos vença,
Nem que as tentações nos enfraqueça,
Proteja-nos Senhor,
Pois confiamos em ti,
Seja nosso coleta,
Nossa arma,
Nosso guia,
Para sempre.
RADIOPATRULHA! AMÉM!
“PATRULHAR É MAIS QUE UMA TÉCNICA, É ANTES DE TUDO, UMA ARTE”.