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UR VE LO: Doença Inflamatória Pélvica

A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é uma infecção do trato genital superior, geralmente causada por microrganismos como Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae, levando a dor abdominal e outros sintomas. O diagnóstico envolve exame físico e exames complementares, enquanto o tratamento precoce com antibióticos é essencial para evitar complicações. O seguimento deve ser feito em 72 horas para reavaliação e possível internação se não houver melhora.

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UR VE LO: Doença Inflamatória Pélvica

A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é uma infecção do trato genital superior, geralmente causada por microrganismos como Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae, levando a dor abdominal e outros sintomas. O diagnóstico envolve exame físico e exames complementares, enquanto o tratamento precoce com antibióticos é essencial para evitar complicações. O seguimento deve ser feito em 72 horas para reavaliação e possível internação se não houver melhora.

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DOENÇA INFLAMATÓRIA PÉLVICA

- Conjunto de processos inflamatórios/ desvitalização dos tecidos, isso


infecciosos da região pélvica, devido à proporciona um ambiente de
propagação de micro-organismos à partir da microaerofilia ou de anaerobiose, em
vagina e colo uterino, com padrão clínico que os microrganismos normais
subagudo ou oligossintomático, sendo a dor passam a uma fase de crescimento
abdominal padrão obrigatório. lento e desenvolvem agentes
●​ Processos inflamatórios do trato anaeróbios oportunistas, o que
genital superior por ascensão de configura uma condição infecciosa
microrganismos do trato genital polimicrobiana.

O
inferior, normalmente associada a ISTs. - Fatores de risco:

EL
RV
- Quadro clínico:
●​ Dor abdominal (pélvica) aguda ou
subaguda;

●​ A ascensão dos microrganismos pode U ●​ Secreção vaginal amarelado;


●​ Menorragia;
C
ser espontânea ou decorrente de
●​ Febre;
manipulação (ex: inserção de DIU).
●​ Calafrios;
- Etiologia:
●​ Anorexia;
●​ Chlamydia trachomatis (> 60% dos
S

●​ Náuseas;
casos);
●​ Vômitos;
●​ Neisseria gonorrhoeae (quadro clínico
●​ Diarreia;
mais exuberante);
V

●​ Dismenorreia;
●​ Flora polimicrobiana (Mycoplasma
●​ Dispareunia;
genitalium, Gardnerella vaginalis).
●​ Prolongamento de fluxo menstrual,
A

●​ Outros: Actinomyces israelii (DIU),


spotting pós-menstrual.
Mycobacterium tuberculosis.
●​ Exame físico:
N

- Fisiopatologia:
➔​ Dor à mobilização do colo: sinal
de peritonite pélvica;
LE

➔​ Dor à palpação anexial:


abscesso, salpingite;
➔​ Presença de massas palpáveis:
abscesso;
IL

➔​ Descompressão busca positiva:


peritonite.
➔​ Secreção cervical ou vaginal
M

➔​ A ascensão de microrganismos é alterada.


favorecida por variações hormonais do
ciclo menstrual. Durante o fluxo
menstrual, o muco cervical apresenta
menor efeito bacteriostático e a
menstruação retrógrada pode
favorecer a ascensão dos agentes.
➔​ Teoria de Monif: a progressão da
infecção por agentes aeróbios
determina maior consumo de oxigênio - Diagnóstico:
e diminuição do potencial de Critérios diagnósticos:
oxirredução local. Junto com a
- Diagnósticos diferenciais:

O
Exame clínico: deve incluir aferição de sinais ●​ Cistite, litíase urinária, gastroenterites
vitais, exame abdominal, exame especular (SII), manifestações músculo

EL
vaginal (inspeção do colo de útero para esqueléticas, gravidez ectópica,
friabilidade e corrimento mucopurulento apendicite aguda, cisto ovariano roto
cervical) e exame bimanual (mobilização do ou torcido, endometriose e
colo e palpação dos anexos). endometrioma roto (dismenorreia

RV
Exames complementares (pensando nos associado a ciclo menstrual) e
diagnósticos diferenciais): abscesso tubo ovariano (grande
complicação da DIP).
- Tratamento:
●​ Precoce e empírico, evita complicações

U tardias;
●​ Cobertura de flora polimicrobiana
C
(ceftriaxona, azitromicina e doxiciclina);
●​ Pode-se utilizar analgésicos e
anti-inflamatórios. Se a mulher estiver
S

desidratada, fazer fluidos.

Solicitar:
V

●​ Hemograma, VHS, PCR, exame


bacterioscópico para vaginose
bacteriana, cultura de material de
A

endocérvice com antibiograma,


detecção de clamídia e gonococo por
N

biologia molecular, pesquisa de gonono


e clamídia, sumário de urina, beta-HCG,
hemocultura e urocultura.
LE

Imagem:
●​ USG: espessamento da parede tubária
> 5mm, sinal da roda dentada e
espessamento de líquido tubário. O
IL

principal achado é presença de uma


fina camada líquida preenchendo a
●​ Tratar parcerias sexuais dos dois
M

trompa, com ou sem a presença de


meses anteriores ao diagnóstico,
líquido livre na pelve.
sintomáticas ou não, empiricamente
➔​ Útil para identificar abscesso
para gonorreia e clamídia.
tubo ovariano, cistos ovarianos
➔​ Ceftriaxona 500mg IM +
e torção de ovário.
Azitromicina 1g VO, ambos DU.
●​ RM: coleção líquida anormal,
●​ Critérios de internação:
espessamento de úteros sócios,
inflamação tubária ou ovariana.
●​ Laparoscopia: dúvida entre apendicite
e abscesso tubo ovariano.
Fluxograma:
*Pacientes adolescentes não necessitam ser
obrigatoriamente internadas.
●​ Abordagem cirúrgica: *Fitz-Hugh-Curtis: perihepatite secundária à infecção por
videolaparoscopia, laparotomia gonococo ou clamídia, com distensão da cápsula de
(instabilidade hemodinâmica), Gilson, formação de exsudato purulento e aderências em

O
culdocentese/culdotomia (abcesso em corda de violino, dor em HCD e dor pleurítica. Não há

fundo de saco) ou drenagem por alteração de exames hepáticos.

radiologia intervencionista. Referências:

EL
●​ PCDT: ISTs, 2022.
●​ Estratégia MED, 2024.

RV
●​ Critérios de MONIF:
U
C
S
V
A

- DIU:
●​ Realizar tratamento com ATB
N

adequados, sem necessidade de retirar,


ao menos que a mulher opte pela
retirada OU se não houver melhora da
LE

infecção.
- Seguimento:
●​ Ambulatorial: reavaliar em 72h. Se não
houver melhora, internação hospitalar.
IL

●​ Internado: reavaliar em 48h.


➔​ Se não houver melhora, avaliar
M

necessidade de cirurgia.
➔​ Se houver melhora, o ATB pode
ser transicionado pora VO,
devendo completar 14 dias de
tratamento.
- Complicações:

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