DECRETO
DECRETO
Regulamenta para a Polícia Militar e Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Mato Grosso, a
Lei nº 10.076, de 31 de março de 2014, que dispõe sobre os critérios e as condições que
asseguram aos Oficiais e Praças da ativa a ascensão na hierarquia militar, mediante promoção,
de forma seletiva, gradual e sucessiva e dá outras providências. O GOVERNADOR DO ESTADO
DE MATO GROSSO, no uso das atribuições que lhe confere o artigo 66, inciso III, da
Constituição Estadual.
DECRETA:
Art. 2º Os alunos que, por conclusão dos respectivos cursos, forem declarados aspirantes a
oficial do QOPM/BM ou promovidos ao primeiro posto do QCOPM/BM, na mesma data, serão
classificados por ordem decrescente de nota final do curso, observada até a terceira casa
decimal, dentro dos respectivos quadros, independente do local de formação e da data de
conclusão do curso.
§ 2º Nas situações previstas no caput e no parágrafo anterior deste artigo, caso ocorra empate,
a antiguidade será, nos termos do Estatuto dos Militares Estaduais, estabelecida da seguinte
forma: I – pela antiguidade na graduação anterior, apenas para o QCOPM/BM; II – pela data de
nascimento, sendo o de mais idade considerado o mais antigo; III – entre os alunos de um
mesmo curso, de acordo com o regulamento do respectivo órgão de ensino, se não puderem
ser enquadrados nos incisos I e II.
Art. 3º Os aspirantes a oficial do QOSPM/BM terão sua antiguidade definida pela ordem
decrescente de nota final do concurso público, sendo os critérios de desempate estabelecido
no edital.
Art. 4º Os alunos que, por conclusão do curso de formação, forem promovidos a soldado na
mesma data serão classificados por ordem decrescente de nota final do curso, observada até a
terceira casa decimal, independente do local de formação e da data de conclusão do curso.
§ 2º Nas situações previstas no caput e no parágrafo anterior deste artigo, caso ocorra empate,
a antiguidade será, nos termos do Estatuto dos Militares Estaduais, estabelecida da seguinte
forma:
I – pela data de nascimento, sendo o de mais idade considerado o mais antigo;
Art. 5º A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Mato Grosso deverão
organizar e manter almanaques de oficiais e praças, onde serão relacionados, por quadros,
postos e graduações, em ordem decrescente de antiguidade e precedência, todos os oficiais e
praças da ativa das Instituições. Parágrafo único. O deslocamento que sofrer o oficial e a praça
na escala hierárquica, em consequência de promoção ou de tempo não computável, será
consignado no respectivo almanaque e registrado na sua folha de alterações.
Art. 6º As vagas a serem preenchidas serão apuradas nos postos e graduações dos diferentes
quadros, conforme dispõe o art. 34 da Lei nº 10.076, de 31 de março de 2014.
I – promoção:
b) do posto de capitão para o posto de major, abrindo vaga para o posto de capitão;
XI – falecimento.
§ 4º As vagas abertas serão apuradas pela Secretaria das Comissões de Promoção (SCP) em até
60 (sessenta) dias antes da data de cada promoção.
Art. 7º Os limites quantitativos definidos no art. 33 da Lei nº 10.076, de 31 de março de 2014,
onde se estabelece as faixas dos oficiais e praças PM/BM, por ordem de antiguidade, que
poderão compor os quadros de acesso serão fixados 60 (sessenta) dias antes da data de cada
promoção.
§ 1º São relacionados pela SCP, compondo o limite quantitativo para estudo destinado à
inclusão nos quadros de acesso, os candidatos que possuam interstício mínimo previsto para
cada posto ou graduação até a data da promoção, inclusive.
a) Comandante-Geral;
b) Comandante-Geral Adjunto; e
§ 1º Para efeito de aplicação do inciso III deste artigo, não havendo na Instituição oficiais
superiores do último posto em número suficiente, deverão ser escolhidos entre os tenentes-
coronéis do QOPM/BM.
III – organizar a relação dos oficiais impedidos de ingresso nos quadros de acessos;
Art. 10. A CPO decidirá por maioria de votos, tendo seu presidente voto de qualidade.
Art. 11. Somente por imperiosa necessidade poder-se-á justificar a ausência de qualquer um
dos membros aos trabalhos da CPO.
Art. 12. O presidente da CPO poderá editar ato normativo que detalhará os pormenores de seu
funcionamento.
I – em sessão ordinária, periodicamente, para estudo e preparação das fichas dos candidatos
cogitados para promoção e consequente organização dos quadros de acesso, a fim de atender
ao que dispõe este decreto;
Art. 14. Cabe ao presidente da CPO, privativamente: I – fixar as datas das reuniões ordinárias e
convocar as extraordinárias; e II – encaminhar ao Governador, em até 05 (cinco) dias antes das
datas fixadas para promoção, as propostas de promoções.
Art. 15. Ao secretário da CPO compete: I – secretariar as sessões lavrando atas de todos os
trabalhos realizados; II – despachar diretamente com presidente da CPO; III – preparar todos
os documentos da CPO e submetê-los a despacho do presidente ou assinatura dos membros;
IV – tomar as medidas necessárias para o preparo e estudo das promoções dos oficiais; V –
organizar, manter em dia e salvaguardar os arquivos da CPO; VI – receber, protocolar e expedir
os documentos que transitarem pela comissão; VII – informar, com urgência e dentro dos
prazos legais, as demandas oriundas do Poder Judiciário relativas à promoção; VIII – conhecer
a legislação e a doutrina sobre promoções e assuntos afins, de forma a facilitar os trabalhos da
comissão; IX – não permitir manuseio ou que seja retirado dos arquivos, documentos relativos
à promoção, salvo, quando devidamente autorizado pela autoridade competente; X –
requisitar, quando autorizado pelo presidente da CPO, documentos, informações ou quaisquer
dados de interesse da comissão, visando maior agilidade dos trabalhos; XI – avisar aos
integrantes, por qualquer meio de comunicação, o local, a data e a hora das reuniões; XII –
observar e fazer observar aos seus auxiliares, a regulamentação vigente sobre a feitura dos
processos administrativos de promoções; XIII – nas reuniões da CPO, relatar sucintamente os
requerimentos; XIV – quando solicitado, fornecer aos integrantes da CPO, informações e
legislação para o necessário estudo e decisão dos processos de promoções e outros afins; e XV
– outros trabalhos cartorários inerentes à CPO. Art. 16. Cumpre aos membros da CPO: I –
participar das sessões, proferindo seus votos sobre as matérias discutidas; II – denunciar por
escrito e sugerir providências, sempre que notar inobservância dos princípios, regras ou
doutrinas firmadas para o cumprimento deste decreto; III – alegar impedimento sempre que
tiver de ser julgada causa de seu interesse direto ou de parentes, consanguíneos ou afins, até o
terceiro grau inclusive; IV – alegar suspeição sempre que tiver de ser julgada causa de amigo
íntimo ou inimigo; V – propor ao Comandante-Geral que sejam submetidos a processo
administrativo apuratório os oficiais, nos casos previstos no § 1º do art. 36 da Lei nº 10.076, de
31 de março de 2014; e VI – promover a responsabilidade disciplinar, administrativa ou
criminal de quem, funcionalmente ou não, haja dado informações inexatas ou falsas à CPO.
Quinta Feira, 10 de Abril de 2014 Diário Oficial Nº 26269 Página Art. 17. Quando os
documentos e dados fornecidos pelos órgãos forem incompletos ou obscuros, cabe ao
presidente da CPO requisitar as informações necessárias ao Comandante, Chefe ou Diretor do
órgão.
Art. 18. Todos os trabalhos da CPO têm caráter reservado, salvo as conclusões finais, que se
tornarão públicas através de boletim da Instituição. Seção II Da Comissão de Promoção de
Praças (CPP) Art. 19. A Comissão de Promoção de Praças (CPP), órgão de processamento das
promoções das praças, presidida pelo Comandante-Geral Adjunto da Instituição, é constituída
pelos seguintes membros: I – natos: a) Comandante-Geral Adjunto; e b) Secretário da CPP; II –
efetivos: 03 (três) oficiais superiores do QOPM/BM designados pelo Comandante-Geral,
anualmente e na primeira quinzena de janeiro; e III – suplentes: 03 (três) oficiais superiores do
QOPM/BM designados pelo Comandante-Geral no ato de nomeação dos membros efetivos,
podendo substituir somente estes. § 1º No impedimento do Comandante-Geral Adjunto da
Instituição, presidirá a CPP, o oficial de maior precedência ou mais antigo dentre os integrantes
da comissão. § 2º Caberá ao responsável pelo órgão de gestão de pessoas da Instituição
secretariar os trabalhos e as reuniões da CPP. Art. 20. À CPP compete, precipuamente: I –
organizar e submeter à aprovação do Comandante-Geral da Instituição, nos prazos
estabelecidos no calendário, os quadros de acesso e as propostas para as promoções por
antiguidade e mérito intelectual; II – solucionar os recursos referentes ao processo
promocional; III – organizar a relação das praças impedidas de ingresso nos quadros de
acessos; IV – propor ao Comandante-Geral da Instituição a exclusão das praças impedidas de
permanecer em quadros de acesso, em face da legislação em vigor; V – organizar e submeter à
consideração do Comandante-Geral da Instituição os processos referentes às praças julgadas
não habilitadas para o acesso em caráter provisório; VI – propor ao Comandante-Geral da
Instituição, para elaboração de Quadros de Acesso extraordinários, datas de referência para o
estabelecimento de novos limites quantitativos, de acordo com o previsto no art. 7º deste
decreto; VII – fixar as datas limites para remessa de documentos; VIII – propor ao
Comandante-Geral da Instituição, quando julgar necessário, o impedimento temporário para
promoção da praça, nos casos previstos em lei; e IX – outras atividades inerentes ao
processamento das promoções de praças. Art. 21. A CPP decidirá por maioria de votos, tendo
seu presidente voto de qualidade. Art. 22. Somente por imperiosa necessidade poder-se-á
justificar a ausência de qualquer um dos membros aos trabalhos da CPP. Art. 23. O presidente
da CPP poderá editar ato normativo que detalhará os pormenores de seu funcionamento. Art.
24. A CPP reunir-se-á mediante convocação do seu presidente: I – em sessão ordinária,
periodicamente, para estudo e preparação das fichas dos candidatos cogitados para promoção
e consequente organização dos quadros de acesso, a fim de atender ao que dispõe este
decreto; ou II – em sessão extraordinária, para analisar e deliberar sobre os processos de
promoções das praças, bem como fiscalizar a execução dos preceitos deste decreto. Art. 25.
Cabe ao presidente da CPP, privativamente: I – fixar as datas das reuniões ordinárias e
convocar as extraordinárias; e II – encaminhar ao Comandante-Geral, em até 05 (cinco) dias
antes das datas fixadas para promoção, as propostas de promoções. Art. 26. Ao secretário da
CPP compete: I – secretariar as sessões lavrando atas de todos os trabalhos realizados; II –
despachar diretamente com presidente da CPP; III – preparar todos os documentos da CPP e
submetê-los a despacho do presidente ou assinatura dos membros; IV – tomar as medidas
necessárias para o preparo e estudo das promoções das praças; V – organizar, manter em dia e
salvaguardar os arquivos da CPP; VI – receber, protocolar e expedir os documentos que
transitarem pela comissão; VII – informar, com urgência e dentro dos prazos legais, as
demandas do Poder Judiciário relativas às promoções; VIII – conhecer a legislação e a doutrina
sobre promoções e assuntos afins, de forma a facilitar os trabalhos da comissão; IX – não
permitir o manuseio ou que seja retirado dos arquivos, documentos relativos à promoção,
salvo, quando devidamente autorizado pela autoridade competente; X – requisitar, quando
autorizado pelo presidente da CPP, documentos, informações ou quaisquer dados de interesse
da comissão, visando maior agilidade dos trabalhos; XI – avisar os integrantes, por qualquer
meio de comunicação, o local, a data e a hora das reuniões; XII – observar e fazer observar aos
seus auxiliares, a regulamentação vigente sobre a feitura dos processos administrativos de
promoções; XIII – nas reuniões da CPP relatar sucintamente os requerimentos; XIV – quando
solicitado, fornecer aos integrantes da CPP, informações e legislação para o necessário estudo
e decisão dos processos de promoções e outros afins; e XV – outros trabalhos cartorários
inerentes à CPP. Art. 27. Cumpre aos membros da CPP: I – participar das sessões, proferindo os
seus votos sobre as matérias discutidas; II – denunciar por escrito e sugerir providências,
sempre que notar inobservância dos princípios, regras ou doutrinas firmadas para o
cumprimento deste decreto; III – alegar impedimento sempre que tiver de ser julgada causa de
seu interesse direto ou de parentes, consanguíneos ou afins, até o terceiro grau inclusive; IV –
alegar suspeição sempre que tiver de ser julgada causa de amigo íntimo ou inimigo; V – propor
ao Comandante-Geral que sejam submetidos a processo administrativo apuratório as praças,
nos casos previstos no § 1º do art. 36 da Lei nº 10.076, de 31 de março de 2014; e VI –
promover a responsabilidade disciplinar, administrativa ou criminal de quem, funcionalmente
ou não, haja dado informações inexatas ou falsas à CPP. Art. 28. Quando os documentos e
dados fornecidos pelos órgãos forem incompletos ou obscuros, cabe ao presidente da CPP
requisitar as informações necessárias ao Comandante, Chefe ou Diretor do órgão. Art. 29.
Todos os trabalhos da CPP têm caráter reservado, salvo as conclusões finais, que se tornarão
públicas através de boletim da Instituição. CAPÍTULO III DO PROCESSAMENTO DAS
PROMOÇÕES Seção I Disposições Preliminares Art. 30. O processamento das promoções
obedecerá, normalmente, à seguinte sequência: I – apuração das vagas a preencher; II –
fixação das relações de oficiais e praças, por postos, graduações e quadros, que entram nos
limites quantitativos de antiguidade para ingresso nos quadros de acesso por antiguidade,
conforme prazo previsto no art. 7º, deste decreto; III – fixação de prazos para a remessa da
documentação dos oficiais e das praças a serem apreciados para posterior ingresso nos
quadros de acesso; IV – organização dos quadros de acesso; V – remessa dos quadros de
acesso ao Comandante-Geral da Instituição; VI – publicação dos quadros de acesso; VII –
remessa ao Comandante-Geral da Instituição ou ao Governador do Estado das propostas para
as promoções; e VIII – promoções. Parágrafo único. O processamento das promoções
obedecerá ao calendário a ser elaborado pelo Comandante-Geral da Instituição, em que
também poderá ser especificadas atribuições e responsabilidades. Art. 31. As propostas de
promoções após processadas pelas comissões e devidamente publicadas em boletim da
Instituição, serão: I – remetidas pelo presidente da CPO, em até 5 (cinco) dias antes da data de
promoção, ao Governador do Estado para confecção do decreto de promoção de oficiais; ou II
– remetidas pelo presidente da CPP, em até 5 (cinco) dias antes da data de promoção, ao
Comandante-Geral da Instituição para confecção da portaria de promoção de praças. Art. 32.
Para cada data de promoções, a CPO e a CPP farão novo processamento, organizando a
proposta para as promoções por antiguidade e merecimento, contendo os nomes dos oficiais e
das praças a serem considerados. Parágrafo único. A CPP processará e organizará anualmente
a proposta para as promoções por mérito intelectual, contendo os nomes das praças a serem
consideradas, conforme a data de promoção definida neste decreto. Art. 33. A SCP apurará as
vagas existentes para cada posto ou graduação dos quadros, que serão preenchidas da
seguinte forma: I – as de antiguidade, aos militares estaduais mais antigos em condições de
serem promovidos dentro dos respectivos quadros; e II – as de merecimento, obedecido ao
disposto no art. 40 deste decreto. Seção II Do Acesso ao Posto Inicial Art. 34. O ingresso no
posto inicial dos quadros de oficiais da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar do
Estado de Mato Grosso é feito no posto de segundo-tenente. Parágrafo único. O acesso ao
posto inicial, nos quadros, se faz: I – pela promoção a segundo-tenente do aspirante a oficial
do QOPM/BM; II – pela promoção a segundo-tenente do aspirante a oficial do QOSPM/BM; ou
III – pela promoção a segundo-tenente do aluno CHOA ou CAOC do QCOPM/BM. Art. 35. Para
promoção ao posto inicial do QOPM/BM será necessário que o aspirante a oficial satisfaça aos
requisitos previstos nos incisos I, II, III, IV, V, VI, VIII e IX do art. 21 da Lei nº 10.076, de 31 de
março de 2014 e ainda: I – comprove aptidão profissional, verificada em estágio prévio em
Unidade Operacional; II – não esteja submetido a Conselho de Disciplina; III – não possua
antecedentes criminais que o tornem incompatível com o oficialato; e IV – obtenha conceito
favorável da CPO. Parágrafo único. O Comandante-Geral da Instituição estipulará normas de
avaliação e processamento da promoção ao primeiro posto. Art. 36. Para promoção ao posto
inicial do QOSPM/BM será necessário que o aspirante a oficial satisfaça aos requisitos
previstos nos incisos II, III, IV, V, VIII e IX do art. 21 da Lei nº 10.076, de 31 de março de 2014 e
seja aprovado no Curso de Adaptação de Oficiais de Saúde (CAOS). § 1º A classificação final no
CAOS não altera a antiguidade dos aspirantes a oficial, sendo esta definida pela ordem
decrescente de nota final do concurso público. § 2º O aspirante a oficial não aprovado no
CAOS será submetido a processo administrativo de caráter demissório. Art. 37. Para promoção
ao posto inicial do QCOPM/BM será necessário que o aluno a oficial do Curso de Habilitação de
Oficial Administrativo (CHOA) ou do Curso de Adaptação de Oficiais Complementar (CAOC)
satisfaça aos requisitos previstos nos incisos II, III, IV, V, VI, VIII e IX do art. 21 da Lei nº 10.076,
de 31 de março de 2014 e seja aprovado nos referidos cursos. Seção III Da Promoção por
Antiguidade Art. 38. A promoção por antiguidade é feita na sequência do respectivo quadro de
acesso por antiguidade. Parágrafo único. A antiguidade no posto ou graduação é contada a
partir da data do ato de promoção, ressalvando os casos de descontos de tempo não
computável, previstos em lei. Art. 39. O militar estadual que, na época de encerramento das
alterações, não satisfazer aos requisitos previstos no art. 21 da Lei nº 10.076, de 31 de março
de 2014, para ingresso no quadro de acesso, mas que possa Quinta Feira, 10 de Abril de 2014
Diário Oficial Nº 26269 Página a vir satisfazê-los até a data da promoção, será incluído
condicionalmente no quadro de acesso por antiguidade e promovido por este critério desde
que, na data de promoção, venha a satisfazer aos referidos requisitos e lhe toque a vez. Seção
IV Da Promoção por Merecimento Art. 40. A promoção por merecimento é realizada para o
posto de coronel, com base no quadro de acesso por merecimento, sendo observado o
seguinte procedimento de seleção: I – para a primeira vaga, concorrerão os oficiais que
ocupam as três primeiras classificações; II – para a segunda vaga, concorrerão a sobra dos
concorrentes da primeira vaga e mais os três subsequentes; e III – para a terceira vaga,
concorrerão a sobra dos concorrentes da segunda vaga e mais os três ocupantes das
classificações seguintes, e assim sucessivamente. Parágrafo único. Nenhuma redução poderá
ocorrer no número de promoções por merecimento, por efeito de o respectivo quadro de
acesso possuir quantidade de oficiais inferior ao triplo de vagas previstas pelo critério de
merecimento. Art. 41. O Governador do Estado, nos casos de promoção por merecimento,
apreciará livremente o mérito dos oficiais contemplados na proposta encaminhada pelo
Comandante-Geral e decidir-se-á por qualquer dos nomes, observado o que dispõe o artigo
anterior. Seção V Da Promoção por Mérito Intelectual Art. 42. A promoção por mérito
intelectual é realizada para a graduação de terceiro-sargento com base no quadro de acesso
por mérito intelectual. § 1º A promoção referida no caput é resultante da classificação dentro
do número de vagas ofertadas em processo seletivo interno, realizado entre cabos e soldados,
para a graduação de terceiro-sargento. § 2º O processo seletivo de que trata o parágrafo
anterior será realizado anualmente e sua validade é finda com o ato de promoção dos
classificados dentro do número de vagas ofertadas. § 3º Para promoção a graduação de
terceiro-sargento será necessário que o militar estadual satisfaça os requisitos previstos nos
incisos II, III, IV, V, VI, VIII e X do art. 21 da Lei nº 10.076, de 31 de março de 2014. § 4º Para
efeito de antiguidade entre as praças promovidas à graduação de terceiro-sargento, na mesma
data, será considerada a antiguidade da graduação anterior. Seção VI Da Promoção por
Bravura Art. 43. A promoção por ato de bravura é efetivada por ato do Governador do Estado
de Mato Grosso. § 1º O ato de bravura, considerado altamente meritório, é apurado em
investigação procedida por uma comissão especial, composta por 3 (três) oficiais. § 2º Para
oficiais, a comissão será designada pelo Governador do Estado e, para as praças, pelo
Comandante Geral da Instituição. § 3º Na promoção por ato de bravura não se aplicam as
exigências para a promoção por qualquer outro critério, estabelecidas na Lei nº 10.076, de 31
de março de 2014. § 4º Será proporcionado ao militar estadual promovido, quando for o caso,
a oportunidade de satisfazer às condições para concorrer ao posto ou graduação a que foi
promovido. § 5º A antiguidade para os casos de promoção por ato de bravura será contada a
partir da data do ato de promoção. § 6º Não cabe promoção por ato de bravura aos militares
estaduais ocupantes dos últimos postos ou graduação dos respectivos quadros. Art. 44. A
promoção por ato de bravura será processada da forma seguinte: I – será encaminhada pelo
Comandante imediato do interessado, petição fundamentada e instruída ao Comandante-
Geral da Instituição, via hierárquica, para que o Conselho Superior da PM/BM aprecie os fatos
envolvendo o militar estadual; II – após aprovação da solicitação por 2/3 (dois terços) do
Conselho Superior da PM/BM, o Comandante-Geral deverá: a) se oficial, encaminhar proposta
ao Governador, indicando 3 (três) oficiais para nomeação de uma comissão especial fins de
apurar os fatos; ou b) se praça, nomear 3 (três) oficiais para compor uma comissão especial
fins de apurar os fatos. III – o resultado da apuração será encaminhado ao Comandante-Geral
da Instituição que o submeterá ao Conselho Superior da PM/BM, que poderá por 2/3 (dois
terços) considerar o ato altamente meritório, indicando expressamente se o militar estadual
poderá ser promovido ou não; e IV – caso o resultado da apuração tenha sido aprovado pelo
Conselho Superior da PM/BM, o Comandante-Geral da Instituição remeterá o processo ao
Governador do Estado para efetivar a promoção. Parágrafo único. Os documentos que tenham
servido de base para promoção por ato de bravura serão remetidos à Secretaria das Comissões
de Promoções. Seção VII Da Promoção Post-Mortem Art. 45. A promoção post-mortem será
efetivada quando o militar estadual falecer em uma das seguintes situações: I – em ação de
preservação da ordem pública; II – em consequência de ferimentos sofridos na preservação da
ordem pública, de doença, de moléstia ou de enfermidade contraídas nesta situação, em que
nelas tenham sua causa; ou III – em acidente de serviço, ou em consequência de doença, de
moléstia ou de enfermidade que nele tenham sua causa. § 1º O militar estadual será também
promovido se, ao falecer, satisfazia as condições para concorrer à promoção pelo critério de
antiguidade, estando incluso no processo promocional para a próxima data de promoção, ou
de mérito intelectual, quando classificado dentro do número de vagas ofertadas em processo
seletivo interno. § 2º A promoção que resultar de quaisquer das situações estabelecidas nos
incisos I, II ou III, independerá daquela prevista no § 1° deste artigo. § 3º Os casos de morte
por ferimento, doença, moléstia ou enfermidade referidos neste artigo, serão comprovados
por atestado de origem ou inquérito sanitário de origem, sendo os termos do acidente, baixa
ao hospital, prontuários de tratamento nas enfermarias e hospitais e os registros de baixa,
utilizados como meios subsidiários para esclarecer a situação. § 4° No caso de falecimento do
militar estadual, a promoção por ato de bravura exclui a promoção post-mortem, que
resultaria das consequências do ato de bravura. Art. 46 A promoção post-mortem será
processada da forma seguinte: I – será nomeada pelo Comandante-Geral uma comissão
especial, composta por 3 (três) oficiais, com a finalidade de apurar as circunstâncias do óbito
do militar estadual, que ao final emitirá relatório com parecer a respeito dos fatos e se
preenchem os requisitos para promoção; II – a homologação do parecer à promoção post
mortem é ato do Comandante-Geral da Instituição para as praças e do Governador do Estado
para os oficiais. III – a promoção post mortem é efetivada por ato do Governador do Estado de
Mato Grosso para os oficiais e do Comandante-Geral da Instituição para as praças. Seção VIII
Da Promoção por Requerimento Art. 47. A promoção por requerimento será concedida ao
militar estadual, na sua transferência para a reserva remunerada, mediante requerimento,
desde que preencha, além dos requisitos constantes nos incisos I, II, e X do art. 21 da Lei nº
10.076, de 31 de março de 2014, os abaixo relacionados: I – receber parecer favorável do
órgão de gestão de pessoas da Instituição; II – conte com trinta anos de serviço e vinte e cinco
anos de efetivo serviço, se do sexo masculino; e III – conte com vinte e cinco anos de serviço e
vinte anos de efetivo serviço, se do sexo feminino. § 1º A transferência compulsória do militar
estadual para a reserva remunerada, não exclui o direito à promoção por requerimento. § 2º
Não cabe promoção por requerimento para os militares estaduais ocupantes dos últimos
postos dos quadros. § 3º A promoção por requerimento será processada tão logo seja
requerida e se efetivará por ato da autoridade competente, após o cumprimento das
exigências contidas neste artigo, independente das datas previstas nos artigos 4º e 5º da Lei nº
10.076, de 31 de março de 2014. § 4º Os militares estaduais candidatos a promoção de que
trata este artigo deverão apresentar o requerimento até o dia 31 de janeiro do ano em que
vier a preencher os requisitos, para que sejam adotadas as providencias do processo
promocional pelo órgão de pessoal da Instituição. § 5º A promoção de que trata este artigo
obedecerá anualmente às seguintes limitações: I – na Polícia Militar: a) 20 (vinte) vagas para
oficiais; b) 80 (oitenta) vagas para as praças; II – no Corpo de Bombeiros Militar: a) 10 (dez)
vagas para oficiais; b) 40 (quarenta) vagas para praças. § 6º Em caso de haver número de
requerimentos superior ao número de vagas previstas no pará- grafo anterior, consideram-se
critérios de desempate: I – maior tempo de efetivo serviço; II – maior idade; III – antiguidade
no posto ou na graduação. § 7º Ao receber os requerimentos até a data limite estabelecida
neste decreto, o órgão de pessoal da Instituição deverá observar os critérios previstos no
parágrafo anterior para estabelecer as prioridades das promoções por requerimento para o
corrente ano, independente da data de preenchimento dos demais requisitos. § 8º O
interstício da graduação de subtenente para promoção ao posto de segundo-tenente, para fins
da promoção por requerimento prevista neste artigo, é de dois anos na graduação. § 9º O
órgão de pessoal da Instituição deverá, até o dia 28 de fevereiro, publicar em boletim da
Instituição a relação dos militares estaduais pleiteantes à promoção de que trata este artigo,
constando os selecionados dentro das vagas estabelecidas no § 5º deste artigo, bem como os
critérios utilizados para classificação de acordo com o § 6º deste artigo. CAPÍTULO IV DOS
QUADROS DE ACESSO Seção I Das Disposições em Comum aos Quadros de Acesso Art. 48. Os
quadros de acessos são relações nominais dos militares estaduais, organizados por quadros,
postos e graduações para as promoções pelos critérios de antiguidade (Quadro de Acesso por
Antiguidade – QAA), merecimento (Quadro de Acesso por Merecimento – QAM) e mérito
intelectual (Quadro de Acesso por Mérito Intelectual – QAMI). Art. 49. São condições comuns
para concorrer à promoção, conforme art. 21, da Lei nº 10.076, de 31 de março de 2014, em
todos os quadros de acesso: I – estar no mínimo no conceito disciplinar “bom”; II – ser
considerado possuidor de conceito moral; III – ser considerado apto em inspeção de saúde; IV
– ser considerado apto na Avaliação de Desempenho Físico (ADF) ou Teste de Aptidão Física
(TAF). V – haver vaga; e VI – ter tempo de serviço arregimentado. Art. 50. O conceito
disciplinar do militar estadual, previsto no inciso I do art. 49 deste decreto, abrange sua
conduta civil e militar, sob o ponto de vista disciplinar, conforme legislação especifica, devendo
estar classificado no mínimo no conceito disciplinar ‘bom’ para ingressar no quadro de acesso.
Art. 51. O conceito moral, previsto no inciso II do art. 49 deste decreto, é o conjunto de
qualidades e atributos, caracterizados pela honra, dignidade, honestidade e seriedade que o
militar estadual deve possuir no desempenho Quinta Feira, 10 de Abril de 2014 Diário Oficial
Nº 26269 Página de suas funções e no convívio social, de modo a lhe conferir respeitabilidade
perante a sociedade, seus superiores, pares e subordinados. § 1º Para efeito de avaliação
funcional, o conceito moral é aferido observando os seguintes aspectos: I – relatório da
Corregedoria-Geral, que aponte a prática de crimes ou transgressões disciplinares que
atentem contra honra pessoal, o pundonor militar e o decoro da classe; II – certidões de
antecedentes criminais; III – notícia de fato criminoso ou de transgressão de natureza grave
praticado pelo militar estadual, que gere repercussão e clamor social; e IV – outros
documentos solicitados ou enviados à SCP que tenham origem assegurada e configurem
informação fidedigna e comprometedora. § 2º O conceito moral é elaborado pela CPO ou CPP
e leva em conta as tipificações e as condições dos fatos avaliados. § 3º Para análise do conceito
moral as comissões de promoção analisarão o militar estadual podendo levar em consideração
o fato de estar respondendo processo criminal ou ter sido denunciado por qualquer meio lícito
de prática dos crimes de tráfico ou associação ao tráfico de drogas, violência sexual, corrupção,
concussão, extorsão, tortura, hediondos ou contra a hierarquia e a disciplina. § 4º As
comissões de promoção devem relatar em ata todos os motivos que ensejaram a avaliação do
conceito moral negativo do militar estadual avaliado. § 5º O militar estadual que for
considerado não habilitado para figurar no quadro de acesso por não possuir conceito moral
será submetido a processo administrativo apuratório ex-officio. § 6º O militar estadual que for
excluído do quadro de acesso por não possuir conceito moral, decorrente das situações
previstas neste artigo, no caso de absolvição, terá assegurado o direito a promoção em
ressarcimento de preterição. Art. 52. A inspeção de saúde, prevista no inciso III do art. 49
deste decreto, é a aferição das condições de saúde do militar estadual para o exercício do
posto ou graduação, bem como a habilitação para realizar as atividades da avaliação de
desempenho físico (ADF) ou teste de aptidão física (TAF). § 1º A inspeção de saúde será
atestada por ata expedida pela Junta de Inspeção de Saúde (JIS) da Instituição ou pela Junta
Médica designada pelo Comandante-Geral da Instituição. § 2º A inspeção de saúde que
considerar o militar estadual apto terá validade de 12 (doze) meses. § 3º A inspeção de saúde
que considerar o militar estadual inapto ou incapaz temporariamente só terá validade para o
processo promocional em andamento. § 4º A gravidez não é impeditiva para que a militar
estadual concorra à promoção. § 5º A readaptação não é impeditiva para que o militar
estadual concorra à promoção, desde que satisfaça os demais requisitos previsto em lei. § 6º O
militar estadual designado para curso, estágio ou missão em outra unidade federativa ou no
exterior, de duração superior a 30 (trinta) dias, será submetido à inspeção de saúde antes da
partida. § 7º O militar estadual que estiver em atividades autorizadas pela Instituição, fora do
Estado, decorridos os prazos de validade da inspeção de saúde, deverá providenciar nova
inspeção de saúde realizada por profissional habilitado, devendo esta ser homologada pela JIS
da Instituição e o seu resultado ser remetido às comissões de promoção. § 8º Os
procedimentos adotados na inspeção de saúde serão regulamentados pelo ComandanteGeral
da Instituição. Art. 53. Incapacidade física temporária é aquela condição que impede o militar
estadual de realizar momentaneamente, uma ou mais das atividades físicas previstas na ADF
ou TAF, devendo tal situação ser consignada na ata de inspeção de saúde. § 1º A incapacidade
física temporária não é impeditiva para que o militar estadual concorra à promoção. § 2º A
certificação de incapacidade física temporária, para efeitos de promoção, deverá ser procedida
exclusivamente pela JIS da Instituição, salvo nos casos onde haja necessidade de avaliação
realizada por médico especialista, com validação da referida junta. § 3º No caso de se verificar
a incapacidade física definitiva serão observadas as condições estabelecidas no Estatuto dos
Militares do Estado de Mato Grosso. Art. 54. A avaliação de desempenho físico (ADF) ou o
teste de aptidão física (TAF), prevista no inciso IV do art. 49 deste decreto, é destinada a aferir
as condições físicas do militar estadual para o exercício da atividade laboral do posto ou
graduação. § 1º A ADF ou TAF será aplicada por comissão composta por oficiais designados
pelo ComandanteGeral da Instituição, que expedirá ficha com o resultado da avaliação ou do
teste constando os índices alcançados pelo militar estadual e se ele está “APTO” ou “INAPTO”,
com o visto do avaliado. § 2º O militar estadual que for considerado inapto terá direito à
refazer a ADF ou o TAF, no mínimo 15 (quinze) dias e no máximo 30 (trinta) dias após a
realização da primeira avaliação ou teste. § 3º A ADF ou TAF que considerar o militar estadual
apto terá validade de 6 (seis) meses e será aplicado, sempre, em primeira e segunda
chamadas. § 4º No caso da militar estadual gestante, o prazo previsto no parágrafo anterior
será estendido por até 12 (doze) meses. § 5º Na ADF ou TAF dos militares estaduais
incapacitados temporariamente são adotados os seguintes procedimentos: I – disponibilização
de exercícios alternativos para cada uma das incapacidades identificadas e atestadas pela
Junta de Inspeção de Saúde da Instituição; ou II – observância, para os casos de incapacidade
física temporária com restrição total, do histórico da avaliação física imediatamente anterior,
no período máximo de dois anos, na qual deverá ser considerado apto para que possa
preencher este requisito. § 6º Aplica-se ao militar estadual readaptado o disposto no parágrafo
anterior, salvo nos casos de impossibilidade total atestada pela Perícia Oficial do Estado. § 7º O
militar estadual que estiver concorrendo pela primeira vez ao posto ou graduação
imediatamente superior e apresentar incapacidade física temporária que o impossibilite de
participar da ADF ou do TAF, e não realize os exercícios alternativos ou não tiver sido avaliado
anteriormente num período de dois anos, será considerado inabilitado para a promoção. § 8º
O militar estadual que estiver em atividades autorizadas pela Instituição, fora do Estado,
decorridos os prazos de validade da ADF ou do TAF, deverá providenciar nova ADF ou TAF por
profissional habilitado, conforme regulamento da Instituição, devendo o seu resultado ser
remetido às comissões de promoção. § 9º Os procedimentos adotados para aferir a aptidão
física serão regulamentados pelo Comandante-Geral da Instituição, devendo prever os
exercícios físicos alternativos ou critério de avaliação, que supram as atividades que o avaliado
se encontra impedido de realizar, constantes da ata de inspeção de saúde. Art. 55. A vaga,
prevista no inciso V do art. 49 deste decreto, consiste na não ocupação de cargo militar
previsto em lei especifica. Parágrafo único. A apuração das vagas abertas dar-se-á nos termos
do art. 6º deste decreto. Art. 56. O serviço arregimentado, previsto no inciso VI do art. 49
deste decreto, é o tempo passado pelo militar estadual, em determinado posto ou graduação,
no exercício de funções consideradas arregimentadas. § 1º Considera-se arregimentado o
tempo de efetivo serviço no exercício de funções de natureza militar, em Unidade Militar
Estadual prevista na Lei de Organização Básica das Instituições, ou outras assim definidas em
lei específica. § 2º O militar estadual para ingressar no respectivo quadro de acesso deverá
possuir tempo mínimo arregimentado no posto ou graduação observando: I – soldado: 72
(setenta e dois) meses; II – cabo: 32 (trinta e dois) meses; III – terceiro-sargento: 32 (trinta e
dois) meses; IV – segundo-sargento: 24 (vinte e quatro) meses; V – primeiro-sargento: 18
(dezoito) meses; VI – subtenente: 12 (doze) meses; VII – segundo-tenente: 32 (trinta e dois)
meses; VIII – primeiro-tenente: 32 (trinta e dois) meses; IX – capitão: 32 (trinta e dois) meses; X
– major: 24 (vinte e quatro) meses; ou XI – tenente-coronel: 18(dezoito) meses. § 3º O soldado
e o cabo para ingressar no QAMI deverá possuir no mínimo 24 (vinte e quatro) meses de
tempo arregimentado em qualquer das graduações. § 4º A contagem do tempo referido no §
2º, deste artigo, dar-se-á, de forma ininterrupta ou não, a contar do dia da última promoção
até o dia da fixação do limite quantitativo de cada promoção, nos termos do art. 7º deste
decreto. § 5º Não será considerado tempo de serviço arregimentado o período em que o
militar estadual estiver: I – em gozo de licença para tratamento de saúde própria ou da família,
quando o atestado médico apresentar afastamento superior a 30 (trinta) dias, devidamente
homologado pela Perícia Médica Oficial do Estado, exceto nos casos de afastamento
decorrente de acidente de serviço; II – em gozo de licença para tratamento de interesse
particular; III – em desempenho de função de natureza civil ou cargo público civil, temporário,
não eletivo; IV – na situação de desertor(a) ou extraviado; V – preso preventivamente,
temporariamente ou em flagrante delito, enquanto durar a prisão; ou VI – cumprindo pena
restritiva de liberdade decorrente de sentença penal transitada em julgado. § 6º Os períodos
de tempo de serviço não arregimentado dispostos no parágrafo anterior serão computados de
forma cumulativa, para efeito do período previsto no § 2º, desta artigo. § 7º O período em que
a militar estadual estiver em gozo de licença gestante será considerado tempo de serviço
arregimentado para fins deste decreto. § 8º O período em que o militar estadual estiver em
gozo de licença para desempenho de cargo de direção em associações representativas de
integrantes das Instituições Militares Estaduais será considerado tempo de serviço
arregimentado para fins deste decreto. Seção II Do Quadro de Acesso por Antiguidade (QAA)
Art. 57. O quadro de acesso por antiguidade é a relação dos militares estaduais habilitados à
promoção e colocados em ordem decrescente de antiguidade no quadro a que pertence. Art.
58. O interstício, previsto no inciso I do art. 21 da Lei nº 10.076, de 31 de março de 2014, é o
período mínimo que o militar estadual deve permanecer no posto ou graduação, contado a
partir de sua última promoção, assim estabelecido: I – Oficiais: a) de segundo-tenente para
primeiro-tenente: quatro anos; b) de primeiro-tenente para capitão: quatro anos; c) de capitão
para major: quatro anos; d) de major para tenente-coronel: quatro anos; e e) de tenente-
coronel para coronel: três anos. II – Praças: a) de soldado para cabo: nove anos; b) de cabo
para terceiro-sargento: quatro anos; c) de terceiro-sargento para segundo-sargento: quatro
anos; d) de segundo-sargento para primeiro-sargento: três anos; e e) de primeiro-sargento
para subtenente: três anos. Parágrafo único. O interstício de aspirante a oficial para segundo-
tenente é de seis meses. Art. 59. A avaliação de desempenho individual, prevista no inciso VI
do art. 21 da Lei nº 10.076, de 31 de março de 2014, é a ferramenta que avalia e mensura, de
modo objetivo e sistematizado, como o militar estadual desempenha suas funções, sendo
realizada semestralmente pelo superior hierárquico imediato do militar estadual. § 1º O
resultado final da avaliação de desempenho individual é a média aritmética resultante da
somatória dos valores numéricos finais das avaliações semestrais do posto ou graduação atual,
excluindo-se a de maior e a de menor valor. Quinta Feira, 10 de Abril de 2014 Diário Oficial Nº
26269 Página § 2º A avaliação de desempenho individual é satisfatória quando o resultado
final for igual ou superior à metade da nota máxima. § 3º O militar estadual que for
considerado não habilitado para figurar no quadro de acesso por não ter avaliação de
desempenho individual satisfatória será submetido a processo administrativo apuratório ex-
officio. § 4º A SCP deverá encaminhar a documentação comprobatória à Corregedoria-Geral
fins adoção da providência prevista no parágrafo anterior. Art. 60. A avaliação de desempenho
individual será realizada por meio da ficha de avaliação de desempenho (FAD), constante do
Anexo II deste decreto, que será preenchida pelo superior hierárquico imediato do militar
estadual avaliado, e terá nota de variação entre 0 (zero) e 6 (seis). § 1º O militar estadual que
se encontrar em função de natureza militar e que não estiver diretamente subordinado a
autoridade militar, e o militar estadual que estiver em exercício de função de natureza civil,
serão avaliados pelo Comandante-Geral Adjunto. § 2º A FAD não pode ser preenchida por
militar estadual de mesmo grau hierárquico do avaliado, devendo neste caso, ser remetido a
autoridade imediatamente superior. § 3º A FAD será preenchida, com observações dos
períodos de 01 de janeiro até 30 de junho e 01 de julho até 31 de dezembro, e serão remetidas
à SCP em até 60 (sessenta) dias após o término do semestre. § 4º Quando o militar estadual
for transferido em até 90 (noventa) dias antes do término do semestre, conforme as datas do
parágrafo anterior será preenchida a FAD e remetida imediatamente à SCP. § 5º No
preenchimento da FAD deverão ser avaliadas as habilidades e competências demonstradas
pelo militar estadual no período estipulado no § 3º deste artigo, devendo o avaliador
apresentar ao avaliado, como foi feita a avaliação e quais aspectos devem ser desenvolvidos e
preservados na atuação profissional, colhendo o seu ciente. § 6º Caso o avaliado discorde de
sua avaliação e não assine a FAD, o avaliador deverá convocar duas testemunhas para atestar
a recusa do avaliado. § 7º Quando o resultado final da FAD for menor que 3 (três), o avaliador
deverá emitir parecer fundamentando os motivos que o levaram a esta conceituação. § 8º
Caso o militar estadual avaliado não concorde com a nota e os motivos que levaram o
avaliador a emitir resultado final menor que 3 (três) na FAD, esse poderá solicitar por escrito
ao superior imediato do avaliador a revisão da referida nota, no prazo de 10 dias, após seu
ciente, devendo ser solucionado em até 15 (quinze) dias. Art. 61. Os cursos ou estágios,
previstos no inciso IX do art. 21 da Lei nº 10.076, de 31 de março de 2014, são disciplinados
pela Lei de Ensino da Instituição, sendo: I – Curso de Formação de Oficiais (CFO), para
promoção até o posto de capitão do Quadro de Oficiais (QOPM/QOBM); II – Curso de
Aperfeiçoamento de Oficiais (CAO), para promoção até o posto de Tenente coronel do Quadro
de Oficiais (QOPM/QOBM); III – Curso de Estudo de Comando e Estado-Maior (ECEM/PM/BM)
para promoção ao posto de coronel (QOPM, QOBM e QOS); IV – Curso de Adaptação de
Oficiais Complementar (CAOC), para promoção até o posto de capitão do Quadro
Complementar de Oficiais (QCOPM/QCOBM); V – Curso de Aperfeiçoamento de Gestão Pública
(CAGesP), para a promoção até o posto de tenente-coronel do Quadro Complementar de
Oficiais (QCOPM/QCOBM); VI – Curso de Adaptação de Oficiais de Saúde (CAOS), para
promoção até o posto de capitão (QOS); VII – Curso de Aperfeiçoamento na Área de Saúde
(CAAS) ou equivalente, conforme regulamentação da lei de ensino, para promoção até o posto
de tenente-coronel do Quadro de Oficiais de Saúde (QOS); VIII – Curso de Formação de
Soldados (CFSd), para promoção até a graduação de cabo; IX – Estágio de Qualificação de Cabo
(EQC), para promoção à graduação de 3º Sargento; X – Estágio de Qualificação de Sargento
(EQS), para a promoção à graduação de segundo-sargento; e XI – Estágio de Atualização de
Sargento (EAS), para promoção à graduação de primeiro-sargento. Seção III Do Quadro de
Acesso por Merecimento (QAM) Art. 62. O quadro de acesso por merecimento é a relação dos
oficiais habilitados à promoção ao posto de coronel dispostos em ordem decrescente da nota
do conceito profissional. Art. 63. Para analise do interstício, previsto no inciso I do art. 21 da
Lei nº 10.076, de 31 de março de 2014, aplica-se o disposto no art. 58 deste decreto. Art. 64. O
conceito profissional, previsto no inciso VII do art. 21 da Lei nº 10.076, de 31 de março de
2014, é a ferramenta que avalia e mensura, de modo objetivo e sistematizado, a vida
profissional do oficial até o posto de tenente-coronel. § 1º O conceito profissional será obtido
pela média aritmética da soma da nota da avaliação de desempenho individual, do exame do
oficial e da análise de sua vida profissional, tendo todos peso equivalente a um terço (1/3) da
nota total. § 2º Em caso de empate na nota final entre dois ou mais oficiais, prevalece o
critério de antiguidade para fins de desempate. § 3º A SCP, deve homologar os apontamentos
realizados na ficha profissional. § 4º O conceito profissional é satisfatório quando o resultado
final for igual ou superior à metade da nota máxima. § 5º O militar estadual que for
considerado não habilitado para figurar no quadro de acesso por não ter conceito profissional
satisfatório será submetido a processo administrativo apuratório ex-officio. § 6º A SCP deverá
encaminhar a documentação comprobatória à Corregedoria-Geral fins adoção da providência
prevista no parágrafo anterior. Art. 65. O exame do oficial é a ferramenta que avalia e mensura
a percepção que os membros da CPO possuem a respeito dos candidatos para inclusão no
quadro de acesso e será consignado na ficha de exame, constante no Anexo I deste decreto,
tendo em vista: I – as apreciações constantes das fichas de avaliação de desempenho
individual e a analise da vida profissional; II – a eficiência revelada no desempenho de cargos,
funções e comissões, e não a natureza intrínseca destes e nem o tempo de exercício nos
mesmo, particularmente a atuação no posto em exame. III – a potencialidade para o
desempenho de cargos mais elevados; IV – a capacidade de liderança, iniciativa e presteza de
decisões; V – os resultados obtidos em cursos regulamentares; VI – o realce do oficial entre
seus pares; VII – as punições sofridas; e VIII – as condenações penais sofridas, ou de suspensão
do exercício do posto, cargo ou função. § 1º Os membros da CPO deverão avaliar os
candidatos, aferindo uma nota com valores numéricos variáveis de 0 (zero) a 6 (seis). § 2º A
nota final do exame do oficial será obtido pela média aritmética da soma das notas emitidas
pelos membros da CPO. Art. 66 A análise da vida profissional do oficial é a ferramenta que
mensura os aspectos positivos e negativos apontados na ficha profissional do candidato,
constante no Anexo III deste decreto, sendo o seu preenchimento de responsabilidade do
candidato, devendo ser remetido à SCP até 45 (quarenta e cinco) dias antes da data de
promoção. Art. 67. Para analise dos cursos ou estágios, previstos no inciso IX do art. 21 da Lei
nº 10.076, de 31 de março de 2014, aplica-se o disposto no art. 61 deste decreto. Seção III Do
Quadro de Acesso por Mérito Intelectual (QAMI) Art. 68. O quadro de acesso por mérito
intelectual é a relação de praças habilitadas à promoção disposta em ordem decrescente do
resultado da seleção interna para cabos e soldados com estabilidade visando o preenchimento
de vagas da graduação de terceiro-sargento. Art. 69. O quadro de acesso será composto pelos
militares estaduais aprovados e classificados dentro do número de vagas ofertadas em
processo seletivo interno, realizado entre cabos e soldados. § 1º O órgão de pessoal da
Instituição será responsável pelo processo seletivo interno de que trata o caput deste artigo. §
2º Para participar do processo seletivo interno, os cabos e os soldados deverão possuir
estabilidade adquirida nos termos do Estatuto dos Militares do Estado. § 3º O quadro de
acesso será organizado uma vez ao ano, para a promoção: I – na Policia Militar no dia 5 de
setembro; ou II – no Corpo de Bombeiros Militar no dia 2 de dezembro. Art. 70. Para analise da
avaliação de desempenho individual, prevista no inciso VI do art. 21 da Lei nº 10.076, de 31 de
março de 2014, aplica-se o disposto nos art. 59 e 60 deste decreto. Seção IV Da Organização
dos Quadros de Acesso Art. 71. O QAA e o QAM serão organizados separadamente por
quadros, postos e graduações, sendo submetidos à aprovação do Comandante-Geral da
Instituição nas datas previstas no calendário. § 1º O calendário de que trata o caput deste
artigo será elaborado pelo Comandante-Geral da Instituição. § 2º Para a promoção ao posto de
coronel será organizado apenas o QAM. § 3º Para as promoções aos postos de tenente-
coronel, major, capitão, primeiro-tenente, segundotenente será organizado apenas o QAA. §
4º Para as promoções as graduações de subtenente, primeiro-sargento, segundo-sargento e
cabo será organizado apenas o QAA. § 5º Para a promoção a graduação de terceiro-sargento
serão organizados os QAA e QAMI. § 6º Os quadros de acesso aprovados serão publicados em
boletim da Instituição, dentro do prazo estabelecido no calendário. Art. 72. Os QAA serão
formados em ordem decrescente de antiguidade dos militares estaduais habilitados à
promoção e organizados por postos e graduações, nos respectivos quadros. Art. 73. Os QAM
serão formados pelos tenentes-coronéis habilitados ao acesso em ordem decrescente da nota
final do conceito profissional, nos respectivos quadros. Art. 74. O QAMI será formado pelos
cabos e soldados habilitados ao acesso em ordem decrescente da nota final do resultado da
seleção interna para o preenchimento de vagas da graduação de terceiro-sargento. Art. 75. As
comissões de promoção devem registrar em ata os motivos que ensejaram na não inclusão do
militar estadual em qualquer quadro de acesso, quando ocorrer às causas previstas no art. 36
da Lei nº 10.076, de 31 de março de 2014. Art. 76. Será excluído do QAM, já organizado, ou
dele não poderá constar, nos termos do art. 37 da Lei nº 10.076, de 31 de março de 2014, o
oficial que estiver agregado: I – em virtude de encontrar-se no exercício de cargo público civil
temporário, não eletivo, inclusive da administração indireta; ou II – por ter sido cedido ou
passado à disposição de órgãos do Governo Federal, Estadual ou Municipal, para exercer
função de natureza civil. Art. 77. Poderá ser excluído de qualquer quadro de acesso pelo
Comandante-Geral da Instituição, por proposta das comissões de promoção, mediante
aprovação por maioria dos votos de seus membros, o militar estadual acusado e considerado
culpado com base no que dispõe o art. 79, deste decreto. Parágrafo único. O militar estadual
nas condições deste artigo terá, no prazo de 60 (sessenta) dias, após a devida apuração, sua
situação reanalisada pela comissão de promoção, podendo ser reincluído no quadro de acesso.
CAPÍTULO V DA SELEÇÃO E DA DOCUMENTAÇÃO BÁSICA Art. 78. Os documentos básicos para
a seleção dos militares estaduais a serem apreciados para o ingresso nos quadros de acesso
são os seguintes: I – ata de inspeção de saúde ou cópia do certificado de capacidade física; II –
ficha individual da ADF ou TAF; III – folhas de alterações; IV – extrato de trabalhos e cursos;
Quinta Feira, 10 de Abril de 2014 Diário Oficial Nº 26269 Página V – ficha de avaliação de
desempenho - FAD; VI – ficha profissional, somente para tenentes-coronéis; e VII - ficha de
exame da CPO. § 1º Os documentos a que se referem os incisos I, II, III e IV deste artigo, serão
remetidos diretamente à SCP, nas datas previstas no calendário. § 2º Os documentos a que se
referem os incisos III, IV, V e VII deste artigo, serão elaborados pelo órgão de pessoal, pelo
órgão de ensino, pela SCP e pela CPO, respectivamente. § 3º Os documentos referenciados nos
incisos V, VI e VII, terão caráter reservado, resguardado ao avaliado o acesso as suas fichas,
mediante requerimento à comissão de promoção. § 4º O documento a que se refere o inciso
VI deste artigo, destina-se à contagem dos pontos relativos ao posto e à carreira dos tenentes-
coronéis, e será preenchida e pontuada segundo os critérios do Anexo III deste decreto. § 5º
As comissões de promoção poderão requisitar ao militar estadual concorrente certidões de
antecedentes criminais. Art. 79. Os militares estaduais que tiverem conhecimento de ato ou de
atos graves, que atinjam a moral e possam influir, contrária ou decisivamente, na permanência
do militar estadual em qualquer dos quadros de acesso, deverão, levá-los ao conhecimento da
comissão de promoção que encaminhará ao Comandante-Geral, que determinará a abertura
de processo administrativo ou inquérito policial militar para a comprovação dos fatos. Art. 80.
O tempo passado pelo militar estadual no desempenho de função de posto ou graduação
superior ao seu será computado como se todo ele fosse em exercício de seu cargo militar. Art.
81. O exercício interino de comando, chefia ou direção de unidade militar estadual com
autonomia administrativa, por tempo igual ou superior a 6 (seis) meses consecutivos, será
computado como comando, chefia ou direção efetiva. CAPÍTULO VI DOS RECURSOS Art. 82. O
militar estadual que se julgar prejudicado em seu direito pode impetrar recursos no prazo de
cinco dias corridos contados da data de publicação do ato. Parágrafo único. O militar estadual
recorrente deverá, se o caso assim ensejar, instruir o pedido com os documentos que
comprovem o alegado. Art. 83. Os recursos referentes ao processamento da promoção dar-se-
ão da seguinte forma: I - dos atos emanados pela CPO cabe recurso em primeiro grau ao
presidente da comissão e em segundo grau ao Governador do Estado; ou II - dos atos
emanados pela CPP cabe recurso em primeiro grau ao presidente da comissão e em segundo
grau ao Comandante-Geral da Instituição. Art. 84. Os recursos serão solucionados no prazo
máximo de 5 (cinco) dias, contados da data de seu recebimento, devendo sua solução ser
publicada em boletim da Instituição. CAPÍTULO VII DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS Art.
85. O Comandante-Geral da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar ajustará o
calendário de que trata o parágrafo único do art. 30, deste decreto, de forma a assegurar as
promoções a serem realizadas no ano de 2014. Art. 86. O militar estadual que for candidato a
promoção, também é co-responsável juntamente com o seu comandante, chefe ou diretor,
pelo cumprimento dos prazos, bem como remessa dos documentos exigidos para sua
promoção, exceto se alertar por escrito o seu superior hierárquico, no mínimo 15 (quinze) dias
antes de findar os prazos previstos no calendário. Art. 87. O militar estadual fica dispensado do
requisito de tempo arregimentado, previsto nos §2º e §3º do art. 56 deste decreto, somente
para a primeira promoção após a entrada em vigor deste decreto. Art. 88. Os documentos
referentes ao processamento das promoções que forem protocolados fora dos prazos
estabelecidos no calendário não serão analisados no processo promocional. Art. 89.
Excepcionalmente para o ano de 2014 os requerimentos de que trata o §4º do art. 47 deste
decreto poderão ser protocolados até o dia 20 de maio, devendo o órgão de pessoal da
Instituição realizar o processamento das promoções até o dia 20 de junho. Art. 90. O
Comandante-Geral da Instituição baixará ato normativo para definir competência e atribuição
dos órgãos ligados às atividades de promoções. Art. 91. Este decreto entra em vigor a contar
de 02 de abril de 2014, revogando-se todas as disposições em contrário. Palácio Paiaguás, em
Cuiabá, 10 de abril de 2014, 193º da Independência e 126º da República