EDUARDA SÁ BOHN, EDUARDO SENA, GABRIELI SOUZA, JOÃO VICTOR
DINIZ, LAIS BARBOSA, LUISA BARREIRA VITORINO, MARIA CECILIA ALVIM
DPOC
Definição
A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica é uma doença
heterogênea onde há uma redução progressiva do fluxo
de ar pulmonar devido à anormalidades alveolares
causadas por resposta inflamatória.
É uma doença de base genética, entretanto há grande
associação ao tabagismo e à exposições ambientais.
Sinais e
Sintomas
Queixas comuns:
“falta de ar”, “tosse persistente”, “produção excessiva de muco”.
Fatores de risco:
Tabagismo.
Exposição a fumaça, vapores, gases, pós e outro químicos.
Predisposição familiar.
Indicadores Clínicos para suspeição:
Dispneia progressiva, persistente e que piora com
exercícios.
Chiado no peito recorrente.
Tosse crônica que pode ser intermitente, produtiva ou seca.
Infecções recorrentes das vias aéreas inferiores.
Presença de fatores de risco.
Padrões Sintomáticos típicos em estágios avançados:
-Sopradores rosados : -Pletóricos azuis :
Predomínio de enfisema. Predomínio de bronquite.
Queixa Principal é Queixa Principal é tosse
dispneia. crônica.
Paciente aparenta Pacientes
desconforto, com uso frequentemente são
evidente dos músculos obesos, cianóticos e
acessórios da parecem confortáveis em
respiração. repouso.
Estágios Finais:
São caracterizados por pneumonia, hipertensão pulmonar, cor
pulmonale e insuficiência respiratória crônica.
Achados importantes em exame físico (quadro avançado):
Tórax em tonel.
Tiragem intercostal.
Exames Complementares
Espirometria pós-broncodilatador (padrão ouro para o diagnóstico):
Avalia presença de obstrução persistente.
Radiografia de tórax:
Identifica sinais de hiperinsuflação com retificação das cúpulas diafragmáticas,
retificação das costelas e hipertransparência do parênquima pulmonar.
Auxilia na exclusão de outras possibilidades de diagnóstico.
Além de:
Hemograma completo com dosagem de eosinófilos.
Dosagem alfa-1-antitripsina
Oximetria em repouso
Estadiamento da DPOC (ESPIROMETRIA) :
Se a razão entre Volume Expiratório Forçado em 1 segundo(VEF1) e Capacidade
vital forçada(CVF) for inferior a 0,7 = OBSTRUÇÃO
Espirometria
Classificação VEF1/CVF inferior a
0,7
GOLD 1 (obstrução VEF1 ≥ 80% do
leve) previsto
GOLD 2 (obstrução 50% ≤ VEF1 < 80%
moderada) do previsto
GOLD 3 (obstrução 30% ≤ VEF1 < 50%
grave) do previsto
GOLD 4 (obstrução VEF1 < 30% do
muito grave) previsto
Diagnóstico
Considerar diagnóstico na presença de sinais, sintomas e fatores de risco
(tabagismo, exposições ambientais e/ou ocupacionais), idade superior a 40
anos .
Além disso é fundamental:
Limitação do fluxo de ar na prova de função pulmonar não
completamente reversível (persistente mesmo após uso de broncodilatador)
e, na maioria dos casos, progressiva.
Tratamento
Classificação de Grupos e seus respectivos tratamentos:
Broncodilatador de curta ou média duração a depender da necessidade:
Considerar SAMA ou SABA para alívio imediato de sintomas
Considerar LABA se sintomas frequentes, conforme avaliação clínica
Broncodilatação longa de ação contínua:
LAMA + LABA em uso contínuo: brometo de umeclidíneo + trifenatato de
vilanterol
Considerar SAMA ou SABA para alívio imediato de sintomas
Tratamento Inicial Preferencial:
LAMA + LABA em uso contínuo: brometo de umeclidíneo + trifenatato de
vilanterol independente do grau de obstrução e perfil sintomático;
ou
Tiotrópio monoidrato + cloridrato de olodaterol, se GOLD 3 ou 4
Tratamento com LAMA + LABA + ICS, quando indicado ICS:
Contagem de eosinófilos ≥ 300 células/μL;
Exacerbações frequentes e contagem de eosinófilos entre ≥ 100 e < 300
células/μL, considerar ICS individualmente;
OU
Exacerbações persistirem em uso de LAMA + LABA.
Evitar ICS se:
Contagem de eosinófilos < 100 células/μL ou histórico de pneumonia.
Considerar SAMA ou SABA, para alívio imediato de sintomas.
Medidas Não Medicamentosas
Avaliar tratamento cirúrgico (Bulectomia, Redução do Volume pulmonar
por broncoscopia)
Legenda: ICS: corticoide inalatório; LABA: broncodilatadores beta-2 agonistas de longa ação;
LAMA: broncodilatadores antimuscarínicos de longa ação; SABA: broncodilatadores beta-2
agonistas de curta ação; SAMA: broncodilatadores antimuscarínicos de curta ação;
REFERÊNCIAS
BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE.
PROTOCOLO CLÍNICO E DIRETRIZES TERAPÊUTICAS DA DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÔNICA. BRASÍLIA,
DF: MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2025. DISPONÍVEL EM: HTTPS://[Link]/SAUDE. ACESSO EM: 4 ABR. 2026.
COELHO, A. E. C. ET AL. ABORDAGEM GERAL DA DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÔNICA (DPOC): UMA
REVISÃO NARRATIVA. REVISTA ELETRÔNICA ACERVO MÉDICO, V. 1, N. 1, 2021. DISPONÍVEL EM:
HTTPS://[Link]/10.25248/REAMED.E8657.2021. ACESSO EM: 4 ABR. 2026
GLOBAL INITIATIVE FOR CHRONIC OBSTRUCTIVE LUNG DISEASE (GOLD). GLOBAL STRATEGY FOR THE
DIAGNOSIS, MANAGEMENT, AND PREVENTION OF CHRONIC OBSTRUCTIVE PULMONARY DISEASE: 2026
REPORT. 2026. DISPONÍVEL EM: HTTPS://[Link]. ACESSO EM: 4 ABR. 2026.