O Candomblé
e o Samba.
Prof.: Ana Gabrieli
História do Candomblé no Brasil
A história do Candomblé se inicia no Brasil com a chegada dos
africanos que vieram para o país escravizados. Eles se uniram para
continuar praticando a sua religião em terras brasileiras e por volta do
século 18, o Candomblé foi definido como prática religiosa.
Na época da escravidão, não era permitido que os africanos
praticassem a sua religião e eles eram obrigados a seguir o cristianismo.
Como forma de escapar da imposição da Igreja Católica, eles passaram a
usar altar com imagens de santos católicos e, por baixo, os
assentamentos escondidos para cultuar os orixás.
Daí surgiu a fusão das duas práticas religiosas, com
reinterpretação de seus elementos, na qual cada santo católico
representa um orixá. Essa prática chamada de sincretismo é observada
apenas no Candomblé do Brasil, enquanto na África não existe essa
fusão. O surgimento do primeiros terreiros ocorreu após a libertação
dos escravos, período em que era comum observar muitos elementos
do Cristianismo no Candomblé. (São Jorge foi associado a Ogum)
O sincretismo perdura até hoje, no entanto, alguns adeptos têm
rejeitado essa fusão e busca adotar um Candomblé com base
exclusivamente nos preceitos e nos elementos africanos.
Para preservar a herança cultural da religião, foi criada a Lei
Federal 6.292, de 15 de dezembro de 1975, que tornou o
Candomblé patrimônio imaterial.
Patrimônio imaterial inclui: Rituais, festas, músicas, danças etc.
O Estado reconhece que essa religião deve ser respeitada,
preservada e protegida, garantindo sua continuidade e
valorização.
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Ogum é um orixá ligado à guerra, ao ferro e à tecnologia. São
Jorge é um santo católico, conhecido como o "santo guerreiro".
Religião africana mais praticada no mundo
O Candomblé é uma religião de matriz africana que cultua os
orixás.
Atualmente o candomblé reúne cerca de 3 milhões de adeptos em
todo o mundo. Uma das religiões africanas mais praticadas, seus
seguidores se espalham pela América e pela Europa, mas é no
Brasil que está o maior número de praticantes do Candomblé.
Os rituais candomblecistas são realizados em casas que
recebem o nome de terreiros, nos quais os sacerdotes e adeptos
encenam uma convivência com forças da natureza e ancestrais.
Cada orixá é como uma força da natureza com uma
personalidade.
Iemanjá = mar, maternidade, cuidado
Ritual para Iemanjá
Oferendas no mar: perfumes, flores brancas.
Pedem proteção, cuidado, paz, fortalecimento emocional.
Seus rituais podem ser: matriarcal – quando somente
mulheres, as chamadas mães de santo, podem assumir a
liderança; patriarcal - quando a liderança é assumida apenas
por homens, os chamados pais de santo podem assumir a
liderança; ou mista – quando a liderança do terreiro pode ser
assumida por homens ou mulheres.
O Candomblé busca homenagear
em seus rituais divindades de
encarnações de forças naturais,
bem como busca trabalhar
questões terrenas.
Constantemente, os orixás são
homenageados com danças,
roupas especiais e oferendas.
Para o candomblecistas, os orixás
são deuses supremos de
personalidade e habilidades
distintas que possui
preferências ritualísticas.
O Candomblé recebe outras nomenclaturas em diferentes partes
do Brasil. Em Recife, a religião é conhecida como Xangô, no Rio de
Janeiro recebe o nome de Macumba. No entanto, o termo
Macumba tem sido rejeitado pelos seguidores do Candomblé por
ter uma conotação pejorativa.
Rituais do Candomblé
Os rituais do Candomblé duram no mínimo duas horas e reúnem até
centenas de pessoas. Eles cultuam e adoram seus orixás, consideradas
divindades africanas que representam as forças da Natureza.
Para os candomblecistas, os orixás são deuses que possuem
personalidade e preferências ritualísticas, ou seja, eles escolhem em
quem incorpora. Os rituais do Candomblé ocorrem nos terreiros e
seguem normas que vão do uso dos trajes à higiene e alimentação.
Cada orixá tem um dia específico, roupas com cores específicas e
alimentos próprios. É necessário que tudo esteja purificado e à altura do
orixá, por isso a higiene, a alimentação e os trajes devem ser adequados.
Cada pessoa tem um orixá de cabeça — o orixá que a guia, protege e
tem mais ligação com ela.
Link do vídeo sobre o Samba:
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Kavg
Bons
estudos!