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Pebane

O documento apresenta o Perfil do Distrito de Pebane, na província da Zambézia, como parte de uma série de publicações do Ministério da Administração Estatal de Moçambique. Ele visa fornecer informações sobre o desenvolvimento humano, econômico e social do distrito, promovendo a governança local e a descentralização. A publicação é resultado de um esforço colaborativo entre várias instituições e busca contribuir para o combate à pobreza e desigualdade no país.

Enviado por

Luis Machava
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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O documento apresenta o Perfil do Distrito de Pebane, na província da Zambézia, como parte de uma série de publicações do Ministério da Administração Estatal de Moçambique. Ele visa fornecer informações sobre o desenvolvimento humano, econômico e social do distrito, promovendo a governança local e a descentralização. A publicação é resultado de um esforço colaborativo entre várias instituições e busca contribuir para o combate à pobreza e desigualdade no país.

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República de Moçambique

Ministério da Administração Estatal

PERFIL DO DISTRITO DE PEBANE


PROVÍNCIA DA ZAMBÉZIA

Edição 2005
A informação incluída nesta publicação provém de fontes consideradas fiáveis e tem uma
natureza informativa, não constituindo parecer profissional sobre a estratégia de
desenvolvimento local. As suas conclusões não são válidas em todas as circunstâncias. Noutros
casos, deverá ser solicitada opinião específica ao Ministério da Administração Estatal ou à
firma MÉTIER - Consultoria & Desenvolvimento, Lda.

Série: Perfis Distritais


Edição: 2005
Editor: Ministério da Administração Estatal
Coordenação: Direcção Nacional da Administração Local
Copyright © 2005 Ministério da Administração Estatal.
Um resumo desta publicação está disponível na Internet em: [Link]

Assistência técnica: MÉTIER – Consultoria & Desenvolvimento, Lda


Um resumo desta publicação está disponível na Internet em: [Link]
Índice
________________________________________________________________________________________________

ÍÍnnddiiccee
PPrreeffáácciioo v
SSiiggllaass ee A
Abbrreevviiaattuurraass vii
M
MAAPPA
ADDA
A LLO
OCCA
ALLIIZ
ZAAÇÇÃ
ÃOOG
GEEO
OGGRRÁ
ÁFFIICCA
ADDO
ODDIISSTTRRIITTO
O viii
11 BBrreevvee CCaarraacctteerriizzaaççããoo ddoo D
Diissttrriittoo 2
11..11 LLooccaalliizzaaççããoo,, SSuuppeerrffíícciiee ee PPooppuullaaççããoo 2
11..22 maa,, RReelleevvoo ee SSoollooss
CClliim 2
11..33 IInnffrraa--eessttrruuttuurraass 3
11..44 EEccoonnoom miiaa ee SSeerrvviiççooss 4

22 SSoocciieeddaaddee 7
33 D
Deem
mooggrraaffiiaa 9
33..11 EEssttrruuttuurraa eettáárriiaa ee ppoorr sseexxoo 9
33..22 TTrraaççoo ssoocciioollóóggiiccoo 9
33..33 LLíínngguuaass ffaallaaddaass 10
33..44 AAnnaallffaabbeettiissmmoo ee EEssccoollaarriizzaaççããoo 11

44 H
Haabbiittaaççããoo ee CCoonnddiiççõõeess ddee V
Viiddaa 12
55 O
Orrggaanniizzaaççããoo A
Addm
miinniissttrraattiivvaa ee G
Goovveerrnnaaççããoo 14
55..11 GGoovveerrnnoo D Diissttrriittaall 14
55..22 RReeffoorrm a d
ma doo sseeccttoorr ppúúbblliiccoo 17
55..33 SSíínntteessee ddooss rreessuullttaaddooss ddaa aaccttiivviiddaaddee ddooss óórrggããooss ddiissttrriittaaiiss 17
5.3.1 Agricultura, Ambiente e Desenvolvimento Rural 18
5.3.2 Educação e Saúde 19
5.3.3 Cultura, Juventude e Desporto 19
5.3.4 Mulher e Coordenação da Acção Social 19
5.3.5 Justiça, Ordem e Segurança pública 20
55..44 FFiinnaannççaass PPúúbblliiccaass 20
55..55 CCoonnssttrraannggiim meennttooss àà aaccççããoo ddoo G Goovveerrnnoo D Diissttrriittaall 21
55..66 PPaarrttiicciippaaççããoo ccoom muunniittáárriiaa 22
55..77 AAppooiioo eexxtteerrnnoo 22

66 PPoossssee ee U
Ussoo ddaa TTeerrrraa 23
66..11 PPoossssee ddaa tteerrrraa 23
66..22 TTrraabbaallhhoo aaggrrííccoollaa 24
66..33 UUttiilliizzaaççããoo eeccoonnóómmiiccaa ddoo ssoolloo 24
6.3.1 Agricultura 24
6.3.2 Pecuária e Avicultura 25
6.3.3 Produção não agrícola 25

Pebane

PÁGINA i i
Índice
________________________________________________________________________________________________

77 E
Edduuccaaççããoo 26
88 SSaaúúddee ee A
Accççããoo SSoocciiaall 29
88..11 CCuuiiddaaddooss ddee ssaaúúddee ee qquuaaddrroo eeppiiddéém
miiccoo 29
88..22 A c ç ão S
Acção Social o c i al 30

99 G
Géénneerroo 32
99..11 EEdduuccaaççããoo 32
99..22 A miiccaa ee eexxpplloorraaççããoo ddaa tteerrrraa
Accttiivviiddaaddee eeccoonnóóm 33
99..33 G o v er
Governação n a ç ão 34

1100 A
Accttiivviiddaaddee E
Eccoonnóóm
miiccaa 35
1100..11 PPooppuullaaççããoo eeccoonnoom miiccaammeennttee aaccttiivvaa 35
1100..22 OOrrççaam meennttoo ffaam miilliiaarr 36
1100..33 SSeegguurraannççaa aalliim meennttaarr ee eessttrraattééggiiaass ddee ssoobbrreevviivvêênncciiaa 37
1100..44 IInnffrraa--eessttrruuttuurraass ddee bbaassee 38
1100..55 AAggrriiccuullttuurraa ee D Deesseennvvoollvviimmeennttoo RRuurraall 40
10.5.1 Produção agrícola e sistemas de cultivo 40
10.5.2 Pecuária 42
10.5.3 Pescas, Florestas e Fauna bravia 42
1100..66 IInnddúússttrriiaa,, CCoom méérrcciioo ee SSeerrvviiççooss 43

A
Anneexxoo:: A
Auuttoorriiddaaddee CCoom
muunniittáárriiaa nnoo D
Diissttrriittoo ddee PPeebbaannee 45
D
Dooccuum
meennttaaççããoo ccoonnssuullttaaddaa 47

L
Liissttaa ddee ttaabbeellaass
TABELA 1: População por posto administrativo, idade e sexo, 1/1/2005 9
TABELA 2: Agregados, segundo a dimensão e o tipo sociológico 10
TABELA 3: População, segundo o estado civil e a crença religiosa 10
TABELA 4: População, consoante o conhecimento de Português 10
TABELA 5: População, por condição de alfabetização, 1997 11
TABELA 6: Famílias, tipo de casa e condições básicas de vida 12
TABELA 7: População e frequência escolar 26
TABELA 8: População, por nível de ensino que frequenta 27
TABELA 9: População, por nível de ensino concluído 27
TABELA 10: Escolas, alunos e professores, 2003 28
TABELA 11: Unidades de saúde, camas e pessoal, 2003 29
TABELA 12: Indicadores de cuidados de saúde, 2003 29
TABELA 13: População, por condição de orfandade, 1997 30
TABELA 14: População deficiente, por idade e residência, 1997 31
TABELA 15: População activa, por ramo de actividade, 2005 36
TABELA 16: Rede de estradas 38
TABELA 17: Produção agrícola, por principais culturas: 2000-2003 42

Pebane

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Índice
________________________________________________________________________________________________

L
Liissttaa ddee ffiigguurraass
FIGURA 1: Famílias, por condições básicas de vida....................................................... 12
FIGURA 2: Habitações, por tipo de materiais usados .................................................... 13
FIGURA 3: Habitações, segundo a fonte de abastecimento de água............................ 13
FIGURA 4: Estrutura do orçamento distrital, 2004 ........................................................ 20
FIGURA 5: Estrutura de exploração agrária da terra ...................................................... 24
FIGURA 6: Explorações e área, por culturas principais ................................................. 25
FIGURA 7: População, por nível de ensino que frequenta............................................ 26
FIGURA 8: Quadro epidémico, 2003................................................................................ 30
FIGURA 9: Indicadores de escolaridade, por sexos........................................................ 32
FIGURA 10: Quota das mulheres no trabalho agrícola e remunerado.......................... 33
FIGURA 11: População activa, por ramo de actividade, 2005........................................ 35
FIGURA 12: Consumo familiar, por grupo de produtos e serviços .............................. 36
FIGURA 13: Distribuição das famílias, segundo o rendimento mensal ........................ 37

Pebane

PÁGINA i v
República de Moçambique
Ministério da Administração Estatal

P
Prre
effá
ácciio
o
Com 800 mil km2 de superfície e uma população de 19,5
milhões de habitantes, Moçambique inicia o séc. XXI, com
exigências inadiáveis de engajamento de todos os níveis da
sociedade e dos vários intervenientes institucionais e
parceiros de cooperação, num esforço conjugado de combate
à pobreza e desigualdade e de promoção do desenvolvimento económico e social do País.

Efectivamente, alcançar estes propósitos, num contexto de interdependência dos objectivos


de reconstrução e desenvolvimento com os do crescimento, requer o empenho de todos os
sectores, grupos e comunidades da sociedade moçambicana.

Na esfera da governação, esta exigência abrange todos os níveis territoriais e cada uma das
instituições públicas, estando a respectiva política do Governo enunciada nos preceitos
Constitucionais sobre a Descentralização e a Reforma do Sector Público.

A Lei dos Órgãos Locais, n.º 8/2003 de 27 de Março, ao estabelecer os novos princípios e
normas de organização, competências e de funcionamento destes órgãos nos escalões de
província, distrito, posto administrativo e localidade, dotou o processo de um novo quadro
jurídico que reforça e operacionaliza a importância estratégica da governação local.

Neste contexto, o Distrito é um conceito territorial e administrativo essencial à programação


da actividade económica e social e à coordenação das intervenções das instituições nacionais
e internacionais. Avaliar o potencial distrital e o seu grau de sustentabilidade, bem como o
nível de ajustamento do respectivo aparelho administrativo e técnico às necessidades do
desenvolvimento local, é, pois, um passo primordial.

É, neste contexto, que o Ministério da Administração Estatal elaborou e procede à


publicação dos Perfis dos 128 Distritos de Moçambique.

Fá-lo, numa abordagem integrada com o processo de fortalecimento da gestão e planificação


locais, proporcionando – para cada distrito, no período que medeia 2000 a 2004 – uma
avaliação detalhada do grau local de desenvolvimento humano, económico e social.

Estamos certos que este produto, apetrechará as várias Instituições públicas e privadas,
nacionais ou internacionais, com um conhecimento de todo o país, que potencia o
prosseguimento coordenado das acções de combate à pobreza em Moçambique.

_______________________________________________________________________
República de Moçambique
Ministério da Administração Estatal
Efectivamente, entendemos os Perfis Distritais como um contributo para um processo de
gestão que integra, por um lado, os aspectos organizacionais e de competências distritais e,
por outro, as questões decorrentes do desenvolvimento e da descentralização nas áreas da
planificação e da afectação e gestão dos recursos públicos.

A presidir à definição do seu conteúdo e estrutura, está subjacente a intenção de fortalecer


um ambiente de governação:
dominado pela visão estratégica local e participação comunitária;
promotor da gradual implementação de modelos de negócio da administração
distrital ajustados às prioridades da região, ao quadro de desconcentração de
competências e ao sistema de afectação de recursos públicos; e
integrado em processos de apropriação local na decisão e responsabilização na
execução.

Para a sua elaboração, foram preciosos os contributos recebidos de várias instituições ao


nível central e local, de que destacamos, todos os Governos Provinciais e Distritais, o
Instituto Nacional de Estatística, o Ministério do Plano e Finanças, o Ministério da
Agricultura e Desenvolvimento Rural, o Ministério da Educação e o Ministério da Saúde.

A todos os intervenientes e, em particular aos Administradores de Distrito, que estas


publicações sejam consideradas como um gesto de agradecimento e devolução. Uma menção
de apreço, ainda, ao grupo MÉTIER, Consultoria e Desenvolvimento, pela assistência
técnica prestada na análise da vasta informação recolhida.

A finalizar, referir que a publicação destes Perfis insere-se num esforço continuado, por
parte do Ministério da Administração Estatal e da sua Direcção Nacional de Administração
Local, de monitoria do desenvolvimento institucional da administração pública local e do seu
gradual ajustamento às exigências do desenvolvimento e crescimento em Moçambique.

Entusiasmamos, pois, todas as contribuições e comentários que possam fazer chegar a essa
Direcção Nacional, no sentido de melhorar e enriquecer o conteúdo futuro dos Perfis.

Maputo, 25 de Setembro de 2005.

Ministro da Administração Estatal

_______________________________________________________________________
Siglas e Abreviaturas
________________________________________________________________________________________________

S
Siig
glla
ass e
eAAb
brre
evviia
attu
urra
ass

AD Administração Distrital

DDADR Direcção Distrital de Agricultura e Desenvolvimento Rural

DDMCAS Direcção Distrital da Mulher e Coordenação da Acção Social

DNAL Direcção Nacional da Administração Local

DNPO Direcção Nacional do Plano e Orçamento

EDM Electricidade de Moçambique

EN Estrada Nacional

IAF Inquérito aos agregados familiares, sobre o orçamento familiar

INE Instituto Nacional de Estatística

IRDF Inquérito às receitas e despesas das famílias

MADER Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural

MAE Ministério da Administração Estatal

MPF Ministério do Plano e Finanças

PA Posto Administrativo

PIB Produto Interno Bruto

PNUD Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento

PRM Polícia da República de Moçambique

TDM Telecomunicações de Moçambique

PSAA Pequeno Sistema de Abastecimento de Água

Pebane

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M
MAAP
PAAD
DAAL
LOOC
CAAL
LIIZ
ZAAÇ
ÇÃÃO
OGGE
EOOG
GRRÁ
ÁFFIIC
CAAD
DOOD
DIIS
STTR
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TOO

PÁGINA v i i i
________________________________________________________________________________________________

1
1 B
Brre
evve
eCCa
arra
acctte
erriizza
aççã
ãood
dooD
Diissttrriitto
o

11..11 LLooccaalliizzaaççããoo,, S
Suuppeerrffíícciiee ee PPooppuullaaççããoo

O
distrito de Pebane localiza-se no Nordeste da província da Zambézia, sendo limitada a
Norte pela Província de Nampula através do distrito de Moma, a Sul com o Distrito de
Gilé, a Oeste com os Distritos de Ile e Maganja-da-Costa e a Este pelo Oceano Índico.

Com uma superfície1 de 10.086 km2 e uma população recenseada em 1997 de 135.275
habitantes e estimada, à data de 1/1/2005, em 168.602 habitantes, o distrito tem uma
densidade populacional de 16.6 hab/km2.

A relação de dependência económica potencial é de aproximadamente 1:1, isto é, por cada


10 crianças ou anciões existem 10 pessoas em idade activa.

A população é jovem (44%, abaixo dos 15 anos de idade), maioritariamente feminina (taxa
de masculinidade de 49%) e de matriz rural (taxa de urbanização de 6%).

11..22 C
Clliim
maa,, R
Reelleevvoo ee S
Soollooss
O clima do distrito é predominantemente do tipo “Tropical chuvoso de savana (AW)”, com
duas estações distintas, a estação chuvosa e a seca. A precipitação
média anual está na ordem de 1.286 mm e a evapotranspiração de
referência média anual de 1.514 mm.

A maior queda pluviométrica ocorre no período compreendido


entre Dezembro de um ano a Abril do ano seguinte (75 a 80%),
variando significativamente na quantidade e na distribuição quer
num mesmo ano, quer de ano para ano. As precipitações são fortemente influenciadas pela
proximidade do mar.

Geomorfologicamente o Distrito é dominado pela planície sedimentar de cobertura arenosa


na faixa costeira e pelos sedimentos consolidados do Soco do Precâmbrico no interior,
sendo ambas unidades interceptadas pelas linhas de drenagem natural onde ocorrem os
sedimentos mais recentes – estuarino-marinhos na faixa costeira e aluvionares no interior. A
faixa costeira compreende ainda solos arenosos amarelados, esbraquinçados e localmente

Pebane

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modificados pelo hidromorfísmo. Mais para o interior, predominam solos residuais do Soco
Precâmbrico derivados de rochas ácidas e básicas.

11..33 IInnffrraa--eessttrruuttuurraass
O distrito de Pebane é servido por transporte rodoviário e marítimo. Nenhuma das vias
rodoviárias do distrito beneficiou de obras de reabilitação, mas apenas de alguns trabalhos
de manutenção periódica nas estradas que ligam a sede a Maganja da Costa, via Mocubela, e
a Mualama.

A reabilitação de estradas terciárias terá um impacto importante em vários sectores de


actividade, intensificando a circulação de bens e pessoas, a comercialização agrícola e o
escoamento do pescado.

O distrito de Pebane tem apenas 3 transportadores semi-colectivos de passageiros, frota que


é complementada por outros provenientes dos distritos de Mocuba e Cidade de Quelimane.
Esta escassez faz com que os transportes de passageiros sejam, muitas vezes, aproveitados
para transporte de carga.

O distrito tem 3 aeródromos (1 inoperacional). O Porto de Pebane não está operacional.

O distrito tem uma cabina telefónica instalada na Vila sede, o que permite comunicações
para qualquer parte do mundo. Da Administração da sede do distrito para os Postos
Administrativos as comunicações são feitas via rádio.

O acesso à água potável é uma necessidade ainda não coberta em todo o distrito, havendo
comunidades que se deslocam até 12 Km até à fonte mais próxima. Em algumas
comunidades, poços e furos, equipados com bombas manuais, garantem água durante todo
o ano.

Para abastecimento da população em água potável, o distrito tem 159 fontes (38
inoperacionais). Importa referir que a maioria destas fontes está concentrada na Sede do
distrito e PA de Mulela, havendo por isso um desequilíbrio em relação ao PA de Nabúri que
apenas possui 3. Este desequilíbrio justifica-se pelo facto de a ponte que liga a sede do
àquele Posto ter sido destruída durante o conflito armado e só ter sido reabilitada em 2002.

1 Direcção Nacional de Terras CADASTRO NACIONAL DE TERRAS [Link]


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O pequeno sistema de abastecimento de água à Vila sede do distrito encontra-se avariado,


para além de ser bastante obsoleto, remetendo os 10.840 habitantes da sede ao recurso a
furos abertos nos bairros.

A Action Aid tem organizado estágios de manutenção das bombas Afridev para os
membros das comunidades, e a Água Rural assegura a distribuição de peças sobressalentes
no mercado local.

A comunidade tem participado na limpeza e conservação das fontes de água, e contribuído


com dinheiro para a compra de peças sobressalentes. Um dos maiores constrangimentos do
sector é a falta de equipamento para a abertura de furos. A energia do distrito é fornecida
por um grupo gerador de 100KV.

O distrito possui 111 escolas (das quais, 105 do ensino primário nível 1), e está servido por
11 unidades sanitárias, que possibilitam o acesso progressivo da população aos serviços do
Sistema Nacional de Saúde, apesar de a um nível bastante insuficiente como se conclui dos
seguintes índices de cobertura média:

Uma unidade sanitária por cada 17 mil pessoas;


Uma cama por 2.500 habitantes; e
Um profissional técnico para cada 5.700 residentes.
Apesar dos esforços realizados, importa reter que o estado geral de conservação e
manutenção das infra-estruturas não é suficiente, sendo de realçar a rede de bombas de água
a necessitar de manutenção, bem como a rede de estradas e pontes que, na época das
chuvas, tem problemas de transitibilidade.

11..44 EEccoonnoom
miiaa ee S
Seerrvviiççooss
A agricultura é a actividade dominante e envolve quase todos os agregados familiares. De
um modo geral, a agricultura é praticada manualmente em pequenas explorações familiares
em regime de consociação de culturas com base em variedades locais.

A produção agrícola é feita predominantemente em condições de sequeiro, nem sempre


bem sucedida, uma vez que o risco de perda das colheitas é alto, dada a baixa capacidade de
armazenamento de humidade no solo durante o período de crescimento das culturas.

Pebane

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________________________________________________________________________________________________

Devido à grande variação na data de início do período de crescimento e, portanto, na data


de sementeira, e dado que o período de crescimento é de pequena duração, os camponeses
recorrem ao uso de variedades de ciclo curto.

O sistema de produção mais frequente na região é dominado pela cultura da mandioca, por
vezes consociada com a mexoeira. A castanha de cajú é uma das principais fontes de
rendimento familiar. Este sistema de produção é ainda complementado pela cultura de
amendoim nos solos arenosos e arroz nos solos hidromórficos. É de assinalar ainda que ao
longo da faixa costeira é comum o cultivo do coqueiro.

Somente em 2003, após o período de seca e estiagem que se seguiu e a reabilitação de


algumas infra-estruturas, se reiniciou timidamente a exploração agrícola do distrito e a
recuperação dos níveis de produção.

O fomento pecuário no distrito tem sido fraco. Porém, dada a tradição na criação de gado e
algumas infra-estruturas existentes, verificou-se algum crescimento do efectivo pecuário.

Dada a existência de áreas de pastagem, há condições para o desenvolvimento da pecuária,


sendo as doenças e a falta de fundos e de serviços de extensão, os principais obstáculos ao
seu desenvolvimento.

O distrito é potencial em madeira de diversas espécies, com destaque para a Umbila, Pau-
ferro, Mondzo, Jambire, Chanfuta, entre outras, exploradas em regime de concessão e
licença simples. O número de operadores florestais cresce de ano para ano, com particular
destaque para o ano de 2003. De realçar que de 2000 a 2001 eram apenas 2 operadores, dos
quais 1 em regime de concessão. A lenha e o carvão são as fontes de energia mais utilizadas
para uso doméstico. O distrito de Pebane enfrenta problemas de erosão.

O distrito tem potencialidades para a produção de cajueiros e coqueiros, sendo que a


elevada idade das árvores e as pragas são as maiores limitações à sua produção. É grande o
potencial das árvores indígenas, tal como o napere e o macuhari. Os paus de mangal são
muito usados na construção e produção de carvão.

A caça é um suplemento alimentar importante das famílias do distrito. As espécies mais


caçadas são as gazelas e pala-palas. Sendo um distrito litorâneo, o peixe está, naturalmente,
incluído nos hábitos alimentares das famílias.

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A par da agricultura, a pesca é outra actividade principal do distrito, sendo exercida por
pescadores artesanais em regime individual e/ou em associações. Das 8 Associações
existentes no distrito, 4 já foram oficializadas.

A pequena indústria local (pesca, carpintaria e artesanato) surge como alternativa à


actividade agrícola, ou prolongamento da sua actividade.
A rede industrial do distrito comporta 1 indústria de transformação de madeira (SIMA)
localizada a 50Km da sede do distrito (Localidade de Impaca); 2 moageiras (PA de
Nambúri); 10 salineiras e 4 carpintarias na sede do distrito.

O distrito de Pebane está bem inserido na rede provincial de mercados. Comerciantes de


Quelimane vêm a Pebane comprar produtos locais.

O distrito tem grande potencial turístico, possuindo belas praias, ilhas, nascentes de água e
águas quentes. Em 2000, foram financiados pelo FUTUR 2 mutuários, cabendo a cada o
valor de 150 mil contos. Estes valores destinavam-se à reabilitação de estabelecimentos
hoteleiros (pensões). De destacar a reserva do Gilé onde se pode praticar turismo
cinegético.

Não existe nenhuma instituição bancária a operar no distrito, nem nenhum sistema formal
de crédito em condições acessíveis aos operadores locais. As possibilidades de acesso ao
crédito derivam de prática no sector informal, nomeadamente dos comerciantes locais e dos
familiares dos interessados.

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________________________________________________________________________________________________

2
2 S
Soocciie
edda
adde
e
A liderança tradicional é assegurada pelos seguintes representantes do poder ao nível da
comunidade:
Régulos e Secretários de Bairros;
Chefes de Grupos de Povoações;
Chefe da Povoação;
Chingore;
Outras personalidades na comunidade respeitadas e legitimadas pelo seu papel
social, cultural, económico e religioso.

Na liderança tradicional existe uma espécie de divisão de trabalho e de


funções entre os diferentes líderes das comunidades. Assim, os
Secretários têm hoje como função principal a mobilização da
comunidade para as tarefas sociais e económicas. Os líderes
tradicionais tratam principalmente dos aspectos tradicionais, tais
como, cerimónias, ritos e conflitos sociais.

No âmbito da implementação do Decreto 15/2000 sobre as autoridades comunitárias de 1ª


e 2ª linhas (régulos, chefes de terras e secretários de bairro), de acordo com as entidades
provinciais e distritais, foi levado a cabo um trabalho de divulgação do mesmo em todos os
Postos Administrativos, Localidades, Aldeias e Povoações, tendo sido envolvidas todas as
camadas sociais.

Durante o processo foram legitimadas 139 Autoridades Comunitárias, entre Régulos e


Secretários, tendo sido reconhecidas 28. O processo de reconhecimento ainda não foi
concluído devido à falta de insígnias.

A relação entre a Administração do Distrito e as Autoridades Comunitárias é positiva e tem


contribuído para a solução dos vários problemas locais, nomeadamente os surgidos devido
aos conflitos de terras existentes no distrito e outros que caem no âmbito das suas
competências, nomeadamente:

Colaboração na manutenção da Paz e harmonia social;

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Articulação com os tribunais comunitários na resolução de conflitos de natureza


civil, tomando em conta os usos e costumes locais;
Mobilização e organização das populações para construção e manutenção de fontes
de abastecimento de água e aumento da área de produção;
Mobilização das comunidades locais na manutenção das vias de acesso, locais
sagrados e construção de latrinas melhoradas;
Educação cívica das comunidades sobre o uso sustentável e gestão de recursos
naturais, incluindo a prevenção das queimadas descontroladas e caça ilegal;
Mobilização e organização das populações para o pagamento do Imposto de
Reconstrução Nacional;
Mobilização dos pais e encarregados de educação para mandarem os seus filhos à
escola, principalmente as raparigas; e
Divulgação das Leis, deliberação dos Órgãos Locais do estado e outras informações
úteis à comunidade.

Através dos líderes comunitários, as populações têm-se envolvido na busca de soluções para
os problemas existentes, nomeadamente, no combate à criminalidade, em colaboração com
a Polícia Comunitária, através da apreensão e denúncia de delinquentes; no combate ao
cultivo, consumo e comercialização de estupefacientes (suruma); na abertura de vias de
acesso; na confecção de tijolos no âmbito do programa de “comida por trabalho” e na abertura
de poços comunitários usando material convencional ou local.

A religião dominante é a Muçulmana, praticada pela maioria da população do distrito.


Existem outras crenças no distrito, sendo prática corrente que os representantes das
hierarquias religiosa se envolvam, em coordenação com as autoridades distritais, em várias
actividades de índole social.

Pebane

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3
3 D
Deem
moog
grra
affiia
a
O distrito tem uma superfície de 10.086 km2 e uma população, à
data de 1/1/2005, de 168 mil habitantes. Com uma densidade
populacional de 30 hab/km2, estima-se que o distrito atinja, em
2010, os 200 mil habitantes.

33..11 EEssttrruuttuurraa eettáárriiaa ee ppoorr sseexxoo


Com uma população jovem (44%, abaixo dos 15 anos) e um índice de masculinidade de
49%, a taxa de urbanização do distrito é de 6%, concentrada na Vila de Pebane.

A estrutura etária da população do distrito reflecte uma relação de dependência económica


de 1:1.1, isto é, por cada 10 crianças ou anciões existem 11 pessoas em idade activa.

TABELA 1: População por posto administrativo, idade e sexo, 1/1/2005


Grupos etários
TOTAL 0-4 5 - 14 15 - 44 45 - 64 65 e mais
DISTRITO DE PEBANE 168.602 35.244 39.305 74.475 15.115 4.463
Homens 82.293 17.652 20.525 33.988 7.633 2.494
Mulheres 86.310 17.591 18.780 40.487 7.482 1.969
P.A. de PEBANE 58.342 11.091 14.433 25.205 5.725 1.888
Homens 28.279 5.620 7.513 11.296 2.787 1.063
Mulheres 30.064 5.472 6.920 13.909 2.938 825
P.A. de MULELA MUALAMA 58.463 13.133 12.836 26.736 4.584 1.174
Homens 28.342 6.511 6.669 12.223 2.308 631
Mulheres 30.121 6.622 6.167 14.513 2.276 543
P.A. de NABURI 51.797 11.019 12.036 22.534 4.806 1.401
Homens 25.671 5.521 6.343 10.469 2.538 800
Mulheres 26.125 5.498 5.693 12.065 2.268 601
Fonte: Estimativa da MÉTIER, na base do INE, Dados do Censo de 1997.

33..22 TTrraaççoo ssoocciioollóóggiiccoo


Das 47.230 famílias do distrito, a maioria é do tipo sociológico nuclear com filhos (37%),
isto é, com um ou mais parentes para além de filhos e têm, em média, 3 a 5 membros.

Pebane

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TABELA 2: Agregados, segundo a dimensão e o tipo sociológico


% de agregados, por dimensão Média de pessoas, por agregado
1-2 3-5 6 e mais TOTAL < 15 anos ≥ 15 anos
30,3% 55,2% 14,5% 3,6 1,6 2,0
Tipo Sociológico de Agregado Familiar
Monoparental (1) Nuclear
Unipessoal Alargado (2)
Masculino Feminino Com filhos Sem filhos
8,6% 0,9% 12,5% 36,6% 10,9% 30,6%
Fonte: Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo de 1997.
1) Família com um dos pais.
2) Família nuclear ou monoparental com ou sem filhos e um ou mais parentes.

Na sua maioria casados, após os 12 anos de idade, têm forte crença religiosa, dominada pela
religião Muçulmana.

TABELA 3: População, segundo o estado civil e a crença religiosa


Com < 12 Com 12 anos ou mais, por Estado civil
anos Total Solteiro Casado ou união Separado/ Divorciado Viuvo
38,0% 62,0% 16,4% 41,3% 2,5% 1,8%
Com Crença Religiosa
Total Muçulmana Católica T. de Jeová Evangélica Outra
100,0% 33,9% 1,1% 0,2% 60,3% 4,5%
Fonte: Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo de 1997.

33..33 LLíínngguuaass ffaallaaddaass


Tendo por língua materna dominante o Elomwe, 74% da população do distrito com 5 ou
mais anos de idade não sabem português, sendo o seu conhecimento preferencial nos
homens, dada a maior inserção na vida social e escolar e no mercado de trabalho.

TABELA 4: População, consoante o conhecimento de Português


Sabe falar Português Não sabe falar Português
Total Homens Mulheres Total Homens Mulheres
DISTRITO DE PEBANE 26,1% 19,1% 7,0% 73,9% 32,1% 41,9%
5 - 9 anos 1,4% 0,8% 0,6% 14,9% 7,5% 7,4%
10 - 14 anos 4,0% 2,6% 1,4% 9,2% 4,5% 4,7%
15 - 19 anos 4,0% 2,7% 1,3% 8,5% 4,2% 4,3%
20 - 44 anos 13,9% 10,5% 3,4% 29,4% 10,8% 18,7%
45 anos e mais 2,8% 2,5% 0,3% 11,9% 5,1% 6,8%
P.A. de PEBANE 34,3% 22,9% 11,4% 65,7% 25,1% 40,7%
P.A. de MULELA MUALAMA 24,7% 19,0% 5,7% 75,3% 29,2% 46,1%
P.A. de NABURI 18,1% 14,8% 3,3% 81,9% 34,6% 47,3%
Fonte: Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo de 1997.

Pebane

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33..44 A
Annaallffaabbeettiissm
moo ee EEssccoollaarriizzaaççããoo
Com 80% da população analfabeta, predominantemente mulheres, a taxa de escolarização
no distrito é baixa, constatando-se que 35% dos habitantes2 declaram que frequentam ou já
frequentaram a escola.

TABELA 5: População, por condição de alfabetização, 1997


Taxa de analfabetismo
TOTAL Homens Mulheres
DISTRITO DE PEBANE 80,2% 68,0% 91,7%
5-9 96,4% 95,3% 97,4%
10 - 14 75,9% 69,7% 83,1%
15 - 44 74,9% 56,5% 90,4%
45 e mais 86,2% 75,2% 98,1%
P.A. de PEBANE 77,1% 64,9% 88,4%
P.A. de MULELA MUALAMA 79,8% 66,6% 92,1%
P.A. de NABURI 84,2% 73,0% 95,2%
Fonte: Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo de 1997.

2 Com 5 ou mais anos de idade.

Pebane

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4
4 H
Haab
biitta
aççã
ãooe
eCCo
onnd
diiççõ
õeess d
deeV
Viid
daa
O tipo de habitação modal do distrito é “a palhota, com
pavimento de terra batida, tecto de capim ou colmo e
paredes de caniço ou paus”.

Em relação a outras utilidades, o padrão dominante é o de


famílias “sem rádio e electricidade, dispondo de cinco bicicletas em cada
dez famílias, e vivendo em palhotas com latrina e água colhida directamente
em poços ou furos”.

FIGURA 1: Famílias, por condições básicas de vida

15%

0% 2% 0%

Com Água Canalizada Com retrete ou latrina Com electricidade Com Radio

Fonte: Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo de 1997.

TABELA 6: Famílias, tipo de casa e condições básicas de vida


TIPO DE HABITAÇÃO
CONDIÇÕES BÁSICAS Moradia ou Casa de Palhota ou
EXISTENTES TOTAL Apartamento madeira e zinco casa precária
Casas Pessoas Casas Pessoas Casas Pessoas Casas Pessoas
Com Água Canalizada 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0%
Com retrete ou latrina 2% 3% 11% 13% 14% 21% 2% 3%
Com electricidade 0% 0% 4% 5% 0% 0% 0% 0%
Com Radio 15% 17% 27% 31% 29% 43% 15% 17%
Fonte: Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo de 1997.

No que diz respeito às paredes, pavimento e tecto, o material de construção dominante é,


respectivamente o caniço ou paus, a terra batida e o capim ou colmo.
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FIGURA 2: Habitações, por tipo de materiais usados


99% 97%
100% 91%
90%
80%
70%
60%
50%
40%
30%
9%
20% 1% 2% 1%
0%
10%
0%
Pare de s Pare de s Pare de s Chão de Chão de Te cto de Te cto de Te cto de
de bloco de zinco de m ate rial adobe laje chapa capim
caniço, duráve l ou te rra de zinco ou
paus ou batida colm o
outros

Fonte: Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo de 1997.

Em particular, no que concerne às fontes de abastecimento de água, verifica-se que na sua


maioria a população do distrito é abastecida por poços e furos (93%) ou recorre
directamente aos rios ou lagos (6%).

FIGURA 3: Habitações, segundo a fonte de abastecimento de água

93%
100%
90%
80%
70%
60%
50%
40%
30%
20%
6%
10% 0% 0%
0%
0%
Canalizada, Canalizada, fora Fontanário Poço ou furo Rio ou Lago
dentro de casa de casa
Fonte: Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo de 1997.
Pebane

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5
5 O
Orrg
gaan
niizza
aççã
ãooA
Addm
miin
niissttrra
attiiv
vaae
eGGo
ovve
errn
naaççã
ãoo

O
distrito tem três Postos Administrativos: Pebane-Sede, Mulela e Naburi que, por sua
vez, estão subdivididos em 14 Localidades.

PEBANE
QUICHANGA
IMPACA
MAGIGA
NICADINE
MULELA MUALAMA
MULELA - SEDE
ALTO MAGANHA
MALEMA
MUCOCORO
NAMANLA
NABURI
NABURI - SEDE
MIHECUE
NAMAHIPE
TOMEIA
TXALALALANE

55..11 G
Goovveerrnnoo D
Diissttrriittaall
O Governo Distrital, dirigido pelo Administrador de Distrito, está
estruturado nos seguintes níveis de direcção e coordenação:
Gabinete do Administrador, Administração e Secretaria;
Direcção Distrital da Agricultura e Desenvolvimento Rural;
Direcção Distrital da Educação;
Direcção Distrital da Saúde;
Direcção Distrital da Cultura, Juventude e Desporto;
Direcção Distrital das Mulher e Coordenação da Acção Social;
Delegação do Registo Civil e Notariado;
Comando Distrital da PRM.

Para além destes órgãos, estão também adstritos ao Governo Distrital, os seguintes
organismos:
Pebane

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Tribunal Judicial Distrital;


Direcção das Prisões;
Delegação Distrital de Coordenação da Acção Ambiental;
Posto da APIE;
Representação do INAS e do sector do Trabalho; e
Direcção do SISE.

A gestão da vila, desde os serviços de higiene, salubridade e fornecimento de água potável é


igualmente garantida pela Administração do Distrito.

Neste distrito existem Delegações da EDM-EP, TDM-EP, Correios de Moçambique, Posto


da APIE.

Com um total de 59 funcionários (dos quais, 2 são mulheres e 37 fora do quadro), apresenta
a seguinte distribuição por categorias profissionais:
Técnicos Médios 4
Assistentes Técnicos 6
Operários, Auxiliares Administrativos e Agentes de Serviço 11
Pessoal auxiliar 38

Infra-estruturas da Administração do distrito

- 1 Edifício da Administração do Distrito (em reabilitação);

- 1 Palácio do Administrador

- 3 casas para funcionários (por reabilitar).

Os 2 Postos Administrativos não têm edifícios para funcionamento nem casas para os
respectivos Chefes dos Postos.

Para o funcionamento da Administração, o distrito recebeu 2 viaturas (MITSUBISHI e


LAND ROVER); 2 motorizadas para igual número de Chefes de Postos e 16 bicicletas para
os Chefes das Localidades.

Recebeu, ainda, 1 computador; 1 televisor e respectiva antena parabólica; 1 fotocopiadora e;


1 rádio de comunicação.

Pebane

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Recebeu, igualmente, mobiliário para apetrechamento do Palácio do Administrador,


nomeadamente, camas e colchões e uma (1) secretária e respectiva cadeira.

O sistema de governação vigente é baseado no Conselho Executivo. Em resultado da


aprovação das Leis 6/78 e 7/78, este substituiu a Câmara Municipal local que era dirigida
pelo Administrador do Distrito, por acumulação de funções, por força do artigo 491 da
Reforma Administrativa Ultramarina (RAU).

O Conselho Executivo local é um órgão distinto do Aparelho do Estado no escalão


correspondente, com as seguintes funções:

Dirigir as tarefas políticas do Estado, bem como as de carácter económico, social e


cultural.

Dirigir, coordenar e controlar o funcionamento dos órgãos do Aparelho do Estado.

O Conselho Executivo é dirigido por um Presidente, que geralmente por acumulação de


funções é o Administrador do Distrito, o qual é nomeado pelo Ministro da Administração
Estatal.

Ao nível do distrito o Aparelho do Estado é constituído pela Administração do Distrito e


restantes direcções e sectores distritais. O Administrador por sua vez responde perante o
Governo Provincial e Central, pelos vários sectores de actividades do Distrito organizados
em Direcções e Sectores Distritais.

A governação tem por base os Presidentes das Localidades, Autoridades Comunitárias e


Tradicionais. Os Presidentes das Localidades são representantes da Administração e
subordinam-se ao Chefe do Posto Administrativo e, consequentemente, ao Administrador
Distrital, sendo coadjuvados pelos Chefes de Aldeias, Secretários de Bairros, Chefes de
Quarteirões e Chefes de Blocos.

As instituições do distrito operam com base nas normas de funcionamento dos serviços da
Administração Pública, aprovadas pelo Decreto 30/2001 de 15 de Outubro, do Conselho
de Ministros, publicado no Boletim da república n° 41, I Série, Suplemento.

A actividade do governo distrital segue uma abordagem essencialmente empírica e de


contacto com a comunidade. Importa que esta prática venha a ser sistematizada em sistemas
de planificação e controlo regulares e fiáveis, bem como seja baseada numa visão estratégica
que oriente o planeamento anual e faça convergir de forma eficaz os esforços sectoriais.
Pebane

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________________________________________________________________________________________________

55..22 R
Reeffoorrm
maa ddoo sseeccttoorr ppúúbblliiccoo
O Decreto 30/2001 de 15 de Outubro, sobre a Reforma do Sector Público, está a ser
implementado no distrito. Com efeito, este instrumento foi objecto de estudo pelos
funcionários do Estado, de modo a garantir a sua correcta implementação pelos sectores.

Neste sentido, foram já emitidos crachás de identificação para os funcionários da


Administração do Distrito e das Direcções do Governo Distrital.

55..33 S
Síínntteessee ddooss rreessuullttaaddooss ddaa aaccttiivviiddaaddee ddooss óórrggããooss ddiissttrriittaaiiss
Nesta secção, sem pretender ser exaustivo e transcrever o rol de funções oficiais dos
Governos Distritais aprovadas e publicadas oficialmente, focam-se as principais actividades
de intervenção pública directa, realizadas no período 2000-2004, que contribuem para o
desenvolvimento do distrito.

No essencial a actividade do Governo Distrital centrou-se nos seguintes objectivos e acções:

Envolver as populações na busca de soluções para os problemas locais através de


diálogo.

Estudar a viabilidade de alocação de equipamento as Administrações Distritais para


a manutenção das vias.

Alargar a rede escolar e sanitária e melhorar a qualidade dos serviços prestados.

Promover o uso de material local de construção para a edificação de residências do


Chefe de Posto Administrativo e outros funcionários do Estado.

Intensificar acções de fornecimento/capacitação técnico-profissional dos


Funcionários em particular ao nível Distrital e de Posto Administrativo.

Melhorar os serviços prestados pelas Administrações Distritais tendo em conta que


o cidadão constitui a razão da sua existência.

Melhorar o atendimento nas escolas Hospitais, Repartições do Estado, na


tramitação do processo de pedidos de terra ,de Bilhetes de Identidade, etc.

Melhorar o sistema de colecta e registo de receitas nas Administrações Distritais.

Prestigiar a função de Administrador Distrital.

Pebane

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O distrito de Pebane trabalha com base num Plano de Desenvolvimento Distrital. Constam
do Plano todas as acções a serem desenvolvidas a curto, médio e longo prazos. Algumas das
actividades realizadas a partir deste plano já estão em curso, sobretudo no âmbito da
edificação de infra-estruturas socio-económicas.

5.3.1 Agricultura, Ambiente e Desenvolvimento Rural


No distrito de Pebane não são reportados conflitos significativos pela posse da terra ou de
outros recursos naturais, como água, lenha ou áreas de pastagem.

O distrito de Pebane tem disponíveis cerca de 99.850ha de terra arável, dos quais só estão a
ser aproveitados 49.480ha, o correspondente a 49% da área. A restante área é ocupada com
culturas de rendimento: o coqueiro e o cajueiro.

De um modo geral, a agricultura no distrito é praticada em regime de consociação de


culturas com base em variedades locais e, em algumas regiões, com o recurso à tracção
animal e tractores.

O início do século foi marcado pelas cheias de 2000 e chuvas acima do normal que
destruíram as culturas. Nos anos seguintes, o cenário de estiagem e seca caracterizado por
chuvas irregulares e abaixo do normal criaram uma situação de insegurança alimentar,
exigindo do Governo Distrital iniciativas enérgicas de mitigação, de que se destacam:

Distribuição de sementes e utensílios agrícolas às vítimas das cheias;


Reabilitação de valas de drenagem nas baixas do distrito;
Fomento de batata-doce de polpa alaranjada; e
Aquisição e distribuição de bovinos de fomento.

O distrito de Pebane é vulnerável a calamidades naturais (secas, inundações, ciclones).


Perante este quadro de situações foram tomadas algumas medidas de prevenção que
começaram por sensibilizar as populações para a reserva dos seus excedentes de produção; a
prática de culturas resistentes à seca (mandioca, batata-doce de polpa alaranjada); a escolha
de locais baixos (margens dos rios para a produção de hortícolas); o fomento e
melhoramento do cajueiro; a produção e distribuição (a partir dos campos de multiplicação
criados a nível do distrito) de estacas de mandioca de ciclo curto e resistentes à podridão
radicular; a compra e distribuição de socas de bananeiras e ananaseiros.

Pebane

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A erosão, as queimadas descontroladas e o desmatamento do mangal para a produção de


carvão são os maiores atentados contra o ambiente de que o distrito está a ser alvo. Várias
acções de sensibilização estão a ser levadas a cabo junto das comunidades para que evitem
as queimadas, para além do plantio de casuarinas ao longo da orla marítima e na estrada para
a praia. Igualmente, foram feitos levantamentos na zona onde a erosão é evidente para
possível intervenção.

5.3.2 Educação e Saúde


O investimento no sector tem estado a crescer, elevando para 111 o número de escolas em
2003 (105 do ensino primário nível 1, 5 do nível 2 e uma do ensino secundário geral), que
são frequentadas por cerca de 26 mil estudantes ensinados por 273 professores. O distrito
está dotado de 8 Centros do nível II/III e 3 Postos de saúde, com um total de 73 camas e
32 técnicos e assistentes de saúde.

O crescimento da rede escolar e de saúde desde 2000 e a melhoria do atendimento do


pessoal têm permitido aumentar o acesso da população aos serviços do Sistema Nacional de
Educação e da Saúde que, porém, está ainda a um nível bastante insuficiente.

5.3.3 Cultura, Juventude e Desporto


Na área da cultura existem vários grupos que praticam diverso tipo de danças e cânticos
típicos de toda a região. No concernente à juventude, destaca-se a existência de grupos
activistas e associações juvenis que de dedicam a motivar boas práticas entre os seus
concidadãos. Têm sido promovidas várias actividades, nomeadamente a participação no II
Festival Nacional de Dança Popular, o fomento do associativismo juvenil e de grupos
culturais, bem como o apoio ao desenvolvimento das artes plásticas, em particular a
escultura.

5.3.4 Mulher e Coordenação da Acção Social


Nesta área o Governo Distrital tem promovido a integração e assistência social a pessoas,
famílias e grupos sociais em situação de pobreza absoluta, dando prioridade à criança órfã,
mulher viúva, idosos e deficientes, doentes crónicos e portadores do HIV-SIDA, reclusos,
tóxico-dependentes, regressados e refugiados.

Pebane

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Este sector atendeu 235 pessoas em dois projectos: O primeiro para atendimento a idosos,
mães chefes de família, crianças órfãs, vítimas de HIV/SIDA e pessoas portadoras de
deficiências físicas, beneficiando 210 pessoas; o segundo de geração de rendimentos que
beneficia 25 pessoas.

A acção nesta área tem sido coordenada com as organizações não governamentais,
associações e sociedade civil, promovendo a criação de igualdade de oportunidades e de
direitos entre homem e mulher em todos aspectos de vida social e económica, bem como a
integração no mercado de trabalho, processos de geração de rendimentos e vida escolar.

Apesar dos esforços desenvolvidos, são ainda bem patentes no distrito os efeitos da
pobreza, calamidades naturais e da guerra que assolou Moçambique nas últimas décadas.

5.3.5 Justiça, Ordem e Segurança pública


Os serviços de justiça no distrito estão representados por um conservador e uma
conservatória do registo civil e por um assistente técnico. As preocupações com questões de
segurança e ordem pública são mínimas, não existindo, situações de risco de minas
conhecidas. Os assaltos, roubos e ofensas corporais são os crimes mais frequentes.

55..44 FFiinnaannççaass PPúúbblliiccaass


A Administração do Distrito, sem inclusão das instituições subordinadas e unidades sociais,
funcionou nos últimos anos com os seguintes níveis de receitas e despesas anuais.

FIGURA 4: Estrutura do orçamento distrital, 2004

Es trutura da Receita Corrente Estrutura da Des pes a Corrente

1% 5% 2%
20%

13% 52%

15%
92%

Imposto de Reconst rução Nacional T axas e licenças de Mercados Despesas com pessoal Combustíveis e comunicações
Out ras receitas e t axas Subsídio do O.E. Manutenção Out ros gast os materiais

Fonte: Administração do Distrito e Direcção Provincial do Plano e Finanças


Pebane

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O nível de receita é manifestamente insuficiente ao cabal exercício das funções distritais. A


despesa corrente do orçamento distrital em 2004 foi de 13 contos por habitante, isto é,
menos de 1 USD.

Do lado da despesa, os gastos com pessoal absorvem mais de metade do orçamento


corrente do distrito e, à excepção das cobranças de mercados e algumas receitas de serviços,
turismo e urbanismo, o esforço fiscal distrital é muito baixo.

Quanto ao investimento com financiamento de base distrital, o seu montante é pequeno,


sendo quase todas as acções de investimento público planificadas e orçamentadas ao nível
provincial, funcionando os principais sectores sociais com finanças geridas a este nível.

À governação distrital compete essencialmente a gestão corrente, fraccionada pela dispersão


orçamental dos principais sectores sociais e de infra-estruturas, o que condiciona fortemente
a sua actuação num esforço coordenado de desenvolvimento e integração.

55..55 C
Coonnssttrraannggiim
meennttooss àà aaccççããoo ddoo G
Goovveerrnnoo D
Diissttrriittaall
Face à situação financeira descrita, o Governo Distrital tem enfrentado vários
constrangimentos à sua acção, de que se destacam os seguintes:

Não alocação de fundos de investimentos para manutenção das vias de acesso;


Falta de fundos de investimento para manutenção dos PS de Água e dos furos nas
aldeias;
Falta de infra-estruturas de educação e saúde para a população do distrito;
Falta de viaturas para a Administração e de motorizadas para locomoção dos Chefes
dos Postos Administrativos; e
Ausência de um programa de construções para atender o crescimento do aparelho
de estado.
As minas constituem ou constituíram, em algumas zonas identificadas, uma ameaça à
segurança da população e ao desenvolvimento económico. A acção de desminagem em
curso no país desde 1992, tem permitido diminuir o seu risco, sendo hoje a situação
existente no país e neste distrito mais controlada e conhecida.

Face às restrições orçamentais existentes, tem sido essencial para a prossecução da


actividade do Governo Distrital e para o progresso do distrito, o envolvimento consciente e
Pebane

PÁGINA 2 1
________________________________________________________________________________________________

participação comunitária, e o apoio do sector privado e de vários organismos internacionais


que operam neste distrito.

55..66 PPaarrttiicciippaaççããoo ccoom


muunniittáárriiaa

A participação comunitária tem sido essencial para suprir várias necessidades em matéria de
construção, reabilitação e manutenção de infra-estruturas, nomeadamente estradas
interiores, postos de saúde e escolas, bem como residências para professores e enfermeiros.

Para tal, o Governo Distrital tem estabelecido coordenação de acções com as ONG’s,
visando levar a efeito a reconstrução e construção de infra-estruturas com base em recursos
locais e nos programas “comida pelo trabalho” financiados pelo PMA e pela Acção Agrária
Alemã (AAA).

55..77 A
Appooiioo eexxtteerrnnoo
Na sua actuação, o Governo Distrital tem tido apoio de vários organismos de cooperação,
que promovem programas sociais de assistência, protecção do ambiente e desenvolvimento
rural, que desempenham um papel activo e importante no apoio à reconstrução e
desenvolvimento locais, sendo de destacar a CARE no abastecimento de água rural, a
ADRA e o PMA na distribuição de sementes, e a MSF-Bélgica no sector da saúde.

Pebane

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________________________________________________________________________________________________

6
6 P
Poosssse
eeeU
Usso
odda
aTTe
errrra
a 333
A informação deste capítulo tem por objectivo analisar os traços
gerais que caracterizam a base agrária do distrito, de forma a
permitir inferir sobre eventuais cenários de intervenção que
reforcem o sector no contexto do processo de desenvolvimento
distrital.

Apesar das reservas quanto à representatividade ao nível distrital


dos dados do CAP, este capítulo permite avaliar os principais
factores que fazem deste sector um veículo privilegiado de intervenção no desenvolvimento
económico e social do país. Referirmo-nos, entre outros, ao facto de:

Ser a actividade dominante em praticamente todo o distrito;


Esta actividade fazer parte dos hábitos e costumes da população;
A actividade ser praticada pela maioria dos agregados familiares do distrito;
Constituir a maior fonte de emprego e de rendimento da população;
As condições naturais permitirem a prática da actividade.

66..11 PPoossssee ddaa tteerrrraa


No distrito de Pebane não são reportados conflitos significativos pela posse da terra ou de
outros recursos naturais, como água, lenha ou áreas de pastagem.

Este distrito possui cerca de 37 mil explorações agrícolas com uma área média é de 1.5
hectares. Com um grau de exploração familiar dominante, 72% das explorações do distrito
têm menos de 1 hectare, ocupando somente 39% da área cultivada.

Este padrão desigual da distribuição das áreas fica evidente se referirmos que 28% da área
cultivada pertence a somente 7% das explorações do distrito.

Na sua maioria os terrenos não estão titulados e, quando explorados em regime familiar,
têm como responsável, em quase 75% dos casos, o homem da família.

3 Baseado em trabalho analítico da MÉTIER, suportado pelos dados do INE do Censo Agro-pecuário de 1999-2000. Apesar de se
tratar de extrapolação s a partir duma amostra cuja representatividade ao nível distrital é baixa, considera-se que – do ponto de vista
da análise da estrutura de uso e exploração da terra - os seus resultados são um bom retrato das características essenciais do distrito.
Aconselha-se, pois, que mais do que os seus valores absolutos, este capítulo seja analisado tendo em vista absorver os principais
aspectos estruturais da actividade agrária.
Pebane

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FIGURA 5: Estrutura de exploração agrária da terra

Area (ha) cultivada


45% Número de Explorações
40%
35%
30%

25%
20%
15%

10%
5%

0%
< 1/2 1/2 ha 1 ha - 2 ha - 3 ha - 4 ha - 5 ha - 10 ha - ³ 100
ha - 1 ha 2 ha 3 ha 4 ha 5 ha 10 ha 100 ha ha

Fonte de dados: Instituto Nacional de Estatística, Censo agro-pecuário, 1999-2000

No que respeita à posse da terra, 93% das 84 mil parcelas em que estão divididas as
explorações são tradicionalmente pertença das famílias da região, sendo transmitidas por
herança aos filhos, ou estão em regime de aluguer ou de concessão do estado a particulares
e empresas privadas. As autoridades tradicionais e oficiais detêm 7% das parcelas agrícolas
do distrito.

66..22 TTrraabbaallhhoo aaggrrííccoollaa


A estrutura de exploração agrícola do distrito reflecte a base alargada da economia familiar,
constatando-se que 83% das explorações são cultivadas por 3 ou mais membros do
agregado familiar.

Estas explorações estão divididas em cerca de 84 mil parcelas, 80% com menos de meio
hectare e exploradas em metade dos casos por mulheres. De reter que, do total de
agricultores, 38% são crianças menores de 10 anos de idade, de ambos os sexos.

66..33 U
Uttiilliizzaaççããoo eeccoonnóóm
miiccaa ddoo ssoolloo

6.3.1 Agricultura
A maioria da terra é explorada em regime de consociação de culturas alimentares,
nomeadamente o milho, mandioca, feijão nhemba, amendoim e batata-doce.
Pebane

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FIGURA 6: Explorações e área, por culturas principais


37.035
40.000

35.000

30.000
24.091
25.000
15.929
20.000

15.000 17.119 11.150

10.000 4.380
6.570
5.000
796 995
0 0
3.223 1.563
303 2.503 43 1.770
0 0 178
0
A mendoim Batata Feijão Mandioca Milho Mapira Arroz Tabaco Cana-de- Girassol
Doce açucar

Nº Exploraçõe s Áre a (ha)

Fonte de dados: Instituto Nacional de Estatística, Censo agro-pecuário, 1999-2000

Para além das culturas alimentares e de rendimento, o distrito tem um apreciável número de
fruteiras, coqueiros e cajueiros.

6.3.2 Pecuária e Avicultura


No distrito existem cerca de 5 mil criadores de pecuária e mais de 26 mil de avicultura, a
maior parte em regime familiar.
Os dados disponíveis apontam para uma estrutura de produção relativamente
mercantilizada, em que o nível de vendas varia de 5% nos suínos a 8% nos bicos,
constituindo uma fonte de rendimento familiar importante.

6.3.3 Produção não agrícola

Constitui igualmente uma fonte importante de rendimento familiar. Deriva, essencialmente,


da venda de madeira, lenha, caniço e carvão, bem como da actividade de caça, pesqueira e
artesanal, efectuado por um conjunto de centenas de explorações familiares.

Pebane

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7
7 E
Eddu
ucca
aççã
ãoo
Com 80% da população analfabeta, predominantemente mulheres, a taxa de
escolarização no distrito é baixa, constatando-se que somente 35% dos
habitantes4 frequentam ou já frequentaram a escola primária.

TABELA 7: População5 e frequência escolar


P O P U L A Ç Ã O Q U E:
FREQUENTA FREQUENTOU NUNCA FREQUENTOU
Total Homens Mulheres Total Homens Mulheres Total Homens Mulheres
DISTRITO DE PEBANE 10,1% 6,6% 3,6% 24,7% 16,2% 8,5% 65,1% 25,7% 39,5%
P.A. de PEBANE 10,5% 6,8% 3,7% 23,6% 15,7% 7,9% 65,9% 25,5% 40,4%
P.A. de MULELA 10,7% 6,9% 3,7% 27,8% 17,7% 10,0% 61,6% 23,5% 38,1%
P.A. de NABURI 9,1% 5,9% 3,2% 22,7% 15,2% 7,5% 68,2% 28,3% 39,9%
Fonte: Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo de 1997.

A maior taxa de escolarização verifica-se no grupo etário dos 10 a 14 anos, onde 39% das
crianças frequenta a escola, seguido do grupo de 5 a 9 anos, o que reflecte a entrada tardia
na escola. Na sua maioria, os estudantes são rapazes a frequentar o ensino primário, dada a
insuficiente / inexistente rede escolar dos restantes níveis de ensino nalgumas localidades.

FIGURA 7: População6, por nível de ensino que frequenta


Primário
10,0%
100%

80%
60%

40%

20%
0%

Nenhum nível Outro nível escolar

89,9% 0,1%

Fonte de dados: Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo de 1997.

4 Com 5 ou mais anos de idade.


5 Com 5 ou mais anos de idade.
Pebane

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TABELA 8: População7, por nível de ensino que frequenta


NIVEL DE ENSINO QUE FREQUENTA Nenhum
Total Alfab. Primário Secund. Técnico C.F.P. Superior nível
DISTRITO DE PEBANE 10,1% 0,0% 10,0% 0,0% 0,0% 0,0% 0,0% 89,9%
5 - 9 anos 14,4% 0,0% 14,4% 0,0% 0,0% 0,0% 0,0% 85,6%
10 - 14 anos 39,4% 0,0% 39,3% 0,0% 0,0% 0,0% 0,0% 60,6%
15 - 19 anos 17,1% 0,1% 16,8% 0,2% 0,0% 0,0% 0,0% 82,9%
20 - 24 anos 1,7% 0,0% 1,5% 0,1% 0,0% 0,0% 0,0% 98,3%
25 e + anos 0,5% 0,0% 0,5% 0,0% 0,0% 0,0% 0,0% 99,5%
HOMENS 13,6% 0,0% 13,4% 0,1% 0,0% 0,0% 0,0% 86,4%
MULHERES 6,9% 0,0% 6,8% 0,0% 0,0% 0,0% 0,0% 93,1%
P.A. de PEBANE 10,5% 0,0% 10,4% 0,1% 0,0% 0,0% 0,0% 89,5%
P.A. de MULELA MUALAMA 10,7% 0,1% 10,6% 0,0% 0,0% 0,0% 0,0% 89,3%
P.A. de NABURI 9,1% 0,0% 9,1% 0,0% 0,0% 0,0% 0,0% 90,9%
Fonte: Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo de 1997.

Do total de população8, verifica-se que somente 8% concluíram algum nível de ensino.


Destes, 94% completaram somente o ensino primário e 2% o 1º grau do secundário.

TABELA 9: População9, por nível de ensino concluído


NIVEL DE ENSINO CONCLUIDO
TOTAL Alfab. Primário Secund. Técnico C.F.P. Superior Nenhum
DISTRITO DE PEBANE 7,9% 0,1% 7,4% 0,2% 0,0% 0,1% 0,0% 92,1%
5 - 9 anos 0,8% 0,0% 0,8% 0,0% 0,0% 0,0% 0,0% 99,2%
10 - 14 anos 4,2% 0,0% 4,2% 0,0% 0,0% 0,0% 0,0% 95,8%
15 - 19 anos 9,2% 0,1% 9,0% 0,2% 0,0% 0,0% 0,0% 90,8%
20 - 24 anos 10,3% 0,0% 9,9% 0,3% 0,0% 0,0% 0,0% 89,7%
25 e + anos 10,4% 0,3% 9,6% 0,3% 0,1% 0,1% 0,0% 89,6%
HOMENS 12,5% 0,2% 11,7% 0,3% 0,1% 0,1% 0,0% 87,5%
MULHERES 3,5% 0,1% 3,4% 0,0% 0,0% 0,0% 0,0% 96,5%
P.A. de PEBANE 9,5% 0,2% 8,9% 0,3% 0,1% 0,1% 0,0% 90,5%
P.A. de MULELA MUALAMA 7,1% 0,2% 6,8% 0,1% 0,0% 0,0% 0,0% 92,9%
P.A. de NABURI 6,7% 0,1% 6,5% 0,1% 0,0% 0,0% 0,0% 93,3%
DISTRITO DE PEBANE 7,9% 0,1% 7,4% 0,2% 0,0% 0,1% 0,0% 92,1%
Fonte: Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo de 1997.

O baixo grau de escolarização reflecte o facto de, apesar da expansão em curso, a rede
escolar e o efectivo de professores serem insuficientes e possuirem uma baixa qualificação
pedagógica. Tais factos são agravados por factores socio-económicos, resultando em baixas
taxas de aproveitamento e altas desistências, em algumas das localidades do distrito.

6 Com 5 ou mais anos de idade.


7 Com 5 ou mais anos de idade.
8 Com 5 ou mais anos de idade.

Pebane

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TABELA 10: Escolas, alunos e professores, 2003


NÍVEIS DE ENSINO N.º de N.º de Alunos N.º de Professores
Escolas M HM M HM
TOTAL DO DISTRITO 156 10.969 28.173 116 325
EP1 105 10.168 24.155 85 222
EP2 5 79 1.521 12 33
ESG I 1 162 647 7 18
ESG II 0 0 0 0 0
ETP 0 0 0 0 0
AEA 45 560 1.850 12 52
Fonte: Administração do Distrito e Direcção Provincial da Educação
EP1 - 1º a 5º anos; EP2 - 6º e 7º anos; ESG I - 8º a 10º Anos.

A maioria dos professores tem uma formação escolar baixa, possuindo, em média,
habilitações entre a 6ª e a 8ª classe e, em alguns casos, um ano de estágio pedagógico, o que
condiciona bastante a qualidade do ensino ministrado.

9 Com 5 ou mais anos de idade.

Pebane

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________________________________________________________________________________________________

8
8 S
Saaú
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Accççã
ãooS
Soocciia
all
88..11 C
Cuuiiddaaddooss ddee ssaaúúddee ee qquuaaddrroo eeppiiddéém
miiccoo
A rede de saúde do distrito, apesar de estar a evoluir a
bom ritmo, é insuficiente, evidenciando os seguintes
índices de cobertura média:
Uma unidade sanitária por cada 17 mil pessoas;
Uma cama por 2.500 habitantes; e
Um profissional técnico para cada 5.700 residentes.

TABELA 11: Unidades de saúde, camas e pessoal, 2003


Unidades, Camas e Tipo de Unidades Sanitárias Pessoal existente
Pessoal existente Total de Hospital Centro de Centro de Postos de por sexo
Unidades Rural Saúde I Saúde II/III Saúde HM H M
TOTAL DO DISTRITO
Nº de Unidades 11 0 0 8 3
Nº de Camas 73 0 0 73 0
Pessoal Total 57 0 0 54 3 57 49 8
- Licenciados 1 0 0 1 0 1 1 0
- Nível Médio 3 0 0 3 0 3 3 0
- Nível Básico 15 0 0 15 0 15 12 3
- Nível Elementar 13 0 0 12 1 13 11 2
- Pessoal de apoio 25 0 0 23 2 25 22 3
Fonte: Administração do Distrito e Direcção Provincial da Saúde

A Direcção Distrital de Saúde distribui regularmente por cada Centro de Saúde “Kits A e B”
e pelos Postos de Saúde “Kits B”. A tabela seguinte apresenta, para o ano de 2003, a
posição de alguns indicadores que caracterizam o grau de acesso e de cobertura dos serviços
do Sistema Nacional de Saúde.

TABELA 12: Indicadores de cuidados de saúde, 2003


Indicadores
Taxa de ocupação de camas 64,9%
Partos 1.979
Vacinação 49.688
Saúde materno-infantil 53.347
Consultas externas 70.546
Taxa de baixo peso à nascença 21,7%
Taxa de mau crescimento 12,3%
Fonte: Administração do Distrito e Direcção Provincial da Saúde
Pebane

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O quadro epidémico do distrito é dominado pela malária, diarreia e DTS e SIDA que, no
seu conjunto, representam quase a totalidade dos casos de doenças notificados no distrito.

FIGURA 8: Quadro epidémico, 2003

15.332
4.981
2.488
82 666
0 30

DT S

HIV/SIDA
Saramp o
Có lera

M alária

T ub ercu lo se
Desin teria
Diarreia e

Fonte: Administração do Distrito e Direcção Provincial da Saúde

88..22 A
Accççããoo S
Soocciiaall
A integração e assistência social a pessoas, famílias e grupos sociais em situação de pobreza
absoluta, dá prioridade à criança órfã, mulher viúva, idosos e deficientes, doentes crónicos e
portadores do HIV-SIDA, tóxico-dependentes e regressados.

No distrito existem, segundo os dados do Censo de 1997, cerca de 6 mil órfãos (dos quais
35% de pai e mãe) e cerca de 3 mil deficientes (84% com debilidade física, 9% com doenças
mentais e 7% com ambos os tipos de doença).

TABELA 13: População, por condição de orfandade, 1997


DISTRITO DE PEBANE 6.073
Homens 2.903
Mulheres 3.170
5 - 9 anos 1313
10 - 14 anos 1723
15 - 19 anos 3037
P.A. de PEBANE 1.907
P.A. de MULELA MUALAMA 2.250
P.A. de NABURI 1.916
Fonte: Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo de 1997.
Pebane

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TABELA 14: População deficiente, por idade e residência, 1997


Posto administrativo e Idade TOTAL Física Mental Ambas
DISTRITO DE PEBANE 2868 2413 267 188
0 - 14 575 445 75 55
15 - 44 1423 1203 136 84
45 e mais 870 765 56 49
P.A. de PEBANE 935 785 91 59
P.A. de MULELA MUALAMA 1067 898 98 71
P.A. de NABURI 866 730 78 58
Fonte: Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo de 1997.

A acção social no distrito tem sido coordenada com as organizações não governamentais,
associações e sociedade civil, promovendo a criação de igualdade de oportunidades e de
direitos entre homem e mulher em todos aspectos de vida social e económica, bem como a
integração no mercado de trabalho, processos de geração de rendimentos e vida escolar.

Pebane

PÁGINA 3 1
________________________________________________________________________________________________

9
9 G
Géén
neerro
o
O distrito tem uma população estimada de 187 mil habitantes - 86 mil do sexo feminino -
sendo 13% das famílias do tipo monoparental chefiados por mulheres.

99..11 EEdduuccaaççããoo
Tendo por língua materna dominante o Elomwe, só 14% das mulheres tem conhecimento da
língua portuguesa. A taxa de analfabetismo na população feminina é de 92%, sendo de 68%
no caso dos homens.
Das mulheres do distrito com mais de 5 anos, 77% nunca frequentaram a escola e somente
3% concluíram o ensino primário.
A maior taxa de escolarização feminina ocorre no grupo etário dos 10 a 14 anos, em que
27% das raparigas frequentam a escola. Este indicador evidencia o baixo nível escolar e a
entrada tardia na escola da maioria das raparigas, sobretudo nas zonas rurais.

FIGURA 9: Indicadores de escolaridade, por sexos

Taxa de analfabetismo
92%

68%

Cobertura escolar (10 a 14 anos) Conhecimento de português


39%
28%
51% 14%
Homens
3% Mulheres
12%

53%

77%
Ensino primário concluído Sem frequência escolar

Fonte: Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo de 1997.


Pebane

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________________________________________________________________________________________________

99..22 A
Accttiivviiddaaddee eeccoonnóóm
miiccaa ee eexxpplloorraaççããoo ddaa tteerrrraa
De um total de 86 mil mulheres, 50 mil estão em idade de trabalho (15 a 64 anos).
Excluindo as que procuram emprego pela 1ª vez, a população activa feminina é de 42 mil
pessoas, o que reflecte uma taxa implícita de desemprego de 17% (17% nos homens).

As 38 mil explorações agrícolas do distrito estão divididas em cerca de 84 mil parcelas, na


maioria com menos de meio hectare e exploradas, em mais de metade dos casos, por
mulheres. De reter, que 38% do total de agricultores são crianças menores de 10 anos de
idade, de ambos os sexos, das quais 47% são raparigas.

FIGURA 10: Quota das mulheres no trabalho agrícola e remunerado

93%

100%
73%
90%

80%
53%
70% 56%
47%
60% Homens
44% Mulheres
50%
27%
40%

30%
7%
20%

10%

0%
Responsável pelas Trabalhadores % de assalariados % de agricultores
explorações agrícolas com menos de 10
anos de idade
Fonte de dados: Instituto Nacional de Estatística, Censo agro-pecuário, 1999-2000

A distribuição das mulheres activas residentes no distrito do Bilene de acordo com a


posição no processo de trabalho e o sector de actividade é a seguinte:
Cerca de 98% são trabalhadoras agrícolas familiares ou por conta própria;
1% são vendedoras ou empregadas do sector comercial formal e informal; e
As restantes são, na maioria, trabalhadoras de outros serviços ou produtoras
artesanais. Pebane

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________________________________________________________________________________________________

99..33 G
Goovveerrnnaaççããoo
Ao nível do distrito tem-se privilegiado a coordenação das
acções de algumas organizações não governamentais,
associações e sociedade civil, promovendo a criação de
igualdade de oportunidades e direitos entre sexos em todos
aspectos de vida social e económica, e a integração da mulher
no mercado de trabalho, processos de geração de rendimentos
e vida escolar.

Esta coordenação recorre a mecanismos de troca de informação, diálogo e concertação da


acção, evitando a sobreposição de actividades e racionalizando recursos de forma a
melhorar a eficácia e eficiência das acções governamentais e das iniciativas da comunidade e
do sector privado.

Ao nível do Governo Distrital, dos 59 funcionários existentes só 2 são senhoras, em geral


em posições inferiores da carreira administrativa.

Pebane

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________________________________________________________________________________________________

1
100 A
Accttiiv
viid
daad
deeE
Ecco
onnó
ómmiicca
a
1100..11 PPooppuullaaççããoo eeccoonnoom
miiccaam
meennttee aaccttiivvaa
A estrutura etária da população reflecte uma relação de dependência económica aproximada
de 1:1.1, isto é, por cada 10 crianças ou anciões existem 11 pessoas em idade activa.

De um total de 169 mil habitantes, 94 mil estão em idade de trabalho (15 a 64 anos).
Excluindo os que procuram emprego pela primeira vez, a população economicamente activa
é de 78 mil pessoas, o que reflecte uma taxa implícita de desemprego de 17%.

Da população activa, 96% são trabalhadores familiares ou por conta própria, na maioria,
mulheres. A percentagem de assalariados é somente de 4% da população activa, sendo - de
forma inversa, dominada por homens (as mulheres representam apenas 7% do total de
assalariados).

A distribuição da população activa segundo o ramo de actividade reflecte a dominância do


sector agrário, que ocupa 93% da mão-de-obra do distrito.

Os sectores secundário e terciário ocupam, respectivamente, 3% e 4% dos trabalhadores,


sendo dominados pela actividade de comércio formal e informal, que ocupa cerca de 3% do
total de trabalhadores e 1% das mulheres activas do distrito.

FIGURA 11: População activa10, por ramo de actividade, 2005

3% 4% 4%
24%

72%
93%

Agricultura, silvicultura e pes ca Indústria, energia e construção


Ass alariados Por conta própria Trabalhadores familiares
Comércio, Transportes e Serviços

Fonte: Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo de 1997.

Pebane

10 Com 15 anos ou mais, excluindo os que procuram emprego pela primeira vez.

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TABELA 15: População activa11, por ramo de actividade, 2005


POSIÇÃO NO PROCESSO DE TRABALHO
SECTORES DE ACTIVIDADE Assalariados Sector Por Trabalhador Empresário
conta
TOTAL Total Estado Empresas Coop. própria familiar Patrão
DISTRITO DE PEBANE 78.137 3,7% 1,0% 2,7% 0,2% 72,1% 24,0% 0,0%
- Homens 36.470 3,4% 0,9% 2,5% 0,1% 36,5% 6,6% 0,0%
- Mulheres 41.667 0,3% 0,1% 0,2% 0,1% 35,6% 17,4% 0,0%
Agricultura, silvicultura e pesca 72.921 1,7% 0,1% 1,6% 0,1% 68,3% 23,2% 0,0%
Indústria, energia e construção 2.144 0,7% 0,1% 0,5% 0,1% 1,7% 0,2% 0,0%
Comércio, Transportes e Serviços 3.072 1,3% 0,7% 0,6% 0,0% 2,0% 0,6% 0,0%
Fonte: Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo de 1997.

1100..22 O
Orrççaam
meennttoo ffaam
miilliiaarr
O distrito tem um Índice de Incidência da Pobreza 12 estimado em cerca de 52% no ano de
200313. Com um nível médio mensal de receitas familiares de 56% em espécie, derivados do
autoconsumo e da renda imputada pela posse de habitação própria, a população do distrito
apresenta um padrão de consumo concentrado nos produtos alimentares (71%) e nos
serviços de habitação, água, energia e combustíveis (14%).

FIGURA 12: Consumo familiar, por grupo de produtos e serviços

3% 1%
7%
4%

14%

71%

Produtos Alimentares (*)


Habitação, Serviços, Transportes e Comunicações (*)
Material de construção e Mobiliário
Vestuário e Calçado
Lazer, Bebidas Alcoólicas, Restaurantes e Bares
Educação, Saúde e outros serviços

(*) Inclui o autoconsumo da produção agrícola e a imputação da renda por posse de habitação própria
Fonte: Instituto Nacional de Estatística, IAF - 2002/03.

11 Com 15 anos ou mais, excluindo os que procuram emprego pela primeira vez.
12 O Índice de Incidência da Pobreza (povery headcount índex) é a proporção da população cujo consumo per capita está abaixo da linha
da pobreza. Pebane

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Com variância significativa, a distribuição da receita está concentrada nas classes baixas,
com quase 42% dos agregados na faixa de rendimentos mensais inferiores a 1.500 contos.

FIGURA 13: Distribuição das famílias, segundo o rendimento mensal


28,7%

15,7% 15,5%
13,0%

9,1% 9,7%

5,2%
3,1%

Com m enos De 500.000 a De 1.000.000 De 1.500.000 De 2.000.000 De 2.500.000 De 5.000.000 Com m ais de
de 500.000 1.000.000 MT a 1.500.000 a 2.000.000 a 2.500.000 a 5.000.000 a 10.000.000 10.000.000
MT MT MT MT MT MT MT

Fonte: Instituto Nacional de Estatística, IAF - 2002/03.

1100..33 S
Seegguurraannççaa aalliim
meennttaarr ee eessttrraattééggiiaass ddee ssoobbrreevviivvêênncciiaa
Este distrito tem sido alvo de calamidades naturais que
afectam a vida social e económica da comunidade.

Estes desastres, associados à fraca produtividade agrícola,


conduzem . de acordo com vários levantamentos efectuados
por entidades credíveis14 - a níveis de segurança alimentar de
risco, estimando-se em 2,5 meses a média de reservas alimentares por agregado familiar de
cereais e mandioca, o que coloca cerca de 5% da população do distrito, sobretudo os
camponeses de menos posses, idosos e famílias chefiadas por mulheres, numa situação
potencialmente vulnerável.

Efectivamente, dadas as tecnologias primárias utilizadas e, consequentemente, os baixos


rendimentos das culturas, a colheita principal é, em geral, insuficiente para cobrir as
necessidades de alimentos básicos, que só são satisfeitas com a ajuda alimentar, a segunda
colheita, rendimentos não agrícolas ou outros mecanismos de sobrevivência.

13 Pebane
Estimativa da MÉTIER, a partir de dados do Relatório sobre Pobreza e Bem-Estar em Moçambique: 2ª Avaliação Nacional
(2002-03), DNPO, Gabinete de Estudos do MPF.
14 Nomeadamente, os Médicos sem fronteira.

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________________________________________________________________________________________________

Nos períodos de escassez, as famílias recorrem a uma diversidade de estratégias de


sobrevivência que incluem a participação em programas de "comida pelo trabalho", a
recolha de frutos silvestres, a venda de lenha, carvão, estacas, caniço, bebidas e a caça.

As famílias com homens activos recorrem ao trabalho remunerado nas cidades mais
próximas, já que as oportunidades de emprego no distrito são reduzidas, dado que a
economia ter por base, essencialmente, as relações familiares.

Para atenuar os efeitos desta situação, as autoridades distritais e o MADER lançaram um


plano de acção para redução do impacto da estiagem incluindo sementes e culturas
resistentes e introdução de tecnologias adequadas ao sector familiar.

As principais organizações que apoiam a comunidade aquando de calamidades, são o


Programa Mundial para a Alimentação, o Departamento de Prevenção e Combate às
Calamidades Naturais o Programa de Emergência de Sementes e Utensílios e a Organização
Rural de Ajuda Mútua, cuja actuação inclui a entrega de alimentos e a distribuição de
sementes e de instrumentos agrícolas, no quadro de programas “comida por trabalho”.

1100..44 IInnffrraa--eessttrruuttuurraass ddee bbaassee


O distrito de Pebane é servido por transporte
rodoviário e marítimo. Nenhuma das vias
rodoviárias do distrito beneficiou de obras de
reabilitação, mas apenas de alguns trabalhos de
manutenção periódica nas estradas que ligam a sede
a Maganja da Costa, via Mocubela, e a Mualama.

A reabilitação de estradas terciárias terá um impacto


importante em vários sectores de actividade, intensificando a circulação de bens e pessoas, a
comercialização agrícola e o escoamento do pescado.

TABELA 16: Rede de estradas


Localização Dimensão Classificação Transitável Reabilitada Tecnologia
(km) (S/N) (S/N) Utilizada
Pebane – Maganja 137 ER sim não -
Pebane – Mocubela 68 ER sim não -
Pebane – Mualama 56 ER sim não -
Classificação: EN- Estrada Nacional; ER- Estrada Regional secundária, não alcatroada; NC- Não Classificada, estrada rural terciária.
Tecnologia : M- Mecanizada; O- Trabalho Manual.
Fonte: Administração do Distrito
Pebane

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________________________________________________________________________________________________

O distrito possui uma rede de estradas classificadas de cerca de 342Km e de não


classificadas numa extensão de 302Km, totalizando 644Km de estradas. Das estradas
classificadas destacam-se a EN230 que parte de Maganja da Costa à sede do distrito de
Pebane, numa extensão de 150Km; a ER 234 que parte da Localidade de Magiga até ao rio
Ligonha (160Km); a ER488 que parte do rio Molocué até Moebase/Mulidodji; a ER 489 de
Malema/Notocote e a ER490 de Mulela/Distrito de Gilé (160Km). A maioria das não
classificadas só é transitável no tempo seco.

Destacam-se as pontes sobre os rios Molocué, Nakololo, Eucua, Mulela e Malema, todas
localizadas nas estradas classificadas. Importa referir que a ponte sobre o rio Molocué só foi
reabilitada em 2002, o que contribuiu para o atraso na implantação de infra-estruturas socio-
económicas no PA de Nabúri. O distrito de Pebane tem apenas 3 transportadores semi-
colectivos de passageiros, frota que é complementada por outros provenientes dos distritos
de Mocuba e Cidade de Quelimane. Esta escassez faz com que os transportes de passageiros
sejam, muitas vezes, aproveitados para transporte de carga.

O distrito tem 3 aeródromos (1 inoperacional). O Porto de Pebane não está operacional.


Tem uma cabina telefónica instalada na Vila sede, o que permite comunicações para
qualquer parte do mundo. Da Administração da sede do distrito para os Postos
Administrativos as comunicações são feitas via rádio.

O acesso à água potável é uma necessidade ainda não coberta em todo o distrito, havendo
comunidades que se deslocam até 12 Km até à fonte mais próxima. Em algumas
comunidades, poços e furos, equipados com bombas manuais, e água durante o ano.

Para abastecimento da população em água potável, o distrito tem 159 fontes (38
inoperacionais). Importa referir que a maioria destas fontes está concentrada na Sede do
distrito e PA de Mulela, havendo por isso um desequilíbrio em relação ao PA de Nabúri que
apenas possui 3. Este desequilíbrio justifica-se pelo facto de a ponte que liga a sede do
àquele Posto ter sido destruída durante o conflito armado e só ter sido reabilitada em 2002.

O pequeno sistema de abastecimento de água à Vila sede do distrito encontra-se avariado,


para além de ser bastante obsoleto, remetendo os 10.840 habitantes da sede ao recurso a
furos abertos nos bairros. A Action Aid tem organizado estágios de manutenção das
bombas Afridev para os membros das comunidades, e a Água Rural assegura a distribuição
de peças sobressalentes no mercado local.
Pebane

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A comunidade tem participado na limpeza e conservação das fontes de água, e contribuído


com dinheiro para a compra de peças sobressalentes. Um dos maiores constrangimentos do
sector é a falta de equipamento para a abertura de furos. A energia do distrito é fornecida
por um grupo gerador de 100KV.

Apesar dos esforços realizados, importa reter que o estado geral de conservação e
manutenção das infra-estruturas não é suficiente, sendo de realçar a rede de bombas de água
a necessitar de manutenção, bem como a rede de estradas e pontes que, na época das
chuvas, tem problemas de transitibilidade.

1100..55 A
Aggrriiccuullttuurraa ee D
Deesseennvvoollvviim
meennttoo R
Ruurraall

10.5.1 Produção agrícola e sistemas de cultivo


De um modo geral, a agricultura é praticada manualmente em pequenas explorações
familiares em regime de consociação de culturas com base em variedades locais. A produção
agrícola é feita predominantemente em condições de sequeiro, nem sempre bem sucedida,
uma vez que o risco de perda das colheitas é alto, dada a baixa capacidade de
armazenamento de humidade no solo durante o período de crescimento das culturas.
Existe, porém, alguma infra-estrutura de regadio a necessitar de apoio e de reabilitação.

Foto 1: Associação dos Camponeses de Tubaruba

Nota: Vala de drenagem aberta manualmente que permite a recuperação de uma certa porção de solos hidromórficos usados
como viveiros e campos de multiplicação da rama de batata doce, estacas de mandioqueiras e algumas fruteiras. Associação de
Camponeses de Tubaruba.
Pebane
Fonte de dados: Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural – Hidráulica Agrícola,
Levantamento dos Regadios na Zona Centro - Fase 3, Volume I, Relatório Final, Junho 2002

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________________________________________________________________________________________________

Foto 2: Associação dos Camponeses de Tubaruba

Nota: Associada à vala de drenagem foi aberto um tanque para criação de peixe.

Fonte de dados: Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural – Hidráulica Agrícola, Levantamento dos Regadios na
Zona Centro - Fase 3, Volume I, Relatório Final, Junho 2002

Devido à grande variação na data de início do período de crescimento e, portanto, na data


de sementeira, e dado que o período de crescimento é de pequena duração, os camponeses
recorrem ao uso de variedades de ciclo curto.

Algumas famílias empregam métodos tradicionais de fertilização dos solos como o pousio
das terras, a incorporação no solo de restolhos de plantas, estrume ou cinzas. Para além das
questões climáticas, os principais constrangimentos à produção são as pragas, a seca, a falta
ou insuficiência de sementes e pesticidas.

O sistema de produção mais frequente na região é dominado pela cultura da mandioca, por
vezes consociada com a mexoeira. A castanha de cajú é uma das principais fontes de
rendimento familiar. Este sistema de produção é ainda complementado pela cultura de
amendoim nos solos arenosos e arroz nos solos hidromórficos. É de assinalar ainda que ao
longo da faixa costeira é comum o cultivo do coqueiro.

Somente em 2003, após o período de seca e estiagem que se seguiu e a reabilitação de


algumas infra-estruturas, se reiniciou timidamente a exploração agrícola do distrito e a
recuperação dos níveis de produção.
Pebane

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________________________________________________________________________________________________

TABELA 17: Produção agrícola, por principais culturas: 2000-2003


Campanha 2000/2001 Campanha 2001/2002 Campanha 2002/2003
Principais Área (ha) Produção Área (ha) Produção Área (ha) Produção
Culturas Semeada (Toneladas) Semeada (Toneladas) Semeada (Toneladas)
Milho 6.381 10.348 12.915 12.915 11.165 12.933
Arroz 3.113 3.990 2.032 3.555 4.258 5.110
Mapira 1.856 1.238 1.412 1.412 2.421 1.367
Amendoim 944 964 1.191 1.191 1.877 1.382
Mandioca 10.770 50.157 58.039 58.039 14.903 60.015
Feijões 1.960 1.353 1.071 1.071 2.391 1.373
Batata Doce 2.093 5.231 5.460 5.460 1.721 6.751
Hortícolas 28 278 41 41 29 61
Copra 0 447 0 1.661 0 500
Castanha de cajú 0 1.247 0 2.100 0 1.800
TOTAL DO DISTRITO 27.144 75.253 82.160 87.445 38.766 91.292
Fonte: Administração do Distrito e Direcção Provincial de Agricultura

10.5.2 Pecuária
O fomento pecuário no distrito tem sido fraco. Porém, dada a tradição na criação de gado e
algumas infra-estruturas existentes, verificou-se algum crescimento do efectivo pecuário.

Dada a existência de áreas de pastagem, há condições para o desenvolvimento da pecuária,


sendo as doenças e a falta de fundos e de serviços de extensão, os principais obstáculos ao
seu desenvolvimento.

Os animais domésticos mais importantes para o consumo familiar são as galinhas, os patos
e os cabritos, enquanto que, para a comercialização, são os bois, os cabritos, os porcos e as
ovelhas.

10.5.3 Pescas, Florestas e Fauna bravia


O distrito é potencial em madeira de diversas espécies, com destaque para a Umbila, Pau-
ferro, Mondzo, Jambire, Chanfuta, entre outras, exploradas em regime de concessão e
licença simples. O número de operadores florestais cresce de ano para ano, com particular
destaque para o ano de 2003. De realçar que de 2000 a 2001 eram apenas 2 operadores, dos
quais 1 em regime de concessão.

A lenha e o carvão são as fontes de energia mais utilizadas para uso doméstico. O distrito de
Pebane enfrenta problemas de erosão.

O distrito tem potencialidades para a produção de cajueiros e coqueiros, sendo que a


elevada idade das árvores e as pragas são as maiores limitações à sua Pebane

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________________________________________________________________________________________________

produção. É grande o potencial das árvores indígenas, tal como o napere e o macuhari. Os
paus de mangal são muito usados na construção e produção de carvão.

O distrito possui bananeiras, laranjeiras, mangueiras e cajueiros, lichieiras, papaieiras,


goiabeiras, limoeiros, coqueiros e ateiras. A falta de recursos financeiros, as doenças, a falta
de sementes, a falta de mudas e as pragas são as questões que impedem um maior
aproveitamento desta potencialidade. A produção de castanha é vendida nos mercados
distritais, a comerciantes da zona. O caju e a laranja são processados localmente para o
fabrico de bebidas alcoólicas tradicionais.

A caça é um suplemento alimentar importante das famílias do distrito. As espécies mais


caçadas são as gazelas e pala-palas. Sendo um distrito litorâneo, o peixe está, naturalmente,
incluído nos hábitos alimentares das famílias.

As espécies de fauna bravia existentes são o elefante, o búfalo, o leão, o javali, o leopardo, a
zebra, a pala-pala, a hiena, o cudo, o hipopótamo e o chango. A fauna bravia do distrito tem
potencial para caça comercial, não lhe sendo atribuído, porém, potencial turístico.

A par da agricultura, a pesca é outra actividade principal do distrito, sendo exercida por
pescadores artesanais em regime individual e/ou em associações. Das 8 Associações
existentes no distrito, 4 já foram oficializadas.

1100..66 IInnddúússttrriiaa,, C
Coom
méérrcciioo ee S
Seerrvviiççooss
A pequena indústria local (pesca, carpintaria e artesanato) surge como alternativa à
actividade agrícola, ou prolongamento da sua actividade.
A rede industrial do distrito comporta 1 indústria de transformação de madeira (SIMA)
localizada a 50Km da sede do distrito (Localidade de Impaca); 2 moageiras (PA de
Nambúri); 10 salineiras e 4 carpintarias na sede do distrito.

Houve uma ligeira evolução neste ramo, sobretudo nas salinas e carpintarias que, desde
1999 a 2003, passaram de 7 para 10 e de 1 para 3, respectivamente.

O distrito de Pebane está bem inserido na rede provincial de mercados. Comerciantes de


Quelimane vêm a Pebane comprar produtos locais.

Ano Lojas Bancas Tendas Feiras Mercados Restaurantes/bar Bares Tascas


1999 03 25 06 06 09 01 01 19
2003 11 68 31 12 16 04 01 39
Pebane

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________________________________________________________________________________________________

Através da Caixa Francesa foram financiadas 5 pessoas em 1999, num valor total de 500 mil
contos, cabendo a cada uma 100 mil contos, para a reabilitação de estabelecimentos
comerciais. Também fazem parte desta rede os vendedores ambulantes e 1 comerciante
grossista.

Em 2001, 3 mutuários foram financiados pelo FARE, num total de 450 mil contos (150
cada) para a reabilitação de 2 lojas e 1 padaria. Dos 10 financiados, apenas 2 é que honram
os seus compromissos junto ao Banco e têm os seus estabelecimentos razoavelmente
reabilitados e em funcionamento.

O distrito tem grande potencial turístico, possuindo belas praias, ilhas, nascentes de água e
águas quentes. Em 2000, foram financiados pelo FUTUR 2 mutuários, cabendo a cada o
valor de 150 mil contos. Estes valores destinavam-se à reabilitação de estabelecimentos
hoteleiros (pensões). De destacar a reserva do Gilé onde se pode praticar turismo
cinegético.

Não existe nenhuma instituição bancária a operar no distrito, nem nenhum sistema formal
de crédito em condições acessíveis aos operadores locais. As possibilidades de acesso ao
crédito derivam de prática no sector informal, nomeadamente dos comerciantes locais e dos
familiares dos interessados.

Pebane

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Autoridade tradicional
________________________________________________________________________________________________

A
Anneexxoo:: A
Auuttoorriiddaaddee C
Coom
muun
niittáárriiaa n
noo D
Diissttrriittoo ddee PPeebbaan
nee
(Fonte de dados: Direcção Nacional da Administração Local)
Área de Jurisdição Data de
Designação Local
Nº Nome completo Sexo Posto Reconheci-
de Aut. Comunitária Localidade Aldeia/Povção
Administrativo mento
1 Manuel Faquira Mussa Régulo M Sede Quichanga Quichanga 08/07/02
2 André Oitavo Régulo M Sede Quichanga Quichanga 09/07/02
3 Domingos C. Cussereia Régulo M Mulela Mulela Nacurugo 17/07/02
4 Fernando R. Simão Régulo M Sede Impaca Mucuna 15/08/02
5 João Essumaila Tibeliua Régulo M Sede Impaca Ratata 15/08/02
6 Mulequiua I. Casseb Régulo M Sede Quichanga Passarela 14/09/02
7 Osifo Guimavo Jamal Régulo M Sede Nicadine Muturia 13/09/02
8 João Paulo Alberto Calção Régulo M Mulela Malema Pilima 13/09/02
9 Sebastião M. Namacala Régulo M Naburi Naburi Nabala 12/09/02
10 Ernesto Coroba Régulo M Naburi Naburi Nabala 12/09/02
11 Alfredo Ussene Régulo M Naburi Naburi Burmuda 12/09/02
12 Ferrão Juma Madeira Régulo M Naburi Tomeia Vilalo 12/09/02
13 Selemane Momade Régulo M Naburi Tomeia Nanre 12/09/02
14 Buramuge Oviço Sigaia Régulo M Sede Nicadine Nauaga 13/09/02
15 Rodrigues Mussa Taibo Régulo M Mulela Alto Maganha Vilalo 1º 26/11/02
16 Daniel Duaibo Taibo Régulo M Mulela Alto Maganha Mugodoma 26/11/02
17 Alfredo Ussene Atibo Régulo M Mulela Namanla Muia 28/11/02
18 Alberto Maaleço Régulo M Mulela Malema Manasse 13/09/02
19 Fernando B. Mutanhiua Régulo M Naburi Etega Namahipa 07/05/03
20 Mote Queba Mureveia Régulo M Naburi Naburi Mutogole 07/05/02
21 Mussa Abede Salia Régulo M Naburi Txallalane Namahaipa 07/05/03
22 Monteiro O. Ofadauene Secretário M Naburi Sede Burmuda 03/07/03
23 Amisse Selemane Secretário M Naburi Namahipe Muluanha 03/0703
24 Alberto Muatxene Régulo M Naburi Namahipe Muluanha 03/0703
25 José Nare Régulo M Naburi Txalalane Hamela 03/07/03
26 Zugénio F. Muliquiua Secretário M Naburi Tomeia Nanre 03/07/03
27 Tomás Joaquim Joli Secretário M Sede Nicadine Nicadine 08/07/03
Pebane

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Página 45
Autoridade tradicional
________________________________________________________________________________________________

28 Abdul Ismael Muarica Secretário M Sede Magiga Magiga 08/07/03

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Documentação consultada
________________________________________________________________________________________________

D
Dooccu
umme
enntta
aççã
ãoo cco
onnssu
ulltta
adda
a
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Série: Perfis Distritais
Edição: 2005

Editor: Ministério da Administração Estatal


Coordenação: Direcção Nacional da Administração Local
Copyright © Ministério da Administração Estatal
Um resumo desta publicação está disponível na Internet em [Link]

Assistência técnica: MÉTIER – Consultoria & Desenvolvimento, Lda


Um resumo desta publicação está disponível na Internet em [Link]
Copyright © MÉTIER, Lda
MINISTÉRIO DA ADMINISTRAÇÃO ESTATAL

Série “Perfis Distritais de Moçambique”


Edição 2005

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