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Bonjardim (Rua)

Bonjardim é um topônimo histórico do Porto, mencionado desde 1296, que remete a uma antiga via de comunicação e à paisagem rústica da cidade. A rua passou por diversas denominações ao longo dos séculos, incluindo Rua do Paraíso e Rua da Aguardente, antes de adotar o nome atual. Atualmente, abriga várias casas comerciais notáveis, incluindo restaurantes e bancos.

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Bonjardim (Rua)

Bonjardim é um topônimo histórico do Porto, mencionado desde 1296, que remete a uma antiga via de comunicação e à paisagem rústica da cidade. A rua passou por diversas denominações ao longo dos séculos, incluindo Rua do Paraíso e Rua da Aguardente, antes de adotar o nome atual. Atualmente, abriga várias casas comerciais notáveis, incluindo restaurantes e bancos.

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Bonjardim (Rua do)

Bonjardim é topónimo antiquíssimo que já surge


mencionado no testamento do bispo D. Vicente Mendes, em
1296. Sendo uma das mais típicas, mais antigas e mais
extensas artérias citadinas é, também, uma importante via
de comunicação. Trata-se de “um dos mais velhos
topónimos portuenses que recordam a paisagem rústica, às
portas da cidade, em tempos agora já muito recuados”
(Toponímia Portuense – Cunha e Freitas.
Lembra-nos, a primitiva estrada medieval, quem sabe
se a antiga via romana por onde o caminhante, desde a
Porta de Carros, pela Aguardente (Marquês) e Cruz das
Regateiras (Hospital do Conde de Ferreira), buscava
Guimarães. Recebe o nome do antiquíssimo Lugar do
Bonjardim onde se viria a criar a rica Quinta de Santo
António do Bonjardim, pertença do opulento fidalgo Gonçalo
Cristóvão e que ficava mais ou menos a norte da confluência
desta rua com a que tem o nome do referido proprietário,
sensivelmente entre esta artéria e a Rua do Paraíso dos
tempos modernos.
Dizemos tempos modernos pelo facto de a Rua do
Bonjardim ter tido “em tempos mais recuados (segundo
quartel do século XVIII), o nome de Rua do Paraíso, como
consta de uma apegação ou vedoria feita ao Casal do
Pinheiro ou Boticário”, disso nos informa o investigador
Horácio Marçal. Confirma tudo isto uma outra apegação,
desta feita de 1817, respeitante à mesma propriedade onde,
inequivocamente, se refere “Casal sito na rua do Paraíso,
hoje do Bonjardim, da freguesia de Santo Ildefonso… de que
é directo senhorio o Ilmo. Cabido”.
Em finais do século XVIII (1784) era a Estrada do
Bonjardim onde tinha início a nova artéria que o grande
reformador João de Almada e Melo mandou abrir e que hoje
tem o nome de Rua do Paraíso. Liga o centro da cidade,
mais precisamente a Rua de Sá da Bandeira, onde começa
(junto ao cunhal com a Rua de Sampaio Bruno), com a Praça
do Marquês de Pombal (antigo Largo ou Alameda da
Aguardente), um dos mais elevados sítios do Porto. Faz
parte da Freguesia de Santo Ildefonso.
Antes de ser Rua do Bonjardim, foi, porém, Rua da
Porta de, pelo facto de ter início junto à referida porta da
muralha fernandina que ficava em frente à fachada principal
da Igreja dos Congregados.
Outrora, do Largo de Tito Fontes para cima, até à
embocadura da actual Rua do Paraíso, chamava-se Rua do
Bairro Alto (topónimo compreensível se atendermos à
existência de um Bairro, com esse nome, aí levantado nos
princípios do século XIX, junto ao Bairro do Alto da
Fontinha. Ambos estavam, portanto, localizados na parte
alta da cidade, no setecentista Sítio do Bairro Alto (1793).
Daqui até ao Marquês tinha o nome de Rua da
Aguardente (1836), por ligar à Alameda com o esse nome e
que é hoje, como se sabe, a Praça do Marquês. Com data de
1798, existe na Câmara uma “Planta [Link] da nova Rua, e
Praça d’Agoa ardente”.
Foi por edital de 20 de Abril de 1860 que o Governador Civil
de então (2º Visconde de Gouveia), esclareceu que “as ruas
da Porta dos Carros, do Bonjardim, Bairro Alto e
Aguardente” pelo facto de ficarem no prolongamento umas
das outras, passariam a ter a denominação única de “Rua do
Bonjardim).
Mesmo em frente à moderna Rua do Paraíso, no antigo Sítio
do Bairro Alto, fica a Fonte de Vila Parda no passado
alimentada por águas das nascentes localizadas na parte
superior, onde existia uma arca. Ficou famosa, em finais do
século XIX, a casa de penhores (o prego ou cincoenta, na
denominação popular) pertença de Francisco José Eugénio,
destacado orador dos comícios do partido progressista e
industrial têxtil.

CASAS COMERCIAIS MAIS FAMOSAS

Banco Borges & Irmão, nº57


Associação de Jornalistas e Homens de Letras do
Porto, nº83
Restaurante Regaleira, nº 87
Restaurante Três Irmãos, nº 99/101
Cervejaria Stadium, nº 119
Café Rivoli, nº133
Maria Rita, nº 140
Nofop (Fotografia, Fernando Fraga), 150-3º
O Rei dos Queijos, nº 154
Garça Real, nº 185
Restaurante Pedro dos Frangos, nº 221/2
Banco da Agricultura, nº 260
César Castro, nº 304
Casa Conga, nº 318
Casa Januário, nº 352
Café Portuense, nº 363
Rádio Importadores Associados, nº 372
Bernardino Francisco Guimarães Sucrs.nº 400/4
Confeitaria Ceres, mº 410
Costa Pina & Vilaverde Ltd, nº 420
Café Urca, nº465
Sapataria Porto, nº 478
O Pretinho do Japão, nº496
Restaurante Antunes, nº 525
Restaurante Lameiras, nº 548
Electro Povo, nº 642
Restaurante Ginjal, nº726/8

TRAVESSA DO BONJARDIM
Restaurante Caçula, nº 20

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