ANDRÉ LUIS MORAES VAZ DE LIMA
O IMPACTO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS PARA A
TOMADA DE DECISÕES
Campinas
2020
ANDRÉ LUIS MORAES VAZ DE LIMA
O IMPACTO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS PARA A
TOMADA DE DECISÕES
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à
Faculdade Anhanguera Campinas, como
requisito parcial para a obtenção do título de
graduado em Ciências Contábeis.
Orientador:
Campinas
2020
ANDRE LUIS MORAES VAZ DE LIMA
O IMPACTO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS PARA A
TOMADA DE DECISÕES
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à
Faculdade Anhanguera Campinas, como
requisito parcial para a obtenção do título de
graduado em Ciências Contábeis.
BANCA EXAMINADORA
Prof(a).
Prof(a).
Prof(a).
Campinas, 04 de Dezembro de 2020
“ O sucesso é ir de fracasso em
fracasso sem perder o
entusiasmo”.
(Winston Churchill)
AGRADECIMENTOS
Agradeço a Deus pelo dom da vida.
Á minha família, professores, amigos que estiveram presentes neste fechamento de
ciclo fundamental na minha vida.
LIMA, André Luis Moraes Vaz de O IMPACTO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
PARA A TOMADA DE DECISÕES. 2020. 52. Trabalho de Conclusão de Curso
(Graduação em Ciências Contábeis) – Anhanguera, Campinas, 2020.
RESUMO
A tomada de decisão no meio empresarial é algo complexo, que necessita de informações
confiáveis e uteis em tempo hábil. A contabilidade através de seus relatórios e análises
dos mesmos contribui para este processo, e proporcionam para organizações informações
que buscam o aumento da eficiência, competitividade e continuidade das organizações no
mundo dos negócios. Principalmente as micro e pequenas empresas, pois estas tendem
a se preocuparem mais com a sobrevivência do que com seu crescimento no mercado. a
importância do empreendedorismo como estratégia de negócios, evidenciando a
necessidade de uma atitude empreendedora para atingir o desempenho [Link]
isso o objetivo do trabalho identificar a importância do empreendedorismo como estratégia
de negócio. Para atingir esse objetivo, foi realizada uma pesquisa utilizando a temática da
revisão de literatura para dar embasamento ao tema. Com a realização do trabalho, conclui
– se que o empreendedorismo é de fundamental importância como estratégia de negócios,
orientando o empreendedor nas suas decisões, diminuindo os riscos e transformando
ideias em oportunidades.
Palavras-chave: Tomada de Decisões; Contabilidade; Competitividade;
Empreendedores; Oportunidades.
LIMA, André Luis Moraes Vaz de THE IMPACT OF FINANCIAL STATEMENTS ON
DECISION-MAKING. 2020. 52. Course Conclusion Paper (Graduation in Accounting
Sciences) - Anhanguera, Campinas, 2020
ABSTRACT
Business decision-making is complex, requiring reliable and useful information in a timely
manner. Accounting through their reports and analyzes of these contribute to this process,
and provide organizations with information that seeks to increase the efficiency,
competitiveness and continuity of organizations in the business world. Especially micro and
small enterprises, as these tend to be more concerned with survival than with their growth
in the market. the importance of entrepreneurship as a business strategy, evidencing the
need for an entrepreneurial attitude to achieve the expected performance. With this the
objective of the work identify the importance of entrepreneurship as a business strategy. In
order to reach this objective, a research was carried out using the literature review theme
to support the theme. With the accomplishment of the work, it is concluded that
entrepreneurship is of fundamental importance as a business strategy, guiding
entrepreneurs in their decisions, reducing risks and turning ideas into opportunities.
Keywords: Decision Making; Accounting; Competitiveness; Entrepreneurs; Opportunities.
LISTA DE QUADROS
Quadro 1 – Estrutura Básica do Balanço Patrimonial ............................................ 22
LISTA DE FIGURAS
FIGURA 1 – Conceito de Empreendedor ................................................................ 16
LISTA DE FIGURAS
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO ................................................................................................... 13
2. CONCEITO DE CONTABILIDADE E EMPREEDEDORISMO. ......................... 30
2.1 CONCEITO DE CONTABILIDADE E EMPREEDEDORISMO. ......................... 17
2.2 EMPREENDEDORISMO NO BRASIL .............................................................. 19
2.3 EMPREENDEDORISMO E MICRO E PEQUENAS EMPRESAS ...................... 21
2.4 CONCEITOS GERAIS DE CONTABILIDADE ................................................... 26
2.5 DIFERENÇA ENTRE CONTABILIDADE FINANCEIRA E CONTABILIDADE
GERENCIAL............................................................................................................. 29
2.6 CONTABILIDADE GERENCIAL CONCEITOS GERAI ..................................... 30
3. CONTABILIDADE COMO FERRAMENTA DE GESTÃO.................................. 35
3.1 FERRAMENTAS DA CONTABILIDADE GERENCIAL ...................................... 33
3.2 A IMPORTANCIA DAS TECNOLOGIAS E INFORMATIZAÇÃO NOS
PROCESSOS CONTABEIS .................................................................................... 35
4. CONTRIBUIÇÕES DAS FERRAMENTAS PARA O EMPREENDEDOR E AS
ORGANIZAÇÕES ..................................................................................................... 44
4.1 PRINCIPAIS NECESSIDADES DOS EMPREENDEDORES ............................ 40
4.2 INFORMAÇÕES CONTABEIS COMO BASE NO PROCESSO DECISÓRIO
DOS GESTORES DE MICRO E PEQUENAS EMPRESAS ..................................... 43
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS ............................................................................... 44
REFERÊNCIAS......................................................................................................... 46
13
1. INTRODUÇÃO
Constantes mudanças ocorrem a todo o momento, apesar do estudo referente
a contabilidade, e os profissionais da contabilidade não ser muito antigo, e que houve
uma grande evolução. Com a primeira porta de entrada para o mundo de negócios, a
abertura de uma empresa se da por um profissional da contabilidade, que através de
conceitos e conhecimentos, busca auxiliar e orientar em todos os procedimentos e
duvidas decorrente.
Com isso, demonstrar a importância das informações que são geradas pelos
empreendedores da contabilidade, como forma de contribuir para o aumento
significativo das organizações, utilizando como ferramenta de gestão.
O presente trabalho tem por finalidade identificar e demonstrar a importância
das informações geradas pela contabilidade para os empreendedores como
instrumento para as organizações como um todo, tanto pequenas, medias e grandes
tomarem decisões.
É de grande importância obter o maior número de dados sobre o
empreendimento, pois, muitas vezes, uma empresa possui uma vida útil relativamente
pequena (em média dois anos), pois uma série de problemas se acumula (falta de
clientes, falta de capital de giro, problemas de ordem financeira e etc.), e a
contabilidade é uma ferramenta extremamente útil para combater e a vencer esses
problemas e ajudar o empreendedor a desenvolver suas atividades através do
planejamento financeiro, planejamento fiscal, organização da empresa, formação de
preço de venda, dentre outros aspectos.
No âmbito acadêmico, quanto mais pesquisas, estudos e conceitos sobre o
assunto fornecem para a sociedade como um todo informações claras, precisas que
contribuem para que todas as organizações independentes do porte perceba a
importância das informações geradas pelos profissionais da área contábil.
Qual a importância das informações geradas pela contabilidade para os
empreendedores?
Com isso apresentou-se como objetivo geral deste trabalho o de identificar a
importância das informações geradas pela contabilidade para os empreendedores.
Para tanto, a pesquisa apresenta como objetivo especificos: conceituar contabilidade,
empreendedorismo, empreendedor, compreender a contabilidade e suas ferramentas
de gestão e
14
relacionar de que maneira as ferramentas contábeis e as informações por elas
geradas podem auxiliar o empreendedor na sua empresa
A pesquisa cientifica foi desenvolvida utilizando a metodologia da revisão de
literatura. Foram realizadas pesquisas em livros sites com rigor cientifico e artigos
publicados nos últimos 20 anos. Para viabilizar a realização das pesquisas e buscas
de fontes serão utilizadas as seguintes palavras chaves: Empreendedorismo,
Contabilidade, Informações, Demostrar, serão usadas como chave ao longo das
pesquisas, para que tenha uma busca rápida e precisa de informações.
Para composição deste capitulo foi descrito no primeiro capitulo em linhas
gerais o conceito de empreendedorismo, suas características no Brasil, para micro e
pequenas empresas, conceitos gerais da contabilidade assim como a diferença entre
a contabilidade gerencial e financeiras, no segundo capitulo as ferramentas da
contabilidade gerencial e a importância das tecnologias e informatização dos
processos contábeis auxiliaram os empreendedores e contadores e no terceiro
capitulo quais as principais necessidades dos gestores as maiores causas da
mortalidade das micro e pequenas empresas e finalizou com a informação contábil
como base no processo decisório para os gestores das micro e pequenas empresas.
15
2 CONCEITO DE CONTABILIDADE E EMPREENDEDORISMO
Toda empresa, independentemente de seu porte, encontra-se inserida num
ambiente social, empresarial e econômico, aos quais deve estar completamente
adaptada para que possa conseguir cumprir realmente o seu papel, seja na geração
de recursos que sejam capazes de remunerar o capital investido pelo empresário,
quanto na satisfação das necessidades de seus clientes.
2.1 EMPREENDEDORISMOS – CONCEITOS GERAIS
O papel dos empreendedores contábeis fornece o atendimento as legislações,
atendimento as partes burocráticas, exigências do governo, estados e municípios
onde as organizações estão inseridas, obrigações acessórias, além de contribuir para
a sobrevivência com a parte da gestão da empresarial, trabalhando com essa parceria,
como facilitador para as tomadas de decisões para quais regimes tributários se inserir,
através de um estudo, dentro do que as legislações permitem (CARVALHO, 1996)
Para o Sebrae (2017), empreendedor é aquele que inicia algo novo , que vê o
que ninguém vê, que realiza com antecedencia que antecede ao problema, aquele
que imagina, desenvolve e realiza visões, que precisa reunir o que demonstra a figura
a seguir:
Figura 1- Conceito de empreendedor
Adaptado: Sebrae Nacional, 2017
16
A figura 1 mostra como mencionado pelo SEBRAE, 2017, quais são as
habilidades e características fundamentais dos empreendedores, que neste caso
inicia com uma ideia principal (imaginação), em seguida quais as maneiras de colocar
o a ideia em prática que é a determinação, a organização das ideias, após a
identificação de pessoas e/ou parceiros que podem atuar em conjunto e a habilidade
de convencer as pessoas de que a ideia é para um bem maior, e em seguida um
aspecto não menos importante que é a facilidade de passar ideias conhecimentos
para as outras pessoas como forma de ensinar e fazer com que a ideia principal seja
de fato, executada e realizada com sucesso.
Segundo Carvalho (1996, p.79-82)
Os empreendedores são indivíduos que têm a capacidade de criar algo novo,
assumindo responsabilidades em função de um sonho, o de obter sucesso
em seu negócio, estas pessoas são ousadas, aprendem com os erros e
encaram seu negócio como um desafio a ser superado; têm facilidade para
resolverem problemas que podem influenciar em seu empreendimento, e
mais, identificam oportunidades que possibilitam melhores resultados; são
pessoas incansáveis na procura de informações interessadas em melhorias
para o seu setor ou ramo de atividade, elevando ao máximo sua gestão.
O empreendedorismo é o despertar do indivíduo para o aproveitamento integral
de suas potencialidades racionais e intuitivas. É a busca do
17
autoconhecimento em processo de aprendizado permanente, em atitude de abertura
para novas experiências e novos paradigmas.
O empreendedorismo é visto mais como um fenômeno individual, ligado à
criação de empresas, quer através de aproveitamento de uma oportunidade ou
simplesmente por necessidade de sobrevivência, do que também um fenômeno social
que pode levar o indivíduo ou uma comunidade a desenvolver capacidades de
solucionar problemas e de buscar a construção do próprio futuro, isto é, de gerar
Capital Social e Capital Humano (ZARPELLON, 2010, p. 48).
Para Drucker (1974) empreendedorismo é: prática; visão de mercado;
evolução, e diz ainda que o:
Trabalho específico do empreendedorismo numa empresa de negócios é
fazer os negócios de hoje serem capazes de fazer o futuro, transformando-
se em um negócio diferente[...] Empreendedorismo não é nem ciência, nem
arte. É uma prática. (DRUKER, 1974, p. 25)
Faz parte das características, citadas acima por Druker da ação
empreendedora em todas as suas etapas, ou seja, criar algo novo mediante a
visualização de uma oportunidade, dedicação e persistência na atividade que se
propõe a fazer para alcançar os objetivos pretendidos e ousadia para assumir os
riscos que deverão ser calculados.
Segundo Sebrae (2017), hoje os empreendedores já não são vistos apenas
como provedores de mercadorias desinteressantes e que são movidos unicamente
por lucro em curto prazo.
Ao contrário, são energiza dores que assumem riscos necessários em uma economia
em crescimento e produtiva. São eles os geradores de empregos, que introduzem
inovações e estimulam o crescimento econômico.
2.2 EMPREENDEDORISMOS NO BRASIL
O empreendedorismo no Brasil, teve alterações em seus aspectos em um
período de 4 a 5 anos atrás, sendo recente essa mudança, onde órgãos públicos,
receitas criaram maneiras para que pequenos empreendedores saiam da
informalidade, no Brasil começou a se desenvolver na década de 90 e não parou de
crescer mais.
No Brasil vive-se um grande e forte movimento em prol do
empreendedorismo, que pode ser conceituado como: ―momento atual
pode ser chamado de a era do empreendedorismo, pois são os
18
empreendedores que estão eliminando barreiras comerciais e culturais,
encurtando distâncias, globalizando e renovando os conceitos econômicos,
criando novas relações de trabalho e novos empregos, quebrando
paradigmas e gerando riqueza para a sociedade‖. (SCHLINDWEIN, 2004,
p.28).
Oliveira (1995) faz referência a outra razão para justificar a atividade de
empreender no Brasil;
No Brasil existe uma outra razão, tão ou mais importante, pela qual
empreender nos negócios passou a ser uma opção procurada pelos
indivíduos em geral, tenham ou não alguma qualificação profissional: a falta
de emprego! Durante os anos 80, a "década perdida‖, um número
assustadoramente grande de pessoas perdeu o emprego e teve de "se virar"
para sobreviver por meio de subempregos, "bicos", trabalhos temporários,
negócios próprios, atividades informais etc. (OLIVEIRA, 1995, p. 47).
Como maneira de sair dessa informalidade dos empreendedores e para
contribuir para a continuidade desses pequenos negócios, surgiu o Micro
Empreendedor Individual e o Simples Nacional, este segundo está há um tempo maior
no mercado de negócios .
O registro como Micro Empreendedor Individual MEI, foi um grande
desencadeador da formalização do empreendedor Brasileiro e os motivos são: 42%
Ter uma Empresa Formal, 31% Benefícios do INSS, 11% Emitir nota fiscal, 8% crescer
mais como empresa, 6% facilidade de abrir a empresa, 2% Conseguir empréstimo
como empresa, e 1% Vender para outras empresas. Indicadores mostram ainda os
impactos após a formalização que são: Aumentou o faturamento (55%), Melhorou o
controle financeiro (52%) e Ampliou os investimentos (54%). (SEBRAE-NA, 2013).
Esses dois novos modelos não possuem tributações federais, apenas uma taxa
que varia entre R$ 48,00 a R$ 50,00, por mês de impostos podendo empregar uma
pessoa, ou seja uma forma simplificada de sair da informalidade e atender as
exigências da fiscalização brasileira.
Outro aspecto é que na maioria dos pequenos empreendedores atuando como
autônomos, pequenas e micro empresas esbarram na dificuldades do pequeno
conhecimento sobre gestão e atender as legislações brasileiras ficando vulnerável a
estes aspectos, levando com isso a mortalidade de muitos destes pequenos negócios.
19
De acordo com dados publicados na Revista Exame, entre 2000 e 2010, o
número de empresas no Brasil cresceu 47%, alcançando 6,2 milhões de negócios. A
avaliação mais recente do Banco Mundial aponta que o Brasil cria 316 mil novos
negócios por ano, conquistando o terceiro lugar entre os países mais
empreendedores, atrás dos Estados Unidos e Reino Unido.
2.3 EMPREENDEDORISMO E MICRO E PEQUENAS EMPRESAS
As micros e pequenas empresas geram empregos e o giro de capital dentro
dos próprios municípios onde estas estão inseridas é muito importante, e seu
fortalecimento pode gerar emprego e rentabilidade, contribuindo para a questão tanto
econômica como social das localidades.
A Lei Complementar 123/2006, que institui o Estatuto das Micros e Pequenas
Empresas foi criada no ano de 2006 e é regulamentada no disposto da Constituição
Brasileira.
Ainda nesta Lei, as micros e pequenas empresas são aquelas que têm o
faturamento anual até R$ 360.000,00, enquanto a empresa de pequeno porte tem o
faturamento anual superior a R$ 360.000,00,00 e a empresa normal, não possui limite
de faturamento.
As maiorias das empresas constituintes são micro, pequenas e médias
empresas que buscam profissionais da contabilidade para a abertura das empresas
sendo estes a porta de entrada para o empreendedorismo nacional que possui a
responsabilidade as organizações e a continuidade das mesmas. (Carvalho, 2002,
p.78).
Percebemos que os três pilares do elo entre empreendedores contábeis versus
empresas são: planejamento, gestão empresarial e mentalidade de empreendedor,
onde pode auxiliar nesses três fatores, na gestão organizacional desde a sua abertura,
procedimentos administrativos, operacionais e tomadas de decisões de onde, como e
qual o melhor momento para investir fazer algum investimento, dentre outros.
(CARVALHO, 1996, p.43)
Encontramos também, que a falta dos três pilares citados acima pode gerar a
mortalidade das organizações, que não é um ponto importante, uma vez até um dos
princípios da contabilidade que é a continuidade, luta para que o mínimo de
organizações possíveis seja fechado.
20
Estudos mostram uma melhora na taxa de sobrevivência das empresas. No
entanto o índice de mortalidade ainda é considerável, em média 26% no Brasil.
Conforme levantamento em empresas constituídas de 2005 a 2007, o índice médio de
mortalidade foi de 22% (Indústria), 32% (Construção), 24% (Comércio) e 27%
(Serviços). “De forma complementar, as taxas de mortalidade de empresas de até 2
anos, para as empresas nascidas em 2007, foram respectivamente: 21,8% no
Sudeste, 24,7% no Sul, 26% no Centro-Oeste, 28,7% no nordeste e 31,7% no Norte”
(SEBRAE, 2013, p. 22-30)
É referente a uma mortalidade, que afeta a sociedade como um todo, pois é um
serviço/produto que deixa de ser fornecido, deixa de gerar emprego e giro de capital.
As pequenas empresas possuem uma importância indiscutível, uma vez que
gera empregabilidade, renda, e circulação de dinheiro dentro do município que esta
inserida, muitas vezes empregam aprendizes e os treinam para o mercado de
trabalho, fator importante uma vez que oportunidades de emprego na maioria dos
casos não optam por pessoas com pouca experiência, porem é muito preocupante o
índice de mortalidade que ocorre entre as pequenas e médias empresas, que
possuem muitas dificuldades para se manterem vivas no mercado competitivo e
globalizado.
De acordo com um levantamento feito pelo Sebrae (Serviço Brasileiro de
Apoio às Micro e Pequenas Empresas), 49,9% das pequenas empresas
brasileiras encerram suas atividades antes de completar dois anos de
existência; 56,4% conseguem se manter no mercado por até três anos,
enquanto 59,9% fecham suas portas em quatro anos de atividades. Os
principais motivos são faltos de capital de giro, elevada carga tributária e falta
de clientes. No entanto, especialistas também culpam a burocracia. (CHEMIN
apud MARION, 2009, p. 5).
Um dos problemas comuns das micro e pequenas empresas são as misturas
entre o patrimônio que é da pessoa física e a pessoa jurídica contas de bancos
também misturados, a falta de notas fiscais, ondem causam transtornos e dificuldades
de cumprimento das obrigatoriedades da escrituração contábil segundo o código civil.
Busca de informações e a falta como essas citadas acima , fica difícil nortear
as micro e pequenas empresas qual melhor caminho a ser tomado e até mesmo
verificar a situação atual em que se encontra. As micro pequenas empresas, em sua
maioria são negócios que deram inicio através de empresa familiar, ou seja onde o
conhecimento técnico e teórico é quase nulo, devido a isso, cabe ressaltar ao
21
contador a sua importância em dar toda a assistência e explicação necessária das
origens das despesas, das receitas, entendimento de onde vem sua fonte de
faturamento, quais as principais despesas, as caraterísticas das despesas como por
exemplo daquelas que são fixas, variáveis entre outras, pois sem este controle os
nortes ficam tortos.
Por outro lado, o empreendedor na sua maioria como advém de empresas
familiares também não entendem a necessidade de passar todas as informações aos
contadores, começando a dificuldade, que é citada até por um dos princípios da
contabilidade onde explica que os bens da pessoa física não devem ser misturados
aos bens da pessoa jurídica, que devem ser tratados como se fossem pessoas
distintas, o profissional da contabilidade, deve sempre que possível, avaliar quais as
dificuldades da chegada das informações para a geração dos relatórios e tratar cada
umas delas de modo que, a sua importância seja entendida para ambos lados e que
a continuidade de vida da empresa, assim como tomada de decisões, a colaboração
para possíveis linhas de créditos são resultantes deste processo entre a parceria dos
empreendedores e contadores, através do uso máximo de informações do que ocorre
dentro das organizações até como forma de atingir o objetivo contábil que é o controle
do patrimônio das organizações.
O controle contábil é uma ferramenta de extrema importância para o
crescimento no mercado ou se manterem vivas em um período maior que quatro anos,
saber onde reduzir, onde aumentar, qual melhor momento de investir, qual melhor
método financeiro para a utilização do fluxo de caixa e qual melhor maneira de manter
o controle caminho certo para aplicação de recursos o trabalho preventivo e a
qualidade de vida das organizações são informações que advém das técnicas dos
relatórios contábeis.
2.4 CONCEITOS GERAIS DA CONTABILIDADE
Ainda para Marion (2009) “os dados coletados pela contabilidade são
apresentados periodicamente aos interessados de maneira resumida e ordenada,
formando assim, os relatórios contábeis”.
22
Ou seja, o apoio vai desde a formação das organizações, a contribuição na
separação por departamento, suas funções, até o atendimento as legislações, e o
mais importante a busca constante por estratégias para melhoria continua.
As Demonstrações Contábeis, também conhecidas como demonstrações
financeiras, são o conjunto de informações que devem ser obrigatoriamente
divulgadas anualmente pela administração de uma empresa e representa a sua
prestação de contas para os sócios e acionistas e também os diversos usuários da
contabilidade. São destinadas também a atender as necessidades dos usuários que
não estejam em condições de exigir relatórios adaptados para atender às suas
necessidades específicas de informação.
As Demonstrações Contábeis são preparadas e apresentadas para usuários
externos em geral, tendo em vista suas finalidades distintas e necessidades diversas.
Governos, órgãos reguladores ou autoridades fiscais, por exemplo, podem
especificamente determinar exigências para atender a seus próprios fins. Essas
exigências, no entanto, não devem afetar as Demonstrações Contábeis elaboradas
segundo as Normas Brasileiras de Contabilidade editadas pelo CFC.
Abaixo temos uma figura ilustrativa da estrutura de acordo com o previsto na
legislação de um Balanço Patrimonial: Quadro 1- Estrutura básica do Balanço
Patrimonial:
Quadro 1- Estrutura básica do Balanço Patrimonial
ATIVO PASSIVO
• Ativo Circulante • Passivo Circulante
• Ativo Não Circulante • Passivo Não Circulante
Realizável a Longo Prazo; Patrimônio Liquido
Investimento; • Capital Social;
Imobilizado; (-) Gastos com Emissão de Ações;
Intangível. Reservas de Capital;
Opções Outorgadas Reconhecidas;
Reservas de Lucros
(-) Ações em tesouraria
Ajustes de Avaliação Patrimonial
Ajustes Acumulados de Conversão
Prejuizos Acumulados.
Fonte: Portal CFC (Conselho Federal de Contabilidade, 2013)
23
O Balanço Patrimonial é definido segundo a Resolução nº 686/90, do Conselho
Federal de Contabilidade (CFC) na NBC como uma demonstração contábil
destinada a evidenciar, quantitativa e qualitivamente, em uma determinada data, a
posição patrimonial e financeira da empresa. O Balanço Patrimonial é constituído
pelo ativo, passivo e pelo patrimônio líquido.
Segundo Iudícibus (1995, p. 24) o sistema de informações contábeis passa
pelas fases:
- Fase de Coleta dos Dados - Fase de Ajustes - Saídas do Sistema Esta
última fase é de particular interesse para as nossas finalidades. As saídas do
sistema contábil podem ser classificadas em quatro categorias: 1. Relatórios
sobre a posição financeira em determinado momento (Exemplo: Balanço
Patrimonial). 2. Relatórios sobre mudanças (Fluxos) durante determinado
período (Demonstrativo de Fluxos). 2.1. Demonstração de Resultados. 2.2.
Demonstração de Fontes e Usos de Capital de Giro Líquido (Origens e
Aplicações de Recursos). 2.3. Demonstrações de Fluxos de Caixa. 3. Dados
para planejamento e controle de lucro, principalmente dados e relatórios de
lançamento, de experiência real em comparação com previsões de
orçamento. 4. Dados para estudos especiais que podem ser necessários a
decisões relativas a investimentos de capital, combinação de produtos etc.
Com a chegada da Lei 11.638/76, a ênfase foi nas perspectivas para a profissão
contábil no contexto da Lei citada acima, com as tendências do mundo globalizado
levando um reposicionamento das práticas contábeis, comportamentos
tradicionais dos profissionais de contabilidade.
O autor Assaf Neto (2007) oferece a seguinte explicação sucinta da estrutura
do Balanço:
O balanço compõe-se de três partes essenciais: ativo, passivo, e patrimônio
líquido. Cada uma dessas partes apresenta suas diversas contas
classificadas em “grupos”, os quais, por sua vez, são dispostos em ordem
decrescente de grau de liquidez para o ativo e em ordem decrescente de
exigibilidade para o passivo.
O art. 178 (Lei 11.638/07), diz que o Patrimônio Liquido é composto pelo Capital
Social, Reserva de Capital, Ajustes de Avaliação Patrimonial, Reservas de Lucros,
Ações em Tesouraria e Prejuízos Acumulados, ficando dessa maneira extinto a
conta de Lucros Acumulados, pois a mesma não evidencia a definição do destino
do lucro. Com isso ficando, obrigatoriamente destinado as parcelas para o
resultado, sendo retidas e contabilizadas nas reservas próprias.
Cada empresa tem as suas peculiaridades próprias, o que leva o analista a
partir de processos ou aspectos gerais no seu trabalho, tendo-se a cautela em
considerar:
24
A natureza jurídica da organização (S/A., LTDA., etc.); O ramo de negócio
da empresa; A dimensão e alcance da empresa; As condições de giro do
negócio; O processo de formação do resultado; As condições legais (leis que
atingem para restringir ou incrementar as atividades); As condições
econômicas (conjunturas gerais dos negócios); A localização da empresa
(mercado no qual atua). ( LUNELLI, p.89, 2008)
A legislação em análise determina que os elementos do ativo decorrentes de
operações em longo prazo podem ser ajustadas a valor presente sendo, os demais
ajustes somente quando houver valores de maior relevância.
Conforme medida provisória nº 449/08 e a Lei 11.941/09, as Sociedades Anônimas
e empresas de grande porte devem efetuar, com base na natureza de suas operações,
a apresentação dos Ativos e Passivos Circulantes e Não Circulantes em separação
do próprio balanço. Como os elementos são apresentados sinteticamente, há
necessidade de aplicação da técnica contábil denominada análise das demonstrações
contábeis.
Analisar significa transformar as demonstrações contábeis em partes de
forma que melhor se interprete os seus elementos. Interessa conhecer
primordialmente dois aspectos do patrimônio, quais sejam, o econômico e o
financeiro. A situação econômica diz respeito à aplicação do capital e seu
retorno e a situação econômica diz como a empresa está em relação a seus
compromissos financeiros. (FRANCO 1992, p. 93)
Gitman (2002) afirma que a demonstração do resultado do exercício informa uma
síntese financeira dos resultados oriundos das operações da empresa sobre
determinado exercício como podemos observar abaixo:
A demonstração do resultado do exercício fornece um resumo financeiro dos
resultados das operações da empresa durante um período específico.
Normalmente, a demonstração do resultado cobre o período de um ano
encerrado em uma data específica, em geral 31 de dezembro do ano
calendário. Muitas empresas grandes, no entanto, operam em um ciclo
financeiro de 12 meses, ou ano fiscal, que se encerra em outra data, diferente
de 31 de dezembro. Ademais, é comum o preparo de demonstrações mensais
para uso da administração e demonstrações trimestrais a serem colocadas à
disposição dos acionistas das empresas de capital aberto.
As Demonstrações Contábeis representam o panorama mais exato de sua
situação econômico-financeira e envolvem um conjunto de peças que permite aos
usuários e interessados na empresa uma avaliação correta e independente da
mesma, tanto nos aspectos patrimoniais como no desempenho dos administradores.
Demonstração do Resultado do Exercício – DRE
25
A Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) discriminará (Art. 187 da
Lei 6.404/76):
I - a receita bruta das vendas e serviços, as deduções das vendas,
os abatimentos e os impostos;
II - a receita líquida das vendas e serviços, o custo das mercadorias
e serviços vendidos e o lucro bruto;
III - as despesas com as vendas, as despesas financeiras,
deduzidas das receitas, as despesas gerais e administrativas, e outras
despesas operacionais;
IV - o lucro ou prejuízo operacional, as outras receitas e as outras
despesas;
V - o resultado do exercício antes do Imposto sobre a Renda e a
provisão para o imposto;
VI – as participações de debêntures, empregados, administradores e
partes beneficiárias, mesmo na forma de instrumentos financeiros, e de
instituições ou fundos de assistência ou previdência de empregados, que não
se caracterizem como despesa;
VII - o lucro ou prejuízo líquido do exercício e o seu montante por
ação do capital social.
Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados – DLPA
De acordo com a Lei das Sociedades Anônimas, a demonstração de
lucros ou prejuízos acumulados discriminará:
I - o saldo do início do período, os ajustes de exercícios anteriores
e a correção monetária do saldo inicial;
II - as reversões de reservas e o lucro líquido do exercício;
III - as transferências para reservas, os dividendos, a parcela dos
lucros incorporada ao capital e o saldo ao fim do período.
Demonstração dos Fluxos de Caixa – DFC
A Demonstração dos Fluxos de Caixa retrata as alterações ocorridas, durante
o exercício, no saldo de caixa e equivalentes de caixa, segregando-se essas
alterações em três fluxos: das operações, dos financiamentos, e dos investimentos.
(Blatt, 2001).
Notas Explicativas
As Notas explicativas contêm informações adicionais em relação às
apresentadas nas demonstrações contábeis. As notas explicativas oferecem
descrições narrativas ou segregações e aberturas de itens divulgados nessas
demonstrações e informação acerca de itens que não se enquadram nos critérios de
reconhecimento nas demonstrações contábeis. (Blatt, 2001, p.89).
Esta técnica é extremamente importante, porém podem existir alguns aspectos
das empresas que não ficam bem claros com estas análises, sendo então necessário
um estudo mais aprofundado da empresa para o esclarecimento de todos os pontos
obscuros. Tendo em vista, um perfeito diagnóstico econômico e
26
financeiro de uma empresa será necessário outras estudos além da de seus
demonstrativos contábeis
Para Marion (2009), “contabilidade é o instrumento que fornece o máximo de
informações úteis para a tomada de decisão dentro e fora da empresa”. É muito antiga
e sempre existiu como uma ferramenta de auxilio na tomada de decisão.
Ainda para Marion (2009) “os dados coletados pela contabilidade são
apresentados periodicamente aos interessados de maneira resumida e ordenada,
formando assim, os relatórios contábeis”.
Ou seja, o apoio vai desde a formação das organizações, a contribuição na
separação por departamento, suas funções, até o atendimento as legislações, e o
mais importante a busca constante por estratégias para melhoria continua.
2. 5 DIFERENÇA ENTRE CONTABILIDADE FINANCEIRA E CONTABILIDADE
GERENCIAL
Dentre as utilizações da contabilidade, para fins gerenciais, destacam-se, entre
outros: projeção do fluxo de caixa, análise de indicadores, cálculo do ponto de
equilibrio, determinação de custos padrões e planejamento tributário.
Na contabilidade existem dois modelos básicos sendo eles a contabilidade
financeira e a contabilidade gerencial e como a contabilide faz sua prestação de
contas junto com o fisco.
A contabilidade financeira, se ajusta a demanda solicitada pelo fisco, que são
as entregas de todas as obrigações acessórias, sendo elas os SPEDs ICMS, fiscal,
contribuiçõe, a escrita fiscal dentre outros, seguindo normas, padrões especificos,
segue planos de contas especificos solicitados pela receita federal..
Já a contabilidade gerencial surge como necessidades dos usuários internos a
analisarem os relatórios como forma de conseguir maior numeram de informações
para o auxilio em qualquer tomada de decisão.
Para Iudícibus (2007, p. 21):
A Contabilidade gerencial pode ser caracterizada, superficialmente, como um
enfoque especial conferido a várias técnicas e procedimentos contábeis já
conhecidos e tratados na contabilidade financeira, na contabilidade de custos,
na análise financeira e de balanços etc.
A contabilidade gerencial contribui para os empreeendedores para a tomada
de decisões, neste ponto é onde existe a análise dos relatórios que são efetuados
pelos profissionais da contabilidade, através da análise dos indices de liquidez seca,
27
imediata, permanete, o resultado efetivo ou o lucro operacional, lucro liquido o fluxo
de caixa, capital de giro dentre outros indicadores. Sendo eles:
Índices de Liquidez: Marion (2006, p. 65): define que esses índices revelam a
capacidade da empresa de saldar suas dívidas em curto prazo, longo prazo, ou
imediato, evidencia que se possuir um bom fluxo de caixa, dificilmente terá problemas
de endividamento.
Liquidez Seca: ROSS (1995, p. 50) “os ativos de conversão rápida são aqueles
ativos circulantes que podem ser facilmente transformados em dinheiro.”
Liquidez Corrente: esse índice divide-se o ativo circulante total pelo passivo
circulante total, e segundo Silva (2005), quanto maior for esse índice mais
disponibilidades tem para pagar suas dívidas.
Liquidez Geral: Composta pela soma do ativo circulante mais o realizável em longo
prazo, dividido pela soma do passivo circulante mais o exigível a longo prazo,
representa o valor que a empresa disponibiliza a longo prazo para saldar com suas
obrigações, afirma Silva (2005, p 78)
A Ciência Contábil faz uso de várias técnicas para conseguir o seu objetivo
maior (informação).
Escrituração → Demonstrações Contábeis ↔ Análise das Demonstrações
↑
Auditoria
Uma das primeiras análises realizadas, ocorrem no Balanço Patrimonial,
podemos dizer que o Decreto da Lei 6.404 de 1940, foi o primeiro modelo de lei,
que era mais próximo dos moldes europeus, com ênfase aos diretores , sem a
preocupação com a transparência contábil, com a devida clareza na informação.
Dentre as técnicas de análises, temos, a Análise Através dos Índices, sendo
um dos índices básicos de análises e primordial Segundo Matarazzo (1992, p. 96),
“Índice é a relação entre contas ou grupo de contas das Demonstrações Financeiras,
que visa evidenciar aspecto da situação econômica ou financeira de uma empresa.”
✓ Índice de Estrutura de Capital: que para Blatt (2001): é a participação de capital
de terceiros;
28
✓ Índice de Liquidez: que mostra a situação financeira das organizações, não
pela capacidade de pagamento, e sim com a comparação do ativo circulante
com as dívidas (passivo circulante) (Matarazzo, 1992);
✓ Índice de Rentabilidade: para Matarazzo (1992), esse índice consegue medir
em termos econômicos qual a capacidade de eficiência das organizações na
sua capacidade de lucrar;
Os índices são relações que se estabelecem entre duas grandezas, pois facilitam
o trabalho de análise uma vez que a apreciação de certas relações ou percentuais é
a mais significativa, ou seja relevante, que a observação de montantes por si só.
Ainda, referente as análises temos as Análises: Horizontais e Verticais. A análise
da variação da riqueza realizada entre a comparação de dois índices em momentos
distintos mostra que este procedimento é um tanto antigo, desde o surgimento da
classe dos profissionais contábeis e sua necessidade maior de entendimento e busca
pela maior lucratividade e devem ser usadas em conjunto.
• Análise Vertical: segundo Ribeiro (1997, p. 173):
A Análise Vertical, também denominada por alguns analistas Análise por
Coeficientes, é aquela através da qual se compara cada um dos elementos
do conjunto em relação ao total do conjunto. Ela evidencia a percentagem de
participação de cada elemento no conjunto.
Consiste em estabelecer as proporções de uma referência principal, verificando
quanto cada conta faz parte do todo, assim possibilitando uma visualização de como
estão distribuídos através de porcentagem estabelecendo o fator principal de 100%
que no caso do Balanço Patrimonial é as contas de Ativo e Passivo, além de todas as
subdivisões dos grupos, e no Demonstrativo de Resultado do Exercício será usando
a conta da Receita Bruta de Vendas, como fator principal.
• Análise Horizontal: para Blatt ((2001, p.60):
Tem por objetivo demonstrar o crescimento ou queda ocorrida em itens que
constituem as demonstrações contábeis em períodos consecutivos. A análise
horizontal compara percentuais ao longo de períodos, ao passo que a análise
vertical compara-os dentro de um período. Esta comparação é feita olhandos
e horizontalmente ao longo dos anos nas demonstrações financeiras e nos
indicadores.
Consiste em estabelecer as proporções de uma conta entre diversos anos
exercícios, assim possibilitando uma visualização de como estão evoluindo de um ano
a outro através da porcentagem, estabelecendo o fator principal de 100% das contas
contábeis, verificando o desempenho e quais as mudanças sofridas no
29
decorrer dos anos, como isso está afetando a empresa e podendo prever tendência
do Balanço Patrimonial e Demonstrativo de Resultado do Exercício, essa análise deve
ser feita no mínimo de três anos.
A análise vertical mostra a importância de cada qual conta em relação ao total,
e através das comparações feitas entre padrões do ramo, ou dos percentuais das
organizações, porém em períodos anteriores e a análise horizontal apresenta a
evolução de cada conta ao longo de períodos seguidos e permite conclusões a
respeito da empresa no presente momento.
2.6 CONTABILIDADE GERENCIAL - CONCEITOS GERAIS
A Contabilidade Gerencial é uma das divisões da contabilidade geral, mais
voltada para o registro, controle e gerenciamento dos recursos disponíveis e das
atividades da entidade (empresa), visando subsidiar, através de informações
contábeis, as pessoas que tomam decisões e supervisionam as ações desenvolvidas
combinando informações do sistema de contabilidade, tais como: controles de
estoques, folha de pagamento e balancetes setorizados.
Para Atkinson et al (2000 p. 36) “contabilidade gerencial é o processo de identificar,
mensurar, reportar e analisar informações sobre os eventos econômicos das
empresas”. Iudícibus (2009, p. 21) define que:
A contabilidade gerencial pode ser caracterizada, superficialmente, como um
enfoque especial conferido a várias técnicas e procedimentos contábeis já
conhecidos e tratados na contabilidade financeira, na contabilidade de custos,
na análise financeira e de balanços etc., colocados numa perspectiva
diferente, num grau de detalhe mais analítico ou numa forma de apresentação
e classificação diferenciada, de maneira a auxiliar os gerentes das entidades
em seu processo decisório.
Uma característica importante da contabilidade gerencial é a sua flexibilidade,
ou seja, a possibilidade de emitir relatórios quantitativos e qualitativos, perpassando a
necessidade de obediência aos princípios da contabilidade como é o caso da emissão
de um balanço em outra moeda, a emissão de balanços por safras, ou por
sazonalidades de vendas, ou de produção.
Para Crepaldi (2006, p 67):
(...) contabilidade gerencial é o ramo da contabilidade que tem por objetivo
fornecer instrumentos aos administradores de empresas que os auxiliem em
suas funções gerenciais. É voltada para a melhor utilização dos recursos
econômicos da empresa, através de um adequado controle dos insumos
efetuado por um sistema de informação gerencial.
30
Assim, a contabilidade gerencial vem trazendo o conhecimento e o suporte
necessário para que a gestão possa manter os controles interno e externos das
empresas em pleno funcionamento e com o mínimo de falhas possíveis.
O gerenciamento condiciona ao controle efetivo de todo tipo de transação da
empresa, seja uma venda ou uma aquisição, por exemplo. É através do
gerenciamento contábil que o gestor pode acompanhar o desempenho da empresa, a
partir de relatórios que servem para apuração adequada de informações relevantes,
servindo como um excelente instrumento de gestão interna que explica, por exemplo,
como o orçamento e o fluxo de caixa podem se transformar em excelentes elementos
de gestão e planejamento organizacionais.
31
3 CONTABILIDADE E SUAS FERRAMENTAS DE GESTÃO
Muitos questionamentos sobre os aspectos da importância de se fazer ou não
a escrituração contábil para as empresas, independente das legislações comerciais,
que alegam a obrigatoriedade das escriturações e a das resoluções do Conselho
Federal de Contabilidade, muito além das obrigatoriedades a contabilidade é uma
grande ferramenta de gestão para contribuir com o empreendedor, seja na pequena,
média ou grandes empresas.
Com isso é fundamental a contribuição dos contadores para juntamente com
seus empreendedores para apresentação de relatório tais como: balanço patrimonial,
demonstração do resultado do exercício, demonstração do fluxo de caixa,
demonstração da mutação do patrimônio liquido entre outros, para que assim o
empreendedor, possa juntamente com o auxilio do contador e através da contribuição
para a análise de cada um dos relatórios citados acima, para qualquer que seja a sua
tomada de decisão.
3.1 FERRAMENTAS DA CONTABILIDADE GERENCIAL
Dentre as ferramentas contábeis tem-se os relatórios, que tem por
objetivo auxiliar os micro e pequenos empresários na gestão de seus negócios,
produzindo informações úteis e confiáveis. Iudícibus e Marion (2002, p. 73)
conceituam relatórios contábeis como “a expressão resumida e ordenada de dados
colhidos pela contabilidade. Ele objetiva relatas às pessoas que utilizam os dados os
principais fatos registrados por aquele setor em determinado período”. Dois relatórios
fundamentais para essas tomadas de decisões são: o Balanço patrimonial e a
Demonstração de Resultado do Exercício – DRE.
Na concepção de Crepaldi (2011, p. 2) o processo de contabilidade gerencial
deve:
[...] ser obtido através do processamento da coleta de dados e informações
que serão armazenadas e processadas no sistema de informações da
empresa. Com a integração das informações obtidas nos vários
departamentos, a contabilidade gerencial proporciona aos seus
administradores informações que permitem avaliar o desempenho de
atividades, de projetos e de produtos da empresa, bem como a sua situação
econômico-financeira através da apresentação de informações claras e
objetivas de acordo com a necessidade de cada usuário.
Na linha de pensamento de Padoveze (2009, p. 43):
32
Os sistemas de informações de apoio às operações nascem da necessidade
de planejamento e controle das diversas áreas operacionais da empresa.
Esses sistemas de informação estão ligados ao sistema físico- operacional e
surgem da necessidade de desenvolver as operações fundamentais da firma.
Podemos dizer até que esses sistemas são criados automaticamente pelas
necessidades de administração operacional.
Como por exemplo, podemos citar os sistemas de informações de controle de
estoques, de banco de dados de estrutura de produtos, de processo de produção, de
planejamento e controle da produção, de compras, de controle patrimonial, de controle
de recursos humanos, de carteira de pedidos, de planejamento das vendas, de
acompanhamento de negócios etc.
Para que caso dividas com fornecedores estejam em um alto nível a
possibilidade de financiamentos juntamente com os bancos, se é possível a aquisição
de mais ativos para a organização, ou se é o melhor momento para a venda de alguns
deles, contribui até na decisão de esta no momento adequado para a expansão dos
negócios como aberturas de filiais. Apresenta através do controle de estoque se os
custos estão sendo veiculados de maneira correta dentro da organização.
Ou seja, são inúmeras as razões e a importância que os empreendedores
contábeis podem auxiliar os empreendedores de todas as organizações que sejam
para fins de continuidade dos seus trabalhos, ou seja, para o planejamento e
direcionamento correto dos seus negócios, assim como atender um dos princípios da
contabilidade que é a continuidade dos negócios, como forma de manter para fins
sociais e geração de emprego como também para a circulação de dinheiro , capital e
serviços/ produtos.
Observa-se que o IBRACON (Instituto dos Auditores Independes do Brasil)
apresenta uma conotação mais operacional para a Continuidade, quando diz:
O Postulado da Continuidade tem outro sentido mais profundo que é o de encarar a
entidade como algo capaz de produzir riqueza e gerar valor continuadamente sem
interrupções.
Na verdade, o exercício financeiro anual ou semestral é uma ficção
determinada pela necessidade de se tomar o pulso do empreendimento de tempos
em tempos. Mas as operações produtivas da entidade têm uma continuidade
fluidificante: do processo de financiamento ao de estocagem de fatores de produção,
33
passando pelo uso desse no processo produtivo, até a venda que irá financiar novo
ciclo e assim por diante.
Há alguns anos atrás a parte gerencial, ou seja, a parte de gestão era vista
como parte paralela a contabilidade, a empresa tinha a gestão financeira a gestão de
estoques, mas a contabilidade era apenas uma geradora de obrigações e emissão de
guias para recolhimento.
Um grande passo foi dado para a valorização da Contabilidade com a
convergência para os padrões internacionais. Muitas portas se abriram para
os profissionais da contabilidade, assim como eles conseguiram oferecer
mais e diferenciados serviços para seus clientes, porém não foi simples. Com
as mudanças eles precisaram se atualizar, se especializar e passar esse novo
conhecimento para seus funcionários e colegas (CARVALHO; GONÇALVES;
MENDONÇA, 2014, p 54).
Mas com o passar dos anos e com maior entendimento de profissionais da área
contábil, foi possível comprovar que sua importância foi conquistada dentro do sistema
de gestão como um todo, unificando e entendendo que, contabilidade é tanto a
entrega de obrigações prevista por legislações como também, toda a parte financeira
faz parte dos relatórios que a contabilidade pode apresentar, ou seja não podem e
não são coisas paralelas.
3.2 A IMPORTANCIA DAS TECNOLOGIAS E INFORMATIZAÇÃO DOS
PROCESSOS CONTÁBEIS
Com o passar dos anos e com maior entendimento de profissionais da área
contábil, foi possível comprovar que sua importância foi conquistada dentro do sistema
de gestão como um todo, unificando e entendendo que, contabilidade é tanto a
entrega de obrigações prevista por legislações como também, toda a parte financeira
faz parte dos relatórios que a contabilidade pode apresentar, ou seja não podem e
não são coisas paralelas.
A profissão do contador é considerada muito trabalhosa, por causa de suas
complexidades, e as necessidades de controle de um número relevante de
fatos contábeis que ocorrem no dia-a-dia das empresas, incluindo a questão
do governo no controle dos fatos que provocam recolhimento de impostos.
(Oliveira, 2003, p. 89)
É uma ferramenta importante, a analise dos relatórios contábeis pelos
contadores e gestores com a gestão de negócios, assim como atualmente o que
contribuiu para que as contabilidades abrangessem a sua profissão e o maior
34
entendimento de sua importância foi com a ajuda dos softwares dos sistemas
integrados de gestão que auxiliam na demonstração de que contabilidade era apenas
escrituração, mas sim, uma geradora de relatórios muito importantes que é capaz de
auxiliar qualquer empreendedor na continuidade dos seus negócios.
Uma das principais vantagens da utilização de tecnologia nos processos
contábeis está no ganho de tempo conseguido. Dessa forma, os contadores
não perdem muito tempo naqueles enormes e exaustivos cálculos e
escriturações, tendo mais tempo para trabalhar na análise de dados, o que
garante maior precisão e clareza nas informações fornecidas aos usuários
que, por sua vez, estarão mais informados para tomar a decisão correta
(SANTOS, 2002, p 45).
Abaixo segue algumas vantagens da contabilidade informatizada, segundo
dados de Oliveira (2000, p.89) Aumento da produtividade; Melhoria da qualidade dos
serviços (Impressão eletrônica); Mais estímulos para os profissionais da área
(facilidade de alimentar os sistemas com informações precisas); Facilidade para a
leitura prévia dos relatórios; Atendimento às exigências dos órgãos quanto ao
cumprimento de prazos; Facilidade de Acesso a informações da empresa Maior
segurança das informações; Menos espaço físico nos ambientes de trabalho; Guardar
arquivos em CDs.
No Brasil, a informatização da contabilidade teve desenvolvimento na década
de 80, resultando na automação das atividades contábeis. A contabilidade recebeu
influências diretas e indiretas das tecnologias por estar inserida na modernidade e no
mundo de negócios. Com o avanço tecnológico, a área contábil vem seguindo o ritmo
da informática visando atingir os padrões de agilidade e qualidade exigidos pela
sociedade.
A contabilidade desenvolveu-se em resposta a mudanças no ambiente, novas
descobertas e progressos tecnológicos. Não há motivo para crer que a
Contabilidade não continue a evoluir em resposta a mudanças que estamos
observando em nossos tempos. (Hendriksen [Link] 1999,p.38).
Hoje, no mercado, existem uma infinidade de ferramentas sendo elas:
ferramentas de gestão financeira, de gestão de processos, ferramentas de controles
internos, de controle de informações sendo inúmeras, além das mais simples como:
controle de agenda, ferramentas para controle de reuniões, dentre outras, que difere,
é a atitude, análise e comportamento perante as ferramentas que pode auxiliar e
modificar as idéias do empreendedor perante sua organização.
35
Para Oliveira (2003, p. 17) “as empresas que adotaram a contabilidade
informatizada tiveram bons resultados e procuraram cada vez mais melhorar esse
processo”. Sem dúvidas, a contabilidade informatizada trouxe contribuições
extremamente significativas para as organizações de pequeno, médio e grande porte
Com as mudanças que vem ocorrendo em nosso meio, a contabilidade e os
profissionais de sua área estão em busca do seu aprimoramento, através disso a
tecnologia e a informática são bases essências para que se consiga chegar a um bom
resultado com eficiência e assim elaborar uma análise estatística. O Contador deve
dar a devida explicação e interpretação dos fenômenos patrimoniais que serão
necessários para obter cada vez mais a intelectualizaram do conhecimento contábil
36
4 CONTRIBUIÇÕES DAS FERRAMENTAS PARA O EMPREENDEDOR E AS
ORGANIZAÇÕES
Para as organizações tomarem qualquer tipo decisão é imprescindível a
disponibilidade de um sistema de informação que as permitam decidir com bases em
dados e análises de relatórios confiáveis, claros e coesos.
As análises dos relatórios contábeis têm por finalidade gerar informações uteis
para tomadas de decisões partindo das demonstrações extraídas, sendo assim esta
técnica interpreta os demonstrativos financeiros de uma empresa
Silva (2001, p.71) acrescenta que as Demonstrações Contábeis se constituem
como um meio de comunicação, um canal pelo qual a empresa apresenta informações
e dados aos diferentes usuários internos e externos Caracterizando assim
transparência em suas operações, atingindo assim uma dimensão que transpassa o
contexto fiscal e compreende a dimensão ética.
Com o balanço patrimonial é possível, verificar através do passivo circulante a
quantidade exata do valor devedor da organização a curto prazo, valores de: folhas
de pagamentos, tributos: municipais, estaduais e federais, a longo prazo a quantidade
de financiamento, empréstimos e parcelamentos que a organização possui, verifica se
a possibilidade de quitação ou até mesmo o benefício de um novo empréstimo, caso
a organização necessite.
Atualmente, as empresas que desejam recursos financeiros para investimento
e alavancagem de suas operações, possuem o apoio de várias instituições bancárias
que estão dispostas a financiar qualquer empreendimento, considerando, é claro, a
saúde financeira da empresa.
Segundo Lobrigatti (2013, p 54):
Toda empresa, frequentemente, necessita de investimentos para renovar o
patrimônio ou para ampliar a capacidade de vendas. Se, para investir, a empresa
utilizar recursos próprios ou financiamento de terceiros, é muito importante que
você leve em consideração as disponibilidades de caixa e, com isso, avalie melhor
quanto será preciso para investir e quanto tem disponível em caixa para esses
investimentos. Portanto, é importante manter sempre a preocupação quando
pensar em investir, avalie o momento mais apropriado e cuide para que situações
desfavoráveis, como queda de vendas, aumentam de custos, aumento da
inadimplência, não comprometam as disponibilidades de caixa. Fazer isso é vital
para que a empresa não passe por dificuldades financeiras, em função de
investimentos realizados sem planejamento.
37
Segundo Crepaldi (2008, p. 15), as informações devem ser construídas para
atender a esses consumidores e não para atender aos contadores. O contador
gerencial deve fazer um estudo básico das necessidades de informação contábil
gerencial.
São informações que são preparadas para usuários externos em geral como,
por exemplo: órgãos reguladores, autoridades fiscais, licitações, exigências para
atender seus próprios fins de interesse como: solicitação de empréstimos bancários,
linhas de créditos diversas, solicitação de parcelamentos. E todos esses relatórios,
devem seguir estritamente as exigências das Normas Brasileiras da Contabilidade.
A Resolução CFC N°785 DE 28 julho de 1995 – Publicada no DOU, de 1°-08-
95 que aprova a NBC T 1, que trata das normas de contabilidade e da informação
contábil, apresenta essas particularidades como sendo:
Confiabilidade: é atributo que faz com que o usuário acolha a informação
contábil e a aproveite como apoio nas decisões, configurando, pois,
componente efetivo na afinidade entre aquele e a própria informação,
fundamentando-se na verdade, amplitude e atribuição do seu teor.
Tempestividade: refere-se ao evento de que a informação contábil deve
chegar à noção do usufrutuário em tempo adequado, afim de que este possa
aproveitá-la para seus fins.
Compreensibilidade: concerne à clareza e objetividade com que a
informação contábil é divulgada, abrangendo desde elementos de natureza
formal, como a organização espacial e recursos gráficos empregados, até a
redação e técnica de exposição utilizada.
Comparabilidade: deve possibilitar ao usuário o conhecimento da evolução
entre determinada informação ao longo do tempo, numa mesma entidade ou
em diversas entidades, ou a situação destas num momento dado, com vista
a possibilitar o conhecimento das suas posições relativas.
As análises contribuem para a antecipação de um problema futuro para que
não seja tomado possíveis sustos quanto a posição financeira da organização em um
determinado período, assim como contribui para que possíveis soluções e medidas
sejam tomadas dentro de tempo hábil, sem que haja prejuízos dentro das
organizações, como por exemplo as análises de reposição e qual momento de compra
para estoques.
Através das análises das demonstrações contábeis, as organizações, podem
tomar decisões para correção de erros passados, como por exemplo de vendas feitas
erroneamente como também tomar decisões para o futuro como por exemplo qual
melhor momento para uma possível expansão, através de novas atividades ou
abertura de novas filiais.
38
A Norma Brasileira de Contabilidade NBC T 1 exemplifica algumas das tomadas
de decisões econômicas pelos diversos usuários das Demonstrações Contábeis, tais
como:
- Decidir quando comprar, manter ou vender um investimento em
ações;
- Avaliar a Administração quanto à responsabilidade que lhe tenha
sido conferida, qualidade de seu desempenho e prestação de contas;
- Avaliar a capacidade da entidade de pagar seus empregados e
proporcionar-lhes outros benefícios;
- Avaliar a segurança quanto à recuperação dos recursos
financeiros emprestados à entidade;
- Determinar políticas tributárias; - determinar a distribuição de lucros
e dividendos; - preparar e usar estatísticas da renda nacional; ou -
regulamentar as atividades das entidades.
Uma vez que a empresa assume as ferramentas de Demonstrações Contábeis,
a gestão passa a ter uma visão mais estratégica dos seus negócios, pois por meio das
informações poderão ser tomadas decisões operacionais como: compra, venda
investimentos, financiamentos, e etc. é importante que a empresa saiba
adequadamente qual a sua real posição econômica para que a mesma obtenha
crescimento e ascensão no mercado, e a contabilidade auxilia significativamente neste
processo.
Nesse âmbito é fundamental que os contadores e gestores saibam de fato
analisar as demonstrações contábeis, pois essas são fontes riquíssimas de
informações, não adianta simplesmente elaborarmos as demonstrações é necessário
que saibamos analisá-las, levando em conta que a análise não é somente feita através
das contas patrimoniais, ativo, passivo, patrimônio liquido, ou contas de resultado
despesas e receitas. O exame feito nesses demonstrativos também requer outros
elementos como os índices contábeis que são chamados por outros autores de índices
financeiros e econômicos.
4. 1 PRINCIPAIS NECESSIDADES DOS EMPREENDEDORES
Os empreendedores em sua maioria passam de empregados para autônomos
como maneira de sobrevivência, devido a alguma demissão, a falta de emprego a
busca por uma renda acaba surgindo a oportunidade e a necessidade de ser
empreendedor.
A maioria dos negócios abertos por necessidade, de acordo com Aidar (2007),
são por falta de oportunidade no mercado. Em 2002, novas micro pequenas
39
empresas representavam 99,2% das empresas formais no Brasil, empresas que
surgem onde o ramo já está saturado, por ser facilitada a entrada no mercado, por
necessitar menor valor de capital entre outros. Aidar (2007), afirma que isso afeta
diretamente o equilíbrio do mercado, pois implicam em menores rendimentos e
maiores concorrências, o que aumenta consideravelmente o risco de falência.
(SEBRAE, 2007)
Notamos, com esta pesquisa que, o Brasil possui um grande numero de micro
e pequenas empresas, em alguns casos aqueles que se reinventaram e outros já
existentes por se tratar de negócios familiares passados de gerações por gerações.
Com a afirmação acima os autores , Peters e Hisrich (2002, p.89) :
Acrescentam que o desejo de iniciar o próprio negócio é fortemente influenciado
pela cultura, subcultura, família, professores e colegas. Qualquer uma dessas
influências pode funcionar como fonte de estímulo para o empreendedorismo,
com o apoio abrangendo desde políticas governamentais que favo- recém os
empreendimentos até fortes modelos de desempenho da família ou de amigos.
Uma característica que enfatiza esse empreendedores é a necessidade de
gestão dos seus negócios, sendo perfis que não possuem experiências
empreendedoras, não tiveram informações empreendedoras, são pessoas que
possuem uma necessidade e vão para o mercado em busca de suprir essas
necessidades.
O principal fator critico desse cenário de mudanças está na alta e intensa
exigência de desenvolvimento, treinamento e capacitação para milhões de pessoas,
para que possam atender aos novos padrões de desempenho técnico, profissional,
ético e pessoal que o trabalho neste início do século XXI está exigindo. Com isso, a
educação passa a adquirir um papel estratégico na fornação das pessoas, desde a
infância até o fim da vida produtiva.
Essa falta de informação, pode ser a principio um problema, sendo a
qualificação uma grande necessidade para se manterem a continuidade dos seus
negócios, sendo muito importante também a conscientização de que precisa se
qualificar, muitos empreendedores não possuem a cultura ou o hábito de que se
preparar para a função de empreendedor é um dos primeiros passos para os negócios
progredirem.
Existem por muitas vezes a falta de planejamento de técnicas de gestão para
manterem os empreendedores no mercado e alcançarem os resultados almejados,
40
sendo necessário: planejamento financeiro, planejamento estratégico, processo de
gestão de pessoas, e outros fatores e riscos que forem avaliados como possíveis
inviabilizadores do negócio, devem ser considerados e tratados com prioridade e caso
não sejam eliminados, devem causar a modificação do conceito do negócio.
De acordo com HALLORAN (1994 p, 78) e baseado em experiências próprias,
podem ser considerados riscos:
- Problemas de ordem pessoal, como incompatibilidade entre a escolha do
negócio e os desejos pessoais; - Expectativas de grandes e rápidos retornos
financeiros; - Pouco conhecimento sobre o negócio; - Mau dimensionamento
dos gastos necessários à abertura, estruturação e funcionamento do negócio;
- Erros no planejamento e definição dos preços dos produtos e serviços,
causando margens de ganho incompatíveis com as necessidades do
negócio; - Pouca visão administrativa e estratégica.
Quando o único objetivo é gerar lucro, perde-se de vista o potencial que a
empresa tem para gerar valor para a sociedade, para incrementar a economia e trazer
novas soluções para o mercado. E a razão de ser da empresa deixa de existir, ela
também deixará de fazer sentido, o que significa que, quando as empresas deixam de
dar lucro, elas são fechadas.
4.2 A INFORMAÇÃO CONTÁBIL COMO BASE NO PROCESSO DECISÓRIO
DOS GESTORES DAS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS
Percebe-se que com uma melhor divulgação do serviço do contabilista a um
crescimento no número de clientes e um incentivo para os antigos, que passam a ver
o trabalho do mesmo com outros olhos. O serviço bem executado fará sempre que o
cliente satisfaça sua necessidade e procure novamente a empresa.
Nas Demonstrações Contábeis apresentadas para o usuário externo, o
processo de normatização faz-se necessário para que haja uma relativa uniformidade.
É necessária a percepção da sociedade de que existe uma rigidez, e não uma
percepção de que existe um afrouxamento das normas. Portanto, alterar a
contabilidade societária no que diz respeito à diminuição da prudência, seria muito
difícil, apesar da demanda de seus usuários por maior quantidade e qualidade
informacional das empresas.
Os profissionais da contabilidade tiveram dificuldades ao elaborar as
demonstrações contábeis do exercício de 2012, em 58% das empresas analisadas,
dificuldades com relação à elaboração das notas explicativas, tais como: ausência de
informações sobre as contas apresentadas nas demonstrações, na ordem em que
aparecem (73%), de informações sobre a tributação da empresa (33%), informações
sobre estoques (78%), informações sobre o imobilizado (71%), e sobre
41
o capital social das empresas (56%). (Normas Brasileiras de Contabilidade, 2012)
A pesquisa citada acima, foi realizada em novembro de 2015 pelo XVII
Seminários em Administração, onde teve como pauta principal o entendimento da
importância dos profissionais da contabilidade, suas dificuldades na convergência,
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principalmente pela falta de entendimento da importância que esses profissionais tem
perante as organizações independente do porte que tenha, esta pesquisa também
traz o entendimento do conjunto de normas internacionais de contabilidade emitidas
e revisadas pelo Conselho de Normas Internacionais de Contabilidade, onde visa
uniformizar os procedimentos contábeis e politicas existentes entre os pais
melhorando a estrutura conceitual e proporcionando a mesma interpretação das
demonstrações financeiras.
No entanto, este assunto sobre as Normas Internacionais da Contabilidade
ainda traz consigo uma discussão plausível pois, este procedimento para ser adotado
em um país ainda em desenvolvimento, onde ainda não possui o total entendimento
dos profissionais da contabilidade e a necessidade de informações condizentes para
a geração e elaboração de relatórios contábeis, para atender este novo procedimento,
assim como este assunto ainda é visto como um gargalo entre os profissionais da
contabilidade versus organizações.
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5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Através desta pesquisa foi possível observar que há uma grande quantidade de
empreendedores, sejam eles por necessidade ou oportunidade, que é de extrema
importância, pois gera empregos, renda, capital de giro onde estão inseridas além da
prestação ou venda do produto ou serviço através do segmento que desenvolveu.
Porém, notamos que em sua maioria não conseguem se manterem no mercado dos
negócios e os níveis de mortalidade dessas organizações são cada vez maiores.
Seja por necessidade, oportunidade, ou que o negócios foram passados de
geração para geração o gargalo da mortalidade encontra se na falta de planejamento,
conhecimento na área de gestão e a cultura ou hábito do não entendimento que esses
pontos sejam importantes.
Para isso a contabilidade com o empreendedor na gestão da sua empresa, a
aplicação correta das informações contábeis na tomada de decisão. A maioria das pessoas
e parte dos contadores ainda pensam que a contabilidade é usada unicamente para
apuração de impostos e esquecem das riquezas nas informações da organização, que ela
é capaz de extrair. E o gestor por sua vez, não sabe empregar corretamente as
informações que a contabilidade fornece.
O trabalho mostrou com os exemplos de controle gerencial citados, que a
contabilidade gerencial é de vital importância para qualquer empresa, em especial a micro
e pequenas empresas do setor de comercio varejista, que foi o foco da pesquisa.
O planejamento financeiro em seus diversos ângulos de estudo será melhor
elaborado se a empresa mantiver um sistema de contabilidade integrado, que possibilite a
qualquer tempo extrair de dados contábeis as informações de grande utilidade, que será a
base de uma administração segura e bem sucedida.
Os novos tempos exigem que o contador se adeque às mudanças ou ficará
defasado e correrá o risco de ficar fora do mercado. Com as simplificações nos sistemas
de apuração dos impostos e do cumprimento das obrigações acessórias o contador passa
a ter uma posição mais ativa nas organizações, o que significa maior tempo para
assessoria e menor para as atividades rotineiras.
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