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Módulo 2

O documento aborda os conceitos de retas e planos na geometria analítica, incluindo definições, equações e aplicações práticas. Ele ensina a determinar equações de retas no plano e no espaço, além de discutir posições relativas e distâncias entre pontos, retas e planos. O conteúdo é complementado por exemplos e exercícios interativos para facilitar a compreensão.

Enviado por

Julio Costa
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Módulo 2

O documento aborda os conceitos de retas e planos na geometria analítica, incluindo definições, equações e aplicações práticas. Ele ensina a determinar equações de retas no plano e no espaço, além de discutir posições relativas e distâncias entre pontos, retas e planos. O conteúdo é complementado por exemplos e exercícios interativos para facilitar a compreensão.

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Retas e planos

Você vai conhecer os conceitos de retas e planos na geometria analítica.

Prof. Jorge Luís Rodrigues Pedreira de Cerqueira


1. Itens iniciais

Propósito
É fundamental para sua formação saber como definir as equações de retas e planos na geometria analítica e
aplicar os conceitos nas posições relativas entre retas e planos, bem como na distância entre pontos e estas
figuras geométricas.

Preparação
Antes de iniciar este conteúdo, tenha em mãos papel, caneta e uma calculadora científica ou use a calculadora
de seu smartphone/computador.

Objetivos
• Aplicar a definição da reta na determinação da equação da reta no plano e no espaço.

• Aplicar equações da reta na obtenção da interseção, do ângulo e das posições relativas entre retas.

• Aplicar a definição do plano na determinação da equação do plano e nas posições relativas entre os
planos.

• Definir o conceito de ponto, reta e plano na determinação de distância entre pontos, retas e planos.

Introdução
Acompanhe, neste vídeo, uma introdução objetiva sobre retas e planos, explorando como esses conceitos da
geometria são importantes para a sua formação.

Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
1. Reta: equações

Equação da reta no plano


Neste vídeo, vamos demonstrar como podemos escrever a equação da reta no plano e como a utilizamos para
encontrar pontos específicos e desenhar uma reta no plano cartesiano.

Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.

A geometria nos ensina, por meio de um de seus axiomas, que uma reta é definida por dois pontos. No plano,
esses dois pontos podem ser representados por sua abscissa e ordenada, isto é, A(X A, YA) e B(XB,YB).

Deseja-se obter uma equação que representa todos os pontos dessa reta. Assim, define-se um ponto
genérico P(x, y), pertencente à reta formada pelos pontos A e B, e determina-se uma equação que é satisfeita
por ele.

Na geometria analítica, são definidos vários tipos de apresentação para a equação da reta, com formatos
diferentes, porém, representando os mesmos pontos. Essas equações são ditas equivalentes. Será definida a
equação simétrica, geral, vetorial, reduzida e paramétrica. Veremos também que de uma forma pode-se obter
as demais. A imagem a seguir representa a reta r formada pelos pontos A e B.

Equação simétrica e geral


Os pontos e estão alinhados, assim, o vetor e o vetor são paralelos,
consequentemente, têm suas coordenadas proporcionais.

Como os pontos A e B são dados, a parcela da direita se transforma em uma fração numérica.

Então, e reais e diferentes de zero.


Obtém-se, assim, uma equação que representa todos os pontos (x,y) que pertencem à reta analisada. Essa
equação é denominada equação simétrica da reta.

Os valores de e são números reais obtidos através dos dois pontos conhecidos da reta.

Exemplo 1

Determine a equação simétrica da reta que passa pelos pontos A(1, 2) e B( 3, −1).

Chave de resposta
Aplicando diretamente no modelo da equação:

Logo, a equação simétrica da reta será:

Partindo da equação simétrica da reta, por meio de uma manipulação matemática, obtém-se uma equação da
forma , com e sendo números reais.

Assim:

Chamando de e , obtém-se uma equação do tipo , denominada equação


geral da reta.

Cuidado! Se multiplicarmos ambos os lados por um número real , ainda temos a mesma equação.
, com real.

Existe uma forma alternativa para se determinar a equação geral da reta diretamente através dos dois pontos
dados, e . Essa forma é dada por cálculo de um determinante.
Sejam e dois pontos distintos da reta , então a equação geral da reta será obtida
por:

Exemplo 2

Determine a equação geral da reta que passa pelos pontos A(1, 2) e B(-1, 3).

Chave de resposta
Neste vídeo, vamos aplicar a teoria da equação geral da reta para solucionar um determinante e encontrar
a equação da reta que passa por três pontos consecutivos.

Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.

Condição de um ponto pertencer à reta


Um ponto para pertencer à reta tem que satisfazer a equação da reta.

Dessa forma, seja a reta e um ponto . Se o ponto pertence à reta ,


então . Se o ponto não pertence à reta , então .

Essa propriedade vale para qualquer tipo de equação da reta, não apenas para equação geral.

Exemplo

Ache a equação geral da reta e verifique se os pontos e pertencem à reta dada pela
equação .

Chave de resposta
Temos:

Substituindo o ponto na reta:


Portanto, as coordenadas do ponto satisfazem a equação da reta e o ponto pertence à reta .

Substituindo o ponto na reta, temos:

Como as coordenadas do ponto não satisfazem a equação da reta, então não pertence à reta.

Equação da reta reduzida


Neste vídeo, vamos explicar a equação da reta reduzida, como ela representa retas no plano cartesiano e
como identificar seus coeficientes a partir da equação.

Conteúdo interativo
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Vamos agora partir para a equação geral. Isolando o valor de y, temos:

Substituindo e , que será a equação reduzida da reta.


O parâmetro m é denominado de coeficiente angular da reta, sendo igual à tangente do ângulo que a
reta forma com o eixo x. O parâmetro q é denominado de coeficiente linear, que representa o ponto
onde a reta corta o eixo y.

• Quando m > 0 → tg θ > 0 → 0 < θ < 90o, a reta será crescente.

• Quando m < 0 → tg θ < 0 → 90o < θ < 180o, a reta será decrescente.

A reta horizontal do tipo y = constante, terá m = 0 e a reta vertical do tipo x = constante não terá valor de m.

Exemplo

Determine a equação reduzida da reta que passa pelos pontos A(1,0) e B(3,4). Obtenha o coeficiente angular e
linear da reta.

Chave de resposta
Neste vídeo, a partir de dois pontos, vamos utilizar a equação reduzida para obter os coeficientes angular
e linear.

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Equação vetorial e paramétrica


Neste vídeo, vamos explicar como escrever a equação da reta em formato vetorial e como essa representação
nos permite parametrizar qualquer reta no espaço.

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Se retornarmos à figura inicial, além do paralelismo entre os vetores e será proporcional ao


vetor : real.

A equação do tipo será denominada de equação vetorial da reta.


Em vez do vetor , poderia ter sido usado o vetor , pois a reta tem uma direção, mas não tem sentido.
O vetor ou vetor , que define a direção da reta, é denominado de vetor diretor da reta. Na imagem, o
vetor diretor está representado pelo vetor .

Aqui, vemos mais uma alternativa para obter a equação da reta, caso não se conheça os dois pontos da reta.
Se forem conhecidos um ponto e a direção definida pelo seu vetor diretor, será possível obter a equação
vetorial da reta. O ponto conhecido fará o papel do ponto A e o vetor diretor da reta fará o papel do vetor
.

Atenção
Quaisquer dois pontos de uma reta podem ser usados para definir o vetor diretor da reta. Nâo existe um
vetor diretor, mas infinitas possibilidades, pois se é um vetor diretor da reta, então todo os vetores , com
real diferente de zero, também serão.

Se substituirmos as coordenadas dos pontos A, B e P (genérico) na equação vetorial, obtemos duas equações,
cada uma relacionada a uma das coordenadas:

Esta equação é denominada equação paramétrica da reta.

Podemos obter a equação simétrica por meioda equação paramétrica. Basta isolar o valor de λ( lambda) nas
duas equações.

Se for a equação simétrica da reta , então o vetor é o vetor diretor da reta .

Exemplo

Determine as coordenadas dos pontos que pertence à reta que passa pelos pontos: e
.

Chave de resposta
Acompanhe, neste vídeo, o passo a passo para encontrar a equação vetorial de uma reta que passa por
dois pontos e cuja ordenada é igual a 5.

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Vetor normal da reta
Entenda, neste vídeo, como calcular o vetor normal a uma reta e descubra por que esse elemento é
fundamental na análise de direções e orientações no plano.

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Vimos que o vetor diretor da reta pode ser obtido diretamente da equação paramétrica ou da equação
simétrica da reta. Outro vetor importante é o vetor perpendicular a ela, denominado de vetor normal da reta,
com notação de .

Para o caso do plano, comparando as equações da reta simétrica e geral, , tem-se e


, onde , é o vetor diretor da reta.

Se definirmos um vetor , pode ser verificado que: .


Portanto, o vetor é perpendicular ao vetor diretor da reta . As coordenadas de serão , que pode
ser obtida diretamente da equação geral da reta.

Atenção
Se for a equação geral da reta , entẫo o vetor é o vetor normal à reta .

O vetor normal pode ser usado como uma terceira alternativa para se obter a equação geral da reta.

Ao se conhecer um ponto da reta e o vetor normal, pode-se obter a equação geral por meio de um produto
escalar , pois serão vetores perpendiculares.
Exemplo

Determine a equação geral da reta que passa no ponto (2, 3) e tem vetor normal (1,4).

Chave de resposta
A equação geral é dada pela equação:

Assim, a equação geral da reta é .

Saiba mais
Veja a demonstração da obtenção da equação geral da reta através do determinante. Na equação geral
da reta obtida por meio da equação simétrica: O determinante proposto é: Resolvendo o
determinante: Multiplicando ambos os lados por : Que é a mesma equação definida pela transformação
da equação simétrica, provando, assim, que o determinante proposto fornece a equação geral da reta.

Equação da reta no espaço


Assista, neste vídeo, a uma introdução à equação da reta no espaço e aprenda como calculá-la de forma
prática. Entenda sua relevância na representação de direções e posições no ambiente tridimensional — um
conceito fundamental para quem deseja dominar a geometria analítica espacial.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.

Como no caso do plano, uma reta no espaço pode ser definida tendo-se dois pontos ou até mesmo um ponto
e o vetor diretor. A diferença é que tanto os pontos como o vetor diretor possuem três dimensões e não mais
duas.

No caso do espaço, não existem as equações geral e reduzida da reta. A equação do tipo
representa um plano e não uma reta.

Assim, seguindo raciocínio análogo da equação da reta no plano, seja a reta r que passa pelos pontos
e e tem um vetor diretor ,
com e pertencente aos reais. Definimos as seguintes equações da reta no espaço:

Simétrica:

Vetorial:

Paramétrica:

Da mesma forma que no plano, um ponto para pertencer a uma reta no espaço deve ter suas coordenadas
satisfazendo a equação da reta.

No caso do espaço, não temos nenhuma equação que nos apresenta diretamente o vetor normal da reta,
como no caso da equação geral da reta no plano.

Exemplo 1

Determine a equação simétrica e paramétrica da reta que passa pelos pontos A (1, 2, −1) e B (0, 3, 1).
Chave de resposta
Assim, aplicando diretamente no modelo da equação simétrica:

A equação simétrica da reta será:

Analisando a equação, verifica-se que o vetor diretor da reta será o vetor .

Escolhendo o ponto A que pertence à reta, portanto, a equação paramétrica será:

Exemplo 2

Seja a reta que passa nos pontos e . Sabe-se que o ponto pertence a esta
reta que tem vetor diretor dado por ( ). Determine o valor de .

Determinar a equação simétrica da reta no espaço.

Chave de resposta
Acompanhe, neste vídeo, como determinar os valores de k e p para garantir que o ponto P pertença a uma
reta específica. Uma abordagem prática e direta para entender a aplicação de equações paramétricas e
aprofundar seus conhecimentos em geometria analítica.

Conteúdo interativo
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Teoria na prática
Um canhão se encontra em uma posição do solo e deve acertar um alvo que se encontra em cima de uma
elevação. Considera-se, por não ser uma distância muito longa, que o projétil ao sair do canhão percorre a
trajetória até o alvo em linha reta. Sabendo que o canhão se encontra na posição (0, 5) e o alvo se encontra na
posição (100, 400), qual deve ser o ângulo de elevação do canhão em relação ao solo para que o projetil
acerte o objetivo?

Solução em vídeo
No vídeo a seguir, vamos desenvolver o cálculo que resultará na resposta da questão. Assista!

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Mão na massa

Questão 1

Determine a equação geral da reta que passa pelos pontos A(3, 5) e ponto B(−1, 3).

A x − 2y − 13 = 0

B x − 2y + 7 = 0

C x + 2y − 3 = 0

D x + 2y − 7 = 0

E x + 2y - 8 = 0

A alternativa B está correta.


Assim, aplicando diretamente no modelo da equação:
Então, a equação simétrica da reta será:

Assim:

Questão 2

Qual o ponto que tem abscissa 3 e que pertence à reta .

A (3, 10)

B (3, 12)

C (3, 16)

D (3, 20)

E (2, 21)

A alternativa C está correta.


Se o ponto pertence à reta, ele satisfaz a equação da reta . Como
.

Questão 3

Uma reta forma um ângulo com o eixo positivo de de . Esta reta passa pelo ponto . Determine o
valor de para que o ponto pertença à reta.

A 3
B 1

C 2

D 0

E -1

A alternativa D está correta.


Se o ângulo da reta com o eixo vale , então .

Logo, a equação da reta é

Como o ponto pertence à reta, então o ponto satisfaz a equação, assim

A reta terá equação . Como o ponto pertence à reta .

Questão 4

O ponto pertence à reta , com real.

Determine o valor de .

A 19

B 17

C 15

D 13

E 11
A alternativa A está correta.
No vídeo a seguir, vamos desenvolver o cálculo que resultará na resposta da questão.

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Questão 5

Seja a reta de equação . O vetor normal desta reta tem coordenadas e o coeficiente linear
dela vale . Marque a alternativa que apresenta o valor de .

A 0

B −1

C −2

D 1

E 2

A alternativa D está correta.


Transformando a equação simétrica para geral se obtém:

Analisando a equação geral, verifica-se que o vetor normal vale .

Transformando a equação geral na equação reduzida

Assim, o coeficiente linear . O valor de q poderia ser obtido também fazendo na equação
geral.

Assim,
Questão 6

Marque a alternativa que apresenta as coordenadas do ponto que pertence às retas que passam
pelos pontos e .

A (12, 4, 3)

B (10, 4, 1)

C (11, 4, 5)

D (2, 4, 3)

E (1, 1, 1)

A alternativa C está correta.


No vídeo a seguir o professor vai desenvolver o cálculo que resultará na resposta desta questão.

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Verificando o aprendizado

Questão 1

Seja a equação da reta que passa pelos pontos e . Seja o ponto de


coordenadas ( ) que também pertence a essa reta. Marque a alternativa que apresenta o valor de
.

A 0

B −1
C −2

D 1

E 2

A alternativa B está correta.


Aplicando diretamente o determinante para encontrar a equação da reta:

Resolvendo o determinante:

Assim, a equação da reta vale , mas o enunciado diz que o termo independente vale 16.
Logo, devemos multiplicar todos os termos por 2, ficando com uma equação .

Portanto e .

Se pertence à reta, ele satisfaz a equação da reta, assim

Portanto, .

Questão 2

Seja a reta que passa nos pontos e . Sabe-se que o ponto pertence a essa
reta que tem vetor diretor dado por . Determine o valor de .

A 8

B 9

C 10
D 11

E 12

A alternativa C está correta.


Determinando-se a equação simétrica da reta no plano:

O vetor diretor será qualquer vetor proporcional a (-3,2,-2). No enunciado, a coordenada do vetor diretor
tem valor de -2 , assim, o vetor diretor escolhido será , que foi obtido multiplicando o anterior por
-1. Então, e .

Se o ponto pertence à reta, ele satisfaz as equações da reta:

Resolvendo as equações
2. Interação entre retas

Retas: posições relativas e interseção


Neste vídeo, vamos analisar as posições relativas entre retas e o método para calcular seu ponto de
interseção. Um conteúdo essencial para quem deseja compreender como as retas se comportam no plano e
aplicar esse conhecimento em problemas práticos da geometria analítica. Não perca!

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Interseção entre duas retas


Um ponto P, para pertencer a uma reta, deve satisfazer a equação da reta. Assim, se um ponto é interseção
entre duas retas, ele deve, obrigatoriamente, obedecer, simultaneamente, às equações das duas retas.

Dessa forma, a coordenada do ponto de interseção, caso exista, será a solução do sistema linear composto
pelas duas retas analisadas.

Se este sistema for possível e determinado, a solução será o ponto de interseção entre as retas. Se
a solução do sistema for possível e indeterminada, será o caso de as duas retas serem a mesma
reta, assim, todos os pontos da reta são comuns entre as duas, tendo, portanto, infinitas soluções
no sistema. E, por fim, se a solução do sistema for impossível, é porque as retas não têm ponto
comum.

Posições relativas entre retas


Quando se está trabalhando no plano, duas retas podem ter, entre si, três posições relativas, a saber:

Concorrentes Coincidentes

Apresentam um ponto de interseção, isto é, um São na verdade a mesma reta, tendo, portanto,
ponto comum. infinitos pontos comuns.

Paralelas

Têm a mesma direção, porém são distintas, não


tendo nenhum ponto em comum.

Um caso particular das retas concorrentes é o caso das retas perpendiculares ou ortogonais, que fazem 90°
entre si.
Os três casos anteriores representam retas que pertencem ao mesmo plano, isto é, coplanares. No caso de
estar se trabalhando no espaço, temos uma quarta possibilidade, associada às retas que não são coplanares.
Em outras palavras, pertencem a dois planos paralelos distintos. Essas retas são denominadas retas reversas
e não apresentam pontos de interseção. As retas reservas podem ser oblíquas ou ortogonais. Observe!

O item anterior apresentou uma forma de se obter os pontos de interseção através da resolução do sistema.
Ao se determinar os pontos de interseção, pode-se avaliar as posições relativas entre as retas. Se as retas
tiverem apenas um ponto em comum, elas só podem ser retas concorrentes. Se tiverem infinitos pontos em
comum, as retas serão coincidentes. Se as retas não tiverem pontos em comum, podem ser paralelas ou
reversas.

Para o último caso, observa-se que apenas com a análise da interseção não se pode concluir sobre a posição
entre as retas, tornando-se necessária a análise complementar de se observar a direção relativa das retas,
através dos vetores diretores.

Resumindo
Retas concorrentes: apenas um ponto comum. Neste caso, apesar de não ser necessária a análise, os
vetores diretores não são [Link] coincidentes: infinitos pontos em comum. Neste caso, apesar
de não ser necessária a análise, os vetores diretores são [Link] paralelas: nenhum ponto em
comum e os vetores diretores são [Link] Reversas: nenhum ponto em comum e os vetores
diretores não são paralelos.

A verificação se os vetores diretores são ou não paralelos é feita através da averiguação das coordenadas dos
mesmos serem ou não proporcionais, isto é:

No caso do plano, a comparação das equações gerais é um método simples para se verificar a posição
relativa entre duas retas. Seja a reta e a reta , assim:

Se , então, as retas e serão coincidentes.

Se , então, as retas e serão paralelas.

Se , então, as retas e serão concorrentes.

Essas condições acima estão relacionadas com as direções dos vetores normais das retas.

Ângulos e retas
Neste vídeo, vamos entender como identificar o ângulo formado entre duas retas e descobrir os princípios
matemáticos que permitem calcular essa inclinação com precisão.

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O ângulo entre as retas será o mesmo ângulo que existe entre seus vetores diretores. Assim, sejam as
retas , com vetor diretor e a reta , com vetor diretor . O ângulo formado entre as duas
retas será calculado por:

Por definição, como as retas não têm sentido, o ângulo entre elas será sempre o ângulo agudo, isto é, menor
ou igual a 90o. Como o ângulo agudo tem cosseno positivo, foi colocado um módulo na fórmula do cosseno do
ângulo entre as retas.

O ângulo formado entre os vetores diretores também será o mesmo ângulo formado pelos vetores normais.
Isto parte de uma propriedade da geometria. Assim, no cálculo do ângulo através da fórmula anterior, ela pode
ser usada com o vetor normal em vez do vetor diretor.

Se as retas forem paralelas ou coincidentes, por definição, se considera como 0 o o ângulo entre elas.
No caso das retas reversas, definem-se ângulos entre elas como o ângulo formado pela primeira reta e uma
reta paralela à segunda reta, porém pertencente ao plano da primeira. A fórmula apresentada já leva em conta
essa definição.

No caso da análise no R², o plano, em vez de usar o vetor diretor para a análise das posições relativas das
retas, pode ser usado, alternativamente, o vetor normal da reta.

Exemplo 1

Determine, caso exista, o ponto de interseção entres as retas e verifique


as posições relativas entre as retas.

Chave de resposta
Se o sistema for possível e determinado, existirá o ponto de interseção.

Assim, o ponto (−1, 3) pertence as duas retas sendo o ponto de interseção entre elas.

Portanto, neste caso, as duas retas são concorrentes.

Se for verificado os coeficientes das equações das retas:

Exemplo 2

Determine o ângulo existente entre as retas do exemplo anterior.

Chave de resposta
Os vetores normais das retas são e .

Assim, cosθ=
Exemplo 3

Determine, caso exista, o ponto de interseção entre a retas , real, e a reta e


verifique as posições relativas entre as retas.

Chave de resposta
Transformando a equação simétrica da reta s para equação paramétrica s:

Igualando as coordenadas s:

Assim, que substituindo na terceira equação

Portanto, existe apenas uma solução e . Para achar o valor do ponto de interseção,
substitui-se em qualquer uma das duas retas.

Logo, o ponto é o ponto de interseção e as retas são concorrentes.

Apenas como observação, se fossem verificados os vetores diretores das retas, eles seriam
e sendo, portanto, vetores que não são paralelos. A conclusão dessa análise seria que as
retas poderiam ser concorrentes ou reversas, mostrando que esta análise isolada não permite, neste caso,
concluir sobre as posições relativas, tornando-se necessário verificar a interseção.
Se na solução do sistema anterior fossem encontrados infinitos valores de e , então o sistema seria
possível e indeterminado, e as retas seriam a mesma reta. Se não fosse determinado nenhum valor de e
para satisfazer o sistema, as retas não se cortariam, não tendo ponto de interseção.

Teoria na prática
Um determinado terreno tem dois de seus lados fazendo um ângulo de . A primeira cerca liga os pontos
e . A segunda cerca liga os pontos ao ponto . O morador do terreno do lado
diz que a segunda cerca está entrando em seu terreno, isto é, está fazendo um ângulo maior do que 600 com
o primeiro lado do terreno. Como você pode ajudar ao dono do terreno a mostrar que o ângulo está correto?

Chave de resposta

Confira a solução no vídeo a seguir.

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Mão na massa

Questão 1

O ponto é ponto comum entre as retas e . Determine o valor de


.

A 0

B 1

C 2

D 3

E 5
A alternativa A está correta.
Se o sistema for possível e determinado, existirá o ponto de interseção.

Subtraindo uma equação da outra:

Então, . Portanto, .

Questão 2

Determine a posição relativa entre as retas , definida pela equação , e a reta , definida
pela equação .

A Paralelas

B Concorrentes

C Reservas

D Coincidentes

E Oblíquas

A alternativa A está correta.


Verificando os coeficientes das equações das duas retas, observa-se que:

Como:
Se fosse resolvido o sistema , verifica-se que ele é impossível. Não se tem nenhum ponto que
atende às duas equações.

Questão 3

Determine a posição relativa entre as retas definida pela equação e a reta .

A Paralelas

B Concorrentes

C Reservas

D Coincidentes

E Oblíquas

A alternativa D está correta.


No vídeo a seguir, vamos desenvolver o cálculo que resultará na resposta da questão.

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Questão 4

Determine o ponto de interseção entre a reta , com


real e a reta

A (14 , −1 , 0)

B (1, 14 , 2)
C (0, 14 , −1)

D (3, 11 , 14)

E (2, – 1,0)

A alternativa C está correta.


Transformando a equação simétrica da reta s para equação paramétrica s:

Igualando as coordenadas:

Assim, a que substituindo na terceira equação

Portanto, existe apenas uma solução, e . Para achar o valor do ponto de interseção,
substitui-se em qualquer uma das duas retas
Então, o ponto é o ponto de interseção entre as retas.

Questão 5
Marque a alternativa que apresenta o cosseno do ângulo formado pelas retas

A 5
/14

B 8
/14

C 3
/14

D 1

E 1
/11

A alternativa A está correta.


Verifica-se que os vetores diretores são (−1, 3, 2) e (3, 2 ,1) que não são paralelos, assim, as retas serão
concorrentes ou reversas. Logo, o ângulo é obtido pela fórmula cos θ=
Questão 6
Determine o cosseno do ângulo formado entre as retas

A √30
/7

B √37
/5

C √42
/7

D √23
/58

E √27
/8
A alternativa C está correta.
No vídeo a seguir, vamos desenvolver o cálculo que resultará na resposta da questão.

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Verificando o aprendizado

Questão 1

Sejam as retas , de equação , e a reta , de equação . O ponto éo


ponto comum as duas retas. Marque a alternativa que apresenta o valor de .

A 1

B 2

C Infinitos valores

D Não existe a e b

E 0

A alternativa B está correta.


Transformando a equação da reta s, para equação geral:

Repare que e , então as retas e são concorrentes.


Resolvendo o sistema , subtraindo as duas equações .

Assim, . Portanto, o ponto comum é , assim


.

Questão 2
Marque a alternativa que apresenta a posição relativa entre as retas. Determine, caso exista, o ponto de
interseção entre as retas r
Com real, e a reta e verifique as posições relativas entre as retas.

A Coincidentes

B Paralelas

C Concorrentes

D Reversas

E Oblíquas

A alternativa C está correta.


Verifica-se que os vetores diretores são (−1, 3, 2) e (2, 3 ,1) que não são paralelos, assim, as retas serão
concorrentes ou reversas.

Transformando a equação da reta s para paramétrica s:

Igualando coordenada a coordenada:


Resolvendo o sistema, obtém-se o valor de e que atende às três equações. Assim:
3. Equação do plano e posições relativas

Equação do plano
Veja, neste vídeo, a transição do plano bidimensional para o tridimensional, entendendo como uma reta em 2D
se transforma em um plano no espaço. Aprenda a determinar a equação de um plano formado por infinitas
retas e descubra como essa representação amplia a compreensão do universo geométrico.

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Equação do plano no espaço


Não há sentido em falar de equação do plano no , pois todo é um plano particular, isto é, o plano
com equação . A equação do plano vai ser estudada no espaço, ou seja, no .

Para definir um plano, necessita-se de três pontos que não pertençam à mesma reta (não colineares). Porém,
para definir uma equação de um plano, algumas alternativas são possíveis.

É importante termos as seguintes noções:

• Um ponto, para pertencer a um plano, deve satisfazer a equação do plano.

• Um vetor, para pertencer ao plano, deve ser paralelo ao plano. Assim, vetor paralelo ao plano ou
pertencente ao plano serão sinônimos.

• Uma reta, para pertencer ao plano, deve ter, no mínimo, dois pontos distintos da reta que satisfaça a
equação do plano.

Equação geral do plano


Assim, pode-se definir uma equação do plano, conhecendo-se no mínimo:

• Um ponto e o vetor normal ao plano.


• Dois pontos e um vetor do plano.
• Três pontos não colineares.
• Um ponto e dois vetores, não paralelos, que pertencem ao plano.

A primeira equação analisada é a equação geral do plano, que tem forma similar à equação geral da
reta: , com e reais. Uma das formas para se determinar essa
equação parte do conhecimento de um ponto , que pertence ao plano, e um vetor
normal (perpendicular) ao plano . A metodologia é similar à que fizemos na reta.

Define-se um ponto genérico do plano e calcula-se o vetor .O


vetor normal , por ser perpendicular ao plano , será perpendicular a qualquer vetor deste plano. Então,
perpendicular a
Se multiplicarmos ambos os lados por um número real k, ainda temos a mesma equação.

Exemplo 1

Determine a equação geral e paramétrica do plano que passa pelos pontos A(1, 4, 2) e é perpendicular ao
vetor (2, −1, 2).

Chave de resposta
Resolvendo a equação será obtida a equação geral do plano. é um ponto genérico.

Para obter a equação paramétrica, façamos e , com e reais.


Assim,
A segunda possibilidade, caso se conheça dois pontos e um vetor do plano, transforma-se no caso
anterior, pois pode-se obter o vetor normal por meio de um produto vetorial com dois vetores que pertencem
ao plano. Um já é conhecido e o outro é obtido através dos dois pontos dados, isto é, ou . Dessa
forma, teremos novamente um ponto e o vetor normal ao plano.

Na terceira possibilidade, são dadas as coordenadas de 3 pontos do plano . Neste caso, podemos
ter duas alternativas.

Através dos três pontos, define-se dois vetores que pertenceram ao plano, por exemplo, e . Com
estes dois vetores, obtém-se o vetor normal pelo produto vetorial entre eles e se repete o primeiro caso
analisado neste tópico.

A segunda alternativa é lembrar a condição de coplanaridade entre três vetores, que é o produto misto igual a
zero. Assim, através dos 3 pontos, acrescentamos um ponto genérico e fazemos que:
. Ressalta-se que pode ser escolhido qualquer vetor que liga os pontos, apenas se
escolhendo um vetor com o ponto P genérico.

O último caso, no qual se é conhecido um ponto e dois vetores do plano, também recai no primeiro, pois o
vetor normal pode ser obtido pelo produto vetorial destes dois vetores dados. Existe, porém, uma segunda
alternativa para este caso, definindo-se o outro tipo de equação do plano.

Exemplo 2

Determine uma equação geral de um plano que passa pelo ponto e tem vetor normal
.

Chave de resposta
Acompanhe, neste vídeo, a aplicação prática da equação geral do plano, colocando em ação os conceitos
aprendidos. Uma oportunidade de consolidar o conhecimento por meio de cálculos e exemplos que
revelam como a teoria se transforma em ferramenta de resolução de problemas geométricos.

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Equação vetorial e paramétrica do plano


Assista, neste vídeo, ao passo a passo para calcular a equação vetorial de um plano e entender como ela pode
ser expressa no espaço cartesiano. Uma abordagem clara e prática que conecta a teoria à representação
espacial, facilitando a visualização e a aplicação da geometria analítica em três dimensões.
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Além da equação geral, pode ser definida a equação paramétrica do plano. Para isso, torna-se necessário
conhecer um ponto do plano e dois vetores pertencentes ou paralelos a ele. O conceito é que qualquer ponto
que pertença ao plano , obrigatoriamente é obtido, partindo do ponto dado , por uma
combinação linear dos dois vetores do plano.

Em outras palavras, seja o ponto e dois vetores não paralelos e que


pertencem ao plano . E seja o ponto genérico do plano, assim: , com e
reais

A equação , com ae reais, é denominada de equação vetorial da reta.

Separando a mesma para cada uma das coordenadas, define-se a equação paramétrica do plano como:

Pode-se obter a equação paramétrica através da equação geral do plano, basta fazer , na
equação geral e obter o valor de . Assim, se produz uma equação paramétrica
Para se obter a equação geral através da equação paramétrica do plano: pegue duas das três equações e
ache o valor de e em relação às duas coordenadas escolhidas, por exemplo, e . Depois, substitua
o valor de e na terceira equação, então, obtém-se a equação geral.

Posições relativas entre planos


Você sabia que dois planos no espaço apresentam entre si posições relativas que podem ser classificadas
como concorrentes, paralelos ou coincidentes? A seguir, veja detalhadamente cada um.

Concorrentes Coincidentes

Apresentam uma reta de interseção. São, na verdade, o mesmo plano, tendo,


portanto, infinitos pontos comuns.

Paralelos

Não têm nenhum ponto em comum.

Um caso particular dos planos concorrentes, são os planos ortogonais, isto é, fazem 90° entre si.

A posição relativa entre os planos é dada pela análise do vetor normal aos mesmos. Como visto no item
anterior, um plano de equação geral tem um vetor normal dado por . Sejam
dados dois planos , com vetor normal ,e
, com vetor normal .


Se , as duas equações representam o mesmo plano, assim, os planos e
serão planos coincidentes.

representam que os dois vetores normais são paralelos, mas não são equações
do mesmo plano, assim, os planos e serão planos paralelos.
• Os demais casos vão denotar que os planos e serão planos concorrentes.

No caso dos planos concorrentes, pode-se obter a equação da reta que há a interseção dos planos. Os
pontos da reta de interseção devem satisfazer as duas equações do plano:

Uma solução é resolver o sistema para duas variáveis em relação à terceira. Dessa forma, teremos, por
exemplo, y tem função de . Logo, define-se como um parâmetro e teremos as equações
paramétricas.

Exemplo

Determine a posição relativa, interseção e ângulo entre os planos 2x + 3y − z + 4 = 0 e


6x + 9y − 3z + 3 = 0.

Chave de resposta
Comparando os coeficientes das equações gerais dos planos:

Como , assim, os planos e serão planos paralelos.

Dessa forma, não existe interseção entre os planos e o ângulo formado entre eles é zero.

Ângulos entre planos


Neste vídeo, vamos calcular o ângulo entre dois planos distintos, analisando suas posições relativas no
espaço. Assista!
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De forma similar às retas, o ângulo entre os planos será o mesmo ângulo entre seus vetores normais. Assim,
sejam os planos e , com vetores normais e . O ângulo formado entre os planos será calculado
por:

Por definição, o ângulo entre os planos será sempre o ângulo agudo, isto é, menor ou igual a .

Se o produto escalar , então os dois planos serão ortogonais. Se os planos forem paralelos ou
coincidentes, o ângulo é dito como .

Exemplo 1

Determine a posição relativa, interseção e ângulo entre o plano eo


plano , com e reais.

Chave de resposta
Convertendo a equação do segundo plano para equação geral. Separando duas das três equações e
achando o valor de β e α em relação às coordenadas:

Substituindo na segunda:

Assim,

Substituindo na equação do
Comparando agora os coeficientes das equações gerais dos planos:

Como as duas equações representaram o mesmo plano, portanto os planos e serão


coincidentes. A interseção entre eles é o próprio plano e o ângulo formado entre eles é zero.

Exemplo 2

Determine a interseção entre os planos e

Chave de resposta
Acompanhe, neste vídeo, a resolução de um exemplo prático para calcular a interseção e o ângulo entre
dois planos. Após a fundamentação teórica, exploramos passo a passo a aplicação dos conceitos em uma
situação concreta, reforçando a compreensão por meio da prática.

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Teoria na prática
Na interseção entre duas elevações, existe um rio que segue uma trajetória retilínea. A primeira elevação é
modelada como plano e a segunda elevação é modelada pela equação do plano
Qual a equação que modela a trajetória do rio?
Chave de resposta

No vídeo a seguir o professor vai desenvolver o cálculo que resultará na resposta desta questão.

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Mão na massa

Questão 1

Determine a posição relativa entre os planos e .

A Coincidentes

B Paralelos

C Concorrentes

D Reversos

E Oblíquo

A alternativa C está correta.


Comparando os coeficientes entre os planos:

Assim, os planos são concorrentes.

Questão 2
Determine a equação do plano que passa pelos pontos e é perpendicular ao vetor (1, 1, -2).

A alternativa B está correta.

Questão 3

Determine o valor da equação geral do plano que passa pelos pontos A(0,1,3), B(1,1,2) e C(1,-2,1).

E
A alternativa C está correta.
No vídeo a seguir, vamos desenvolver o cálculo que resultará na resposta da questão.

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Questão 4

Determine o cosseno do ângulo formado pelos planos e .

A 1

B √2/
3

C √10/
2

D √10/
5

E √22/
2

A alternativa D está correta.


Comparando os coeficientes das equações gerais dos planos:

Sendo os dois planos concorrentes.

Para se obter o ângulo entre os planos:


Assim:

Questão 5

Sejam os planos e , com e reais. Sabe-se que o ângulo entre os planos


vale e que o ponto pertence ao primeiro plano. Determine o valor de .

A 0

B 1

C 2

D 3

E 4

A alternativa D está correta.


No vídeo a seguir, vamos desenvolver o cálculo que resultará na resposta da questão.

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Questão 6
A Coincidentes

B Paralelos

C Concorrentes

D Reversos

E Oblíquos

A alternativa B está correta.


Pela equação paramétrica do primeiro plano, pode-se obter dois vetores paralelos a este plano e
.

Assim, seu vetor normal será e um ponto deste plano será o


ponto , portanto, a equação geral será dada por

Pela equação paramétrica do segundo plano, pode-se obter dois vetores paralelos a este plano (1, 4, 1) e
(3, 2, −2).

Dessa forma, seu vetor normal será:

Assim, a equação geral será dada por


Comparando-se as duas equações gerais dos planos, verifica-se que . Assim sendo, os
planos são paralelos.

Verificando o aprendizado

Questão 1

O plano passa no ponto e é paralelo aos vetores


. Determine o valor de .

A 3

B 4

C 5

D 6

E 7

A alternativa B está correta.


Obtendo o vetor normal:

Resolvendo a equação será obtida a equação geral do plano.


Questão 2

Marque a alternativa que apresenta a posição relativa entre o plano

e reais.

A Coincidentes

B Paralelas

C Concorrentes

D Reversas

E Antiparalelas

A alternativa C está correta.


Convertendo a equação do segundo plano para equação geral.

Subtraindo:

Então, beta , e substituindo na equação:


Dessa forma,

Substituindo na equação do

Comparando agora os coeficientes das equações gerais dos planos:


4. Determinação de distância entre pontos, retas e planos

Distância entre dois pontos


Descubra, neste vídeo, como calcular a distância entre dois pontos com clareza e precisão. Exploramos os
métodos aplicáveis tanto ao plano cartesiano (2D) quanto ao espaço tridimensional (3D), destacando os
fundamentos e exemplos que facilitam a compreensão do conceito.

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Sejam dois pontos no espaço e . A distância entre A e B será dada pelo


módulo do vetor . Assim, .

No caso particular do R2, os pontos só terão abscissa e ordenada, assim:

Exemplo

Determine a distância entre os pontos e .

Chave de resposta
Confira:

Distância entre ponto e plano


Neste vídeo, vamos aprender a calcular a distância entre um ponto e um plano no espaço tridimensional.
Assista!
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Sejam o ponto e o plano com vetor normal e equação


. A distância do Ponto ao plano será dada pela projeção vertical do vetor na
direção do vetor normal , sendo, portanto, o módulo do vetor .

Exemplo

Determine a distância entre os pontos e o plano .

Chave de resposta
A equação do plano já está na forma geral. Se estivesse em outro formato, teríamos que converter para
geral para obtermos o vetor normal. O vetor normal é , assim:

Distância entre ponto e reta


Vamos ver, neste vídeo, como encontrar a menor distância entre um ponto qualquer e uma reta no plano
cartesiano. Apresentamos o passo a passo da resolução, destacando a lógica por trás da fórmula da
geometria analítica de forma clara e didática.
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Seja um ponto e a reta . A distância entre o ponto e a reta é dada pelo módulo do
vetor , no qual o ponto pertence à reta e o segmento é perpendicular à reta. A distância entre
o ponto e a reta, no espaço, será:

Em que e são dois pontos quaisquer da reta e é o vetor diretor dessa reta.

No caso do , o raciocínio pode ser análogo ao feito para determinar a distância do ponto ao plano.

Seja o ponto e a reta , de equação , com vetor normal , a distância


entre o ponto e a reta vai ser dada pela projeção vertical do vetor na direção do vetor normal .
Que será o módulo do vetor .

Exemplo

Determine a distância entre os pontos e a reta .

Chave de resposta
Da equação da reta, obtém-se o vetor diretor e

Escolhe-se um ponto arbitrário que pertence à reta , assim

A fórmula será dada por:


Teoria na prática
Duas estações de telecomunicações se encontram em uma posição do planeta. Por meio de uma medição em
coordenadas cartesianas, obteve-se sua localização como sendo e
. As coordenadas estão medidas em metros. Para realizar o projeto de propagação entre
elas, necessita-se medir a distância entre as estações. Determine essa distância para que seja possível a
realização do projeto.

Chave de resposta

No vídeo a seguir, vamos desenvolver o cálculo que resultará na resposta da questão.

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Mão na massa

Questão 1

Determine a distância entre os pontos e .

A √6

B 2√6

C 3√6

D 4√6

E
A alternativa C está correta.
Pode ser calculado por:

Questão 2

Determine a distância entre os pontos e a reta .

A alternativa A está correta.


A equação da reta na forma geral. Se estivesse em outro formato, teríamos que converter para geral para
obtermos o vetor normal. O vetor normal é , assim:

Questão 3

A distância entre o ponto e vale 5. Determine o valor de , sabendo que é maior do que 6.

A 7
B 8

C 9

D 10

E 12

A alternativa B está correta.


Podemos calcular da seguinte forma:

Questão 4

A distância entre dois planos paralelos é dada pela distância de um ponto do primeiro plano e o segundo plano
ou vice-versa. Determine a distância entre os planos .

E
A alternativa D está correta.
No vídeo a seguir, vamos desenvolver o cálculo que resultará na resposta da questão.

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Questão 5

Determine o triplo da distância entre os pontos e a reta

A √5

B 2√2

C √3

D 2√3

E 2

A alternativa D está correta.


No vídeo a seguir, vamos desenvolver o cálculo que resultará na resposta da questão.

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Questão 6

Determine a equação da reta que é equidistante das retas e .

A
B

A alternativa C está correta.


Este problema só tem sentido porque as duas retas são paralelas. A reta que apresenta a mesma distância
para as outras duas retas (equidistante) é composta dos pontos ( x, y) que têm a mesma distância para as
retas dadas. Assim:

A primeira equação é impossível, pois fica .

A segunda equação: , que é a reta equidistante das duas retas originais.

Verificando o aprendizado

Questão 1

Determine a distância entre os pontos e .

A 1

B √2
C √3

D √5

E √6

A alternativa B está correta.


Podemos calcular da seguinte forma:

Questão 2

Determine a distância entre o ponto e o plano .

A √6

B √5

C √3

D 1

E 0

A alternativa A está correta.


A equação do plano já está na forma geral. O vetor normal é . Assim:
5. Conclusão

Considerações finais
Iniciamos nosso estudo partindo da determinação das equações fundamentais da reta (no e ) e do
plano (no ), estabelecendo a base para análises mais complexas. Em seguida, investigamos as intrincadas
posições relativas entre retas e entre planos, além dos ângulos que se formam em suas interseções ou
paralelismos. O estudo culminou com a aplicação desses conceitos no cálculo de distâncias essenciais: entre
pontos, ponto e reta, e ponto e plano. Assim, aprendemos as definições e representações de retas e planos e
aplicamos ativamente esse conhecimento para interpretar e quantificar suas inter-relações espaciais.

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IEZZI, G. Fundamento de Matemática Elementar 7. 4. ed. São Paulo: Atual, 1978. cap. 2, p. 25-45, cap. 3, cap.
4, p. 77-82.

Além desse, veja mais alguns conteúdos complementares.

Referências
SANTOS, R. J. Um Curso de Geometria Analítica e Álgebra Linear. 1. ed. Belo Horizonte: Imprensa Universitária
da UFMJ, 2012.

STEINBRUNCH, A.; WINTERLE, P. Geometria Analítica. 2. ed. São Paulo: McGraw-Hill, 1987.

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