WBA1133_v1.
Switching e Roteamento
Redes redundantes e redes
locais virtuais.
Conexões redundantes e loops
Bloco 1
Antônio Palmeira de Araújo Neto
Importância da redundância em uma LAN
Figura 1 – Redundância em uma LAN
Fonte: elaborada pelo autor.
Spanning Tree Protocol (STP)
• Protocolo que permite a inibição de loops em
switches utilizados em redes redundantes.
• A operação do STP se dá inicialmente a partir da
determinação do switch-raiz (root), que é o
protagonista na determinação das conexões
logicamente ativas e inativas.
• A eleição do switch-raiz ocorre a partir da troca de
informações, chamadas de BPDU (Bridge Protocol
Data Unit) entre os switches.
BPDU
• Uma BPDU carrega duas informações
distintas: bridge ID e o custo das portas Quadro 1 – Custo das portas
(interfaces).
Velocidade Custo
• O bridge ID é um identificador de oito 100 Gbps 1
bytes que traze prioridade do switch e o
seu endereço MAC. 10 Gbps 2
1 Gbps 4
• A prioridade é dada pelos dois
primeiros bytes e o endereço MAC 100 Mbps 19
pelos seis bytes restantes.
10 Mbps 100
• O custo das portas representa um valor
atribuído a uma interface do switch de Fonte: Filippetti (2018, p. 77).
acordo com a sua velocidade.
• Quanto maior a velocidade, menor o
valor do custo.
• Ao trocar BPDUs, os switches elegem
como switch-raiz aquele que tiver
menor prioridade registrada.
Operação do STP
Figura 2 – Atuação do STP
Fonte: Souza (2021, p. 50).
Modos STP de operação das portas de um switch
• Blocking: frames não são encaminhados, no entanto,
BPDUs são recebidas e enviadas.
• Listening: frames não são encaminhados, no entanto
BPDUs são enviadas, recebidas e analisadas.
• Learning: frames não são encaminhados, porque o switch
encontra-se no processo de aprendizado.
• Forwarding: frames e BPDUs são enviados e recebidos.
• Disabled: porta totalmente desabilitadas sem receber ou
encaminhar frames e BPDUs.
Funcionalidades do STP
• STP Port Fast: recurso proprietário da Cisco que exclui uma
determinada porta das atualizações do STP, quando temos
a certeza que ela não vai gerar um loop em camada 2.
• STP UplinkFast: recurso proprietário da Cisco que visa
colocar em operação rapidamente uma porta não-
designada utilizada para a comunicação direta entre dois
switches, quando a porta raiz sofre uma queda.
• EtherChannel: recurso que visa agregar links redundantes
fazendo com eles funcionem como se fossem únicos.
Redes redundantes e redes
locais virtuais
Redes locais virtuais
Bloco 2
Antônio Palmeira de Araújo Neto
VLAN – Virtual Local Area Network
• É um domínio de broadcast Figura 3 – Exemplo de VLAN com
ou segmento de LAN apenas um switch
estabelecido logicamente
(ou seja, em software) em
um switch.
• Trata-se de recurso em que
o switch opera com
diferentes redes que não
se conectam entre si
dentro do mesmo Fonte: Loureiro et al. (2014, p. 72).
equipamento.
Benefícios das VLANs
Figura 4 – Exemplo de VLAN com
• Aumento do número de domínios de
três switches
broadcast com a sua consequente
redução.
• Possibilidade de organização e
segmentação de uma rede local física
em VLANs de acordo com funções,
departamentos, localidades etc.
• Melhoria da administração das redes
e consequente aumento da
Fonte: Loureiro et al. (2014, p. 73).
segurança da informação que trafega
pela rede.
• Flexibilidade e escalabilidade
alcançada.
Associação das VLANs
• Associação estática – O administrador de redes cria
as VLANs manualmente e procede com atribuição
de portas para cada uma delas.
• Associação dinâmica – Todo o processo ocorre sob
a gestão de um servidor conhecido como VLAN
Management Policy Server (VMPS) que cria as
VLANs e procede com a associação de portas,
conforme regras pré-estabelecidas pelo
administrador de redes.
Modo de operação das portas de um switch em
uma VLAN
• Modo acesso.
• Modo trunk.
Métodos de identificação de frames em VLANs
ISL (Inter-Switch Link): método proprietário da Cisco
que encapsula o frame ethernet adicionando um
novo cabeçalho.
IEEE 802.1q (dot1q): método padrão de identificação
de VLANs modificando o cabeçalho original do frame.
Roteamento entre VLANs
Figura 5 – Interligação entre Switches e Roteador em uma VLAN
Fonte: Souza (2021, p. 54).
Redes redundantes e redes
locais virtuais
Configuração de VLAN
Bloco 3
Antônio Palmeira de Araújo Neto
Configuração de VLAN
Configuração da VLAN de gerenciamento.
Configuração do nome da VLAN.
Associação de portas.
Configuração de roteamento entre VLANs.
Teoria em Prática
Bloco 4
Antônio Palmeira de Araújo Neto
Reflita sobre a seguinte situação
• Analisando a situação da LAN da sua empresa,
descrita na Figura 7, um administrador de redes
constatou que hosts da VLAN 2 estavam sem
qualquer comunicação.
• A comunicação entre as outras VLANs estava
funcionando normalmente.
• O que o administrador de rede deve fazer para
resolver este problema?
Topologia do caso proposto
Figura 6 – Exemplo de topologia de redes
Fonte: Souza (2021, p. 54).
Norte para a resolução
Para resolver este problema você precisará:
• Conhecer sobre VLANs e associação de portas.
• Conhecer um pouco sobre roteamento entre VLANs.
Resolução
Figura 7 – Exemplo de topologia de
redes
• Problemas com
roteamento entre
VLANs.
Fonte: Souza (2021, p. 54).
Dicas do(a) Professor(a)
Bloco 5
Antônio Palmeira de Araújo Neto
Leitura Fundamental
Prezado aluno, as indicações a seguir podem estar disponíveis
em algum dos parceiros da nossa Biblioteca Virtual (faça o login
através do seu AVA). Algumas indicações também podem estar
disponíveis em sites acadêmicos como o Scielo, repositórios de
instituições públicas, órgãos públicos, anais de eventos
científicos ou periódicos científicos, acessíveis pela internet.
Isso não significa que o protagonismo da sua jornada de
autodesenvolvimento deva mudar de foco. Reconhecemos que
você é a autoridade máxima da sua própria vida e deve,
portanto, assumir uma postura autônoma nos estudos e na
construção da sua carreira profissional.
Por isso, te convidamos a explorar todas as possibilidades da
nossa Biblioteca Virtual e além! Sucesso!
Indicação de leitura 1
Esta obra está voltada para a administração de redes locais.
Especificamente o capítulo 6 está voltado para estrutura e
configurações de switches. Vale a pena ler o trecho que
apresenta configurações VLAN.
Referência:
SOUSA, L. B. Administração de redes locais. 2. ed. São Paulo:
Érica, 2021.
Indicação de leitura 2
Esta obra está focada em configurações de switches e
roteadores. Especificamente, o capitulo 7 volta-se para a
análise de problemas em switches.
Referência:
SILVA, C. F. G. Configurando Switches e Roteadores Cisco. Rio
de Janeiro: Brasport, 2013.
Dica do(a) Professor(a)
Atividades práticas podem ajudar você a adquirir mais
conhecimento, principalmente aquelas que envolvem o
ambiente simulado. Neste sentido, encontramos no software
packet tracer um excelente simulador de redes de
computadores, em que é possível configurar switches e
VLANs.
Referências
FOROUZAN, B. A; MOSHARRAF, F. Redes de computadores: uma
abordagem top-down. Porto Alegre: AMGH, 2013.
FILIPPETTI, M. A. CCNA 6.0: guia completo de estudo. Rio de
Janeiro: Alta Books, 2018.
LOUREIRO, C. A. H. et al. Redes de computadores III: níveis de
enlace e físico. Porto Alegre: Bookman, 2014.
SILVA, C. F. G. Configurando Switches e Roteadores Cisco. Rio de
Janeiro: Brasport, 2013.
SOUSA, L. B. Administração de redes locais. 2. ed. São Paulo:
Érica, 2021.
Bons estudos!