Sífilis
infeção sexualmente transmissível
causada pela subespécie pallidum da
bactéria Treponema pallidum
Sífilis é uma infeção sexualmente
transmissível causada pela
subespécie pallidum da bactéria
Treponema pallidum.[3][6] Os
sinais e sintomas variam
dependendo de qual dos quatro
estágios em que se manifestam:
primário, secundário, latente e
terciário. O sintoma clássico do
estágio primário é um sifiloma no
local da infeção — uma úlcera na
pele que é indolor, firme e não
pruriginosa. No estágio
secundário aparece uma erupção
cutânea difusa, geralmente nas
palmas das mãos e dos pés, e
podem aparecer úlceras na boca
ou na vagina. No estágio latente,
que pode durar vários anos ou
décadas, não se manifestam
sintomas.[1] No estágio terciário
podem aparecer formações não
cancerígenas denominadas
gomas e sintomas neurológicos ou
cardíacos.[2] A sífilis pode causar
sintomas semelhantes a várias
outras doenças.[1][2]
Sífilis
Micrografia eletrónica da bactéria
Treponema pallidum
Especialidade Infectologia
Sintomas Úlcera na pele
indolor, firme e
não pruriginosa[1]
Causas Treponema
pallidum
geralmente
transmitido por
via sexual[1]
Método de Análises ao
diagnóstico sangue,
microscopia de
campo escuro do
fluido infetado[1]
[2]
Condições Diversas
semelhantes doenças[1]
Prevenção Preservativo,
abstinência
sexual[1]
Tratamento Antibióticos[3]
Frequência 45,4 milhões /
0,6% (2015)[4]
Mortes 107 000 (2015)[5]
Classificação e recursos externos
CID-10 A50 -A53
CID-9 090 -097
DiseasesDB 29054
MedlinePlus 000861
eMedicine med/2224
emerg/563
derm/413
MeSH D013587
Leia o aviso médico
A sífilis é transmitida
principalmente através de
contacto sexual.[1] Pode também
ser transmitida de mãe para filho
durante a gravidez ou parto,
causando sífilis congénita.[1][7]
Entre outras doenças humanas
causadas por subespécies da
bactéria Treponema pallidum
estão a bouba (subespécie
pertenue), pinta (subespécie
carateum) e bejel (subespécie
endemicum).[2] O diagnóstico é
geralmente confirmado com
análises ao sangue. A bactéria
pode também ser detetada com
microscopia de campo escuro. O
rastreio é recomendado durante a
gravidez.[1]
O risco de contrair sífilis pode ser
diminuído com a utilização de
preservativos de látex ou com a
abstinência sexual.[1] O
tratamento com antibióticos é
eficaz. O antibiótico de escolha na
maioria dos casos é a penicilina G
benzatina por via intramuscular.
Em pessoas com alergia à
penicilina, podem ser usadas
doxiciclina e tetraciclina. Em
pessoas com neurossífilis, é
recomendada a administração de
penicilina G potássica ou
ceftriaxona por via intravenosa.
Durante o tratamento, as pessoas
podem desenvolver febre, dores
de cabeça e dores musculares,
uma reação denominada Jarisch-
Herxheimer.[3]
Estudos recentes demonstraram a
eficácia do uso de Doxiciclina em
um contexto controlado para a
diminuição da transmissão de
Sifílis após relação sexual não-
protegida.[8]
Em 2015, cerca de 45,4 milhões
de pessoas estavam infetadas
com sífilis,[4] tendo-se no mesmo
ano registado cerca de 6 milhões
de novas infeções.[9] Em 2015, a
doença foi a causa de 107 000
mortes, uma diminuição em
relação às 202 000 em 1990.[5]
[10]
Depois da prevalência ter
diminuído drasticamente com a
introdução da penicilina na década
de 1940, desde o início do
século XXI que as taxas têm vindo
a aumentar em muitos países,
muitas vezes a par do vírus da
imunodeficiência humana (VIH).[2]
[11]
Pesquisas recentes na China
indicam que a causa é um
aumento da promiscuidade e da
prostituição, da diminuição da
utilização de preservativos e de
práticas sexuais desprotegidas
entre homens homossexuais.[12]
[13][14]
Entretanto, estudos mais
recentes indicam que a infecção
entre os profissionais do sexo não
é maior que entre os
homossexuais e bissexuais em
geral.[15] Em 2015, Cuba foi o
primeiro país a erradicar a
transmissão de sífilis entre mãe e
filho.[16]
Sinais e sintomas
Causas
Diagnóstico
Prevenção
Tratamento
Lesões Ósseas:
Importância e
Caracterização em
Material Esquelético
Epidemiologia
História
Referências
Última modificação há 4 m…
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