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Audiência de Conciliação E Mediação

O documento aborda a audiência de conciliação e mediação, que ocorre após a citação do réu e visa a tentativa de acordo entre as partes, sem efeitos processuais diretos. Também descreve as possíveis respostas do réu à petição inicial, incluindo contestação, revelia e reconvenção, além de detalhar a estrutura e princípios da contestação. A revelia é caracterizada pela ausência de defesa e resulta na presunção de veracidade dos fatos alegados pelo autor.

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Audiência de Conciliação E Mediação

O documento aborda a audiência de conciliação e mediação, que ocorre após a citação do réu e visa a tentativa de acordo entre as partes, sem efeitos processuais diretos. Também descreve as possíveis respostas do réu à petição inicial, incluindo contestação, revelia e reconvenção, além de detalhar a estrutura e princípios da contestação. A revelia é caracterizada pela ausência de defesa e resulta na presunção de veracidade dos fatos alegados pelo autor.

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AUDIÊNCIA DE CONCILIAÇÃO E MEDIAÇÃO

A partir da CITAÇÃO do réu, se os direitos forem disponíveis, o juiz marcará a audiência de


conciliação ou mediação, que está prevista no artigo 334, do CPC.
É uma audiência que é realizada antes da apresentação da contestação do réu, em regra
sem a presença do juiz, apenas conduzida pelos mediadores ou conciliadores.
A audiência em si não produz nenhum efeito processual. Apenas objetiva tentar a conciliação
entre autor e réu. A ausência injustificada de qualquer deles a essa audiência implica multa. Mas
não há nenhum outro efeito processual.
Quando realizada, essa audiência marca o início do prazo para a resposta do réu.

Art. 334. Se a petição inicial preencher os requisitos essenciais e não for o caso de
improcedência liminar do pedido, o juiz designará audiência de conciliação ou de
mediação com antecedência mínima de 30 (trinta) dias, devendo ser citado o réu com pelo
menos 20 (vinte) dias de antecedência.
§ 1º O conciliador ou mediador, onde houver, atuará necessariamente na audiência de
conciliação ou de mediação, observando o disposto neste Código, bem como as
disposições da lei de organização judiciária.
§ 2º Poderá haver mais de uma sessão destinada à conciliação e à mediação, não
podendo exceder a 2 (dois) meses da data de realização da primeira sessão, desde que
necessárias à composição das partes.
§ 3º A intimação do autor para a audiência será feita na pessoa de seu advogado.
§ 4º A audiência não será realizada:
I - se ambas as partes manifestarem, expressamente, desinteresse na composição
consensual;
II - quando não se admitir a autocomposição.
§ 5º O autor deverá indicar, na petição inicial, seu desinteresse na autocomposição, e o
réu deverá fazê-lo, por petição, apresentada com 10 (dez) dias de antecedência, contados
da data da audiência.
§ 6º Havendo litisconsórcio, o desinteresse na realização da audiência deve ser
manifestado por todos os litisconsortes.
§ 7º A audiência de conciliação ou de mediação pode realizar-se por meio eletrônico, nos
termos da lei.
§ 8º O não comparecimento injustificado do autor ou do réu à audiência de conciliação é
considerado ato atentatório à dignidade da justiça e será sancionado com multa de até
dois por cento da vantagem econômica pretendida ou do valor da causa, revertida em
favor da União ou do Estado.
§ 9º As partes devem estar acompanhadas por seus advogados ou defensores públicos.
§ 10. A parte poderá constituir representante, por meio de procuração específica, com
poderes para negociar e transigir.
§ 11. A autocomposição obtida será reduzida a termo e homologada por sentença.
§ 12. A pauta das audiências de conciliação ou de mediação será organizada de modo a
respeitar o intervalo mínimo de 20 (vinte) minutos entre o início de uma e o início da
seguinte.
RESPOSTA DO RÉU

DIANTE DA PETIÇÃO INICIAL, são as seguintes as possíveis condutas do réu:

a) Defender-se, apresentando a CONTESTAÇÃO ou, eventualmente, apresentando Exceção de


Impedimento ou de Suspeição do Juiz;

b) Permanecer inerte, sem apresentar defesa, o que caracteriza a revelia;

c) Atacar o autor, manifestando pretensão própria contra ele, através da reconvenção.

EXCEÇÃO DE IMPEDIMENTO OU SUSPEIÇÃO DO JUIZ

Isso poderá ser adotado, pelo réu, quando ele é citado para contestar a ação e percebe
alguma das situações dos artigos 144 e 145, do CPC. Assim, com base no artigo 146, do CPC,
apresentará a Exceção de Impedimento (ou de Suspeição, conforme o caso).

Essa exceção suspenderá o curso do processo (e, portanto, também o prazo para contestar),
até que seja definitivamente julgada a exceção.

CONTESTAÇÃO

Contestação é o nome da peça processual que expressa a defesa do réu. Contestar a ação
significa insurgir-se contra as pretensões formuladas pelo autor da ação. O prazo da contestação é
de 15 dias, contados na forma do artigo 335, do CPC, de acordo com as diversas hipóteses que se
apresentam (realização ou não da audiência do art. 334, de conciliação ou de mediação ou, então,
dependendo das diversas formas de citação – correio, oficial de justiça ou edital).

Princípios da contestação:

a) Princípio da concentração da defesa – é o princípio que impõe ao réu o dever de trazer todos os
argumentos e elementos de defesa, bem como todos os documentos que servirão para repelir a
pretensão do autor.

Art. 336. Incumbe ao réu alegar, na contestação, toda a matéria de defesa, expondo as razões de fato e de
direito com que impugna o pedido do autor e especificando as provas que pretende produzir.

b) Princípio da eventualidade – é o princípio que permite ao réu deduzir uma matéria de defesa,
para a hipótese de não ser acolhida aquela anteriormente deduzida. Exemplo: numa ação de
indenização por dano moral, o réu nega que o fato tenha produzido dano moral; depois, mesmo que
tenha negado a existência do dano, poderá atacar o valor pretendido pelo autor, por entendê-lo
exagerado, sem que isso implique renúncia à defesa antes apresentada, acerca da negativa do
próprio dano moral. Cuidado: a versão dos fatos é sempre única....
ESTRUTURA DA CONTESTAÇÃO – A contestação respeita e observa um importante aspecto:
quando se está diante de um processo, está-se diante de duas relações jurídicas, uma de direito
processual e outra de direito material. Por isso, a estrutura da contestação é dúplice, separando
distintamente as duas discussões: na parte das PRELIMINARES, discutem-se as questões relativas
à relação processual e na parte do MÉRITO, discutem-se as questões que se referem à relação
material.

a) PRELIMINARES: Devem ser elaboradas a partir do artigo 337, do CPC que também funcionará
como um “check list” para o advogado do réu elaborar a contestação: assim, deverão ser
analisados todos os incisos do artigo 337, a fim de verificar se algum dos defeitos ali relacionados
se aplica ao caso e possa ser invocado pelo réu:

Art. 337. Incumbe ao réu, antes de discutir o mérito, alegar:


I - inexistência ou nulidade da citação;
II - incompetência absoluta e relativa;
III - incorreção do valor da causa;
IV - inépcia da petição inicial;
V - perempção;
VI - litispendência;
VII - coisa julgada;
VIII - conexão;
IX - incapacidade da parte, defeito de representação ou falta de autorização;
X - convenção de arbitragem;
XI - ausência de legitimidade ou de interesse processual;
XII - falta de caução ou de outra prestação que a lei exige como preliminar;
XIII - indevida concessão do benefício de gratuidade de justiça.
§ 1º Verifica-se a litispendência ou a coisa julgada quando se reproduz ação anteriormente ajuizada.
§ 2º Uma ação é idêntica a outra quando possui as mesmas partes, a mesma causa de pedir e o mesmo
pedido.
§ 3º Há litispendência quando se repete ação que está em curso.
§ 4º Há coisa julgada quando se repete ação que já foi decidida por decisão transitada em julgado.
§ 5º Excetuadas a convenção de arbitragem e a incompetência relativa, o juiz conhecerá de ofício das
matérias enumeradas neste artigo.
§ 6º A ausência de alegação da existência de convenção de arbitragem, na forma prevista neste Capítulo,
implica aceitação da jurisdição estatal e renúncia ao juízo arbitral.
Art. 338. Alegando o réu, na contestação, ser parte ilegítima ou não ser o responsável pelo prejuízo
invocado, o juiz facultará ao autor, em 15 (quinze) dias, a alteração da petição inicial para substituição do réu.
Parágrafo único. Realizada a substituição, o autor reembolsará as despesas e pagará os honorários ao
procurador do réu excluído, que serão fixados entre três e cinco por cento do valor da causa ou, sendo este
irrisório, nos termos do art. 85, § 8º .
Art. 339. Quando alegar sua ilegitimidade, incumbe ao réu indicar o sujeito passivo da relação jurídica
discutida sempre que tiver conhecimento, sob pena de arcar com as despesas processuais e de indenizar o autor
pelos prejuízos decorrentes da falta de indicação.
§ 1º O autor, ao aceitar a indicação, procederá, no prazo de 15 (quinze) dias, à alteração da petição inicial
para a substituição do réu, observando-se, ainda, o parágrafo único do art. 338 .
§ 2º No prazo de 15 (quinze) dias, o autor pode optar por alterar a petição inicial para incluir, como
litisconsorte passivo, o sujeito indicado pelo réu.
Art. 340. Havendo alegação de incompetência relativa ou absoluta, a contestação poderá ser protocolada no
foro de domicílio do réu, fato que será imediatamente comunicado ao juiz da causa, preferencialmente por meio
eletrônico.
§ 1º A contestação será submetida a livre distribuição ou, se o réu houver sido citado por meio de carta
precatória, juntada aos autos dessa carta, seguindo-se a sua imediata remessa para o juízo da causa.
§ 2º Reconhecida a competência do foro indicado pelo réu, o juízo para o qual for distribuída a contestação
ou a carta precatória será considerado prevento.
§ 3º Alegada a incompetência nos termos do caput , será suspensa a realização da audiência de conciliação
ou de mediação, se tiver sido designada.
§ 4º Definida a competência, o juízo competente designará nova data para a audiência de conciliação ou de
mediação.

b) MÉRITO – a expressão MÉRITO, para o direito processual, refere-se à discussão da relação


material. Compreenderá FATOS e FUNDAMENTOS JURÍDICOS, ou seja, a discussão poderá ser
em relação aos fatos (controverter a versão trazida pelo autor) ou em relação ao DIREITO, ou
também a ambos.
Aqui também se expressa o princípio da concentração (art. 336) e da eventualidade.
Em relação aos fatos, existe o dever de impugnação, sob pena de que se considerem
verdadeiros os fatos afirmados pelo autor. Assim é o que estabelece o artigo 341, do CPC:

Art. 341. Incumbe também ao réu manifestar-se precisamente sobre as alegações de fato constantes da
petição inicial, presumindo-se verdadeiras as não impugnadas, salvo se:
I - não for admissível, a seu respeito, a confissão;
II - a petição inicial não estiver acompanhada de instrumento que a lei considerar da substância do ato;
III - estiverem em contradição com a defesa, considerada em seu conjunto.
Parágrafo único. O ônus da impugnação especificada dos fatos não se aplica ao defensor público, ao
advogado dativo e ao curador especial.

Finalmente, o artigo 342, do CPC restringe as possibilidades de formulação de novas


alegações, pelo réu, depois da contestação (também em atenção ao princípio da concentração):

Art. 342. Depois da contestação, só é lícito ao réu deduzir novas alegações quando:
I - relativas a direito ou a fato superveniente;
II - competir ao juiz conhecer delas de ofício;
III - por expressa autorização legal, puderem ser formuladas em qualquer tempo e grau de jurisdição

A doutrina divide a defesa de mérito em DIRETA e INDIRETA, embora esses termos não
sejam nunca utilizados na própria contestação.
A defesa indireta de mérito deveria ser apresentada em primeiro lugar e representa as
questões que impedem o próprio exame da resistência do réu. Exemplos de defesa indireta de
mérito: prescrição, novação, compensação.
A defesa direta de mérito representa o próprio ataque à pretensão do autor.
Com base nisso, numa ação de indenização por dano moral, por exemplo, a técnica
processual recomenda suscitar a prescrição (que é defesa de mérito) antes da própria negativa do
pedido de dano moral...

RECONVENÇÃO

Reconvenção é a demanda do réu contra o autor no mesmo processo em que está sendo
demandado. É o contra-ataque que enseja o processamento simultâneo da ação principal e da ação
reconvencional, a fim de que o juiz resolva as duas lides na mesma sentença.
É um incidente processual que amplia o objeto litigioso do processo. Não se trata de processo
incidente: a reconvenção é demanda nova em processo já existente.
Chama-se de reconvinte o réu-demandante e reconvindo o autor-demandado. A intimação para a
resposta (contestação) à reconvenção pode ser feita na pessoa do advogado do autor e o prazo
será de 15 dias. A resposta à reconvenção é ampla.
Novidade do CPC 2015 é a possibilidade de que a reconvenção seja dirigida contra terceiro ou,
ainda, que terceiro venha propor, junto com o réu, a reconvenção.
A ação principal e a reconvenção serão julgadas na mesma sentença, contudo, são autônomas:
não há obrigatoriedade de ambas terem seus respectivos méritos apreciados, haja vista que pode o
autor desistir da demanda principal ou ela não ser apreciada por algum defeito que comprometa sua
admissibilidade. A autonomia justifica condenações independentes nas verbas de sucumbência.

Art. 343. Na contestação, é lícito ao réu propor reconvenção para manifestar pretensão própria, conexa com
a ação principal ou com o fundamento da defesa.
§ 1º Proposta a reconvenção, o autor será intimado, na pessoa de seu advogado, para apresentar resposta
no prazo de 15 (quinze) dias.
§ 2º A desistência da ação ou a ocorrência de causa extintiva que impeça o exame de seu mérito não obsta
ao prosseguimento do processo quanto à reconvenção.
§ 3º A reconvenção pode ser proposta contra o autor e terceiro.
§ 4º A reconvenção pode ser proposta pelo réu em litisconsórcio com terceiro.
§ 5º Se o autor for substituto processual, o reconvinte deverá afirmar ser titular de direito em face do
substituído, e a reconvenção deverá ser proposta em face do autor, também na qualidade de substituto
processual.
§ 6º O réu pode propor reconvenção independentemente de oferecer contestação.

A reconvenção exige a presença da conexão entre a pretensão formulada na


reconvenção e aquela da ação principal. Deve ser apresentada como um item (capítulo) da própria
contestação. Nos juizados especiais, não se admite a reconvenção, mas é admitido o “pedido
contraposto” que, na prática, representa instituto absolutamente similar à reconvenção.

REVELIA

Revelia é um ato-fato processual, consistente na não apresentação tempestiva da


contestação. Há revelia quando o réu, citado, não aparece em juízo, apresentando a sua resposta,
ou, comparecendo ao processo, também não apresenta sua resposta de forma tempestiva.

A revelia é ato-fato que produz os seguintes efeitos:


a) presunção de veracidade dos fatos afirmados pelo autor (efeito material);
b) prosseguimento do processo sem intimação do réu-revel, se ele não intervir no processo e
constituir advogado espontaneamente (efeito processual);
c) preclusão em desfavor do réu do poder de alegar algumas matérias de defesa (efeito
processual).
d) possibilidade de julgamento antecipado da lide, acaso o réu não compareça espontaneamente
para requerer a produção de provas (art. 349, do CPC).

Há duas situações bem distintas, tratadas no CPC: a revelia do artigo 344, com o seu efeito de
reconhecimento dos fatos afirmados pelo autor e aquela retratada no artigo 345, em que, embora
presente a revelia, não se produz o efeito de veracidade dos fatos afirmados pelo autor.

Art. 344. Se o réu não contestar a ação, será considerado revel e presumir-se-ão verdadeiras as alegações
de fato formuladas pelo autor.
Art. 345. A revelia não produz o efeito mencionado no art. 344 se:
I - havendo pluralidade de réus, algum deles contestar a ação;
II - o litígio versar sobre direitos indisponíveis;
III - a petição inicial não estiver acompanhada de instrumento que a lei considere indispensável à prova do
ato;
IV - as alegações de fato formuladas pelo autor forem inverossímeis ou estiverem em contradição com
prova constante dos autos.

Mitigações à eficácia da revelia – O CPC, a doutrina e a jurisprudência criaram mecanismos para


temperar os efeitos da revelia:

- A confissão ficta não é efeito necessário da revelia: É possível que haja revelia e não presuma
ocorrência dos fatos deduzidos contra o revel. O simples fato da revelia não pode tornar verossímil
o absurdo: se não houver o mínimo de verossimilhança na postulação do autor, não será a revelia
que lhe conferirá a plausibilidade que não possui. Se a postulação do autor não vier acompanhada
do mínimo de prova que a lastreie, não se poderá dispensar o autor de provar o que alega pelo
simples fato da revelia. Portanto, a confissão ficta somente deve ser aplicada se o contrário não
resultar da prova nos autos.

- Revelia não implica necessariamente vitória do autor: A revelia não significa a automática vitória
do autor da causa, pois os fatos podem não se subsumir à regra de direito invocada. Ao réu é
permitido, sem impugnar os fatos, tratar, apenas, do direito. A confissão ficta, principal efeito da
revelia, não equivale ao reconhecimento da procedência do pedido. Como qualquer confissão,
incide apenas sobre os fatos afirmados pelo autor da ação.

- Matérias que podem ser alegadas após o prazo de defesa: Há inúmeras matérias que podem ser
deduzidas pelo réu após o prazo de apresentação da sua resposta (art. 342 do CPC). Ainda, a
maior parte das questões de ordem processual podem ser alegadas a qualquer tempo (art. 337, §
5º). A revelia, portanto, em relação a elas, é totalmente ineficaz, pois não impede que o réu as
deduza posteriormente.

- Proibição de alteração de pedido ou da causa de pedir: O autor, mesmo diante da revelia, não
poderá alterar o pedido, ou a causa de pedir, nem demandar incidente, salvo promovendo nova
citação do réu, a quem será assegurado o direito de responder no prazo de quinze dias.

- Intervenção do réu-revel: O réu revel pode intervir no processo em qualquer fase, recebendo-o no
estado em que se encontrar (§ único, art. 346 do CPC), passando, a partir daí, a ser intimado dos
atos que forem praticados no processo.

- Necessidade de intimação do réu revel que tenha advogado constituído nos autos: O legislador
abrandou o efeito processual da revelia (prosseguimento do processo sem intimação do réu revel).
De acordo com a redação do art. 346 do CPC, o réu revel que tenha patrono nos autos deverá ser
intimado dos atos processuais. Somente ao réu revel que não tenha patrono nos autos se aplica o
efeito da revelia de dispensa de intimação dos demais atos processuais.

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