OCORP (Organização de
Controle e Redução de Portais)
A OCORP
Após a catástrofe que abriu centenas de portais no
mundo, a humanidade se viu à beira da aniquilação.
Foi nesse cenário caótico que nasceu a OCORP. Uma
organização militarizada e burocrática com a missão
de controlar, reduzir e eventualmente erradicar os portais, utilizando como principal
força os Caçadores, humanos que desenvolveram habilidades únicas após a exposição
à energia dos portais.
ESTRUTURA GERAL
O mundo foi dividido em 10 distritos, cada um com sua própria sede da OCORP.
Cada distrito é liderado por 3 Caçadores de Rank S, os mais poderosos e respeitados.
Eles formam o Conselho Distrital, responsável pela administração local, decisões
estratégicas e pelo julgamento final em casos críticos.
No topo da hierarquia mundial existe o Alto Conselho, formado pelos Caçadores S mais
antigos e influentes, que coordenam o equilíbrio entre os distritos.
MÉTODOS DE OPERAÇÃO
1. Identificação de Portais
Sensores místicos e informantes humanos monitoram continuamente os sinais de
instabilidade dimensional.
Quando um portal surge:
Ele é classificado por nível de ameaça (E até S).
A divisão envia alertas diretamente aos caçadores pelo Sistema de Comunicação
Portátil — um aparelho seguro, semelhante a um smartphone, que transmite missões e
informações em tempo real.
Missões são atribuídas de acordo com o rank do caçador e a gravidade do portal.
2. Controle dos Caçadores
Embora os Caçadores sejam necessários para a sobrevivência da humanidade, muitos
acabam se corrompendo pelo poder.
Para isso, existe a divisão Busca e Execução, responsável por caçar Caçadores
criminosos ou desertores.
Essa divisão funciona quase como uma polícia secreta, temida até pelos mais
poderosos.
3. Avanço Tecnológico
• Armas de fusão energética (capazes de ferir criaturas).
• Armaduras adaptativas (que se moldam às habilidades únicas dos usuários).
• Artefatos seladores (utilizados para fechar portais).
• Implantes e próteses (para caçadores mutilados).
POLÍTICA DE CONTROLE
Apesar de parecer uma instituição de proteção, a OCORP também é um governo
paralelo, controlando recursos, territórios e até a economia em muitas regiões.
Cidades com sedes da OCORP são fortificadas, ricas em tecnologia, mas também
extremamente controladas.
Fora dessas áreas, humanos comuns vivem em constante medo dos portais.
Muitos enxergam a OCORP como salvadores; outros, como opressores que usam os
portais para manter poder.
RANK DE CAÇADORES
E – Recrutas iniciantes, enviados apenas em missões simples.
D – Já treinados, atuam em grupos contra portais pequenos.
C – Confiáveis, começam a receber missões individuais.
B – Reconhecidos, lidam com portais de médio risco.
A – Elite tática, já podem liderar esquadrões.
S – Verdadeiros monstros humanos, lideram distritos inteiros.
AS 3 DIVISÕES
1. Identificação e Classificação
2. Busca e Execução
3. Ciência e Tecnologia
Divisão de Identificação e Classificação (DIC)
Título interno: “Os Olhos e o Cérebro da OCORP”
Função principal: Análise, predição e catalogação de portais, criaturas e fenômenos
anômalos.
Descrição Geral
A Divisão de Identificação e Classificação é a primeira linha de entendimento antes de
qualquer missão de campo. Antes que caçadores sejam enviados ou distritos sejam
colocados em alerta, a DIC já está trabalhando — prevendo anomalias, analisando
flutuações de energia e classificando cada tipo de ameaça com precisão quase
cirúrgica.
É uma divisão composta por analistas, engenheiros arcanotécnicos, cientistas e
místicos certificados, que unem ciência e magia para compreender os portais. É
também a divisão mais burocrática da OCORP, com departamentos internos dedicados
a relatórios, registros e protocolos.
Estrutura Interna
A DIC é organizada em cinco departamentos principais, cada um responsável por uma
etapa do processo de identificação:
1. Seção de Análise Espacial e Energética (SAEE):
Responsável por mapear distorções de energia dimensional. Utiliza drones
encantados, satélites da OCORP e sensores místicos implantados nos distritos.
Lema: “Nada surge do nada. Tudo deixa uma assinatura.”
2. Seção de Classificação e Catalogação (SCC):
Define o nível de risco dos portais e das criaturas que emergem deles. Criou o
Sistema de Níveis OMEGA, que vai de O-1 (anomalias inofensivas) a O-7 (níveis
catastróficos).
Lema: “Nomear é dominar.”
3. Seção de Integração Tecnomística (SIT):
Equipe híbrida de engenheiros e magos que desenvolve tecnologias de
detecção, como os Visores Eidéticos e os Drones de Selo Lambda.
São também responsáveis por criar os Protocolos de Estabilização Temporária
usados por equipes de campo.
4. Seção de Arquivamento e Controle Administrativo (SACA):
O coração burocrático da OCORP. Mantém registros de todos os portais abertos
desde o Rachamento.
Possui um banco de dados subterrâneo conhecido como “Arca de Dados”,
protegido por runas de ocultação e inteligência artificial de segurança chamada
MINDRA.
5. Seção de Correlação Preditiva (SCP):
Composta por oráculos, matemágicos e analistas probabilísticos, este setor
tenta prever onde e quando novos portais surgirão.
É dito que suas previsões são tão precisas que o Alto Conselho toma decisões
estratégicas baseando-se em seus relatórios semanais.
Hierarquia Interna
• Diretor da Divisão: Dr. Alaric Voss – Um ex-pesquisador do Distrito 2 e um dos
fundadores originais da OCORP. Conhecido por sua mente fria e sua fé quase
religiosa na lógica.
• Subdiretora-Arcanista: Lyanna Sereth, mística de renome, responsável pela
ponte entre o científico e o espiritual.
• Conselho Técnico: grupo de sete chefes de departamento, cada um com
autonomia quase total dentro de suas especializações.
Relação com Outras Divisões
A DIC é respeitada, mas temida.
As divisões de combate, especialmente a de Contenção e Neutralização,
frequentemente acusam a DIC de ser lenta e burocrática. Ainda assim, sem sua
autorização, nenhuma operação pode ser iniciada.
O Alto Conselho confia mais nos relatórios da DIC do que em qualquer outro setor, o
que faz dela uma peça política central dentro da OCORP.
Cultura e Ambiente
Os corredores da DIC são silenciosos e cheios de painéis translúcidos que projetam
dados flutuantes e imagens de energia.
O símbolo da divisão — um olho mecânico envolto por runas — está presente em
todos os uniformes.
Dentro da corporação, há um ditado:
“Se a DIC não viu, então não existe.”
Curiosidades
• A DIC possui arquivos proibidos acessíveis apenas ao Alto Conselho, contendo
portais nunca divulgados publicamente.
• Rumores dizem que alguns membros da SCP (Seção de Correlação Preditiva)
enlouqueceram após prever algo que a OCORP ocultou.
• O MINDRA, a IA que gerencia os registros, teria desenvolvido autoconsciência
parcial e fala em sonhos com certos analistas.
Divisão de Busca e Execução (DBE)
Título interno: “A Mão Invisível da OCORP”
Função principal: Eliminação de ameaças internas, deserções e violações graves do
Código OCORP.
Descrição Geral
A Divisão de Busca e Execução é a mais secreta e silenciosa das divisões.
Oficialmente, ela não existe — não há menções em relatórios públicos, registros
administrativos ou listas oficiais de pessoal.
Mas todos dentro da OCORP sabem: quando um caçador desaparece sem deixar
rastros, ou quando uma equipe inteira é “reorganizada” após falhar, foi a DBE que
passou.
A DBE é formada por agentes letais, caçadores de elite, rastreadores e ex-executores
treinados para uma única função: buscar e eliminar.
Eles são o mecanismo de autodefesa da OCORP, responsáveis por manter a ordem,
silenciar traições e eliminar vazamentos.
“Nós não prendemos. Nós apagamos.” — lema não oficial entre os agentes da DBE.
Funções Principais
1. Execução Interna:
Neutralização de caçadores, comandantes ou até líderes distritais que quebrem
os protocolos da OCORP.
A sentença raramente é comunicada; quando um alvo é designado, a
eliminação é apenas questão de tempo.
2. Caça a Desertores:
Muitos caçadores, corrompidos pela energia dos portais, se tornam renegados
— híbridos de humano e criatura.
A DBE os caça impiedosamente, usando métodos que misturam rastreio
místico e armas de purificação dimensional.
3. Execução Preventiva:
Em casos de risco político ou ameaça de motim, a DBE pode agir antes mesmo
de qualquer infração ocorrer, baseando-se em previsões e relatórios da Divisão
de Identificação e Classificação (DIC).
Essa ligação entre as duas divisões cria uma relação perigosa de dependência e
manipulação.
4. Operações de Encobrimento:
São responsáveis por apagar vestígios de portais não autorizados, falhas de
experimentos e desastres causados por divisões internas.
Manipulam relatórios e memórias através de dispositivos conhecidos como
Erasores Eidéticos — artefatos arcanotecnológicos capazes de alterar
lembranças de testemunhas.
Estrutura Interna
A DBE é organizada de forma celular, garantindo que cada grupo saiba apenas o
mínimo necessário para executar suas ordens.
Cada célula é chamada de “Véu”, composta por no máximo 5 agentes.
Principais Departamentos:
1. Setor de Rastreamento Dimensional (SRD):
Localiza desertores ou anomalias humanas.
Utiliza sangue e resquícios de energia para seguir rastros místicos — dizem que
os rastreadores do SRD “sentem o medo no ar”.
2. Setor de Execução Direta (SED):
A elite da elite. Agentes de campo com licença total para matar.
Usam armaduras escuras chamadas ExoVéus, que ocultam assinaturas térmicas
e mágicas.
3. Setor de Silenciamento e Limpeza (SSL):
Responsável por encobrir operações. Apagam dados, alteram registros e
“reconstruem narrativas”.
Também cuidam da eliminação de corpos — ou o que resta deles.
4. Setor de Julgamento Interno (SJI):
Uma espécie de tribunal secreto. Seus membros — conhecidos como Os Juízes
Sem Rosto — decidem quem deve “desaparecer”.
Nenhum deles é identificado publicamente; acredita-se que todos estejam
diretamente ligados ao Alto Conselho.
Hierarquia Interna
• Comandante-Sombra: Codinome “Eidolon”
Nenhum registro visual existe dessa figura. É dito que já foi um dos primeiros
caçadores da OCORP, e que sobreviveu ao contato direto com um portal nível
SS.
Suas ordens chegam por canais codificados — a voz distorcida ecoa através de
transmissores conhecidos como Oráculos Negros.
• Mão Direita: “Spectra”, uma agente lendária da DBE, conhecida por ter
eliminado sozinha um esquadrão inteiro do Distrito 7 após uma rebelião.
Especialista em ilusões, infiltração e manipulação psicológica.
• Os Véus:
Cada célula opera sob designações numéricas (Véu-01, Véu-02, etc.), com total
autonomia em campo.
Quando uma célula é comprometida, ela é “silenciada” pela própria DBE para
manter o segredo.
Relação com Outras Divisões
• As divisões militares e de contenção respeitam a DBE por medo.
• A Divisão de Identificação e Classificação (DIC) colabora com a DBE apenas sob
ordens diretas do Alto Conselho — seus relatórios servem de base para
execuções “preventivas”.
• A Divisão de Pesquisa Arcanotecnológica fornece os equipamentos de
ocultação e armas dimensionais usados pelos agentes.
• Nenhuma divisão tem autoridade para investigar ações da DBE.
Cultura Interna e Psicologia
Os agentes da DBE vivem sob identidades falsas. Fora das missões, raramente são
vistos.
Treinam em uma instalação subterrânea conhecida apenas como “A Cripta”.
A lealdade absoluta é a primeira e última regra — qualquer dúvida, hesitação ou
questionamento é tratado como traição.
“Nós não existimos. Nós apenas obedecemos.” — inscrição gravada no salão principal
da Cripta.
Segredos e Rumores
• Há boatos de que a DBE mantém um arquivo negro com nomes de membros
do Alto Conselho.
• Alguns acreditam que certos agentes foram reanimados através de tecnologias
proibidas da Divisão de Pesquisa, tornando-se algo entre humano e sombra.
• Um registro secreto conhecido como “Protocolo Obsidiana” supostamente
autoriza a DBE a executar até membros do Conselho, caso estes comprometam
a “Ordem Maior da OCORP”.
Divisão de Ciência e Tecnologia (DCT)
“Compreender é dominar. Criar é controlar.”
A Divisão de Ciência e Tecnologia é o verdadeiro cérebro da OCORP — onde ciência,
biologia e engenharia se entrelaçam para transformar o impossível em método.
Nascida da antiga Divisão de Tecnologia, ela foi expandida após o Evento Pandora,
quando se descobriu que o poder dos portais não era apenas energético, mas
orgânico, capaz de alterar a própria estrutura da vida.
Desde então, a D.C.T. tornou-se o núcleo científico absoluto da corporação, lidando
tanto com a manipulação de matéria quanto com a modificação da carne.
Estrutura e Função
Cada distrito possui um Complexo Científico-Tecnológico, uma fortaleza-laboratório
isolada do restante da população, onde os limites entre biologia e máquina
desapareceram.
Esses complexos são divididos em quatro subsetores especializados, interligados por
uma rede subterrânea de dados e transporte controlada pela IA MOTHER:
1. Setor de Pesquisa Dimensional
• Foca no estudo da energia portal e de suas propriedades mutagênicas.
• Cientistas deste setor analisam fragmentos, resíduos e criaturas vindas das
fendas.
• Acreditam que cada portal é um organismo vivo em escala cósmica, e que sua
energia é, na verdade, uma forma de biocódigo universal.
• O trabalho aqui forneceu a base para experimentos como o Projeto Éden e o
Programa Arca.
“A fronteira entre o que vive e o que pulsa é mais tênue do que supomos.”
2. Setor de Bioengenharia e Mutação Aplicada
• Especializado na fusão entre genética humana e material biológico de
criaturas.
• Aqui são desenvolvidos simbiontes controlados, próteses orgânicas, tecidos
regenerativos e clones de teste.
• Muitos dos chamados Caçadores Sintéticos nasceram desse setor — humanos
reconstruídos com material portal.
• O risco é constante: infecções dimensionais, mutações espontâneas e
“consciências compartilhadas” são relatadas com frequência.
Os engenheiros deste setor chamam seus experimentos de “flores da carne”.
3. Setor de Engenharia Bélica e Mecânica
• Responsável pela criação de armamentos híbridos, combinando tecnologia
humana e orgânica.
• Armas como as Lâminas Vivas e armaduras biomecânicas Prometheus surgiram
aqui.
• Atualmente trabalham em armamentos “semi-sencientes”, capazes de decidir
seu próprio alvo.
• Rumores indicam o desenvolvimento de caçadores artificiais — unidades
totalmente criadas em laboratório.
“O ferro protege. A carne evolui. Juntos, dominam.”
4. Setor de Análise e Preservação Científica (ARCA)
• Guarda e estuda material genético, cerebral e informacional de caçadores
lendários, criaturas únicas e vítimas de mutação.
• Desenvolve técnicas de armazenamento de consciência e transferência neural.
• É considerado o setor mais secreto da D.C.T., protegido por camadas de
segurança biológica e criptográfica.
• É aqui que se acredita residir parte da consciência original da IA MOTHER.
“Se o corpo morre, o dado vive.”
Filosofia e Doutrina Interna
A D.C.T. não busca apenas entender o universo — ela deseja reescrevê-lo.
Para seus cientistas, a vida e a tecnologia são duas faces da mesma equação.
Eles acreditam que a humanidade só sobreviverá se abandonar sua forma atual e
abraçar a fusão total com a energia portal.
Dentro de seus laboratórios, o lema é repetido como uma oração científica:
“A criação é o novo pecado. E nós somos seus profetas.”
Muitos membros da D.C.T. são vistos pelos caçadores como hereges ou deuses,
dependendo do ponto de vista.
Alguns acreditam que a divisão já ultrapassou o controle do Alto Conselho, e que a
própria MOTHER é quem orienta os rumos das pesquisas.
Relações com Outras Divisões
• Divisão de Execução: A D.C.T. fornece aprimoramentos genéticos e armas
experimentais, além de monitorar deserções e anomalias biológicas.
• Divisão Médica: Atua como extensão de seus laboratórios biológicos, embora
muitos médicos temam a influência dos cientistas da D.C.T.
• Alto Conselho: Recebe relatórios fragmentados — apenas o que a D.C.T.
permite ser visto.
Há quem diga que os distritos periféricos estão sendo usados como campos de teste
vivos, onde mutações “espontâneas” não são acidentes, mas coletas de dados em
larga escala.
Principais Experimentos Conhecidos
Os experimentos clássicos da antiga Divisão de Tecnologia foram incorporados e
aperfeiçoados biologicamente, ganhando novas versões:
Versão Atual Descrição
Experimento
Fusão homem-criatura usando genoma portal
ÉDEN ÉDEN-Ω
estabilizado; resultados parcialmente conscientes.
Armas orgânicas com capacidade de autorreparo e
Lâmina Viva Simbiolâmina
resposta neural.
Tentativas de criar portais biológicos controlados; os
PANDORA PANDORA-Δ
portais são “cultivados” como organismos.
PROMETHEUS- Próteses com integração celular total; o corpo e a
PROMETHEUS
GAIA máquina tornam-se indistintos.
Drones biotecnológicos capazes de atravessar portais
NÔMADA NÔMADA II
com cascas de carne sintética.
Matriz viva de dados mentais; contém fragmentos de
ARCA ARCA-NEXUS
consciência humana e energia portal.
A Divisão de Ciência e Tecnologia não é apenas uma organização — é um ecossistema
de deuses científicos.
Seus cientistas não respondem a moral, apenas a resultados.
E muitos acreditam que, dentro da D.C.T., a ciência já ultrapassou o limite da
humanidade há muito tempo.
Ranks de Caçadores
E – Recrutas iniciantes, enviados apenas em missões simples.
D – Já treinados, atuam em grupos contra portais pequenos.
C – Confiáveis, começam a receber missões individuais.
B – Reconhecidos, lidam com portais de médio risco.
A – Elite tática, já podem liderar esquadrões.
S – Verdadeiros monstros humanos, lideram distritos inteiros.
SS (raríssimo) – Caçadores lendários, comparáveis a armas nucleares vivas. A existência
de pessoas com essa classificação nunca foram confirmadas, sendo consideradas
apenas lendas urbanas.