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A Morfoanatomia Vegetal estuda as estruturas dos organismos vegetais e é uma disciplina fundamental em cursos de Ciências Biológicas, Agrárias e Farmacêuticas. Este Manual Prático foi criado para auxiliar na execução de atividades práticas, reunindo exercícios sobre Morfologia e Anatomia de plantas brasileiras comuns. O texto também aborda a história do microscópio e a importância da teoria celular, destacando o papel de Robert Hooke nas observações científicas que levaram à definição dessa teoria.

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A Morfoanatomia Vegetal estuda as estruturas dos organismos vegetais e é uma disciplina fundamental em cursos de Ciências Biológicas, Agrárias e Farmacêuticas. Este Manual Prático foi criado para auxiliar na execução de atividades práticas, reunindo exercícios sobre Morfologia e Anatomia de plantas brasileiras comuns. O texto também aborda a história do microscópio e a importância da teoria celular, destacando o papel de Robert Hooke nas observações científicas que levaram à definição dessa teoria.

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A Morfoanatomia Vegetal é uma área da Botânica que estuda as estruturas externas e internas dos organismos

vegetais. Este conteúdo, em geral, é abordado como disciplina básica nos cursos de graduação em Ciências Biológicas,
Agrárias e Farmacêuticas, proporcionando o conhecimento científi co sobre a organização do corpo do vegetal. A
Morfologia, incluindo a Anatomia Vegetal, são ferramentas de apoio para outras disciplinas da Botânica básica ou
aplicada, assim como para outras áreas do conhecimento. Este Manual Prático de Morfologia e Anatomia Vegetal foi
elaborado com o propósito inicial de atender às necessidades na execução de atividades práticas por todos aqueles que
se interessam pela Botânica. Fruto da ação conjunta de três pesquisadoras da área que, ao longo de suas experiências,
têm se deparado com o problema da utilização de informações morfoanatômicas de plantas pouco frequentes em nossa
fl ora. Assim, este trabalho procura reunir uma série de exercícios práticos de Morfologia e Anatomia Vegetal com
plantas brasileiras comuns. As atividades propostas incluem uma breve introdução teórica e são ordenadas com base na
organização típica dos vegetais em raiz, caule, folha e estruturas reprodutivas, numa sequência que proporciona, aos
estudiosos da Botânica, uma observação adequada e prazerosa do assunto objeto da aula, melhorando a compreensão
das estruturas vegetais.
Acredita-se que o termo microscópio tenha sido introduzido em 1590, na época em que Zacharias Jansen produziu o
primeiro equipamento constituído por lentes, que permitiu aumentar um objeto em cerca de nove vezes. No entanto,
foi a partir de 1663, com os trabalhos de Descartes, Marcelo Malpighi e Robert Hooke, que a área de microscopia
começou a se defi nir e a despertar efetivo interesse científi co. Em 1665, Robert Hooke publicou o livro intitulado
“Micrographia: or some physiological descriptions of minute bodies made by magnifying glasses with observations and
inquiries thereupon” (disponível no endereço ), no qual documentou as observações detalhadas que fez utilizando o
microscópio. Embora não tivesse inventado o equipamento, foi o primeiro a fazer observações descritivas com enfoque
científi co. Entre suas observações, a que ganhou maior notoriedade foi a descrição de fatias fi nas de cortiça
constituídas por diminutas cavidades que ele chamou de células. Suas observações foram muito importantes e
permitiram elaborar o conceito de célula como a unidade básica dos seres vivos, levando ao que hoje conhecemos como
a teoria celular. A teoria celular foi fornecida primeiramente por Schleiden e Schwann em 1839 e se tornou defi nitiva
com Virchow, em 1858. De acordo com ela, todos os organismos são constituídos por células e cada célula corresponde
à menor unidade viva, com todos os atributos vitais, sendo formada por outra pré-existente. O aperfeiçoamento dos
microscópios de luz e o desenvolvimento de vários métodos de fi xação e coloração de tecidos permitiram maior
precisão na observação dos detalhes das células. Surgiu, assim, uma nova e promissora ciência, que engloba a histologia
ou estudo dos tecidos, e a citologia ou estudo da célula.
A visão humana não é capaz de perceber objetos com dimensões inferiores a 0,1 mm, os quais precisam ser
aumentados para que possam ser visualizados. Esse aumento pode ser conseguido com o auxílio do microscópio, um
equipamento constituído por lentes com arranjo específi co que usa a luz transmitida para revelar detalhes de um
objeto. Os microscópios são denominados simples quando equivalem a uma lupa potente ou a um estereoscópio. Já os
microscópios compostos, também chamados microscópios de luz (ou fotônico), são constituídos por dois sistemas de
lentes que são chamados lente ocular e lente objetiva
No microscópio composto, a lente objetiva está localizada mais próxima do material observado e fornece uma imagem
real, invertida e aumentada do material; já a lente ocular está mais próxima do observador e é responsável por ampliar
a imagem que é fornecida pela lente objetiva, resultando numa imagem virtual e invertida ou direita (FIGURA 2A).
Assim, a ampliação total obtida com o uso do microscópio composto é resultante do aumento dado pela lente objetiva,
multiplicado pelo aumento dado pela lente ocular. Existem vários aumentos tanto para as lentes objetivas quanto para
as lentes oculares e esses aumentos estão, geralmente, gravados nas próprias

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