Cibersegurança
A cibersegurança é uma área de extrema importância para a sociedade. Com o
aumento das ameaças cibernéticas, como ataques de hackers, vírus e roubo de
dados, torna-se essencial que os profissionais estejam preparados para proteger as
informações e sistemas de suas organizações. A cibersegurança protege os dados
sensíveis e garante a continuidade dos negócios, a confiança dos clientes e a
integridade das operações.
O estudo da cibersegurança oferece uma base sólida para uma carreira promissora e
em constante evolução. Ao adquirir conhecimentos nessa área, os futuros
profissionais estarão aptos a identificar vulnerabilidades, implementar medidas de
proteção e responder a incidentes de segurança de forma eficaz. Além disso, a
cibersegurança é uma competência valorizada em diversos setores, como financeiro,
saúde, governo e tecnologia, ampliando as oportunidades de emprego.
Portanto, investir no aprendizado de cibersegurança prepara o(a) aluno(a) para
enfrentar os desafios do mercado de trabalho e contribui para a construção de um
ambiente digital mais seguro e confiável para todos.
Objetivos
Ao final desta disciplina, você deverá ser capaz de:
• Avaliar a infraestrutura de segurança em rede que melhor atendem às
necessidades de um cliente e os pilares (confidencialidade, integridade e
disponibilidade) com atenção às leis relacionadas à segurança cibernética.
• Descrever táticas, tecnologias, produtos e procedimentos que são usados para
proteger os pilares da cibersegurança.
• Configurar a cibersegurança por meio de ferramentas físicas e lógicas em uma
infraestrutura.
• Explicar a finalidade das Políticas de Segurança da Informação.
Conteúdo Programático
Esta disciplina está organizada de acordo com as seguintes unidades:
• Unidade 1 – Conceitos de segurança da informação e seus pilares
• Unidade 2 – Ataques e ameaças à cibersegurança
• Unidade 3 – Segurança em ambientes computacionais e práticas atuais
• Unidade 4 – Políticas de segurança da informação
Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga
de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para
sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge.
Autoria
Fabio Fonseca Barbosa Gomes
Bacharel em Sistemas de Informação pelo Centro Universitário Estácio da Bahia
(2007) e mestre em Sistemas e Computação pela Universidade Salvador – Unifacs
(2016). Atualmente é professor assistente no Senai Cimatec, professor horista do
Centro Universitário Dom Pedro II – UniDomPedro, professor mestre da Fundação
Visconde de Cairu, professor assistente da Escola Bahiana de Medicina e Saúde
Pública – EBMSP, e professor universitário e coordenador do Centro Universitário
Jorge Amado – Unijorge. Tem experiência na área de Ciência da Computação, com
ênfase em Redes de Computadores, atuando principalmente nos seguintes temas:
saúde digital, ensino à distância, sistemas de informação, automação residencial,
computação ubíqua e pervasiva e redes de computadores.
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Conceitos de segurança da informação
e seus pilares
A compreensão dos conceitos de segurança da informação, além dos pilares de
confidencialidade, integridade e disponibilidade, são importantes para garantir a
proteção das informações contra acessos não autorizados, alterações indevidas e
indisponibilidades que possam comprometer a operação de uma organização.
Estudar esses conteúdos, permite identificar e mitigar vulnerabilidades,
implementando as políticas de segurança eficazes, respondendo aos incidentes de
segurança. Além disso, o conhecimento sobre leis e regulamentações, como a Lei
Geral de Proteção de Dados (LGPD) e o Marco Civil da Internet, é fundamental
para assegurar que as práticas de segurança estejam em conformidade com as
exigências legais.
Portanto, dominar os conceitos dos pilares associados preparam o(a) estudante para
enfrentar os desafios do mercado de trabalho, contribuindo para a construção de um
ambiente digital mais seguro e confiável, essencial para a continuidade dos negócios e
a proteção dos dados sensíveis.
Objetivo
Ao final desta unidade, você deverá ser capaz de:
• Avaliar a infraestrutura de segurança em rede que melhor atendem às
necessidades de um cliente e os pilares (confidencialidade, integridade e
disponibilidade) com atenção às leis relacionadas à segurança cibernética.
Conteúdo Programático
Esta unidade está organizada de acordo com os seguintes temas:
• Tema 1 - Conceito e importância da segurança da informação – dados,
informação e conhecimento: distinções e inter-relações
• Tema 2 - Ativos de informação, ameaças e vulnerabilidades: definições e
exemplos práticos
• Tema 3 - Exemplos de falhas de segurança no cotidiano (estudos de caso)
• Tema 4 - Princípios éticos relacionados à segurança digital e LGPD (Lei
Geral de Proteção de Dados – Brasil) e o Marco Civil da Internet
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Acesse "Sight - by Sight Systems" - Animação de ficção científica que mostra a
importância da segurança da informação em uma tecnologia futurista como uma fusão
de smartphone com uma lente de contato.
É possível ver que, por meio de engenharia social, o atacante consegue enganar a
vítima e, ao perceber que irá ser descoberto, ele consegue realizar o hackeamento do
sistema “travando” as memórias da vítima.
Esse vídeo apresenta um problema grave de engenharia social e também a quebra do
pilar de integridade, além de outros problemas de aspecto social.
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Tema 1
Conceito e importância da segurança da
informação – dados, informação e conhecimento:
distinções e inter-relações
Como compreender a segurança da informação?
Segurança é um termo que transmite conforto e tranquilidade a quem desfruta de seu
estado. Entender e implementar esse estado em um ambiente organizacional exige
conhecimento e práticas especializadas que somente são possíveis com o emprego e
uso de um código de práticas de segurança contidos em uma norma, como a ABNT
NBR ISO/IEC 17799:2005.
Em relação à segurança da informação, o principal foco é no trabalho ou ideia de
tornar seguros os dados (informações) que a empresa ou organização possui.
Para isso, é necessário planejamento para eliminar as vulnerabilidades
existentes na rede.
Dessa forma, compreende-se que a segurança da informação é um tema
extremamente importante na atualidade, visto que vivemos em uma época em que
praticamente tudo funciona por meio digital e o risco de ter dados roubados é grande.
Porém, para entender por completo o conceito da segurança da informação é
necessário a compreensão de elementos-chave. Para começar, é necessário
compreender a composição da segurança da informação.
A segurança da informação é composta de ativos, que são as informações
protegidas.
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Ela é uma tríade de três características apresentadas no diagrama a seguir:
Na imagem, observamos que a segurança da informação é composta pelos
equipamentos e sistemas, combinado com as informações e com as pessoas que
utilizam essas informações (peopleware).
Importante!
Esses três elementos funcionam em conjunto, pois até mesmo uma máquina
automatizada precisa de uma pessoa para configurá-la em algum momento.
Além desses importantes elementos que formam a tríade da segurança da informação,
precisamos compreender os principais conceitos sobre a informação em si e, para
isso, devemos entender a diferença entre dados, informação e conhecimento.
Dados
Elementos brutos, como números, palavras ou imagens, que, por si só, não têm
significado. Por exemplo, um conjunto de números como "12345" são apenas dados.
Os dados são a base de tudo, mas precisam ser organizados e interpretados
para se tornarem úteis.
Quando organizamos e interpretamos os dados, transformamos esses dados em
informação.
Informação
É composta por um conjunto de dados processados que têm significado e contexto.
Por exemplo, se os números "12345" representam um código de produto, isso já é
uma informação útil.
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A informação é essencial para a tomada de decisões e para a execução de
tarefas.
Quando essas informações estão em conjunto de maneira organizada, podem gerar
conhecimento.
Conhecimento
O conhecimento se dá quando usamos a informação para resolver problemas, tomar
decisões estratégicas e inovar. Por exemplo, saber que "12345" é um código de
produto e entender como esse produto se comporta no mercado é conhecimento.
Portanto, a segurança da informação envolve proteger dados, informação e
conhecimento contra acessos não autorizados, alterações indevidas e
indisponibilidades.
Ao estudar esses conceitos, estaremos mais bem preparados para identificar
vulnerabilidades, implementar medidas de proteção e responder a incidentes de
segurança de forma eficaz.
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Tema 2
Ativos de informação, ameaças e
vulnerabilidades: definições e exemplos práticos
Como se proteger contra as ameaças e
vulnerabilidades?
A cibersegurança aborda a importância de proteger informações contra acessos não
autorizados, alterações indevidas e indisponibilidades, e o estudo desses conceitos
permite identificar as principais vulnerabilidades e implementar as políticas de
segurança da informação mais eficazes para solucionar o problema.
Inicialmente, é necessário compreender os pilares da segurança da informação, que
são divididos em
• Confidencialidade.
• Integridade.
• Disponibilidade.
Cada um deles funciona da seguinte forma:
Confidencialidade Integridade Disponibilidade
Garante que os
Garante que as Assegura que os dados sistemas e dados
informações sejam não sejam alterados de estejam disponíveis
acessíveis apenas por forma não autorizada. quando necessários.
pessoas autorizadas. Utilizar mecanismos Implementação de
Isso pode ser feito por como assinaturas redundância e planos
criptografia de dados e digitais pode ajudar a de recuperação de
controle de acesso manter a integridade desastres são práticas
rigoroso. dos dados. comuns para assegurar
a disponibilidade.
Existem diversas formas de atacar os três pilares apresentados; o atacante sempre
está em busca de vulnerabilidades nos sistemas — ou nas pessoas que utilizam esses
sistemas.
Apresentaremos, em nossos estudos, algumas formas de ataque de engenharia
social, em que o atacante tenta enganar a vítima para conseguir roubar informações
ou conseguir acesso a uma rede restrita.
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Exemplos práticos de quebra de pilar
Vejamos, a seguir, alguns exemplos de quebra de pilar:
Exemplo 1
Um gerente de um banco possui um notebook contendo informações confidenciais da
empresa e, ao sair do táxi, ele esquece o aparelho no carro.
Nesse caso, o pilar quebrado foi o da disponibilidade, pois o equipamento não está
mais disponível para o usuário.
Exemplo 2
Manter o software atualizado é vital para corrigir vulnerabilidades conhecidas.
Por exemplo, um administrador de sistemas pode configurar atualizações automáticas
para sistemas operacionais e aplicativos, garantindo que todas as correções de
segurança sejam aplicadas prontamente.
Isso evita ataques de ransomware, que é um tipo de malware com objetivo de
sequestrar os dados de um sistema, criptografando-os e tornando-os inacessíveis para
o usuário.
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Os atacantes então exigem um pagamento, geralmente em criptomoedas, para
fornecer a chave de descriptografia e permitir que o usuário recupere seus dados.
Esse tipo de ataque pode causar grandes prejuízos financeiros e operacionais,
especialmente para empresas e organizações.
Verificamos, então, que a quebra de um dos pilares pode tornar possível a corrupção
ou até mesmo o furto de dados. Alguns tipos de ataques surgem devido a grandes
problemas de vulnerabilidades que podem estar disponíveis em sistemas, incluindo
falhas humanas que podem tornar possível um ataque até mesmo em sistemas
seguros.
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Tema 3
Exemplos de falhas de segurança no cotidiano
(estudos de caso)
Como manter a segurança em ambientes
organizacionais?
Manter a segurança em ambientes organizacionais exige uma abordagem ampla que
combine governança, tecnologia, treinamento e resposta a incidentes. O ponto de
partida é a adoção de políticas claras e normas reconhecidas, como a ISO 27001 e a
LGPD (que conheceremos mais adiante).
Por isso, é importante que a cibersegurança esteja alinhada com a estratégia da
empresa. Uma das formas de garantir esse alinhamento é por um Plano Diretor de
Segurança da Informação (PDSI), que só funcionaria adequadamente com o apoio
da alta direção.
Além disso, deve-se implementar mecanismos de gestão de riscos e continuidade dos
negócios, com backups isolados, testados e políticas de restauração frequente,
garantindo que os dados estejam disponíveis mesmo após um incidente.
Saiba mais
A ISO 27001 é uma norma que contempla requisitos diversos, além de
apresentar uma série de controles que ajudam o profissional de Tecnologia
da Informação a manter os dados seguros.
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Entre os tipos de controles previstos na norma, destacamos os listados a
seguir:
• Políticas de segurança.
• Gestão de ativos.
• Controle de acesso.
• Criptografia.
• Segurança física.
• Segurança operacional.
• Comunicações.
• Aquisição de sistemas.
• Relacionamentos com fornecedores.
• Gestão de incidentes.
• Continuidade de negócios.
Além dos aspectos estratégicos da empresa, também é necessário manter uma série
de cuidados com a rede de computadores e seus servidores.
Como exemplo, listamos os seguintes cuidados:
• Manter os sistemas atualizados.
• Aplicar hardening (processo de reforço de sistemas, minimizando
vulnerabilidades e reduzindo áreas de ataque dos hackers) nos servidores.
• Segmentar redes.
• Utilizar antivírus e ferramentas de monitoramento constantes.
Porém, mesmo com esses cuidados, um grande problema são os ataques de
engenharia social, que causam boa parte dos incidentes na área de cibersegurança.
Por isso, é fundamental a realização de capacitações constantes dos colaboradores
para reconhecerem tentativas dessas práticas no uso de dados.
Além disso, contar com inteligência de ameaças e redes de compartilhamento de
informações ajuda a antecipar vulnerabilidades e fortalecer defesas. Quando ocorrem
incidentes, uma resposta rápida, coordenada e planejada, por meio de um protocolo
de crise, pode reduzir significativamente os impactos.
Estudos de caso
Apresentamos, a seguir, dois estudos de caso de ataques a sistemas de empresas.
Estudo de caso 1 – Lojas Renner
Um exemplo relevante foi o caso do ataque de ransomware que atingiu as Lojas
Renner em agosto de 2021.
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O grupo criminoso RansomEXX invadiu os sistemas da empresa, comprometendo o
funcionamento do e-commerce, dos aplicativos e de sistemas de pagamento. No
entanto, a Renner já dispunha de um plano de continuidade e políticas de segurança
robustas.
Graças a isso, os serviços foram restabelecidos em até 48 horas, sem que houvesse
pagamento de resgate e, segundo a empresa, sem vazamento de dados pessoais de
clientes ou funcionários.
O episódio destacou a importância de manter backups atualizados e de uma resposta
rápida para preservar a integridade dos serviços e a reputação da organização (O que,
2024).
Estudo de caso 2 – Unimed Brasil
Outro caso de destaque envolve a Unimed Brasil, que, em 2019, teve uma falha em
seu sistema de CRM, expondo dados sensíveis de milhões de beneficiários, incluindo
exames médicos, laudos, certidões de óbito e até credenciais de acesso.
Após o alerta de pesquisadores de segurança, a empresa adotou uma postura
transparente e reforçou suas estruturas de governança, investindo em tecnologias de
proteção de dados, controle de acessos e auditorias internas. Além disso,
implementou treinamentos e passou a monitorar de forma mais rigorosa suas
operações, transformando a falha em uma oportunidade de amadurecimento
organizacional em relação à segurança da informação.
Esses dois casos demonstram que, mesmo diante de falhas ou ataques severos,
organizações preparadas conseguem reagir com eficiência, mitigar impactos e
preservar a confiança dos clientes e parceiros.
Como enfrentar os problemas de vulnerabilidade
Uma das maneiras mais eficazes de enfrentar os problemas de vulnerabilidade nas
organizações é adotar uma abordagem estruturada e abrangente, que envolva
diversos fatores fundamentais.
Desses fatores, destacamos os listados a seguir:
• Constante atualização dos softwares utilizados, garantindo que todos os
sistemas estejam protegidos contra as falhas mais recentes descobertas.
• Treinamento contínuo da equipe, capacitando os colaboradores para
reconhecerem ameaças, adotarem boas práticas de segurança e responderem
adequadamente a incidentes.
• Implementação de políticas de segurança claras, controle de acessos,
realização de auditorias periódicas e uso de ferramentas de monitoramento em
tempo real.
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Esses elementos, quando aplicados de forma integrada, fortalecem a resiliência da
organização frente a riscos cibernéticos e reduzem significativamente a exposição a
ataques.
A cibersegurança, quando tratada como parte central da estratégia empresarial, não
apenas previne prejuízos, mas também se torna um diferencial competitivo em um
cenário cada vez mais digital e vulnerável (Lago, 2025).
Vídeo
Para saber mais, assista ao vídeo publicado na unidade da disciplina no
Ambiente Virtual de Aprendizagem.
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Tema 4
Princípios éticos relacionados à segurança
digital e LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados –
Brasil) e o Marco Civil da Internet
Como o governo vem trabalhando para se proteger
legalmente dos atacantes virtuais?
Diante do crescente número de ataques cibernéticos e da vulnerabilidade das
instituições públicas e privadas, o governo brasileiro adotou uma série de medidas
legais para proteger seus cidadãos e estruturas contra crimes virtuais.
Essa proteção se consolidou por meio de marcos legais que regulam o uso da internet,
o tratamento de dados pessoais e a responsabilização de indivíduos por crimes
digitais.
Três desses instrumentos legais se destacam. São eles:
• Marco Civil da Internet.
• Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).
• Lei Carolina Dieckmann.
O Marco Civil da Internet, sancionado em 2014 (Lei nº 12.965), foi o
primeiro passo significativo do Brasil na construção de uma internet mais
segura e democrática. Ele estabelece princípios, garantias, direitos e
deveres para o uso da internet no país. Um dos seus pilares é a
neutralidade da rede, que garante tratamento igualitário a todos os dados,
sem discriminação de conteúdo ou tipo de usuário.
Além disso, o Marco Civil impõe obrigações às empresas quanto à guarda
e à proteção dos registros de acesso, obrigando provedores a manterem
dados sob sigilo e segurança, bem como cooperarem com autoridades em
investigações, mediante ordem judicial. Essa lei ainda reforça a proteção
da privacidade dos usuários e define responsabilidades em casos de
danos decorrentes de conteúdo publicado on-line.
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Com o avanço da transformação digital e
o aumento da coleta e processamento
de dados pessoais, foi criada a Lei
Geral de Proteção de Dados
Pessoais (LGPD), sancionada em 2018
(Lei nº 13.709).
Inspirada no regulamento europeu
(GDPR), a LGPD estabelece regras
claras sobre como empresas e órgãos
públicos devem tratar dados pessoais.
A lei define o que são dados sensíveis, os direitos dos titulares e as bases legais para
o tratamento de informações. Ela obriga as organizações a obterem consentimento
explícito para o uso de dados, além de exigir transparência e segurança no tratamento
dessas informações.
Para fiscalizar e aplicar sanções, foi criada a Autoridade Nacional de Proteção de
Dados (ANPD), que atua como órgão regulador.
A LGPD representa um avanço decisivo na proteção da privacidade digital
dos brasileiros e na prevenção de vazamentos e usos indevidos de dados,
responsabilizando civil e administrativamente os agentes que
descumprirem a norma.
Já a Lei nº 12.737/2012, conhecida como Lei Carolina Dieckmann, surgiu após a
atriz ter suas fotos pessoais expostas indevidamente na internet, dando origem a uma
comoção nacional sobre crimes cibernéticos.
A Lei nº 12.737/2012 modificou o Código Penal brasileiro, tipificando
crimes cometidos por meio da invasão de dispositivos eletrônicos, como
computadores, celulares e tablets, para obter, adulterar ou destruir dados.
Assim, passou a ser crime invadir dispositivos alheios, instalar malwares,
acessar informações sem autorização ou causar danos a dados e
sistemas. A pena pode variar de detenção a reclusão, dependendo da
gravidade e dos objetivos da ação.
Essas três legislações formam hoje o principal arcabouço jurídico do Brasil para
combater o cibercrime e promover a segurança digital. Elas se complementam ao
definir regras de conduta na internet, proteger a privacidade dos usuários e punir
invasores e agentes maliciosos. Além disso, servem como base para a atuação do
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Estado brasileiro diante de ataques digitais, permitindo investigações, aplicação de
penalidades e fortalecimento da confiança no ambiente digital.
O governo também tem investido na criação de estruturas especializadas e em
políticas nacionais de cibersegurança que orientam a proteção de infraestruturas
críticas.
Em um cenário no qual os ataques digitais estão cada vez mais sofisticados, o
respaldo legal oferecido pelo Marco Civil, LGPD e Lei Carolina Dieckmann é
fundamental para que o Brasil responda com rigor, transparência e eficácia aos
desafios do mundo digital.
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Encerramento
Como compreender a segurança da informação?
Compreender a segurança da informação significa entender como proteger dados e
sistemas contra acessos não autorizados, perdas, alterações indevidas ou qualquer
forma de comprometimento que possa causar danos a pessoas, organizações ou
governos. Essa segurança vai além da tecnologia: envolve processos, pessoas,
políticas e cultura.
Como se proteger contra as ameaças e
vulnerabilidades?
A manutenção dos três pilares é fundamental para que a informação seja mantida
segura. A quebra de um dos pilares irá comprometer toda a segurança das
informações e só diminuindo ou acabando com as vulnerabilidades que as
informações irão se manter seguras.
Como manter a segurança em ambientes
organizacionais?
Os exemplos vistos mostram que a cibersegurança deve ser tratada como parte
central da estratégia empresarial, já que não apenas previne prejuízos, mas também
se torna um diferencial competitivo em um cenário cada vez mais digital e vulnerável.
Como o governo vem trabalhando para se proteger
legalmente dos atacantes virtuais?
O ente público deve investir, cada vez mais nas políticas nacionais de cibersegurança
que orientam a proteção de infraestruturas críticas. Em um cenário no qual os ataques
digitais estão cada vez mais sofisticados, o respaldo legal oferecido pelo Marco Civil,
LGPD e Lei Carolina Dieckmann é fundamental para que o Brasil responda com rigor,
transparência e eficácia aos desafios do mundo digital.
Resumo da Unidade
A cibersegurança é um campo que serve para a proteção de dados em qualquer
ambiente, seja corporativo, governamental ou pessoal. Compreendê-la envolve
reconhecer a distinção e a inter-relação entre dados, informação e conhecimento:
dados são elementos brutos, informação é o dado contextualizado, e o conhecimento
é o uso prático e estratégico dessa informação. Esses elementos se tornam ativos
valiosos que precisam ser protegidos contra ameaças (como hackers, malwares ou
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vazamentos internos) e vulnerabilidades (falhas de sistema, senhas fracas ou
desconhecimento dos usuários). Casos como o ataque de ransomware às Lojas
Renner e a exposição de dados na Unimed ilustram como falhas de segurança podem
comprometer tanto a integridade quanto a reputação de uma organização. A proteção
desses ativos depende não apenas de tecnologias, mas também da aplicação de
princípios éticos, como responsabilidade, sigilo e respeito à privacidade. Nesse
contexto, marcos legais como a LGPD e o Marco Civil da Internet desempenham um
papel essencial ao regulamentar o tratamento de dados pessoais, promover a
transparência no uso da internet e garantir os direitos dos usuários. Assim, segurança
da informação não é apenas uma questão técnica, mas um compromisso social e legal
que sustenta a confiança no ambiente digital.
Referências da Unidade
• BRASIL. Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste. Você sabe o
que é a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais e para que ela
serve? Brasília, DF, [Link], 11 out. 2023.
• GOODRICH, M. T.; TAMASSIA, R. Introdução à segurança de
computadores. Porto Alegre: Bookman, 2012. ISBN: 9788540701939. Minha
Biblioteca.
• LAGO, S. B., do. Mais uma empresa confirma incidente cibernético, mas
nega vazamento de dados sensíveis. Contábeis, 2 jun. 2025.
• MACHADO, F. N. R. Segurança da informação: princípios e controle de
ameaças. São Paulo: Érica, 2014. ISBN: 9788536521212. Minha Biblioteca.
• MASSIVE ransomware infection hits computers in 99 countries. BBC
News, 13 maio 2017.
• O QUE podemos aprender com o caso Renner. Net Consulting, c2024.
• ROHLING, L. J. Segurança de redes de computadores. São Paulo:
Contentus, 2020. ISBN: 9786559350629. Biblioteca Virtual Pearson.
Para aprofundar e aprimorar os seus conhecimentos sobre os assuntos
abordados nessa unidade, não deixe de consultar as referências
bibliográficas básicas e complementares disponíveis no plano de ensino
publicado na página inicial da disciplina.
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