QUÍMICA GERAL
PROF. ESP: GLEIDSON UCHÔA
Os Primeiros Pensadores: Leucipo e Demócrito
Leucipo (Séc. V a.C.)
Criador do atomismo, propôs que a matéria não poderia
ser infinitamente dividida, chegando a uma unidade
fundamental indivisível, chamada átomo.
Demócrito (460-370 a.C.)
Expandiu e popularizou a teoria atômica. Defendeu que a
matéria é composta por átomos indivisíveis e
indestrutíveis, e que o universo é formado por átomos e
vácuo.
O Problema: Aristóteles e o Esquecimento
do Atomismo
Aristóteles, filósofo influente, discordava da teoria atômica. Defendia a
ideia de matéria contínua, formada pelos quatro elementos (terra, água,
fogo e ar). Sua influência levou ao esquecimento do atomismo por quase
2000 anos.
Mestre de Aristóteles, Platão também não aceitava a ideia de átomos como
partículas indivisíveis. Em seu livro "Timeu", ele propôs que a matéria era
composta por formas geométricas perfeitas associadas aos quatro
elementos:
● Fogo → Tetraedro 🔺
● Ar → Octaedro ◇
● Água → Icosaedro 🔷
● Terra → Cubo 🟦
A visão aristotélica dominou o pensamento científico por quase
2.000 anos, até ser contestada no século XVII com o renascimento
da teoria atômica por Boyle e Dalton.
O Renascimento da Teoria Atômica:
John Dalton (1803)
John Dalton, um químico inglês, reviveu a ideia de átomos. Através de
experimentos com gases, ele formulou a primeira teoria atômica
moderna, que lançou as bases para a compreensão da estrutura da
matéria.
Os Postulados de Dalton
A matéria é composta Todos os átomos de um
1 2
por átomos indivisíveis e mesmo elemento são
indestrutíveis. idênticos em massa e
propriedades.
Átomos de elementos Átomos combinam-se em
3 4
diferentes possuem proporções fixas para
massas e propriedades formar compostos.
diferentes.
As reações químicas são rearranjos de átomos, sem
5
criação ou destruição.
Limitações da Teoria de Dalton
Ele acreditava que os átomos eram indivisíveis, o que
foi refutado posteriormente com a descoberta de
partículas subatômicas.
Não explicava a existência de cargas elétricas no átomo,
um fenômeno fundamental que seria desvendado mais
tarde.
J. J. Thomson e a Descoberta do
Elétron
No final do século XIX, Thomson realizou experimentos com tubos de
raios catódicos, que revelaram a existência de partículas subatômicas.
Sua descoberta do elétron desafiou a visão de átomos indivisíveis,
abrindo caminho para uma nova era na física atômica.
O Experimento com Raios
Catódicos (1897)
Thomson aplicou alta voltagem nos eletrodos do tubo,
1
gerando um feixe de luz chamado raios catódicos.
Ao aproximar um campo magnético ou placas carregadas,
2
o feixe era desviado em direção ao polo positivo,
indicando que era composto por partículas negativas.
Thomson concluiu que essas partículas tinham massa
3
muito menor que a dos átomos, o que comprovava que o
átomo não era indivisível.
A Revolução da Física Atômica
A descoberta do elétron inaugurou uma nova era na física atômica. As pesquisas subsequentes levaram à descoberta de
outras partículas subatômicas, desvendando a complexa estrutura do átomo e abrindo portas para novas áreas de
pesquisa.
Desvendando os Mistérios dos Raios Catódicos
O Tubo de Raios Catódicos
O tubo de raios catódicos é um cilindro de vidro selado
contendo gás a baixa pressão. Dentro dele, dois eletrodos
são conectados a uma fonte de alta voltagem, criando um
Um Feixe Invisível
campo elétrico que acelera os elétrons do cátodo (-) para o
Os raios catódicos, apesar de serem um fluxo de partículas
ânodo (+), gerando o feixe de raios catódicos.
carregadas, são invisíveis a olho nu. Mas sua presença
pode ser detectada porque eles fazem materiais
fluorescentes brilharem ao atingi-lo.
Thomson e a Descoberta do
Elétron
1 Desvio por Campos 2 A Universalidade do Elétron
Elétricos e Magnéticos Os raios catódicos se
Thomson observou que o feixe comportavam da mesma forma,
de raios catódicos era desviado independentemente do gás
por campos elétricos e dentro do tubo ou do material
magnéticos, indicando que as dos eletrodos, revelando que
partículas que compunham os essas partículas carregadas
raios catódicos eram negativas. estavam presentes em todos os
átomos.
3 Uma Relação Fundamental
Thomson calculou a relação entre a carga (e) e a massa (m) das partículas,
descobrindo que eram muito menores que os átomos, desafiando a teoria
de Dalton.
O Modelo Atômico de
Thomson: O Pudim de Passas
Uma Esfera Positiva
Para Thomson, o átomo era uma esfera de carga positiva, onde os
elétrons ficavam dispersos como passas em um pudim.
Neutralidade Atômica
Este modelo explicava a neutralidade do átomo, pois a carga
negativa dos elétrons se equilibrava com a carga positiva da esfera.
A Descoberta Acidental dos Raios
X O Experimento de Röntgen A Primeira Radiografia
Röntgen, trabalhando com tubos de Crookes, observou que um Röntgen colocou a mão de sua esposa entre o tubo e uma chapa
material fluorescente próximo ao tubo brilhava mesmo quando fotográfica, registrando a primeira imagem de raios X, onde os
coberto com papel preto. ossos da mão eram visíveis.
1 2 3
Radiação Invisível
Ele percebeu que uma radiação invisível, capaz de atravessar
materiais opacos, era emitida pelo tubo, e a chamou de raios X.
A Descoberta do Núcleo: O
Experimento de Rutherford (1911)
Em 1911, o físico Ernest Rutherford revolucionou a compreensão da
estrutura atômica com seu famoso experimento da lâmina de ouro.
Essa descoberta inaugurou uma nova era na física, abrindo caminho
para a compreensão moderna do átomo.
O Experimento da Lâmina de Ouro (1911)
Objetivo O Experimento
Rutherford buscava desvendar a distribuição de cargas Ele bombardeou uma fina lâmina de ouro com partículas
dentro do átomo, desafiando o modelo atômico de alfa (núcleos de hélio carregados positivamente),
Thomson, que previa uma esfera positiva com elétrons observando o comportamento dessas partículas ao
dispersos. atravessar a lâmina com um detector fluorescente.
Resultados e Interpretação do Experimento
1 A maioria das partículas alfa 2 Algumas partículas desviaram
atravessava a lâmina sem ligeiramente
desvios Essa descoberta sugeria a presença
Essa observação indicava que o de uma região pequena e positiva
átomo é composto dentro do átomo, que repele as
majoritariamente de espaço vazio, partículas alfa.
contrariando o modelo de Thomson.
3 Pouquíssimas partículas ricochetearam completamente
Essa observação surpreendente revelava a existência de uma região extremamente
densa no átomo, capaz de refletir as partículas alfa.
O Modelo Atômico de Rutherford (1911)
Núcleo Elétrons
Rutherford concluiu que a Os elétrons giram ao redor do
carga positiva e a maior parte núcleo em órbitas semelhantes
da massa do átomo estão aos planetas ao redor do Sol,
concentradas em uma pequena formando o que chamamos de
região central, que ele chamou modelo planetário do átomo.
de núcleo.
Espaço Vazio
O espaço entre o núcleo e os elétrons é praticamente vazio,
explicando por que a maioria das partículas alfa atravessou a lâmina
sem desvios.
O PROBLEMA DO MODELO DE RUTHERFORD
Rutherford propôs que o átomo era composto por:
✅ Um núcleo pequeno, denso e positivo.
✅ Elétrons girando ao redor do núcleo, como planetas
ao redor do Sol.
Mas a física clássica dizia que isso não poderia acontecer!
Elétrons acelerados emitem radiação (segundo Maxwell).
Ao emitir radiação, perdem energia.
Com a perda de energia, os elétrons deveriam espiralá-se para o
núcleo.
Mas os átomos são estáveis, indicando erro na teoria.
O Caminho para Bohr e a Física
Quântica
O modelo de Rutherford, apesar de inovador, apresentava um
problema: de acordo com a física clássica, os elétrons em
movimento deveriam perder energia gradualmente, espiralando em
direção ao núcleo e colapsando o átomo, o que não acontecia.
Modelo Atômico de Bohr (1913)
Bohr, inspirado pelo experimento de Rutherford, propôs um
1
modelo mais avançado para explicar a estabilidade dos átomos,
introduzindo a ideia de níveis de energia quantizados para os
elétrons.
Bohr estabeleceu que os elétrons não podiam estar em
2
qualquer lugar ao redor do núcleo, mas sim em órbitas
específicas, chamadas de níveis de energia.
O modelo de Bohr, apesar de ter sido superado por modelos
3
mais precisos da mecânica quântica, foi um passo crucial para a
compreensão do comportamento dos elétrons no átomo.
Os Elétrons e Seus Níveis de Energia
Níveis Fixos Estabilidade Transições
Os elétrons só podem ocupar níveis de Os elétrons não perdem energia Os elétrons podem absorver ou liberar
energia específicos, como degraus de enquanto estão em um nível fixo, energia, mudando de nível. Ao absorver
uma escada, não podendo ficar entre explicando por que os átomos são energia, saltam para um nível superior, e
eles. Cada nível possui uma energia estáveis e não se desmoronam, ao liberar energia, voltam para um nível
definida. contrariando a física clássica. inferior, emitindo luz.
Elétrons Confinados em Níveis
Níveis Fixos
Os elétrons não podem ocupar qualquer posição ao redor
do núcleo atômico, mas sim órbitas específicas,
chamadas de níveis de energia.
Estabilidade Atômica
Segundo a física clássica, os elétrons deveriam perder
energia e cair no núcleo, mas eles não o fazem. Isso ocorre
porque, enquanto estão em um nível fixo, os elétrons
não emitem energia. Essa estabilidade é fundamental
para a existência da matéria como a conhecemos.
Saltos de Energia: A Emissão de Luz
Quando um elétron absorve O elétron volta para um
1 2
energia (como calor ou nível mais baixo, liberando
eletricidade), ele salta para um a energia absorvida na
nível mais alto. Essa mudança forma de luz. A cor da luz
é chamada de estado excitado. emitida depende da
diferença de energia entre
os níveis.
Essa explicação é a chave para entendermos por que os elementos
3
brilham em cores específicas quando aquecidos, como acontece com
os fogos de artifício e as lâmpadas fluorescentes.
O Salto de Energia na Radiografia
No tubo de raios X, elétrons de alta velocidade atingem um alvo
metálico (geralmente tungstênio). Essa colisão expulsa um elétron
da camada interna do átomo do metal, deixando um espaço vazio.
Para manter a estabilidade do átomo, um elétron de uma
camada mais externa "cai" para ocupar o lugar deixado pelo
elétron expulso. Esse é o salto de energia.
Ao passar para uma camada mais interna, o elétron perde
energia, que é liberada na forma de um raio X. Essa energia
liberada é utilizada para gerar imagens médicas e para
outras aplicações.
Acelerando Eletrons para Gerar Raios X
Acelerando Eletrons O Impacto e a Ejeção O Salto e a Emissão de Raios X
Os elétrons são acelerados a uma A colisão dos elétrons com os átomos Para preencher o buraco deixado, um
velocidade altíssima dentro do do anodo é tão violenta que arranca elétron de uma camada superior
aparelho de raios X. Eles são um elétron da camada interna do "salta" para a camada inferior. Essa
direcionados para um alvo metálico, átomo metálico. Esse elétron ejetado mudança libera energia na forma de
chamado de anodo. Essa energia deixa um espaço vazio. raios X, uma radiação
cinética dos elétrons é crucial para a eletromagnética de alta energia.
produção de raios X.
O Salto dos Elétrons: Uma
Explicação Detalhada
Expulsão
Elétrons de alta velocidade colidem com os átomos do anodo. Essa
colisão é tão forte que expulsa um elétron da camada interna do
átomo, geralmente a camada K.
Preenchimento da
Lacuna
Um elétron de uma camada externa, como a camada L ou M,
"salta" para a camada K, preenchendo o espaço deixado pelo
elétron expulso. Esse movimento é chamado de "salto".
Emissão de Raios X
Como os elétrons em camadas mais externas têm mais
energia, o elétron que "salta" perde energia. Essa energia
perdida é liberada na forma de um raio X.
A Formação da Imagem: Como o Corpo
Interage com os Raios X
1 Absorção Diferencial 2 Detector e a Imagem
Diferentes tecidos do corpo Os raios X que atravessam o
absorvem os raios X de maneira corpo chegam ao detector. Áreas
diferente. Os ossos, mais com maior absorção (ossos)
densos, absorvem mais, aparecerão mais claras,
enquanto os tecidos moles, enquanto áreas de menor
como músculos, absorvem absorção (tecidos moles) serão
menos. mais escuras.
3 Interpretação da Imagem
A imagem final é interpretada por profissionais de saúde para identificar
estruturas ósseas, fraturas, tumores e outras alterações no corpo. Cada
tecido deixa sua "impressão" na imagem.
O Legado de Rutherford e
Bohr
A jornada de Rutherford e Bohr, de suas descobertas pioneiras até o
desenvolvimento de modelos atômicos mais precisos, moldou a
história da física e abriu caminho para a compreensão da estrutura e
comportamento da matéria.
Antes de Schrödinger, pensava-se que os
elétrons seguiam órbitas fixas.
Com Schrödinger, passamos a pensar
que os elétrons estão espalhados em
regiões de probabilidade chamadas
orbitais.
Essas regiões não são órbitas fixas, mas
sim "nuvens de probabilidade".
Não podemos saber a posição exata de
um elétron, mas podemos calcular onde
ele tem mais chance de estar.
Estrutura da Matéria
Átomos são as unidades básicas da
matéria
Estrutura da Matéria
Número atômico (Z)
Corresponde ao número de prótons existentes no núcleo de um átomo. - Cada elemento químico possui um
número atômico, ou seja, não existem átomos de elementos químicos distintos que apresentam o mesmo
número atômico.
Estrutura da Matéria
Elemento químico
- É o conjunto formado por átomos que apresentam mesmo número atômico
Átomo
- Átomo é a menor partícula partícula capaz de identificar identificar um elemento elemento químico
químico e participar de uma reação química.
Tipos de forças:
Primárias: Secundárias (intermoleculares): São
São as forças que mantêm os forças de atração entre moléculas,
responsáveis por propriedades
átomos unidos nas ligações. São macroscópicas como ponto de ebulição,
de três tipos: iônica, covalente e ponto de fusão, viscosidade e tensão
metálica. superficial
Ligações químicas segundo a teoria de Lewis
Quando os átomos interagem para formar uma
ligação química, apenas as suas regiões mais
externas entram em contato são chamados de
elétrons de valência. Só eles participam das
ligações.
Ligação Iônica
É uma ligação química que ocorre quando há transferência de elétrons de um átomo para outro, formando íons
com cargas opostas (cátions e ânions) que se atraem fortemente. Exemplos comuns incluem o cloreto de sódio
(NaCl).
Ligação Covalente
É uma ligação química que ocorre quando dois átomos compartilham um ou mais pares de elétrons para
atingir a estabilidade eletrônica, geralmente completando suas camadas de valência. As ligações covalentes
são comuns em compostos orgânicos e moléculas biológicas.
As ligações covalentes são comuns em compostos orgânicos e moléculas biológicas….
Ligação Metálica
A ligação metálica ocorre entre átomos de metais e é caracterizada por um "mar" de elétrons livres que se movem
coletivamente entre os átomos. Esses elétrons deslocalizados permitem que os metais conduzem eletricidade e
calor de forma eficiente
Forças intermoleculares
Forças intermoleculares são as forças de atração ou repulsão que ocorrem entre moléculas. Elas são
responsáveis por várias propriedades físicas dos compostos, como pontos de ebulição, fusão e solubilidade.
Forças de Van der Waals (ou Forças de Dispersão)
Forças de Van der Waals (ou Forças de Dispersão)
Dipolo-Dipolo
Forças de atração entre moléculas que possuem dipolos permanentes. Um dipolo positivo de uma
molécula atrai o dipolo negativo de outra.
Ponte de hidrogênio
A ligação de hidrogênio é uma interação intermolecular onde um hidrogênio ligado a um átomo eletronegativo
(como oxigênio, nitrogênio ou flúor) interage com um par de elétrons não ligados em outro átomo
eletronegativo.
Estrutura da Proteína
Os polipeptídeos são cadeias de aminoácidos maiores do que os oligopeptídeos, geralmente
com mais de 10 aminoácidos e, muitas vezes, formam proteínas completas. Eles são construídos
através de ligações peptídicas entre os aminoácidos.
EX:INSULINA (51 AA) E GLUCAGON (21 AA)
O QUE SÃO PROTEÍNAS? SÃO POLIPEPTÍDEOS QUE APRESENTAM
MAIS DE 60/80 AA
TODA PROTEÍNA É UM POLIPEPTÍDEO MAIS NEM TODO
POLIPEPTÍDEO É UMA PROTEÍNA
Estrutura primária da Proteína
A estrutura primária de uma proteína refere-se à sequência linear de aminoácidos que compõem a
cadeia polipeptídica. É a ordem específica em que os aminoácidos estão ligados através de ligações
peptídicas.
AAA AAB AAC AAD AAE
Ligações peptídicas são formadas por ligações
covalentes (resistentes ao calor) ou seja E. PRIMÁRIA
não se quebra ao calor, apenas por enzimas
(PROTEASES)
Estrutura secundária da Proteína
A estrutura secundária de uma proteína refere-se ao padrão de arranjo localizado dos aminoácidos
próximos na cadeia polipeptídica.
CADA AA FAZ PONTE DE HIDROGÊNIO
COM O AA QUATRO POSIÇÕES A FRENTE
AAA AAB AAC AAD AAE AAF AAG
Hélice Alfa
Estrutura terciária da Proteína
A estrutura secundária de uma proteína refere-se ao padrão de arranjo localizado dos aminoácidos
próximos na cadeia polipeptídica.
R R R R R R
A TERCEIRA ESTRUTURA
R R R R R É FORMADA PELA
R INTERAÇÃO DOS
R R RADICAIS R, QUE
R R R R ESTÃO LIVRES DA
LIGAÇÃO PEPTÍDICA.
COOH (ÁCIDO) NH2 (BÁSICO)
COO - NH3 +
LIGAÇÃO TIPO “SAL”
Estrutura terciária da Proteína
A estrutura quaternária de uma proteína é uma organização espacial formada pela associação de duas ou
mais subunidades da ligação terciária (só algumas proteínas chegam a quartenária)
EX: HEMOGLOBINA (4 CADEIAS)
EXEMPLO:
QUAL ESTRUTURA É MAIS IMPORTANTE?
PRIMÁRIA DETERMINA TODAS AS ESTRUTURAS! GENE s Mutação GENE S
PARA QUE DUAS PROTEÍNAS SEJAM IDÊNTICAS Hba Normal Hbs (siclêmica)
PRECISAM TER A MESMA PRIMÁRIA 6º AA - ácido 6º AA - Valina
glutámico
Mesmos AA
Mesma quantidade XYZ YZX
Mesma sequência
Hemácias normais Hemácias em foice
(bicôncavas) (QUEBRADIÇA)
PARA QUE DUAS PROTEÍNAS SEJAM IDÊNTICAS
PRECISAM TER A MESMA PRIMÁRIA
Alterações na estrutura primária sofrem
alteração nas demais
ANEMIA FALCIFORME
QUAL ESTRUTURA É MAIS IMPORTANTE?
QUATERNÁRIA DETERMINA AS FUNÇÕES BIOLÓGICAS
SE NAO TIVER A 3° É A QUE DETERMINA
PERDA DA FUNÇÃO BIOLÓGICA (DESNATURAÇÃO)
2 FATORES PARA A DESNATURAÇÃO
OVO CRU X OVO COZIDO
1. CALOR: DESNATURAÇÃO IRREVERSÍVEL (Prot desnaturada ou ñ
● QUEBRA DAS PONTES DE HIDROGÊNIO (PERDA DA ESTRUTURA desnaturada apresentam o
SECUNDÁRIO E CONSEQUENTEMENTE TERCIÁRIA E QUARTENÁRIA) mesmo valor nutritivo pq
fornecem os mesmo AA
● AO RESFRIAR AS PONTES DE HIDROGÊNIO VOLTAM MAS FAZEM
ISSO ALEATORIAMENTE
Tensão superficial:
ligação entre suas moléculas
apresenta uma
característica denominada
tensão superficial.
MATÉRIA E SUAS CLASSIFICAÇÕES —
DISCUSSÃO TEÓRICA AVANÇADA
1. Conceito de Matéria na Química
Em Química, o conceito de matéria transcende a noção empírica de “tudo
o que tem massa e ocupa espaço”. Considera-se matéria como qualquer
entidade física dotada de massa e volume, que apresenta
comportamento e transformações estruturais passíveis de estudo pela
ciência química.
Isso implica em reconhecer que a matéria é constituída por átomos e
moléculas, e que suas propriedades macroscópicas (densidade, ponto de
fusão, solubilidade, etc.) derivam de suas estruturas microscópicas e
interações intermoleculares.
Substâncias Puras: Definição Química e Propriedades
Composição Definida Propriedades Constantes Comportamento Específico
As substâncias puras possuem uma Características como ponto de Cada substância pura reage de
composição química exata e ebulição, ponto de fusão, densidade maneira previsível em
invariável, garantindo que cada e condutividade são fixas e transformações químicas,
amostra da substância tenha a imutáveis para uma substância pura possibilitando sua identificação e
mesma proporção de seus sob condições específicas de diferenciação de outras substâncias.
elementos constituintes. pressão e temperatura.
Uma substância pura é qualquer porção de matéria que apresenta composição química definida, propriedades físico-químicas
constantes e comportamento específico em transformações químicas.
Classificação das Substâncias Puras
Substâncias Simples Substâncias Compostas
Formadas por átomos de um único elemento químico (O₂, N₂, Fe). Podem ser Resultam da união de dois ou mais elementos químicos diferentes por ligações
moleculares ou formar redes atômicas/metálicas. A identidade química é sempre de químicas (H₂O, NaCl). Podem ser decompostas em seus elementos constituintes por
um único elemento, independentemente do número de átomos. métodos químicos. Ex: Água destilada pura (P.E. 100 °C, P.F. 0 °C a 1 atm).
Misturas: Sistemas Físico-Multicomponentes
Uma mistura é um sistema material composto por duas ou mais substâncias puras, combinadas fisicamente sem reação química. Cada
componente mantém, ao menos parcialmente, suas propriedades individuais.
Misturas Homogêneas (Soluções)
Fase Única Distribuição Uniforme
Apresentam uma única fase visível, mesmo sob observação As partículas estão distribuídas uniformemente em nível
microscópica, devido à completa dispersão de uma substância na molecular, resultando em propriedades intensivas constantes em
outra (solubilidade ou miscibilidade). toda a amostra. Podem ser sólidas (ligas metálicas), líquidas
(etanol + água) ou gasosas (ar atmosférico).
Misturas Heterogêneas
As misturas heterogêneas apresentam duas ou mais fases visíveis, devido à incompatibilidade física ou química entre os componentes (ex: diferenças de
polaridade, densidade ou insolubilidade).
Múltiplas Fases Visíveis: A característica mais distintiva é a presença de fronteiras bem
definidas entre os componentes, que podem ser identificadas a olho nu ou por auxílio de um
microscópio, dependendo do tamanho das partículas dispersas.
Propriedades Variáveis: Ao contrário das misturas homogêneas, as propriedades
físico-químicas de uma mistura heterogênea, como densidade e composição, variam de um
ponto para outro na amostra, refletindo a distribuição não uniforme dos componentes.
Exemplos Clássicos: Sistemas como água e óleo (imiscíveis), areia e água, ou mesmo uma
suspensão de amido em água, são exemplos práticos que demonstram a formação de
fases distintas e facilmente separáveis por métodos físicos simples.
A ausência de uniformidade e a variação das propriedades de ponto para ponto são indicativos clássicos de heterogeneidade,
fundamentais para a distinção e estudo dessas misturas em laboratório e na indústria.
Estrutura Atômica às
Propriedades Periódicas
Esta apresentação abordará os conceitos fundamentais dos elementos
químicos, explorando sua composição atômica, organização na Tabela
Periódica e as tendências de suas propriedades.
A Essência da Matéria: Estrutura Atômica
Os elementos químicos são definidos por átomos que possuem o
mesmo número de prótons. A compreensão da estrutura atômica é
crucial para desvendar suas características e comportamentos.
Prótons (p⁺): Partículas de carga positiva localizadas no núcleo,
definem o número atômico (Z) e a identidade do elemento.
Nêutrons (n⁰): Partículas sem carga, também no núcleo, contribuem
para o número de massa (A) do átomo.
Elétrons (e⁻): Partículas de carga negativa que orbitam o núcleo em
camadas eletrônicas, determinando a reatividade química.
Fórmulas
Fundamentais
Número Atômico (Z): Quantidade de prótons no núcleo (Z = p⁺).
Número de Massa (A): Soma de prótons e nêutrons (A = Z + n⁰).
Comparando Átomos: Isótopos, Isóbaros e
Isótonos
Para entender a diversidade dos átomos, é essencial conhecer as relações de similaridade e diferença entre eles, que influenciam
diretamente suas propriedades físicas e nucleares.
Classificação Característica Principal Exemplo
Isótopos Mesmo número atômico (Z), diferente número Carbono-12 e Carbono-14
de massa (A)
Isóbaros Mesmo número de massa (A), diferente ¹⁴C e ¹⁴N
número atômico (Z)
Isótonos Mesmo número de nêutrons ¹³C (6p, 7n) e ¹⁴N (7p, 7n)
Essas classificações são cruciais para o estudo da química nuclear, radioatividade e datação de materiais.
A Tabela Periódica
A Tabela Periódica é uma ferramenta essencial que organiza os elementos com base em suas configurações eletrônicas e
propriedades químicas. Sua estrutura reflete as tendências periódicas observadas nos elementos.
Períodos (Linhas): Indicam o número de camadas eletrônicas que os átomos possuem. Existem 7 períodos.
Grupos (Colunas): Apresentam elementos com propriedades químicas semelhantes, geralmente devido ao número de elétrons
na camada de valência.
Classificação Geral dos Elementos
• Metais: Maioria dos elementos, bons condutores de calor e eletricidade.
• Ametais: Propriedades opostas aos metais, maus condutores.
• Gases Nobres: Altamente estáveis, com camada de valência completa.
• Hidrogênio: Elemento único, com propriedades específicas que o distinguem dos demais.
Propriedades Periódicas I: Raio Atômico
O raio atômico é uma das propriedades mais fundamentais, influenciando
diretamente a forma como os átomos interagem e formam ligações.
Refere-se à metade da distância entre os núcleos de dois átomos idênticos
ligados.
Descendo em um Grupo
O raio atômico aumenta, pois há adição de novas camadas
eletrônicas, afastando os elétrons mais externos do núcleo.
Atravessando um Período (Esquerda para Direita)
O raio atômico diminui, devido ao aumento da carga nuclear
efetiva. Mais prótons atraem os elétrons da mesma camada
com maior força, contraindo o átomo.
Propriedades Periódicas II: Energia de Ionização
A energia de ionização é uma medida da dificuldade em remover um elétron de um átomo. Ela é crucial para prever a
reatividade de um elemento, especialmente sua capacidade de formar íons positivos (cátions).
Definição Tendência no Período Tendência no Grupo
É a energia mínima necessária para A energia de ionização aumenta da A energia de ionização diminui de
remover um elétron de um átomo esquerda para a direita. Átomos cima para baixo. Os elétrons mais
neutro no estado gasoso, formando menores e com maior carga nuclear externos estão mais distantes do
um íon positivo. efetiva atraem mais fortemente seus núcleo e sofrem menor atração,
elétrons, dificultando a remoção. tornando sua remoção mais fácil.
Este comportamento explica porque metais alcalinos (Grupo 1) perdem elétrons tão facilmente, enquanto gases nobres (Grupo 18) são
muito estáveis.
Propriedades Periódicas III: Eletronegatividade
A eletronegatividade é uma propriedade fundamental para entender a polaridade das ligações químicas e as interações
intermoleculares. Ela descreve a "fome" de elétrons de um átomo.
1 Definição 2 Aumento no Período 3 Diminuição no Grupo
É a capacidade de um átomo em Aumenta da esquerda para a direita, Diminui de cima para baixo, visto que os
uma ligação química de atrair para pois os átomos menores e com mais elétrons compartilhados estão mais
si os elétrons compartilhados. prótons no núcleo têm uma maior distantes do núcleo e sofrem menor
atração pelos elétrons externos. atração.
O Flúor (F) é o elemento mais eletronegativo, com uma eletronegatividade de 3.98 na escala de Pauling.
Estados da Matéria e Transições de Fase
MUDANÇAS DE FASE
De acordo com o estado de agregação das moléculas de uma determinada substância, estas
podem ser classificadas em três estados físicos básicos:
Estado Sólido: mantém formas e volumes
Estado Líquido: mantém forma do recipiente definidas e volumes bem definidos
Estado Gasoso: não mantém forma definida nem volume definida
Sólido
● Forma e Volume Definidos
● Partículas Fortemente Ligadas
● Rigidez e Resistência
● Incompressibilidade
● Ponto de Fusão Definido
Sólido
● Comprimidos e cápsulas têm formas e volumes fixos, permitindo
dosagens precisas.
● Um medicamento com alta energia de rede cristalina pode
dissolver-se lentamente, afetando sua eficácia.
● A rigidez dos comprimidos mantém sua integridade durante o
transporte e armazenamento
● Os sólidos farmacêuticos não mudam de forma sob pressão
Líquido
● Volume Definido, Forma
Variável
● Partículas Móveis
Foco na Água
Propriedades da Água
● Polaridade
● Alta Capacidade Calorífica
● Densidade e Anomalia da
Densidade
● Coesão e Adesão
● Tensão Superficial
CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS DA ÁGUA
Durante o verão, quando o sol
está forte, as praias costumam
ter temperaturas mais amenas do
que as áreas circundantes.
Isso ocorre porque a água do mar,
com seu alto calor específico,
absorve o calor do sol durante o
dia sem aumentar muito sua
O calor específico da água temperatura.
desempenha um papel
importante na regulação da
temperatura corporal e no
bem-estar das pessoas.
A capacidade da água de
absorver e reter calor é
benéfica em várias situações
relacionadas à saúde.
CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS DA ÁGUA
A densidade da água diminui
quando ela congela, fazendo
com que o gelo flutue na
superfície do líquido. Mesmo d = 1,1 g/mL
em temperaturas muito baixas,
a densidade da água
permanece maior que a do ar.
CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS DA ÁGUA
Viscosidade: a água possui
alta viscosidade, sendo por
isso que diminui a
velocidade dos movimentos,
como acontece conosco
quando estamos em uma
piscina. A viscosidade
também da água pode ser
observada em fluidos
corporais, como o muco e a
saliva.
Tensão superficial:
ligação entre suas moléculas
apresenta uma
característica denominada
tensão superficial.
CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS DA ÁGUA
Dissolução: A capacidade
da água de dissolver uma
ampla variedade de
substâncias é fundamental
em muitas situações do dia a
dia.
Aplicações dos Líquidos na Farmácia
● Solventes em Medicamentos
● Meio de Dispersão (Suspensões de medicamentos
sólidos em água para facilitar a administração oral)
● Regulação de Temperatura ( Água é utilizada em
banhos-maria para aquecer soluções lentamente e de
maneira controlada)
● As ligações de hidrogênio entre as moléculas de
água ajudam na dissolução de compostos polares.
Gasoso
● Nem Forma Nem Volume
Definidos
● Partículas Muito Espaçadas e
em Movimento Livre
Exemplos e Aplicações de Gases na Saúde
● Oxigênio (O₂): (Essencial em terapias
respiratórias e em sistemas de suporte de
vida)
● Vapor de Água (H₂O): (Empregado em
umidificadores e em terapias de vapor para
aliviar sintomas respiratórios)
Transições de Fase
Fenômenos cotidianos que envolvem mudanças de fase!!!!
1. Termo regulação corporal (suor) 2. Ventilador
3. Pote (moringa) de barro 4. “Suor” em copo
P GÁS X VAPOR
NÃO PODE
Pode ser
ser
liquefeito
liquefeito
com o
com o
aumento
aumento
de
T de
pressão
pressão
T
Aplicação na Farmácia
Estabilidade de
Medicamentos: Um diagrama
de fase ajuda a armazenar um
creme medicinal na temperatura
ideal para que não derreta ou
evapore.
A insulina líquida deve ser armazenada na faixa de temperatura
recomendada (geralmente entre 2°C e 8°C).
PROPRIEDADE
COLIGATIVAS
Controle da pressão de vapor
● Ajuda a prever e evitar evaporação excessiva de solventes em medicamentos líquidos.
● Importante em soluções oftálmicas, inaláveis e tópicas.
A solução deve ser isotônica, ou seja, ter a
mesma pressão osmótica da lágrima.
Colírio de Ciprofloxacino (antibiótico)
Ponto de ebulição e congelamento
● Compreender essas propriedades permite:
○ Desenvolver medicamentos que não congelem em baixas temperaturas (como vacinas).
○ Garantir que soluções intravenosas, como o soro fisiológico, não fervam ou congelem fora do
controle.
Osmose
● Essencial para formular soluções isotônicas, como:
○ Soros intravenosos e soluções oftálmicas.
○ Impede que as células inchem (hipotônicas) ou desidratem (hipertônicas).
● Evita efeitos adversos em pacientes, como dor ou destruição celular.
Estabilidade de medicamentos
● Propriedades coligativas influenciam a solubilidade e estabilidade de fármacos em solução.
● Impactam diretamente no prazo de validade e na eficácia terapêutica.
❖ Adicionar sais ou outros solutos pode aumentar ou diminuir a solubilidade do princípio ativo.
❖ Um fármaco mal dissolvido pode precipitar, perdendo eficácia e estabilidade.
Tonoscopia (redução da pressão de vapor)
Quando um soluto não volátil é
adicionado a um solvente, a pressão de
vapor diminui.
Exemplo: adição de sal à água faz com
que ela evapore menos facilmente.
Tonoscopia
COLÍRIO: Quando o sais sao PRAZO DE VALIDADE: Quando a
adicionado à água do colírio, ele fórmula tem solutos, eles “seguram” a
"segura" as moléculas de água, água no líquido, evitando que ela
dificultando que elas saiam para o ar. evapore rápido. Assim, o remédio não
Por isso, menos água evapora. perde suas características importantes,
ficando eficaz por mais tempo.
TÓPICO: Quando adicionamos
ingredientes como glicerina à pomada,
eles seguram a água, evitando que
evapore rápido. Assim, a pomada não
seca rápido e funciona melhor na pele
por mais tempo.
A presença do soluto reduziu a pressão de vapor em 1,3 mmHg, ou seja, a
solução do colírio evapora menos que a água pura. Isso ajuda a manter a
concentração e a eficácia do colírio por mais tempo.
Durante a formulação de um colírio, um farmacêutico adiciona um princípio ativo não volátil à água purificada. Após essa adição, ele observa
uma diminuição na pressão de vapor da solução, indicando uma alteração coligativa.
Sabendo que:
● A pressão de vapor da água pura a 302K é de 40 mmHg
● A pressão de vapor da solução final é de 15,6 mmHg
Calcule a variação da pressão de vapor (Δp).
Com base na tonoscopia, explique
por que a adição de um soluto
não volátil afeta a estabilidade e
conservação da formulação
farmacêutica.
Ebuliometria (Elevação do ponto de ebulição)
Aplicação prática na farmácia
● Na formulação de medicamentos,
entender a elevação do ponto de
ebulição ajuda a garantir que
soluções líquidas resistam à
evaporação ou degradação em altas
temperaturas.
Dados: Total de mols = 0,8 + 4,0 = 4,8 mol
● Água pura: 6,4 kPa Fração da água = 4,0 / 4,8 = 0,833
● 0,8 mol de glicose + 4,0 mol de água
Pressão da solução = 0,833 × 6,4 = 5,33 kPa
Ebuliometria (Elevação do ponto de ebulição)
●
Criometria (ou Crioscopia)
A criometria é o estudo da redução do ponto de congelamento de um solvente quando um soluto não
volátil é adicionado a ele.
Exemplos de medicamentos que envolvem crioscopia:
Soluções injetáveis (soro fisiológico)
● Contém solutos dissolvidos na água (como cloreto de sódio) para que o
ponto de congelamento seja mais baixo que o da água pura.
● Isso evita que o soro congele facilmente durante o armazenamento e
transporte, mantendo-o estável em temperaturas baixas.
●
Indivíduo Normal
SANGUE TECIDOS
Equilíbrio
osmótico
Muita albumina Muita proteína
(Isotônico) (Isotônico)
Indivíduo com kwashiorkor (Há consumo de albumina no sangue)
ACÚMULO DE
SANGUE TECIDOS ÁGUA: EDEMAS
Pouca albumina Muita proteína
OSMOSE
(Hipotônico) (Hipertônico)
DESNUTRIÇÃO
ÚMIDA
Exemplos na farmácia e na saúde:
Implantes metálicos:
Titânio, aço inox e ligas de cobalto-cromo são usados em pinos, próteses e
marca-passos porque resistem bem à corrosão no corpo (sangue, saliva, etc.).
Tampas de frascos: 💊
Algumas tampas metálicas ou embalagens podem ter contato com
medicamentos. Elas são feitas de alumínio ou revestidas para evitar
corrosão por compostos ácidos ou úmidos.
ELETROQUÍMICA
O QUE É ELETROQUÍMICA?
A eletroquímica explora reações com transferência de elétrons
(reações redox). Essencial para a geração e uso de corrente elétrica.
Reações redox requerem a oxidação e redução ocorrendo
simultaneamente.
G
U
OXIDAÇÃO
Definição:
Substância perde elétrons.
Dica:
OxiPE Oxidação = Perda).
Exemplo:
Zn → Zn²⁺ + 2e⁻ Zinco perde elétrons, vira íon positivo).
REDUÇÃO
Definição:
Substância ganha elétrons.
Dica:
ReGE Redução = Ganho).
Exemplo:
Cu²⁺ + 2e⁻ → Cu Íon cobre ganha elétrons, vira cobre metálico).
REDOX JUNTOS!
Elétrons não surgem do nada!
Agente Redutor:
Doa Elétrons (sofre oxidação).
Agente Oxidante:
Recebe Elétrons (sofre redução).
Sensor de glicose
Glicose no sangue
⬇
Contato com a enzima glicose oxidase
(no sensor)
⬇
Oxidação da glicose (libera elétrons)
⬇
Elétrons geram corrente elétrica no
eletrodo
⬇
Corrente elétrica é medida
⬇
Leitor converte corrente em valor de
glicose
⬇
Valor aparece na tela do dispositivo
Sistema de liberação controlada com estímulo elétrico
1. O medicamento está "grudado" num material especial, chamado
polímero esse material tem carga elétrica.
2. Quando o dispositivo está desligado, o remédio fica preso nesse polímero.
3. Quando aplicamos uma voltagem (corrente elétrica), o sistema se
ativa.
4. A corrente elétrica causa uma reação química:
🔁 Oxidação ou Redução (o remédio ou o material ao redor dele perde
ou ganha elétrons).
5. Isso muda a carga elétrica ou a forma do remédio → e aí ele se solta.
6. O fármaco é liberado no corpo, no local e momento certos!
Célula Galvânica (Pilha de Daniell)
A Pilha de Daniell é uma célula galvânica que transforma energia química em energia
elétrica por meio de uma reação espontânea de oxirredução.
Ânodo e Cátodo
Termo Definição O que acontece? Reação
Ânodo Eletrodo onde O metal perde Zn → Zn²⁺ + 2e⁻
ocorre a elétrons
oxidação
Cátodo Eletrodo onde O íon ganha Cu²⁺ + 2e⁻ → Cu
ocorre a elétrons
redução
AnÔdo → Oxidação.
Cátodo → Redução (pense em “R” de “receber elétrons”).
Zinco no Ânodo
Tendência à Oxidação Potencial Padrão
O zinco Zn tem maior O zinco tem um potencial
tendência de perder elétrons padrão de 0,76 V, ou seja,
do que o cobre. ele se oxida facilmente.
Reação no Ânodo
No ânodo, o Zn sólido (metal) se transforma em Zn²⁺ (íons na
solução), liberando 2 elétrons.
Zn (s) → Zn²⁺ (aq) + 2e⁻
Cobre no Cátodo: A Razão
Facilidade na Redução Potencial Padrão
O cobre (Cu) tem mais facilidade Seu potencial padrão é +0,34 V.
para ganhar elétrons.
Reação no Cátodo
O íon Cu²⁺ da solução recebe elétrons e vira metal Cu, que se deposita no eletrodo.
Cu²⁺ (aq) + 2e⁻ → Cu (s)
O Fluxo de Elétrons e a Corrente Elétrica
Ânodo (Zn) Fio Condutor Cátodo (Cu)
Perde elétrons → vira Zn²⁺ na solução. Elétrons viajam até o cobre. Cu²⁺ recebe elétrons → vira Cu metálico.
Corrente elétrica é gerada nesse processo!
A Pilha de Daniell em Detalhes
Célula Galvânica Lado 1 (Ânodo)
Gera eletricidade a partir de uma reação Eletrodo de zinco (Zn)
química espontânea. Solução de ZnSO₄ (sulfato de zinco)
Dois Compartimentos
1. Eletrodo metálico (barra de metal) Lado 2 (Cátodo)
Eletrodo de cobre (Cu)
2. Solução iônica do mesmo metal Solução de CuSO₄ (sulfato de cobre)
Conectados por: Fio condutor e Ponte salina.
Conclusão: Corrente Elétrica!
Fluxo de Elétrons Ponte Salina Resultado Final
Elétrons fluem do zinco → cobre, Permite que íons circulem para manter o Uma corrente elétrica contínua é gerada
gerando uma corrente elétrica no fio. equilíbrio elétrico. e mantida!
ELETRÓLISE
É um sistema eletroquímico que utiliza energia elétrica para impulsionar reações químicas
não espontâneas. A eletricidade força os elétrons, obrigando a reação redox a acontecer
mesmo que normalmente não ocorresse sozinha.
Como ela funciona?
É formada por dois eletrodos (ânodo e cátodo) imersos em uma solução eletrolítica. Uma fonte externa de corrente elétrica força os íons a ganhar ou perder
elétrons. Isso causa oxidação no ânodo e redução no cátodo.
Exemplo clássico: Eletrólise da água
O objetivo é quebrar moléculas de água (H₂O) para formar gás hidrogênio (H₂) e gás
oxigênio (O₂).
No ânodo (oxidação): 2H₂O → O₂ + 4H⁺ + 4e⁻ A água perde elétrons e vira oxigênio.
No cátodo (redução): 4H⁺ + 4e⁻ → 2H₂ Os prótons ganham elétrons e viram
hidrogênio gasoso.
Na Farmácia: como isso é útil?
1. Síntese de fármacos: 2. Modificação de moléculas: 3. Liberação controlada de fármacos:
Algumas moléculas são produzidas por Um composto pode ser oxidado ou reduzido A aplicação de corrente elétrica em
reações redox, como antioxidantes ou para mudar sua atividade ou solubilidade. implantes ou adesivos faz com que o fármaco
intermediários de medicamentos. Isso pode torná-lo mais estável, ativo ou sofra oxidação/redução, mudando sua forma
absorvível. e sendo liberado para o corpo.
Produção de medicamentos (síntese)
Alguns remédios ou partes deles são feitos usando eletricidade para forçar reações
químicas (redox).
Exemplo: Fazem um antioxidante forçando uma molécula a ganhar ou perder elétrons
com ajuda de corrente elétrica.
Por que isso é bom? Ajuda a produzir substâncias de forma mais limpa, rápida e até
barata.
Fe HEME Fe Ñ HEME
FERRO PRESENTE EM ANIMAIS E DE MAIS FÁCIL FERRO PRESENTE EM VEGETAIS E DE MAIS DIFÍCIL DE
ABSORÇÃO ABSORVER
2 VERSÕES
Fe3+ Fe2+
Oxidado, ferro férrico, nao REDUZIDO, ferro ferroso
absorvivel absorvível, não tão bem
como HEME
VITAMINA C
Vitamina C: A Aliada do Colágeno
A vitamina C, também conhecida como ácido ascórbico, é um antioxidante
potente. Ela é essencial para a síntese do colágeno, uma proteína que
fornece estrutura aos tecidos conjuntivos, ossos, cartilagem e vasos
sanguíneos. A vitamina C também facilita a absorção de ferro não heme,
encontrado em alimentos vegetais.
Modificar a molécula do remédio
Às vezes, o remédio precisa funcionar melhor no corpo. Aí, usamos a eletroquímica para
mudar um pedacinho da molécula.
Como? Forçamos ela a ganhar ou perder elétrons (oxidar ou reduzir).
Resultado: Pode ficar mais fácil de ser absorvido, durar mais tempo no corpo e ficar mais
seguro ou forte.
Prólabios de pró-fármacos (ex: Enalapril)
🔹 O Enalapril (para hipertensão) é ativado no fígado por reações de
oxidação, virando Enalaprilato, que é o composto ativo.
✅ A modificação ajuda a absorver melhor pelo intestino e só ser ativado no
lugar certo.
Entendendo o Potencial de Eletrodo
O potencial de eletrodo é vital na eletroquímica. Ele indica a tendência de
uma substância em ganhar ou perder elétrons. Esse conceito explica o
funcionamento das pilhas e a ocorrência de reações redox. Vamos explorar
este tópico essencial!
gh
Exemplo Prático: Cobre e Zinco
O cobre tem um potencial padrão de 0,34 V. Isso significa que ele tende a se reduzir. O zinco, com 0,76 V, prefere se
oxidar. A comparação com o eletrodo padrão de hidrogênio 0 V) revela essas tendências.
O que Mede o Potencial?
O potencial de eletrodo mede a tendência de uma substância a reduzir. Um
valor mais positivo indica maior tendência à redução. Um valor mais
negativo indica maior tendência à oxidação.
As condições padrão (25°C, 1 mol/L, 1 atm) são cruciais. A medição é sempre
feita em relação ao eletrodo padrão de hidrogênio.
Potencial Padrão da Pilha (ΔE⁰)
ΔE⁰ = E⁰(cátodo) – E⁰(ânodo)
O cátodo é onde ocorre a redução. O ânodo é onde ocorre a oxidação. Um ΔE⁰ positivo
indica uma pilha espontânea.
Lembre-se: use os valores de E⁰ da tabela. A espontaneidade depende do sinal de ΔE⁰.
Negativo: reação não ocorre naturalmente.
Exemplo da Pilha
• Cobre se reduz: Cu²⁺ + 2e⁻ → Cu (E⁰ = +0,34 V).
• Zinco se oxida: Zn → Zn²⁺ + 2e⁻ (E⁰ = –0,76 V).
• ΔE⁰ = +0,34 – (–0,76) = +1,10 V.
O valor positivo de ΔE⁰ indica que a pilha funciona espontaneamente. Ela libera energia
elétrica.
Notação da Célula Eletroquímica
Zn(s) | Zn²⁺(aq) || Cu²⁺(aq) | Cu(s)
A notação simplifica a representação da pilha. Ela mostra quem oxida, quem
reduz e o fluxo de elétrons.
Funções da Ponte Salina
1. Permite a passagem de íons.
2. Evita o acúmulo de cargas.
3. Mantém o fluxo constante de elétrons.
Sem a ponte salina, a corrente elétrica pararia. Ela garante o equilíbrio elétrico.
Pilha e Eletrólise: Aplicações
Farmacêuticas
As pilhas convertem energia química em elétrica espontaneamente, enquanto
a eletrólise usa eletricidade para reações químicas não espontâneas. Ambas
são cruciais na farmácia.
PILHA (Célula Galvânica) – Exemplo farmacêutico
Sensor de Glicose (FreeStyle Libre)
Marcapassos e dispositivos implantáveis
Atua como uma pequena pilha. A glicose no sangue é oxidada por uma
Usam pilhas internas que funcionam por anos. A energia de reações químicas
enzima, gerando corrente elétrica proporcional à quantidade de glicose.
alimenta o dispositivo.
Importante para monitorar a diabetes.
ELETRÓLISE (Célula Eletrolítica) – Exemplo farmacêutico
✔ Síntese de fármacos: Produção de ácido ascórbico e anestésicos locais.
✔ Liberação controlada: Implantes eletroquímicos liberam fármacos para dor crônica.
✔ Modificação eletroquímica: Alteração da forma, solubilidade ou estabilidade de fármacos, como a dopamina.
Por que somamos reações
eletroquímicas?
Para calcular o potencial da pilha (ΔE⁰) ou para saber se uma
reação acontece espontaneamente, somamos duas semirreações. A
primeira é de oxidação e a segunda de redução.
A tabela padrão de potenciais
Passo 1: Identificar quem oxida e quem reduz
Quem tem o E⁰ mais negativo oxida → Zinco (Zn).
O zinco doa elétrons no processo de oxidação.
Quem tem o E⁰ mais positivo reduz → Cobre (Cu²⁺).
O cobre recebe elétrons no processo de redução.
Passo 2: Inverter a equação do Zinco
Se na tabela está: Oxidando, fica:
Zn²⁺ + 2e⁻ → Zn (E⁰ = –0,76 V) Zn → Zn²⁺ + 2e⁻ (E continua sendo –0,76 V, mas agora
é oxidação!)
Passo 3: Somar as equações
• Agora temos: Zn → Zn²⁺ + 2e⁻ (oxidação)
• Temos também: Cu²⁺ + 2e⁻ → Cu (redução)
• Para somar, cancele os elétrons!
Equação Global
Some os dois lados da equação:
Lado dos reagentes: Zn + Cu²⁺
Lado dos produtos: Zn²⁺ + Cu
A equação global é: Zn + Cu²⁺ → Zn²⁺ + Cu
Passo 4: Calcular o ΔE⁰ da pilha
Use a fórmula: ΔE⁰ = E⁰ (redução) – E⁰ (oxidação)
Substituindo os valores: ΔE⁰ = (+0,34 V) – (–0,76 V)
Resultado: ΔE⁰ = +1,10 V
Um valor positivo indica reação espontânea!
Qual a equação global?
NOX DIMINUI = REDUÇÃO
NOX AUMENTA= OXIDAÇÃO
Qual a equação global?
NOX DIMINUI = REDUÇÃO
NOX AUMENTA= OXIDAÇÃO
Corrosão e proteção de metais
A corrosão é um processo de oxidação indesejada, onde o metal reage
com substâncias do ambiente, como oxigênio e água, formando
produtos como a ferrugem (óxido de ferro).
📌 Exemplo real: Um portão de ferro exposto à chuva começa a
enferrujar. A água e o oxigênio do ar reagem com o ferro, corroendo-o
lentamente.
🛡 Proteção catódica: Para evitar isso, podemos ligar o ferro a um
metal mais reativo, como o zinco. O zinco se oxida no lugar do ferro
— é o chamado ânodo de sacrifício.