A Ias 36 - Imparidade de Activos: Impacto, Problemas E Valorização
A Ias 36 - Imparidade de Activos: Impacto, Problemas E Valorização
1. Imparidade de Activos
2.1 Objectivos, âmbito e definição
2/24
dada entidade como consequência de transacções ou eventos passados. Como
características essenciais apresenta:
A incorporação de benefício futuro provável, isto é, a capacidade de
(isoladamente ou em conjunto) contribuir directa ou indirectamente para a
geração de fluxos de caixa futuros;
Ter o controlo e o acesso ao bem; e
Ser resultante de transacção ou evento passado.
Apesar da unanimidade quanto à necessidade do retorno futuro dos investimentos da
entidade, a sua mensuração não é ponto pacífico na literatura contabilística. Para
Hendriksen e Breda (1999), mensurar é atribuir uma quantidade numérica a uma
característica ou atributo de algum objecto, como um activo, ou de uma actividade,
como a produção. O objectivo da mensuração é escolher medidas para orientar os
objectivos na divulgação financeira decorrentes da estrutura da contabilidade. Os
critérios de mensuração são geralmente classificados em dois grandes grupos: valores
de entrada e valores de saída.
Como valores de entrada apontam-se: custo histórico, custo corrente, custo corrente
corrigido, custo futuro de entrada descontado e custo de reposição. Para os valores de
saída, como principais critérios evidenciam-se: valor realizável líquido, equivalente
corrente de caixa, valores de liquidação e valores descontados de fluxos de caixa
futuros.
A decisão quanto ao critério de mensuração a utilizar pela organização, tem por
objectivo que este evidencie da melhor forma possível o benefício gerado pelo activo.
Pese embora os critérios na escolha do método de mensuração, verifica-se que nem
sempre os activos estão de acordo com seu real valor. Daí que surjam instrumentos
como: correcção monetária, reavaliação e a imparidade 1 , que representa uma redução
do valor recuperável do activo [DeFond (2002:30); Silva et al (2006:2)]. Existe
imparidade quando o activo deixa de proporcionar benefícios económicos futuros, total
ou parcialmente. A imparidade pode ocorrer ao nível de um activo individual, de um
conjunto de activos ou do ‘goodwill’ (Rodrigues, 2005:278).
A imparidade é, por isso, o instrumento utilizado para adequar o activo à sua
capacidade real de retorno económico. A imparidade é aplicada a activos fixos (activo
imobilizado), activos de vida útil indefinida, ‘goodwill’, activos disponíveis para venda,
investimentos e em operações descontinuadas.
1
Impairment, em inglês.
3/24
As normas que regulam esta matéria são, de acordo com o IASB, a ‘IAS 36 -
Impairment of Assets’ e, segundo o FASB, o ‘SFAS 144 - Accounting for the
Impairment or Disposal of Long-Lived Assets’.
O nosso estudo sobre a imparidade de activos, reflecte uma pesquisa apurada de
bibliografia sobre o tema; contudo, damos um especial enfoque às regras contidas na
IAS (International Accounting Standards) nº 36, pelo facto de ser este o normativo
utilizado em Portugal, conforme determina o Regulamento nº 1606/2002, de 19 de
Julho, do Parlamento Europeu e do Conselho 2 , e legislação posterior, e também pelo
facto da proposta de ‘Norma Contabilística e de Relato Financeiro (NCRF) nº 12’
seguir de perto as normas do IASB.
Segundo Rodrigues (2005:270) existe uma perda por imparidade quando o valor
contabilístico do activo excede o seu valor recuperável.
Exemplo:
2
Os grupos económicos têm desde 2005 de prestar contas de acordo com as IAS / IFRS do IASB adoptadas na União
Europeia.
4/24
Quadro I
IMPARIDADE DE ACTIVOS
Custo 1.000 Custo 1.000
Amortizações acumuladas 400 Amortizações acumuladas 400
O valor realizável líquido é o valor que se obtém com a venda do bem e corresponde
à diferença entre o preço de mercado do activo e os custos com a alienação. O valor
realizável líquido poderá ser objectivamente determinado quando exista um acordo de
venda numa transacção entre partes independentes, ou se o activo é negociado num
mercado activo. Se estas condições não se verificarem, o valor realizável líquido deve
estimar-se tendo por base a melhor informação disponível, considerando transacções
recentes de activos semelhantes.
5/24
O valor de uso, segundo a IAS 36, é o valor presente dos fluxos de caixa futuros que
se espera venham a provir de um activo ou de uma unidade geradora de caixa 3 . A sua
determinação envolve julgamento e complexidade.
A estimativa do valor de uso de um activo envolve: (1) a estimativa das entradas e
saídas de caixa futuras, em consequência do uso continuado do activo e da sua
alienação no final; e (2) a aplicação de uma taxa de desconto apropriada a esses
fluxos de caixa futuros (Rodrigues:2005; Cairns:2003).
A estimativa dos fluxos de caixa futuros deve assentar nas seguintes bases:
i. As projecções de fluxos de caixa esperados em pressupostos razoáveis e
suportáveis, que representem a melhor estimativa dos gestores relativamente
às condições económicas que existirão durante a vida útil remanescente do
bem. Deve ser dada maior ponderação a evidências externas.
ii. As projecções de fluxos de caixa devem ser suportadas em orçamentos e
previsões aprovados pelos gestores, e cobrir um período máximo de cinco
anos, a menos que se possa justificar a utilização de um período mais longo.
iii. As projecções de fluxos de caixa para além do período coberto pelos mais
recentes orçamentos e previsões, devem ser estimados por extrapolação das
projecções baseadas nos orçamentos e previsões, pelo uso de uma taxa de
crescimento constante ou decrescente para os anos subsequentes, a menos
que se justifique uma taxa de crescimento crescente, a qual não deve exceder
a taxa média de crescimento a longo prazo para os produtos, indústrias, ou
países nos quais a empresa opera, ou para o mercado no qual o activo é
usado, a menos que se possa justificar o uso de uma taxa mais elevada.
Para o cálculo do valor de uso, uma entidade deve ter em consideração os seguintes
elementos (Rodrigues:2005;Husmann & Schmidt:2008):
a) Estimativa dos fluxos de caixa futuros que a entidade espera obter do activo;
b) Expectativas sobre possíveis variações no valor ou no horizonte temporal
desses futuros fluxos de caixa;
c) O valor temporal do dinheiro, representado pela taxa de juro de mercado para
activos sem risco;
d) O valor atribuído à incerteza inerente do activo; e
e) Outros factores, como sejam, a falta de liquidez, que o mercado reflectirá na
avaliação dos fluxos de caixa futuros que a entidade espera obter do activo.
3
Cash-generating unit, em inglês.
6/24
2.2.2 Testes de imparidade
Gráfico I
Indicadores de Imparidade
Externos Internos
• Diminuição do valor de • Obsolescência ou danos
mercado. físicos.
• Alterações no ambiente • Alterações no uso do activo.
tecnológico, de mercado, • Custo superior ao custo
económico ou legal. orçamentado.
• Aumento das taxas de juro. • Fluxos de caixa inferiores ao
• Activos líquidos superiores orçamento.
à capitalização bolsista . • Cálculos anteriores.
7/24
Em termos práticos, pode dizer-se que as fontes externas de informação significam
que Cairns (2003); Silva et al (2006):
a. Durante o período, o valor de mercado de um activo diminuiu significativamente
mais do que seria esperado como resultado da passagem do tempo ou do uso
normal.
b. Ocorreram, durante o período, ou irão ocorrer no futuro próximo, alterações
significativas com um efeito adverso na entidade, relativas ao ambiente
tecnológico, de mercado, económico ou legal em que a entidade opera ou no
mercado ao qual o activo está dedicado.
c. As taxas de juro de mercado ou outras taxas de mercado de retorno de
investimentos aumentaram durante o período, e esses aumentos
provavelmente afectarão a taxa de desconto usada no cálculo do valor de uso
de um activo e diminuirão materialmente a quantia recuperável do activo.
d. A quantia escriturada dos activos líquidos da entidade é superior à sua
capitalização de mercado.
Existem indicadores de que o activo pode estar em imparidade? Neste caso, recorrer a
indicadores internos e externos de imparidade, como se indica:
8/24
Quantia recuperável
Maior de
Quadro III
IMPARIDADE DE ACTIVOS
Custo 1.000
Amortizações acumuladas 400
Valor contabilístico 600
Valor de venda líquido 200
Valor de uso 500
Valor recuperável 500
Perda por imparidade 100
Quantia escriturada após revisão 500
Quadro IV
9/24
IMPARIDADE DE ACTIVOS
Custo 1.000
Amortizações acumuladas 400
Valor contabilístico 600
Valor de venda líquido 200
Valor de uso 100
Valor recuperável 200
Perda por imparidade 400
Quantia escriturada após 200
revisão
Fonte: elaboração própria
De acordo com a IAS 36, se e somente se, a quantia recuperável de um activo for
inferior ao seu valor líquido contabilístico, a quantia escriturada do activo deve ser
reduzida para a sua quantia recuperável. Essa redução é uma perda por imparidade
do activo.
Uma perda por imparidade de um activo deve ser reconhecida imediatamente como
um gasto, salvo se o activo estiver contabilizado por um valor reavaliado de acordo
com outra IAS, como a IAS 16, por exemplo. Uma perda por imparidade de um activo
reavaliado deve ser tratada como uma redução da reavaliação de acordo com essa
outra IAS.
Depois de se ter reconhecido uma perda por imparidade de um activo, o encargo com
depreciações desse activo deve ser ajustado nos períodos futuros, em função do valor
contabilístico revisto, considerando o valor residual, se existir, numa base sistemática
ao longo da restante vida útil do activo.
2.2.5 Unidades geradoras de caixa
Conforme refere a Ernest & Young (2007), o teste de imparidade deve, sempre que
possível, ser efectuado para activos individuais. Porém, se tal não for possível, a IAS
36 exige que a empresa determine a quantia recuperável para a unidade geradora de
dinheiro a que o activo pertence, sendo que tal unidade é o mais pequeno grupo
identificável de activos que gera influxos de dinheiro de uso continuado, que sejam
fortemente independentes dos influxos de dinheiro de outros activos ou grupos de
activos.
As unidades geradoras de dinheiro (ou de caixa) devem ser identificadas de forma
consistente de período para período, para o mesmo activo ou grupos de activos, a não
ser que uma alteração seja justificada.
10/24
O valor recuperável de uma unidade geradora de caixa é o mais alto entre o valor
líquido de realização da unidade geradora de dinheiro e o seu valor de uso e deve ser
determinado de forma semelhante à dos activos individuais.
2.2.6 Goodwill
Conforme a IAS 36, se à data de cada relato existir algum indicador de que uma perda
por imparidade reconhecida em períodos anteriores relativamente a um activo, que
não o ‘goodwill’, possa já não existir ou tenha diminuído, a entidade deve estimar o
seu novo valor recuperável e proceder aos respectivos ajustamentos.
Assim, a contabilização a efectuar será:
11/24
i. Se o activo não tiver sido reavaliado, reconhecer como rendimento nas
demonstrações financeiras desse exercício;
ii. Se o activo tiver sido reavaliado, creditar a conta ‘Reservas de Reavaliação’.
As amortizações devem ser ajustadas de novo, ao longo da vida útil, em função do
novo valor recuperável.
2.2.8 Divulgações
12/24
b. Reversões de perdas por imparidade reconhecidas na Demonstração dos
resultados durante o período e as rubricas da Demonstração dos resultados
em que essas perdas por imparidade foram revertidas;
c. Perdas por imparidade em activos revalorizados que tenham sido reconhecidas
directamente no capital próprio;
d. Reversões de perdas por imparidade em activos revalorizados que tenham sido
reconhecidas directamente no capital próprio.
Se a entidade relatar a informação por segmentos de acordo com a IAS 14 - Relato
por Segmentos, deve divulgar o seguinte para cada segmento relatável com base no
formato de relato primário de uma entidade:
a. A quantia de perdas por imparidade reconhecidas nos resultados e
directamente no capital próprio durante o período;
b. A quantia de reversões de perdas por imparidade reconhecidas nos resultados
e directamente no capital próprio durante o período.
13/24
2.2.9 Futuros Desenvolvimentos
A IAS 36 revista traz consigo muitas mudanças na prática e nas vias com que as
entidades têm de lidar relativamente à imparidade de activos.
Tanto as entidades que já usavam as IFRS como as que as vão usar pela primeira
vez, deverão avaliar cuidadosamente o impacto da IAS 36, a fim de evitar quaisquer
surpresas desagradáveis quando tiverem de a adoptar. O rigor e a extensão dos
testes de imparidade podem muito bem resultar na necessidade de se recorrer a
peritos independentes para lhes assistir com as necessárias avaliações. O
planeamento de adopção da IAS 36 revista requer um conjunto de acções chaves que
as entidades não devem descurar.
14/24
iii. A IAS 36 fornece informações pormenorizadas sobre o cálculo do valor de uso.
O POC não contém qualquer disposição sobre o assunto.
4
[Link]
15/24
Quadro V
Rubrica Referência à Imparidade
Activos Fixos Tangíveis As quantias são líquidas de depreciações e de
perdas por imparidade acumuladas
Trespasse (Goodwill) Tratamento contabilístico previsto, entre
outras normas, na NCRF 12
Activos intangíveis As quantias são líquidas de depreciações e de
perdas por imparidade acumuladas
Activos não correntes detidos para venda As quantias são líquidas de depreciações e de
perdas por imparidade acumuladas
Clientes As quantias são líquidas de perdas por
imparidade acumuladas
Imparidade de Dívidas a Receber (Perdas Inclui variações líquidas ocorridas no período
/ Reversões) referentes às estimativas de perdas e suas
reversões por imparidades
Imparidade de activos não depreciáveis / Inclui variações líquidas ocorridas no período
amortizáveis (Perdas / Reversões) referentes às estimativas de perdas e suas
reversões por imparidades
Imparidade de activos depreciáveis / Inclui variações líquidas ocorridas no período
amortizáveis (Perdas / Reversões) referentes às estimativas de perdas e suas
reversões por imparidades
4. Conclusões
A IAS 36 vem contribuir para uma maior clarificação sobre o reconhecimento do valor
recuperável - valor realizável e valor de uso, sobre a forma sistemática de se analisar
periodicamente este valor, bem como o cálculo das perdas de imparidade e da
possibilidade de reversão dessa perda.
16/24
Por seu lado, o POC prevê a possibilidade de se realizarem amortizações
extraordinárias, quando, à data do balanço, o valor dos activos imobilizados corpóreos
e incorpóreos tiverem um valor inferior ao registado na contabilidade, e se a diferença
for considerada permanente. Esta amortização deverá ser anulada, se a situação se
inverter. Em relação a estas situações, o POC é pouco esclarecedor.
A reversão determinada pela IAS 36, ao invés do SFAS nº 144, retrata melhor o
retorno dos activos, pois permite adequar os registos contabilísticos do activo ao seu
real valor económico para a entidade.
A IAS 36 é uma Norma de difícil aplicação devido à complexidade que envolve o
cálculo do valor de uso dos activos. Outros problemas poderão surgir, como a
frequência com que o montante recuperável deve ser mensurado, a determinação da
taxa apropriada de desconto ou a segurança de que o montante recuperável e o valor
contabilístico são sempre comparados em relação ao mesmo activo ou unidade
geradora de caixa, entre outros.
Para que as demonstrações financeiras de uma entidade reflictam uma imagem
verdadeira e apropriada da situação financeira, dos resultados e dos fluxos de caixa,
os contabilistas têm necessariamente de conceder a devida atenção às perdas por
imparidade, conforme se expôs anteriormente.
17/24
5. Bibliografia
AAA Financial Accounting Standards Committee (2001). Equity Valuation Models
and Measuring Goodwill Impairment. Accounting Horizons, Volume 15, Issue 2, pp.
161 – 170.
Accounting Standards Board, ASB (1999): Statement of Principles for Financial
Reporting, Londres.
Adam, Alexandre (2008). Handbook of Asset and Liability Management: From
Models to Optimal Return Strategies. The Wiley Finance Series.
Alciatore M.; Easton P.; Spear N. (2000). Accounting for the impairment of long-lived
assets: Evidence from the petroleum industry. Journal of Accounting and
Economics, Volume 29, Number 2, April 2000, pp. 151-172(22).
Atieh, Sulayman H. (2005). The new rules of accounting for goodwill and their
impact on financial reporting. J. for International Business and Entrepreneurship.
Development, Volume 1, Number 1, 27 September 2005, pp. 58-62(5). Inderscience
Publishers.
Barry J. Epstein, Ralph Nach, & Steven M. Bragg (2007). Wiley GAAP 2008:
Interpretation and Application of Generally Accepted Accounting Principles (Wiley
Gaap). (Paperback - Oct 5, 2007).
Benjamin S. Neuhausen & Rosemary Schlank (2005). CCH Accounting for Business
Combinations, Goodwill, and Other Intangible Assets, 2006. (Paperback - Oct
2005).
Benjamin S. Neuhausen, Rosemary Schlank, & Ronald G. Pippin (2007). CCH
Accounting for Business Combinations, Goodwill, and Other Intangible Assets.
(Paperback - Oct 26, 2007).
Bounfour, A. (2003). The Management of Intangibles: The Organisations Most
Valuable Assets. Routledge Advances in Management & Business Studies. (Library
Binding - Mar 21, 2003).
Brian W. Mayhew, Jeffrey W. Schatzberg & Galen R. Sevcik (2001). The Effect of
Accounting Uncertainty and Auditor Reputation on Auditor Objectivity. Auditing: A
Journal of Practice & Theory, Volume: 20, Issue: 2, pp. 49 – 70.
Busacca, Giuseppe A. & Maccarrone, Paolo (2007). IFRSs and accounting for
intangible assets: the Telecom Italia case. Journal of Intellectual Capital; Volume: 8
Issue: 2; 2007 Research paper.
Byline, Martin Olde (2007). Impairment of assets. The Australian Accounting
Standards Board (AASB). Australasian Business Intelligence, 3/30/07.
18/24
Carmen Avilés Palacios (coord.) (2008). Las NIC y su influencia en la reforma
contable. Universidad Rey Juan Carlos, Servicio de Publicaciones.
Costa, C. Baptista da & Alves, G. Correia (2007). Contabilidade Financeira. 6ª
Edição. Rei dos Livros.
Covaleski, M.A., Dirsmith, M.W. / Rittenberg, L. (2003). Jurisdictional disputes over
professional work: the institutionalization of the global knowledge expert.
Accounting, Organizations and Society, 28 (4), p.323-355, May 2003.
Davies, M., Paterson, R. & Wilson, A. (1997): UK GAAP – Generally Accepted
Accounting Practice in the United Kingdom, Ernst & Young, Macmillan, Londres.
Decreto-Lei nº 35/2005, de 17 de Fevereiro.
CNC (1992). Directriz Contabilística nº 7, de 6 de Maio.
CNC (1993). Directriz Contabilística nº 13, de 7 de Julho.
CNC (1993). Directriz Contabilística nº 16, de 7 de Julho.
CNC (2007). Projecto de Novo Modelo Contabilístico (SNC).
Edward J. Riedl (2004). An Examination of Long-Lived Asset Impairments. The
Accounting Review, Volume: 79, Issue: 3, pp. 823 – 852.
Ernest & Young (2004). IAS 36 - Impairment of Assets: Impact, Issues and
Valuation. [Link]
_Articles_-_TC_Webcast_IAS_36_Impairment_of_Assets (Julho 2008).
Ernest & Young (2007). IAS 36 Impairment Testing: Practical Issues.
[Link] (Julho 2008).
FASB (1985). Statement Financial Accounting Concepts – SFAC nº 6.
Fastoso, Fernando & Whitelock, Jeryl (2007). International advertising strategy: the
standardisation question in manager studies: Patterns in four decades of past
research and directions for future knowledge advancement. International Marketing
Review; Volume: 24 Issue: 5; 2007 Literature review.
Fernandes, Gastambide (2007). A Versão Portuguesa das Normas Internacionais
de Relato Financeiro. Revisores e Auditores, Jan/Mar 2007, pp. 28-35.
Gerald H. Lander & Alan Reinstein (2003). Models do measure goodwill impairment.
International Advances in Economic Research Journal. Springer Netherlands,
Volume 9, nº 3, August 2003, pp. 227-232.
Gottlied, Max (2002). Impairment of long-lived assets: recognition, measurement
and disclosure. The CPA Journal on line.
Graeme Wines, Ron Dagwell & Carolyn Windsor (2007). Implications of the IFRS
goodwill accounting treatment. Managerial Auditing Journal; Volume: 22 Issue: 9;
2007.
19/24
Guimarães, J. F. Cunha (2003). Um Novo Modelo de Normalização Contabilística
Nacional. Revista TOC n.º 38, Maio de 2003, pp. 38-40.
Guimarães, J. F. Cunha (2007). 30 Anos de Normalização Contabilística em
Portugal. Revista TOC nº 84; Março de 2007, pp. 46-51.
Hake, Eric R. (2004). Appearance of Impairment: Veblen and Goodwill-Financed
Mergers, The Journal of Economic Issues, Volume 38, 2004.
Hendriksen, Eldon S., Breda, Michael F. Van (1999), “Accounting Theory”, Irwin,
Fifth Edition; 906 pág.s.
Hernández Fernández, Joaquín (2005). El registro del inmovilizado material en las
instituciones europeas: implicaciones contables. Presupuesto y Gasto Público, 40-
2005, pp. 203/218.
Hervé Stolowy & Anne Jeny-Cazavan (2001). International accounting disharmony:
the case of intangibles. Accounting, Auditing & Accountability Journal; Volume: 14
Issue: 4.
Herz, Robert H. (2001). Equity Valuation Models and Measuring Goodwill
Impairment. Accounting Horizons, July 2001.
Husmann, S. & Schmidt, M. (2008). The discount rate: a note on IAS 36. Accounting
in Europe, Vol. 5, nº 1, pp. 49-62.
IASB - International Accounting Standards Board (1989). Framework for the
Preparation and Presentation of Financial Statements, London.
Indra Abeysekera (2007). Intellectual capital reporting between a developing and
developed nation. Journal of Intellectual Capital; Volume: 8 Issue: 2.
Jeffrey Cohen (2005). Intangible Assets: Valuation and Economic Benefit.
Hardcover – Mar 24.
John Dunckley (2000). Financial reporting standards: is market value for the existing
use now obsolete? International valuation standards put into practice. Journal of
Property Investment & Finance; Volume: 18 Issue: 2.
Kieso, D. & Weygandt, J. (1998): Intermediate Accounting, Wiley, EUA.
Kvaal. Erlend (2007). Discounting and the Treatment of Taxes in Impairment
Reviews. Journal of Business Finance & Accounting, Volume 34, Numbers 5-6,
June/July 2007, pp. 767-791(25).
Lord, A.T. & Todd DeZoort, F. (2001). The impact of commitment and moral
reasoning on auditors' responses to social influence pressure. Accounting,
Organizations and Society, 26 (3), p.215-235.
20/24
Mark L. DeFond (2002). Discussion of the Balance Sheet as an Earnings
Management Constraint. The Accounting Review, Volume: 77, Issue: s-1, pp. 29 –
33.
Mary E. Barth (2006). Including Estimates of the Future in Today's Financial
Statements. Accounting Horizons, Volume: 20, Issue: 3, pp. 271 – 285.
Mauro Bini & Chiara Della Bella (2007). Determinants of market reactions to
goodwill write-off after SFAS 142. Managerial Finance; Volume: 33 Issue: 11; 2007.
Michael J. Mard, James R. Hitchner, & Steven D. Hyden (2007). Valuation for
Financial Reporting: Fair Value Measurements and Reporting, Intangible Assets,
Goodwill and Impairment. Hardcover - Sep 28, 2007.
Morais, Ana Isabel e Lourenço, Isabel Costa (2005). Aplicação das Normas do IASB
em Portugal. Publisher Team.
Morais, Ana Isabel e Lourenço, Isabel Costa (2005). Normas Internacionais de
Contabilidade: que Implicações na Apresentação das Demonstrações Financeiras?
Jornal de Contabilidade, nº 342, Setembro de 2005, pp. 340-345.
Nigel Finch (2006). Intangible Assets and Creative Impairment - An Analysis of
Current Disclosure Practices by Top Australian Firms.
[Link] (Julho 2008).
Nils E. Joachim Hoegh-Krohn & Kjell Henry Knivsfla (2004). Accounting for
Intangible Assets in Scandinavia, the UK, the US, and by the IASC: Challenges and
a Solution. International Journal of Accounting, Volume 35, Number 2, July 2000,
pp. 243-265(23).
Norma Internacional de Contabilidade nº 16 – Activos Fixos Tangíveis (2004). IASB
- The International Accounting Standards Board.
Norma Internacional de Contabilidade nº 27 – Demonstrações Financeiras
Consolidadas e Separadas (2004). IASB - The International Accounting Standards
Board.
Norma Internacional de Contabilidade nº 28 – Investimentos em Associadas (2004).
IASB - The International Accounting Standards Board.
Norma Internacional de Contabilidade nº 31 – Interesses em Empreendimentos
Conjuntos. (2004). IASB - The International Accounting Standards Board.
Norma Internacional de Contabilidade nº 36 – Imparidade de Activos (2004). IASB -
The International Accounting Standards Board.
Nurnberg, Hugo & Sweeney, Jan (2007). Understanding Accounting for Business
Combinations: An Instructional Resource. Issues in Accounting Education -
Teaching Notes, Volume: 22, Issue: 2, pp. 20 – 36, Maio 2007.
21/24
Ordem dos Revisores Oficiais de Contas (2005). Normas Internacionais de Relato
Financeiro (IFRS’s).
Patrizio Bianchi and Sandrine Labory (2004). The Economic Importance of
Intangible Assets. (Hardcover - Aug 2004).
Paul Munter (1993). Restructurings: How do they affect impairment of assets?
Journal of Corporate Accounting and Finance, Volume 4, nº 3, pp. 339-344.
Plano Oficial de Contabilidade, aprovado pelo Decreto-Lei nº 410/89, de 21 de
Novembro e alterado pelo Decreto-Lei 238/91, de 2 de Julho.
Powell, Stephen (2003). Accounting for Intangible Assets: current requirements, key
players and future directions. European Accounting Review, vol. 12, issue 4, pp.
797/811.
Regulamento (CE) N.º 1606/2002 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 19 de
Julho.
Regulamento (CE) Nº 1725/2003 da Comissão Europeia, de 21 de Setembro.
Regulamento (CE) nº 610/2007, da Comissão Europeia, de 1 de Junho.
Reinstein, Alan & Gerald H. Lander (2004). Implementing the impairment of assets
requirements of SFAS No. 144: An empirical analysis. Managerial Auditing Journal;
Volume: 19 Issue: 3, pp-400-412.
Richard Barker (2004). Reporting Financial Performance. Accounting Horizons,
Volume 18, Issue: 2, pp. 157 – 172.
Rodrigues, João (2005). Adopção em Portugal das Normas Internacionais de Relato
Financeiro. Areas Editora.
Sarah Sayce & Owen Connellan (2002). From existing use to value in use: time for
a paradigm shift? Property Management; Volume: 20 Issue: 4; 2002.
Seetharaman, A. et al (2006). Managing impairment of goodwill. Journal of
Intellectual Capital; Volume: 7 Issue: 3; 2006 Literature review.
SFAS 144 – Accounting for the Impairment or Disposal of Long-Lived Assets.
Srinivasan Ragothaman (2005). Asset impairments and writedowns: do we need
any FASB rules? (Financial Accounting Standards Board). South Dakota Business
Review. (Digital - Jul 28, 2005).
Stephen H. Penman (2003). The Quality of Financial Statements: Perspectives from
the Recent Stock Market Bubble. Accounting Horizons, Volume: 17, Issue: s-1, pp.
77 – 96.
Stephen Powell (2003). Accounting for intangible assets: current requirements, key
players and future directions. European Accounting Review, Volume 12, Issue 4
2003, pages 797 – 811.
22/24
Silva, Paula D. et al (2006). Impairment de Ativos de Longa Duração: Comparação
entre o SFAS 144 e o IAS 36. 6º Congresso da USP – Controladoria e
Contabilidade.
T Tollington & J Liu (1998). When is an asset not an asset? Management Decision
Journal, Volume 36, Issue 5, pp-346-349.
Thomas A. Ratcliffe & Paul Munter (2005). Practical guidance in implementing
SFAS No. 121: noncurrent asset impairment. (Statement of Financial Accounting
Standards). An article from: The National Public Accountant by (Digital - Jul 28,
2005).
Veronique G. Frucot & Leland G. Jordan (2004). A & B Companies: Impairment of
Goodwill. Issues in Accounting Education, Volume: 19, Issue: 3, pp. 369 – 376.
Villacorta Hernández, Miguel A. (2005). Aplicación práctica del deterioro del valor de
los activos (II). Tecnica Contable, Vol. 57, Nº 671, 2005, pags. 31-36.
Villacorta Hernández, Miguel A. (2005). Aplicación práctica del deterioro del valor de
los activos (III). Tecnica Contable, Vol. 57, Nº 672, 2005, pags. 26-32.
Villacorta Hernández, Miguel A. (2007). Inclusión del deterioro de valor en el PGC
2008. Observatorio contable y financiero, Vol. 57, Nº 672, 2007, pags. 26-32.
Widener, S.K (2007). An empirical analysis of the levers of control framework. ,
Accounting, Organizations and Society, 32 (7), p.757-788, Oct 2007.
Wong, Jilnaught & Wong Norman (2005). The Impact of Not Amortizing Intangible
Assets on Valuation Multiples. Pacific Accounting Review; Volume 17 Issue 1; 2005
Research paper.
Wyatt, Anne (2005). Accounting Recognition of Intangible Assets: Theory and
Evidence on Economic Determinants. The Accounting Review, Volume 80, Issue 3,
pp. 967 – 1003.
23/24
24/24