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Celeste e Ben, colegas de trabalho, têm uma relação tensa marcada por sentimentos não correspondidos e ciúmes. Durante uma emergência médica, Celeste luta para lidar com a situação enquanto Ben a supervisiona, o que a frustra ainda mais. Apesar de suas inseguranças, eles trabalham juntos para cuidar de um bebê doente, revelando a dinâmica complexa entre eles.

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Celeste e Ben, colegas de trabalho, têm uma relação tensa marcada por sentimentos não correspondidos e ciúmes. Durante uma emergência médica, Celeste luta para lidar com a situação enquanto Ben a supervisiona, o que a frustra ainda mais. Apesar de suas inseguranças, eles trabalham juntos para cuidar de um bebê doente, revelando a dinâmica complexa entre eles.

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ELES IGNORAVAM um ao outro no trabalho, obviamente.

Bem, eles não mencionavam as noites passadas em frente à


televisão, nem as caminhadas na praia e, às vezes, enquanto ela se sentava na sala de convivência e ouvia Deb tagarelar
sobre o quanto ela estava certa de que Ben a convidaria para sair em breve (quando Ben já havia comentado com
Celeste que estava incomodado com os flertes constantes de Deb), ou quando a glamourosa Belinda começava a falar
de forma amistosa demais sobre ele, embora Celeste se mantivesse calma como um Buda desafiado, por dentro ela
estava espumando de raiva e poderia, certamente, estrangular as duas para que ficassem caladas. Ela gostava dele. E
quanto a isso, estava tudo bem. Afinal, metade do departamento gostava dele daquele jeito também, e ela dificilmente
poderia ser considerada como minoria; não, havia um problema um pouco maior. Às vezes, ah, às vezes, Celeste tinha
aquela impressão incômoda que só podia ser causada quando duas pessoas se envolvem. Às vezes, ah, às vezes, Celeste
tinha a sensação fugidia de que Ben gostava dela também. Ela dizia a si mesma que estava imaginando coisas,
exatamente como Deb. Porque não havia chance nenhuma de Ben estar interessado nela. Então, por que ele estava
agindo de forma tão estranha? Quando o coffee break terminou, ela voltou para a ala pediátrica, e tentou dizer ao seu
coração idiota para parar de bater tão depressa só de olhar para ele; é claro que não adiantou. E seu coração acelerou
de vez uma hora mais tarde, embora por razões totalmente diferentes, quando uma mãe meio histérica colocou um
bebê molenga nos braços de Celeste. Ela tocou a campainha de emergência antes mesmo de despi-lo. Ele era grande e
gordo, e mal abriu os olhos enquanto Celeste o despia com eficiência, e fazia algumas observações preliminares. – Ele
não para de vomitar... – A mãe estava tentando não chorar. – Eu o levei ao clínico ontem, ele disse que era um
problema gástrico e me mandou dar líquidos para ele... Nenhuma ajuda havia chegado, e Celeste tocou a campainha de
emergência outra vez. O pulso do bebê estava acelerado, e a temperatura dele estava alta, portanto ela o colocou no
balão de oxigênio e tocou a campainha de emergência de novo enquanto empurrava o carrinho com o material para
soro intravenoso, finalmente decidindo colocar a cabeça para fora do cubículo. – Alguém pode vir me ajudar? – ela
estourou, e lançou um olhar frenético para Ben, que estava mostrando a um paciente um raio-X de tornozelo. – Agora!
– Aperte o botão três vezes em caso de emergência! – Ben estourou também, quando viu o bebê. Ela ainda estava
aprendendo o básico; ainda ontem, ela havia sido advertida por reagir exageradamente, e apertar o botão três vezes
por qualquer coisa remotamente urgente; e agora estava sendo repreendida por fazer muito pouco. Alguns dias, aquele
trabalho era simplesmente difícil demais! – Depressão na fontanela. – Ben examinou o bebê imóvel com eficiência,
enquanto Celeste o tirava da balança e preparava um soro intravenoso. Ela estava apavorada com a ideia de aplicar uma
agulha de IV em um bebê tão doente, mas aquilo fazia parte do curso, e era algo que ela precisava aprender a fazer. Ela
havia começado com homens grandes e musculosos, com veias que mais pareciam trilhos, e depois havia praticado em
adultos doentes. Ela havia até mesmo aplicado IVs em algumas crianças, e em poucos bebês, mas nenhum tão doente
como aquele, e não com a mãe observando ansiosamente; e agora, Meg estava lá também! – Baixo turgor da pele. –
Ben continuou com sua avaliação, e sacudiu a cabeça ao ver o tremor leve das mãos dela, enquanto Celeste segurava o
bracinho flácido com uma das mãos e posicionava a agulha com a outra. – Deixe que eu faço. – Ele assumiu a tarefa sem
maiores comentários, e ela ficou feliz por isso. O bebezinho era gordo, e as veias dele seriam difíceis de achar em uma
situação normal, mas com um quadro de desidratação as coisas ficaram ainda mais complicadas e mesmo Ben, com as
mãos tão firmes, precisou de algumas tentativas para conseguir aplicar o IV, finalmente achando uma veia no pé da
criança. – Consegui. – Ele colheu algumas amostras de sangue, e segurou o tubo do IV firmemente para que Celeste
pudesse conectá-lo com a bolsa e então colocar as ataduras, imobilizando cuidadosamente o pezinho, enquanto a mãe
observava de perto. Enquanto Ben liberava os fluidos do IV que ele queria que o bebê recebesse, ele olhou para Celeste
e fez uma observação adicional: – Você poderia colocar a máscara, por favor? – Ela não tinha visto Ben pôr máscara, e
ele não havia pedido a Meg que colocasse uma. Celeste rangeu os dentes, mas fez o que ele havia mandado. Aquilo
estava se tornando um padrão familiar; durante as duas semanas em que eles estavam trabalhando juntos, Ben andava,
na falta de uma palavra melhor, irritante! Ela já estava sendo superprotegida pelos colegas, e já se sentia desconfortável
o suficiente com aquilo, mas Ben parecia estar em uma missão para assegurar que ela cuidasse apenas dos pacientes
mais seguros, mais calmos, com os quadros menos contagiosos, e quando ele não estava sugerindo que ela colocasse a
máscara, pedia que lavasse as mãos! Como se ela precisasse ser lembrada disso! Ainda assim, como Ben estava agora
conversando com a mãe, não era hora nem lugar para discussões; ela teria que deixar aquela conversa para mais tarde.

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