Módulo 2
Módulo 2
Propósito
É fundamental para sua formação saber como definir as equações de retas e planos na geometria analítica e
aplicar os conceitos nas posições relativas entre retas e planos, bem como na distância entre pontos e estas
figuras geométricas.
Preparação
Antes de iniciar este conteúdo, tenha em mãos papel, caneta e uma calculadora científica ou use a calculadora
de seu smartphone/computador.
Objetivos
• Aplicar a definição da reta na determinação da equação da reta no plano e no espaço.
• Aplicar equações da reta na obtenção da interseção, do ângulo e das posições relativas entre retas.
• Aplicar a definição do plano na determinação da equação do plano e nas posições relativas entre os
planos.
• Definir o conceito de ponto, reta e plano na determinação de distância entre pontos, retas e planos.
Introdução
Acompanhe, neste vídeo, uma introdução objetiva sobre retas e planos, explorando como esses conceitos da
geometria são importantes para a sua formação.
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1. Reta: equações
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A geometria nos ensina, por meio de um de seus axiomas, que uma reta é definida por dois pontos. No plano,
esses dois pontos podem ser representados por sua abscissa e ordenada, isto é, A(X A, YA) e B(XB,YB).
Deseja-se obter uma equação que representa todos os pontos dessa reta. Assim, define-se um ponto
genérico P(x, y), pertencente à reta formada pelos pontos A e B, e determina-se uma equação que é satisfeita
por ele.
Na geometria analítica, são definidos vários tipos de apresentação para a equação da reta, com formatos
diferentes, porém, representando os mesmos pontos. Essas equações são ditas equivalentes. Será definida a
equação simétrica, geral, vetorial, reduzida e paramétrica. Veremos também que de uma forma pode-se obter
as demais. A imagem a seguir representa a reta r formada pelos pontos A e B.
Como os pontos A e B são dados, a parcela da direita se transforma em uma fração numérica.
Os valores de e são números reais obtidos através dos dois pontos conhecidos da reta.
Exemplo 1
Determine a equação simétrica da reta que passa pelos pontos A(1, 2) e B( 3, −1).
Chave de resposta
Aplicando diretamente no modelo da equação:
Partindo da equação simétrica da reta, por meio de uma manipulação matemática, obtém-se uma equação da
forma , com e sendo números reais.
Assim:
Cuidado! Se multiplicarmos ambos os lados por um número real , ainda temos a mesma equação.
, com real.
Existe uma forma alternativa para se determinar a equação geral da reta diretamente através dos dois pontos
dados, e . Essa forma é dada por cálculo de um determinante.
Sejam e dois pontos distintos da reta , então a equação geral da reta será obtida
por:
Exemplo 2
Determine a equação geral da reta que passa pelos pontos A(1, 2) e B(-1, 3).
Chave de resposta
Neste vídeo, vamos aplicar a teoria da equação geral da reta para solucionar um determinante e encontrar
a equação da reta que passa por três pontos consecutivos.
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Essa propriedade vale para qualquer tipo de equação da reta, não apenas para equação geral.
Exemplo
Ache a equação geral da reta e verifique se os pontos e pertencem à reta dada pela
equação .
Chave de resposta
Temos:
Como as coordenadas do ponto não satisfazem a equação da reta, então não pertence à reta.
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• Quando m < 0 → tg θ < 0 → 90o < θ < 180o, a reta será decrescente.
A reta horizontal do tipo y = constante, terá m = 0 e a reta vertical do tipo x = constante não terá valor de m.
Exemplo
Determine a equação reduzida da reta que passa pelos pontos A(1,0) e B(3,4). Obtenha o coeficiente angular e
linear da reta.
Chave de resposta
Neste vídeo, a partir de dois pontos, vamos utilizar a equação reduzida para obter os coeficientes angular
e linear.
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Aqui, vemos mais uma alternativa para obter a equação da reta, caso não se conheça os dois pontos da reta.
Se forem conhecidos um ponto e a direção definida pelo seu vetor diretor, será possível obter a equação
vetorial da reta. O ponto conhecido fará o papel do ponto A e o vetor diretor da reta fará o papel do vetor
.
Atenção
Quaisquer dois pontos de uma reta podem ser usados para definir o vetor diretor da reta. Nâo existe um
vetor diretor, mas infinitas possibilidades, pois se é um vetor diretor da reta, então todo os vetores , com
real diferente de zero, também serão.
Se substituirmos as coordenadas dos pontos A, B e P (genérico) na equação vetorial, obtemos duas equações,
cada uma relacionada a uma das coordenadas:
Podemos obter a equação simétrica por meioda equação paramétrica. Basta isolar o valor de λ( lambda) nas
duas equações.
Exemplo
Determine as coordenadas dos pontos que pertence à reta que passa pelos pontos: e
.
Chave de resposta
Acompanhe, neste vídeo, o passo a passo para encontrar a equação vetorial de uma reta que passa por
dois pontos e cuja ordenada é igual a 5.
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Vetor normal da reta
Entenda, neste vídeo, como calcular o vetor normal a uma reta e descubra por que esse elemento é
fundamental na análise de direções e orientações no plano.
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Vimos que o vetor diretor da reta pode ser obtido diretamente da equação paramétrica ou da equação
simétrica da reta. Outro vetor importante é o vetor perpendicular a ela, denominado de vetor normal da reta,
com notação de .
Atenção
Se for a equação geral da reta , entẫo o vetor é o vetor normal à reta .
O vetor normal pode ser usado como uma terceira alternativa para se obter a equação geral da reta.
Ao se conhecer um ponto da reta e o vetor normal, pode-se obter a equação geral por meio de um produto
escalar , pois serão vetores perpendiculares.
Exemplo
Determine a equação geral da reta que passa no ponto (2, 3) e tem vetor normal (1,4).
Chave de resposta
A equação geral é dada pela equação:
Saiba mais
Veja a demonstração da obtenção da equação geral da reta através do determinante. Na equação geral
da reta obtida por meio da equação simétrica: O determinante proposto é: Resolvendo o
determinante: Multiplicando ambos os lados por : Que é a mesma equação definida pela transformação
da equação simétrica, provando, assim, que o determinante proposto fornece a equação geral da reta.
Como no caso do plano, uma reta no espaço pode ser definida tendo-se dois pontos ou até mesmo um ponto
e o vetor diretor. A diferença é que tanto os pontos como o vetor diretor possuem três dimensões e não mais
duas.
No caso do espaço, não existem as equações geral e reduzida da reta. A equação do tipo
representa um plano e não uma reta.
Assim, seguindo raciocínio análogo da equação da reta no plano, seja a reta r que passa pelos pontos
e e tem um vetor diretor ,
com e pertencente aos reais. Definimos as seguintes equações da reta no espaço:
Simétrica:
Vetorial:
Paramétrica:
Da mesma forma que no plano, um ponto para pertencer a uma reta no espaço deve ter suas coordenadas
satisfazendo a equação da reta.
No caso do espaço, não temos nenhuma equação que nos apresenta diretamente o vetor normal da reta,
como no caso da equação geral da reta no plano.
Exemplo 1
Determine a equação simétrica e paramétrica da reta que passa pelos pontos A (1, 2, −1) e B (0, 3, 1).
Chave de resposta
Assim, aplicando diretamente no modelo da equação simétrica:
Exemplo 2
Seja a reta que passa nos pontos e . Sabe-se que o ponto pertence a esta
reta que tem vetor diretor dado por ( ). Determine o valor de .
Chave de resposta
Acompanhe, neste vídeo, como determinar os valores de k e p para garantir que o ponto P pertença a uma
reta específica. Uma abordagem prática e direta para entender a aplicação de equações paramétricas e
aprofundar seus conhecimentos em geometria analítica.
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Teoria na prática
Um canhão se encontra em uma posição do solo e deve acertar um alvo que se encontra em cima de uma
elevação. Considera-se, por não ser uma distância muito longa, que o projétil ao sair do canhão percorre a
trajetória até o alvo em linha reta. Sabendo que o canhão se encontra na posição (0, 5) e o alvo se encontra na
posição (100, 400), qual deve ser o ângulo de elevação do canhão em relação ao solo para que o projetil
acerte o objetivo?
Solução em vídeo
No vídeo a seguir, vamos desenvolver o cálculo que resultará na resposta da questão. Assista!
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Mão na massa
Questão 1
Determine a equação geral da reta que passa pelos pontos A(3, 5) e ponto B(−1, 3).
A x − 2y − 13 = 0
B x − 2y + 7 = 0
C x + 2y − 3 = 0
D x + 2y − 7 = 0
E x + 2y - 8 = 0
Assim:
Questão 2
A (3, 10)
B (3, 12)
C (3, 16)
D (3, 20)
E (2, 21)
Questão 3
Uma reta forma um ângulo com o eixo positivo de de . Esta reta passa pelo ponto . Determine o
valor de para que o ponto pertença à reta.
A 3
B 1
C 2
D 0
E -1
Questão 4
Determine o valor de .
A 19
B 17
C 15
D 13
E 11
A alternativa A está correta.
No vídeo a seguir, vamos desenvolver o cálculo que resultará na resposta da questão.
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Questão 5
Seja a reta de equação . O vetor normal desta reta tem coordenadas e o coeficiente linear
dela vale . Marque a alternativa que apresenta o valor de .
A 0
B −1
C −2
D 1
E 2
Assim, o coeficiente linear . O valor de q poderia ser obtido também fazendo na equação
geral.
Assim,
Questão 6
Marque a alternativa que apresenta as coordenadas do ponto que pertence às retas que passam
pelos pontos e .
A (12, 4, 3)
B (10, 4, 1)
C (11, 4, 5)
D (2, 4, 3)
E (1, 1, 1)
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Verificando o aprendizado
Questão 1
A 0
B −1
C −2
D 1
E 2
Resolvendo o determinante:
Assim, a equação da reta vale , mas o enunciado diz que o termo independente vale 16.
Logo, devemos multiplicar todos os termos por 2, ficando com uma equação .
Portanto e .
Portanto, .
Questão 2
Seja a reta que passa nos pontos e . Sabe-se que o ponto pertence a essa
reta que tem vetor diretor dado por . Determine o valor de .
A 8
B 9
C 10
D 11
E 12
O vetor diretor será qualquer vetor proporcional a (-3,2,-2). No enunciado, a coordenada do vetor diretor
tem valor de -2 , assim, o vetor diretor escolhido será , que foi obtido multiplicando o anterior por
-1. Então, e .
Resolvendo as equações
2. Interação entre retas
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Dessa forma, a coordenada do ponto de interseção, caso exista, será a solução do sistema linear composto
pelas duas retas analisadas.
Se este sistema for possível e determinado, a solução será o ponto de interseção entre as retas. Se
a solução do sistema for possível e indeterminada, será o caso de as duas retas serem a mesma
reta, assim, todos os pontos da reta são comuns entre as duas, tendo, portanto, infinitas soluções
no sistema. E, por fim, se a solução do sistema for impossível, é porque as retas não têm ponto
comum.
Concorrentes Coincidentes
Apresentam um ponto de interseção, isto é, um São na verdade a mesma reta, tendo, portanto,
ponto comum. infinitos pontos comuns.
Paralelas
Um caso particular das retas concorrentes é o caso das retas perpendiculares ou ortogonais, que fazem 90°
entre si.
Os três casos anteriores representam retas que pertencem ao mesmo plano, isto é, coplanares. No caso de
estar se trabalhando no espaço, temos uma quarta possibilidade, associada às retas que não são coplanares.
Em outras palavras, pertencem a dois planos paralelos distintos. Essas retas são denominadas retas reversas
e não apresentam pontos de interseção. As retas reservas podem ser oblíquas ou ortogonais. Observe!
O item anterior apresentou uma forma de se obter os pontos de interseção através da resolução do sistema.
Ao se determinar os pontos de interseção, pode-se avaliar as posições relativas entre as retas. Se as retas
tiverem apenas um ponto em comum, elas só podem ser retas concorrentes. Se tiverem infinitos pontos em
comum, as retas serão coincidentes. Se as retas não tiverem pontos em comum, podem ser paralelas ou
reversas.
Para o último caso, observa-se que apenas com a análise da interseção não se pode concluir sobre a posição
entre as retas, tornando-se necessária a análise complementar de se observar a direção relativa das retas,
através dos vetores diretores.
Resumindo
Retas concorrentes: apenas um ponto comum. Neste caso, apesar de não ser necessária a análise, os
vetores diretores não são [Link] coincidentes: infinitos pontos em comum. Neste caso, apesar
de não ser necessária a análise, os vetores diretores são [Link] paralelas: nenhum ponto em
comum e os vetores diretores são [Link] Reversas: nenhum ponto em comum e os vetores
diretores não são paralelos.
A verificação se os vetores diretores são ou não paralelos é feita através da averiguação das coordenadas dos
mesmos serem ou não proporcionais, isto é:
No caso do plano, a comparação das equações gerais é um método simples para se verificar a posição
relativa entre duas retas. Seja a reta e a reta , assim:
•
Se , então, as retas e serão coincidentes.
•
Se , então, as retas e serão paralelas.
•
Se , então, as retas e serão concorrentes.
Essas condições acima estão relacionadas com as direções dos vetores normais das retas.
Ângulos e retas
Neste vídeo, vamos entender como identificar o ângulo formado entre duas retas e descobrir os princípios
matemáticos que permitem calcular essa inclinação com precisão.
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O ângulo entre as retas será o mesmo ângulo que existe entre seus vetores diretores. Assim, sejam as
retas , com vetor diretor e a reta , com vetor diretor . O ângulo formado entre as duas
retas será calculado por:
Por definição, como as retas não têm sentido, o ângulo entre elas será sempre o ângulo agudo, isto é, menor
ou igual a 90o. Como o ângulo agudo tem cosseno positivo, foi colocado um módulo na fórmula do cosseno do
ângulo entre as retas.
O ângulo formado entre os vetores diretores também será o mesmo ângulo formado pelos vetores normais.
Isto parte de uma propriedade da geometria. Assim, no cálculo do ângulo através da fórmula anterior, ela pode
ser usada com o vetor normal em vez do vetor diretor.
Se as retas forem paralelas ou coincidentes, por definição, se considera como 0 o o ângulo entre elas.
No caso das retas reversas, definem-se ângulos entre elas como o ângulo formado pela primeira reta e uma
reta paralela à segunda reta, porém pertencente ao plano da primeira. A fórmula apresentada já leva em conta
essa definição.
No caso da análise no R², o plano, em vez de usar o vetor diretor para a análise das posições relativas das
retas, pode ser usado, alternativamente, o vetor normal da reta.
Exemplo 1
Chave de resposta
Se o sistema for possível e determinado, existirá o ponto de interseção.
Assim, o ponto (−1, 3) pertence as duas retas sendo o ponto de interseção entre elas.
Exemplo 2
Chave de resposta
Os vetores normais das retas são e .
Assim, cosθ=
Exemplo 3
Chave de resposta
Transformando a equação simétrica da reta s para equação paramétrica s:
Igualando as coordenadas s:
Portanto, existe apenas uma solução e . Para achar o valor do ponto de interseção,
substitui-se em qualquer uma das duas retas.
Apenas como observação, se fossem verificados os vetores diretores das retas, eles seriam
e sendo, portanto, vetores que não são paralelos. A conclusão dessa análise seria que as
retas poderiam ser concorrentes ou reversas, mostrando que esta análise isolada não permite, neste caso,
concluir sobre as posições relativas, tornando-se necessário verificar a interseção.
Se na solução do sistema anterior fossem encontrados infinitos valores de e , então o sistema seria
possível e indeterminado, e as retas seriam a mesma reta. Se não fosse determinado nenhum valor de e
para satisfazer o sistema, as retas não se cortariam, não tendo ponto de interseção.
Teoria na prática
Um determinado terreno tem dois de seus lados fazendo um ângulo de . A primeira cerca liga os pontos
e . A segunda cerca liga os pontos ao ponto . O morador do terreno do lado
diz que a segunda cerca está entrando em seu terreno, isto é, está fazendo um ângulo maior do que 600 com
o primeiro lado do terreno. Como você pode ajudar ao dono do terreno a mostrar que o ângulo está correto?
Chave de resposta
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Mão na massa
Questão 1
A 0
B 1
C 2
D 3
E 5
A alternativa A está correta.
Se o sistema for possível e determinado, existirá o ponto de interseção.
Então, . Portanto, .
Questão 2
Determine a posição relativa entre as retas , definida pela equação , e a reta , definida
pela equação .
A Paralelas
B Concorrentes
C Reservas
D Coincidentes
E Oblíquas
Como:
Se fosse resolvido o sistema , verifica-se que ele é impossível. Não se tem nenhum ponto que
atende às duas equações.
Questão 3
A Paralelas
B Concorrentes
C Reservas
D Coincidentes
E Oblíquas
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Questão 4
A (14 , −1 , 0)
B (1, 14 , 2)
C (0, 14 , −1)
D (3, 11 , 14)
E (2, – 1,0)
Igualando as coordenadas:
Portanto, existe apenas uma solução, e . Para achar o valor do ponto de interseção,
substitui-se em qualquer uma das duas retas
Então, o ponto é o ponto de interseção entre as retas.
Questão 5
Marque a alternativa que apresenta o cosseno do ângulo formado pelas retas
A 5
/14
B 8
/14
C 3
/14
D 1
E 1
/11
A √30
/7
B √37
/5
C √42
/7
D √23
/58
E √27
/8
A alternativa C está correta.
No vídeo a seguir, vamos desenvolver o cálculo que resultará na resposta da questão.
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Verificando o aprendizado
Questão 1
A 1
B 2
C Infinitos valores
D Não existe a e b
E 0
Questão 2
Marque a alternativa que apresenta a posição relativa entre as retas. Determine, caso exista, o ponto de
interseção entre as retas r
Com real, e a reta e verifique as posições relativas entre as retas.
A Coincidentes
B Paralelas
C Concorrentes
D Reversas
E Oblíquas
Equação do plano
Veja, neste vídeo, a transição do plano bidimensional para o tridimensional, entendendo como uma reta em 2D
se transforma em um plano no espaço. Aprenda a determinar a equação de um plano formado por infinitas
retas e descubra como essa representação amplia a compreensão do universo geométrico.
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Para definir um plano, necessita-se de três pontos que não pertençam à mesma reta (não colineares). Porém,
para definir uma equação de um plano, algumas alternativas são possíveis.
• Um vetor, para pertencer ao plano, deve ser paralelo ao plano. Assim, vetor paralelo ao plano ou
pertencente ao plano serão sinônimos.
• Uma reta, para pertencer ao plano, deve ter, no mínimo, dois pontos distintos da reta que satisfaça a
equação do plano.
A primeira equação analisada é a equação geral do plano, que tem forma similar à equação geral da
reta: , com e reais. Uma das formas para se determinar essa
equação parte do conhecimento de um ponto , que pertence ao plano, e um vetor
normal (perpendicular) ao plano . A metodologia é similar à que fizemos na reta.
Exemplo 1
Determine a equação geral e paramétrica do plano que passa pelos pontos A(1, 4, 2) e é perpendicular ao
vetor (2, −1, 2).
Chave de resposta
Resolvendo a equação será obtida a equação geral do plano. é um ponto genérico.
Na terceira possibilidade, são dadas as coordenadas de 3 pontos do plano . Neste caso, podemos
ter duas alternativas.
Através dos três pontos, define-se dois vetores que pertenceram ao plano, por exemplo, e . Com
estes dois vetores, obtém-se o vetor normal pelo produto vetorial entre eles e se repete o primeiro caso
analisado neste tópico.
A segunda alternativa é lembrar a condição de coplanaridade entre três vetores, que é o produto misto igual a
zero. Assim, através dos 3 pontos, acrescentamos um ponto genérico e fazemos que:
. Ressalta-se que pode ser escolhido qualquer vetor que liga os pontos, apenas se
escolhendo um vetor com o ponto P genérico.
O último caso, no qual se é conhecido um ponto e dois vetores do plano, também recai no primeiro, pois o
vetor normal pode ser obtido pelo produto vetorial destes dois vetores dados. Existe, porém, uma segunda
alternativa para este caso, definindo-se o outro tipo de equação do plano.
Exemplo 2
Determine uma equação geral de um plano que passa pelo ponto e tem vetor normal
.
Chave de resposta
Acompanhe, neste vídeo, a aplicação prática da equação geral do plano, colocando em ação os conceitos
aprendidos. Uma oportunidade de consolidar o conhecimento por meio de cálculos e exemplos que
revelam como a teoria se transforma em ferramenta de resolução de problemas geométricos.
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Além da equação geral, pode ser definida a equação paramétrica do plano. Para isso, torna-se necessário
conhecer um ponto do plano e dois vetores pertencentes ou paralelos a ele. O conceito é que qualquer ponto
que pertença ao plano , obrigatoriamente é obtido, partindo do ponto dado , por uma
combinação linear dos dois vetores do plano.
Separando a mesma para cada uma das coordenadas, define-se a equação paramétrica do plano como:
Pode-se obter a equação paramétrica através da equação geral do plano, basta fazer , na
equação geral e obter o valor de . Assim, se produz uma equação paramétrica
Para se obter a equação geral através da equação paramétrica do plano: pegue duas das três equações e
ache o valor de e em relação às duas coordenadas escolhidas, por exemplo, e . Depois, substitua
o valor de e na terceira equação, então, obtém-se a equação geral.
Concorrentes Coincidentes
Paralelos
Um caso particular dos planos concorrentes, são os planos ortogonais, isto é, fazem 90° entre si.
A posição relativa entre os planos é dada pela análise do vetor normal aos mesmos. Como visto no item
anterior, um plano de equação geral tem um vetor normal dado por . Sejam
dados dois planos , com vetor normal ,e
, com vetor normal .
•
Se , as duas equações representam o mesmo plano, assim, os planos e
serão planos coincidentes.
•
representam que os dois vetores normais são paralelos, mas não são equações
do mesmo plano, assim, os planos e serão planos paralelos.
• Os demais casos vão denotar que os planos e serão planos concorrentes.
No caso dos planos concorrentes, pode-se obter a equação da reta que há a interseção dos planos. Os
pontos da reta de interseção devem satisfazer as duas equações do plano:
Uma solução é resolver o sistema para duas variáveis em relação à terceira. Dessa forma, teremos, por
exemplo, y tem função de . Logo, define-se como um parâmetro e teremos as equações
paramétricas.
Exemplo
Chave de resposta
Comparando os coeficientes das equações gerais dos planos:
Dessa forma, não existe interseção entre os planos e o ângulo formado entre eles é zero.
De forma similar às retas, o ângulo entre os planos será o mesmo ângulo entre seus vetores normais. Assim,
sejam os planos e , com vetores normais e . O ângulo formado entre os planos será calculado
por:
Por definição, o ângulo entre os planos será sempre o ângulo agudo, isto é, menor ou igual a .
Se o produto escalar , então os dois planos serão ortogonais. Se os planos forem paralelos ou
coincidentes, o ângulo é dito como .
Exemplo 1
Chave de resposta
Convertendo a equação do segundo plano para equação geral. Separando duas das três equações e
achando o valor de β e α em relação às coordenadas:
Substituindo na segunda:
Assim,
Substituindo na equação do
Comparando agora os coeficientes das equações gerais dos planos:
Exemplo 2
Chave de resposta
Acompanhe, neste vídeo, a resolução de um exemplo prático para calcular a interseção e o ângulo entre
dois planos. Após a fundamentação teórica, exploramos passo a passo a aplicação dos conceitos em uma
situação concreta, reforçando a compreensão por meio da prática.
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Teoria na prática
Na interseção entre duas elevações, existe um rio que segue uma trajetória retilínea. A primeira elevação é
modelada como plano e a segunda elevação é modelada pela equação do plano
Qual a equação que modela a trajetória do rio?
Chave de resposta
No vídeo a seguir o professor vai desenvolver o cálculo que resultará na resposta desta questão.
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Mão na massa
Questão 1
A Coincidentes
B Paralelos
C Concorrentes
D Reversos
E Oblíquo
Questão 2
Determine a equação do plano que passa pelos pontos e é perpendicular ao vetor (1, 1, -2).
Questão 3
Determine o valor da equação geral do plano que passa pelos pontos A(0,1,3), B(1,1,2) e C(1,-2,1).
E
A alternativa C está correta.
No vídeo a seguir, vamos desenvolver o cálculo que resultará na resposta da questão.
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Questão 4
A 1
B √2/
3
C √10/
2
D √10/
5
E √22/
2
Questão 5
A 0
B 1
C 2
D 3
E 4
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Questão 6
A Coincidentes
B Paralelos
C Concorrentes
D Reversos
E Oblíquos
Pela equação paramétrica do segundo plano, pode-se obter dois vetores paralelos a este plano (1, 4, 1) e
(3, 2, −2).
Verificando o aprendizado
Questão 1
A 3
B 4
C 5
D 6
E 7
e reais.
A Coincidentes
B Paralelas
C Concorrentes
D Reversas
E Antiparalelas
Subtraindo:
Substituindo na equação do
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Exemplo
Chave de resposta
Confira:
Exemplo
Chave de resposta
A equação do plano já está na forma geral. Se estivesse em outro formato, teríamos que converter para
geral para obtermos o vetor normal. O vetor normal é , assim:
Seja um ponto e a reta . A distância entre o ponto e a reta é dada pelo módulo do
vetor , no qual o ponto pertence à reta e o segmento é perpendicular à reta. A distância entre
o ponto e a reta, no espaço, será:
Em que e são dois pontos quaisquer da reta e é o vetor diretor dessa reta.
No caso do , o raciocínio pode ser análogo ao feito para determinar a distância do ponto ao plano.
Exemplo
Chave de resposta
Da equação da reta, obtém-se o vetor diretor e
Chave de resposta
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Mão na massa
Questão 1
A √6
B 2√6
C 3√6
D 4√6
E
A alternativa C está correta.
Pode ser calculado por:
Questão 2
Questão 3
A distância entre o ponto e vale 5. Determine o valor de , sabendo que é maior do que 6.
A 7
B 8
C 9
D 10
E 12
Questão 4
A distância entre dois planos paralelos é dada pela distância de um ponto do primeiro plano e o segundo plano
ou vice-versa. Determine a distância entre os planos .
E
A alternativa D está correta.
No vídeo a seguir, vamos desenvolver o cálculo que resultará na resposta da questão.
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Questão 5
A √5
B 2√2
C √3
D 2√3
E 2
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Questão 6
A
B
Verificando o aprendizado
Questão 1
A 1
B √2
C √3
D √5
E √6
Questão 2
A √6
B √5
C √3
D 1
E 0
Considerações finais
Iniciamos nosso estudo partindo da determinação das equações fundamentais da reta (no e ) e do
plano (no ), estabelecendo a base para análises mais complexas. Em seguida, investigamos as intrincadas
posições relativas entre retas e entre planos, além dos ângulos que se formam em suas interseções ou
paralelismos. O estudo culminou com a aplicação desses conceitos no cálculo de distâncias essenciais: entre
pontos, ponto e reta, e ponto e plano. Assim, aprendemos as definições e representações de retas e planos e
aplicamos ativamente esse conhecimento para interpretar e quantificar suas inter-relações espaciais.
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IEZZI, G. Fundamento de Matemática Elementar 7. 4. ed. São Paulo: Atual, 1978. cap. 2, p. 25-45, cap. 3, cap.
4, p. 77-82.
Referências
SANTOS, R. J. Um Curso de Geometria Analítica e Álgebra Linear. 1. ed. Belo Horizonte: Imprensa Universitária
da UFMJ, 2012.
STEINBRUNCH, A.; WINTERLE, P. Geometria Analítica. 2. ed. São Paulo: McGraw-Hill, 1987.