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Relatorio

O relatório analisa o impacto do vigor das sementes de milho na emergência e crescimento das plântulas, comparando sementes certificadas de baixo vigor com sementes locais de alto vigor. Os resultados indicam que sementes de alto vigor promovem melhor desempenho competitivo e maior produtividade. Conclui-se que a heterogeneidade no vigor das sementes afeta negativamente a capacidade competitiva das plantas.

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Relatorio

O relatório analisa o impacto do vigor das sementes de milho na emergência e crescimento das plântulas, comparando sementes certificadas de baixo vigor com sementes locais de alto vigor. Os resultados indicam que sementes de alto vigor promovem melhor desempenho competitivo e maior produtividade. Conclui-se que a heterogeneidade no vigor das sementes afeta negativamente a capacidade competitiva das plantas.

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Índice pág.

i. RESUMO............................................................................................................................1
I. INTRODUÇÃO..................................................................................................................2
1.1. Objectivos.......................................................................................................................2
1.1.1. Geral............................................................................................................................2
1.1.2. Específicos...................................................................................................................2
II. REVISÃO BIBLIOGRÁFICAS.....................................................................................3
2.1. Testes realizados em laboratório.....................................................................................3
2.1.1. Velocidade de Germinação..........................................................................................3
2.1.2. Primeira Contagem do Teste de Germinação..............................................................4
2.1.3. Comprimento da plântula............................................................................................4
2.2. Testes realizados no campo.............................................................................................5
2.2.1. Percentagem de Emergência de Plântulas...................................................................5
2.2.2. Altura de Plântula........................................................................................................5
III. MATERIAL E MÉTODOS............................................................................................6
3.1. Primeira Contagem de Germinação................................................................................6
3.2. Comprimento de Plântulas..............................................................................................6
IV. RESULTADOS E DISCUSSÃO....................................................................................7
V. CONCLUSÕES..................................................................................................................8
VI. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS............................................................................9
VII. ANEXOS.......................................................................................................................10
Relatório de campo - produção de semente

i. RESUMO

Sementes de alto potencial fisiológico permitem rápida emergência de plantas e maior


crescimento inicial de plantas em relação as provenientes de sementes de baixo potencial
fisiológico. Quando na mesma população de plantas, há desuniformidade de crescimento
pode influenciar na capacidade competitiva das plantas e ter efeitos directos no desempenho
individual das plantas bem como da população de plantas. Assim, o objectivo do relatório foi
estudar o efeito da utilização de lotes nas mesmas proporções, simulando-se a utilização de
sementes de lotes heterogéneas. O ensaio foi realizado em duas semanas, no mês de Abril do
corrente ano, sendo utilizadas sementes certificadas e sementes locais, provenientes de dois
lotes, lotes de sementes certificada como o de baixo vigor e lotes de sementes locais de alto
vigor. Para tanto utilizou-se quatro distribuições de sementes na linha de semeadura de
sementes de alto vigor e de baixo vigor, respectivamente. As plantas foram avaliadas quanto
ao crescimento inicial, quanto a altura.

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Relatório de campo - produção de semente

I. INTRODUÇÃO

A qualidade fisiológica potencial de uma semente é determinada pela sua herança genética,
mas por outro lado sua qualidade real é função das condições ambientais em que foi
produzida e armazenada, bem como das técnicas de produção, colheita, secagem e
beneficiamento envolvidas.
O estágio de máxima qualidade é alcançado quando a semente atinge a maturidade,
fisiológica após o que o processo de deterioração se inicia e com ele o decréscimo da
qualidade
Varias características da semente são influenciadas pela deterioração e dentre elas os de vitais
importância são o vigor e a germinação, no entanto, até nossos dias apenas e germinação tem
sido avaliada adequadamente pelo teste padrão de germinação. Isto pouca, importância teria
se a relação entre a germinação e o vigor fosse constante, contudo este fato não é observado,
porquanto sabe-se que a perda de vigor pelas sementes é muito mais rápido do que a de
germinação.
Uma alta percentagem de germinação logo após a colheita não indica necessariamente que o
lote de semente manterá sua qualidade durante o período de armazenamento ou que 8rerg~rá
satisfatoriamente quando semeada no campo.

I.1. Objectivos

I.1.1. Geral

 Avaliar o vigor das sementes de milho.

I.1.2. Específicos

 Determinar a percentagem de germinação dos 2 lotes;

 Determinar o comprimento e a altura das plântulas aos 5 e aos 10 dias.

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Relatório de campo - produção de semente

II. REVISÃO BIBLIOGRÁFICAS

Os testes de vigor que apresentam avaliação sobre o desempenho de plântulas discutidos


neste trabalho são: velocidade de germinação, primeira contagem do teste de germinação,
comprimento da plântula, peso da massa seca da plântula e classificação do vigor das
plântulas, que são realizados em condições laboratoriais, e percentagem de emergência de
plântulas, velocidade de emergência de plântulas, altura de plântula e peso da massa fresca da
plântula, que são realizados em campo (MARCOS FILHO, 1987; NAKAGAWA, 1994;
NAKAGAWA, 1999).

Pelo menos um deles tem sido incluído em pesquisas sobre a avaliação de vigor de sementes
das mais variadas espécies, procurando traduzir a velocidade e a uniformidade de
desenvolvimento, ressaltadas nos conceitos sobre vigor de sementes (MARCOS FILHO,
2005).

II.1. Testes realizados em laboratório


II.1.1. Velocidade de Germinação
Teste baseado no princípio de que lotes de sementes que possuem maior velocidade de
germinação são mais vigorosos. Por isso através deste teste determina-se o vigor avaliando a
velocidade da germinação das sementes.
A realização deste teste poderá ser feita em conjunto com o teste de germinação, obedecendo
às prescrições das Regras para análise de sementes (BRASIL, 1992).
As avaliações das plântulas são realizadas diariamente, à mesma hora, a partir do dia em que
surgem as primeiras plântulas normais, que são computadas e removidas do substrato
(NAKAGAWA, 1994).
O último dia de contagem para este teste é o mesmo prescrito pelas Regras para Análise de
Sementes (BRASIL, 1992), para o teste padrão de germinação.
Utilizam-se fórmulas, com os dados obtidos no teste, para se calcular a velocidade de
germinação.
Segundo Silva & Nakagawa (1995), as fórmulas utilizadas para este teste são as
Seguintes:
Fórmula de Kotowski:
Fórmula proposta por Kotowski, em 1926, é o inverso da média ponderada do tempo
necessário para a germinação, tendo como fator de ponderação a germinação diária.
G1+G2+G3+...+Gi

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CVG= ----------------------------------------- x 100


G1T1+G2T2+G3T3+...+GiTi
Onde:

CVG é o coeficiente de velocidade de germinação;

G1 até Gi é o número de plântulas germinadas ocorrida a cada dia;

T1 até Ti é o tempo (dias).

II.1.2. Primeira Contagem do Teste de Germinação

Esta avaliação é realizada em conjunto com o teste padrão de germinação, registando a


percentagem de plântulas normais, na data prescrita pelas Regras para Análise de Sementes
(Brasil, 1992) para primeira contagem do teste de germinação.

De acordo com Martins et al. (2006), Martins et al. (2005a), Martins et al. (2005b) e Martins
(2003), no décimo quarto dia após a semeadura para sementes de mamão, Balbinot & Lopes
(2006), para sementes de cenoura no sétimo dia após a semeadura, Ávila et al. (2005), para
sementes de canola no quinto dia após a semeadura, Santos et al. (2005), para sementes de
feijão no quarto dia após a semeadura, Muniz et al. (2004) no quarto dia após a semeadura,
para semente de melão, Toledo et al. (1999) também no quarto dia após a semeadura, para
sementes de milho.

As sementes das amostras que germinam mais rapidamente, isto é, que apresentam maior
percentagem de plântulas normais nessa contagem, são consideradas mais vigorosas
(MARCOS FILHO ET AL, 1987).

II.1.3. Comprimento da plântula


As diferenças entre plântulas são, na maioria das vezes, bastante visíveis, todavia há
necessidade de valores numéricos para separar aquelas mais vigorosas. Para isso, a
determinação do comprimento médio das plântulas normais ou partes destas é realizada,
tendo em vista que as amostras que apresentam os maiores valores médios são as mais
vigorosas (NAKAGAWA, 1999).
A metodologia básica para a obtenção do comprimento de plântula é a utilização de dez a
vinte sementes colocadas, em uma ou duas fileiras, no substrato por repetição, sendo
utilizadas, geralmente, quatro repetições. O procedimento pode ser realizado em rolos ou em
caixas gerbox. Se for feito em caixa gerbox, esta deve ser mantida a um ângulo de 45º ou

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mais com a bandeja do germinador. Depois de preparadas, as sementes são colocadas na


câmara de germinação, na temperatura recomendada para cada espécie a ser testada.
Nas gramíneas, mede-se o comprimento total da plântula ou apenas o comprimento da raiz
principal. Nas leguminosas, toma-se a medida da extremidade da raiz até a inserção dos
cotilédones, ou parte da plântula (raiz primária, hipocótilo, epicótilo). A escolha da estrutura
adequada para avaliação é importante para ter-se resultados consistentes e comparáveis
(NAKAGAWA, 1994).

II.2. Testes realizados no campo


II.2.1. Percentagem de Emergência de Plântulas

Esta avaliação parte do princípio que sementes que propiciam maior percentual de
emergência, em condições de campo, ou seja, não controladas, são mais vigorosas.

Segundo Nakagawa (1994), este teste, se conduzido na época normal de semeadura da


cultura, fornecerá a capacidade do lote em estabelecer-se, dando subsídios necessários ao
cálculo da quantidade de sementes a ser utilizada para obtenção de uma população ou
estad0ode plantas desejável.

II.2.2. Altura de Plântula


Possui um princípio análogo ao do teste comprimento da plântula ou parte dela, ou seja, lotes
de sementes que produzem comprimentos ou altura de plantas maiores, são mais vigorosos.
Bezerra et al. (2004), para sementes de moringa e Faria et al. (2003), para sementes de
algodão utilizaram esta medida.
A instalação é semelhante a do teste para a determinação da percentagem de emergência,
sendo, na maioria das vezes, este utilizado para realizar esta avaliação. Por ocasião da
avaliação da percentagem de emergência aos 14 ou 21 ou 28 dias após a semeadura, em
função da espécie, são tomadas as medidas das plantas no campo, em mm, do nível do solo
até a extremidade do caule (gema), ou até a extremidade da folha mais alta, depois de
colocadas as folhas na vertical, para as gramíneas (NAKAGAWA, 1994). Outro
procedimento refere-se ao corte das plantas rente ao nível do solo, com auxílio de tesoura ou
lâmina cortante, para subsequente medidas em laboratório.

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III. MATERIAL E MÉTODOS

O ensaio foi conduzido nos campos da Unizambeze (FEAF), com sementes de milho sendo 1
lote de sementes certificadas e outro de sementes locais para realização do trabalho.

As sementes dos dois lotes foram avaliadas, e constatou-se que as de maior vigor foram as
locais com germinação em torno de 95%, e de baixo vigor às sementes certificadas, com
germinação em torno de 25%. Faz-se necessário explicar que o valor de 25% não é aceite
como padrão mínimo.

Os testes de vigor, sendo o de primeira contagem de germinação, comprimento de plântulas


normais e anormais, foram escolhidos com o objectivo de que estimassem o comportamento
germinativo dos 2 lotes quando semeados em 1 parcela.

III.1. Primeira Contagem de Germinação

Constituiu na determinação, em percentagem, das plântulas normais aos cinco dias após a
instalação do teste de germinação, sendo considerado como teste de vigor

III.2. Comprimento de Plântulas

III.3. Velocidade de Germinação


Teste baseado no princípio de que lotes de sementes que possuem maior velocidade de
germinação são mais vigorosos. Por isso através deste teste determina-se o vigor avaliando a
velocidade da germinação das sementes.

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IV. RESULTADOS E DISCUSSÃO

Para a primeira semana os dois tipos de sementes apresentaram resultados diferentes quanto a
germinação. Por outro lado, para os testes de vigor embora tenham sido constatadas
diferenças entre os lotes para o teste de emergência e o índice de velocidade de emergência,
foram observadas diferenças de desempenho, e a partir desses resultados pode-se classificar o
lote de sementes normais de alto vigor e o lote sementes certificadas como o de baixo vigor.

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V. CONCLUSÕES

Quanto aos testes que são realizados no campo existe dificuldade de se padronizar, devido à
variação das condições climáticas, por isso deve-se utilizar cautela quando houver
comparação entre lotes de sementes.
Outra dificuldade encontrada é a variação de interpretação dos resultados dos testes, por estes
não serem realizados por laboratórios e/ou analistas diferentes e sua avaliação ser muitas
vezes subjectiva. Por isso actualmente há trabalhos que utilizam análise computadorizada de
imagens para ter-se uma maior consistência dos resultados.
Apesar disto, nenhum dos testes oferece maiores dificuldades para execução e vários podem
ser realizados conjuntamente, aproveitando a instalação do teste de germinação e emergência.
Para a população de plantas de milho avaliada (nr de plantas/área), em populações de plantas
originadas de lotes d sementes constituídos por sementes de alto vigor e o de baixo
vigor( lotes de sementes heterogéneas quanto ao vigor das sementes), pode-se concluir que:

 As plantas originadas de sementes de vigor mais baixo possuem menor habilidade


competitiva do que as plantas de sementes de alto vigor.
 As plantas originadas de sementes de vigor mais baixo tem menor acumulo de
matérias seca e produtividade dos grãos.
 As plantas originadas de sementes de alto vigor exercem efeito dominante sobre as
plantais originadas de sementes de vigor mais baixo.

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VI. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ÁVILA, M.R.; BRACCINI, A.L.; SCAPIM, C.A.; MARTORELLI, D.T.; ALBRECHT,


[Link] de laboratório em sementes de canola e a correlação com a emergência das
plântulas em campo. Revista Brasileira de Sementes, Brasília, vol. 27, nº 1, 62-70, 2005.

BALBINOT, E.; LOPES, M. H. Efeitos do condicionamento fisiológico e da secagem na


germinação e no vigor de sementes de cenoura. . Revista Brasileira de Sementes, Brasília,
vol. 28, nº 1, p.01-08, 2006.

BALBINOT, E.; LOPES, M. H. Efeitos do condicionamento fisiológico e da secagem na


germinação e no vigor de sementes de cenoura. . Revista Brasileira de Sementes, Brasília,
vol. 28, nº 1, p.01-08, 2006.

BEZERRA, A.M.E.; MOMENTÉ, V.G.; MEDEIROS FILHO, S. Germinação de sementes e


desenvolvimento de plântulas de moringa (Moringa oleifera Lam.) em função do peso da
semente e do tipo de substrato. Horticultura Brasileira, Brasília, vol. 22, nº 2, p.295-299,
2004.

BRASIL. Ministério da Agricultura e Reforma Agrária. Regras para análise de sementes.


Brasília: SNDA/DNDV/CLAV, 1992. 365p.

FARIA, A. Y.K.; ALBUQUERQUE, M.C.F.E.; NETO, D.C. Qualidade fisiológica de


sementes de algodoeiro submetidas a tratamentos químico e biológico. Revista Brasileira de
Sementes, Brasília, vol. 25, nº 1, p.121-127, 2003.

KRZYZANOWSKI, F. C. Teste de comprimento de raiz de plântulas de soja. Informativo


ABRATES, Londrina, vol. 2, nº 1, p. 11-14, 1991.

MARTINS, G.N.; SILVA, R.F.; ARAÚJO, E.F.; POSSE, S.C.P. Influencia do repouso pós-
colheita de frutos na qualidade fisiológica de sementes de mamão. Revista Brasileira de
Sementes, Brasília, vol. 28, nº 2, p. 142-146, 2006.

SANTOS, C.M.R. MENEZES, N.L.; VILLELA, F.A. Modificações fisiológicas e


Bioquímicas em sementes de feijão no armazenamento. Revista Brasileira de Sementes,
Brasília, vol. 27, nº 1, p.104-114, 2005.

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VII. ANEXOS

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