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A dissertação analisa o desempenho térmico na reabilitação de edifícios de habitação, focando na otimização do consumo energético e na utilização de fontes renováveis, visando a conformidade com a legislação vigente e a classificação como edifícios NZEB. O estudo inclui a comparação entre metodologias de cálculo de desempenho térmico e propõe melhorias nas soluções construtivas, com análise econômica das propostas. O objetivo é promover uma reabilitação térmica eficiente, reduzindo o consumo energético e melhorando a qualidade de vida dos ocupantes.

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A dissertação analisa o desempenho térmico na reabilitação de edifícios de habitação, focando na otimização do consumo energético e na utilização de fontes renováveis, visando a conformidade com a legislação vigente e a classificação como edifícios NZEB. O estudo inclui a comparação entre metodologias de cálculo de desempenho térmico e propõe melhorias nas soluções construtivas, com análise econômica das propostas. O objetivo é promover uma reabilitação térmica eficiente, reduzindo o consumo energético e melhorando a qualidade de vida dos ocupantes.

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REABILITAÇÃO DE EDIFÍCIOS DE

HABITAÇÃO - ANÁLISE DO DESEMPENHO


TÉRMICO

SÉRGIO PAULO DE PAIVA LIMA


outubro de 2021
REABILITAÇÃO DE EDIFÍCIOS DE HABITAÇÃO

ANÁLISE DO DESEMPENHO TÉRMICO

SÉRGIO PAULO DE PAIVA LIMA

Dissertação submetida para satisfação parcial dos requisitos do grau de

MESTRE EM ENGENHARIA CIVIL – RAMO DE CONSTRUÇÕES

Orientador: Eng.º Jaime António Pires Gabriel Silva

Co-Orientador: Eng.ª Teresa Isabel Moreira de Carvalho Amorim Neto Silva

JULHO DE 2021
Eu, Sérgio Paulo de Paiva Lima, estudante nº 1101355, do Mestrado em Engenharia Civil do Instituto
Superior de Engenharia do Porto, declaro que não fiz plágio nem auto-plágio, pelo que o trabalho
intitulado “Reabilitação de Edifícios de Habitação – Análise do Desempenho Térmico” é original e da
minha autoria, não tendo sido usado previamente para qualquer outro fim. Mais declaro que todas as
fontes usadas estão citadas, no texto e na bibliografia final, segundo as regras de referenciação adotadas
na instituição.

Porto e ISEP, 2021/07/03


ÍNDICE GERAL

Índice Geral ................................................................................................................................................... v

Resumo ........................................................................................................................................................ vii

Abstract ........................................................................................................................................................ ix

Agradecimentos ........................................................................................................................................... xi

Índice de Texto ........................................................................................................................................... xiii

Índice de Figuras........................................................................................................................................ xvii

Índice de Tabelas ........................................................................................................................................ xix

Glossário ..................................................................................................................................................... xxi

Abreviaturas .............................................................................................................................................. xxv

Introdução ........................................................................................................................... 1

Estado da arte ..................................................................................................................... 7

Estudo de caso – análise do desempenho térmico de um edifício de habitação


reabilitado ……………………………………………………………………………………………………………………………………..31

Estudo de caso – análise do desempenho térmico de um edifício de habitação


reabilitado de acordo com o DL 101-D/2020 ............................................................................................. 63

Considerações Finais ......................................................................................................... 86

Referências Bibliográficas .......................................................................................................................... 89

Anexo I – ÁREAS E DIMENÇÕES .................................................................................................................. 93

Anexo II – CARATERIZAÇÃO DAS SOLUÇÕES CONSTRUTIVAS .................................................................... 96

Anexo III – RENOVAÇÃO DE AR .................................................................................................................. 99

Anexo IV – FOLHAS DE CALCULO.............................................................................................................. 102

Anexo V – FOLHA SCE (OPTIMIZAÇÃO|EDIFÍCIOS COM NECESSIDADES QUASE NULAS DE ENERGIA) .... 127

v
Anexo VI – FICHAS TÉCNICAS / DECLARAÇÃO DE DESEMPENHO DOS PRODUTOS E EQUIPAMENTOS ... 130

vi
RESUMO

Nas últimas décadas, verifica-se uma preocupação cada vez mais exigente referente ao conforto das
habitações. O edificado português encontrava-se desajustado face ao aumento das necessidades
energéticas, que com o aumento do seu consumo, muitas das vezes de fontes de energia não renováveis,
e consequentemente atingido pela escalada da inflação é refletido a nível monetário. Assim, conceitos
como sustentabilidade, reutilização e fontes de energia renováveis vão ganhando muito mais relevância
para aplicabilidade na construção/reabilitação nos nossos edifícios.
A presente dissertação baseia-se na análise do desempenho térmico de soluções construtivas na
reabilitação de edifícios de habitação, respeitando todas as exigências da legislação em vigor, com o
intuito de otimizar o seu desempenho, minimizar os seus consumos ou produzir através de sistemas de
fontes de energia renováveis a energia suficiente para os seus consumos, pertencendo assim a edifícios
com necessidades quase nulas de energias, NZEB. Numa primeira fase vai ser apresentado o referido
conceito na reabilitação do edificado com particular relevância das soluções construtivas. À posteriori, é
apresentada a legislação a estudar e comparação desta com a anterior, expondo o conceito de eficiência
energética com uma abordagem aos edifícios com necessidades quase nulas de energia, conceito NZEB
no nosso País.
É demonstrado com incidência num caso real, a correta aplicação da metodologia de cálculo da referida
legislação, na totalidade de um edifício habitacional em reabilitação, podendo assim serem quantificadas
as necessidades energéticas para as estações de aquecimento, arrefecimento e a energia primária. Será
proposto soluções de melhoria face às soluções aplicadas em obra, com o respetivo apuramento de
diferencial de custos, de forma a poder ser atingido os valores mínimos necessários de energia primária,
refletindo um elevado desempenho térmico. Todos os cálculos, serão efetuados de forma manual com
recurso ao Excel, sendo efetuado por último, uma análise económica das soluções construtivas propostas.
O objetivo é de analisar as principais diferenças na aplicação a um caso de estudo das metodologias das
duas legislações relativas ao desempenho térmico de edifícios de habitação, em que se procura sempre
valorizar os benefícios de uma racional reabilitação térmica, onde é possível existir menores consumos
energéticos, uma baixa probabilidade de ocorrência de condensações, beneficiar de uma menor
dependência energética, obtendo assim uma melhoria substancial de qualidade de vida, com renovações
da qualidade de ar interior mais controladas e menor impacto ambiental e visual da habitação reabilitada.
O compromisso é a capacidade de formular projetos com todos estes tipos de tecnologia e metodologias
para uma construção/reabilitação com foco no conforto higrotérmico e encargos aferidos durante toda a
vida útil do edificado.

Palavras-chave: Construção Sustentável, Edifícios de Habitação, Reabilitação, Desempenho Energético,


Soluções Construtivas, Eficiência energética, Edifícios NZEB.

vii
viii
ABSTRACT

In the last decades, there has been an increased concern regarding housing comfort. Portuguese buildings
found themselves out of step with the increase in energy needs, which with the increase in their
consumption, often from non-renewable energy sources, and consequently affected by the escalation of
inflation, is reflected in monetary terms. Thus, concepts such as sustainability, reuse and renewable
energy sources are gaining much more relevance for applicability in the construction/rehabilitation of our
buildings.
This dissertation is based on the analysis of the thermal performance of constructive solutions in the
rehabilitation of residential buildings, respecting all the requirements of the current legislation, to
optimize their performance, minimize their consumption or produce energy from renewable sources,
enough for their consumption, thus belonging to buildings with almost zero energy needs, NZEB. In a first
phase, the referred concept will be presented in the rehabilitation of the characteristic building of the
Castelo de Paiva region, with an exposition of the constructive solutions. A posteriori, the legislation to be
studied and its comparison with the previous one is presented, exposing the concept of energy efficiency
with an approach to buildings with almost zero energy requirement, the NZEB concept in our country.
The correct application of the calculation methodology of the legislation is demonstrated, with an
incidence on a real case, in the entirety of a residential building undergoing rehabilitation, thus allowing
the quantification of the energy needs for heating, cooling stations and primary energy. Improvement
solutions will be proposed in relation to the solutions applied on site, with the respective calculation of
the cost differential, so that the minimum necessary values of primary energy can be reached, reflecting
high thermal performance. All calculations will be performed manually using Excel and the PTNZEB
calculation platform, and finally, a viable economic analysis of the proposed construction solutions.
The goal is to value the benefits of a rational thermal rehabilitation, where it is possible to have lower
energy consumption, a low probability of condensation, a benefit from less energy dependence, thus
obtaining a substantial improvement in quality of life, with quality renovations of more controlled indoor
air and less environmental and visual impact of the rehabilitated housing. My commitment is the ability
to formulate projects with all these types of technology and methodologies for a conscientious
construction/rehabilitation with a focus on human comfort and cost measured throughout the timespan
of the building.

Keywords: Sustainable Construction, Housing Buildings, Rehabilitation, Energy Performance, Constructive


Solutions, Energy Efficiency, NZEB Buildings.

ix
AGRADECIMENTOS

No final deste meu percurso académico, quero agradecer a todas as pessoas que diretamente ou
indiretamente, estiveram envolvidos com todo o seu apoio e motivação no decurso do mesmo, em
especial:

Ao Engenheiro Jaime Silva e à Engenheira Teresa Neto, pois aceitaram o desafio de serem os meus
orientador e coorientadora que com toda a ajuda, disponibilidade, colaboração e passagem de vasto
conhecimento na área, incentivaram-me na conclusão deste relatório.
À minha esposa, filhos e pais pela motivação, apoio, incentivo contínuo de estudo para que fosse possível
chegar a esta fase e a paciência na privação de tempo de lazer enquanto tinha que estudar, durante muitas
noites e os fins de semana.

Finalmente, um grande agradecimento a todos os professores que lecionam este mestrado pela partilha
de conhecimento e atenção a que se dispuseram durante esta terrível pandemia em todo tempo letivo.

A todos, o meu muito sincero, Obrigado.

xi
ÍNDICE DE TEXTO

CAPÍTULO 1 Introdução .…………………………………………………….……………………..……………………………………..1

1.1 Considerações Iniciais .................................................................................................................... 1

1.2 Objetivos ........................................................................................................................................ 2

1.3 Estrutura da dissertação ................................................................................................................ 2

1.4 Considerações gerais ..................................................................................................................... 3

CAPÍTULO 2 Estado da arte.……………………………………………………………………………………………………………… 7

2.1 Reabilitação.................................................................................................................................... 7

2.2 Estudo da legislação e sua apresentação ...................................................................................... 8

CAPÍTULO 3 Estudo do caso - Análise do desempenho térmico de um edifício de habitação


reabilitado……………………………………………………………………………………………………………………………………………. 33

3.1 Dados Climáticos .......................................................................................................................... 33

3.2 Definição e delimitação da envolvente ....................................................................................... 35

3.3 Soluções construtivas – verificação regulamentar ...................................................................... 37

3.3.1 Envolvente opaca ................................................................................................................. 37

3.3.2 Envidraçados......................................................................................................................... 42

3.4 Parâmetros térmicos ................................................................................................................... 47

3.4.1 Inércia térmica ...................................................................................................................... 47

3.4.2 Pontes térmica lineares ........................................................................................................ 53

3.4.3 Ventilação ............................................................................................................................. 53

3.5 Perdas pela envolvente................................................................................................................ 54

3.6 Perdas pela ventilação ................................................................................................................. 55

3.7 Ganhos solares ............................................................................................................................. 56

xiii
ÍNDICE DE TEXTO

3.7.1 Estação de aquecimento....................................................................................................... 56

3.7.2 Estação de arrefecimento ..................................................................................................... 57

3.8 Equipamentos .............................................................................................................................. 60

3.8.1 Equipamentos de climatização ............................................................................................. 60

3.8.2 Equipamentos de AQS .......................................................................................................... 60

3.8.3 Energia renovável ................................................................................................................. 61

3.9 Necessidades de Energia – Verificação Regular........................................................................... 61

CAPÍTULO 4 Estudo do caso - Análise do desempenho térmico de um edifício de habitação


reabilitado de acordo com o DL 101-D/2020 ………………………………………………………………………………………..63

4.1 Dados Climáticos .......................................................................................................................... 63

4.2 Definição e delimitação da envolvente........................................................................................ 63

4.3 Soluções construtivas – verificação regulamentar ...................................................................... 65

4.3.1 Envolvente opaca.................................................................................................................. 65

4.3.2 Envidraçados ......................................................................................................................... 69

4.4 Parâmetros térmicos .................................................................................................................... 73

4.4.1 Inércia térmica ...................................................................................................................... 73

4.4.2 Pontes térmica lineares ........................................................................................................ 74

4.4.3 Ventilação ............................................................................................................................. 75

4.5 Perdas pela envolvente ................................................................................................................ 75

4.6 Perdas pela ventilação ................................................................................................................. 76

4.7 Ganhos de energia ....................................................................................................................... 77

4.7.1 Estação de aquecimento....................................................................................................... 77

4.7.2 Estação de arrefecimento ..................................................................................................... 79

4.8 Equipamentos .............................................................................................................................. 79

4.8.1 Equipamentos de climatização ............................................................................................. 79

4.8.2 Equipamentos de AQS .......................................................................................................... 80

4.8.3 Energia renovável ................................................................................................................. 81

xiv
ÍNDICE DE TEXTO

4.9 Necessidades de Energia – Verificação Regular .......................................................................... 82

4.10 Análise comparativa das duas soluções adotadas ....................................................................... 83

4.10.1 Desempenho térmico ........................................................................................................... 83

4.10.2 Desempenho energético ...................................................................................................... 84

4.11 análise económica........................................................................................................................ 84

CAPÍTULO 5 Considerações finais …………………………………………………………………………………………………...86

5.1 Conclusões ................................................................................................................................... 86

5.2 Desenvolvimentos Futuros .......................................................................................................... 87

xv
ÍNDICE DE FIGURAS

Figura 1.1 - Distribuição de consumo energético por sector, 2019 e 2020.(Observatório da energia -
DGEG) .................................................................................................................................................... 3

Figura 1.2 - Distribuição de consumo energético por sector, 2010 e 2021.(Observatório da energia -
DGEG) .................................................................................................................................................... 4

Figura 3.1 – Fachadas Principais do edifício ............................................................................................... 31

Figura 3.2 – Plantas do edifício .................................................................................................................. 32

Figura 3.3 – Corte longitudinal do edifício ................................................................................................. 33

Figura 3.4 – Marcação da Envolvente do edifício (Piso 0, Piso 1 e corte) .................................................. 36

Figura 3.5 – Quadro de Umáx para elementos da envolvente (Portaria 297/2019, 9 de setembro) ........ 37

Figura 3.6 – Esquema de parede exterior em pedra .................................................................................. 38

Figura 3.7 – Esquema de parede em betão armado .................................................................................. 39

Figura 3.8 – Esquema de parede em bloco térmico................................................................................... 39

Figura 3.9 – Esquema da cobertura............................................................................................................ 40

Figura 3.10 – Esquema de pavimento ........................................................................................................ 41

Figura 3.11 – Quadro de valores máximos admitidos para fator solar. ..................................................... 44

Figura 3.12 – Sombreamento por elementos verticais dos envidraçados ve002 e ve007 ........................ 46

Figura 3.13 – Elementos de determinação da massa superficial ............................................................... 50

Figura 3.14 – Ganhos úteis na estação de aquecimento (inverno) ............................................................ 57

Figura 3.15 – Ganhos solares pela envolvente opaca exterior .................................................................. 58

Figura 3.16 – Ganhos solares pelos envidraçados ..................................................................................... 59

Figura 4.1 - Marcação da Envolvente do edifício (Piso 0, Piso 1 e corte)................................................... 64

Figura 4.2 – Quadro de Umáx para elementos da envolvente opaca (Portaria 138-I/2021, 1 de julho) ..... 65

xvii
ÍNDICE DE FIGURAS

Figura 4.3 – Gráficos comparativos de Umáx em elementos delimitação exterior ...................................... 66

Figura 4.4 – Esquema de parede exterior em pedra .................................................................................. 66

Figura 4.5 – Proposta de alteração da parede exterior .............................................................................. 67

Figura 4.6 – Esquema de parede em betão armado .................................................................................. 67

Figura 4.7 – Esquema de parede em bloco térmico ................................................................................... 68

Figura 4.8 – Esquema da cobertura ............................................................................................................ 68

Figura 4.9 – Esquema de pavimento .......................................................................................................... 69

Figura 4.10 - Quadro de Uw,máx para elementos da envolvente envidraçada (Portaria 138-I/2021, 1 de
julho) ................................................................................................................................................... 70

Figura 4.11 – Gráfico comparativo do Umáx dos elementos da envolvente envidraçada ........................... 70

Figura 4.12 – Quadro de valores máximos admitidos para fator solar. ..................................................... 71

Figura 4.13 – Quadro comparativo da solução construída com a solução proposta ................................. 85

xviii
ÍNDICE DE TABELAS

Tabela 2.1 – Relação de requisitos a observar por Projeto de especialidade ............................................ 15

Tabela 2.2 – Valor limite imposto para conforto térmico .......................................................................... 17

Tabela 2.3 – Valor limite imposto de desempenho energético ................................................................. 17

Tabela 2.4 – Novos artigos no DL 101-D/2020 ........................................................................................... 29

Tabela 3.1 – Relação entre os envidraçados e área do compartimento da divisão ................................... 45

Tabela 3.2 – Sombreamentos verticais na estação de arrefecimento ....................................................... 46

Tabela 3.3 – Classes de inércia térmica, It .................................................................................................. 48

Tabela 3.4 – Elementos EL1 – Msi .............................................................................................................. 48

Tabela 3.5 – Elementos EL2 – Msi .............................................................................................................. 49

Tabela 3.6 – Elementos EL1 e EL2 – Fator de redução de massa superficial ............................................. 51

Tabela 3.7 – Elementos EL3 – Fator de redução de massa superficial....................................................... 51

Tabela 3.8 – Inércia térmica do edifício em estudo ................................................................................... 52

Tabela 3.9 – Pontes lineares térmicas ........................................................................................................ 53

Tabela 3.10 – Resumo das necessidades energéticas ................................................................................ 61

Tabela 4.1 – Tabela de calculo de nova inércia .......................................................................................... 74

Tabela 4.2 – Pontes lineares térmicas ........................................................................................................ 75

Tabela 4.3 – Tabela de referência do αit .................................................................................................... 78

Tabela 4.4 – Resumo das necessidades energéticas .................................................................................. 82

Tabela 4.5 – Quadro comparativo de necessidades nas estações de aquecimento e arrefecimento ....... 84

Tabela 4.6 – Quadro comparativo de EREN, Ntc e Nt ................................................................................ 84

xix
xx
GLOSSÁRIO

Água quente sanitária ou «AQS», a água potável aquecida em dispositivo próprio, com energia
convencional ou renovável, até uma temperatura superior a 45°C, destinada a banhos, limpezas, cozinha
ou fins análogos;

Área útil de pavimento, o somatório das áreas de pavimento, medidas em planta pelo perímetro
interior, de todos os espaços interiores úteis pertencentes ao edifício, com ocupação atual ou prevista
e com necessidades de energia atuais ou previstas associadas ao aquecimento ou arrefecimento
ambiente para conforto humano;

Coeficiente de transmissão térmica, a quantidade de calor por unidade de tempo que atravessa uma
superfície de área unitária desse elemento da envolvente por unidade de diferença de temperatura
entre os ambientes que o elemento separa;

Coeficiente de transmissão térmica médio dia noite de um vão envidraçado, a média dos coeficientes
de transmissão térmica de um vão envidraçado com a proteção aberta (posição típica durante o dia) e
fechada (posição típica durante a noite) e que se toma como valor de base para o cálculo das perdas
térmicas pelos vãos envidraçados de um edifício em que haja ocupação noturna importante,
designadamente em habitações, estabelecimentos hoteleiros e similares ou zonas de internamento em
hospitais;

Consumo de energia em condições nominais, o consumo derivado da satisfação das necessidades de


energia afetas a determinados usos nos edifícios, com vista à otimização dos níveis de saúde, conforto
térmico e qualidade do ar interior dos seus ocupantes;

Edifício, a construção coberta, com paredes e pavimentos, destinada à utilização humana e com vista a
propiciar condições de conforto térmico que, para efeitos do presente decreto-lei e sempre que
aplicável, abrange as frações autónomas e as frações suscetíveis de utilização independente;

Edifício adjacente, um edifício que confine com o edifício em estudo e não partilhe espaços comuns
com este, tais como zonas de circulação ou de garagem;

Edifício existente, aquele que não seja edifício novo;

Edifício com necessidades quase nulas de energia, um edifício com um desempenho energético muito
elevado, determinado através da metodologia mencionada no artigo seguinte, e no qual as necessidades
de energia quase nulas ou muito pequenas são cobertas, em grande medida, por energia proveniente
de fontes renováveis preferencialmente locais ou com origem nas proximidades do edifício, quando
aquela não seja suficiente;

xxi
GLOSSÁRIO

Edifício de comércio e serviços, o edifício, ou parte, licenciado ou que seja previsto licenciar para
utilização em atividades de comércio, serviços ou similares;

Edifício de utilização mista, o edifício utilizado, em partes distintas, como edifício de habitação e edifício
de comércio e serviços;

Edifício em ruínas, o edifício existente cujo nível de degradação da sua envolvente prejudica a utilização
a que se destina, tal como comprovado por declaração da respetiva câmara municipal ou da Direção -
Geral do Tesouro e Finanças, no âmbito das respetivas atribuições, ou, no âmbito exclusivo da
certificação energética, por declaração provisória do SCE emitida pelo PQ nos termos da alínea c) do n.º
2 do artigo 20.º;

Edifício em tosco, o edifício sem revestimentos interiores nem sistemas técnicos instalados e de que se
desconheçam ainda os detalhes de uso efetivo;

Edifício novo, o edifício cujo primeiro processo de licenciamento ou autorização de edificação tenha
data de entrada do projeto de arquitetura junto das entidades competentes posterior à data de entrada
em vigor do presente decreto-lei ou, no caso de isenção de controlo prévio, cujo primeiro projeto de
arquitetura tenha data de elaboração posterior à data de entrada em vigor do presente decreto-lei;

Edifício renovado, o edifício existente que foi sujeito a obra de construção, reconstrução, alteração,
ampliação, instalação ou modificação de um ou mais componentes;

Edifício sujeito a intervenção, o edifício sujeito a obra de construção, reconstrução, alteração, instalação
ou modificação de um ou mais componentes com influência no seu desempenho energético, calculado
nos termos e parâmetros do presente diploma;

Energia primária, a energia proveniente de fontes renováveis ou não renováveis, não transformada ou
convertida;

Energias renováveis, a energia proveniente de fontes não fósseis renováveis, designadamente energia
eólica, solar (térmica e fotovoltaica) e geotérmica, das marés, das ondas e outras formas de energia
oceânica, hídrica, de biomassa, de gases dos aterros, de gases das instalações de tratamento de águas
residuais, e biogás;

Entidade anunciadora, a entidade gestora de plataformas eletrónicas ou de sítios da Internet que


disponibilizem espaço para a publicação de anúncios com vista à realização dos negócios jurídicos de
transação de edifícios mencionados na alínea e) do n.º 1 do artigo 18.º, designadamente sítios na
Internet de empresas de mediação imobiliária ou outras plataformas eletrónicas de pesquisa de
edifícios;

Envolvente, o conjunto de elementos de construção do edifício ou fração, compreendendo as paredes,


pavimentos, coberturas e vãos, que separam o espaço interior útil do ambiente exterior, dos edifícios
ou frações adjacentes, dos espaços não úteis e do solo;

Envolvente do edifício, o conjunto dos elementos de um edifício que separam o seu espaço interior útil,
dos espaços não úteis do exterior, do solo e de outros edifícios;

xxii
GLOSSÁRIO

Exposição solar adequada, a exposição à luz solar de edifício que disponha de cobertura em terraço ou
de cobertura inclinada com água, cuja normal esteja orientada numa gama de azimutes de 90° entre
sudeste e sudoeste, não sombreada por obstáculos significativos no período que se inicia diariamente
duas horas depois do nascer do Sol e termina duas horas antes do pôr do sol;

Espaço interior útil, o espaço com condições de referência, que, para efeito de cálculo das necessidades
energéticas, se pressupõe aquecido ou arrefecido de forma a manter uma temperatura interior de
referência de conforto térmico, incluindo os espaços que, não sendo usualmente climatizados, tais como
arrumos interiores, despensas, vestíbulos ou instalações sanitárias, devam ser considerados espaços
com condições de referência;

Espaço interior não útil, o espaço sem ocupação humana permanente atual ou prevista, e sem consumo
de energia atual ou previsto associado ao aquecimento ou arrefecimento ambiente para conforto
térmico, com exceção do espaço interior útil nos termos da alínea anterior;

Fator solar de um vão envidraçado, o valor da relação entre a energia solar transmitida para o interior
através do vão envidraçado e a radiação solar nele incidente;

Fração, a unidade mínima de um edifício, com saída própria para uma parte de uso comum ou para a
via pública, independentemente da constituição de propriedade horizontal;

Grande Edifício de Comércio e Serviços ou GES, o edifício de comércio e serviços cuja área útil de
pavimento, não considerando os espaços interiores não úteis, iguala ou ultrapassa 1000 m², ou 500 m²
no caso de conjuntos comerciais, hipermercados, supermercados e piscinas cobertas;

Grande renovação, a renovação em edifício em que se verifique que a estimativa do custo total da obra,
compreendendo a totalidade das frações renovadas, nos casos aplicáveis, relacionada com os
componentes, seja superior a 25 % do valor da totalidade do edifício, devendo ser considerado para o
efeito o valor médio de construção, por metro quadrado, para efeitos dos artigos 39.º e 62.º do Código
de Imposto Municipal sobre Imóveis;
Limiar de proteção, o valor de concentração de um poluente no ar interior que não pode ser
ultrapassado, fixado com a finalidade de evitar, prevenir ou reduzir os efeitos nocivos na saúde humana;
Pequeno Edifício de Comércio e Serviços ou PES, o edifício de comércio e serviços que não seja um GES;
Perito qualificado ou PQ, o técnico com título profissional para o exercício da atividade de certificação
energética, nos termos da Lei n.º 58/2013, de 20 de agosto, na sua redação atual;
Portal SCE, a zona de um ou mais sítios agregados na Internet disponibilizado(s) e gerido(s) pela ADENE
— Agência para a Energia (ADENE), contendo informação relativa ao SCE e ao registo e interação com
os seus utilizadores, incluindo, pelo menos, um acesso ao público em geral disponibilizando serviços de
pesquisa, designadamente de certificados energéticos e de técnicos do SCE, e um acesso reservado para
elaboração e registo de documentos por utilizadores credenciados do SCE;
Potência nominal, a potência térmica máxima que um equipamento pode fornecer para efeitos de
aquecimento ou arrefecimento do ambiente, em condições de ensaio normalizadas;
Potência nominal global, a potência correspondente ao somatório da potência nominal dos
equipamentos instalados no edifício;

xxiii
GLOSSÁRIO

Proprietário, o titular do direito de propriedade, abrangendo -se ainda neste conceito o titular de outro
direito de gozo sobre um edifício desde que este, no caso dos edifícios de comércio e serviços, detenha
o controlo dos sistemas de climatização, e respetivos consumos, e seja o credor contratual do
fornecimento de energia, salvo verificando-se nova venda, dação em cumprimento, locação ou
trespasse pelo titular do direito de propriedade;
Reabilitação, as intervenções que têm como objetivo a sua recuperação e beneficiação, tornando-o apto
para o uso pretendido e dotando-os de condições de segurança, funcionalidade e conforto respeitando
a sua arquitetura, tipologia e sistema construtivo;
Sistema de climatização, o conjunto de equipamentos coerentemente combinados com vista a
satisfazer objetivos da climatização, designadamente, ventilação, aquecimento, arrefecimento,
humidificação, desumidificação e filtragem do ar;

Sistema passivo, o sistema construtivo concebido especificamente para reduzir as necessidades


energéticas dos edifícios, sem comprometer o conforto térmico dos ocupantes, através do aumento dos
ganhos solares, designadamente ganhos solares diretos, paredes de trombe ou estufas, na estação de
aquecimento ou através do aumento das perdas térmicas, designadamente ventilação, arrefecimento
evaporativo, radiativo ou pelo solo, na estação de arrefecimento;

Sistema solar térmico, o sistema composto por um coletor capaz de captar a radiação solar e transferir
a energia a um fluido interligado a um sistema de acumulação, permitindo a elevação da temperatura
da água neste armazenada;

Sistema técnico, o equipamento técnico para a climatização de espaços, a ventilação, a água quente
sanitária, a instalação fixa de iluminação, a automatização e o controlo do edifício, a produção de energia
térmica ou elétrica no local e, quando aplicável, o seu armazenamento, as instalações de elevação, as
infraestruturas de carregamento de veículos elétricos, ou a combinação destes, incluindo os que utilizem
energia proveniente de fontes renováveis, de um edifício;
Ventilação mecânica, aquela que não seja ventilação natural;
Ventilação natural, a ventilação ao longo de trajetos de fugas e de aberturas no edifício, em
consequência das diferenças de pressão, sem auxílio de componentes motorizados de movimentação
do ar.

O glossário apresentado está de acordo com os Decretos-Lei 28/2016, de 23 de junho e Decreto-Lei 101-
D/2020.

xxiv
ABREVIATURAS

𝜃𝑒𝑥𝑡, 𝑣 Temperatura exterior média, [ᵒC];


ΔR Resistência térmica adicional desse dispositivo [(m².ᵒC) /W];
ΔT Aumento da temperatura necessário à preparação da AQS [ᵒC], (ΔT=35ᵒC);
Aenv Soma das áreas dos envidraçados do compartimento, [m²];
Af Área do caixilho [m²];
Ag Área do vidro, [m²];
Ai Somatório das áreas dos elementos que separam o espaço interior útil do não útil, [m²];
Aop Área do elemento da envolvente opaca exterior, [m²];
Ap Área interior útil de pavimento, medida pelo interior, [m²];
Apav Área de pavimento do compartimento servido pelos vãos, [m²];
AQS Águas quentes sanitárias;
As,i Área efetiva coletora de radiação solar do vão envidraçado com orientação j, [m²].
As,v Área efetiva coletora de radiação solar da superfície, [m²].
Au Somatório das áreas dos elementos que separam o espaço não útil do ambiente exterior,
[m²];
Aw Área total do vão envidraçado, incluindo o vidro e o caixilho [m²];
B´ Dimensão característica do pavimento;
btr Fator de redução de temperatura de espaços não aquecidos;
bztu Fator de redução de perdas, representa a transferência de calor de um elemento construtivo
com condição fronteira interior;
COV Compostos orgânicos voláteis;
D Largura ou profundidade do Isolamento, respetivamente no caso do isolamento perimetral
horizontal ou vertical, neste caso o pavimento térreo não apresenta isolamento térmico;
e Espessura [m];
ej Espessura da camada j, [m];
ENU Espaço não útil;
EPBD Diretiva do Desempenho Energético dos Edifícios (Energy Performance in Buildings
Directive);

xxv
ABREVIATURAS

f Espaço não útil que tem todas as ligações entre elementos bem vedadas, sem aberturas de
ventilação permanentemente abertas, ou seja, trata-se de um espaço estanque;
F Espaço não útil permeável ao ar devido à presença de ligações e aberturas de ventilação
permanentemente abertas, ou seja, trata-se de um espaço ventilado;
F0 Fator de sombreamento por elementos horizontais sobrejacentes ao vão;
feh Fator de eficiência hídrica aplicável a chuveiros com certificação e rotulagem de eficiência
hídrica da responsabilidade de uma entidade independente reconhecida (feh=1);
Ff Fator de sombreamento por elementos verticais adjacentes ao vão;
Fg Fração envidraçada do vão envidraçado, obtida de acordo com a tabela 20 do despacho
15793-K/2013;
Fh Fator de sombreamento horizonte, representa a redução na radiação solar que incide no vão
envidraçado devido ao sombreamento de obstruções longínquas exteriores ao edifício ou de
edifícios vizinhos;
Fm,v Fração de tempo em que os dispositivos de proteção móvel se encontram totalmente
ativados;
Fpu Fatores de conversão para primária, de acordo com fonte de energia do sistema de
referência [kWhEP/kWh]
Fs,i Fator de Obstrução do vão envidraçado com orientação j na estação de aquecimento;
Fs,v Fator de obstrução;
Fw,i Fator de seletividade angular;
Fw,v Fator de correção da seletividade angular dos envidraçados;
GD Número de graus dias, na base dos 18 ᵒC. [ᵒC. Dia];
GEE Gases de efeito de estufa;
gi Fator solar de inverno;
Gsul Energia solar média mensal durante a estação, recebida numa superfície vertical orientada
a sul [KWh/(m².mês)];
gT Fator solar do vão envidraçado com todos os dispositivos de proteção ativados;
gT Fator solar global com todos os dispositivos de proteção solar ativados;
gTmax Fator solar máximo;

gtot Fator solar do vão envidraçado com os dispositivos de proteção solar totalmente ativos;

gtot,ref Fator solar do vão envidraçado de referência;

gtot,p Fator solar do vão envidraçado com os dispositivos de proteção solar permanentes
totalmente ativados;

xxvi
ABREVIATURAS

gtot,vc Fator solar do vão envidraçado com vidro corrente e um dispositivo de proteção solar
totalmente ativado;

gtot,vc,op Fator solar do vão envidraçado com um vidro corrente e com o primeiro dispositivo de
proteção solar opaco totalmente ativado;
gTp Fator solar apenas com os dispositivos de proteção solar permanentes;
gTvc Fator solar do vidro com proteção;
gꞱvi, Fator solar do vidro para uma incidência solar normal;
I1, I2 e I3 Zonas climática de inverno;
Ig Perímetro de ligação entre o caixilho e o vidro [m];
Ir Intensidade da radiação solar na estação de arrefecimento [𝑘𝑊ℎ/m²];
Isol Energia Solar acumulada durante a estação, recebida na horizontal (inclinação 0ᵒ) e em
superfícies verticais (Inclinação 90ᵒ) para os quatro pontos cardeais e os quatro colaterais
[KWh/m²];
It Inércia térmica;
M Duração da estação de Aquecimento [meses];
MAQS Consumo médio Diário de referência[𝑙];
Msi Massa superficial útil do elemento i, [kg/m²];
ɳ Rendimento [%];
nd Número anual de Dias de Consumo de AQS, (nd=365 dias);
Ni Necessidades nominais anuais de energia útil para aquecimento de referência
[kWh/(m².ano)];
Nic Necessidades nominais anuais de energia útil para aquecimento de cálculo [kWh/(m².ano)];
Nt Necessidades nominais anuais globais de energia primária de referência [kWhEP/(m².ano)];
Ntc Necessidades nominais anuais globais de energia primária de cálculo [kWhEP/(m².ano)];
NUTS Nomenclatura das Unidades Territoriais para Fins Estatísticos;
Nv Necessidades nominais anuais de energia útil para arrefecimento de referência
[kWh/(m².ano)];
Nvc Necessidades nominais anuais de energia útil para arrefecimento de cálculo [kWh/(m².ano)];
NZEB Nearly Zero Energy Buildings (edifícios com necessidades energéticas quase nulas);
P Perímetro exposto, caracterizado pelo desenvolvimento total da parede que separa o espaço
aquecido do exterior, de um espaço não aquecido ou de um edifício adjacente, ou do solo,
medido pelo interior, [m];
PE Primary Energy – Energia Primária;
PER Primary Energy Renewable – Energia Primária Renovável;
PHI Passivhaus Institut;

xxvii
ABREVIATURAS

Qa Energia útil para preparação de AQS durante um ano [𝑘𝑊ℎ/𝑎𝑛𝑜];


Qgsol,i Ganhos solares brutos através dos vãos envidraçados na estação de aquecimento, [𝑘𝑊ℎ];
Qgsol,v Ganhos solares brutos através dos vãos envidraçados na estação de arrefecimento [kWh];
R Fator de redução da massa superficial útil;
RCCTE Regulamento das Características de Comportamento Térmico dos Edifícios;
RECS Regulamento de Desempenho Energético dos Edifícios de Comércio e Serviços;
REH Regulamento de Desempenho Energético dos Edifícios de Habitação;
Rf Resistência térmica de todas as camadas do pavimento, excluindo as resistências térmicas
superficiais;
Rj Resistência térmica da camada j, [(m².ᵒC)/𝑊];
RMQ Requisitos mínimos de qualidade;
Rph Renovações por hora [h-1];
Rse Resistência térmica superficial exterior, [(m².ᵒC)/𝑊];
Rsi Resistência térmica superficial interior, [(m².ᵒC)/𝑊];
𝑅𝑡 Resistência térmica, [(m².ᵒC)/𝑊];
SCE Sistema de Certificação Energética dos Edifícios;
Si Área de superfície interior do elemento i, [m²];
U Coeficiente de transmissão térmica superficial [W/(m².ᵒC)];
UE União Europeia;
Uf Coeficiente de transmissão térmica do caixilho [W/(m².ᵒC)];
Ug Coeficiente de transmissão térmica do vidro [W/(m².ᵒC)];
Umáx Coeficiente de transmissão térmica superficial máximo [W/(m².ᵒC)];
Un Coeficiente de Transmissão térmica do vão envidraçado com dispositivos de proteção solar
ou oclusão noturna ativados [W/(m².ᵒC)];
Uw Coeficiente de transmissão térmica da janela [W/(m².ᵒC)];
Uwdn Coeficiente de transmissão térmica do vão envidraçado [W/(m².ᵒC)];
V1, V2 e V3 Zonas climáticas de verão;
Venu Volume do espaço não útil, [m³];
Xj Fator de orientação para as diferentes exposições de acordo com a tabela 01 do despacho
15793-I/2013;
Z Diferença de cotas entre o pavimento térreo em estuco e o pavimento exterior ou do espaço
não útil;
α Coeficiente de absorção de radiação solar da superfície do elemento da envolvente opaca,
(tabela 08 Despacho 15793-k/2013, em função da cor do revestimento da superfície exterior
do elemento);

xxviii
ABREVIATURAS

λ Condutibilidade térmica, [𝑊/(m.ᵒC)];


ψ Coeficiente de transmissão térmica linear [W/(m.ᵒC)];
ψg Coeficiente de transmissão térmica linear relativo à ligação entre o caixilho e o vidro
[W/(m.ᵒC)];

xxix
INTRODUÇÃO

1.1 CONSIDERAÇÕES INICIAIS

O presente trabalho foi desenvolvido no âmbito da unidade curricular de Dissertação, Projecto e Estágio –
DIPRE, do 2.º Ano do Mestrado em engenharia Civil – Ramo de Construções do Instituto Superior de
Engenharia do Porto, tendo como tema “Reabilitação de Edifícios de Habitação – Análise do Desempenho

Térmico”.

O tema em questão é de elevada relevância na atividade no nosso quotidiano, pois com metodologias de
conceção simples, na fase de projeto, pode-se diminuir substancialmente um grande encargo durante toda
a vida de utilização do edificado – os custos associados aos gastos energéticos com a climatização e
preparação de águas quentes sanitárias. A atualização e desenvolvimento desta especificidade da
construção, merecedora de todo o nosso interesse, vai aumentando cada vez mais com as exigentes
alterações climáticas, as grandes oscilações de temperaturas, a exigência do conforto dos utilizadores, o
consecutivo aumento do custo de vida e respetiva inflação e sabendo-se que os edifícios são os principais
responsáveis pelo consumo energético, cerca de 40%, em toda a Europa. As duas estratégias de melhoria
da eficiência energética do edificado passam por melhorar o desempenho térmico da envolvente dos
próprios edifícios e instalar uma ou várias soluções de equipamentos com fontes energéticas renováveis.

A presente Dissertação tem como finalidade analisar o desempenho térmico de um edifício antigo de
habitação, sendo alvo de uma grande reabilitação, mas em que a entidade licenciadora não exigiu o projeto
de verificação do regulamento de desempenho térmico de edifícios de habitação – REH. A habitação foi
analisada de acordo com as soluções implementadas pelo dono de obra, foram apresentadas soluções de
melhoria a fim de verificar todas as exigências regulamentares previstas no REH e também as necessárias
para cumprir a legislação que entrou em vigor a 1 de julho deste ano, por forma a elevar o seu desempenho
térmico nas duas estações anuais extremas, Inverno – aquecimento e Verão – arrefecimento.

1
CAPÍTULO 1

1.2 OBJETIVOS

Os objetivos principais a serem atingidos no desenvolvimento do presente trabalho são:

− Estudar e aprofundar o conhecimento relativamente ao comportamento térmico dos edifícios de


habitação;

− Estudar a nova legislação de desempenho térmico e energético que no dia 1 de julho de 2021
entrou em vigor;

− Estudar, verificar e analisar melhorias nas soluções construtivas em conformidade dos requisitos
impostos pela legislação e interpretação dos resultados obtidos;

− Verificar a implementação de soluções de melhoria no comportamento térmico e energético;

− Estudar e realizar um orçamento económico das soluções construtivas e equipamentos propostos


com a finalidade de melhoria no desempenho térmico do edifício;

1.3 ESTRUTURA DA DISSERTAÇÃO

A presente dissertação encontra-se segundo a seguinte estrutura:

• O capítulo 1, refere-se à temática do trabalho, aos seus objetivos e à estrutura do documento;

• O capítulo 2, aborda o conceito da reabilitação, tipologia do edificado analisado no caso de estudo,


nomeadamente sob a ótica da aplicação da legislação de desempenho térmico. Assim, estuda-se,
analisa-se e compara-se o DL 118/2013, em vigor até 1 de julho de 2021, com o novo DL 101D/2020.
Ainda é referido o tema dos edifícios com necessidades quase nulas de energia em conformidade
com as estratégias dos NZEB, no nosso país.

• No capítulo 3, apresenta-se o caso em estudo, com a demonstração prática da metodologia de


calculo, prevista na legislação em vigor no início do desenvolvimento deste trabalho, a ser aplicado
ao edifício em reabilitação, com a apresentação de todos os cálculos justificativos na quantificação
das necessidades energéticas para as estações de aquecimento, arrefecimento e energia primária,
sendo proposto soluções de melhoria referentemente às soluções aplicadas em obra, de forma a ir
ao encontro com os requisitos NZEB.

• No capítulo 4 serão analisadas as medidas necessárias para implementar os requisitos impostos


pela nova metodologia prevista no Manual do SCE, também se apresenta uma análise económica
com uma comparação de custos nos consumos energéticos para a estação de aquecimento e
arrefecimento. A solução AQS aplicada face à solução otimizada.

2
INTRODUÇÃO

• O capítulo 5, relata as conclusões, as considerações finais e futuros desenvolvimentos.

1.4 CONSIDERAÇÕES GERAIS

Outrora, os habitantes das regiões rurais de Portugal dependiam da agricultura e pecuária, tinham uma
vida dura e passavam pouco tempo em casa, assim as habitações eram meros locais de pernoita, muitas
das vezes com condições precárias, eram executadas apenas para proteção das condições climáticas e não
tinham o devido conforto térmico. Ao longo dos anos, houve um enorme desenvolvimento científico,
político, cultural e social, propiciando uma alteração de estilo de vida como atividade profissional distinto
do antigamente, levando a um maior entendimento às questões do lazer e demais atividades sedentárias.
Os ocupantes do edificado permanecem mais tempo dentro das mesmas, o que desenvolveu a necessidade
de elevar as exigências para com as questões de conforto, fator que diretamente fez disparar um aumento
do consumo energético, no setor doméstico. Certamente estes tempos pandémicos propiciaram um
aumento destes valores de distribuição energética por sector em comparação com o mesmo período do
ano transato, assim pode-se verificar nas figuras 1.1 e 1.2. No entanto, é de bom termo um gasto económico
e racional de forma a podermos manter a nossa sustentabilidade e independência energética no nosso
quotidiano.

Figura 1.1 - Distribuição de consumo energético por sector, 2019 e 2020.(Observatório da energia - DGEG)

3
CAPÍTULO 1

Figura 1.2 - Distribuição de consumo energético por sector, 2010 e 2021.(Observatório da energia - DGEG)

Conforme verificado, a energia consumida teve variações anuais, fixando o sector da indústria que
consumiu 1239 Gwh, quase equiparado ao setor doméstico com um consumo de 1153 Gwh, o setor de
serviços com 988 Gwh, o setor de agricultura e pesca com 91 Gwh e o setor de transportes com um
consumo de 52 Gwh.

Desde o acordo de Paris, em 2015, que a União Europeia enfrenta o compromisso de um dos maiores
desafios de todos os tempos, no setor energético para com o edificado europeu, garantir uma redução
substancial de consumo de energia. Portugal, sendo um dos 27 Estados-membros, encontra-se empenhado
em cumprir esses mesmos objetivos, para isso acompanha as metas indicadas, segundo a Diretiva (EU)
2018/844:

• 2030 – Diminuição de emissão dos gases de efeito estufa em 40% relativamente a 1990.

• 2050 – Diminuição de emissão dos gases de efeito estufa em 95% relativamente a 1990.

Assim, de forma a ir ao encontro de objetivos traçados, surge uma nova metodologia para minimizar as
necessidades energéticas do edificado – NZEB (Nearly Zero Energy Buildings), edifícios com necessidades
energéticas quase nulas.

Os NZEB são edifícios melhorados em vários aspetos, com um alto nível de eficiência energética, sendo
reduzido o seu consumo de energia face a outros e com a aplicação de sistemas de produção de energia,
que vão compensar os gastos energéticos necessários, podendo verificar-se assim um balanço energético
anual de quase zero.
4
INTRODUÇÃO

O conforto térmico dos ocupantes, na reabilitação dos edifícios, é muita vezes negligenciado devido a vários
fatores condicionantes, que mais tarde, já em período de utilização, lamenta-se inúmeras vezes, não
cumprindo os objetivos da EU e a Legislação Portuguesa.

5
ESTADO DA ARTE

2.1 REABILITAÇÃO

A Reabilitação de edifícios traduz-se por conjunto de ações ou intervenções com o objetivo da sua
recuperação / beneficiação, possibilitando-o para o uso pretendido, promovendo-o de condições de
segurança, conforto e funcionalidade. Estas intervenções devem promover a eliminação de anomalias
estruturais e construtivas que se foram tornando mais evidentes ao longo dos tempos, ao mesmo tempo,
procurar obter uma envolvente com desempenho e funcionalidade de aptidão melhorada.

Nas últimas décadas, a reabilitação em Portugal tem aumentado bastante com uma forte participação
dos programas de incentivo financeiro promovido pela União Europeia, governo e municípios, que
empenhados na conservação e na reabilitação do edificado, evitam a desertificação e promovem a
repovoação de zonas que outrora encontravam-se degradados, abandonados e desprovidos de admiração
do relevo e beleza de algumas regiões do país, por parte dos seus moradores e turistas.

Muitas vezes, e devido ao elevado avanço de degradação do edificado, a reabilitação passa para uma
demolição e construção quase integral do espaço interior, pois todo o seu interior é destruído e apenas
se salvaguarda as paredes da envolvente exterior, daí que muita das vezes, um projeto de reabilitação ter
que obedecer às mesmas exigências de um projeto de um edifício novo.

No processo de reabilitação, é crucial a analise das fases seguintes:

• Viabilidade da intervenção – são ponderados aspetos do espaço, fatores económicos, técnicos e


durabilidade;

• Diagnóstico – são ponderados estado de conservação, alteração e traçado a estratégia a dar resposta
ao projeto solicitado, com a seguinte metodologia:

− Report histórico, reunião de informações sobre data de construção, projeto inicial, alterações
posteriores, características técnicas e materiais usados;

7
CAPÍTULO 2

− Verificação de documentação referente ao edifício e levantamento topográfico;

− Verificação e levantamento pormenorizado do exterior e interior, com registo fotográfico;

− Avaliação da estrutura, com realização de sondagens e registo documental.

• Definição da estratégia – é definida pelo Dono de Obra a estratégia inicial a adotar, que terá que ser
validada ou alterada por cada um dos projetistas das diferentes especialidades que terão que estar
presentes no estudo e projeto do edifício;

• Projeto de execução – é elaborado por cada uma das especialidades e é constituído pela memória
descritiva e justificativa, caderno de encargos, respetivas medições, desenhos e pormenores do
edifício;

• Concurso – será necessário a obtenção de propostas para a realização da empreitada e a sua análise
e avaliação;

• Execução – é realizada a empreitada;

• Fiscalização – deverá verificar o cumprimento dos projetos.

2.2 ESTUDO DA LEGISLAÇÃO E SUA APRESENTAÇÃO

A nova legislação entrou em vigor no dia 01 de julho de 2021, com a aprovação da diretiva (UE) 2018/844
e parcialmente a diretiva (UE) 2019/944, em dezembro de 2020:

• Decreto - Lei nº 101-D/2020 (Estabelece os requisitos aplicáveis a edifícios para a melhoria do seu
desempenho energético e regula o Sistema de Certificação Energética de Edifícios, transpondo a
Diretiva (UE) 2018/844 e parcialmente a Diretiva (UE) 2019/944);

• Decreto - Lei nº 64/2020 (Estabelece disposições em matéria de eficiência energética, transpondo


a Diretiva (UE) 2018/2002);

• Portaria nº 138-I/2021 (Regulamenta os requisitos mínimos de desempenho energético relativos


à envolvente dos edifícios e aos sistemas técnicos e a respetiva aplicação em função do tipo de
utilização e específicas características técnicas).

• Despacho nº 6476-E/2021 (Aprova os requisitos mínimos de conforto térmico e de desempenho


energético aplicáveis à concessão e renovação de edifícios).

8
ESTADO DA ARTE

• Despacho nº 6476-H/2021 (Aprova o Manual do Sistema de Certificação Energética de Edifícios


(SCE)).

No entanto, no início deste trabalho, a atual legislação não era ainda conhecida pelo que se optou por
aplicar as duas metodologias: o DL 118/2013 e o DL 101-D/2020, procurando desta forma auxiliar a
interpretação dos novos documentos legislativos.

Em relação à legislação específica para a reabilitação de edifícios de habitação já tinham sido publicados
em 2019 alguns documentos legislativos específicos e o próprio DL 118/2013 já tinha sofrido diversas
alterações, nomeadamente:

• Decreto - Lei nº 95/2019 (Estabelece o regime aplicável à reabilitação de edifícios ou frações


autónomas);

• Decreto - Lei nº 118/2013 (Aprova o Sistema de Certificação Energética dos Edifícios, o


Regulamento de Desempenho Energético dos Edifícios de Habitação e o Regulamento de
Desempenho Energético dos Edifícios de Comércio e Serviços, e transpõe a Diretiva n.º
2010/31/UE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 19 de maio de 2010, relativa ao
desempenho energético dos edifícios);

• Portaria nº 98/2019 (Terceira alteração da Portaria n.º 349-B/2013, de 29 de novembro, alterada


pela Portaria n.º 379-A/2015, de 22 de outubro, e pela Portaria n.º 319/2016, de 15 de dezembro,
que define a metodologia de determinação da classe de desempenho energético para a tipologia
de pré-certificados e certificados do SCE, bem como os requisitos de comportamento técnico e
de eficiência dos sistemas técnicos dos edifícios novos e edifícios sujeitos a grande intervenção);

• Portaria nº 297/2019 (Quarta alteração à Portaria n.º 349-B/2013, de 29 de novembro, que define
a metodologia de determinação da classe de desempenho energético para a tipologia de pré-
certificados e certificados do SCE, bem como os requisitos de comportamento técnico e de
eficiência dos sistemas técnicos dos edifícios novos e edifícios sujeitos a grande intervenção);

• Portaria nº 303/2019 (Fixa os custos-padrão, definidos por tecnologia, sistema, ou elemento


construtivo que permitem quantificar o custo das intervenções para operações de reabilitação);

• Portaria nº 319/2016 (Procede à segunda alteração da Portaria n.º 349-B/2013, de 29 de


novembro, alterada pela Portaria n.º 379-A/2015, de 22 de outubro, que define a metodologia de
determinação da classe de desempenho energético para a tipologia de pré-certificados e

9
CAPÍTULO 2

certificados SCE, bem como os requisitos de comportamento térmico e de eficiência de sistemas


técnicos dos edifícios novos e sujeitos a intervenção).

De seguida é feita uma análise comparativa entre o DL 118/2013 e o DL 101-D/2020.

Em relação às definições apresentadas no DL 118/2013, no art.º 2º, e no DL 101-D/2020, no art.º 3º, pode-
se referir os seguintes aspetos que se consideraram mais relevantes:

• No Decreto - Lei mais antigo, o conjunto das definições é bastante mais completo, e no novo
documento legislativo algumas das definições são apenas apresentadas no corpo do documento.
• A definição de “área útil de pavimento”, no DL 118/2013, depende de ser uma fração no âmbito do
REH ou do RECS. Na nova legislação a definição é única e considera a área de todos os espaços
interiores úteis pertencentes ao edifício, com ocupação atual ou prevista e com necessidades de
energia atuais ou previstas associadas ao aquecimento ou arrefecimento ambiente para conforto
humano. Nos dois artigos, as áreas são medidas pelo interior.
• A definição de “edifício”, no antigo DL é considerada de forma genérica e apenas destinado à
utilização humana. No novo DL, além da definição genérica é acrescentado a possibilidade de
propiciar condições de conforto térmico, abrangendo todas as frações autónomas e as de utilização
independente.
• A definição de “edifício novo”, em ambos DL, tem a mesma redação, no entanto na nova legislação,
salienta que no caso de isenção de controlo prévio, o primeiro projeto de arquitetura também tem
que ter data de elaboração posterior à data de entrada em vigor do referido DL.
• A definição de “edifício de comércio e serviços” considera como edifício ou parte devidamente
licenciado para utilização de atividades de comércio, serviços ou similares.
• A definição de “grande edifício de comércio e serviços”, em ambos decretos de lei, considera como
sendo um edifício de comércio e serviços com uma área útil de pavimento superior a 1000 m² ou de
500 m² para o caso de conjuntos comerciais. Assim, o “pequeno edifício de comércio e serviços”, em
ambos decretos de lei, é definido como um edifício de comércio e serviços com uma área útil de
pavimento inferior a 1000 m² ou de 500 m² para o caso de conjuntos comerciais.
• A definição de “edifício misto”, em ambos decretos de lei, como edifício utilizado em partes distintas
como de habitação e de comércio e serviços.
• A definição de “edifício em tosco”, em ambos decretos de lei, considera como um edifício inacabado,
sem revestimentos, sistemas técnicos e detalhes para o seu uso efetivo.
• A definição de “edifício em ruínas”, no DL 118/2013 aparece como edifício com avançado estado de
degradação que é prejudicado na sua utilização e como tal só pode ser comprovado por declaração

10
ESTADO DA ARTE

da respetiva câmara municipal ou por perito qualificado. No DL 101-D/2020, a respetiva declaração é


da câmara municipal ou da Direção-Geral do Tesouro e Finanças.
• A definição de “edifício sujeito a intervenção” passa a ser intitulado de “edifício renovado” no DL 101-
D/2013.
• A definição de “grande renovação”, no DL 118/2013, tinha por princípio a não construção de novos
corpos na edificação e o valor da mesma fosse superior em 25% do valor da totalidade do edifício,
sendo que para a determinação do valor do edifício se utilizaria o custo de construção da habitação
por metro quadrado que seria fixado anualmente para as diferentes zonas do país, por portaria dos
membros do Governo responsáveis pelas áreas da energia e do ordenamento do território. É de
salientar que a referida portaria nunca chegou a ser publicada e que no DL 194/2015, Artigo 5.º
Disposição transitória, foi indicado que deveria ser considerado o custo de construção de referência
de 700 €/m2. O novo DL 101-D/2020, apenas faz referência à mesma percentagem (>25%) do valor do
edifício por m²/€, relativamente ao valor médio de construção deverá considerado o publicado
anualmente no Código do Imposto Municipal sobre Imóveis (CIMI).
• A definição de “espaço interior útil”, em ambos decretos de lei, é referido como espaço com condições
de referência, para efeitos de necessidades energéticas, de forma a propiciar o conforto térmico. Este
espaço engloba divisões que não são usualmente climatizados, mas que são contabilizadas para
efeitos de cálculo.
• A definição de “proprietário”, em ambos decretos de lei, é o titular do direito de propriedade,
abrangendo-se ainda neste conceito o titular de outro direito de gozo sobre um edifício desde que
este, no caso dos edifícios de comércio e serviços, detenha o controlo dos sistemas de climatização e
respetivos consumos.
• A definição de “energias renováveis”, em ambos DL tem definições muito parecidas, mas no DL 101-
D/2020 passa a ser considerado como fontes não fósseis renováveis a energia proveniente das marés,
das ondas e outras formas de energia oceânica, hídrica, de biomassa, de gases dos aterros, de gases
das instalações de tratamento de águas residuais, e biogás;
• A definição de “envolvente do edifício”, em ambos decretos de lei, é considerada como conjunto de
elementos de um edifício que separam o espaço útil interior dos espaços não úteis, do exterior, do
solo e de outros edifícios.
• A definição de “perito qualificado”, ambos os documentos descrevem como técnico com título
profissional para o exercício da atividade de certificação energética, nos termos da Lei n.º 58/2013,
de 20 de agosto, na sua redação atual.
• A definição de “portal SCE”, em ambos os decretos de lei é referida como zona de um ou mais sítios
na Internet disponibilizado(s) e gerido(s) pela ADENE — agência para a energia (ADENE), contendo
informação relativa ao SCE e ao registo e interação com os seus utilizadores, incluindo, pelo menos,

11
CAPÍTULO 2

um acesso ao público em geral disponibilizando serviços de pesquisa, designadamente de certificados


energéticos e de técnicos do SC, e um acesso reservado para elaboração e registo de documentos por
utilizadores credenciados do SCE.
• A definição de “potência térmica”, no DL 118/2013, tem a mesma definição no DL 101-D/2020, mas
com uma nova designação, “potência nominal”.
• A definição de “sistema técnico”, muito idêntica em ambos DL, mas com o DL 101-D/2020 a fazer
referência a infraestruturas de carregamento de veículos elétricos ou combinação destes.

➢ Comparação do desempenho energético dos edifícios apresentado no DL 118/2013, no art.º 22º


e no DL 101-D/2020 estão no art.º 4º.

No art.º 22º, todos os requisitos aplicáveis aos edifícios de habitação e respetivos sistemas técnicos são
definidos no REH, assim como os parâmetros e metodologias de caracterização do desempenho
energético, para condições nominais. Os objetivos destes requisitos são promover a melhoria do respetivo
comportamento térmico, a eficiência dos seus sistemas técnicos e a minimização do risco de ocorrência
de condensações superficiais nos elementos da envolvente.

No art.º 4º, temos referenciado que a avaliação do desempenho energético dos edifícios é baseada no
consumo de energia calculado para o consumo energético típico para o aquecimento e o arrefecimento,
a ventilação, a produção de água quente e a iluminação fixa, bem como outros sistemas técnicos dos
edifícios, nos casos aplicáveis, será expressa por um indicador numérico de utilização energia primária em
kWh/(m2 .ano) e que considera a energia proveniente de fonte renováveis fornecia ao edifício ou a gerada
e utilizada pelo mesmo. Note-se que passa a constar deste indicador o consumo de energia para a
iluminação.

No novo documento legislativo é referido que os objetivos destes requisitos estão relacionados com os
níveis de saúde, o conforto térmico dos ocupantes e a qualidade do ar interior.

A nova metodologia de cálculo será publicada no Manual SCE e encontra-se devidamente aprovada em
despacho do diretor-geral da Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG), e será utilizada também para
emissão de certificados energéticos, devendo ser revisto no intervalo máximo de dois anos, ou sempre
que alterações de natureza técnica ou regulamentar o justifique.

➢ Comparação em controlo prévio, apresentados no DL 118/2013, no art.º 31º e no DL 101-


D/2020 estão no art.º 5º.

12
ESTADO DA ARTE

No art.º 31º, são verificados os procedimentos do controlo prévio nas operações urbanísticas de
edificação que devem incluir uma demonstração na verificação do cumprimento dos elementos
devidamente definidos. Assim como os requerimentos para emissão de licença de utilização devem incluir
os elementos definidos no art.º 9.º do RJUE e na devida portaria. A aplicabilidade das operações
urbanísticas de edificação promovidas pela Administração Pública ou por concessionárias de obras ou
serviços públicos, encontram-se isentas do controlo prévio.

No art.º 5º, são referidos os órgãos competentes no âmbito dos procedimentos de controlo prévio de
operações urbanísticas de edificação, nos termos do Regime Jurídico da Urbanização e da Edificação
(RJUE). As situações relativas a obras em edifícios sujeitos a renovação, isenta de controlo prévio, o
cumprimento dos requisitos aplicáveis deve ser assegurado pelo empreiteiro ou, na inexistência deste,
pelo técnico qualificado contratado pelo dono de obra. A aplicabilidade das operações urbanísticas de
edificação promovidas pela Administração Pública ou por concessionárias de obras ou serviços públicos,
encontram-se isentas do controlo prévio.

➢ Comparação dos requisitos dos edifícios novos, apresentados no DL 118/2013, no art.º 16º - 26º
e no DL 101-D/2020 estão no art.º 6º.

No art.º 16º, é verificado que o parque edificado deve progressivamente ser composto por edifícios com
necessidades quase nulas de energia, com um elevado desempenho energético, em que a satisfação das
necessidades de energia seja proveniente de fontes renováveis, a produzida no local ou nas proximidades.
Os edifícios novos licenciados após 31 de dezembro de 2020, sendo eles propriedade de uma entidade
pública e ocupados por uma entidade pública. Os edifícios com melhores comportamentos e necessidades
quase nulas de energia são dotados de uma componente de eficiência compatível com o limite mais
exigente dos níveis de viabilidade económica que venham a ser obtidos com a aplicação da metodologia
de custo ótimo, essa é diferenciada entre edifícios novos, edifícios existentes, com diferentes tipologias e
formas de captação local de energias renováveis que cubram grande parte do remanescente das
necessidades energéticas previstas, de acordo com os modelos do REH e do RECS.

No art.º 26º, é referido que para edifícios de habitação novos:

- O nível das necessidades nominais anuais de energia útil para aquecimento (Nic) de um edifício de
habitação novo, calculado de acordo com o estabelecido pela DGEG, não pode exceder o valor máximo
de energia útil para aquecimento (Ni), determinado em portaria;

- O nível das necessidades nominais anuais de energia útil para arrefecimento (Nvc) de um edifício de
habitação novo, calculado de acordo com o estabelecido pela DGEG, este não pode exceder o valor

13
CAPÍTULO 2

máximo de energia útil para arrefecimento (Nv) definido em portaria do membro do Governo responsável
pela área da energia;

- Os requisitos anteriores devem ser satisfeitos sem serem ultrapassados os valores limite de qualidade
térmica da envolvente estabelecidos em portaria, relativamente ao valor máximo do coeficiente de
transmissão térmica superficial dos elementos na envolvente opaca, ao valor máximo do fator solar dos
vãos envidraçados horizontais e verticais. A taxa de renovação horária nominal de ar para as estações de
aquecimento e de arrefecimento de um edifício de habitação novo, é calculada de acordo com o
estabelecido pela DGEG e deve ser igual ou superior ao valor mínimo de renovações horárias a definir em
portaria. O recurso a sistemas passivos para melhorem o desempenho energético de um edifício é
promovido e o seu contributo deve ser considerado no cálculo das necessidades de energia, com base em
normas europeias ou regras definidas pela DGEG;

- O novo edificado habitacional com uma área útil inferior a 50 m² está dispensado da verificação dos
requisitos de comportamento térmico.

No art.º 6º, é referido que os edifícios novos devem contemplar necessidades quase nulas de energia,
atingido níveis elevados de desempenho energético e com bons níveis de rentabilidade, sendo esses
mesmos níveis revistos periodicamente em função dos resultados de análises de custo ótimo, com a
obrigatoriedade de realização com intervalos não superiores a cinco anos. Os requisitos são estabelecidos
onde é considerada a envolvente e sistemas técnicos que visam a promover o conforto ambiente, o
comportamento térmico, a relativa eficiência, durabilidade dos sistemas técnicos, a correta gestão da
energia e a utilização de fontes de energia renováveis.

Os requisitos são os seguintes:

a) Requisitos mínimos de desempenho energético relativos à envolvente dos edifícios, que visam, em
particular, minimizar a ocorrência de patologias e limitar as necessidades de energia com vista à obtenção
de condições interiores de conforto;

b) Requisitos relativos aos sistemas técnicos, variáveis em função de cada sistema técnico em concreto,
que incidem, designadamente, no seguinte:

i) Desempenho energético geral, que avalia ou afeta o desempenho de um sistema técnico, no seu todo;

ii) Dimensionamento adequado, com vista a garantir que os sistemas técnicos são adequados às
necessidades e características do edifício, bem como às condições de utilização esperadas;

14
ESTADO DA ARTE

iii) Instalação correta, que incide na forma de instalar os sistemas para que estes funcionem do modo para
que foram concebidos;

iv) Ajustamento adequado, que contempla as tarefas de teste e ajustamento aos sistemas técnicos, depois
de instalados, para que funcionem em conformidade com as especificações definidas;

v) Controlo adequado, a fim de garantir que as capacidades de controlo exigidas aos sistemas técnicos
estejam em conformidade com as especificações definidas.

O cumprimento destes requisitos deve ser assegurado pelos técnicos autores dos projetos, com as
qualificações estabelecidas na Lei n.º 31/2009, de 3 de julho, na sua redação atual, nos termos da Portaria
n.º 701 -H/2008, de 29 de julho, e da Portaria n.º 113/2015, de 22 de abril, e deverá estar patente nos
seguintes documentos:

Tabela 2.1 – Relação de requisitos a observar por Projeto de especialidade

Requisitos a observar Projeto

Envolvente opaca e
Projeto de arquitetura
envolvente envidraçada

Projeto de instalações, equipamentos e sistemas de aquecimento,


Ventilação, sistemas de
ventilação e ar condicionado ou, no plano dos sistemas de preparação
climatização e sistemas de
de água quente, no projeto de redes prediais de água e esgotos ou no
preparação de água quente
projeto de instalações, equipamentos e sistemas de águas e esgotos

Projeto de instalações, equipamentos e sistemas elétricos ou do


Sistemas fixos de iluminação
projeto de alimentação e distribuição de energia elétrica

Sistemas de produção de Projeto de instalações, equipamentos e sistemas elétricos ou do


energia elétrica projeto de alimentação e distribuição de energia elétrica

Sistemas de Automatização
Projeto de sistemas de gestão técnica centralizada
e Controlo do Edifício (SACE)

15
CAPÍTULO 2

Projeto de instalações, equipamentos e sistemas de transporte ou do


Instalações de elevação projeto de instalações eletromecânicas, incluindo as de transporte de
pessoas e ou mercadorias

Infraestruturas de
Projeto de instalações, equipamentos e sistemas elétricos ou do
carregamento de veículos
projeto de alimentação e distribuição de energia elétrica
elétricos

É de salientar que as diferentes exigências e verificações deverão estar contempladas nos diversos
projetos de especialidades não sendo necessário um documento síntese de verificação da legislação, tal
como existia até este momento com o projeto de verificação do REH ou do RECS. Estes últimos projetos
poderão ainda continuar a existir caso a entidade licenciadora os solicite, mas não serão mais necessários
para a certificação energética.

Note-se que neste artigo ainda é referido que o reconhecimento das qualificações dos técnicos para a
elaboração dos projetos previstos no número anterior é da competência das respetivas ordens
profissionais

São ainda estabelecidos os requisitos cujo cumprimento é assegurado pelo PQ:

a) Conforto térmico;

b) Desempenho energético, que incluem:

i) Indicadores do uso de energia primária;

ii) Indicadores do uso de energia primária renovável;

iii) Classificação como edifício de necessidades quase nulas de energia;

iv) Classes de desempenho energético.

Os edifícios de habitação novos estão sujeitos ao cumprimento dos requisitos anteriores e ainda dos
requisitos aplicáveis aos seguintes componentes:

a) Envolvente opaca;

b) Envolvente envidraçada;

16
ESTADO DA ARTE

c) Sistemas de ventilação;

d) Sistemas de climatização;

e) Sistemas de preparação de água quente;

f) Sistemas de produção de energia elétrica;

g) Instalações de elevação;

h) Infraestruturas de carregamento de veículos elétricos.

Os requisitos relativos aos sistemas de produção de energia elétrica, às instalações de elevação e às


infraestruturas de carregamento de veículos elétricos não existiam na legislação anterior.

➢ Comparação em renovações nos edifícios sujeitos a grandes intervenções/renovações,


apresentados no DL 118/2013, no art.º 28º e no DL 101-D/2020 estão no art.º 7º - 8º.

Nos termos do Decreto - Lei nº 101-D/2021, encontra-se indicado que para um edifício sujeito a grande
renovação, para o conforto térmico, a razão entre o valor de Nic e o valor de Ni e a razão entre o valor de
Nvc e o valor de Nv e para o desempenho energético, não podem exceder o valor definido no despacho
6476-E/2021. Esses limites encontram-se nas tabelas seguintes:

Tabela 2.2 – Valor limite imposto para conforto térmico

Ano de construção Nic / Ni Nvc / Nv

Anterior a 1960 - -

Entre 1960 e 1990 ≤ 1,25 ≤ 1,25

Posterior a 1990 ≤ 1,15 ≤ 1,15

Tabela 2.3 – Valor limite imposto de desempenho energético

Classe energética ≤C

Energia primária total RNT ≤ 1,50

Energia primária renovável RenHab ≤ 0,50

17
CAPÍTULO 2

O valor da taxa de renovação horária nominal de ar para a estação de aquecimento e de arrefecimento


de um edifício de habitação sujeito a grande intervenção, calculada de acordo com o definido pela DGEG,
deve ser igual ou superior ao valor mínimo de renovações horárias que é de 0,5 h-1. As moradias
unifamiliares com uma área útil inferior a 50 m², sujeitas a grande intervenção, estão dispensadas da
verificação dos requisitos de comportamento térmico.

No art.º 7º do novo documento legislativo, verifica-se que os componentes renovados dos edifícios estão
sujeitos ao cumprimento dos mesmos requisitos indicados para os edifícios novos e que a avaliação dessa
exigência é efetuada pelos respetivos técnicos autores dos projetos.

Nas renovações não sujeitas a controlo prévio, o cumprimento dos requisitos aplicáveis deve ser
assegurado pelo empreiteiro ou, quando este não exista, pelo técnico qualificado contratado pelo dono
de obra, com base em documentação técnica que caracterize as soluções aplicadas.

No art.º 8º, indica-se que os edifícios de habitação objeto de grandes renovações encontram-se sujeitos
ao cumprimento de requisitos de conforto térmico e desempenho energético (indicadores do uso de
energia primária e de energia primária renovável; classificação como edifício de necessidades quase nulas
de energia; classes de desempenho energético).

➢ Comparação em isenções e constrangimentos, apresentados no DL 118/2013, no art.º 4º e no DL


101-D/2020 estão no art.º 9º.

No art.º 4º, verifica-se as isenções em:

• instalações industriais, agrícolas ou pecuárias;


• edifícios utilizados como locais de culto ou para atividades religiosas;
• edifícios ou frações exclusivamente destinados a armazéns, estacionamentos, oficinas e similares;
• edifícios de habitação com área útil igual ou inferior a 50 m²;
• edifícios de comércio e serviços devolutos;
• edifícios em ruínas;
• infraestruturas militares e os edifícios afetos aos sistemas de informações ou a forças e serviços de
segurança que se encontrem sujeitos a regras de controlo e de confidencialidade;
• monumentos e os edifícios individualmente classificados ou em vias de classificação, aqueles a que
seja reconhecido especial valor arquitetónico ou histórico pela entidade licenciadora ou por outra
entidade competente para o efeito, edifícios integrados em conjuntos ou sítios classificados ou em
18
ESTADO DA ARTE

vias de classificação, ou situados dentro de zonas de proteção, quando seja atestado pela entidade
licenciadora ou por outra entidade competente para o efeito que o cumprimento de requisitos
mínimos de desempenho energético é suscetível de alterar de forma inaceitável o seu caráter ou o seu
aspeto.

No art.º 9º, é referido que se encontram isentos do cumprimento dos requisitos de conforto térmico e
desempenho energético os seguintes edifícios ou frações:

• os edifícios habitacionais unifamiliares quando se constata como sendo edifícios autónomos com área
útil de pavimento igual ou inferior a 50 m²;
• as instalações industriais, pecuárias ou agrícolas não residenciais, oficinas;
• edifícios utilizados como locais de culto, igrejas, sinagogas, mesquitas, templos;
• edifícios exclusivamente destinados a estacionamentos sem climatização, armazéns onde a presença
permanente humana não ocorra por mais de duas horas por dia ou com uma ocupação humana
superior a 0,025 pessoas/m²;
• edifícios classificados ou em vias de classificação e as situações que configuram constrangimentos
técnicos, funcionais e económicos para o efeito, nos termos definidos na portaria prevista no n.º 12
do art.º 6.º. O técnico responsável e autor do projeto deve identificar e avaliar, de modo
fundamentado, os constrangimentos devendo tais fundamentos constar do certificado energético a
emitir por mesmo.

Em ambos decretos de lei, são referidas o mesmo tipo de edificações, mas na nova legislação, há uma
maior preocupação do conforto térmico pessoal onde é quantificado uma limitação presencial humana
tanto temporal como espacial.

➢ Comparação em qualidade do ar interior, apresentados no DL 118/2013, no art.º 12º - 36º e no


DL 101-D/2020 estão no art.º 16º.

No art.º 12º, verifica-se que é da competência da Direção-Geral da Saúde e da Agência Portuguesa do


Ambiente, I.P., acompanhar a aplicação do presente diploma no âmbito das suas competências em
matéria de qualidade do ar interior.

No art.º 36º, verifica-se definido em portaria, o estabelecimento para as condições de bem-estar de saúde
dos ocupantes, os valores mínimos de caudal de ar novo por espaço, em função da ocupação, das
características do próprio edifício, dos seus sistemas de climatização e os limiares de proteção para as
concentrações de poluentes do ar interior.

19
CAPÍTULO 2

No art.º 16º, é referenciado que nos edifícios novos ou renovados, incluindo os seus sistemas técnicos,
são objeto de requisitos relativos à ventilação de espaços, com vista a assegurar uma correta e adequada
filtragem e renovação do ar.

Os edifícios de comércio e serviços em funcionamento estão sujeitos a requisitos relacionados com a


qualidade do ar interior, devendo ser assegurado o cumprimento de limiares de proteção e condições de
referência.

Os GES e os edifícios de comércio e serviços, onde se encontram inseridas creches, estabelecimentos de


educação pré-escolar, estabelecimentos de ensino do primeiro ciclo do ensino básico e estruturas
residenciais para pessoas idosas que se encontrem em funcionamento estão sujeitos a uma avaliação
simplificada anual de requisitos relacionados com a qualidade do ar interior, a realizar por técnicos de
saúde ambiental. A verificação da conformidade prevê-se a recolha de indícios sobre uma situação de
degradação da qualidade do ar interior, mediante o registo do incumprimento dos limiares de proteção e
condições de referência dos requisitos objeto da avaliação simplificada anual e o incumprimento da
obrigação da avaliação simplificada anual, o registo de reclamações ou de denúncias sobre a qualidade
do ar interior. Os proprietários dos edifícios são obrigados a adotar as necessárias medidas para a sua
regularização, mediante o cumprimento dos termos de relatório emitido para o efeito. A Autoridade de
Segurança Alimentar e Económica, a Autoridade para as Condições do Trabalho, a Inspeção-Geral das
Atividades em Saúde, a Entidade Reguladora da Saúde, a Inspeção-Geral da Educação e Ciência, as
câmaras municipais e respetivas entidades ou serviços municipais com competência de fiscalização fazem
uso do cumprimento dos limiares de proteção de poluentes do ar interior, de acordo com as respetivas
metodologias e condições de referência. A presente legislação estabelece o regime de prevenção e
controlo da doença dos legionários.

Nesta nova legislação a qualidade do ar interior e a prevenção da doença do legionário voltam a ser alvo
de cumprimento de requisitos.

➢ Comparação em obrigação de certificação energética dos edifícios, apresentados no DL 118/2013,


no art.º 3º e no DL 101-D/2020 estão no art.º 18º.

No art.º 3º, refere-se que são abrangidos pelo Sistema de Certificação Energética, os edifícios ou frações,
novos ou sujeitos a grande intervenção, nos termos do REH e RECS, que uma fração já edificada, não
esteja constituída como fração autónoma de acordo com um título constitutivo de propriedade
horizontal, só é abrangida pelo SCE a partir do momento em que seja dada em locação. Os edifícios ou
frações existentes de comércio e serviços, com área interior útil de pavimento igual ou superior a 1000
m², ou 500 m² no caso de centros comerciais, hipermercados, supermercados e piscinas cobertas, que

20
ESTADO DA ARTE

sejam propriedade de uma entidade pública e tenham área interior útil de pavimento ocupada por uma
entidade pública e frequentemente visitada pelo público superior a 500 m² ou, a partir de 1 de julho de
2015, superior a 250 m². Os edifícios ou frações existentes a partir do momento da sua venda, dação em
cumprimento ou locação posterior, salvo nos casos de venda ou dação em cumprimento a
comproprietário, a locatário, em processo executivo, a entidade expropriante ou para demolição total
confirmada pela entidade licenciadora competente, locação do lugar de residência habitual do senhorio
por prazo inferior a quatro meses, locação a quem seja já locatário da coisa locada.

No art.º 18º, indica-se que estão sujeitos ao cumprimento da obrigação de certificação energética, sem
prejuízo de eventual isenção de controlo prévio nos termos do RJUE, a construção de edifícios novos, as
grandes renovações de edifícios, os GES, para efeito da avaliação periódica, os edifícios detidos e
ocupados por uma entidade pública e frequentemente visitados pelo público que tenham uma área útil
de pavimento superior a 250 m², com vista a demonstrar, a todo o tempo, o desempenho energético do
edifício, os edifícios, no momento da respetiva venda, dação em cumprimento, locação ou trespasse,
desde que este abranja a transmissão do espaço físico onde o estabelecimento se encontre instalado, os
edifícios alvo de programas de financiamento para a melhoria do desempenho energético, sempre que a
certificação energética constitua requisito para o efeito, os edifícios elegíveis para efeitos de acesso a
benefícios fiscais, sempre que a certificação energética constitua requisito para o efeito.

Verificamos que apenas no novo artigo, é feito referência à limitação inferior de área dos edifícios, que a
partir do qual todos são obrigados, no anterior artigo, tínhamos referência a duas dimensões de área.

➢ Comparação em objeto da certificação energética dos edifícios, apresentados no DL 118/2013, no


art.º 6º e no DL 101-D/2020 estão no art.º 19º.

No art.º 6º, é indicado o dever de certificadas todas as frações e edifícios destinados a habitação
unifamiliar, as frações que se preveja virem a existir após constituição de propriedade horizontal,
designadamente nos edifícios recém-constituídos ou meramente projetados. Um edifício de comércio e
serviços que disponha de sistema de climatização centralizado para parte ou para a totalidade das suas
frações, encontra-se neste caso dispensadas de certificação as frações.

No art.º 19º, descreve-se que a atividade de certificação energética deve ser realizada tendo em conta a
constituição dos edifícios, a sua utilização e os sistemas técnicos. A certificação energética deve realizar -
se para a menor unidade passível de utilização independente, em propriedade total sem andares nem
divisões suscetíveis de utilização independente, deve ser emitido um certificado energético para a
totalidade do prédio, em propriedade total com andares ou divisões suscetíveis de utilização
independente, deve ser emitido um certificado energético por cada andar ou divisão suscetível de

21
CAPÍTULO 2

utilização independente, para prédios em propriedade horizontal, deve ser emitido um certificado
energético por cada fração autónoma, sem prejuízo do disposto anteriormente, estando em causa,
comprovadamente, a atribuição de benefícios fiscais ou o acesso a instrumentos de financiamento, pode
ser emitido um certificado energético para uma parte do prédio ou um único certificado energético para
a totalidade do prédio. Os certificados energéticos são emitidos em conformidade com a informação
constante da documentação legal relativa aos edifícios, de habitação, o certificado energético a emitir é
do tipo «habitação», de comércio e serviços, o certificado energético a emitir é do tipo «comércio e
serviços», de utilização mista, os certificados energéticos a emitir têm por base o tipo de utilização das
frações, devendo ser emitidos conforme previsto nas alíneas anteriores. No caso de edifícios de comércio
e serviços que disponham de sistemas de climatização centralizada, a certificação energética incide sobre
a totalidade das frações abrangidas por este sistema, devendo ser emitido um único certificado
energético.

A nova legislação, muito mais minuciosa que a anterior, realça a necessidade de ir ao pormenor
construtivo e respetivos sistemas de climatização, em todos os edifícios de frequência humana, onde
anteriormente, o requisito apenas se referia ao conceito físico do edificado.

➢ Comparação em afixação e publicação, apresentados no DL 118/2013, no art.º 8º e no DL 101-


D/2020 estão no art.º 22º.

No art.º 8º, verifica-se a obrigatoriedade da afixação em posição visível e de destaque do certificado SCE
válido, os edifícios de comércio e serviços ou frações, novos ou sujeitos a grande intervenção, nos termos
do REH e RECS, aquando da sua entrada em funcionamento, sempre que apresentem uma área interior
útil de pavimento superior a 500 m² ou, a partir de 1 de julho de 2015, superior a 250 m², os edifícios
referidos como centros comerciais, hipermercados, supermercados e piscinas cobertas abrangidos pelo
SC, os edifícios de comércio e serviços referidos no n.º 4 do art.º 3.º, sempre que apresentem uma área
interior útil de pavimento superior a 500 m², a partir de 1 de julho de 2015, superior a 250 m². O certificado
SCE é afixado na entrada do edifício ou da fração.

No art.º 22º, verifica-se a obrigatoriedade da afixação do certificado energético, ou de informação


específica neste contida, nos GES e nos edifícios detidos por entidade. A primeira página do certificado
energético, ou de modelo complementar produzido para o efeito, deve ser afixada na entrada do edifício
e em local claramente visível para o público em geral, por forma a possibilitar a perceção da informação
sobre o respetivo desempenho energético, designadamente a classe energética. Na publicitação da
transação de edifício deve ser indicada a respetiva classe energética de forma harmonizada com a
restante informação constante do anúncio. A ADENE disponibiliza um manual de normas gráficas para
orientação do cumprimento do presente artigo.

22
ESTADO DA ARTE

Será então disponibilizado um manual de normas gráficas, que não existia atualmente, e é indicada a
necessidade de afixar junto à entrada a 1ª página do certificado energético,

➢ Comparação da validade dos certificados energéticos, apresentados no DL 118/2013, no art.º 15º


e no DL 101-D/2020 estão no art.º 23º.

No art.º 15º, consta que:

• os pré-certificados e certificados têm um prazo de validade de 10 anos;


• os certificados para GES sujeitos a avaliação energética periódica, têm um prazo de validade de seis
anos;
• nos edifícios em tosco ou em que a instalação dos sistemas técnicos não puder ser concluída na sua
plenitude, mas cujo funcionamento parcial seja reconhecido pelo PQ como viável aquando do pedido
de licença de utilização, a validade do certificado SCE é de um ano, podendo a mesma ser prorrogada
mediante solicitação à ADENE.
• nos edifícios de comércio e serviços existentes que não disponham de plano de manutenção atualizado
quando este seja obrigatório, a validade do certificado SCE é de um ano.
• nos edifícios de comércio e serviços existentes sujeitos a PR, desde que o respetivo plano tenha sido
submetido ao SCE, o prazo de validade do certificado é o constante de portaria;
• nos edifícios de comércio e serviços devolutos, a validade do certificado SCE é de um ano, prorrogável
mediante solicitação à ADENE.

Na redação do art.º 23º indica-se que o prazo de validade dos certificados energéticos varia consoante o
tipo de certificado, o objeto da certificação energética e o estado do edifício:

• pré -certificados energéticos — 10 anos;


• certificados energéticos — 10 anos;
• certificados energéticos dos GES — 8 anos;
• primeiros certificados energéticos dos GES — 3 anos;
• certificados energéticos dos GES que se encontrem em funcionamento e que não disponham do plano
de manutenção — 1 ano;
• certificados energéticos de edifícios de comércio e serviços que não disponham do relatório de
inspeção dos sistemas técnicos, quando obrigatório— 1 ano;
• certificados energéticos dos edifícios em tosco — 1 ano. O prazo de validade do certificado energético
mencionado nos edifícios em tosco é prorrogável, a pedido do respetivo titular junto da ADENE, por
idêntico período até à instalação dos componentes para o uso efetivo do edifício visado, após o qual
deve ser emitido o certificado energético correspondente à respetiva categoria;

23
CAPÍTULO 2

• os certificados energéticos podem ser objeto de atualização durante a sua vigência sem que haja lugar
ao alargamento do respetivo prazo de validade.

Conforme se pode verificar, em comparação direta ambos artigos são parecidos, mas com algumas
diferenças, tanto em prazos dos certificados com para as entidades certificadoras.

➢ Comparação em técnicos do sistema de certificação energética dos edifícios, apresentados no DL


118/2013, no art.º 13º e no DL 101-D/2020 estão no art.º 24º.

No art.º 13º, identificamos que são técnicos do SC, os PQ e os TIM com acesso e exercício da atividade
dos técnicos do SC, o seu registo junto da ADENE e o regime contraordenacional aplicável são regulados
pela Lei n.º 58/2013, de 20 de agosto. A competência do PQ é fazer a avaliação energética dos edifícios a
certificar no âmbito do SC, não comprometendo a qualidade do ar interior, identificar e avaliar, nos
edifícios objeto de certificação, as oportunidades e recomendações de melhoria de desempenho
energético, registando-as no pré-certificado ou certificado, na restante documentação complementar,
emitir os pré-certificados e certificados SC, colaborar nos processos de verificação de qualidade do SC,
verificar e submeter ao SCE o plano de racionalização energética. A competência do TIM é coordenar ou
executar as atividades de planeamento, verificação, gestão da utilização de energia, instalação,
manutenção relativo a edifícios e respetivos sistemas técnicos. As atividades dos técnicos do SCE são
regulamentadas por portaria do membro do Governo responsável pela área da energia.

No art.º 24º, verifica-se o acesso e exercício da atividade dos técnicos do SC, as suas competências e o
regime contraordenacional aplicável são regulados pela Lei n.º 58/2013, de 20 de agosto. As atividades
dos técnicos do SCE são regulamentadas por portaria do membro do Governo responsável pela área da
energia.

➢ Comparação do sistema de certificação energética dos edifícios, apresentados no DL 118/2013,


no art.º 19º - 21º e no DL 101-D/2020 estão no art.º 25º - 26º.

No art.º 19º, verifica-se que a ADENE atesta a qualidade e identifica as situações de desconformidade dos
processos de certificação efetuados pelo PQ, com base em critérios estabelecidos em portaria. As
atividades de verificação podem ser confiadas pela ADENE a quaisquer organismos, públicos ou privados
e não podem ser realizadas por quem seja titular do cargo de formador no âmbito dos cursos dirigidos
aos técnicos do SCE. As metodologias dos processos de verificação de qualidade são definidas em portaria.
Os resultados das verificações devem constar de relatório comunicado ao PQ e ser objeto de anotação no
registo individual do PQ, que integra os elementos constantes em portaria. O mesmo procedimento aos
TIM, com as necessárias adaptações.

24
ESTADO DA ARTE

No art.º 21º, verifica-se que compete à DGEG a instauração e instrução dos processos de contraordenação
previstos. Ao Diretor-Geral de Energia e Geologia compete a determinação e aplicação das coimas e das
sanções acessórias. Compete à Inspeção-Geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento
do Território (IGAMAOT) a instauração e instrução dos processos de contraordenação. A aplicação das
coimas correspondentes às contraordenações previstas anteriormente é da competência do inspetor-
geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território. O produto das coimas a que
se referem as alíneas a), b) e c) do n.º 1 do artigo anterior é distribuído, 60 % para os cofres do Estado, 40
% para o Fundo de Eficiência Energética. O produto das coimas a que se refere a alínea d) do n.º 1 do
artigo anterior reverta, 60% para os cofres do Estado e 40% para a IGAMAOT.

No art.º 25º, refere que compete à DGEG a supervisão, fiscalização do funcionamento do SC e exercer as
demais competências conferidas pelo presente decreto - Lei.

No art.º 26º, verifica-se que a gestão do SCE constitui atribuição da ADENE, compete realizar os exames,
fazer o registo dos técnicos do SC, acompanhar a atividade, prestar apoio técnico e administrativo aos
técnicos do SC, gerir o registo central dos certificados energéticos no Portal SC, bem como toda a restante
documentação produzida no âmbito do SCE ou em cumprimento de outras obrigações, assegurar a
qualidade da informação produzida no âmbito do SC, bem como da informação submetida ou registada
no Portal SCE em cumprimento de outras obrigações, definir, atualizar o conteúdo, modo de apresentação
da informação, dos documentos submetidos ou registados no Portal SCE em cumprimento de obrigações,
sem prejuízo das competências cometidas a outras entidades, contribuir para a interpretação e aplicação
uniformes dos procedimentos no âmbito do SCE e outros previstos, zelar pela disponibilização aos
proprietários dos edifícios, por via digital, de todos os dados constantes do Portal SCE em relação aos seus
edifícios e sistemas técnicos, nomeadamente do respetivo certificado energético, promover o SCE e
incentivar a utilização dos seus dados, em conformidade com as disposições comunitárias e nacionais em
matéria de proteção de dados e de estatística, com vista à melhoria da eficiência energética dos edifícios,
dinamizar a criação, operacionalização e publicitação de sistemas de incentivo à eficiência energética nos
edifícios, em particular a promoção de melhores classes de desempenho energético nos edifícios novos e
a implementação das oportunidades de melhoria do desempenho identificadas nos certificados
energéticos para edifícios existentes, em articulação com o Fundo Ambiental.

➢ Comparação do registo no sistema de certificação energética dos edifícios, apresentados no DL


118/2013, no art.º 18º e no DL 101-D/2020 estão no art.º 28º.

No art.º 18º, o sistema de registo no SCE dos pré-certificados e dos certificados SCE é feito mediante o
pagamento de uma taxa à ADENE, podendo esta cobrar uma taxa pelo registo dos técnicos do SCE. Os
valores das taxas de registo referidas nos números anteriores são aprovados em portaria.

25
CAPÍTULO 2

No art.º 28º, o sistema de registo no Portal SCE de certificados energéticos por parte dos PQ é referente
ao pagamento de determinado valor, cujo decorrente produto é repartido, anualmente, da seguinte
forma, 87 % para a ADENE, 10 % para o Fundo Ambiental, 3 % para a DGEG.

➢ Comparação das obrigações dos proprietários dos edifícios ou sistemas, apresentados no DL


118/2013, no art.º 14º e no DL 101-D/2020 estão no art.º 29º.

No art.º 14º, verificamos as obrigações dos proprietários dos edifícios e sistemas técnicos abrangidos pelo
SC, sendo o de obter o pré-certificado e certificado do SC nos termos do RECS, a atempada renovação,
sem prejuízo da conversão do pré-certificado, no caso de GES, conforme o disposto no RECS, dispor de
TIM adequado para o tipo e características dos sistemas técnicos instalados, quando aplicável, assegurar
o cumprimento do plano de manutenção elaborado e entregue pelo TIM, submeter ao SC, por intermédio
de PQ, eventual PR e cumpri-lo, facultar ao PQ, por solicitação desta, a consulta dos elementos necessários
à certificação do edifício, nos casos previstos no n.º 1 do artigo 3.º, pedir a emissão, de pré-certificado,
no decurso do procedimento de controlo prévio da respetiva operação urbanística de certificado SC,
aquando do pedido de emissão de licença de utilização ou de procedimento administrativo equivalente,
nos casos previstos no n.º 4 do artigo 3.º, indicar a classificação energética do edifício constante do
respetivo pré-certificado ou certificado SCE em todos os anúncios publicados com vista à venda ou
locação, entregar cópia do pré-certificado ou certificado SCE ao comprador ou locatário no ato de
celebração de contrato-promessa de compra, venda ou locação, entregar o original no ato de celebração
da compra, venda, afixar o certificado em posição visível e em destaque.

No art.º 29º, verificamos as obrigações dos proprietários dos edifícios ou dos sistemas técnicos assegurar,
a obtenção dos pré-certificados e certificados energéticos, nas situações previstas no presente decreto-
lei. A contratação dos técnicos qualificados cuja atuação é prevista no presente decreto-lei, a entrega de
cópia do certificado energético ou a disponibilização por via digital, a informação relativa ao respetivo
conteúdo ao comprador, locatário ou adquirente previamente à celebração de contrato-promessa de
compra e venda, locação, dação em cumprimento e trespasse, secundada pela entrega da versão original,
previamente à celebração do contrato definitivo, a detenção e obtenção dos meios para o cumprimento
do plano de manutenção dos sistemas técnicos, a disponibilização dos dados, no Portal SC, relativos aos
consumos de energia, o cumprimento dos PDE, a instalação de SAC, a instalação de pontos de
carregamento de veículos elétricos, a realização das inspeções periódicas aos sistemas de climatização e
ventilação, o cumprimento dos requisitos da qualidade do ar interior, o cumprimento da obrigação de
solicitar a verificação da conformidade dos resultados da avaliação simplificada anual da qualidade do ar
interior, a disponibilização ao PQ dos elementos de informação necessários, a afixação do certificado
energético ou a indicação da classe energética. O proprietário assegura o cumprimento das condições

26
ESTADO DA ARTE

necessárias para a realização das diligências de verificação da conformidade dos resultados da avaliação
simplificada anual da qualidade do ar interior.

Relativamente a estes dois artigos, verifica-se que na nova legislação encontra-se muito mais vocacionado
para o consumo energético a todos os níveis no edificado, inclusive à instalação de pontos de
carregamento para veículos elétricos.

➢ Comparação dos incentivos financeiros, apresentados no DL 118/2013, no art.º 17º e no DL 101-


D/2020 estão no art.º 34º.

No art.º 17º, verifica-se que estão definidas e concretizadas por meios legislativos e administrativos as
medidas e incentivos adequados a facultar o financiamento e outros instrumentos que potenciem o
desempenho energético dos edifícios e a transição para edifícios com necessidades quase nulas de
energia. As medidas e incentivos referidos podem integrar os planos de ação em curso ou previstos, bem
como integrar outros instrumentos de política ou financeiros.

No art.º 34º, é referido é a competência dos membros do Governo responsáveis pelas áreas das finanças
e da energia podem estabelecer, por portaria, medidas e incentivos destinados a proporcionar o acesso a
mecanismos financeiros com vista a apoiar a renovação dos edifícios. As soluções de financiamento,
designadamente as de origem pública, devem fomentar o investimento privado e corrigir deficiências de
mercado. As medidas e os incentivos devem contribuir para a redução do risco percebido pelos
investidores nas operações de financiamento. São incentivadas as iniciativas que promovam soluções de
escala, nomeadamente os agrupamentos de projetos que permitam o acesso a investidores e a empresas.
As medidas e incentivos para referida renovação, especialmente as que incidam na melhoria do
desempenho energético dos edifícios ou dos seus componentes, dependem das poupanças de energia
planeadas ou obtidas, melhorias obtidas com a renovação, comparando os certificados energéticos
emitidos antes e depois da renovação ou desempenho energético das soluções construtivas ou
equipamentos utilizados na renovação. Nas situações em que os critérios referidos anteriormente forem
desadequados à finalidade das medidas e incentivos pode ser utilizado outro método pertinente,
transparente e proporcionado que evidencie a melhoria do desempenho energético. As medidas
financeiras destinadas à melhoria do desempenho energético dos edifícios ou dos seus componentes
devem assegurar que as intervenções com vista à renovação dos edifícios sejam executadas por técnicos
qualificados.

➢ Comparação das contraordenações, apresentados no DL 118/2013, no art.º 20º e no DL 101-


D/2020 estão no art.º 35º.

27
CAPÍTULO 2

No art.º 20º, verifica-se que constitui contraordenação punível com coima de 250 € a 3 740 € no caso de
pessoas singulares e de 2 500 € a 44 890 € no caso de pessoas coletivas. A negligência é punível, sendo os
limites mínimos e máximos das coimas reduzidos para metade.

No art.º 35º, verifica-se que constitui contraordenação punível com coima de € 250 a € 3740, no caso de
pessoas singulares, e de € 2500 a € 44 890, no caso de pessoas coletivas. A negligência é punível, sendo
os limites mínimos e máximos das coimas reduzidos para metade.

Os valores das coimas a aplicar são iguais nos dois modelos legislativos.

➢ Comparação do balcão único, apresentados no DL 118/2013, no art.º 51º e no DL 101-D/2020


estão no art.º 42º.

No art.º 51º, verifica-se a exceção dos processos de contraordenação, todos os pedidos, comunicações e
notificações entre os técnicos de SCE e as autoridades competentes são realizados no portal SC, integrado
no balcão único eletrónico dos serviços. Sempre que por motivos de indisponibilidade das plataformas
eletrónicas, não for possível o cumprimento do disposto, encontra-se viabilizado a utilização de qualquer
outro meio legalmente admissível.

No art.º 42º, verifica-se todos os pedidos, comunicações e notificações entre os técnicos do SC, outros
técnicos, proprietários e as entidades competentes são realizados no Portal SC, integrado no balcão único
eletrónico, com exceção dos processos de contraordenação. No âmbito dos procedimentos previstos no
número anterior, deve ser possível a utilização de mecanismos de autenticação segura e assinaturas
eletrónicas qualificadas, designadamente as constantes do Cartão de Cidadão e Chave Móvel Digital com
recurso ao Sistema de Certificação de Atributos Profissionais, bem como os meios de identificação
eletrónica emitidos noutros Estados-Membros reconhecidos para o efeito. Os proprietários encontram -
se dispensados da apresentação de documentos que já se encontrem na posse de serviços e entidades da
Administração Pública mediante o seu prévio consentimento para que a ADENE proceda à sua obtenção,
utilizando a Plataforma de Interoperabilidade da Administração Pública ou recorrendo ao mecanismo
previsto. A publicação, divulgação e disponibilização, para consulta ou outro fim, de informações,
documentos e outros conteúdos que, pela sua natureza e nos termos do presente decreto-lei, possam ou
devam ser disponibilizados ao público, sem prejuízo do uso simultâneo de outros meios, deve estar
disponível em formatos abertos que permitam a leitura por máquina, para o seu registo no Portal de
Dados Abertos da Administração Pública. Quando, por motivos de indisponibilidade do Portal SC, não for
possível o cumprimento do disposto, pode ser utilizado qualquer outro meio legalmente admissível. Face
ao exposto, em ambos DL, no balcão único, verifica-se que são excluídos todos os processos de

28
ESTADO DA ARTE

contraordenação, sendo reforçado na nova legislação uma maior utilização do portal eletrónico, com mais
segurança e intuitivo.

➢ Comparação em Aplicação nas Regiões Autónomas, apresentados no DL 118/2013, no art.º 52º e


no DL 101-D/2020 estão no art.º 43º.

No art.º 43º, verifica-se que o presente diploma aplica-se às Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores,
sem prejuízo das competências cometidas aos respetivos órgãos de governo próprio e das adaptações
que lhe sejam introduzidas por diploma regional.

No art.º 53º, verifica-se que o presente decreto-lei aplica-se às Regiões Autónomas da Madeira e dos
Açores, sem prejuízo das competências cometidas aos respetivos órgãos de governo próprio e das
adaptações que lhe sejam introduzidas por diploma regional.

Os dois documentos apresentam nesta matéria igual redação.

Em seguida ordena-se uma relação de artigos novos do DL 101-D/2020, que não existiam no DL 118/2013:

Tabela 2.4 – Novos artigos no DL 101-D/2020

Artigo 10.º Instalação e manutenção dos sistemas técnicos

Artigo 11.º Documentação de desempenho dos sistemas técnicos

Artigo 12.º Avaliações periódicas e monitorização de consumos energéticos dos edifícios

Artigo 13.º Sistema de automatização e controlo do edifício

Artigo 14.º Eletromobilidade

Artigo 15.º Inspeções a sistemas técnicos

Artigo 21.º Elementos e procedimentos necessários à emissão dos certificados energéticos

Artigo 27.º Verificação da qualidade

29
CAPÍTULO 2

Artigo 30.º Obrigações das entidades responsáveis pelas operações urbanísticas

Obrigações dos notários e das demais entidades com competência para a


Artigo 31.º
autenticação de documentos particulares

Artigo 32.º Obrigações das empresas de mediação imobiliária

Artigo 33.º Obrigações das entidades anunciadoras

30
ESTUDO DE CASO – ANÁLISE DO DESEMPENHO TÉRMICO DE UM EDIFÍCIO DE
HABITAÇÃO REABILITADO

O presente edifício em estudo, datado dos finais do sec. XIX, localiza-se em Fundões, no concelho de
Castelo de Paiva, no distrito de Aveiro. Pelo que foi possível apurar, nunca foi efetuado qualquer tipo de
intervenção no edifício, até esta altura.

a) Fachada Principal a Norte (N) b) Fachada a Poente (W)

c) Fachada a Sul (S) d) Fachada a Nascente (E)

Figura 3.1 – Fachadas Principais do edifício

31
Capítulo 3

Na tentativa de a intervenção tentar respeitar o mais possível as características deste edifício de caráter
rural, mantiveram-se as fachadas inteiramente em alvenaria de pedra granito e a cobertura de ripado em
madeira e telha rústica. Uma vez que não está previsto qualquer tipo de aumento para piso superior e a
supressão de muitas paredes interiores, as fundações do corpo principal serão utilizadas e apenas se
realizarão novas fundações no corpo onde será necessário a execução de paredes exteriores e pilares em
betão armado.

O edifício desenvolve-se em 2 pisos, o piso 0 e o piso 1, com a seguinte distribuição de espaços:

• O piso 0, encontra-se reservado para as zonas privadas, como quartos, casa de banho e escritório;

• O piso 1, verifica-se a cozinha, sala estar e jantar e casa de banho.

A comunicação entre pisos é feita com recurso a um lanço de escada de betão armado, no interior da
habitação.

O edifício encontra-se implantado a uma altitude de 260 m e a fachada principal é orientada a Norte (N).

As plantas do edifício encontram-se representadas na figura 3.2.

Figura 3.2 – Plantas do edifício

32
ESTUDO DE CASO – LEGISLAÇÃO ANTERIOR

O corte longitudinal do edifício encontra-se representado na figura 3.3.

Figura 3.3 – Corte longitudinal do edifício

Para se aplicar o modelo de cálculo adotado na legislação nacional é necessário efetuar um conjunto de
medições de áreas e dimensões. Todas essas medições foram realizadas com auxílio das ferramentas do
Autocad e serão apresentas no Anexo I - Áreas e dimensões.

3.1 DADOS CLIMÁTICOS

O edifício em estudo localiza-se em Fundões, no concelho de Castelo de Paiva, região norte do país, em
meio rural e a mais de 5 Km da zona costeira. A fachada principal encontra-se orientada a norte (N) e a
altitude do local é de 260 m.

No zonamento climático do país, baseando-nos na nomenclatura das unidades territoriais para fins
estatísticos (NUTS) de nível III, de acordo com a tabela 1 – NUTS III, do despacho 15793-F/2013, o edifício
situa-se na região do TÂMEGA.

As zonas climáticas de inverno são definidas a partir do número de graus dias tendo por base 18 °C, os
parâmetros climáticos são para a estação de aquecimento (inverno) e são calculados da seguinte forma:

GD – Número de graus dias , com base nos 18°C [°C. dia];

M – Duração da estação de aquecimento [meses];

Gsul –Energia solar média mensal durante a estação de aquecimento recebida na superfície vertical
orientada a sul [KWh/(m².mês)].

33
Capítulo 3

Para o cálculo dos parâmetros climáticos, o valor do parâmetro X é obtido a partir de um valor de
referência, Xref corrigido apenas com de uma correção linear de declive “a” multiplicado pela soma de Z
com um Zref , onde o Z é altitude efetiva e o Zref é altitude de referência.

𝑋 = 𝑋𝑅𝐸𝐹 + 𝑎 (𝑍 + 𝑍𝑅𝐸𝐹 ) (3.1)

Recorrendo à tabela 04 do despacho n.º 15793-F/2013, para a região do Tâmega, obtemos:

o 𝑍𝑅𝐸𝐹 = 320 m;

o M𝑅𝐸𝐹 = 6,7 meses e a = 0 mês/Km;

o GD𝑅𝐸𝐹 = 1570 °C e a = 1600 °C/Km;

o Gsul = 135 kWh/(m².mês).

Com os estes dados recorremos às expressões numéricas definidas para o cálculo dos parâmetros
climáticos do local:
a
M = Mref + 1000 (Z + Zref) (3.2)

0
M = 6,7 + 1000 (260 + 320) = 6,7 meses

a
GD = GDref + 1000 (Z + Zref) (3.3)

1600
GD = 1570 + (260 + 320) = 1474°[Link]
1000

Gsul = 135 kWh/(m².mês)

Assim comparando com a tabela 02, do despacho 15793-F/2013, obtemos:

1300 < GD < 1800 Zona climática I2

Os parâmetros climáticos de verão, conforme especificações seguintes e calculados da seguinte forma:

𝜃𝑒𝑥𝑡,𝑣 – Temperatura exterior média, (°C);

Isol - Energia solar total acumulada durante a estação, recebida na horizontal (inclinação 0°) e em
superfícies verticais (inclinação 90°) para os quatro pontos cardeais e os quatro pontos colaterais
(KWh/m²).

34
ESTUDO DE CASO – LEGISLAÇÃO ANTERIOR

Recorrendo à tabela 05 do despacho n.º 15793-F/2013, para a região do Tâmega:

o 𝜃𝑒𝑥𝑡,𝑣 REF = 21,4°C e a = 0,003°C

Assim obtemos:
a
𝜃𝑒𝑥𝑡,𝑣 = θext, v + 1000 (Z + Zref) (3.4)

0,003
𝜃𝑒𝑥𝑡,𝑣 = 21,4 + 1000 (260 + 320) = 21,58°C

Comparando com a tabela 03, do despacho 15793-F/2013, obtemos:

20℃ < 𝜃𝑒𝑥𝑡,𝑣 < 22℃ → 𝑍𝑜𝑛𝑎 𝐶𝑙𝑖𝑚á𝑡𝑖𝑐𝑎 → 𝑉2

A Intensidade de radiação solar ao longo dos 4 meses e para as diferentes orientações não necessita de
ser corrigida em função da altitude e apresenta os seguintes valores:
o nascente e a poente - Isol = 490 KWh/m²
o norte - Isol = 220 KWh/m²
o sul - Isol = 4250 KWh/m²
o cobertura - Isol = 785 KWh/m²

3.2 DEFINIÇÃO E DELIMITAÇÃO DA ENVOLVENTE

O presente edifício é constituído por uma única fração para habitação, para se avaliar o respetivo
comportamento térmico do edifício temos que analisar o edifício como um todo. A envolvente é
caraterizada por paredes de alvenaria de pedra na zona existente, mas na zona dos quartos, como a
parede existente ruiu, irá ser construída uma nova estrutura parte em betão armado e parte em alvenaria
de tijolo de leca (térmico). Analisando os espaços interiores previstos no projeto de arquitetura deste
edifício e de acordo com o despacho 15793/K, de 2013, a envolvente poderá ser:

• Envolvente exterior

• Envolvente interior:

o com requisitos de exterior se no ENU o btr > 0,7

o com requisitos de interior se no ENU o btr ≤ 0,7

• Envolvente sem requisitos

• Envolvente em contacto com o solo.

35
Capítulo 3

Uma vez que no edifício em causa não existem espaços não úteis, apenas teremos envolvente exterior e
envolvente em contato com o solo.

a) Envolvente no piso 0

b) Envolvente no piso 1

c) Envolvente no corte longitudinal

Figura 3.4 – Marcação da Envolvente do edifício (Piso 0, Piso 1 e corte)

36
ESTUDO DE CASO – LEGISLAÇÃO ANTERIOR

3.3 SOLUÇÕES CONSTRUTIVAS – VERIFICAÇÃO REGULAMENTAR

As soluções construtivas a implementar deverão obedecer aos requisitos definidos na legislação em vigor
à data do processo de licenciamento na respetiva Câmara Municipal.

Estas verificações devem ser aplicadas aos elementos da envolvente, à taxa de renovação de ar, à seleção
dos equipamentos de climatização e de preparação de águas quentes sanitárias, AQS, e à utilização de
equipamentos com fontes de energia renováveis. Neste subcapítulo serão apresentadas as verificações
relativas aos elementos construtivos da envolvente.

3.3.1 Envolvente opaca

Os valores máximos recomendados e de referência para os coeficientes de transmissão térmica


superficial, U, dos elementos da envolvente e que se encontram definidos no quadro II da Portaria
297/2019, de 9 de setembro. Note-se que esta Portaria apenas é aplicável aos edifícios de habitação novos
ou sujeitos a grande intervenção (reabilitação).

Os edifícios localizados na zona climática I2, as soluções construtivas adotadas para os elementos da
envolvente opaca em zona corrente e para os envidraçados deverão apresentar um coeficiente de
transmissão não superior aos valores apresentados na seguinte figura 3.5, quadro II:

Figura 3.5 – Quadro de Umáx para elementos da envolvente (Portaria 297/2019, 9 de setembro)

O coeficiente de transmissão térmica, U, de um certo elemento, caracteriza a transferência de calor que


ocorre entre ambientes ou meios ambientes, onde é separado. Nos elementos opacos, constituídos por
vários por um ou vários materiais as camadas de espessura e densidade de cada material é considerado
para o valor de U e é calculado pelas seguintes expressões:

1
𝑈 = 𝑅𝑡 [W/(m². ᵒC)] (3.5)
1
𝑈= [W/(m². ᵒC)] (3.6)
𝑅𝑠𝑖+∑ 𝑗𝑅𝑗+𝑅𝑠𝑒

37
Capítulo 3

Onde:
𝑅𝑡 − Resistência térmica, [(m².ᵒC)/W]
𝑅𝑗 − Resistência térmica da camada j, [(m².ᵒC)/W]
𝑅𝑠𝑖 − Resistência térmica superficial interior, [(m².ᵒC)/W]
𝑅𝑠𝑒 − Resistência térmica superficial exterior, [(m².ᵒC)/W]

𝑒𝑗
𝑅𝑗 = [(m². ᵒC)/W] (3.7)
𝜆

Em que:

ej – Espessura da camada j, m

λ – Condutibilidade térmica, [W/(m.ᵒC)].

Neste estudo, no comportamento térmico do edifício foram considerados os seguintes coeficientes de


transmissão térmica superficial para os elementos da envolvente exterior:

− Parede exterior do piso 1

Figura 3.6 – Esquema de parede exterior em pedra

Upext:

− Alvenaria em pedra de granito: e = 0,35 a 0,75 m; λ = 2,80 W/(m.ᵒC)

− Reboco térmico projetado: e = 0,03 m; λ = 0,05 W/(m.ᵒC)

Consultando as tabelas da Portaria 297/2019 e o ITE50:

0,35 0,03
𝑅𝑡 = 0,04 + + + 0,13 = 0,895 [(m². ᵒC)/W]
2,80 0,05
1
𝑈𝑝𝑒𝑥𝑡 = 0,895 = 1,12 [W/(m². ᵒC)] ≤ Umáx = 1,50 [W/(m². ᵒC)] → Verifica!

38
ESTUDO DE CASO – LEGISLAÇÃO ANTERIOR

− Parede exterior do piso o (betão armado)

Figura 3.7 – Esquema de parede em betão armado

Upext:

− Sistema ETICS: e = 0,10; λ = 0,037 W/(m.ᵒC)

− Parede de betão armado: e = 0,20 m; λ = 2,00 W/(m.ᵒC)

− Reboco hidrostop: e = 0,015 m; λ = 1,17 W/(m.ᵒC)

Consultando as tabelas da Portaria 297/2019 e o ITE50:

0,10 0,20 0,015


𝑅𝑡 = 0,04 + + + + 0,13 = 2,98 [(m². ᵒC)/W]
0,037 2,00 1,17
1
𝑈𝑝𝑒𝑥𝑡 = 2,98 = 0,33 [W/(m². ᵒC)] ≤ Umáx = 1,50 [W/(m². ᵒC)] → Verifica!

− Parede exterior do piso o (bloco térmico)

Figura 3.8 – Esquema de parede em bloco térmico


39
Capítulo 3

Upext:

− Sistema ETICS: e = 0,10; λ = 0,037 W/(m.ᵒC)

− Parede de bloco térmico: e = 0,20 m; Rt = 0,99 m2.ᵒC/W

− Reboco hidrostop: e = 0,015 m; λ = 1,17 W/(m.ᵒC)

Consultando as tabelas da Portaria 297/2019 e o ITE50:

0,10 0,015
𝑅𝑡 = 0,04 + + 0,99 + + 0,13 = 3,88 [(m². ᵒC)/W]
0,037 1,17
1
𝑈𝑝𝑒𝑥𝑡 = 3,88 = 0,26 [W/(m². ᵒC)] ≤ Umáx = 1,50 [W/(m². ᵒC)] → Verifica!

− Cobertura inclinada

Figura 3.9 – Esquema da cobertura

Ucext:

− Telha nacional ondulada:

− Painel sandwich ondutherme:

▪ Aglomerado hidrófugo: e = 0,01 m; λ = 0,13 W/(m.ᵒC)

▪ Poliestireno extrudido: e = 0,10 m; λ = 0,036 W/(m.ᵒC)

▪ Gesso cartonado: e = 0,0095 m; λ = 0,18 W/(m.ᵒC)

40
ESTUDO DE CASO – LEGISLAÇÃO ANTERIOR

Consultando as tabelas da Portaria 297/2019 e o ITE50:

0,01 0,10 0,0095


𝑅𝑡 = 0,10 + + + + 0,10 = 3,10 [(m². ᵒC)/W]
0,13 0,036 0,18
1
𝑈𝑝𝑒𝑥𝑡 = 3,10 = 0,32 [W/(m². ᵒC)] ≤ Umáx = 0,70 [W/(m². ᵒC)] → Verifica!

− Pavimento térreo

Figura 3.10 – Esquema de pavimento

Conforme o ponto 2.2 do despacho 15793-K/2013, o valor do coeficiente de transmissão térmica de


pavimentos em contato com o solo Ubf (W/m².ᵒC), assim determina-se com base nas tabelas 03 e 05 do
mesmo despacho em função dos seguintes elementos:

− Z – diferença entre a cota do pavimento e a cota do solo no exterior;

− Rf – resistência térmica do pavimento excluindo as resistências térmicas superficiais;

− B’ – dimensão característica do pavimento;

A dimensão característica do pavimento calcula-se a partir da seguinte equação:

𝐴𝑝
𝐵′ = 0,5∗𝑃
[m] (3.8)

Em que:

Ap - Área útil de pavimento, medida pelo interior das paredes, [m²];

P - Perímetro de exposição, caracteriza-se pelo desenvolvimento total da parede que separa o espaço
aquecido, do exterior, ou de um espaço não aquecido, ou de um edifício adjacente, ou do solo é medido
pelo interior, [m];

41
Capítulo 3

Aplicado neste caso:

77,40
𝐵′ = = 2,79 [𝑚]
0,50 ∗ 55,34

A Resistência térmica de todas as camadas do pavimento, Rf, excluindo as resistências térmicas


superficiais foi calculada considerando:

o Cascalho; e = 0,20m; λ = 2,00 W/(m.ᵒC)

o Betão de pavimento; e = 0,10; λ = 2,00 W/(m.ᵒC)

o Poliestireno extrudido: e = 0,04m; λ = 0,037 W/(m.ᵒC)

o Betonilha; e = 0,07m; λ = 2,00 W/(m.ᵒC).

0,20 0,10 0,04 0,07


𝑅𝑓 = + + + = 1,26 [(𝑚2 . ᵒC)/W]
2,00 2,00 0,037 2,00

A diferença entre cota do pavimento térreo em estuco e o pavimento exterior ou espaço não útil, sendo
neste caso considerado Z médio = 1,33 [m].

Consultando as tabelas da legislação, obteve-se:

Ubf = 0,38 [W/(m².ᵒC)]

No pavimento térreo não existem requisitos mínimos a cumprir.

3.3.2 Envidraçados

Os envidraçados devem verificar dois tipos de requisitos mínimos. O relativo ao seu coeficiente de
transmissão térmica superficial, Uwdn, e outro relativo ao seu fator solar. A primeira verificação procura
evitar elevadas perdas de energia pelos envidraçados, na estação de aquecimento, e segunda verificação
pretende diminuir o sobreaquecimento devido aos ganhos solares pelos envidraçados, na estação de
arrefecimento.

42
ESTUDO DE CASO – LEGISLAÇÃO ANTERIOR

A constituição dos vãos envidraçados é a seguinte:

− Caixilharia em alumínio: U = 1,20 W/(m2. ᵒC)

− Vidro duplo - 6mm + lâmina de ar - 20mm + 5mm: U = 1,10 W/(m2. ᵒC)

− Portadas em MDF pelo interior, cor clara: e = 2,50 cm ; λ = 0,18 W/(m.ᵒC)

Para a quantificação do coeficiente de transmissão de todos os envidraçados sem dispositivo de oclusão


noturna ativo, Uwd, foi considerada a média de todos os valores que foram calculados individualmente,
segundo a equação:

á𝑟𝑒𝑎 𝑐𝑎𝑖𝑥.∗𝑈 𝑐𝑎𝑖𝑥.+á𝑟𝑒𝑎 𝑣𝑖𝑑.∗𝑈 𝑣𝑖𝑑.+𝑝𝑒𝑟í𝑚.𝑐𝑎𝑖𝑥.∗𝑐𝑜𝑒𝑓.𝑡𝑟𝑎𝑛𝑠.𝑐𝑎𝑖𝑥.


𝑈𝑤𝑑 = (á𝑟𝑒𝑎 𝑑𝑜 𝑐𝑎𝑖𝑥𝑖𝑙ℎ𝑜∗á𝑟𝑒𝑎 𝑑𝑜 𝑣𝑖𝑑𝑟𝑜)
[(𝑚2 . ᵒC)/W] (3.9)

Uw = 1,33 [W/(m².ᵒC)]

Para a quantificação do coeficiente de transmissão de todos os envidraçados com o dispositivo de oclusão


noturna ativo, Uwn, foi considerada a resistência térmica da janela e da portada, segundo a seguinte
equação:

1
𝑈𝑤𝑛 = 1 0,025 = 1,12 [(𝑚2 . ᵒC)/W] (3.10)
( )+( )
1,33 0,18

O valor do coeficiente de transmissão médio dia-noite, foi obtido considerando a média aritmética entre
o coeficiente de transmissão sem o dispositivo de oclusão ativo, situação que ocorrerá durante o dia, e o
coeficiente de transmissão com o dispositivo de oclusão ativo, situação que ocorrerá durante a noite.

(Uw + Uwn)
Uwdn = = 1,23 [W/(m². ᵒC)] (3.11)
2

𝑈𝑤𝑑𝑛 = 1,23 [W/(m². ᵒC)] ≤ Umáx = 4,00 [W/(m². ᵒC)] → Verifica!

Em relação ao comportamento térmico dos envidraçados na estação de arrefecimento, os requisitos


procuram limitar o seu fator solar. O fator solar dos vão envidraçados horizontais e verticais da envolvente
externa do edifício, devem respeitar os valores indicados e definidos no quadro III da Portaria 297/2019,
de 9 de setembro e publicados na figura 3.11.

43
Capítulo 3

Figura 3.11 – Quadro de valores máximos admitidos para fator solar.

De acordo com a portaria 297/2019, segundo a razão entre a área do envidraçado e a área do
compartimento, são tirados os respetivos fatores solares que multiplicados aos fatores de
sombreamentos verticais e horizontais, verifica-se o fator solar máximo, uma vez que no edifício
estudado, apenas existem elementos de sombreamento verticais.

Conforme se pode verificar no quadro anterior, os valores máximos admitidos para o cálculo do fator
solar, encontra-se diretamente relacionados entre a orientação, área do envidraçado e área do pavimento
do compartimento onde se encontra o referido vão envidraçado, assim:

𝑆𝑒 𝐴𝑒𝑛𝑣 ≤ 15% ∗ 𝐴𝑝𝑎𝑣 → 𝑔𝑇 ∗ 𝐹0 ∗ 𝐹𝑓 ≤ 𝑔𝑇𝑚𝑎𝑥 (3.12)

0,15
𝑆𝑒 𝐴𝑒𝑛𝑣 > 15% ∗ 𝐴𝑝𝑎𝑣 → 𝑔𝑇 ∗ 𝐹0 ∗ 𝐹𝑓 ≤ 𝑔𝑇𝑚𝑎𝑥 ∗ 𝐴𝑒𝑛𝑣 (3.13)
𝐴𝑝𝑎𝑣

Onde,

gT – fator solar do vão envidraçado com todos os dispositivos de proteção ativados;

F0 – fator de sombreamento por elementos horizontais sobrejacentes ao vão;

Ff – fator de sombreamento por elementos verticais adjacentes ao vão;

gTmax – fator solar máximo;

Aenv – soma das áreas dos envidraçados do compartimento, [m2];

44
ESTUDO DE CASO – LEGISLAÇÃO ANTERIOR

Apav – área de pavimento do compartimento servido pelos vãos, [m2].

Assim, vamos ter segundo as tabelas 12 e 13, do despacho 15793-K/2013:

− fator solar do vidro para incidência solar normal, gꓕvi = 0,61;

− fator solar do vidro com proteção, gTvc = 0,35, este valor carece de correção, uma vez que não
se trata de vidro corrente e da proteção se encontrar na parte interior, através desta equação:

𝑔Tvc ∗ 𝑔ꓕvi
𝑔𝑇𝑣𝑐 = (3.14)
0,75

0,35 ∗ 0,61
𝑔𝑇𝑣𝑐 = = 0,28
0,75

Na tabela 3.1, verifica-se a relação entre a área dos envidraçados e a área dos respetivos pavimentos:

Tabela 3.1 – Relação entre os envidraçados e área do compartimento da divisão

Envidraçado Vão Orientação Aenv [m2] Apav [m2] Aenv/Apav [%] Obs.

Escritório ve002 W 1,02 6,00 17% > 15%

Wc ve007 S 0,48 5,58 8,6% < 15%

Para os edifícios localizados na zona climática V2 e com inércia térmica fraca, o fator solar máximo é 0,10.

Ao analisar a planta deste edifício, verifica-se que apenas dois envidraçados apresentam sombreamento
devido a elementos verticais, com orientação a poente.

45
Capítulo 3

A figura 3.12, representa-se os ângulos de obstrução verticais aplicados no caso em estudo:

Figura 3.12 – Sombreamento por elementos verticais dos envidraçados ve002 e ve007

Tabela 3.2 – Sombreamentos verticais na estação de arrefecimento

Sombreamento devido a elementos verticais - Ff Fs Fs A UTILIZAR

Ângulos
Envidraçad Orientaç Esquerd Direit Fs=F0*F
Ff=Ff1*Ff2 Fs ≤ 0,90
o (Vão) ão Esquerd Direit a Ff1 a Ff2 f

a β1 a β2

Ve002 W 89ᵒ - 0,88 - 0,88 0,88 0,88

Ve007 S - 8ᵒ - 0,91 0,91 0,91 0,90

Verificação de exigências regulamentares relativas ao fator solar:

o Vão envidraçado do escritório - ve002

• Envidraçado orientado a poente com Aenv > 15% * Apav;

• Com sombreamento vertical (β1 = 89ᵒ e Ff = 0,88);

0,15
Aenv > 15% * Apav gT * F0 * Ff ≤ gTmax * 𝐴𝑒𝑛𝑣
⁄𝐴𝑝𝑎𝑣

0,15
0,28*0,88 = 0,25 ≤ 0,10 * 0,17 = 0,09 Não Verifica !

46
ESTUDO DE CASO – LEGISLAÇÃO ANTERIOR

o Vão envidraçado do Wc – ve007

• Envidraçado orientado a poente com Aenv ≤ 15% * Apav;

• Com sombreamento vertical (β2 = 8ᵒ e Ff = 0,91);

Aenv ≤ 15% * Apav gT * F0 * Ff ≤ gTmax

0,28*0,90 = 0,25 ≤ 0,10 Não Verifica !

Nestes vãos envidraçados, não verifica a exigência legislativa do fator solar, pois a comparar com o cálculo
dos referidos, temos o valor correspondente ao gTmax = 0,10, devido à classificação de inércia fraca do
edifício, no entanto optou-se por não alterar esta solução para permitir estudar o desempenho térmico e
energético da habitação com as soluções que efetivamente serão implementadas.

3.4 PARÂMETROS TÉRMICOS

3.4.1 Inércia térmica

Conforme mencionado no ponto 6 do despacho 15793-K/2013, para a obtenção da inércia térmica deverá
determinar-se a massa superficial útil por metro quadrado da área de pavimento, It:

Σ𝑀𝑠𝑖 ∗ 𝑆𝑖 ∗ 𝑟
𝐼𝑡 = [𝑘𝑔/𝑚²] (3.15)
𝐴𝑝

onde:

Msi – Massa superficial útil do elemento i, (kg/m²);

ri – Fator de redução da massa superficial útil do elemento i;

Si – Área da superfície interior do elemento i, (m²);

Ap – Área interior útil de pavimento, (m²).

No mesmo despacho, temos a indicação das classes de inércia térmica relativamente aos respetivos
valores admitidos, na tabela seguinte:

47
Capítulo 3

Tabela 3.3 – Classes de inércia térmica, It

Classe de inércia térmica It [kg/m²]

Fraca It < 150

Média 150 ≤ It ≤ 400

Forte It > 400

A massa superficial útil de cada elemento da construção, Msi, em kg/m², sendo função da sua constituição
e da localização no edifício, nomeadamente com o posicionamento do isolamento térmico e das devidas
características de soluções de revestimento superficial.

Na determinação da massa superficial útil, distinguem-se três tipos de elementos:

− EL1 – Elementos da envolvente exterior, em contato com outra fração, com ENU, ou edifícios
adjacentes;

− EL2 – Elementos em contato com o solo;

− EL3 – Elementos interiores da fração.

Assim na determinação de Msi, teremos de ter em conta os seguintes aspetos definidos na legislação:

• EL1 – Massa superficial útil

Tabela 3.4 – Elementos EL1 – Msi

Constituição do elemento construtivo Msi [kg/m²] Observações

Sem caixa-de-ar mt/2


Sem isolamento térmico
Com caixa-de-ar mpi

– mi Msi ≤ 150 kg/m²

Com isolamento térmico Com caixa-de-ar entre


mpi
isolante e a face interior

48
ESTUDO DE CASO – LEGISLAÇÃO ANTERIOR

onde:

mt – massa total do elemento;

mpi – massa do elemento desde a caixa de ar até á face interior;

mi – massa do elemento desde o isolamento até à face interior.

• EL2 – Massa superficial útil

Tabela 3.5 – Elementos EL2 – Msi

Constituição do elemento construtivo Msi [kg/m²] Observações

Sem isolamento térmico 150 kg/m²


Msi ≤ 150 kg/m²
Com isolamento térmico mi

• EL3 – Massa superficial útil

Tabela 3.4 – Elementos EL3 – Msi

Constituição do elemento construtivo Msi [kg/m²] Observações

Sem isolamento térmico Mt


Msi ≤ 300 kg/m²
Com isolamento térmico Σmi*

onde:

mi* – em que, o valor do Msi é verificado e avaliado por cada elemento de cada lado do isolante térmico,
assim sendo, a massa do elemento, mi, é desde o isolante até à face em análise, o respetivo valor de mi
de cada elemento ≤ 150 kg/m².

49
Capítulo 3

A figura 3.13, demonstra tais elementos:

Figura 3.13 – Elementos de determinação da massa superficial

50
ESTUDO DE CASO – LEGISLAÇÃO ANTERIOR

No cálculo da inércia térmica, o fator de redução de massa superficial, r, vai depender da resistência
térmica do revestimento superficial interior, incluindo a resistência térmica de uma possível caixa-de-ar
colocada. Os valores a considerar para este fator são apresentados nas duas próximas tabelas.

Tabela 3.6 – Elementos EL1 e EL2 – Fator de redução de massa superficial

Elementos EL1 e EL2

Resistência térmica do revestimento superficial interior, Fator de


incluindo resistência térmica de possível caixa-de-ar redução

R [m².°C/W] r

> 0,30 0

0,14 ≤ R ≤ 0,30 0,50

< 0,14 1

Tabela 3.7 – Elementos EL3 – Fator de redução de massa superficial

Elementos EL3

Resistência térmica do revestimento superficial Fator de redução


interior, incluindo resistência térmica de possível
r
caixa-de-ar

R [m².°C/W]

R > 0,30 em ambas faces 0

R > 0,30 numa face e 0,14 ≤ R ≤ 0,30, na outra face 0,25

R > 0,30, numa das faces e R < 0,14 na outra face, ou

0,14 ≤ R ≤ 0,30, em ambas faces 0,50

0,14 ≤ R ≤ 0,30 numa das faces e R > 0,14 na outra 0,75


face

R > 0,14 em ambas faces 1

51
Capítulo 3

Na eventualidade de um elemento EL3 ter isolamento térmico, nesse caso é necessário avaliar cada uma
das faces como independentes e no final recorrer a esta equação:

Msi = Msi1 * r1 + Msi2 * r2 (3.16)

No edifício em estudo, realizamos todos os cálculos necessários para a quantificação da inércia térmica e
estão apresentados na tabela 3.8:

Tabela 3.8 – Inércia térmica do edifício em estudo

Msi Si Msi x Si x ri
Elemento da Construção ri
(kg/m²) (m²) (kg)
. Elementos EL1
Paredes da envolvente (antiga) 0,00 0,00 160,15 0,00
Paredes da envolvente (nova) 150,00 1,00 30,88 4632,00
Pilares (nova) 150,00 1,00 0,60 90,00
Cobertura inclinada 0,00 0,00 221,95 0,00
. Elementos EL2
Paredes enterradas 0,00 0,00 23,40 0,00
Pavimento térreos 0,00 0,00 136,50 0,00
. Elementos EL3
Pavimento interiores 300,00 0,50 27,78 4167,00
Paredes interiores de pedra 300,00 1,00 18,27 5481,48
Paredes interiores de betão 300,00 1,00 3,87 1161,60
Paredes interiores de alvenaria 150,00 1,00 44,40 6660,00
Total 22192,08

Área útil de pavimento, Ap 154,64
=
Massa superficial útil por m² de Ap, It 143,50

It < 150 Inércia Térmica Fraca

52
ESTUDO DE CASO – LEGISLAÇÃO ANTERIOR

3.4.2 Pontes térmica lineares

No cálculo para a determinação do valor do coeficiente de transmissão térmica linear (ѱ), [W/(m.°C)]
edifício em estudo, usou-se a tabela 7 do despacho 15793-K/2013.

Os valores dos coeficientes de transmissão térmica linear dependem do tipo de ligação a considerar e da
posição do isolante térmico na parede exterior. Os valores associados às pontes térmicas lineares das
paredes exteriores estão na seguinte tabela 3.9:

Tabela 3.9 – Pontes lineares térmicas

Pontes térmicas lineares Comprimento ψ ψ.B


Ligações entre: B (m) (W/m.ºC) (W/ºC)
Fachada com os pavimentos térreos (Iso. Ext.) 26,96 0,70 18,87
Fachada com os pavimentos térreos (Iso. Int.) 40,59 0,80 32,47
Fachada com pavimentos intermédios 14,73 0,60 8,84
Fachada com cobertura inclinada (Iso. Ext.) 26,96 0,80 21,57
Fachada com cobertura inclinada (Iso. Int.) 49,63 1,00 49,63
Duas paredes verticais (Iso. Ext.) 11,04 0,40 4,42
Duas paredes verticais (Iso. Int.) 40,95 0,10 4,10
Fachada com caixilharia 110,18 0,25 27,55
321,04 TOTAL 167,44

3.4.3 Ventilação

Conforme verificado, todos os compartimentos possuem vãos envidraçados, pelo que facilita bastante a
renovação de massa de ar dentro do edifício em estudo, durante a estação de arrefecimento.

Neste edifício não foram contempladas grelhas de admissão de ar nos compartimento principais, quartos
e sala, existindo apenas condutas de evacuação. As saídas de ar serão realizadas através de grelhas ligadas
a condutas de evacuação situadas em cada uma das instalações sanitárias. A extração de fumos e gases
da combustão do fogão e forno será feita pela grande saia de chaminé existente na cozinha, elemento
muito característico das construções antigas.

Em suma, o edifício em estudo apresenta uma ventilação natural, com uma taxa de renovação de ar, Rph,
de 0,39 h-1, esta taxa foi quantificada pela folha de cálculo desenvolvida pelo LNEC e será apresentada em
anexo. Note-se que o valor obtido não cumpre os requisitos mínimos definidos na legislação, mas optou-
se mais uma vez por quantificar o desempenho deste edifício com as soluções que serão na realidade
implementadas.

53
Capítulo 3

Os dados necessários para a utilização do software do LNEC foram:

− Localização do edifício na zona A e a rugosidade tipo II;

− Altitude do local – 260 m;

− Caixilharia tem classificação 3 de permeabilidade do ar;

− Altura do edifício – 7,20 m;

− Fachadas expostas ao vento – 3.

3.5 PERDAS PELA ENVOLVENTE

As perdas pela envolvente na estação de aquecimento, conforme a Despacho 15793-I/2013 e Portaria


349-B/2013, são calculadas com recurso às seguintes expressões numéricas:

𝑄𝑡𝑟,𝑖 = 𝐻𝑡𝑟,𝑖 ∗ 𝐺𝐷 ∗ 0,024 [𝑘𝑊ℎ] (3.17)

𝐻𝑡𝑟,𝑖 = Hext + Henu + Hadj + Hecs (3.18)

Onde:

Hext = 480,24 W/ᵒC;

Henu = 0 W/ᵒC;

Hecs = 109,21 W/ᵒC;

Hadj = 0 W/ᵒC;

GD = 1474 ᵒ[Link].

Os cálculos intermédios, nomeadamente o Hext e o Hecs encontram-se em anexo em perdas pela


envolvente.

Qtr,i = (480,24+109,21)*1474*0,024 = 20852,3 kWh

54
ESTUDO DE CASO – LEGISLAÇÃO ANTERIOR

As perdas pela envolvente na estação de arrefecimento, conforme a Portaria 349-B/2013, são calculadas
com recurso da seguintes expressões numéricas:

𝑄𝑡𝑟, 𝑣 = 𝐻𝑡𝑟,𝑣 ∗ (25 − 𝜃𝑣,𝑒𝑥𝑡 ) ∗ 2,928 [𝑘𝑊ℎ] (3.19)

𝐻𝑡𝑟,𝑣 = Hext + Henu + Hecs (3.20)

Sendo:

Ɵv,ext = 21,4ᵒC;

Hext = 480,24 W/ᵒC;

Henu = 0 W/ᵒC;

Hecs = 109,21 W/ᵒC;

Qtr,v = (480,24+109,21)*(25-21,6)*2,928 = 5868,10 kWh

3.6 PERDAS PELA VENTILAÇÃO

As perdas pela ventilação, conforme o Despacho 15793-K/2013, são calculadas com recurso às seguintes
formulas:

o Na estação de aquecimento:

𝑄𝑣𝑒, 𝑖 = 𝐻𝑣𝑒,𝑖 ∗ 𝐺𝐷 ∗ 0,024 [𝑘𝑊ℎ] (3.21)

𝐻𝑣𝑒,𝑖 = 0,34 ∗ Rph, i ∗ Ap ∗ Pd (3.22)

Hve,i = 0,34 * 0,39 * 154,60 * 3,14 = 64,36 W/ᵒC

Qve,i = 64,36 * 1474 * 0,024 = 2276,80 kWh

o Na estação de arrefecimento:

𝑄𝑣𝑒, 𝑣 = 𝐻𝑣𝑒,𝑣 ∗ (25 − 𝜃𝑣,𝑒𝑥𝑡 ) ∗ 2,928 [𝑘𝑊ℎ] (3.23)

𝐻𝑣𝑒,𝑣 = 0,34 ∗ Rph, v ∗ Ap ∗ Pd (3.24)

Hve,v = 0,34 * 0,6 * 154,60 * 3,14 = 99,03 W/ᵒC

Qve,v = 99,03 * (25-21,6) * 2,928 = 985,86 kWh

55
Capítulo 3

Sendo:

Rph - Taxa nominal de renovação de ar – 0,39 h-1 e 0,60 h-1 (LNEC)

Ap – Área do pavimento – 154,60 m2;

Pd – Pé direito – 3,14 m;

3.7 GANHOS SOLARES

3.7.1 Estação de aquecimento

Conforme o despacho 15793-I/2013, recorremos à seguinte expressão numérica para o cálculo dos
ganhos solares no inverno:

𝑄𝑔𝑠𝑜𝑙, 𝑖 = 𝐺𝑠𝑢𝑙 ∗ 𝑀 ∗ ∑[𝑋𝑗 ∗ ∑ 𝐹𝑠, 𝑖 ∗ 𝐴𝑠, 𝑖] [𝑘𝑊ℎ] (3.25)


𝑗

Em que:

Qgsol,i – Ganhos solares brutos através dos vão envidraçados na estação de aquecimento, [kWh];

Xj – Fator de orientação para as diferentes exposições de acordo com a tabela 1 do presente despacho –
Norte – 0,27, Sul – 1,00, Poente – 0,56;

Fs,i – Fator de obstrução do vão envidraçado com orientação i, na estação de aquecimento, representa a
redução na radiação solar que incide no vão envidraçado, devido ao sombreamento permanente causado
por obstáculos;

Fh – Fator de sombreamento horizonte, representa a redução na radiação solar que incide no vão
envidraçado devido ao sombreamento de obstruções longínquas exteriores ao edifício ou de edifícios
vizinhos, neste caso foi considerado um ângulo de horizonte de 20ᵒ e o Fh de 0,76 (W), 0,81 (S) e 1,00 (N)
, por se tratar de um edifício isolado e fora de zona urbana;

As,i – Área efetiva coletora de radiação solar do vão envidraçado com orientação i, [m²];

Aw – área total do vão envidraçado, incluindo o vidro e a caixilharia [m²];

Fg – Fração do vão envidraçado, obtida conforme tabela 20 do despacho 15793-K/2013 – Fg = 0,70;

FW,i – Fator de seletividade angular na estação de aquecimento – FW,i = 0,90 ;

gi – Fator solar de inverno – gi = 0,35;

Assim obtiveram-se os seguintes valores para ganhos solares na estação de aquecimento:

56
ESTUDO DE CASO – LEGISLAÇÃO ANTERIOR

Figura 3.14 – Ganhos úteis na estação de aquecimento (inverno)

3.7.2 Estação de arrefecimento

Conforme o despacho 15793-I/2013 e 15793-F/2013, verifica-se os resultados dos ganhos solares


resultantes da radiação solar incidente na envolvente opaca e envidraçada, recorremos à seguinte
expressão de cálculo:

𝑄𝑔𝑠𝑜𝑙, 𝑣 = ∑[𝐼𝑠𝑜𝑙𝑗 ∗ ∑ 𝐹𝑠, 𝑣 ∗ 𝐴𝑠, 𝑣] [𝑘𝑊ℎ] (3.26)


𝑗

57
Capítulo 3

Sendo:

Qgsol,v – Ganhos solares brutos através dos vãos envidraçados na estação de arrefecimento, [kWh];

Isol – Energia solar incidente numa superfície durante a estação de arrefecimento, [kWh/m²];

Fs,v – Fator de obstrução, apenas se verifica em dois envidraçados (0,88 e 0,91);

As,v – Área efetiva coletora de radiação solar da superfície, para os envidraçados esta área é contabilizada
por As,v = Aw * Fg * gv (m2) e para os elementos da envolvente opaca exterior é contabilizada por

As,v = α * U * Aop * Rse (m2);

Fm,v – Fração de tempo em que os dispositivos de proteção móvel se encontram totalmente ativados;

Fw,v – Fator de correção de seletividade angular dos envidraçados, na estação de arrefecimento;

α – Coeficiente de transmissão térmica do elemento da envolvente opaca, [W/m²];

Aop – Área do elemento da envolvente opaca exterior, [m²];

Rse – Resistência térmica superficial exterior igual a 0,04, [W/(m².ᵒC)].

As quantificações dos ganhos solares são obtidas de diferentes maneiras entre a envolvente opaca e os
envidraçados, apesar da envolvente opaca ser muito maior em termos de panos de parede em
comparação dos envidraçados, a transmissão dos ganhos fazem-se por transmissão do calor através dos
materiais constituintes na secção transversal da mesma. Nos envidraçados, a transmissão dos ganhos
solares, é feita de maneira muito mais direta, apesar da sua área ser mais pequena, pois a luz atravessa a
secção transversal dos mesmos, permitindo aquecer os espaços interiores de forma muito mais rápido.

Assim obteve-se os seguintes valores para ganhos solares na estação de arrefecimento:

Figura 3.15 – Ganhos solares pela envolvente opaca exterior

58
ESTUDO DE CASO – LEGISLAÇÃO ANTERIOR

Figura 3.16 – Ganhos solares pelos envidraçados

Os ganhos internos deverão ser contabilizados para as duas estações, considerando os ganhos internos
médios por m2, a duração de cada uma das estações e a área útil de pavimento:

o Na estação de aquecimento:

𝑄𝑖𝑛𝑡, 𝑖 = 𝑞𝑖𝑛𝑡 ∗ 0,72 ∗ 𝑀 ∗ 𝐴𝑝 [𝑘𝑊ℎ/𝑎𝑛𝑜] (3.27)

4 x 6,7 x 154,60 x 0,72 = 2983,16 kWh/ano

o Na estação de arrefecimento:

𝑄𝑖𝑛𝑡, 𝑣 = 𝑞𝑖𝑛𝑡 ∗ 𝐴𝑝 ∗ 2,928 [𝑘𝑊ℎ/𝑎𝑛𝑜] (3.28)

4*154,60*2,980 = 1842,83 kWh/ano

59
Capítulo 3

3.8 EQUIPAMENTOS

3.8.1 Equipamentos de climatização

No edifício em estudo, foi previsto o mesmo equipamento de ar condicionado, tanto para a estação de
aquecimento como a estação de arrefecimento. Conforme portaria 349-B/2013 e despacho 15793-
D/2013, utiliza-se os seguintes valores facultados pelo fabricante para a determinação da energia
primária:

- Estação de aquecimento – Ar condicionado – ƞ = 4,00 e Fpu = 2,50 [kWhep/kWh] (Eletricidade)

- Estação de arrefecimento – Ar condicionado – ƞ = 3,77 e Fpu = 2, 50 [kWhep/kWh] (Eletricidade)

O equipamento previsto para instalação, é um sistema de ar condicionado da Daikin, modelo FNQ-25A +


RXS-25L3, com o rendimento acima referido, classe A - tanto para a estação de aquecimento com
arrefecimento, obedecendo aos requisitos mínimos. Os valores utilizados foram obtidos no respetivo
catálogo apresentado no anexo IV.

3.8.2 Equipamentos de AQS

No edifício em estudo, a energia necessária para a água quente sanitária é calculada através da seguinte
expressão:

𝑀𝐴𝑄𝑆 ∗ 4187 ∗ Δ𝑇 ∗ 𝑛𝑑
𝑄𝑎 = [𝑘𝑊ℎ/𝑎𝑛𝑜] (3.29)
3600000

onde:

ƞ = 0,91 e Fpu = 2,50;

Qa – Energia útil para preparação de AQS, durante um ano [kWh/ano];

MAQS – Consumo médio diário de referência [l];

ΔT – Aumento da temperatura necessário à preparação da AQS [ᵒC], (ΔT = 35ᵒC);

Nd – Número anual de dias de consumo de AQS, (nd = 365 dias).

n – Número convencional de ocupantes do edifício n = n+1

feh – Fator de eficiência hídrica aplicável a chuveiros com certificação e rotulagem de eficiência hídrica da
responsabilidade de uma entidade independente reconhecida (feh = 1,00):

60
ESTUDO DE CASO – LEGISLAÇÃO ANTERIOR

− Chuveiros com rotulo A ou superior feh = 0,90:

− Restantes casos feh = 1,00.

Nº ocup. convencionais x Consumo médio diário x acréscimo de temperatura x número de dias / 3 600
000 = nec. energia [kWh/ano] (3.30)

5 * 40 * 35* 365/3600000 = 4457,41 kWh/ano

Está prevista a instalação de um termoacumulador “ Vulcano NaturaAqua ES GC 300”.

3.8.3 Energia renovável

Neste edifício está previsto a instalação de um painel coletor solar térmico plano Baxi sol 259 de 2,50 m²
de área de exposição solar, com uma produção de 2123,20 W da Eren obtido através do software [Link]
e a listagem encontra-se no anexo IV, lembramos que este valor encontra-se muito próximo do valor
definido pela legislação (≥ 50% de necessidades energéticas) que para o caso é de 2228 W. Assim este
sistema coletor solar, vai auxiliar o sistema de aquecimento de AQS convencional e passará a minimizar o
consumo de energia não renovável do equipamento de aquecimento de água sanitária.

3.9 NECESSIDADES DE ENERGIA – VERIFICAÇÃO REGULAR

O edifício em estudo vai ter necessidades energéticas que deverão ser comparados com os valores obtidos
para o edifício de referência. Todos os cálculos de necessidades energéticas para aquecimento,
arrefecimento e energia primária serão apresentados nos anexos.

Tabela 3.10 – Resumo das necessidades energéticas

Nic Ni Nvc Nv NTC NT


Nic / Ni Nvc / Nv NTC / NT
[kWh/(m².ano)] [kWh/(m².ano)] [kWh/(m².ano)] [kWh/(m².ano)] [kWh/(m².ano)] [kWh/(m².ano)]

112,87 90,89 1,24 6,35 11,28 0,56 116,65 155,49 0,75

61
Capítulo 3

A presente reabilitação é considerada como uma grande reabilitação de um edifício anterior a 1960, pois
é uma construção original e é dos finais do século XIX. Na legislação em vigor, as razões entre valores de
calculo e os valores máximos devem estar compreendidas nos valores constantes na tabela 2.2 - Capítulo
2 (página 17).

Uma vez que o edifício em estudo é muito anterior a 1960, pelo que não se aplica qualquer limite aos dois
primeiros rácios. O rácio NTC / NT é de 0,75, pelo que é bastante inferior ao máximo regulamentar de 1,50,
o que segundo o despacho 15793-J/2013 é indicador que o edifício apresenta a classe B.

62
ESTUDO DE CASO – ANÁLISE DO DESEMPENHO TÉRMICO DE UM EDIFÍCIO DE
HABITAÇÃO REABILITADO DE ACORDO COM O DL 101-D/2020

Neste capítulo, uma vez que o edifício em estudo já foi totalmente descrito no capítulo anterior, vamos
focar nas exigências alteradas com a entrada em vigor da nova legislação a 1 de julho do corrente ano.

Na tentativa de a intervenção tentar respeitar o mais possível as características deste edifício de caráter
rural, mantiveram-se as fachadas inteiramente em alvenaria de pedra granito e a cobertura de ripado em
madeira e telha rústica. Uma vez que não está previsto qualquer tipo de aumento para piso superior e a
supressão de muitas paredes interiores, as fundações do corpo principal serão utilizadas e apenas se
realizarão novas fundações no corpo onde será necessário a execução de paredes exteriores e pilares em
betão armado.

4.1 DADOS CLIMÁTICOS

Neste subcapítulo, uma vez que não houve alteração da Lei para o zonamento climático, vamos trabalhar
com os dados aferidos no capítulo anterior.

4.2 DEFINIÇÃO E DELIMITAÇÃO DA ENVOLVENTE

Na nova legislação, o parâmetro de redução de perdas passa a designar-se por bztu, mas a metodologia
de cálculo utilizada anteriormente para a determinação do coeficiente btr, mantem-se inalterada. Na
nova legislação também passam a estar definidas as cores que devem ser utilizadas na marcação das
envolventes. Note-se que permanecem todas iguais com exceção da envolvente em contacto com o solo
que passa a ter esta definição, deixará de estar incluída na envolvente sem requisitos e deverá ser
marcada com a cor ciano (0,255,255).

Uma vez que no edifício em causa não existem espaços não úteis, apenas teremos envolvente exterior e
envolvente em contato com o solo, pelo que apenas a cor desta última envolvente será alterada.

63
Capítulo 4

O presente edifício é constituído por uma única fração para habitação, para se avaliar o respetivo
comportamento térmico do edifício temos que analisar o edifício como um todo.

Analisando os espaços interiores previstos no projeto de arquitetura deste edifício e de acordo com o
despacho n.º 6476-H/2021, a envolvente poderá ser:

Figura 4.1 - Marcação da Envolvente do edifício (Piso 0, Piso 1 e corte)

64
ESTUDO DE CASO – NOVA LEGISLAÇÃO

4.3 SOLUÇÕES CONSTRUTIVAS – VERIFICAÇÃO REGULAMENTAR

As soluções construtivas a implementar deverão obedecer aos requisitos definidos na legislação em vigor
à data do processo de licenciamento na respetiva Câmara Municipal.

Estas verificações devem ser aplicadas aos elementos da envolvente e à taxa de renovação de ar. Neste
subcapítulo serão apresentadas as verificações relativas aos elementos construtivos da envolvente.

4.3.1 Envolvente opaca

Os valores máximos recomendados e de referência para os coeficientes de transmissão térmica


superficial, U, dos elementos da envolvente e que se encontram definidos na Tabela 1 da Portaria n.º 138-
I/2021, de 1 de julho. Note-se que esta Portaria referencia todos os edifícios, inclusive os edifícios de
habitação novos ou sujeitos a grande intervenção (reabilitação).

Os edifícios localizados na zona climática I2, têm soluções construtivas adotadas para os elementos da
envolvente opaca em zona corrente não podem superar aos valores apresentados na seguinte figura 4.2,
Tabela 1:

Figura 4.2 – Quadro de Umáx para elementos da envolvente opaca (Portaria 138-I/2021, 1 de julho)

65
Capítulo 4

Comparativamente com a legislação anterior, houve um considerável incremento da exigência com o


intuito melhorar substancialmente os elementos da envolvente de forma a no período de utilização,
sobretudo na estação de aquecimento, a habitação seja capaz de reduzir as perdas e conservar o máximo
de energia possível para potencializar e maximizar o conforto humano.

Seguidamente a figura 4.3, compara os fatores Umáx de elementos verticais e horizontais diretamente, a
Lei antiga com a nova:

Figura 4.3 – Gráficos comparativos de Umáx em elementos delimitação exterior

Assim, o estudo do comportamento térmico do edifício, considerando os seguintes coeficientes de


transmissão térmica superficial para os elementos da envolvente exterior:

− Parede exterior do piso 1

Figura 4.4 – Esquema de parede exterior em pedra

66
ESTUDO DE CASO – NOVA LEGISLAÇÃO

Upext:

Consultando as tabelas da Portaria 138-I/2021 e o ITE50:

𝑈𝑝𝑒𝑥𝑡 = 1,12 [W/(m². ᵒC)] ≤ Umáx = 0,40 [W/(m². ᵒC)] → Não Verifica!

Uma vez que a solução não verifica, propomos uma alteração na tentativa de uniformalizar todo o aspeto
exterior da habitação com a colocação de um sistema ETICS com 10 cm na parte exterior das referidas
paredes em pedra:

Figura 4.5 – Proposta de alteração da parede exterior

0,1 0,35 0,03


𝑅𝑡 = 0,04 + 0,036
+ 2,80 + 0,05 + 0,13 = 3.67 [(m². ᵒC)/W]

1
𝑈𝑝𝑒𝑥𝑡 = 3.67
= 0,27 [W/(m². ᵒC)] ≤ Umáx = 0,40 [W/(m². ᵒC)] Verifica !

− Parede exterior do piso o (betão armado)

Figura 4.6 – Esquema de parede em betão armado

67
Capítulo 4

Upext:

A solução construtiva prevista inicialmente cumpre a nova legislação.

1
𝑈𝑝𝑒𝑥𝑡 = = 0,33 [W/(m². ᵒC)] ≤ Umáx = 0,40 [W/(m². ᵒC)] → Verifica!
2,98

− Parede exterior do piso o (bloco térmico)

Figura 4.7 – Esquema de parede em bloco térmico

Upext:

A solução construtiva prevista inicialmente cumpre a nova legislação.

1
𝑈𝑝𝑒𝑥𝑡 = 3,88 = 0,26 [W/(m². ᵒC)] ≤ Umáx = 0,40 [W/(m². ᵒC)] → Verifica!

− Cobertura inclinada

Figura 4.8 – Esquema da cobertura

68
ESTUDO DE CASO – NOVA LEGISLAÇÃO

Ucext:

A solução construtiva prevista inicialmente cumpre a nova legislação.

1
𝑈𝑐𝑒𝑥𝑡 = = 0,32 [W/(m². ᵒC)] ≤ Umáx = 0,35 [W/(m². ᵒC)] → Verifica!
3,10

− Pavimento térreo

Figura 4.9 – Esquema de pavimento

Conforme o ponto 7.2 do despacho 6476-H/2021, o valor do coeficiente de transmissão térmica de


pavimentos em contato com o solo Ubf (W/m².ᵒC), é calculado da mesma forma que anterior a 01-07-
2021, pelo que os respetivos valores mantém-se inalterados.

Ubf = 0,38 [W/(m².ᵒC)]

No pavimento térreo não existem requisitos mínimos a cumprir.

4.3.2 Envidraçados

Os envidraçados continuam a dever verificar dois tipos de requisitos mínimos. O relativo ao seu
coeficiente de transmissão térmica superficial, Uwdn, e outro relativo ao seu fator solar. A primeira
verificação procura evitar elevadas perdas de energia pelos envidraçados, na estação de aquecimento, e
segunda verificação pretende diminuir o sobreaquecimento devido aos ganhos solares pelos
envidraçados, na estação de arrefecimento.

Os elementos da envolvente envidraçada deverão apresentar um coeficiente de transmissão térmica não


superior aos valores indicados na tabela 6 da Portaria n.º 138-I/2021, conforme figura 3.11:

69
Capítulo 4

Figura 4.10 - Quadro de Uw,máx para elementos da envolvente envidraçada (Portaria 138-I/2021, 1 de
julho)

Seguidamente a figura 4.11, compara os fatores Umáx de elementos da envolvente envidraçada


diretamente, a Lei antiga com a nova, apenas para a zona climática I2:

Figura 4.11 – Gráfico comparativo do Umáx dos elementos da envolvente envidraçada

Para a quantificação do coeficiente de transmissão de todos os envidraçados sem dispositivo de oclusão


noturna ativo, Uwd, foi considerada a média de todos os valores que foram calculados individualmente,
e já apresentado no capítulo anterior.

𝑈𝑤𝑑𝑛 = 1,23 [W/(m². ᵒC)] ≤ Umáx = 2,40 [W/(m². ᵒC)] → Verifica!

70
ESTUDO DE CASO – NOVA LEGISLAÇÃO

Em relação ao comportamento térmico dos envidraçados na estação de arrefecimento, os requisitos


procuram limitar o seu fator solar. O fator solar dos vão envidraçados horizontais e verticais da envolvente
externa do edifício, devem respeitar os valores indicados e definidos na tabela 8 da Portaria 138-I/2021,
de 1 de julho, figura 4.12:

Figura 4.12 – Quadro de valores máximos admitidos para fator solar.

De acordo com a portaria 138-I/2021, segundo a razão entre a área do envidraçado e a área do
compartimento, são tirados os respetivos fatores solares que multiplicados aos fatores de
sombreamentos verticais e horizontais, verifica-se o fator solar máximo, no caso do edifício em estudo,
apenas existem elementos de sombreamento verticais.

Conforme se pode verificar na tabela anterior, os valores máximos admitidos para o fator solar, encontra-
se diretamente relacionados com a inércia e com a zona climática de verão onde se encontra o edifício.

𝑔𝑡𝑜𝑡 ∗ 𝐹0 ∗ 𝐹𝑓 ≤ 𝑔𝑡𝑜𝑡,𝑚𝑎𝑥 (4.12)

Onde:

gtot – fator solar do vão envidraçado com os dispositivos de proteção totalmente ativados;

F0 – fator de sombreamento por elementos horizontais sobrejacentes ao envidraçado;

Ff – fator de sombreamento por elementos verticais adjacentes ao envidraçado;

gTmax – fator solar máximo admissível dos vãos envidraçados com condições fronteira exterior ou interior
com ganhos solares;

0,15
𝑔𝑡𝑜𝑡 ∗ 𝐹0 ∗ 𝐹𝑓 ≤ 𝑔𝑡𝑜𝑡,𝑚𝑎𝑥 ∗ 𝑠𝑒𝑛𝑑𝑜 𝐴𝑒𝑛𝑣,𝑒𝑠𝑝𝑎ç𝑜 > 15% ∗ 𝐴𝑝𝑎𝑣 (4.13)
𝐴𝑒𝑛𝑣,𝑒𝑠𝑝𝑎ç𝑜
𝐴𝑝𝑎𝑣

71
Capítulo 4

Onde:

Aenv,espaço – Soma das áreas dos vãos envidraçados com condições fronteiras exterior ou interior com
ganhos solares que servem o espaço, com exceção dos vãos orientados no quadrante norte, inclusive
[m2];

Apav – Área útil de pavimento do espaço servido pelos vãos envidraçados [m2];

0,30
𝑔𝑡𝑜𝑡 ∗ 𝐹0 ∗ 𝐹𝑓 ≤ 𝑔𝑡𝑜𝑡,𝑚𝑎𝑥 ∗ 𝑠𝑒𝑛𝑑𝑜 𝐴𝑒𝑛𝑣,𝑓𝑎𝑐 > 30% ∗ 𝐴𝑓𝑎𝑐 (4.14)
𝐴𝑒𝑛𝑣,𝑓𝑎𝑐
𝐴𝑓𝑎𝑐

Onde,

Aenv,fac – Soma das áreas dos vãos envidraçados com condições fronteira exterior ou interior com ganhos
solares dos espaços interiores úteis por orientação, incluindo a horizontal [m2];

Afac – Soma das áreas da envolvente, vertical ou horizontal, com condições fronteira exterior ou interior
com ganhos solares dos espaços interiores úteis por orientação [m2];

Correção do fator do 𝑔𝑡𝑜𝑡 para os envidraçados em estudo:

− fator solar do vidro para incidência normal sem proteção, gtot,vci = 0,61;

− fator solar do vidro com proteção, gtot,vc,op = 0,35;

𝑔𝑡𝑜𝑡,𝑣𝑐𝑖
𝑔𝑡𝑜𝑡 = 𝑔𝑡𝑜𝑡,𝑣𝑐,𝑜𝑝. ∗ (4.15)
0,75
0,61
𝑔𝑡𝑜𝑡 = 0,35 ∗ 0,75 = 0,28

Como se poderá constar no ponto seguinte, com a alteração proposta para a solução construtiva da
parede exterior, a inércia térmica deste edifício deixará de ser fraca e passará a ser média. Assim,
respetivamente o valor do fator 𝑔𝑡𝑜𝑡,𝑚𝑎𝑥 deixa de ser 0,10, passando a 0,56.

Tal como referido no ponto 3.3.2, os únicos envidraçados que necessitam de validar os seus requisitos na
estação de arrefecimento, são o do escritório (ve002) e o do WC (ve007).

72
ESTUDO DE CASO – NOVA LEGISLAÇÃO

Verificação de exigências regulamentares relativas ao fator solar:

o Vão envidraçado do escritório - ve002

• Envidraçado orientado a poente, com sombreamento vertical (β1 = 89ᵒ e Ff = 0,78);

0,15
𝐴𝑒𝑛𝑣,𝑒𝑠𝑝𝑎ç𝑜 > 15% 𝐴𝑝𝑎𝑣 𝑔𝑡𝑜𝑡 ∗ 𝐹0 ∗ 𝐹𝑓 ≤ 𝑔𝑡𝑜𝑡,𝑚𝑎𝑥 ∗
𝐴𝑒𝑛𝑣,𝑒𝑠𝑝𝑎ç𝑜
𝐴𝑝𝑎𝑣

0,15
• 0,28*0,88 = 0,25 ≤ 0,56 * 0,17 = 0,49 Verifica !

o Vão envidraçado do Wc – ve007

• Envidraçado ve007, orientado a sul, com sombreamento vertical (β2 = 8ᵒ e Ff = 0,98);

𝑔𝑡𝑜𝑡 ∗ 𝐹0 ∗ 𝐹𝑓 ≤ 𝑔𝑇𝑚á𝑥

0,28 * 1 * 0,98 = 0,27 ≤ 0,56 Verifica !

Neste caso, não é necessário fazer nenhuma alteração nos envidraçados para conseguir cumprir as
exigências regulamentares.

4.4 PARÂMETROS TÉRMICOS

4.4.1 Inércia térmica

A metodologia para quantificação da inércia térmica é exatamente a mesma. Neste caso, com a alteração
da solução construtiva da parede exterior, a inércia passa de fraca a média como se pode constatar na
seguinte tabela 4.1:

73
Capítulo 4

Tabela 4.1 – Tabela de calculo de nova inércia

Msi Si Msi x Si x ri
Elemento da Construção ri
(kg/m²) (m²) (kg)
. Elementos El1
Paredes da envolvente (antiga) 150,00 1,00 160,15 24022,50
Paredes da envolvente (nova) 150,00 1,00 30,88 4632,00
Pilares (nova) 150,00 1,00 0,60 90,00
Cobertura inclinada 0,00 0,00 221,95 0,00
. Elementos El2
Paredes enterradas 0,00 0,00 23,40 0,00
Pavimento térreos 0,00 0,00 136,50 0,00
. Elementos El3
Pavimento interiores 300,00 0,50 27,78 4167,00
Paredes interiores de pedra 300,00 1,00 18,27 5481,48
Paredes interiores de betão 300,00 1,00 3,87 1161,60
Paredes interiores de alvenaria 150,00 1,00 44,40 6660,00
Total 46214,58

Área útil de pavimento,
154,64
Ap
=
Massa superfícial útil por m² de Ap, It 298,84

Inércia Térmica Média

Assim com a alteração da Inércia térmica, o 𝑔𝑇𝑚á𝑥 = 0,56 (tabela 2.2 - Capítulo 2).

4.4.2 Pontes térmica lineares

No cálculo para a determinação do valor do coeficiente de transmissão térmica linear (ѱ), [W/(m.°C)]
edifício em estudo, usou-se a tabela 33 do despacho 6476-H/2012, que apresenta os mesmos valores dos
utilizados no anterior despacho.

É de salientar que apenas a parede exterior que teve necessidade de ser alterada, passando o isolamento
para o exterior, apresentará assim diferentes valores do seu coeficiente de transmissão linear.

Os valores dos coeficientes de transmissão térmica linear dependem do tipo de ligação a considerar e da
posição do isolante térmico na parede exterior, agora com esta nova situação. Os novos valores
associados às pontes térmicas lineares das paredes exteriores estão na seguinte tabela 4.2:
74
ESTUDO DE CASO – NOVA LEGISLAÇÃO

Tabela 4.2 – Pontes lineares térmicas

Pontes térmicas lineares Comp. ψ ψ.B


Ligações entre: B (m) (W/m.ºC) (W/ºC)
Fachada com os pavimentos térreos (Iso. Ext.) 71,95 0,70 50,37
Fachada com os pavimentos térreos (Iso. Int.) 40,59 0,80 32,47
Fachada com pavimentos intermédios 14,73 0,60 8,84
Fachada com cobertura inclinada (Iso. Ext.) 71,95 0,80 57,56
Fachada com cobertura inclinada (Iso. Int.) 49,63 1,00 49,63
Duas paredes verticais (Iso. Ext.) 29,90 0,40 11,96
Duas paredes verticais (Iso. Int.) 40,95 0,10 4,10
Fachada com caixilharia 110,18 0,25 27,55
429,88 TOTAL 242,47

4.4.3 Ventilação

Como já referido a solução inicial para este edifício contempla vãos envidraçados em todos os
compartimentos, mas não existiam grelhas de admissão de ar nos compartimento principais, existindo
apenas condutas de evacuação em cada uma das instalações sanitárias.

A extração de fumos e gases da combustão do fogão e forno será feita pela grande saia de chaminé
existente na cozinha, elemento muito característico das construções antigas.

Assim, o edifício em estudo apresentava uma ventilação natural, com uma taxa de renovação de ar, Rph,
de 0,39 h-1e note-se que o valor obtido não cumpre os requisitos mínimos definidos na nova legislação
Rph = 0,50 h-1.

A proposta para passar a cumprir este novo valor da taxa de renovação de ar foi a necessidade de colocar
grelhas de ventilação natural nos quartos e na sala.

Este cálculo pode ser verificado no anexo III, na folha de calculo desenvolvida pelo LNEC, em que o novo
valor obtido reflete a utilização de grelhas de ventilação natural.

4.5 PERDAS PELA ENVOLVENTE

As perdas de calor pela envolvente passarão a apresentar os seguintes valores:

75
Capítulo 4

• Estação de aquecimento

𝑄𝑡𝑟,𝑖 = 0,024 ∗ 𝐺𝐷 ∗ 𝐻𝑡𝑟,𝑖 [kWh/ano] (4.19)

Htr,i = Hext + Henu + Hadj + Hecs [W/ᵒC] (4.20)

Htr,i = 480,24 + 0 + 0 + 109,21 = 589,45 W/ᵒC

Qtr,i = 0,024 * 1474 * 589,45 = 20852,40 kWh/ano

• Estação de arrefecimento

𝑣 𝐿
𝑄𝑡𝑟,𝑣 = 𝐻𝑡𝑟,𝑣 ∗ (Ɵ𝑟𝑒𝑓,𝑣 − Ɵ𝑒𝑥𝑡,𝑣 ) ∗ 1000 [kWh/ano] (4.21)

Htr,v = Hext + Henu + Hecs [W/ᵒC] (4.22)

Htr,v = 480,24 + 0 + 109,21 = 589,45 W/ᵒC

Qtr,v = 589,45 *(25-21,4) * 2928/1000 = 6213,27 kWh/ano

Onde:

Qtr – Transferência de calor por transmissão através da envolvente do edifício na respetiva estação
[kWh/ano];

Htr – Coeficiente global de transferência de calor por Transmissão na respetiva estação [W/ᵒC];

Ɵref – Temperatura interior de referência na respetiva estação [ᵒC];

Ɵext – Temperatura exterior média na respetiva estação [ᵒC];

L - Duração da respetiva estação [h].

4.6 PERDAS PELA VENTILAÇÃO

As perdas de calor pela ventilação passarão a apresentar os seguintes valores:

• Estação de aquecimento

𝑄𝑣𝑒,𝑖 = 0,024 ∗ 𝐺𝐷 ∗ 𝐻𝑣𝑒,𝑖 [kWh/ano] (4.23)

Hve,i = 0,34 * Rph,i * Ap * Pd [W/ᵒC] (4.24)

Hvei = 0,34 * 0,39 * 154,60 * 3,14 = 64,37 W/ᵒC

Qve,i = 0,024 * 1474 * 64,37 = 2277 kWh/ano

76
ESTUDO DE CASO – NOVA LEGISLAÇÃO

• Estação de arrefecimento

𝑣𝐿
𝑄𝑣𝑒,𝑣 = 𝐻𝑣𝑒,𝑣 ∗ (Ɵ𝑟𝑒𝑓,𝑣 − Ɵ𝑒𝑥𝑡,𝑣 ) ∗ 1000 [kWh/ano] (4.25)

Hve,v = 0,34 * Rph,v * Ap * Pd [W/ᵒC] (4.26)

Hve,v = 0,34 * 0,39 * 154,60 * 3,14 = 64,37 W/ᵒC

Qve,v = 64,37 * (25 - 21,4) * 2928/1000 = 678,51 kWh/ano

Onde:

Qve – Transferência de calor por ventilação na respetiva estação [kWh/ano];

Hve – Coeficiente global de transferência de calor por ventilação na respetiva estação [W/ᵒC];

Ɵref – Temperatura interior de referência na respetiva estação [ᵒC];

Ɵext – Temperatura exterior média na respetiva estação [ᵒC];

L - Duração da respetiva estação [h].

4.7 GANHOS DE ENERGIA

4.7.1 Estação de aquecimento

Conforme o despacho 6476-H/2021, recorremos à seguinte expressão numérica para o cálculo dos ganhos
de energia e ganhos internos na estação de aquecimento:

𝑄𝑠𝑜𝑙,𝑖 = 𝐺𝑠𝑢𝑙 ∗ ∑𝑗 [𝑋𝑗∗∑𝑛 𝐹𝑠,𝑖𝑛𝑗∗𝐴𝑠,𝑖𝑛𝑗 ] ∗ 𝑀 [𝑘𝑊ℎ/𝑎𝑛𝑜] (4.26)

Qsol,i = 135 * 3,44 * 6,7 = 3114,51 kWh/ano

𝑄𝑖𝑛𝑡,𝑖 = 0,72 ∗ 𝑞𝑖𝑛𝑡 ∗ 𝑀 ∗ 𝐴𝑝 [𝑘𝑊ℎ/𝑎𝑛𝑜] (4.27)

Qint,i = 0,72*4 * 6,7 * 154,60 = 2983,16 kWh/ano

𝑄𝑔,𝑖 = 𝑄𝑖𝑛𝑡,𝑖 + 𝑄𝑠𝑜𝑙,𝑖 [𝑘𝑊ℎ/𝑎𝑛𝑜] (4.28)

Qg,i = 2983,16 + 3114,51 = 6097,67 kWh/ano

77
Capítulo 4

Condição para verificar o ηi :

1−γi𝛼𝑖𝑡
Se γi ≠ 1 e γi > 0 ηi = (4.29)
1−γi𝛼𝑖𝑡 +1

𝛼𝑖𝑡
Se γi =1 ηi = 𝛼 (4.30)
𝑖𝑡 +1

1
Se γi < 0 ηi = γi (4.31)

O parâmetro αit, na estação de aquecimento, verifica-se por comparação direta recorrendo à seguinte
tabela:

Tabela 4.3 – Tabela de referência do αit

αit
Inércia Térmica
[W/ᵒC]

Fraca 1,8

Média 2,6

Forte 4,2

𝑄𝑔,𝑖
γi = ⁄(𝑄 + 𝑄 ) (4.32)
𝑡𝑟,𝑖 𝑣𝑒,𝑖

γi = 6097,67 / (20852,4+2277) = 0,26

Assim recorrendo à fórmula 4.30:

1−0,261,8
ηi = 1−0,261,8+1 = 0,9329

𝑄𝑔𝑢,𝑖 = ƞ𝑖 ∗ 𝑄𝑔,𝑖 [𝑘𝑊ℎ/𝑎𝑛𝑜] (4.33)

Qgu,i = 0,9329 * 6097,67 = 5688,52 kWh/ano

78
ESTUDO DE CASO – NOVA LEGISLAÇÃO

4.7.2 Estação de arrefecimento

Conforme o despacho 6476-H/2021, verifica-se os ganhos solares resultantes da radiação solar incidente
na envolvente opaca e envidraçada, na estação de arrefecimento, com recurso à seguinte expressão de
cálculo:

𝐿𝑣
𝑄𝑖𝑛𝑡,𝑣 = 𝑞𝑖𝑛𝑡 ∗ 𝐴𝑝 ∗ [𝑘𝑊ℎ/𝑎𝑛𝑜] (4.34)
1000

2928
𝑄𝑖𝑛𝑡,𝑣 = 4 ∗ 154,6 ∗ = 1810,68 𝑘𝑊ℎ/𝑎𝑛𝑜
1000

𝑄𝑠𝑜𝑙,𝑣 = ∑𝑗[𝐺𝑠𝑜𝑙𝑗 ∗ ∑𝑛 𝐹𝑠,𝑣𝑛𝑗 ∗ 𝐴𝑠,𝑣𝑛𝑗 ] [𝑘𝑊ℎ/𝑎𝑛𝑜] (4.35)

𝑄𝑠𝑜𝑙,𝑣 = 0,4 ∗ 12,39 ∗ 191,63 + 0,70 ∗ 54,67 ∗ 42,29 = 2568,98 𝑘𝑊ℎ/𝑎𝑛𝑜

𝑄𝑔,𝑣 = 𝑄𝑖𝑛𝑡,𝑣 + 𝑄 𝑠𝑜𝑙,𝑣 [𝑘𝑊ℎ/𝑎𝑛𝑜] (4.36)

Qg,v = 1810,68 + 2568,98 = 4379,65 kWh/ano

4.8 EQUIPAMENTOS

4.8.1 Equipamentos de climatização

No edifício em estudo, foi previsto o mesmo equipamento de ar condicionado, tanto para a estação de
aquecimento como a estação de arrefecimento. Conforme o despacho 6476-H/2021 e a norma EN 1485,
utiliza-se os seguintes valores facultados pelo fabricante para a determinação da energia primária:

• Estação de aquecimento – Ar condicionado – ƞ = 4,00 e Fpu = 2,50 [kWhep/kWh] (Eletricidade)

• Estação de arrefecimento – Ar condicionado – ƞ = 3,77 e Fpu = 2, 50 [kWhep/kWh]


(Eletricidade)

Eficiências sazonais:

• SCOP - 4,24

• SEER - 5.63

Eficiências nominais:

• COP – 4,00

• EER – 3,77

79
Capítulo 4

O equipamento previsto para instalação, é um sistema de ar condicionado da Daikin, modelo FNQ-25A +


RXS-25L3, com o rendimento acima referido, classe A - tanto para a estação de aquecimento como para
a estação de arrefecimento, a respetiva ficha técnica encontra-se em anexo VI.

É de salientar que atualmente deixaram de existir requisitos mínimos para as eficiências dos
equipamentos de climatização.

4.8.2 Equipamentos de AQS

No edifício de habitação em estudo, o equipamento de AQS previsto é um termoacumulador “ Vulcano


NaturaAqua ES GC 300”, que permite acupulação de um sistema de coletores solar, sendo caracterizado
pelo seu desempenho e eficiência energética, com recurso à tabela 76 do Despacho 6476-H/2021 é
calculada da seguinte forma:

𝐸𝐷𝐸𝐸 = 𝐸 ∗ 𝐹𝑎𝑔𝑒 (4.37)

EDEE = 0,90 * 1 = 0,90

Onde:

EDEE – Eficiência do sistema produtor para determinação da energia final;

E – Eficiência nominal do sistema produtor ou, no caso de sistema do tipo bomba de calor e quando
disponível , eficiência sazonal (E = 0,90);

Fage – Fator de depreciação devido à idade (Fage = 1).

Relativamente à eficiência hídrica dos chuveiros:

Feh – Fator de eficiência hídrica aplicável a chuveiros com certificação e rotulagem de eficiência hídrica da
responsabilidade de uma entidade independente reconhecida (feh = 1,00):

− Chuveiros com rotulo A ou superior feh = 0,90:

− Restantes casos feh = 1,00.

80
ESTUDO DE CASO – NOVA LEGISLAÇÃO

4.8.3 Energia renovável

No edifício em estudo, encontra-se previsto a instalação de um painel coletor solar térmico plano Baxi sol
259 de 2,50 m² de área de exposição solar, com uma produção de 2123,20 W (Eren), para auxiliar no
aquecimento de AQS e assim minimizar o consumo de energia gasto pelo equipamento de aquecimento
de água.

O indicador de energia primária renovável é calculado com recurso à seguinte equação:

𝐸𝑟𝑒𝑛,𝑝
∑𝑝
𝐴𝑝 ∗ 𝐹𝑝𝑢,𝑝
𝑅𝑒𝑛𝐻𝑎𝑏 = (4.38)
𝑓𝑎,𝑘 ∗ 𝑄𝑎
⁄𝐴
𝑝
∑𝑗 (∑𝑘 ) ∗ 𝐹𝑝𝑢,𝑗
𝜂𝑘

2123,20
∗ 2,5
154,60
𝑅𝑒𝑛𝐻𝑎𝑏 = = 0,43
4457,41
154,60
0,91 ∗ 2,5

Importa salientar que este indicador dá-nos uma real quantificação da energia produzida pelo sistema
implementado no edifício, neste caso, significa que a solução a implementar apenas vai produzir 43% de
energia renovável para consumo habitacional, a nova legislação impõe pelo menos 50%, pelo que se
optou pela colocação de um segundo painel.

4246,40
∗ 2,5
154,60
𝑅𝑒𝑛𝐻𝑎𝑏 = = 0,86
4457,41
154,60
0,91 ∗ 2,5

Verifica-se agora com dois painéis, a energia renovável produzida é agora de 86%, claramente superior a
50%.

Onde:

Fator de conversão de energia primária para emissões de CO2 – 0,17 kg co2/kWhEP;

RenHab – Indicador de energia primária renovável em edifícios de habitação;

Eren,p – Energia produzida a partir de fontes de energia renovável p destinada a autoconsumo nos usos
regulares do edifício [kWh/ano];

Ap – Área interior útil da pavimento [m2];

81
Capítulo 4

Fa,k – Parcela das necessidades de energia útil para preparação de AQS suprimidas pelo sistema k para a
fonte de energia j ;

Qa – Necessidades nominais anuais de energia útil para preparação de AQS [kWh/ano];

ηk – Eficiência do sistema k para a fonte de energia j, corresponde ao respetivo valor de EDEE, assumindo
o valor de 1, no caso dos sistemas de cogeração ou trigeração e de sistemas que recorram a fontes de
energia renovável, com exceção de sistemas de queima de biomassa sólida. Na ausência do isolamento
térmico na rede de distribuição de água quente para aquecimento ambiente ou para preparação de AQS
que assegure uma resistência térmica de, pelo menos, 0,25 (m2.ᵒC)/W, a eficiência dos respetivos sistemas
técnicos deve ser multiplicada por 0,9;

Fpu, j - Fator de conversão de energia final para a energia primária para a fonte de energia j, incluindo
renovável [kWhEP/kWh];

Fpu,p - Fator de conversão de energia final para energia primária para a fonte de energia renovável p
[kWhEP/kWh].

4.9 NECESSIDADES DE ENERGIA – VERIFICAÇÃO REGULAR

O edifício em estudo, com a aplicação da nova legislação, vai ter necessidades energéticas muito pouco
diferentes da análise com a legislação anterior. Todos os cálculos de necessidades energéticas para
aquecimento, arrefecimento e energia primária serão apresentados nos anexos.

Tabela 4.4 – Resumo das necessidades energéticas

Nic Ni Nvc Nv NTC NT RNT


Nic / Ni Nvc / Nv
[kWh/(m².ano)] [kWh/(m².ano)] [kWh/(m².ano)] [kWh/(m².ano)] [kWh/(m².ano)] [kWh/(m².ano)]
(NTC / NT)

129,62 102,91 1,25 5,62 11,28 0,49 126,22 164,02 0,77

A presente reabilitação é considerada como uma grande reabilitação de um edifício anterior a 1960, pois
é uma construção original e é dos finais do século XIX. Na legislação em vigor, as razões entre valores de
calculo e os valores máximos devem estar compreendidas nos valores constantes na tabela 2.2 - Capítulo
2 (página 17) .

82
ESTUDO DE CASO – NOVA LEGISLAÇÃO

Uma vez que o edifício em estudo é muito anterior a 1960, pelo que não se aplica qualquer limite aos dois
primeiros rácios. No caso do rácio RNT = 0,77 verificando-se a imposição legislativa de ≤ 1,50 , classificando
assim o edifício em estudo de classe B.

4.10 ANÁLISE COMPARATIVA DAS DUAS SOLUÇÕES ADOTADAS

Na tentativa de melhoria na reabilitação da construção em estudo, verifica-se que na legislação anterior,


todos os parâmetros verificavam excepto num dos envidraçados em que o fator solar era superior ao
máximo regulamentar. Com a aplicação da nova legislação a 01-07-2021, alguns dos novos valores dos
parâmetros regulamentares não eram verificados, pelo que houve a necessidade de propor algumas
alterações.

Nesse sentido houve a necessidade de melhoria da parede exterior em pedra de granito que com a
aplicação de uma sistema de ETICS, verificou-se uma melhoria substancial da inércia térmica da fração,
passando de fraca para média, e assim passou a verificar os parâmetros de Umáx da paredes exterior e o
fator solar de sombreamento nos envidraçados.

A ventilação do edifício, uma vez que não verificava na Legislação anterior, apenas as condutas de ar
previstas nas casas de banho e cozinha, tivemos que introduzir umas grelhas de ventilação nas caixilharias
dos envidraçados nos quartos e sala, para cumprir o valor da taxa de renovação de ar que passou a ser
de 0,50 h-1.

Na tentativa de otimização desta reabilitação, verifica-se que apenas se poderia mexer na espessura do
isolante das paredes de pedra e bloco térmico, ambas soluções com 6 cm de EPS e que respetivamente
teriam um Umáx de 0,39 e 0,35.

4.10.1 Desempenho térmico

No desempenho térmico do edifício, verifica-se que com a alteração da legislação, houve um ligeiro
aumento no rácio Nic/Ni passando de 1,24 para 1,25 para a estação de aquecimento, no entanto nota-se
uma notável melhoria na estação de arrefecimento onde se verifica no rácio Nvc/NV passando de 0,56 para
0,49, após as alterações propostas devidamente implementadas.

83
Capítulo 4

Tabela 4.5 – Quadro comparativo de necessidades nas estações de aquecimento e arrefecimento

Nic Ni Nvc Nv
Legislação Nic / Ni Nvc / Nv
[kWh/(m².ano)] [kWh/(m².ano)] [kWh/(m².ano)] [kWh/(m².ano)]

Anterior 01-07-2021 112,87 90,89 1,24 6,35 11,28 0,56

Posterior 01-07-2021 129,62 102,91 1,25 5,62 11,28 0,49

4.10.2 Desempenho energético

No Desempenho energético do edifício, verifica-se que que a energia produzida com base em fontes
renováveis mantém-se com uma produção anual de 2123,20 W, no entanto nota-se um ligeiro aumento
energético no rácio 0,75 para 0,77, após as alterações propostas devidamente implementadas.

Tabela 4.6 – Quadro comparativo de EREN, Ntc e Nt

Legislação EREN NTC NT NTC / NT

[W/ano] [kWh/(m².ano)] [kWh/(m².ano)]

Anterior 01-07-2021 116,65 155,49 0,75


2123,20
Posterior 01-07-2021 126,22 164,02 0,77

4.11 ANÁLISE ECONÓMICA

Para fazer face a estas novas alterações de exigências na nova legislação, teremos de contar com um
sobrecusto face ao orçamento inicial.

Apresenta-se, portanto, um valor aproximado desse custo:

• Aplicação de sistema ETICS ( 10 cm) em parede exterior:

160 m2 * 29,95 €/m2 = 4.792,00 €

• Aplicação de uma grelha de ventilação em cada vão de caixilharia:

20 un * 26,50 €/un = 530,00 €

84
ESTUDO DE CASO – NOVA LEGISLAÇÃO

• Preço de 2.º painel coletor solar :

1 un * 482,55 €/un = 482,55 €

Teremos um total:

4.792,00 € + 530,00 € + 482,55 € = 5.804,55 €

Apurado o sobrecusto para verificar o edifício segundo a nova legislação, vemo-nos na necessidade de
comparação entre solução construída e solução proposta que podem ser verificadas na seguinte figura
4.13:

Figura 4.13 – Quadro comparativo da solução construída com a solução proposta

Segundo a presente análise, verifica-se que o edifício para cumprir a nova legislação, na estação de
inverno, vai necessitar de mais 2589,55 kWh/ano para garantir uma temperatura interior de 18 ºC, por
outro lado na estação de arrefecimento, vamos ter um ganho energético de 112,86 kWh/ano.

Referentemente às necessidades energéticas AQS, teve-se que aplicar um segundo painel solar para
aquecimento das águas quentes sanitárias (AQS) , pois a nova legislação impõe que todas as novas e/ou
reabilitações sejam munidas com pelo menos 50% de energia renovável, assim sendo, obtivemos um
diferencial de 2123,20 kWh/ano, que teremos de recorrer ao termoacumulador para equilibrar essa
energia.

Em termos energéticos, vamos ter um aumento de consumo de energia de 353,49 kWh/ano que
convertido em face monetária será de 53,41 € de gasto a mais por ano.

A somar a tudo isto, temos o investimento das alterações da envolvente e painel coletor solar num total
de 5.804,55€.

85
CONSIDERAÇÕES FINAIS

5.1 CONCLUSÕES

Na presente dissertação, houve o cuidado de preservar o mais original possível do imóvel, devido a tratar-
se de uma habitação centenária e de acordo com o proprietário. Neste contexto, estabeleceu-se algumas
conclusões que serão tipificadas nos seguintes pontos:

• A nova legislação, define exigências mais restritivas na construção/reabilitação, de forma


a salvaguardar a necessidade energia tanto na estação de aquecimento com de
arrefecimento.

• Nas reabilitações, os edifícios anteriores a 1960 encontram-se isentos de verificar as


necessidades energéticas tanto na estação de aquecimento, como na estação de
arrefecimento.

• No caso em estudo, verificou-se a importância da otimização da espessura do material


isolante, relativamente às exigências legislativas, de forma a verificar/viabilizar o projeto.

• A ventilação é fundamental para propiciar uma correta utilização do espaço com o devido
conforto, equilibrar a devida taxa de renovação de ar em ambas estações e minimizar a
ocorrência de condensações.

• É necessário consciencializar que na reabilitação todas as soluções têm que ser racionais
e otimizadas pelo que um investimento inicial, reporta uma redução substancial nos
gastos mensais energéticos.

A sustentabilidade na construção tem muita importância, pois acarreta responsabilidade que nos afeta a
todos, reduzir a produção de RCD, desperdício de materiais, combustível e energia.

86
CONSIDERAÇÕES FINAIS

5.2 DESENVOLVIMENTOS FUTUROS

Presentemente encontramo-nos na intensão de cumprir com as metas assumidas para 2050 e reduzir
até 95% de emissão dos gases de efeito estufa.

Este desafio de grande ambição, leva a que a humanidade contrarie o que tem vindo a libertar até
então, mas como é característico face às evidencias, a Humanidade muda e vamos conseguir assegurar a
sustentabilidade do nosso planeta.

Estimulante é desenvolver a nossa atividade, com todas as condicionantes e respeitando a respetiva


legislação em vigor, verificar quais implicações face às definições dos materiais usados e soluções
construtivas, equipamentos usados e o impacte que tudo isso acarreta.

Futuramente, seria proveitoso considerar e ponderar os seguintes tópicos:

➢ Estará a reabilitação a ser devidamente encarada como uma forma de melhoria de desempenho
energético e consequentemente uma verdadeira diminuição dos consumos?

➢ Estará a ser devidamente aplicada a legislação às intervenções de reabilitação?

➢ Em todas as intervenções com o princípio de melhoria energética, será atingível o conceito de :

• Custo – benefício?

• Otimização de sistema construtivo isolante?

• Otimização de sistema energético renovável?

• Uso correto dos sistemas?

Certamente, estes conceitos serão devidamente elucidados de forma generalizada, na legislação.

Com uma correta definição, passamos todos a ter responsabilidade técnica, económica e de
sustentabilidade na construção civil.

87
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

− Adene. [Online] [Link]

− Artebel. [Online] [Link]

− Baxi. [Online] [Link] ;

− Daikin Airconditioning Portugal. [Online] [Link] ;

− Decreto-Lei n.º 101-D/2020. Diário da República, 1.ª série – N.º 237 – 07 de dezembro de 2020.
Pp 7-(21) a 7-(45);

− Decreto-Lei n.º 118/2013. Diário da República, 1.ª série – N.º 159 – 20 de agosto de 2013. Pp 4988
a 5005;

− Decreto-Lei n.º 64/2020. Diário da República, 1.ª série – N.º 177 – 10 de setembro de 2020. Pp 2
a 10;

− Decreto-Lei n.º 95/2019. Diário da República, 1.ª série – N.º 136 – 18 de julho de 2019. Pp 35 a
45;

− Despacho (extrato) n.º 15793-D/2013. Diário da República, 2.ª série – N.º 234 – 03 de dezembro
de 2013. Pp35088-(13);

− Despacho (extrato) 15793-I/2013. Diário da República, 2.ª série – N.º 234 – 03 de dezembro de
2013. Pp 35088-(41) a 35088-(54);

− Despacho (extrato) 15793-J/2013. Diário da República, 2.ª série – N.º 234 – 03 de dezembro de
2013. Pp 35088-(55) a 35088-(57);

− Despacho (extrato) 15793-K/2013. Diário da República, 2.ª série – N.º 234 – 03 de dezembro de
2013. Pp. 35088 – (58) a 35088-(87);

− Despacho n.º 6476-E/2021. Diário da República, 2.ª série (PARTE C) – N.º 126 – 01 de julho de
2021. Pp 330-(30) a 330-(32);

− Despacho n.º 6476-H/2021. Diário de República, 2.ª série (PARTE C) – N.º 126 – 01 de julho de
2021. Pp 330-(66) a 330-(316);

89
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

− DGEG – Direção Geral de Energia e Geologia. [Online] [Link]

− DGS. [Online] [Link]

− Gomes, João Pedro Coelho. Dissertação mestrado: Análise das alterações ao DL 118/2013
ocorridas a 01/01/2016 – Benefício Energético, Instituto Superior de Engenharia do Porto, 2016;

− LNEC, Carlos A. Pina dos Santos (Investigador principal, LNEC); Luís Matias (Assistente de
investigação, LNEC). ITE 50 – Coeficientes de Transmissão Térmica de Elementos da Envolvente
dos Edifícios, Lisboa: LNEC – Laboratório Nacional de Engenharia Civil, 2006;

− Maia, Eliana Sofia da Costa. Dissertação mestrado: Análise do desempenho térmico de soluções
construtivas na reabilitação de edifícios de habitação, Instituto Superior de Engenharia do Porto,
2018;

− Manual técnico para a Avaliação do Desempenho Energético dos Edifícios (SCE) (ADENE) , Direção-
Geral de Energia e Geologia. Pp 1 a 262;

− Observatório da Energia. [Online] [Link]


energia/post/8254/consumo-de-energia-eletrica-abril-2020/;

− Onduline. [Online] [Link]


ondutherm ;

− Portaria n.º 138-I/2021. Diário da República, 1.ª série – N.º 126 – 01 de julho de 2021. Pp 128-(12)
a 128-(53);

− Portaria n.º 208/2020. Diário da República, 1.ª série – N.º 170 – 01 de setembro de 2020. Pp 3 a
10;

− Portaria n.º 297/2019. Diário da República, 1.ª série – N.º 172 – 09 de setembro de 2019. Pp 198
a 202;

− Portaria n.º 303/2019. Diário da República, 1.ª série – N.º 175 – 12 de setembro de 2019. Pp 135
a 136;

− Portaria n.º 319/2016. Diário da República, 1.ª série – N.º 239 – 15 de dezembro de 2016. Pp 4723
a 4725;

− Portaria n.º 349-A/2013. Diário da República, 1.ª série – N.º 232 – 29 de novembro de 2013. Pp

6624-(13) a 6624-(17);

− Portaria n.º 98/2019. Diário da República, 1.ª série – N.º 65 – 02 de abril de 2019. Pp 1816 a 1818;

− Preceram. [Online] [Link]

90
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

− Secil. [Online] [Link] (Reabilita RJ 35, Hidrostop);

− Sosoares. [Online] [Link]

− Tafibra. [Online] [Link]

− Vulcano. [Online] [Link]


1098453-c/;

91
92
ANEXO I – ÁREAS E DIMENÇÕES

- Área útil de pavimento

Área
Compartimento
(m2)
Cozinha 17,0
wc 2,3
Sala 58,0
wc 6,3
Quarto 11,0
Escritório 6,0
wc 4,0
Quarto 16,0
Quarto 18,0
Escadas 3,8
Corredores 12,3
TOTAL 154,6

Área
Compartimentos
(m2)
Adega 72,0
Zona técnica 14,0

- Altura de pé direito

93
Pé direito = 3,14 m

- Envolvente interior

- Área por piso (m²) Área


(m2)
Piso 0 1,2*5,25+11+6+4+16+18+0,9+0,85*2,39+4+4,56*0,9 72,34

Piso 1 17+5,65+58 80,65

- Envolvente exterior

Área
Elementos orientação Compartimento Descrição
(m2)
N Cozinha 2,00*1,32+1,60*0,80 3,92
N Sala 2,00*4,00+2,00*1,06+1,12*1,06+2,00*1,00 13,31
N Quartos 1,91*1,11+1,10*4,56+1,10*1,16 8,41
N wc 1,10*0,60 0,66
S Cozinha 1,15*1,42 1,63
S wc 0,80*0,52 0,42
envidraçados
S Sala 0,80*0,52+1,10*0,60+0,20*0,54+1,00*0,80 1,98
S wc 0,40*1,20 0,48
W Cozinha 1,60*0,80 1,28
W Sala 2,00*3,00 6,00
W Quartos 1,20*0,85+1,10*1,61+1,10*1,28 4,20
TOTAL 42,29
N Quartos 3*0,20*0,20*2,50 0,30
pilares
S Quartos 3*0,20*0,20*2,50 0,30
L= 0,20 m
TOTAL 0,60
N Cozinha 5,85*1,66+3,39*2,28-(3,92) 13,52
parede exterior
N Sala 15,19*2,62-(13,31) 26,49

94
ANEXO I

N Quarto 5,22*2,96+11,25*2,58-(8,41)-0,30 35,77


W Cozinha 2,37*6,20-(1,28+6,20*1,50/2) 8,76
W Sala 6,20*3,20-(6,00+4,61*1,10/2) 11,30
W Quartos 1,61*2,35+5,47*3,00+5,47*1,25/2-(4,20) 19,41
S Cozinha 6,50*3,50-(1,63) 21,12
S wc + Sala 15,21*2,54-(0,42+1,98) 36,23
S Quartos 11,39*2,15/2-(0,48)-0,30 11,46
E Cozinha 6,82*1,02 6,96
TOTAL 191,03
N Cozinha 5,85*3,41/2 9,97
N wc + Sala 13,89*3,36 46,67
W Cozinha 6,20*3,55/2 11,01
W Sala 6,20*3,94/2 12,21
S Cozinha 6,07*3,41/2 10,35
cobertura
inclinada S wc + Sala 13,90*3,36 46,70
E Cozinha 7,06*3,55/2 12,53
N Quartos 12,50*2,90 36,25
S Quartos 12,50*2,90 36,25
TOTAL 221,95

95
ANEXO II – CARATERIZAÇÃO DAS SOLUÇÕES CONSTRUTIVAS

96
ANEXO II

Solução Construída Antiga Legislação Nova Legislação

Parede Exterior - Alvenaria de Granito

UMÁX ≤ 1,50 W/m2K

UMÁX ≤ 1,12 W/m2K Sem melhoria UMÁX ≤ 0,27 W/m2K

Parede Exterior – Betão Armado

UMÁX ≤ 1,50 W/m2K UMÁX ≤ 0,40 W/m2K

UMÁX ≤ 0,33 W/m2K


Sem melhoria Sem melhoria

Parede Exterior – Alvenaria de Bloco Térmico

UMÁX ≤ 1,50 W/m2K UMÁX ≤ 0,40 W/m2K

UMÁX ≤ 0,26 W/m2K Sem melhoria Sem melhoria

Cobertura – Painel Onduline

UMÁX ≤ 0,70 W/m2K UMÁX ≤ 0,35 W/m2K

UMÁX ≤ 0,32 W/m2K


Sem melhoria Sem melhoria

97
ANEXO II

Solução Construída Antiga Legislação Nova Legislação

Caixilharia

UMÁX ≤ 4,00 W/m2K UMÁX ≤ 2,40 W/m2K

Uwdn ≤ 1,23 W/m2K


Sem melhoria Sem melhoria

Pavimento Térreo

Sem requisito Sem requisito

Ubf ≤ 0,38 W/m2K Sem melhoria Sem melhoria

98
ANEXO III – RENOVAÇÃO DE AR

99
ANEXO III

o Antiga Legislação (Anterior a 01-07-2021)

Aplicação desenvolvida por:


Aplicação LNEC Armando Pinto.
apinto@[Link]
Ventilação REH e RECS Ferramenta de cálculo citada no
n.º3, do ponto 12.1, do despacho n.º 15793-K/2013.
Pinto, A. - Aplicação LNEC para Ventilação no âmbito do REH e RECS. Lisboa, LNEC, 2014. v2.0a, 2014-02-12
1. Enquadramento do edifício
Tipo de edifício Habitação_novo_ou_gra
Área útil (m2): 154,6
nde_reabilitação
Local (município) CASTELO DE PAIVA Pd (m): 3,14
Região A N.º de pisos da fração 2
Rugosidade II Velocidade vento Defeito REH
Altitude do local (m) 260 Vento (u10REH: 3,6) (m/s) 0,00
Número de fachadas expostas ao exterior (Nfach) 2 ou mais Vol (m3): 485
Existem edifícios/obstáculos à frente das fachadas? Sim Texterior (ºC) 8,1
Altura do edifício (Hedif) em m 6 Zref (m) 320

Altura da fração (HFA) em m 6 Aenv/Au: 27%

Altura do obstáculo situado em frente (H obs ) em m 5 Proteção do edifício: Protegido

Distância ao obstáculo situado em frente (D obs ) em m 3 Zona da fachada: Inferior


Caudal mínimo PES (m3/h) 300 Rph minimo PES (h-1) 0,62

2. Permeabilidade ao ar da envolvente
Foi medido valor n50 Não
Valor n50 medido (h-1) 1
Para cada Vão (janela/porta) ou grupo de vãos: Janelas
Área dos vãos (m2) 42,29
Classe de permeabilidade ao ar caix (janelas/portas) 3
Permeabilidade ao ar das caixas de estore Não tem

3 . Aberturas de admissão de ar na envolvente


Tem aberturas de admissão de ar na envolvente Sim
Tipo de abertura Fixa ou regulável Auto-regulável a 2 Pa Auto-regulável a 10 Pa Auto-regulável a 20 Pa
manualmente
Área livre das aberturas fixas (cm2) /
750 0 0 0
Caudal Nominal aberturas auto-reguláveis (m3/h)

4. Condutas de ventilação natural, condutas com exaustores/ventax que não obturam o escoamento de ar pela conduta
Condutas de ventilação natural sem obstruções significativas
(por exemplo,consideram-se obstruções significativas
exaustores com filtros que anulam escoamento de ar natural
para a conduta) Sim Não Não Não
Escoamento de ar Exaustão Exaustão Exaustão Exaustão
Perda de carga Média Baixa Média Média
Altura da conduta (m) 3 3 3 3
Cobertura Inclinada (>30º) Inclinada (>30º) Inclinada (>30º) Inclinada (>30º)
Número de condutas semelhantes 3 1 1 1

5. Exaustão ou insuflação por meios mecânicos de funcionamento prolongado


Existem meios mecânicos (excluindo exaustores ou ventax) Não
Escoamento de ar Exaustão Exaustão Exaustão Exaustão
Caudal nominal (m3/h) 242,722 0 0 0
Conhece Pressão total do ventilador e rendimento Não Não Não Não
Pressão total (Pa) 250 250 250 250
Rendimento total do ventilador(%) 30 30 50 50
Tem sistema de recuperação de calor Sim Não Não Não
Rendimento da recuperação de calor (%) 0 0 70 70

6 . Exaustão ou insuflação por meios híbridos de baixa pressão (< 20 Pa)


Existem meios híbridos Não
Escoamento de ar Exaustão Exaustão Exaustão Exaustão
Caudal nominal (m3/h) 242,722 0 0 0
Conhece Pressão total do ventilador e rendimento Sim Não Não Não
Pressão total (Pa) 15 15 15 15
Rendimento total do ventilador(%) 70 70 70 70

7. Verão - Recuperador de calor


Existe by-pass ao recuperador de calor no verão Sim

8. Resultados
8.1 - Balanço de Energia - Edifício ok
Rph,i (h-1) - Aquecimento 0,40 Situação de ventilação natural
bve,i (1-recuperação de calor) 100% Caudal de ventilação natural: Valor método prescritivo
Rph,v (h-1) - Arrefecimento 0,60
bve,v (1-recuperação de calor) 0%
Wvm (kWh) 0,0

8.2 - Balanço de Energia - Edifício de Referência


Rph,i REF (h-1) 0,40

8.3 - Caudal mínimo de ventilação


Rph estimada em condições nominais (h-1) 0,39 189 (m3/h)
Requisito minimo de ventilação (h-1) 0,40 194 (m3/h)
Não regulamentar Rph Não regulamentar Rph
Critério Rph minimo
min min Técnico:
Nota: No Cálculo de Rph min em edifícios novos e grandes reabilitações não é considerado o efeito de janelas
sem classificação, da classe 1 e 2 e a existência de caixas de estore. Data: 20/09/2021

100
ANEXO III

o Nova Legislação (Posterior a 01-07-2021 – com grelhas)

Aplicação desenvolvida por:


Aplicação LNEC Armando Pinto.
apinto@[Link]
Ventilação REH e RECS Ferramenta de cálculo citada no
n.º3, do ponto 12.1, do despacho n.º 15793-K/2013.
Pinto, A. - Aplicação LNEC para Ventilação no âmbito do REH e RECS. Lisboa, LNEC, 2014. v2.0a, 2014-02-12
1. Enquadramento do edifício
Tipo de edifício Habitação_novo_ou_gra
Área útil (m2): 154,6
nde_reabilitação
Local (município) CASTELO DE PAIVA Pd (m): 3,14
Região A N.º de pisos da fração 2
Rugosidade II Velocidade vento Defeito REH
Altitude do local (m) 260 Vento (u10REH: 3,6) (m/s) 0,00
Número de fachadas expostas ao exterior (Nfach) 2 ou mais Vol (m3): 485
Existem edifícios/obstáculos à frente das fachadas? Sim Texterior (ºC) 8,1
Altura do edifício (Hedif) em m 6 Zref (m) 320

Altura da fração (HFA) em m 6 Aenv/Au: 27%


Altura do obstáculo situado em frente (H obs ) em m 5 Proteção do edifício: Protegido

Distância ao obstáculo situado em frente (D obs ) em m 3 Zona da fachada: Inferior


Caudal mínimo PES (m3/h) 300 Rph minimo PES (h-1) 0,62

2. Permeabilidade ao ar da envolvente
Foi medido valor n50 Não
Valor n50 medido (h-1) 1
Para cada Vão (janela/porta) ou grupo de vãos: Janelas
Área dos vãos (m2) 42,29
Classe de permeabilidade ao ar caix (janelas/portas) 3
Permeabilidade ao ar das caixas de estore Não tem

3 . Aberturas de admissão de ar na envolvente


Tem aberturas de admissão de ar na envolvente Sim
Tipo de abertura Fixa ou regulável Auto-regulável a 2 Pa Auto-regulável a 10 Pa Auto-regulável a 20 Pa
manualmente
Área livre das aberturas fixas (cm2) /
0 485 0 0
Caudal Nominal aberturas auto-reguláveis (m3/h)

4. Condutas de ventilação natural, condutas com exaustores/ventax que não obturam o escoamento de ar pela conduta
Condutas de ventilação natural sem obstruções significativas
(por exemplo,consideram-se obstruções significativas
exaustores com filtros que anulam escoamento de ar natural
para a conduta) Sim Não Não Não
Escoamento de ar Exaustão Exaustão Exaustão Exaustão
Perda de carga Média Baixa Média Média
Altura da conduta (m) 3 3 3 3
Cobertura Inclinada (>30º) Inclinada (>30º) Inclinada (>30º) Inclinada (>30º)
Número de condutas semelhantes 3 1 1 1

5. Exaustão ou insuflação por meios mecânicos de funcionamento prolongado


Existem meios mecânicos (excluindo exaustores ou ventax) Não
Escoamento de ar Exaustão Exaustão Exaustão Exaustão
Caudal nominal (m3/h) 242,722 0 0 0
Conhece Pressão total do ventilador e rendimento Não Não Não Não
Pressão total (Pa) 250 250 250 250
Rendimento total do ventilador(%) 30 30 50 50
Tem sistema de recuperação de calor Sim Não Não Não
Rendimento da recuperação de calor (%) 0 0 70 70

6 . Exaustão ou insuflação por meios híbridos de baixa pressão (< 20 Pa)


Existem meios híbridos Não
Escoamento de ar Exaustão Exaustão Exaustão Exaustão
Caudal nominal (m3/h) 242,722 0 0 0
Conhece Pressão total do ventilador e rendimento Sim Não Não Não
Pressão total (Pa) 15 15 15 15
Rendimento total do ventilador(%) 70 70 70 70

7. Verão - Recuperador de calor


Existe by-pass ao recuperador de calor no verão Sim

8. Resultados
8.1 - Balanço de Energia - Edifício ok
Rph,i (h-1) - Aquecimento 0,50 Situação de ventilação natural
bve,i (1-recuperação de calor) 100% Caudal de ventilação natural: Valor método prescritivo
Rph,v (h-1) - Arrefecimento 0,60
bve,v (1-recuperação de calor) 0%
Wvm (kWh) 0,0

8.2 - Balanço de Energia - Edifício de Referência


Rph,i REF (h-1) 0,50

8.3 - Caudal mínimo de ventilação


Rph estimada em condições nominais (h-1) 0,50 243 (m3/h)
Requisito minimo de ventilação (h-1) 0,40 194 (m3/h)
Critério Rph minimo Satisfatório Satisfatório Técnico:
Nota: No Cálculo de Rph min em edifícios novos e grandes reabilitações não é considerado o efeito de janelas
sem classificação, da classe 1 e 2 e a existência de caixas de estore. Data: 20/09/2021

101
ANEXO IV – FOLHAS DE CALCULO

102
ANEXO IV

o Antiga Legislação (Anterior a 01-07-2021)

DADOS CLIMÁTICOS

Localização: Castelo de Paiva Altitude 260 m

Zona climática: Inverno I2 Verão V2

Zref: 320 m

Dados climáticos de inverno

Mref 6,7 meses a 0 M 6,7 meses

Gdref 1570 º[Link] a 1,6 GD 1474 º[Link]

Gsul 135 kWh/m 2/mês

Dados climáticos de verão

text,v ref 21,4 ºC a -0,003 text,v 21,6 ºC

Isol kWh/m2
N 220 NE 350 E 490 SE 490 S 425

SW 490 W 490 NW 350 HOR 785

103
ANEXO IV

Calculo dos envidraçados

Envidraçado - Uw

Área de Perímetro de Área de U


U caixilharia L Ψ Uw
Envidraçados caixilho caixilho vidro vidro
(m2) (m) [W/(m2.ºC)] (m2) [W/(m2.ºC)] Perímetro (m) [W/(m.ºC)] [W/(m2.ºC)]

ve001 2,12 6,04 1,20 1,55 1,10 5,23 0,11 1,31


ve002 1,02 4,10 1,20 0,63 1,10 3,24 0,11 1,38
ve003 0,66 3,40 1,20 0,36 1,10 2,61 0,11 1,45
ve004 5,02 11,32 1,20 3,89 1,10 12,23 0,11 1,31
ve005 3,05 7,74 1,20 2,38 1,10 8,75 0,11 1,33
ve006 1,41 4,76 1,20 0,98 1,10 3,97 0,11 1,34
ve007 0,48 3,20 1,20 0,13 1,10 1,65 0,11 1,48
ve102 2,64 6,64 1,20 2,07 1,10 5,94 0,11 1,29
ve103 1,28 4,80 1,20 2,00 1,10 4,00 0,11 1,27
ve104 8,00 12,00 1,20 6,94 1,10 14,90 0,11 1,26
ve105 2,12 6,12 1,20 2,12 1,10 6,12 0,11 1,31
ve106 1,19 4,36 1,20 0,79 1,10 3,56 0,11 1,36
ve107 8,00 12,00 1,20 6,80 1,10 24,12 0,11 1,33
ve108 0,80 3,60 1,20 0,63 1,10 3,20 0,11 1,40
ve109 0,11 1,48 1,20 0,11 1,10 1,48 0,11 1,90
ve110 0,66 3,40 1,20 0,36 1,10 2,60 0,11 1,45
ve111 0,42 2,64 1,20 0,19 1,10 1,84 0,11 1,50
ve112 0,42 2,64 1,20 0,19 1,10 1,84 0,11 1,50
ve113 1,63 5,14 1,20 1,39 1,10 4,74 0,11 1,33
ve114 1,28 4,80 1,20 2,00 1,10 4,00 0,11 1,27
110,18
Envidraçado com portada interior (MDF - 2,50 cm)
Dia - Uw= 1,39 [W/(m².ºC)]
Noite - Uw+Portada= Uwn Rt= (1/1,33)+(0,025/0,18)= 0,89
Uwn= 1,12 [W/(m².ºC)]

Uwdn= (Uw+Uwn)/2= 1,23 [W/(m².ºC)]

104
ANEXO IV

Perdas associadas à Envolvente Exterior e em Contacto com o Solo

Área U U.A
Paredes Exteriores
(m2) (W/(m2.ºC)) (W/ºC)
Cozinha (N) 13,52 1,12 15,14
Sala (N) 26,49 1,12 29,67
Quarto (N) 35,77 1,12 40,06
Cozinha (W) 8,76 1,12 9,82
Sala (W) 11,30 1,12 12,66
Quartos (W) 19,41 0,33 6,41
Cozinha (S) 21,12 1,12 23,65
Wc + Sala (S) 36,23 1,12 40,58
Quartos (S) 11,46 0,33 3,78
Cozinha (E) 6,96 1,12 7,79
Pilares (N) 0,30 0,33 0,10
Pilares (S) 0,30 0,33 0,10
191,63 TOTAL 189,76

Área U U.A
Coberturas Exteriores
(m2) (W/(m2.ºC)) (W/ºC)
Cobertura total inclinada 221,95 0,32 71,02
221,95 TOTAL 71,02

Área U U.A
Vãos envidraçados exteriores
(m2) (W/(m2.ºC)) (W/ºC)
Cozinha (N) 3,92 1,23 4,82
Sala (N) 13,31 1,23 16,37
Quartos (N) 8,41 1,23 10,35
wc (N) 0,66 1,23 0,81
Cozinha (S) 1,63 1,23 2,01
wc (S) 0,42 1,23 0,51
Sala (S) 1,98 1,23 2,44
wc (S) 0,48 1,23 0,59
Cozinha (W) 1,28 1,23 1,57
Sala (W) 6,00 1,23 7,38
Quartos (W) 4,20 1,23 5,16
42,29 TOTAL 52,02

Pontes térmicas lineares Comp. ψ ψ.B


Ligações entre: B (m) (W/m.ºC) (W/ºC)
Fachada com os pavimentos térreos (Iso. Ext.) 26,96 0,70 18,87
Fachada com os pavimentos térreos (Iso. Int.) 40,59 0,80 32,47
Fachada com pavimentos intermédios 14,73 0,60 8,84
Fachada com cobertura inclinada (Iso. Ext.) 26,96 0,80 21,57
Fachada com cobertura inclinada (Iso. Int.) 49,63 1,00 49,63
Duas paredes verticais (Iso. Ext.) 11,04 0,40 4,42
Duas paredes verticais (Iso. Int.) 40,95 0,10 4,10
Fachada com caixilharia 110,18 0,25 27,55
321,04 TOTAL 167,44

Hext- Coeficiente de transferência de calor pela envolvente exterior


da Fracção Autónoma (W/ºC) TOTAL 480,24

Paredes Enterradas Z P Área Ubw Ubw.A


(m) (m) (m2) (W/m2.ºC) (W/ºC)
Cozinha (E) 1,95 5,65 11,02 0,59 6,47
Quartos (E) 2,57 4,82 12,39 0,51 6,34
23,40 TOTAL 12,81

Pavimentos Enterrados Área Ubf Ubf.A


Incluir os pavimentos em contacto com o solo que 2 2
(m ) (W/m .ºC) (W/ºC) p
estão enterrados (profundidade z> 0).
Cozinha 17,00 0,72 12,16 20,71
Wc 12,60 0,72 9,01 27,26
Sala 58,00 0,69 40,19 35,98
Quartos + escritório 49,00 0,72 35,04 54,94
136,60 TOTAL 96,39

Hecs - Coeficiente de transferência de calor pela envolvente em contacto com o solo


da Fracção Autónoma (W/ºC) TOTAL 109,21

105
ANEXO IV

Calculo da Inércia Térmica

Inercia Térmica - It

Msi Si Msi x Si x ri
Elemento da Construção ri
(kg/m²) (m²) (kg)
. Elementos El1
Paredes da envolvente (antiga) 0,00 0,00 160,15 0,00
Paredes da envolvente (nova) 150,00 1,00 30,88 4632,00
Pilares (nova) 150,00 1,00 0,60 90,00
Cobertura inclinada 0,00 0,00 221,95 0,00
. Elementos El2
Paredes enterradas 0,00 0,00 23,40 0,00
Pavimento térreos 0,00 0,00 136,50 0,00
. Elementos El3
Pavimento interiores 300,00 0,50 27,78 4167,00
Paredes interiores de pedra 300,00 1,00 18,27 5481,48
Paredes interiores de betão 300,00 1,00 3,87 1161,60
Paredes interiores de alvenaria 150,00 1,00 44,40 6660,00
Total 22192,08

Área útil de pavimento, Ap 154,64
=
Massa superfícial útil por m² de Ap, It 143,50

Inércia Térmica Fraca

106
ANEXO IV

Perdas associadas à Envolvente para ENU

Paredes em contacto com espaços Área U btr btr.U.A


2 2
não-úteis (m ) (W/m .ºC) (-) (W/ºC)

0 TOTAL 0,00

Pavimentos sobre espaços não-úteis Área U btr btr.U.A


2 2
(m ) (W/m .ºC) (-) (W/ºC)

0 TOTAL 0,00

Coberturas Interiores Área U btr btr.U.A


2 2
(tectos sob espaços não-úteis) (m ) (W/m .ºC) (-) (W/ºC)

0 TOTAL 0,00

Vãos envidraçados em contacto Área U btr btr.U.A


2
com espaços não-úteis (m2) (W/m .ºC) (-) (W/ºC)

0 TOTAL 0,00

Pontes térmicas lineares Comp. ψ btr btr.ψ.B


(apenas para paredes de separação para B (m) (W/m.ºC) (-) (W/ºC)
espaços não-úteis com btr>0,7)

0 TOTAL 0,00

Henu - Coeficiente de transferência de calor para ENU


da Fracção Autónoma (W/ºC) TOTAL 0,00

Perdas associadas à Envolvente para edifícios adjacentes

Paredes em contacto com edifícios adjac. Área U btr btr.U.A


2 2
(m ) (W/m .ºC) (-) (W/ºC)

0 TOTAL 0,00

Hadj - Coeficiente de transferência de calor para ENU


da Fracção Autónoma (W/ºC) TOTAL 0,00

107
ANEXO IV

Perdas associadas à Renovação de Ar

Área Útil de Pavimento 154,60 (m 2)


x
Pé-direito médio 3,14 (m)
=
Volume interior (V) 485,44 (m 3)

Volume 485,44
x
Taxa de Renovação Nominal 0,39 Ver folha do LNEC
x
Recuperador de calor? Sim - bve= 0 1,00 (1-bve)
x
0,34
Hve- Coeficiente de transferência de calor por ventilação =
da Fracção Autónoma TOTAL 64,37 (W/ºC)

108
ANEXO IV

Ganhos Úteis na Estação de Aquecimento (Inverno)

Ganhos Solares:
Factor de Factor de Fracção Factor de Área
Designação do vão Tipo (S-simples Área A Factor Solar
Orientação orientação Obstrução Fs (-) Envidraçada Sel. Angular Efectiva
envidraçado ou D-duplo) (m²) do vidro g (-)
X (-) [Link] Fg (-) Fw (-) Ae (m²)
N ve001 D 2,12 0,27 0,35 1,00 0,70 0,90 0,13
W ve002 D 1,02 0,56 0,35 0,76 0,70 0,90 0,10
N ve003 D 0,66 0,27 0,35 1,00 0,70 0,90 0,04
N ve004 D 5,02 0,27 0,35 1,00 0,70 0,90 0,30
N ve005 D 1,28 0,27 0,35 1,00 0,70 0,90 0,08
W ve005 D 1,77 0,56 0,35 0,76 0,70 0,90 0,17
W ve006 D 1,41 0,56 0,35 0,76 0,70 0,90 0,13
S ve007 D 0,48 1,00 0,35 0,81 0,70 0,90 0,09
N ve102 D 2,64 0,27 0,35 1,00 0,70 0,90 0,16
N ve103 D 1,28 0,27 0,35 1,00 0,70 0,90 0,08
N ve104 D 8,00 0,27 0,35 1,00 0,70 0,90 0,48
N ve105 D 2,12 0,27 0,35 1,00 0,70 0,90 0,13
N ve106 D 1,19 0,27 0,35 1,00 0,70 0,90 0,07
N ve107 D 2,00 0,27 0,35 1,00 0,70 0,90 0,12
W ve107 D 6,00 0,56 0,35 0,76 0,70 0,90 0,56
S ve108 D 0,80 1,00 0,35 0,81 0,70 0,90 0,14
S ve109 D 0,11 1,00 0,35 0,81 0,70 0,90 0,02
S ve110 D 0,66 1,00 0,35 0,81 0,70 0,90 0,12
S ve111 D 0,42 1,00 0,35 0,81 0,70 0,90 0,07
S ve112 D 0,42 1,00 0,35 0,81 0,70 0,90 0,07
S ve113 D 1,63 1,00 0,35 0,81 0,70 0,90 0,29
W ve114 D 1,28 0,56 0,35 0,76 0,70 0,90 0,12
42,29
Área efectiva total equivalente na orientação Sul (m 2) 3,44
x
Radiação incidente num envidraçado a Sul (Gsul)
na zona I2 do Quadro III. 8 (Anexo III) - (kWh/m 2.mês) 135
x
Duração da estação de aquecimento - do Quadro III.1 (meses) 6,7
=
Gsol -Ganhos Solares Brutos (kWh/ano) 3114,51

Ganhos Internos

Ganhos internos médios 4 (W/m 2)


x
Duração da Estação de Aquecimento M 6,7 (meses)
x
Área Útil de pavimento 154,60 (m 2)
x
0,72
=
Gint - Ganhos Internos Brutos 2983,16 (kWh/ano)

Ganhos Úteis Totais:

Ganhos Solares Brutos + Ganhos Internos Brutos 6097,67


γ=
Necessidades Brutas de Aquecimento 23129,38

Inércia do edifício: Fraca a= 1,80 γ= 0,26


(In. Fraca=1,8; In. Média=2,6; In. Forte=4,2)
Factor de Utilização dos Ganhos Térmicos (η) 0,932
x
Ganhos Solares Brutos + Ganhos Internos Brutos 6097,67
=
Ganhos Úteis Totais (kWh/ano) 5680,25

Cálculo intermédio: Fraca a= 1,8


Média a= 2,6
Se γ = 1 η= 0,64 Forte a= 4,2
Se γ>0 e γ≠ 1 η= 0,93
Se γ<0 η= 0,26

109
ANEXO IV

Valor Máximo das Necessidades de Aquecimento (Ni)

Perdas por tranmissão pela envolvente exterior e ECS

Uref A Uref.A
(W/m2.ºC) m2 (W/ºC)
Paredes exteriores 0,40 203,00 81,20
Coberturas exteriores 0,35 221,95 77,68
Pavimentos exteriores 0,00 0,00
Envidraçados exteriores Aenv > 0,2*Ap 2,40 30,92 74,21
42,2913 30,92 0,00 0,00

Paredes Enterrada ECS 0,50 23,40 11,70


Pavimento Enterrado ECS 0,50 136,60 68,30
Pavimento Térreo ECS 0,00 0,00
TOTAL 313,09

Yref B Yref.B
Pontes térmicas lineares (W/m.ºC) (m) (W/ºC)
Restantes 0,50 158,87 79,44
Parede exterior/parede exterior 0,40 51,99 20,80
Parede exterior/caixilharia 0,20 110,18 22,04
TOTAL 321,04 122,27
(Hexts + Hecs)ref- Coeficiente de transferência de calor para EXT e ECS
da Fracção Autónoma (W/ºC) TOTAL 435,36

Perdas por transmissão pela envolvente interior


Área Uref btr btr.U.A
Paredes (m 2) (W/m 2.ºC) (-) (W/ºC)
0,00
0,00 TOTAL 0,00
Paredes para Edifícios Adjacentes
0,00
0,00 TOTAL 0,00
Pavimentos sobre espaços não-úteis
0,00
0 TOTAL 0,00
Coberturas Interiores
0,00
0 TOTAL 0,00
Vãos envidraçados em contacto com ENU
0,00
0 TOTAL 0,00

Pontes térmicas Comp. ψref btr btr.ψ.B


(paredes para ENU com btr>0,7) B (m) (W/m.ºC) (-) (W/ºC)
0,00
0 TOTAL 0,00

(Henu+Hadj )ref- Coeficiente de transferência de calor para ENU e edifícios adjacentes


da Fracção Autónoma (W/ºC) TOTAL 0,00

0.34*V*Rp
Perdas por renovação de ar Rph,i Req. Rph,i ref V
h,iref
Hvent = 0,39 ≤0,6 0,60 485,44 64,37

Graus-dias no local (º[Link]) 1474

Qtr,i,ref 0,024 x GD x Htr,[Link] 15401,30

Qve,i,ref 0,024 x GD x Hve,i,ref 2277,15

Qint 0,72 x 4 x M x Ap 2983,16

Gsol,ref Gsulx0.146x0.15*Ap*M 3062,40

Qgu,i,ref niref= 0,6 niref (Qint + Qsol) 3627,34

Nec. Nom. de Aquec. Máximas - Ni (kWh/[Link]) 90,89

110
ANEXO IV

Cálculo do Indicador Nic

Perdas térmicas associadas a: (W/ºC)


Hext 480,24
Hecs 109,21
Henu 0,00
Hadj 0,00
=
Htr -Coeficiente Global de Perdas por transmissão(W/ºC) 589,45
+
Hve- Coeficiente de transferência de calor por ventilação 64,37
=
H - Coeficiente global de perdas 653,82
x
Graus-dias no Local (º[Link]) 1474,00
x
0,024
=
Necessidades Brutas de Aquecimento (kWh/ano) 23129,38
-
Ganhos Totais Úteis (kWh/ano) 5680,25
=
Necessidades de Aquecimento (kWh/ano) 17449,13
/
Área Útil de Pavimento (m²) 154,60
=
2
Nec. Nominais de Aquecimento - Nic (kWh/(m .ano)) 112,87

Nec. Nominais de Aquec. Máximas - Ni (kWh/(m².ano)) 90,89

Não verifica K.O.

Nic/Ni = 124,18%

111
ANEXO IV

Perdas - transmissão + ventilação

Perdas associadas às paredes exteriores (U.A) 189,76 (W/ºC)


+
Perdas associadas aos pavimentos exteriores (U.A) 0,00 (W/ºC)
+
Perdas associadas às coberturas exteriores (U.A) 71,02 (W/ºC)
+
Perdas associadas aos envidraçados exteriores (U.A) 52,02 (W/ºC)
+
Perdas térmicas lineares associadas à parede ext (Y,B) 167,44 (W/ºC)

Hext- Coeficiente de transferência de calor pela envolvente exterior


da Fracção Autónoma TOTAL 480,24 (W/ºC)

Hecs- Coeficiente de transferência de calor pela envolvente ECS


da Fracção Autónoma TOTAL 109,21 (W/ºC)

Perdas associadas às paredes para ENU ([Link]) 0,00 (W/ºC)


+
Perdas associadas aos pavimentos para ENU ([Link]) 0,00 (W/ºC)
+
Perdas associadas às coberturas para ENU ([Link]) 0,00 (W/ºC)
+
Perdas associadas aos envidraçados para ENU ([Link]) 0,00 (W/ºC)
+
Perdas térmicas lineares associadas à parede para ENU(Y,[Link]) 0,00 (W/ºC)

Henu- Coeficiente de transferência de calor pela envolvente interior


da Fracção Autónoma TOTAL 0,00 (W/ºC)

H - Coeficiente global de perdas por transmissão da FA TOTAL 589,44 (W/ºC)

Hve - Coeficiente de perdas por ventilação da FA TOTAL 99,03 (W/ºC)

Perdas especificas totais 688,47 (W/ºC)

Temperatura interior de referência 25,00 (ºC)


-
Temperatura média do ar exterior na estação de arrefecimento 21,6 (ºC)
(Quadro III.9) =
Diferença de temperatura interior-exterior 3,4
x
Perdas especificas totais 688,47 (W/ºC)
x
2,928
=
Perdas térmicas totais 6894,20 (kWh)

112
ANEXO IV

Ganhos Solares pela Envolvente Opaca exterior


POR ORIENTAÇÃO E HORIZONTAL (inclui paredes e cobertura )

Designação Parede - N Parede - N Pilares - N Parede - W Parede - W Parede - S Parede - S Pilares - S Parede - E Cobertura
Orientação N N N W W S S S E H
Área, A (m 2) 40,01 35,77 0,30 20,07 19,41 57,35 11,46 0,30 6,96 221,95
x x x x x x x x x x
U (W/m 2ºC) 1,12 0,33 0,33 1,12 0,33 1,12 0,33 0,33 1,12 0,35
x x x x x x x x x x
Coeficiente de absorção, α 0,4 0,4 0,4 0,4 0,4 0,4 0,4 0,4 0,4 0,4
x x x x x x x x x x
factor F - fachadas ou cob. Vent. 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1
x x x x x x x x x x
Ir (kWh/m 2) 220 220 220 490 490 425 425 425 490 785
x x x x x x x x x x
Rse(m 2.ºC/W) 0,04 0,04 0,04 0,04 0,04 0,04 0,04 0,04 0,04 0,04
x x x x x x x x x x
Factor de sombreamento - opcional 1,0 1,0 1,0 1,0 1,0 1,0 1,0 1,0 1,0 1,0
= = = = = = = = = =
G. Sol. Envolvente Opaca Ex. 157,73 41,55 0,35 176,22 50,22 436,80 25,73 0,67 61,08 975,69 950,35

113
ANEXO IV

Ganhos Solares pelos Envidraçados Exteriores

POR ORIENTAÇÃO E HORIZONTAL

Designação do envidraçado Janelas a Norte Janelas a Sul Janelas a Poente

Tipo de Vidro (D-duplo S-simples) D D D

Orientação N S W

Área, A (m 2) 26,30 4,51 11,48

Fracção envidraçada, Fg 0,70 0,70 0,70

Fator de seletividade angular Fw,v 0,80 0,75 0,85

Fração de tempo proteções móveis ativas Fm,v 0,00 0,60 0,70

FS global prot. Móveis e permanentes gt 0,07 0,07 0,07

FS global prot. permanentes gtp 0,35 0,35 0,35

Fator Solar de verão gv 0,28 0,15 0,14

Área Efetiva As,v 5,15 0,46 1,11


x x x
Factor de obstrução, Fs 0,90 0,81 0,76
x x x
Int. de rad. solar na estação de arrefec.(kWh/m 2) 220 490 490
= = =
Ganhos Solares pelos Vãos Envidraçados Exteriores 1020,62 184,32 413,69

Ganhos Solares pelos Envidraçados Interiores

Designação do envidraçado

Tipo de Vidro (D-duplo S-simples)

Orientação

Área, A (m 2)

Fracção envidraçada, Fg

Fator de seletividade angular Fw,v

gv, int

gv ENU

Factor solar do vão envidraçado =(gv) int.(gv) enu


x x x
Área Efetiva As,v 0 0 0

Factor de obstrução, Fs
x x x
Int. de rad. solar na estação de arrefec.(kWh/m 2)

TOTAL
Ganhos Solares pelos Vãos Envidraçados Exteriores 0,00 0,00 0,00 0,00 (KWh)

Ganhos Solares pelos Vãos Envidraçados Exteriores + envidraçados interiores = 1618,63

114
ANEXO IV

Ganhos Internos

Ganhos Internos médios (W/m 2) 4

Área Útil de Pavimento (m 2) 154,6

2,928

Ganhos internos Totais 1810,68 (KWh)

Ganhos Totais na estação de arrefecimento

Ganhos Solares pelos Vãos Envidraçados 1618,63 (KWh)

Ganhos Solares pela Envolvente Opaca Exterior 950,35 (KWh)

Ganhos internos 1810,68 (KWh)

Ganhos Térmicos Totais 4379,65 (KWh)

115
ANEXO IV

Valor das Necessidades Nominais de Arrefecimento (Nvc)

Ganhos Térmicos Totais 4379,65 (kWh)

/
Δθ = (25-θext,v) = 3,42
Perdas Térmicas Totais 6894,20 (kWh)
Δθ > 1 ηref = 0.52+0.22*ln(Δq) = 0,791
=
0 < Δθ ≤ 1 ηref = 0,450
γ = Ganhos/Perdas γ= 0,635
Δθ ≤ 0 ηref = 0,300
Inércia do edifício Fraca
(In. Fraca=1,8; In. Média=2,6; In. Forte=4,2)
a= 1,8

1 1

- -

Factor de utilização dos ganhos, η 0,776 Factor de utilização dos ganhos, ηref 0,791

= =

0,224 0,209

x x

Ganhos Térmicos Totais 4379,65 (kWh) Ganhos Térmicos Totais de ref 8325,52 (kWh)
(qint x 2.928 + 0.43 x 0.2 x Isol,ref) x Ap
= =

Necessidades Brutas de Arrefecimento 981,39 (kWh/ano) Necessidades Brutas de Arrefecimento 1744,02 (kWh/ano)

/ /

Área Útil de Pavimento (m 2) 154,60 Área Útil de Pavimento (m 2) 154,60

= =

Necessidades Nominais de Arrefecimento - Nvc 6,35 (kWh/(m [Link])) Necessidades Nominais de Arref. Máximas - Nv 11,28 (kWh/(m [Link]))

Necessidades Nominais de Arref. Máximas - Nv 11,28 (kWh/(m [Link]))

Verifica O.K.

Nvc/Nv (%) = 56,27

116
ANEXO IV

Cálculo das necessidades de energia para preparação de água quente sanitária

Nº de ocupantes 5

Consumo médio diário de referência de AQS (MAQS) 300,00


(edifícios residenciais - 40 litros/ocupante)

Aumento de temperatura necessário (ΔT) 35


(considerar igual a 35ºC)

Número anual de dias de consumo (nd ) 365

Energia despendida com sistemas convencionais (Qa) 4457,41 (kW.h/ano)

Fator de eficiência Hídrica (feh)


Chuveiro A+ ou Superior 0,9
Outros 1

Equipamentos existentes fração


Ar Condicionado split com permuta ar-ar Eletricidade 2,5 Eficiência 4,00
Sistema para
Nominal
aquecimento
ηi

Ar Condicionado split com permuta ar-ar Eletricidade 2,5 Eficiência 3,77


Sistema para
FPU Nominal
arrefecimento
(eletricidade=2,5 ηv
Fonte de Energia
;
Termoacumulador elétrico, Volume 300 litros, eficiência 0,93 Eletricidade outras=1) 2,5 Eficiência 0,91
Sistema para AQS Nominal
ηa

Sistema com recurso Sistema solar térmico para AQS Solar 1


a energia renovável

Equipamentos de Referência
Sistema para
Sistemas por defeito eletricidade 2,5 3,41
aquecimento
Sistema para
Sistemas por defeito Fonte de energia eletricidade FPU 2,5 η 3,01
arrefecimento

Sistema para AQS Sistemas por defeito eletricidade 2,5 0,91

Ntc Nt
Nic= 112,87 Fpu= 2,5 4,00 Ni= 90,89 Fpu= 2,50 n= 3,41
0 η= 0,00
0 0,00
Nvc= 6,35 Fpu= 2,5 3,77 Nv= 11,28 Fpu= 2,50 n= 3,01
η=
0 0,00
52% Qa= 4457,41 Fpu= 2,5 0,91 Qa= 4457,41 Fpu= 2,50 n= 0,91
η=
0 0,00
Wvm= 0 Fpu= 2,5 1,00
η=
Se η > ηref δ= 0
48% Eren= 2123,20 Fpu= 1
Se η ≤ ηref δ= 1

0,78 ≤ 0,79 δ= 1

Ntc= [Link]/n + [Link]/n + Qa/[Link]/n.%sist + Qa/Ap.1.%solar + Wvm/Ap*Fpu - [Link]/Ap

Ntc = 70,54 + 4,21 + 41,48 + 13,73 + 0,00 - 13,73 = 116,23

Nt= [Link]/n + [Link]/n + Qa/[Link]/n

Nt = 66,63 + 9,37 + 79,21 = 155,21


62,4407593

RNT = Ntc / Nt = 0,749 = 74,9%

Classe Energética B

117
ANEXO IV

o Nova Legislação (Posterior a 01-07-2021 – com as referidas alterações)

Pontes térmicas lineares Comp. ψ ψ.B


Ligações entre: B (m) (W/m.ºC) (W/ºC)
Fachada com os pavimentos térreos (Iso. Ext.) 71,95 0,70 50,37
Fachada com os pavimentos térreos (Iso. Int.) 40,59 0,80 32,47
Fachada com pavimentos intermédios 14,73 0,60 8,84
Fachada com cobertura inclinada (Iso. Ext.) 71,95 0,80 57,56
Fachada com cobertura inclinada (Iso. Int.) 49,63 1,00 49,63
Duas paredes verticais (Iso. Ext.) 29,90 0,40 11,96
Duas paredes verticais (Iso. Int.) 40,95 0,10 4,10
Fachada com caixilharia 110,18 0,25 27,55
429,88 TOTAL 242,47

Hext- Coeficiente de transferência de calor pela envolvente exterior


da Fracção Autónoma (W/ºC) TOTAL 555,27

118
ANEXO IV

Calculo da Inércia Térmica

Inercia Térmica - It

Msi Si Msi x Si x ri
Elemento da Construção ri
(kg/m²) (m²) (kg)
. Elementos El1
Paredes da envolvente (antiga) 150,00 1,00 160,15 24022,50
Paredes da envolvente (nova) 150,00 1,00 30,88 4632,00
Pilares (nova) 150,00 1,00 0,60 90,00
Cobertura inclinada 0,00 0,00 221,95 0,00
. Elementos El2
Paredes enterradas 0,00 0,00 23,40 0,00
Pavimento térreos 0,00 0,00 136,50 0,00
. Elementos El3
Pavimento interiores 300,00 0,50 27,78 4167,00
Paredes interiores de pedra 300,00 1,00 18,27 5481,48
Paredes interiores de betão 300,00 1,00 3,87 1161,60
Paredes interiores de alvenaria 150,00 1,00 44,40 6660,00
Total 46214,58

Área útil de pavimento, Ap 154,64
=
Massa superfícial útil por m² de Ap, It 298,84

Inércia Térmica Média

119
ANEXO IV

120
ANEXO IV

Valor Máximo das Necessidades de Aquecimento (Ni)

Perdas por tranmissão pela envolvente exterior e ECS

Uref A Uref.A
(W/m2.ºC) m2 (W/ºC)
Paredes exteriores 0,40 203,00 81,20
Coberturas exteriores 0,35 221,95 77,68
Pavimentos exteriores 0,00 0,00
Envidraçados exteriores Aenv > 0,2*Ap 2,40 30,92 74,21
42,2913 30,92 0,00 0,00

Paredes Enterrada ECS 0,50 23,40 11,70


Pavimento Enterrado ECS 0,50 136,60 68,30
Pavimento Térreo ECS 0,00 0,00
TOTAL 313,09

Yref B Yref.B
Pontes térmicas lineares (W/m.ºC) (m) (W/ºC)
Restantes 0,50 248,85 124,43
Parede exterior/parede exterior 0,40 70,85 28,34
Parede exterior/caixilharia 0,20 110,18 22,04
TOTAL 429,88 174,80
(Hexts + Hecs)ref- Coeficiente de transferência de calor para EXT e ECS
da Fracção Autónoma (W/ºC) TOTAL 487,89

Perdas por transmissão pela envolvente interior


Área Uref btr btr.U.A
Paredes (m 2) (W/m 2.ºC) (-) (W/ºC)
0,00
0,00 TOTAL 0,00
Paredes para Edifícios Adjacentes
0,00
0,00 TOTAL 0,00
Pavimentos sobre espaços não-úteis
0,00
0 TOTAL 0,00
Coberturas Interiores
0,00
0 TOTAL 0,00
Vãos envidraçados em contacto com ENU
0,00
0 TOTAL 0,00

Pontes térmicas Comp. ψref btr btr.ψ.B


(paredes para ENU com btr>0,7) B (m) (W/m.ºC) (-) (W/ºC)
0,00
0 TOTAL 0,00

(Henu+Hadj )ref- Coeficiente de transferência de calor para ENU e edifícios adjacentes


da Fracção Autónoma (W/ºC) TOTAL 0,00

0.34*V*Rp
Perdas por renovação de ar Rph,i Req. Rph,i ref V
h,iref
Hvent = 0,50 ≤0,6 0,60 485,44 82,53

Graus-dias no local (º[Link]) 1474

Qtr,i,ref 0,024 x GD x Htr,[Link] 17259,74

Qve,i,ref 0,024 x GD x Hve,i,ref 2919,42

Qint 0,72 x 4 x M x Ap 2983,16

Gsol,ref Gsulx0.146x0.15*Ap*M 3062,40

Qgu,i,ref niref= 0,6 niref (Qint + Qsol) 3627,34

Nec. Nom. de Aquec. Máximas - Ni (kWh/[Link]) 107,06

121
ANEXO IV

Perdas associadas à Renovação de Ar

Área Útil de Pavimento 154,60 (m 2)


x
Pé-direito médio 3,14 (m)
=
Volume interior (V) 485,44 (m 3)

Volume 485,44
x
Taxa de Renovação Nominal 0,50 Ver folha do LNEC
x
Recuperador de calor? Sim - bve= 0 1,00 (1-bve)
x
0,34
Hve- Coeficiente de transferência de calor por ventilação =
da Fracção Autónoma TOTAL 82,53 (W/ºC)

122
ANEXO IV

Cálculo do Indicador Nic

Perdas térmicas associadas a: (W/ºC)


Hext 555,27
Hecs 109,21
Henu 0,00
Hadj 0,00
=
Htr -Coeficiente Global de Perdas por transmissão(W/ºC) 664,48
+
Hve- Coeficiente de transferência de calor por ventilação 82,53
=
H - Coeficiente global de perdas 747,00
x
Graus-dias no Local (º[Link]) 1474,00
x
0,024
=
Necessidades Brutas de Aquecimento (kWh/ano) 26425,91
-
Ganhos Totais Úteis (kWh/ano) 5757,19
=
Necessidades de Aquecimento (kWh/ano) 20668,72
/
Área Útil de Pavimento (m²) 154,60
=
2
Nec. Nominais de Aquecimento - Nic (kWh/(m .ano)) 133,69

Nec. Nominais de Aquec. Máximas - Ni (kWh/(m².ano)) 107,06

Não verifica K.O.

Nic/Ni = 124,87%

123
ANEXO IV

Perdas - transmissão + ventilação

Perdas associadas às paredes exteriores (U.A) 189,76 (W/ºC)


+
Perdas associadas aos pavimentos exteriores (U.A) 0,00 (W/ºC)
+
Perdas associadas às coberturas exteriores (U.A) 71,02 (W/ºC)
+
Perdas associadas aos envidraçados exteriores (U.A) 52,02 (W/ºC)
+
Perdas térmicas lineares associadas à parede ext (Y,B) 242,47 (W/ºC)

Hext- Coeficiente de transferência de calor pela envolvente exterior


da Fracção Autónoma TOTAL 555,27 (W/ºC)

Hecs- Coeficiente de transferência de calor pela envolvente ECS


da Fracção Autónoma TOTAL 109,21 (W/ºC)

Perdas associadas às paredes para ENU ([Link]) 0,00 (W/ºC)


+
Perdas associadas aos pavimentos para ENU ([Link]) 0,00 (W/ºC)
+
Perdas associadas às coberturas para ENU ([Link]) 0,00 (W/ºC)
+
Perdas associadas aos envidraçados para ENU ([Link]) 0,00 (W/ºC)
+
Perdas térmicas lineares associadas à parede para ENU(Y,[Link]) 0,00 (W/ºC)

Henu- Coeficiente de transferência de calor pela envolvente interior


da Fracção Autónoma TOTAL 0,00 (W/ºC)

H - Coeficiente global de perdas por transmissão da FA TOTAL 664,47 (W/ºC)

Hve - Coeficiente de perdas por ventilação da FA TOTAL 99,03 (W/ºC)

Perdas especificas totais 763,50 (W/ºC)

Temperatura interior de referência 25,00 (ºC)


-
Temperatura média do ar exterior na estação de arrefecimento 21,6 (ºC)
(Quadro III.9) =
Diferença de temperatura interior-exterior 3,4
x
Perdas especificas totais 763,50 (W/ºC)
x
2,928
=
Perdas térmicas totais 7645,52 (kWh)

124
ANEXO IV

Valor das Necessidades Nominais de Arrefecimento (Nvc)

Ganhos Térmicos Totais 4379,65 (kWh)

/
Δθ = (25-θext,v) = 3,42
Perdas Térmicas Totais 7645,52 (kWh)
Δθ > 1 ηref = 0.52+0.22*ln(Δq) = 0,791
=
0 < Δθ ≤ 1 ηref = 0,450
γ = Ganhos/Perdas γ= 0,573
Δθ ≤ 0 ηref = 0,300
Inércia do edifício Fraca
(In. Fraca=1,8; In. Média=2,6; In. Forte=4,2)
a= 1,8

1 1

- -

Factor de utilização dos ganhos, η 0,802 Factor de utilização dos ganhos, ηref 0,791

= =

0,198 0,209

x x

Ganhos Térmicos Totais 4379,65 (kWh) Ganhos Térmicos Totais de ref 8325,52 (kWh)
(qint x 2.928 + 0.43 x 0.2 x Isol,ref) x Ap
= =

Necessidades Brutas de Arrefecimento 868,83 (kWh/ano) Necessidades Brutas de Arrefecimento 1744,02 (kWh/ano)

/ /

Área Útil de Pavimento (m 2) 154,60 Área Útil de Pavimento (m 2) 154,60

= =

Necessidades Nominais de Arrefecimento - Nvc 5,62 (kWh/(m [Link])) Necessidades Nominais de Arref. Máximas - Nv 11,28 (kWh/(m [Link]))

Necessidades Nominais de Arref. Máximas - Nv 11,28 (kWh/(m [Link]))

Verifica O.K.

Nvc/Nv (%) = 49,82

125
ANEXO IV

Cálculo das necessidades de energia para preparação de água quente sanitária

Nº de ocupantes 5

Consumo médio diário de referência de AQS (MAQS) 300,00


(edifícios residenciais - 40 litros/ocupante)

Aumento de temperatura necessário (ΔT) 35


(considerar igual a 35ºC)

Número anual de dias de consumo (nd ) 365

Energia despendida com sistemas convencionais (Qa) 4457,41 (kW.h/ano)

Fator de eficiência Hídrica (feh)


Chuveiro A+ ou Superior 0,9
Outros 1

Equipamentos existentes fração


Ar Condicionado split com permuta ar-ar Eletricidade 2,5 Eficiência 4,00
Sistema para
Nominal
aquecimento
ηi

Ar Condicionado split com permuta ar-ar Eletricidade 2,5 Eficiência 3,77


Sistema para
FPU Nominal
arrefecimento
(eletricidade=2,5 ηv
Fonte de Energia
;
Termoacumulador elétrico, Volume 300 litros, eficiência 0,93 Eletricidade outras=1) 2,5 Eficiência 0,91
Sistema para AQS Nominal
ηa

Sistema com recurso Sistema solar térmico para AQS Solar 1


a energia renovável

Equipamentos de Referência
Sistema para
Sistemas por defeito eletricidade 2,5 3,41
aquecimento
Sistema para
Sistemas por defeito Fonte de energia eletricidade FPU 2,5 η 3,01
arrefecimento

Sistema para AQS Sistemas por defeito eletricidade 2,5 0,91

Ntc Nt
Nic= 133,69 Fpu= 2,5 4,00 Ni= 107,06 Fpu= 2,50 n= 3,41
0 η= 0,00
0 0,00
Nvc= 5,62 Fpu= 2,5 3,77 Nv= 11,28 Fpu= 2,50 n= 3,01
η=
0 0,00
Qa= 4457,41 Fpu= 2,5 0,91 Qa= 4457,41 Fpu= 2,50 n= 0,91
η=
0 0,00
Wvm= 0 Fpu= 2,5 1,00
η=
Se η > ηref δ= 0
Eren= 2123,20 Fpu= 1
Se η ≤ ηref δ= 1

0,80 ≤ 0,79 δ= 1

Ntc= [Link]/n + [Link]/n + Qa/[Link]/n.%sist + Qa/Ap.1.%solar + Wvm/Ap*Fpu - [Link]/Ap

Ntc = 83,56 + 3,73 + 41,48 + 13,73 + 0,00 - 13,73 = 128,76

Nt= [Link]/n + [Link]/n + Qa/[Link]/n

Nt = 78,49 + 9,37 + 79,21 = 167,07


62,4407593

RNT = Ntc / Nt = 0,771 = 77,1%

Classe Energética B

126
ANEXO V – FOLHA SCE (OPTIMIZAÇÃO|EDIFÍCIOS COM
NECESSIDADES QUASE NULAS DE ENERGIA)

127
ANEXO V

128
ANEXO V

129
ANEXO VI – FICHAS TÉCNICAS / DECLARAÇÃO DE DESEMPENHO
DOS PRODUTOS E EQUIPAMENTOS

130
ANEXO VI

131
132
ANEXO VI

133
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ANEXO VI

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ANEXO VI

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ANEXO VI

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ANEXO VI

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ANEXO VI

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ANEXO VI

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ANEXO VI

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ANEXO VI

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ANEXO VI

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ANEXO VI

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ANEXO VI

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ANEXO VI

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ANEXO VI

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ANEXO VI

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ANEXO VI

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