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EXAMEGINECOLÓGICA

O exame ginecológico inclui a avaliação das mamas e genitais externos e internos, com inspeção e palpação detalhadas para identificar alterações, nódulos e secreções. O exame das mamas envolve inspeção dinâmica e estática, além de palpação para verificar elasticidade e secreções, enquanto o exame genital externo e interno exige cuidados específicos e a coleta de material cervical. A avaliação dos linfonodos axilares e a observação de características dos nódulos são essenciais para detectar possíveis condições patológicas.

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EXAMEGINECOLÓGICA

O exame ginecológico inclui a avaliação das mamas e genitais externos e internos, com inspeção e palpação detalhadas para identificar alterações, nódulos e secreções. O exame das mamas envolve inspeção dinâmica e estática, além de palpação para verificar elasticidade e secreções, enquanto o exame genital externo e interno exige cuidados específicos e a coleta de material cervical. A avaliação dos linfonodos axilares e a observação de características dos nódulos são essenciais para detectar possíveis condições patológicas.

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EXAME GINECOLÓGICO

EXAME DAS MAMAS:

Examinador de frente para o paciente, com ele sentado, braços


rentes a lateral do corpo e com ambas as mamas descobertas

1. INSPEÇÃO DINAMICA E ESTATICA

ESTÁTICA: observar alterações de cor, eritemas, hiperpigmetação,


textura, espessamento cutâneo, proeminências dos poros, padrão
vascular, circulação colateral, edemas, ulceras e lesões.

Investigar simetria, tamanho e formato das mamas. No contorno


mamário, pesquisar abaulamentos ou retrações.

Nos mamilos, observa a simatria, o tamanho e o formato. Bem como


descamações, fissuras, erupções e ulcerações. Mamilos
supranumericos e derrame mamilar

DINAMICA: Braços atrás da cabeça e depois na cintura, para contrair


o musculo peitoral maior, pode pedir que ela se incline pra frente.

Pedir para levantar os braços para avaliar os mesmos parâmetros da


estática, pois o movimento da mama ressalta as possíveis alterações.

PALPAÇÃO

 Porção lateral da mama: com a paciente deitada sobre o


quadril oposto, o médico inicia a palpação na axila e segue em
linhas verticais para cobrir toda a lateral da mama até a
clavícula.
 Porção medial da mama: a paciente é instruída a deitar-se de
costas, com a mão oposta à mama examinada posicionada
atrás da cabeça. O médico então palpa em linhas verticais do
mamilo até a linha do sutiã e da clavícula até o esterno.

 Palpação dos mamilos: com


os dedos, o médico pressiona
suavemente ao redor do
mamilo para verificar sua
elasticidade. Essa etapa é
essencial para identificar
espessamentos ou perda de
elasticidade, que podem
sugerir processos malignos.

 Verificação de secreções: o
médico posiciona os dedos ao
redor da aréola, comprimindo
suavemente em várias
direções ao redor do mamilo
para identificar o ducto de
onde a secreção está sendo
expelida caso a paciente
tenha relatado secreções
mamilares ou se o médico
observar sinais de secreção espontânea.

2. EXAME AXILAR

1. Inspeção da axila: a pele de cada axila é inspecionada à


procura de sinais de infecção, erupções cutâneas, pigmentação
incomum ou sinais de hidradenite supurativa (infecção das
glândulas sudoríparas). Uma pele axilar aveludada e
profundamente pigmentada pode indicar acantose nigricans,
associada a condições como diabetes e síndrome dos ovários
policísticos.

2. Posicionamento para a palpação: o médico posiciona o


braço da paciente de modo que fique relaxado, com o punho
apoiado na mão do examinador. Isso reduz a tensão muscular e
facilita o acesso aos linfonodos mais profundos.

Quando se examina a axila, é importante que a paciente


relaxe, para que os músculos peitorais fiquem relaxados e seja
feito um exame completo da axila. Músculos contraídos podem
obscurecer discretamente linfonodos aumentados de tamanho.
Para examinar os linfonodos axilares direitos, o examinador
deve suspender o braço direito da paciente utilizando
seu braço direito, fazendo, então, uma concha com os
dedos da mão esquerda, penetrando o mais alto possível
em direção ao ápice da axila. A seguir, trazer os dedos
para baixo, pressionando contra a parede torácica. O
mesmo procedimento deve ser realizado na axila contralateral:
suspender o braço esquerdo da paciente utilizando seu braço
esquerdo e realizar o exame da axila com os dedos da mão
direita. O examinador deve observar o número de
linfonodos palpáveis, bem como seu tamanho,
consistência e mobilidade. As fossas supraclaviculares são
examinadas pela frente da paciente ou por abordagem
posterior

Palpação dos linfonodos

1. Linfonodos Centrais: usando a mão oposta à axila que está


sendo examinada, o médico posiciona os dedos atrás dos
músculos peitorais e realiza uma pressão suave, movendo-se de
cima para baixo contra a parede torácica. O objetivo é palpar os
linfonodos centrais, sendo os mais comumente palpáveis.
Pequenos linfonodos (< 1 cm), macios e indolores, podem ser
normais.

2. Linfonodos peitorais: localizados na borda do músculo


peitoral maior, esses linfonodos são palpados ao comprimir
suavemente a dobra anterior da axila.
3. Linfonodos laterais: palpados ao longo do úmero, na parte
superior da axila.

4. Linfonodos subescapulares: O examinador, posicionado


atrás da paciente, palpa a prega axilar posterior para verificar o
tecido subescapular.

5. Linfonodos infraclaviculares e supraclaviculares: Também


examinados, ao poderem indicar drenagem de áreas com
processos patológicos.

Avaliação de nódulos

Caso sejam identificados nódulos ou massas, o médico descreve suas


características detalhadamente, incluindo:

 Localização: posicionamento preciso em relação ao mamilo


(por quadrante ou “horário” e distância);

 Tamanho: em centímetros;

 Formato e consistência: se é redondo, cístico ou irregular;


mole, firme ou duro;

 Delimitação e mobilidade: se é bem delimitado ou difuso;


móvel ou fixo em relação à pele, ou aos tecidos subjacentes; e

 Dor à palpação: dor pode indicar um processo benigno, mas


alguns cânceres podem ser dolorosos.

EXAME DOS GENITAIS EXTERNOS


É conveniente cuidadosa observação de todas as partes anatômicas
dos genitais externos femininos, começando pelos grandes e
pequenos lábios, clitóris, uretra, verificando se há ou não
procidência das paredes vaginais anterior e posterior. Nesse
momento, solicitar-se-á a realização de manobra de esforço-tipo
Valsava, que acentuará e mostrará tais procidências e ou a presença
de graus diversos de ruptura perineal (primeiro a terceiro grau)
ou de graus diversos de prolapso uterino, detectando-se aí se há ou
não lesão do esfíncter anal. Na inspeção e palpação das diversas
partes da vulva, impõe-se avaliar o monte de Vênus e a cadeia
ganglionar inguinal bilateral para determinar se há existência de
linfonodomegalias. Observar-se-á também, em posição
suburetral bilateral, o possível aumento de volume das
glândulas de Skene e, próximo à rima vulvar, bilateralmente, as
glândulas de Bartholin, que, pela presença de infecções,
cistos ou tumorações, poderão estar com volume aumentado
e com grande sensibilidade dolorosa.

EXAME DOS GENITAIS INTERNOS

 EVITAR O PERÍODO MENSTRUAL


 NÃO TER RELAÇÕES SEXUAIS NA VÉSPERAS
 NÃO REALIZAR DUCHAS VAGINAIS E A UTILIZAÇÃO DE
MEDICAÇÃO INTRA-VAGINAL

NO DIA DO EXAME

 ESVAZIAR A BEXIGA ANTES DO EXAME


 FORNECER AVENTAL ADEQUADO E EXPLICAR O EXAME
 LAVAR AS MÃOS E CALÇAR AS LUVAS

Além de avaliar o colo uterino e propiciar a coleta de material


cervical, o exame especular permitirá a avaliação das paredes
vaginais quanto ao seu trofismo, rugosidade e coloração
normal ou alterada ou presença de lesões e ou tumorações.

O espéculo é introduzido fechado. Apoia-se ele sobre a fúrcula,


ligeiramente oblíquo (para evitar lesão uretral), e faz-se sua
introdução lentamente; antes de ser completamente colocado na
vagina, quando estiver no meio do caminho, deve ser rodado,
ficando as valvas paralelas às paredes anterior e posterior,
posição que ocupará no exame.

A extremidade do aparelho será orientada para baixo e para trás,


na direção do cóccix, enquanto é aberto. Na abertura do
espéculo, a mão esquerda segura e firma a valva anterior dele,
para que a mão direita possa, girando a borboleta para o
sentido horário, abrir o espéculo e expor o colo uterino.

Com a exposição do colo uterino, tem-se a visualização da junção


cervicovaginal, sendo essa a oportunidade para a coleta da
citologia cervicovaginal, conhecida como teste de G. Papanicolaou.
A coleta deverá ser feita com escova apropriada; com a
introdução dessa escova, a coleta será feita ao nível da junção dos
dois epitélios cervicais.

Também é essencial a observação de nódulos, eversões da


endocérvice ou irregularidades como lesões vegetantes que
necessitem de complementação diagnóstica com colposcopia ou
biópsia dirigida por colposcopia.

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