Importância do Planeamento Estratégico para o Sucesso das Empresas: Caso da Micro-
Crédito Wizú, Cidade de Quelimane
Índice
1. INTRODUÇÃO...................................................................................................................5
1.1. Problematização...........................................................................................................5
1.2. Objetivos......................................................................................................................6
1.2.1. Objetivo Geral..........................................................................................................6
1.2.2. Objetivos Específicos...............................................................................................6
1.3. Questões de Pesquisa...................................................................................................6
1.4. Justificativa e Relevância do Estudo............................................................................7
1.5. Delimitação do Estudo.................................................................................................7
2. REVISÃO DA LITERATURA...........................................................................................9
2.1. Marco conceptual.........................................................................................................9
2.1.1. Conceitos de Planeamento Estratégico.....................................................................9
[Link]. Características e Importância do Planeamento Estratégico..................................9
[Link]. Modelos de Planeamento Estratégico.................................................................10
2.1.2. Práticas Organizacionais.........................................................................................11
2.1.3. Desempenho Organizacional..................................................................................12
2.1.4. Vantagem Competitiva...........................................................................................12
2.1.5. Melhoria Contínua..................................................................................................13
2.1.6. Gestão Estratégica..................................................................................................14
2.2. Literatura Empírica....................................................................................................14
2.3. Focalizada...................................................................................................................16
3. METODOLOGIA..............................................................................................................18
3.1. Classificação da pesquisa...........................................................................................18
3.1.1. Quanto a natureza...................................................................................................18
3.1.2. Quanto a abordagem...............................................................................................19
3.1.3. Quanto aos objectivos.............................................................................................19
3.1.4. Quanto aos procedimentos técnicos.......................................................................20
3.2. Universo e Amostra....................................................................................................20
3.2.1. Universo..................................................................................................................20
3.2.2. Amostra..................................................................................................................20
3.3. Técnicas e instrumentos de recolha de dados.............................................................21
3.4. Técnicas de Análise de Dados....................................................................................22
3.5. Aspectos éticos...........................................................................................................22
3.6. Cronograma de actividade..........................................................................................23
3.7. Orçamento..................................................................................................................23
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS......................................................................................24
1. INTRODUÇÃO
A dinâmica do ambiente empresarial contemporâneo exige que as organizações desenvolvam
mecanismos capazes de assegurar a sua adaptação às constantes transformações económicas,
tecnológicas e sociais. Neste contexto, o planeamento estratégico destaca-se como uma
ferramenta de gestão indispensável para a definição de directrizes, estabelecimento de
objectivos e formulação de acções orientadas para a obtenção de resultados sustentáveis. De
acordo com Chiavenato (2021), o planeamento estratégico permite às organizações
direccionar os seus esforços para o futuro, minimizando incertezas e potenciando
oportunidades. Na mesma perspectiva, Oliveira (2018) considera que esta ferramenta
contribui para o fortalecimento da competitividade organizacional e para a melhoria do
processo decisório.
O presente estudo aborda a importância do planeamento estratégico para o sucesso das
empresas, enfatizando o seu papel na organização dos recursos, na definição de metas e na
construção de vantagens competitivas. A adopção de estratégias adequadas constitui um
factor determinante para a eficiência operacional e para a sustentabilidade das organizações,
particularmente em sectores sujeitos a elevados níveis de concorrência.
A investigação tem como foco a Micro-Crédito Wizú, localizada na cidade de Quelimane,
procurando analisar a contribuição do planeamento estratégico para o alcance dos objectivos
organizacionais e para a melhoria do desempenho institucional. A relevância do estudo
fundamenta-se na necessidade de compreender como a aplicação desta ferramenta de gestão
pode influenciar a competitividade e a sustentabilidade das instituições de microfinanças.
Para a concretização dos objectivos definidos, o estudo adoptará uma abordagem qualitativa,
apoiada na pesquisa bibliográfica e na pesquisa de campo. A recolha de dados será realizada
por meio de entrevistas e observação, possibilitando a obtenção de informações relevantes
sobre a aplicação do planeamento estratégico na Micro-Crédito Wizú.
1.1. Problematização
O planeamento estratégico é reconhecido como um dos principais instrumentos de gestão
utilizados pelas organizações para orientar as suas acções e alcançar os objectivos
institucionais. Segundo Oliveira (2018), o planeamento estratégico permite às organizações
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analisar o ambiente interno e externo, antecipar mudanças e definir estratégias adequadas para
garantir a sua competitividade e sustentabilidade. Contudo, muitas empresas ainda enfrentam
dificuldades na implementação eficaz deste processo, o que compromete a tomada de decisões
e a obtenção dos resultados esperados.
No sector das microfinanças, a necessidade de um planeamento estratégico eficiente torna-se
ainda mais evidente devido à crescente concorrência, aos riscos associados à concessão de
crédito e às constantes mudanças no ambiente económico. As instituições de microcrédito
necessitam de estratégias capazes de fortalecer a sua capacidade de gestão, melhorar o
desempenho organizacional e garantir a sustentabilidade das suas operações. Entretanto, a
inexistência ou a aplicação inadequada do planeamento estratégico pode limitar o alcance dos
objectivos organizacionais e reduzir a capacidade competitiva dessas instituições.
A Micro-Crédito Wizú, localizada na cidade de Quelimane, desempenha um papel importante
no financiamento de pequenos empreendedores e agentes económicos locais. No entanto, à
semelhança de outras instituições do sector, enfrenta desafios relacionados com a gestão dos
seus recursos, a adaptação às mudanças do mercado e o alcance das suas metas institucionais.
Diante desta realidade, levanta-se a seguinte questão: De que forma o planeamento
estratégico contribui para o sucesso da Micro-Crédito Wizú na cidade de Quelimane?
1.2. Objectivos
1.2.1. Objectivo Geral
Analisar a importância do planeamento estratégico para o sucesso da Micro-Crédito
Wizú na cidade de Quelimane.
1.2.2. Objectivos Específicos
Identificar as práticas de planeamento estratégico adoptadas pela Micro-Crédito Wizú.
Avaliar a influência do planeamento estratégico no desempenho organizacional da
instituição.
Propor recomendações que contribuam para o fortalecimento do planeamento
estratégico na instituição.
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1.3. Questões de Pesquisa
Quais são as práticas de planeamento estratégico utilizadas pela Micro-Crédito Wizú?
Como o planeamento estratégico influencia o desempenho organizacional da empresa?
De que forma o planeamento estratégico contribui para a tomada de decisões na
Micro-Crédito Wizú?
Que medidas podem ser adoptadas para fortalecer o planeamento estratégico e
melhorar o desempenho organizacional?
1.4. Justificativa e Relevância do Estudo
A escolha do presente tema justifica-se pela importância que o planeamento estratégico
assume na gestão das organizações contemporâneas. Num ambiente empresarial caracterizado
por constantes mudanças e elevada competitividade, torna-se fundamental que as empresas
adoptem estratégias capazes de orientar as suas acções, optimizar recursos e assegurar o
alcance dos objectivos organizacionais. Neste sentido, compreender a contribuição do
planeamento estratégico para o sucesso empresarial constitui uma necessidade relevante para
o fortalecimento da gestão organizacional.
Do ponto de vista académico, o estudo contribuirá para o enriquecimento da literatura
científica sobre planeamento estratégico e gestão empresarial, particularmente no contexto das
instituições de microfinanças em Moçambique. Os resultados poderão servir de referência
para estudantes, investigadores e profissionais interessados em aprofundar conhecimentos
sobre a aplicação das estratégias organizacionais e a sua influência no desempenho das
empresas.
Sob o ponto de vista prático, social e económico, a pesquisa apresenta relevância por incidir
sobre a Micro-Crédito Wizú, uma instituição que desempenha um papel importante na
promoção da inclusão financeira e no apoio aos pequenos empreendedores da cidade de
Quelimane. Espera-se que os resultados obtidos contribuam para a melhoria das práticas de
gestão da instituição, fortalecendo a sua competitividade e capacidade de prestação de
serviços, com reflexos positivos para os seus clientes e para o desenvolvimento económico
local.
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1.5. Delimitação do Estudo
O presente estudo delimita-se à análise da importância do planeamento estratégico para o
sucesso empresarial, tendo como foco as práticas de planeamento estratégico adoptadas pela
Micro-Crédito Wizú e a sua influência no desempenho organizacional. A pesquisa será
realizada na Micro-Crédito Wizú, localizada na cidade de Quelimane, província da Zambézia,
abrangendo o período compreendido entre 2023 e 2025, de modo a permitir a avaliação das
estratégias implementadas recentemente pela instituição. Quanto à delimitação populacional,
o estudo envolverá gestores, chefes de departamento e colaboradores directamente ligados aos
processos de planeamento e gestão estratégica, por constituírem fontes relevantes de
informação para a compreensão do fenómeno em análise.
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2. REVISÃO DA LITERATURA
2.1. Marco conceptual
2.1.1. Conceitos de Planeamento Estratégico
O planeamento estratégico é uma ferramenta de gestão fundamental para as organizações,
pois permite definir objectivos, estabelecer prioridades e orientar as acções necessárias para o
alcance dos resultados pretendidos. Por meio deste processo, as empresas analisam os factores
internos e externos que influenciam as suas actividades, criando condições para uma gestão
mais eficiente e adaptada às exigências do mercado.
De acordo com Chiavenato e Sapiro (2016), o planeamento estratégico constitui um processo
contínuo voltado para a formulação de objectivos organizacionais e para a definição das
estratégias necessárias ao seu alcance, considerando as oportunidades e ameaças do ambiente
externo, bem como as forças e fraquezas internas da organização. Na mesma perspectiva,
Oliveira (2018) afirma que o planeamento estratégico oferece uma base metodológica que
auxilia a empresa na definição da melhor direcção a seguir, favorecendo o aproveitamento de
oportunidades e a redução dos riscos associados às suas operações.
Para Maximiano (2017), o planeamento estratégico está relacionado com a definição dos
objectivos de longo prazo e das acções necessárias para a sua concretização. Neste sentido,
pode-se afirmar que o planeamento estratégico representa um instrumento essencial para a
tomada de decisões, permitindo alinhar os recursos organizacionais às exigências do ambiente
empresarial e contribuindo para o aumento da competitividade, eficiência e sustentabilidade
das organizações.
[Link]. Características e Importância do Planeamento Estratégico
O planeamento estratégico possui características que o tornam um dos principais instrumentos
de gestão organizacional. Entre as suas principais particularidades destacam-se a orientação
para o longo prazo, a abrangência de toda a organização, a análise do ambiente interno e
externo, a definição de objectivos e metas, bem como a redução das incertezas e dos riscos
associados às actividades empresariais. Além disso, o planeamento estratégico orienta a
tomada de decisões, promove a utilização eficiente dos recursos disponíveis e contribui para a
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sobrevivência, crescimento e competitividade das organizações num ambiente cada vez mais
dinâmico e exigente.
A importância do planeamento estratégico reside na sua capacidade de fornecer uma direcção
clara para o futuro da organização, permitindo identificar oportunidades, antecipar ameaças e
definir prioridades de acção. Segundo Certo e Peter (2019), as organizações que adoptam
práticas eficazes de planeamento estratégico apresentam maior capacidade de adaptação às
mudanças do ambiente empresarial e melhores níveis de desempenho organizacional.
Adicionalmente, este processo favorece a integração entre os diversos sectores da empresa,
fortalece a comunicação interna e melhora a qualidade da tomada de decisões, contribuindo
significativamente para o alcance dos objectivos institucionais e para a obtenção de vantagens
competitivas sustentáveis.
[Link]. Modelos de Planeamento Estratégico
Ao longo do tempo, diversos modelos de planeamento estratégico foram desenvolvidos para
auxiliar as organizações na definição e implementação de estratégias capazes de melhorar o
seu desempenho. Entre os modelos mais utilizados destaca-se o modelo de Oliveira (2018),
que compreende quatro etapas fundamentais: diagnóstico estratégico, definição da missão e
dos objectivos, formulação das estratégias e implementação e controlo. Este modelo permite
que a organização analise a sua realidade, estabeleça metas claras e acompanhe
continuamente os resultados alcançados.
Outro modelo amplamente utilizado é a análise SWOT, uma ferramenta que possibilita a
identificação das forças e fraquezas internas da organização, bem como das oportunidades e
ameaças presentes no ambiente externo. A aplicação deste modelo facilita a compreensão dos
factores que influenciam o desempenho organizacional e contribui para a formulação de
estratégias adequadas à realidade da empresa, permitindo uma melhor exploração das
oportunidades e a minimização dos riscos existentes.
O modelo das Cinco Forças de Porter, desenvolvido por Michael Porter (2004), procura
analisar o nível de competitividade de um sector através da avaliação da rivalidade entre
concorrentes, da ameaça de novos entrantes, do poder de negociação dos clientes e
fornecedores e da ameaça de produtos ou serviços substitutos. A análise destas forças auxilia
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as organizações na definição de estratégias que fortaleçam a sua posição competitiva e
garantam maior sustentabilidade no mercado.
Destacam-se ainda o Balanced Scorecard (BSC), criado por Kaplan e Norton, e o
Planeamento Estratégico Situacional (PES), desenvolvido por Carlos Matus. O BSC traduz a
estratégia organizacional em indicadores de desempenho distribuídos nas perspectivas
financeira, dos clientes, dos processos internos e da aprendizagem e crescimento. Por sua vez,
o PES enfatiza a análise dos problemas concretos enfrentados pelas organizações e a
adaptação das decisões às circunstâncias existentes, tornando-se um modelo flexível e
adequado para ambientes caracterizados por constantes mudanças.
2.1.2. Práticas Organizacionais
As práticas organizacionais correspondem ao conjunto de métodos e procedimentos que
orientam o funcionamento interno das organizações, sendo essenciais para a eficiência e
coordenação das actividades. Segundo Chiavenato (2021), “as organizações dependem de
práticas administrativas bem estruturadas para garantir a coordenação eficiente dos seus
recursos humanos, materiais e financeiros” (p. 12). Esta afirmação evidencia que a
organização interna é determinante para o alcance dos objectivos institucionais.
Na mesma linha, Robbins (2018) afirma que “as práticas organizacionais representam padrões
consistentes de comportamento que orientam a forma como as actividades são executadas
dentro da organização” (p. 8). Assim, estas práticas abrangem elementos como comunicação
interna, liderança, definição de responsabilidades e controlo das actividades, contribuindo
para a melhoria da produtividade e da coordenação institucional.
Compreende-se que as práticas organizacionais não devem ser vistas apenas como rotinas
administrativas, mas como um sistema integrado que sustenta o funcionamento estratégico da
organização. Quando bem estruturadas e alinhadas aos objectivos institucionais, estas práticas
fortalecem a tomada de decisões, aumentam a eficiência operacional e contribuem para a
sustentabilidade e competitividade das organizações no ambiente empresarial.
2.1.3. Desempenho Organizacional
O desempenho organizacional representa a capacidade de uma organização alcançar os seus
objectivos através da utilização eficiente dos recursos disponíveis, sendo um dos principais
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indicadores de sucesso na gestão. Este conceito envolve dimensões como eficiência, eficácia,
produtividade e adaptação ao ambiente externo, permitindo avaliar a qualidade da gestão e a
sustentabilidade da organização.
Segundo Robbins (2018), o desempenho organizacional é entendido como:
A capacidade da organização de atingir os seus objectivos através da utilização
eficiente dos recursos disponíveis, considerando factores como produtividade, eficácia
e adaptação ao ambiente externo, sendo influenciado tanto pelos processos internos
como pelas condições do ambiente competitivo em que a organização está inserida (p.
67).
Esta definição demonstra que o desempenho organizacional depende tanto da gestão interna
quanto da capacidade de resposta às mudanças externas, sendo um factor essencial para a
competitividade das organizações.
De acordo com Daft (2019), o desempenho organizacional:
Reflecte o grau em que uma organização consegue transformar recursos em resultados
desejados, mantendo o equilíbrio entre eficiência interna e resposta às exigências do
ambiente competitivo. Organizações eficazes conseguem alinhar estratégia, estrutura e
processos de forma coerente, garantindo adaptação contínua às mudanças do mercado
e sustentabilidade a longo prazo (p. 102).
Portanto o desempenho organizacional está directamente ligado à capacidade de planeamento,
controlo e adaptação das organizações. A sua avaliação contínua permite identificar falhas,
melhorar processos internos e fortalecer a tomada de decisões, contribuindo para o aumento
da competitividade e da sustentabilidade institucional.
2.1.4. Vantagem Competitiva
A vantagem competitiva corresponde à capacidade de uma organização se diferenciar no
mercado, oferecendo maior valor aos clientes através de produtos, serviços ou processos mais
eficientes. Este conceito é fundamental na gestão estratégica, pois determina a posição da
empresa no mercado e a sua capacidade de se manter sustentável em ambientes altamente
competitivos.
A vantagem competitiva está relacionada com a capacidade da empresa de gerar valor para o
cliente superior ao custo envolvido na sua produção, permitindo um posicionamento
estratégico mais forte. Essa vantagem pode ser alcançada por meio da diferenciação dos
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produtos ou serviços, da liderança em custos ou da concentração em segmentos específicos do
mercado (Porter, 1985).
Deste modo, entende-se que a vantagem competitiva resulta de um processo contínuo de
inovação, adaptação e melhoria das capacidades organizacionais. Assim, as organizações que
conseguem alinhar os seus recursos e estratégias às exigências do ambiente externo tendem a
alcançar melhor desempenho, maior eficiência e maior sustentabilidade no mercado a longo
prazo.
2.1.5. Melhoria Contínua
A melhoria contínua constitui um princípio fundamental da gestão organizacional, orientado
para o aperfeiçoamento permanente de processos, produtos e serviços. Este conceito está
associado à busca constante por eficiência, qualidade e satisfação dos clientes, permitindo que
as organizações se adaptem às mudanças do ambiente e reforcem a sua competitividade de
forma sustentável.
De acordo com Deming (1986) e Imai (1986), a melhoria contínua baseia-se na melhoria
sistemática dos processos organizacionais, na redução de falhas e na promoção de pequenas
melhorias diárias envolvendo todos os colaboradores da organização. Ambos os autores
defendem que este processo deve ser contínuo, participativo e orientado para o
aperfeiçoamento progressivo da qualidade e do desempenho organizacional.
Complementarmente, Juran (1999) destaca que a melhoria contínua deve ser compreendida
como um processo estruturado de gestão da qualidade, baseado na identificação de problemas,
implementação de soluções e avaliação dos resultados. Para o autor, este processo é essencial
para aumentar a eficiência organizacional e garantir a satisfação dos clientes.
Percebe-se que a melhoria contínua representa uma filosofia de gestão indispensável para as
organizações modernas, pois permite o aperfeiçoamento constante dos processos internos e a
adaptação às exigências do ambiente externo. A sua aplicação consistente contribui para o
fortalecimento da cultura organizacional, melhoria do desempenho e aumento da
competitividade e sustentabilidade institucional.
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2.1.6. Gestão Estratégica
A gestão estratégica corresponde ao processo de formulação, implementação e avaliação de
decisões que orientam a organização no alcance dos seus objectivos de longo prazo. Este
conceito envolve a análise do ambiente interno e externo, a definição de estratégias e a
coordenação dos recursos organizacionais, com vista a garantir a competitividade e a
sustentabilidade da empresa num contexto de constantes mudanças.
Segundo Chiavenato (2021), a gestão estratégica consiste num processo contínuo que permite
às organizações definir a sua direcção, alinhar recursos e capacidades e adaptar-se às
exigências do ambiente externo. Neste sentido, o autor destaca que a estratégia organizacional
é fundamental para orientar a tomada de decisões e assegurar o alcance dos objectivos
institucionais.
A gestão estratégica integra diferentes funções administrativas, permitindo às organizações
não apenas planear o futuro, mas também responder de forma eficiente às mudanças do
mercado. Assim, a sua aplicação contribui para o fortalecimento do desempenho
organizacional, melhoria da competitividade e garantia da sustentabilidade a longo prazo.
2.2. Literatura Empírica
Odongo (2016), no Quénia, realizou um estudo intitulado "Role of Strategic Planning on the
Performance of Microfinance Institutions in Kenya". O estudo teve como objectivo analisar a
influência do planeamento estratégico no desempenho das instituições de microfinanças
localizadas em Nairobi. Para alcançar este objectivo, o autor adoptou uma abordagem
quantitativa, utilizando questionários aplicados aos gestores e colaboradores das instituições
de microfinanças. Os resultados demonstraram que a análise estratégica do ambiente, a
formulação de estratégias, a implementação e a avaliação estratégica contribuem
significativamente para a melhoria do desempenho organizacional. O estudo concluiu que o
planeamento estratégico constitui um instrumento indispensável para o crescimento,
competitividade e sustentabilidade das instituições de microfinanças, recomendando a sua
adopção sistemática pelos gestores.
Por sua vez, Ejigu e Desalegn (2023), na Etiópia, desenvolveram o estudo denominado "How
Does Strategic Planning Influence the Performance of Financial Institutions? An Empirical
Study of Ethiopia". O principal objectivo da investigação foi avaliar a influência do
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planeamento estratégico sobre o desempenho das instituições financeiras etíopes. A pesquisa
utilizou uma abordagem quantitativa, baseada na aplicação de questionários a gestores e
funcionários de diversas instituições financeiras. Os resultados revelaram que existe uma
relação positiva e significativa entre o planeamento estratégico e o desempenho
organizacional, verificando-se que as instituições que possuem processos estratégicos bem
estruturados apresentam melhores níveis de eficiência, inovação e adaptação às mudanças do
ambiente externo. Os autores concluíram que o planeamento estratégico desempenha um
papel fundamental na obtenção de vantagens competitivas e na sustentabilidade das
organizações financeiras.
De igual modo, Uwambayingabire e Mulyungi (2018), no Ruanda, realizaram um estudo com
o tema "The Influence of Strategic Planning on Organizational Performance: Case Study of
Cogebanque Rwanda". A investigação teve como objectivo examinar a influência do
planeamento estratégico no desempenho organizacional do Cogebanque, uma instituição
financeira ruandesa. Para a realização do estudo, os autores adoptaram uma abordagem mista,
combinando métodos quantitativos e qualitativos, através da aplicação de questionários e
análise documental. Os resultados evidenciaram que a definição clara da missão, visão,
objectivos estratégicos e mecanismos de monitoria contribuiu significativamente para o
aumento da eficiência organizacional e da qualidade dos serviços prestados. Os autores
concluíram que o planeamento estratégico é um factor determinante para o sucesso
organizacional, pois fortalece a tomada de decisões e melhora o desempenho institucional.
De forma geral, os estudos analisados demonstram que o planeamento estratégico constitui
uma ferramenta essencial para o sucesso das organizações, especialmente nas instituições
financeiras e de microcrédito. Os resultados evidenciam que empresas que planeiam
estrategicamente as suas actividades tendem a apresentar melhor desempenho, maior
capacidade de adaptação ao ambiente competitivo e melhores condições para alcançar os seus
objectivos organizacionais. Estes resultados servem de base para a presente investigação, uma
vez que reforçam a necessidade de analisar a importância do planeamento estratégico para o
sucesso da Micro-Crédito Wizú na cidade de Quelimane.
Apesar dos estudos realizados no Quénia, Etiópia e Ruanda demonstrarem a influência
positiva do planeamento estratégico no desempenho das instituições financeiras, verifica-se
uma escassez de investigações que abordem esta temática no contexto das instituições de
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microcrédito em Moçambique, particularmente na Micro-Crédito Wizú da cidade de
Quelimane. Assim, a presente pesquisa procura preencher esta lacuna, analisando como o
planeamento estratégico contribui para o sucesso empresarial desta instituição, considerando
as especificidades do contexto moçambicano.
2.3. Focalizada
O primeiro estudo foi realizado por Armando e Manuel (2023), com o tema “A
Instrumentalização do Planeamento Estratégico para a Rentabilidade Financeira das PME's
em Tempos da COVID-19”, desenvolvido na cidade de Lichinga. O estudo teve como
objectivo avaliar de que forma o planeamento estratégico contribuiu para a rentabilidade
financeira das Pequenas e Médias Empresas (PME's) durante o período da pandemia da
COVID-19. Metodologicamente, os autores adoptaram uma abordagem quantitativa, de
natureza exploratória e explicativa, envolvendo uma amostra de 51 PME's seleccionadas de
um universo de 524 empresas. Para a recolha de dados foram utilizados dados primários e
secundários, sendo posteriormente aplicadas técnicas estatísticas para análise dos resultados.
Os resultados revelaram a existência de uma correlação positiva entre a utilização de
ferramentas de planeamento estratégico e o desempenho das empresas. Verificou-se que
ferramentas como a análise SWOT, Balanced Scorecard e análise PESTE contribuíram para a
melhoria da eficiência operacional, aumento da rentabilidade e crescimento empresarial. Os
autores concluíram que o planeamento estratégico constitui um instrumento fundamental para
a sobrevivência, sustentabilidade e sucesso das empresas, sobretudo em contextos de crise e
incerteza.
Outro estudo relevante foi realizado por Muhate et al. (2023), intitulado “As Acções da
Gestão Estratégica de Pessoas para a Melhoria da Prestação de Serviços ao Público no
Conselho Municipal da Cidade de Xai-Xai”. O objectivo da pesquisa foi analisar como as
práticas de gestão estratégica de pessoas influenciam a qualidade dos serviços prestados aos
cidadãos. A investigação adoptou uma metodologia qualitativa, exploratória e aplicada,
recorrendo à análise documental e à recolha de informações junto da instituição estudada. Os
resultados demonstraram que a implementação de práticas estratégicas relacionadas com
formação, desenvolvimento de competências, motivação e gestão de desempenho contribuiu
significativamente para a melhoria da eficiência organizacional e da qualidade dos serviços
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prestados. O estudo concluiu que a adopção de práticas de gestão estratégica fortalece o
desempenho institucional e favorece o alcance dos objectivos organizacionais.
De modo geral, os estudos realizados em Moçambique evidenciam que a utilização de
práticas de planeamento e gestão estratégica influencia positivamente o desempenho das
organizações. Contudo, observa-se que a maioria das pesquisas concentra-se em PME's e
instituições públicas, existindo ainda escassez de estudos direccionados para instituições de
microfinanças. Assim, a presente investigação procura preencher essa lacuna ao analisar a
importância do planeamento estratégico para o sucesso da Micro-Crédito Wizú, na cidade de
Quelimane.
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3. METODOLOGIA
A metodologia de investigação refere-se ao conjunto de procedimentos e estratégias que
orientam a realização de um estudo científico. É através dela que o investigador define como
irá recolher, organizar e analisar os dados, garantindo coerência entre o problema de pesquisa,
os objectivos e os resultados obtidos. Em termos simples, a metodologia indica o “caminho”
que a investigação segue para produzir conhecimento válido e fundamentado.
3.1. Classificação da pesquisa
A pesquisa científica pode ser classificada quanto à natureza, aos objectivos, à abordagem e
aos procedimentos. Quanto à natureza, pode ser básica ou aplicada; quanto aos objectivos,
exploratória, descritiva ou explicativa; quanto à abordagem, qualitativa, quantitativa ou mista;
e, quanto aos procedimentos, pode incluir pesquisa bibliográfica, documental, de campo ou
estudo de caso, conforme os métodos utilizados na recolha e análise dos dados.
3.1.1. Quanto a natureza
Este estudo classifica-se como sendo de natureza básica, uma vez que se centra na análise e
aprofundamento do conhecimento científico sobre o planeamento estratégico e a sua
influência no sucesso organizacional da Micro-Crédito Wizú, na cidade de Quelimane. Desta
forma, a investigação não visa a intervenção direta na realidade estudada, mas sim a
compreensão teórica e analítica do fenómeno, contribuindo para o enriquecimento do
conhecimento na área da gestão estratégica.
Segundo Gil (1989), a pesquisa básica tem como principal finalidade a produção de
conhecimentos novos, sem necessariamente estar orientada para a sua aplicação imediata.
Neste contexto, o presente estudo enquadra-se nesta abordagem, pois procura analisar de
forma crítica a importância do planeamento estratégico nas organizações de microfinanças,
contribuindo para o debate académico sobre gestão, desempenho organizacional e
competitividade no sector financeiro.
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3.1.2. Quanto a abordagem
A presente investigação adoptará uma abordagem mista, combinando métodos qualitativos e
quantitativos, com predominância da abordagem qualitativa. O estudo centra-se na análise da
importância do planeamento estratégico para o sucesso da Micro-Crédito Wizú, procurando
compreender os processos internos, as práticas de gestão e as percepções dos colaboradores e
gestores sobre a aplicação das estratégias organizacionais. Segundo Creswell (2014), a
abordagem mista permite integrar diferentes tipos de dados, proporcionando uma
compreensão mais ampla e completa dos fenómenos estudados.
A componente qualitativa será a principal, pois permitirá analisar de forma aprofundada as
percepções dos atores organizacionais sobre o planeamento estratégico, os desafios na sua
implementação e o seu impacto no desempenho institucional. Esta abordagem favorece a
interpretação dos significados e das experiências vividas pelos participantes no contexto
organizacional, contribuindo para uma análise mais detalhada da realidade estudada.
Por sua vez, a componente quantitativa terá um papel complementar, sendo utilizada para
descrever aspectos como o nível de aplicação das estratégias, o grau de conhecimento dos
colaboradores sobre o planeamento estratégico e os resultados organizacionais observáveis.
Assim, a integração das duas abordagens permitirá uma análise mais consistente e completa
do fenómeno, reforçando a validade das interpretações obtidas no estudo.
3.1.3. Quanto aos objectivos
A presente pesquisa, quanto aos seus objectivos, insere-se nas abordagens descritiva e
explicativa, tendo em vista a necessidade de compreender o papel do planeamento estratégico
na Micro-Crédito Wizú. Num primeiro momento, procura-se descrever como o planeamento
estratégico é implementado na organização, analisando os seus processos de formulação,
execução e controlo, bem como a sua relação com o desempenho organizacional e a gestão
institucional.
Em simultâneo, o estudo assume uma dimensão explicativa, uma vez que pretende identificar
os factores que influenciam a eficácia do planeamento estratégico na instituição. Segundo Gil
(1989), a pesquisa descritiva visa caracterizar fenómenos e a pesquisa explicativa procura
compreender os factores que determinam a sua ocorrência, permitindo assim uma análise mais
profunda e completa da realidade estudada.
19
3.1.4. Quanto aos procedimentos técnicos
Quanto aos procedimentos técnicos, a presente pesquisa estrutura-se na combinação entre
pesquisa bibliográfica e pesquisa de campo, de forma a articular o suporte teórico com a
realidade empírica da Micro-Crédito Wizú. A pesquisa bibliográfica constitui a base
conceptual do estudo, permitindo a análise de diferentes abordagens teóricas sobre
planeamento estratégico, gestão organizacional e desempenho empresarial. Segundo Gil
(1989), a pesquisa bibliográfica é desenvolvida a partir de materiais já elaborados, sendo
fundamental para a construção e fundamentação do conhecimento científico.
A pesquisa de campo, por sua vez, será realizada na Micro-Crédito Wizú, na cidade de
Quelimane, envolvendo gestores e colaboradores da instituição. Este procedimento permitirá
a recolha de dados directamente no contexto organizacional, possibilitando confrontar a teoria
com a prática e compreender como o planeamento estratégico é aplicado no dia a dia da
instituição. De acordo com Marconi e Lakatos (2017), a pesquisa de campo consiste na
observação e recolha de dados no local onde os fenómenos ocorrem, permitindo uma análise
mais próxima e realista da situação estudada.
3.2. Universo e Amostra
3.2.1. Universo
Segundo Gil (2008), o universo da pesquisa corresponde ao conjunto total de elementos que
apresentam características comuns relevantes para o estudo, podendo incluir indivíduos,
organizações, documentos ou outros objectos de análise que sustentam a investigação
científica.
Nesse sentido, o universo desta pesquisa é constituído pelos gestores e colaboradores da
Micro-Crédito Wizú, na cidade de Quelimane, bem como pelos documentos institucionais
relacionados com o planeamento estratégico da organização, tais como relatórios internos,
planos estratégicos e outros registos administrativos relevantes para a análise do fenómeno em
estudo.
3.2.2. Amostra
A amostra corresponde a uma parte do universo da pesquisa seleccionada de forma a
representar os elementos considerados relevantes para a análise do fenómeno em estudo.
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Segundo Gil (2008), a amostragem permite ao investigador obter informações consistentes
sobre o universo sem a necessidade de abranger todos os seus elementos. Neste estudo, a
amostra será constituída por gestores e colaboradores da Micro-Crédito Wizú, na cidade de
Quelimane, bem como por documentos institucionais relacionados com o planeamento
estratégico, tais como relatórios internos, planos e outros registos administrativos pertinentes.
A selecção dos participantes será realizada por amostragem não probabilística, do tipo
intencional e por conveniência, privilegiando indivíduos com experiência relevante na
implementação e gestão de estratégias organizacionais, enquanto os documentos serão
escolhidos de acordo com a sua pertinência para os objectivos da investigação. O número de
participantes e documentos não será rigidamente definido, sendo ajustado até à obtenção de
informações suficientes para responder aos objectivos do estudo e atingir a saturação dos
dados qualitativos.
3.3. Técnicas e instrumentos de recolha de dados
A utilização dos instrumentos de recolha de dados nesta investigação não se limita a uma
opção técnica, mas decorre da necessidade de articular diferentes fontes de informação sobre
o planeamento estratégico na Micro-Crédito Wizú. Assim, a combinação de análise
documental e questionário permite confrontar os instrumentos formais de gestão com as
práticas efectivamente desenvolvidas na organização, proporcionando uma compreensão mais
abrangente e consistente da realidade estudada.
A análise documental incidirá sobre documentos institucionais da Micro-Crédito Wizú, tais
como planos estratégicos, relatórios de gestão, relatórios financeiros e outros registos
administrativos relevantes. Este instrumento justifica-se pela necessidade de compreender o
enquadramento organizacional e as directrizes estratégicas definidas pela instituição, bem
como os mecanismos utilizados na sua implementação.
Por sua vez, os questionários serão aplicados aos gestores e colaboradores da instituição, com
o objectivo de recolher informações sobre o nível de conhecimento, aplicação e percepção do
planeamento estratégico. A conjugação destes instrumentos permitirá analisar tanto o
conteúdo formal dos documentos como a experiência prática dos intervenientes, contribuindo
para uma análise mais completa e fundamentada do fenómeno em estudo.
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3.4. Técnicas de Análise de Dados
A análise e interpretação dos dados nesta investigação serão realizadas com base numa
abordagem qualitativa, procurando-se compreender de forma aprofundada o papel do
planeamento estratégico no desempenho organizacional da Micro-Crédito Wizú. Este
processo não se limita à descrição das informações recolhidas, mas envolve a sua
interpretação crítica, articulando os dados empíricos com o enquadramento teórico da gestão
estratégica e do funcionamento das organizações.
Os dados obtidos através da análise documental serão tratados por meio da análise de
conteúdo, permitindo a identificação, organização e interpretação de categorias relacionadas
com o planeamento estratégico, como formulação, implementação, monitorização e impacto
no desempenho organizacional. Segundo Bardin (2016), a análise de conteúdo ultrapassa a
simples descrição dos documentos, permitindo inferências a partir das mensagens analisadas,
o que possibilita uma leitura mais profunda da realidade organizacional.
Complementarmente, segundo Flick (2014), a análise qualitativa deve considerar o contexto
social e institucional em que os dados são produzidos, uma vez que estes reflectem práticas,
decisões e dinâmicas organizacionais específicas. Assim, a interpretação dos dados permitirá
compreender não apenas o que é formalmente definido nos documentos, mas também como
essas directrizes são aplicadas na prática dentro da instituição, contribuindo para uma análise
mais consistente do fenómeno em estudo.
3.5. Aspectos éticos
Os princípios éticos que orientam a investigação científica serão rigorosamente respeitados ao
longo de todo o estudo sobre o planeamento estratégico na Micro-Crédito Wizú, garantindo
que os participantes sejam previamente informados sobre os objectivos da pesquisa, a sua
finalidade académica e a utilização dos dados, sendo a participação voluntária e condicionada
ao consentimento informado. Será assegurado o anonimato dos gestores e colaboradores
envolvidos, através da utilização de códigos alfanuméricos, bem como a confidencialidade
das informações recolhidas, que serão usadas exclusivamente para fins académicos e de
investigação. Na análise documental, serão considerados apenas documentos institucionais de
acesso autorizado, respeitando os princípios de integridade científica e correta referenciação
das fontes, sendo os resultados apresentados de forma agregada, sem identificação individual
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dos participantes, garantindo assim o respeito pela ética, privacidade e integridade do
processo de investigação.
3.6. Cronograma de actividade
2026
Actividade Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago
Elaboração do projecto X X
Revisão bibliográfica X X
Recolha de dados referentes a 2023–2025 X X
Tratamento e análise dos dados X X
Redacção dos resultados X X
Revisão final do trabalho X X
Entrega/defesa X
3.7. Orçamento
Rubrica Custo (MZN)
Transporte para trabalho de campo 5.688
Alimentação durante o trabalho de campo 3.792
Impressão de questionários e guias de entrevista 711
Fotocópias e encadernação 1.011
Internet e comunicação (dados móveis, chamadas) 1.264
Material de escritório (pastas, papel, canetas) 948
Deslocações adicionais e imprevistos 1.586
Total Geral 15.000 MZN
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Bardin, L. (2016). Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70.
Certo, S. C., & Peter, J. P. (2019). Administração estratégica: Planejamento e implementação
de estratégias. São Paulo: Pearson.
Chiavenato, I. (2021). Introdução à teoria geral da administração. São Paulo: Atlas.
Chiavenato, I., & Sapiro, A. (2016). Planejamento estratégico: Fundamentos e aplicações.
São Paulo: Elsevier.
Creswell, J. W. (2014). Research design: Qualitative, quantitative, and mixed methods
approaches. Thousand Oaks, CA: Sage.
Daft, R. L. (2019). Organization theory and design. Boston: Cengage Learning.
Deming, W. E. (1986). Out of the crisis. Cambridge, MA: MIT Press.
Flick, U. (2014). An introduction to qualitative research. London: Sage.
Gil, A. C. (1989). Métodos e técnicas de pesquisa social. São Paulo: Atlas.
Gil, A. C. (2008). Métodos e técnicas de pesquisa social. São Paulo: Atlas.
Imai, M. (1986). Kaizen: The key to Japan’s competitive success. New York: McGraw-Hill.
Juran, J. M. (1999). Juran’s quality handbook. New York: McGraw-Hill.
Maximiano, A. C. A. (2017). Teoria geral da administração. São Paulo: Atlas.
Oliveira, D. P. R. (2018). Planejamento estratégico: Conceitos, metodologia e práticas. São
Paulo: Atlas.
Porter, M. E. (1985). Competitive advantage: Creating and sustaining superior performance.
New York: Free Press.
Porter, M. E. (2004). Competitive strategy. New York: Free Press.
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Robbins, S. P. (2018). Organizational behavior. Boston: Pearson.
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