Formação de Preços e Contabilidade de Ganhos: Objetivo
Formação de Preços e Contabilidade de Ganhos: Objetivo
ganhos
Objetivo
Conteúdo Programático
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Tema 1
Formação de preços
Essa dificuldade de formar preço de venda pode atingir toda uma cadeia produtiva,
desde o fornecedor da matéria-prima, passando pelo fabricante, distribuidores,
varejistas, até o consumidor final. Assim sendo, inúmeros são os fatores que
influenciam a determinação do preço de venda, tais como: mercado, custos,
concorrência, entre outros. Partindo de tais fatores, surgem alguns modelos para a sua
determinação.
Conforme Santos (2006), a fixação de preços de venda dos produtos e serviços é uma questão que afeta
diariamente a vida de uma empresa, independentemente do seu tamanho, da natureza de seus produtos
ou do setor econômico de sua atuação.
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Exemplo
Conhecer o custo da mercadoria, embora necessário, não é suficiente. No caso das
empresas comerciais, podem ser levados em conta as características do mercado, o
segmento da economia que atua, a linha de produtos da empresa, etc.
Outras informações também são importantes, tais como conhecer os preços das
mercadorias dos concorrentes e de produtos similares ou substitutos, a estratégia de
marketing da empresa, entre outros subsídios que devem ser considerados.
Com base nas informações obtidas, o preço de venda pode ser formado a partir dos
custos, do mercado ou da combinação de ambos, devendo, assim, proporcionar aos
empresários a maximização dos lucros e o alcance das metas de vendas previstas.
Esse é o mais comum na prática dos negócios, pois consiste em adicionar uma
margem fixa a um custo-base, conhecida como <em>mark-up</em>, suficiente para
cobrir os lucros desejados pela empresa.
É o método que determina os preços que devem ser comparados aos dos
concorrentes, que já existiam no mercado. Esse método pode ser desdobrado em:
método do preço corrente (preços semelhantes em todos os concorrentes); método da
imitação de preços (preço semelhante a um concorrente específico); método de
preços agressivos (adoção de redução drástica de preços); e método de preços
promocionais (preços baixos para atrair clientes e compensação com a venda de
outros produtos). Entretanto, ao adotar esse método, a empresa poderá ter a
lucratividade comprometida, uma vez que não se tem o conhecimento se a
concorrência está tendo ou não lucro.
Esse método exige conhecimento profundo do mercado por parte da empresa, pois
esse saber permite ao administrador decidir se venderá o produto por um preço mais
alto, para atingir os clientes de classe econômica mais alta, ou a um preço popular,
para que possa atrair a atenção das camadas da população mais pobre.
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Existe uma tendência na utilização da margem de contribuição para política de preços.
Segundo Crepaldi (2002), a diferenciação na utilização dos custos é outra tendência,
ou seja, custos diferentes para finalidades diferentes. Para finalidades contábeis, são
os custos históricos, e, para formação do preço de venda, são os preços atuais.
Basicamente, a formação do preço de venda pode ser simplificada pela equação:
A apuração dos custos se faz pelos próprios elementos da contabilidade, com auxílio
de informações extracontábeis, como controles de estoques, rateios de custos
indiretos, horas de produção, etc.
Saiba Mais
As despesas variáveis que podem ser: fretes sobre vendas, comissões, encargos
financeiros para suporte do prazo de recebimento das faturas e tributos sobre
vendas.
Quanto ao lucro, convém ressaltar que este pode ser fixado por produto, por hora
de serviço ou atividade, ou ainda em termos de percentual sobre as vendas.
Importante
Dessa forma, a gestão de custos pode ser definida como um conjunto de registros
específicos, baseados em escrituração regular (contábil) e apoiados por elementos de
suporte (planilhas, rateios, cálculos, controles), utilizados para identificar, mensurar e
informar os custos das vendas de produtos, mercadorias e serviços.
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• Foram somados todos os custos reais, efetivos, dos processos, matérias-
primas, embalagens, entre outros itens, na formação do preço?
• Os custos aplicados são os de reposição?
• A margem de lucro remunera adequadamente o capital empregado?
• Todos os tributos, comissões e outras despesas variáveis foram incluídos na
planilha?
Estrutura do preço
Entende-se como preço de venda o valor monetário que a empresa cobra de seus
clientes em uma transação comercial. Esse valor deverá ser suficiente para que a
empresa cubra todos os gastos que foram necessários para colocar o produto,
mercadoria ou serviço à disposição do mercado, incluindo a transferência da
propriedade e da posse desses produtos e o lucro desejado ou possível.
Para aglutinar esses gastos, pode-se utilizar os seguintes elementos: custo, despesas
variáveis, despesas fixas e margem de lucro. Decorrente da quantidade de estudos
sobre o tema, o custo pode ser o principal elemento que impacta a formação do preço
de venda.
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Cálculo do preço
Em que:
PV = preço de venda.
DV = despesas variáveis.
DF = despesas fixas.
ML = margem de lucro.
Em que:
CMV = R$ 13,25.
Imposto = 8,36%.
Comissões = 2,00%.
Percentual de custos fixos = 11,98%.
Lucro desejado = 12,00%.
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Tema 2
Teoria das restrições
Introdução
Este tema abordará a aplicação da teoria das restrições em fábricas, o que não
significa dizer que ela não seja adequada para instituições ou empresas de serviços.
A teoria das restrições normalmente tende a ser aplicada nas fábricas, onde as
situações das restrições são mais óbvias, ou seja, físicas. Contudo, como o
aprimoramento nessas áreas ocorre de forma muito rápida e constante, isso acaba
levando a fábrica a uma situação de produção excessiva, sem qualquer aumento no
lucro. Dessa forma, a restrição muda para fora da fábrica e passa a ser identificada
como uma restrição política, pois o verdadeiro problema provavelmente será uma
política que impede a exploração agressiva das oportunidades de mercado.
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Goldratt e Cox (2002) afirmam que os gestores precisam ser capazes de responder a
três perguntas para lidar com as restrições:
• O que mudar?
• Para o que mudar?
• Como fazer para mudar?
Além disso, cada uma das três perguntas é utilizada para determinado tipo de
estrutura lógica. O Quadro 1, abaixo, apresenta a associação entre essas estruturas,
as questões a serem respondidas e os objetivos no processo de raciocínio.
Estrutura
Questões Objetivos
lógica utilizada
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Estrutura
Questões Objetivos
lógica utilizada
Goldratt (1990) faz uma analogia com a medicina, dizendo que um diagnóstico
começa com uma lista de sintomas. No processo de raciocínio, os sintomas são
chamados de “efeitos indesejáveis” (ou EI), podendo-se encontrar vários sintomas, ou
EI.
Importante!
Um único sintoma pode ter várias causas, mas um padrão de sintomas diferentes
pode ter uma única CR.
Os gestores podem incidir sobre o PR em vez de perder tempo com questões laterais,
pois ele é o causador da origem da maioria dos EI. Esse PR é o primeiro a ser
atacado.
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Figura 1 – Modelo de aplicação das ferramentas do processo
de raciocínio da teoria das restrições
Para melhor esclarecer, o mesmo autor utiliza como exemplo, citando o PR, a “falta de
vendas no inverno”. Aparentemente, a solução seria o aumento das vendas nessa
estação, mas, além de parecer óbvio, pode-se não chegar à solução por causa de
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algum conflito não resolvido. Nesse caso, pode ser que a solução esteja em reduzir o
preço para aumentar as vendas. Todavia uma abordagem mais concreta poderia ser a
decisão de criação de novos produtos ou a entrada em novos mercados, que seriam
tratados como a “injeção”. Nesse sentido, o desenvolvimento de novas políticas
poderia resolver o conflito.
Assim, de acordo com Cogan (2007), considerando que, nessa fase do processo de
aplicação da teoria das restrições em uma empresa (ou instituição), as pessoas já
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estão menos resistentes a mudanças e podem ajudar no projeto. A ideia é envolver as
pessoas que vão executar as mudanças.
Vídeo
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Tema 3
A aplicabilidade da teoria das restrições
A teoria das restrições ou theory of constraints – TOC pode ser definida como sendo
um conjunto de princípios voltados para a administração da produção que orienta a
empresa no planejamento e controle de suas atividades e no processo contínuo de
aprimoramento para enfrentar o moderno ambiente competitivo.
A ideia básica da TOC, que orienta os seus princípios, é que todo sistema tangível,
como um empreendimento com fins lucrativos, tem pelo menos uma restrição. Ou
seja, toda e qualquer empresa tem em seu sistema pelo menos uma restrição que
limita sua produção.
As restrições podem ser qualquer elemento ou fator que impeçam que um sistema
conquiste um nível melhor de desempenho no que diz respeito à sua meta. Ela podem
ser físicas, como um equipamento ou a falta de material, ou de ordem gerencial, como
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procedimentos, políticas e normas. Assim, ou a empresa administra suas restrições ou
elas a controlam.
Com base nesse pressuposto de que sempre existe pelo menos uma restrição, a TOC
trabalha continuamente na identificação e exploração das restrições, acreditando que,
assim, a empresa caminha para a sua meta, que é continuar ganhando dinheiro.
Método tambor-pulmão-corda
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esse elo é considerado a restrição do sistema, também conhecido como recurso
“gargalo”.
Outra maneira de evitar a dispersão da tropa seria colocar um tambor para marcar o
ritmo dos soldados. Já que o soldado mais lento é quem dita o ritmo total, se este
marchar de acordo com o ritmo do tambor, a dispersão será controlada, e a velocidade
total não será afetada.
Sendo assim, o recurso gargalo é aquele que define o processo produtivo, tendo em
vista que é inviável os demais recursos trabalharem em sua capacidade máxima, pois
o total da produção estará limitado ao recurso restritivo.
A TOC define cinco passos a serem seguidos para o gerenciamento das limitações,
em um processo de otimização contínua:
1. Identificar as restrições.
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5. Se, nos passos anteriores, uma restrição for quebrada, voltar ao passo 1, mas
não deixar que a inércia se torne uma restrição do sistema.
Conforme Corbett Neto (1997), essas cinco etapas garantem uma melhoria contínua e
estão baseadas no ganho como medida principal. Como o ganho não tem limite, um
processo de otimização contínua é possível. Se a empresa quiser melhorar
continuamente, terá que identificar sua restrição e explorá-la da melhor maneira
possível.
Para cumprir com o objetivo de gerar lucros, além da identificação e do controle das
restrições do sistema, é necessário também considerar mais uma variável para a
tomada de decisões: as medidas de desempenho. Estas buscam mostrar qual a
contribuição que uma determinada decisão trará para o alcance da meta da empresa.
Essas medidas de desempenho da TOC baseiam-se nas medidas tradicionais
utilizadas para medir o desempenho de uma empresa:
Porém, para atingir o objetivo de analisar o impacto de uma decisão local sobre a
meta, Goldratt transformou as medidas tradicionais em outras três medidas:
a. Ganho (G).
b. Inventário (I).
c. Despesa operacional (DO).
Ganho
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Portanto, para ganhar dinheiro, é preciso focar a produção a ser vendida, evitando a
estocagem e as despesas de armazenamento, que diminuem o lucro final.
Inventário
O inventário pode ser definido como todo o dinheiro que o sistema investiu na compra
de coisas que pretende vender. Sendo que os equipamentos, as máquinas e as
instalações também são considerados inventário, assim como os produtos acabados
em estoque, que devem ser lançados pelo valor de aquisição, desconsiderando-se o
valor agregado com salários e despesas.
A TOC considera o inventário como um passivo, não um ativo, pois sustenta a ideia de
que uma companhia com excesso de inventários de fato tem um alto passivo, pois
aumenta os custos com espaço, obsolescência e alugueis. Essas condições podem
estar impedindo que a empresa atinja sua meta.
Despesa operacional
De posse dessas três medidas, é possível fazer a ponte entre as decisões com lucro e
retorno, observando que a decisão correta é aquela que aumenta o ganho e o
inventário, diminuindo a despesa operacional. As medidas matemáticas serão
analisadas da seguinte forma:
LL = G – DO (1)
RSI = LL ÷ I (2)
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fluxo de caixa. Seria mais fácil, para as pessoas ligadas à manufatura, associar suas
ações e decisões aos novos objetivos do que associá-los aos objetivos tradicionais,
podendo, dessa forma, tomar melhores decisões, no sentido de atingir o objetivo
máximo, que é “ganhar dinheiro” para a empresa.
Contabilidade de ganhos
Segundo Goldratt (1991), a contabilidade de custos, nos seus conceitos originais, está
ultrapassada para as atuais necessidades de informações das empresas modernas.
Quando foi criada, no início do século XX, era uma ferramenta poderosa no auxílio às
decisões gerenciais, permitindo que as empresas crescessem e diversificassem sua
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gama de produtos. Mas hoje o ambiente é completamente diferente, e a contabilidade
de custos tornou-se totalmente obsoleta (BORNIA, 2002).
Foi com base nessas conclusões que Goldratt criou a TOC, e foi a partir desses
princípios que a contabilidade de ganhos surgiu, com sua forma de apuração centrada
nas três medidas de desempenho da TOC, considerando sempre, sendo sua principal
ferramenta, a contribuição que determinado produto tem na utilização do recurso
restritivo do sistema.
Princípios da otimização
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A utilização representa o uso do recurso não gargalo de acordo com a capacidade do
recurso gargalo, já a ativação representa o uso do recurso não gargalo em volume
maior do que a capacidade do recurso gargalo, sendo que este não contribui com os
objetivos da otimização, que seria o balanceamento do fluxo.
Tendo em vista que deve haver um balanceamento do fluxo estabelecido pelo gargalo,
qualquer tempo perdido neste diminui o tempo total disponível para atender ao
volume. Sendo assim, somente haverá benefício na programação da produção,
reduzindo o tempo de preparação nos recursos gargalos, aumentando, dessa forma, a
capacidade do fluxo.
Conforme exposto acima, o sistema é governado pelo recurso gargalo, tendo em vista
que este determina o fluxo de produção e, consequentemente, o inventário e os
ganhos.
7. O lote de transferência não pode, e muitas vezes não deve, ser igual ao lote de
processamento.
O lote de transferência deve ser de acordo com a capacidade do setor em que será
executada a próxima atividade no produto, tendo em vista que não é vantajoso
repassar todo lote processado se este não puder ser efetivamente concluído em uma
próxima etapa.
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Estudo de caso: aplicação da TOC
O estudo de caso a seguir foi realizado em uma empresa de limpeza com o objetivo de
verificar a viabilidade da TOC na atividade de prestação de serviços, pois, de acordo
com Goldratt, essa teoria pode ser aplicada em qualquer entidade, desde que tenha
como meta a lucratividade.
Os dados foram fornecidos pela empresa por meio de relatórios de custos do setor de
controladoria, e foram extraídas as informações constantes na Tabela 2, que foram
resumidas e projetadas com base na abordagem da TOC.
Coleta Coleta
Serviços domiciliar hospitalar Varrição Total
Material aplicado na
produção 46.220,00 970,00 3.104,00 50.294,00
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Coleta Coleta
Serviços domiciliar hospitalar Varrição Total
Priorização 1° 3° 2°
Todo o sistema tem uma restrição: essa é a síntese da TOC. Para descobrir o recurso
gargalo da empresa, foram aplicados os cinco passos de focalização da TOC.
Em um primeiro momento, a partir dos dados expostos na Tabela 1, não foi possível
identificar a restrição do sistema, pois os serviços analisados não comprometem a
lucratividade da empresa.
Mas, fazendo uma análise mais aprofundada junto à empresa, foi identificada uma
restrição na política dos procedimentos internos, mais precisamente no departamento
de compras.
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As compras são centralizadas na matriz da empresa, distante 1.500 km da filial
estudada, dificultando o acompanhamento e a rastreabilidade desse processo,
ocasionando, na maioria das vezes, atraso nas entregas.
O processo de compras é dividido em dois tipos:
Compras emergenciais
Compras no calendário
São programadas por meio de um calendário de compras interno, sendo o prazo entre
a requisição de compra e a entrega do material de aproximadamente três semanas: na
primeira semana, é realizada a requisição do material; na segunda, a cotação de
preço; e na terceira, são feitos o fechamento do pedido e a entrega do material.
Janeiro 9 9 2 3 23
Fevereiro 5 6 5 4 20
Março 0 1 5 7 13
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Compras emergenciais Compras no calendário
Abril 8 5 4 2 19
Maio 6 1 6 0 13
Total 28 22 22 16
TOTAL 50 38 88
De acordo com a tabela acima, foi constatado que grande parte dos pedidos de
compra são realizados por meio de compras emergenciais: dos 88 pedidos
pesquisados nesse período, 50 são emergências e 38 programados no calendário.
Isso ocorre por vários motivos, sendo que os mais relevantes são: as compras não
estão sendo programadas de acordo com o calendário, ocasionando compras em
caráter emergencial quando da necessidade; e o tempo gasto na entrega dos
materiais, que deve ser reduzido, pois, embora ocorra atraso nas entregas de pedidos
emergenciais, também o prazo estimado para entrega diminui de três para uma
semana.
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No Gráfico 2, podemos observar que, dos pedidos programados no calendário, 58%
foram entregues no prazo e 42 % fora do prazo.
Portanto a ideia para solucionar esse problema, ou seja, explorar a restrição, seria, em
primeiro lugar, fazer uma programação de compras em longo prazo, atendendo com
rigor ao calendário estabelecido pela empresa, evitando, assim, a falta de materiais
em estoque e, consequentemente, as compras em caráter emergencial.
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Em segundo lugar, pode-se tentar viabilizar as compras com fornecedores locais, ou
seja, na cidade-sede da filial, permitindo um melhor acompanhamento dos pedidos em
questões de qualidade e prazo de entrega.
Como o sistema deve ser analisado como um todo, para que a decisão anterior tenha
resultado, é necessário que os outros setores da empresa acompanhem o ritmo do
setor de compras, principalmente os setores de manutenção e de operação.
Por isso, será necessário que esses dois setores acompanhem a programação das
compras no calendário, evitando essa situação.
Essa etapa consiste em aumentar a capacidade da restrição, e, para isso, pode ser
necessário fazer novos investimentos ou modificações.
Portanto, para que a decisão tomada no 2° passo tenha êxito, sendo necessário um
monitoramento maior sobre as compras, é necessária a contratação de um novo
funcionário para auxiliar nas atividades de almoxarifado.
Uma vez aplicados os cinco passos de focalização da TOC, cabe ao gestor reavaliar o
sistema como um todo, procurando um novo gargalo — segundo a teoria, sempre
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haverá um. Essa é a forma de manter um processo contínuo de melhoramento,
objetivando um maior ganho para a empresa.
Essa metodologia estabelece o alcance dessa meta por meio de cinco passos:
identificar as restrições do sistema; explorar as restrições do sistema; subordinar
qualquer outra coisa à decisão acima; elevar as restrições do sistema; se, nos passos
anteriores, uma restrição foi quebrada, volte ao primeiro passo, mas não deixe que a
inércia se torne uma restrição do sistema.
Mas sua aplicação não se restringe somente à empresa de manufatura, pois a ideia
principal é focalizar a atenção nos problemas que possam impedir a empresa de
alcançar suas metas, podendo, então, ser aplicada em qualquer entidade.
Conclui-se que a TOC pode ser utilizada como instrumento de gestão na atividade de
prestação de serviços. Com efeito, ressalta-se que, nessa atividade, há um imenso
campo para aplicação de teorias e conceitos da gestão de custos, com o intuito de
auxiliar os gestores na condução de seus negócios.
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Encerramento
Resumo da Unidade
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Na segunda aula, conhecemos o processo de raciocínio da TOC, que mostra uma
nova perspectiva para os problemas e revela, muitas vezes, soluções de senso
comum que trazem vantagens competitivas para o negócio da empresa.
O processo de raciocínio conduz a uma série de passos que combinam causa e efeito,
com a intenção de entender por que as coisas acontecem e o que permitirá que se crie
um futuro melhor. Procura-se, então, responder às três perguntas: O que mudar? Para
o que mudar? Como fazer para mudar?
E, por fim, foi apresentado um estudo de caso, no qual foram aplicadas as premissas
da TOC, o que possibilitou um melhor aproveitamento dos recursos da empresa de
limpeza que foi analisada.
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